quinta-feira, 31 de março de 2011

A Verdade Não Tem Interesse



Fico muito triste quando vejo um jornalista que gosto deixando de criticar um político porque constuma defendê-lo.

Comprei recentemente dois objetos de merchandise do Glenn Beck, jornalista que tem um programa na Fox News. Gosto muito do principal tema de seu merchandise: "Truth Has No Agenda" (Verdade Não Tem Interesse). É uma advertência a muitos jornalistas, analistas políticos, intelectuais, acadêmicos e políticos que escrevem ou discursam tendo um interesse subterrâneo. Por exemplo:

1) Sobre política defendendo os interesses de um partido. Mesmo que o partido tenha uma cartilha equivocada, mostra-se e ressalta-se apenas a parte considerada boa para se ganhar eleições;
2) Sobre política defendendo os interesses de um candidato ou governante. Quando o candidato ou governante fala ou escreve alguma bobagem, esconde-se o erro e mostra-se o lado bom ou nem se escreve sobre o assunto;
3) Sobre meio ambiente defendendo que a teoria da mudança climática está certa, mesmo quando briga-se com os resultados metereológicos históricos ou presentes;
4) Sobre religião escondendo os defeitos ou problemas de sua religião para promover a fé;
5) Sobre ideologia, escondendo ou defendendo os erros de suas corrente de pensamento.

No Brasil ou em qualquer lugar do mundo é muito comum o "spin" (distorcer) da notícia para agradar ou promover interesses escusos. Por vezes, uma mente treinada consegue saber perfeitamente quem defende quem e o quê, com apenas duas frases do palestrante ou escritor.

O Glenn Beck fala algumas bobagens, mas ele destaca-se exatamente por ser completamente alheio a agendas e interesses. Procura mostrar a verdade dos fatos sem apego a partidos, candidatos, ideologias ou religiões. Acho que isto justifica seu sucesso. E o medo que os políticos têm dele, eles não conseguem controlá-lo.

Esses casos são raríssimos, além de Beck, dos que conheço, acrescento de memória Ed West e Bill O'Reilly. Mas gosto também de muita gente que defende candidatos ou partidos porque certos candidatos também seriam meus candidatos, mas detesto quando desvirtuam fatos. Alguns defendem mas não desvirtuam os fatos, outros escolhem o lado certo, mas desvirtuam, outros escolhem o lado errado.

No Brasil, acho que há apenas o Diogo Mainardi, como jornalista livre de interesses (não que eu concorde com tudo que ele diz). O resto é só dos dois últimos tipos. Gosto de alguns jornalistas, mas todos eu já vi desvirtuando fatos para proteger seus candidatos. É triste.

Devemos ter em mente inicialmente que estamos lidando com seres humanos que nem sempre fazem escolhas corretas. Mas nem por isso devemos deixar de dizer que alguém errou ou acertou. O problema está justamente em saber quando se errou ou se acertou. Isso depende da formação cultural e religiosa de um povo.

Por exemplo, no Brasil, a corrupção nunca foi motivo para deixar de votar em político, o tal do "rouba mas faz" é forte em nossa cultura, então a fato de um político roubar não lhe tira votos, porque o próprio povo não condena o político. Também não temos um povo letrado nem rigoroso moralmente, então qualquer bobagem que um governante faça em termos ideológicos ou morais quase nenhum efeito terá na sua eleição.

Mas isso não impede que os letrados exijam que o jornalista fale a verdade sobre os fatos, quando esse político pecou ideologicamente, moralmente, ou legalmente.

Em termos jurídicos, defendo o jus naturalismo, isto é, a existência de um direito que é natural ao ser humano, que é conhecido por todos por inspiração divina, sejam cristãos ou não. Então, acho que o homem sempre sabe que matar, roubar, mentir ou trair é errado, por exemplo, sendo europeu ou da tribo dos tupinambás perdida na selva amazônica. Então, o jornalista, em qualquer lugar do mundo, sabe onde está verdade e a moral dos fatos.

Procuro seguir o lema de Beck: Truth Has No Agenda, e sou muito rigoroso, especialmente com quem apoio. Sou, por exemplo, muito rigoroso com padres católicos, sei que são humanos também mas exijo o máximo deles, devem ser exemplo para a verdade que escolheram defender, a verdade de Cristo, que, para mim, é a única verdade. Com os políticos em quem voto exijo que pelo menos reconheçam essa verdade, como sendo a única.

Caros, ainda estou viajando, volto no sábado, para escrever e mediar comentários.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Como Funciona o Vaticano - History Channel



Hoje, às 21h em Nova Iorque, será exibido o documentário de duas horas da History Channel chamado "Secret Access: The Vatican". Pelo o que li, o documentário mostrará o dia-a-dia do papa (trabalhando, rezando e até tocando piano) e daqueles que trabalham na Santa Sé. Além da história, da extensa documentação que o Vaticano cuida e da vida financeira da Santa Sé, que muitos pensam que é luxuosa.

O History Channel argumenta que ninguém jamais teve as portas tão abertas para fazer um documentário.  O documentário já está a venda no site da History Channel.

Não li nenhuma crítica ao documentário, apenas um pouco de descrição do programa, mas aparentemente está bem feito.  Abaixo, vai um rápido clipe do programa que está no youtube.

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terça-feira, 29 de março de 2011

Estados Unidos Podem Armar al-Qaeda



Essa é realmente demais. A Fox News noticia hoje que os Estados Unidos sabem que podem encontrar membros da al-Qaeda na Líbia entre os rebeldes que querem derrubar Kaddafi e mesmo assim não eliminaram a hipótese de armar os rebeldes. Isto é, os Estados Unidos podem fornecer armas para os terroristas da al-Qaeda.

Antes da guerra, Kaddafi, apesar de ser ele próprio um terrorista que já participou da morte de milhares de ocidentais, era, nos últimos anos, saudado por controlar grupos terroristas no seu país e evitar a emigração em massa de líbios para a Europa. Isto é,  o mundo já sabia quem podem ser os rebeldes. Então, não há nenhuma novidade em encontrar membros da al-Qaeda na Líbia, a notícia é que os Estados Unidos não descartam armá-los. Ai, meu Deus.

Matthew Archbold sabe exatamente o que isso significa: morte de cristãos. Diz ele: Our last two ventures into the Middle East ended with the arrest, persecution and/or slaughter of Christians in Afghanistan and Iraq. (Nossas últimas aventuras no Oriente Médio acabaram com prisão, perseguição e assassinato de cristãos no Afeganistão e no Iraque).

Archbold esqueceu de mencionar o Paquistão, talvez porque os Estados Unidos e o Paquistão sejam aliados no papel. Mas a perseguição aos cristãos no Paquistão continua. Hoje foi anunciado mais um ataque a uma Igreja Católica no Paquistão. Sem falar no assassinato do ministro Shahbaz Batti, que foi morto simplesmente por ser cristão e querer liberdade religiosa no Paquistão (muitos agora defendem que Batti seja considerado mártir pela Igreja Católica.  Eu estou entre eles).

Há ataques a cristãos mesmo em países que tem maioria cristã, como na Etiópia, que noticiei aqui recentemente. Enquanto isso, no Egito, a Irmandade Muçulmana já começa a ameaçar Israel, dizendo que quer acabar com o "cerco" a faixa de Gaza.

E tem gente (tem ainda?) que pensa que tudo é movimento pela democracia e pelos direitos humanos...

segunda-feira, 28 de março de 2011

Igreja Católica versus Ambientalistas na Austrália


Foi triste ver no Brasil, nas últimas eleições, muitos analistas políticos (eu me lembro particularmente de Ricardo Setti da Veja e da Fátima Bernardes, quando entrevistou o candidato Serra) dizendo que não era bom misturar religião e política. Eu cansei de comentar em vários blogs que a religião estava misturada com política em qualquer país, mesmo em Cuba ou na China. Era de uma bobagem extrema pedir essa separação.

Eu costumava repetir o exemplo do Reino Unido, em que nas últimas eleições para primeiro ministro, a Igreja Católica alertou seus fiéis em uma cartilha distribuída livremente que não votassem em candidatos que defendessem o aborto ou a eutanásia. Qualquer um que votasse estaria cometendo pecado mortal, estava contra o princípio mais básico do cristão: a defesa da vida.

Pois é, hoje, eu li mais um exemplo. Nove bispos australianos alertaram seus fiéis, em uma carta, que não votassem no Partido Verde do país (símbolo acima), pois este partido defende o aborto,  a eutanásia e o casamento gay.

Pois é, brasileiros, membros da Igreja Católica ou não, aprendam que religião e política estão sempre unidas, mesmo quando se quer separá-las. No Brasil e na Europa querem tirar os crucifixos das salas de aula ou da justiça, além de defenderem o aborto, a eutanásia e o casamento gay. Quem defenderá a vida, então?  Às vezes, não há ninguém para fazer isso mesmo quando se trata de um assassino confesso.

Caros, ainda estou viajando.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Uma Charge que diz Muito



Mais um intervalo na viagem apenas para mostrar uma charge. Algumas charges são realmente brilhantes, aqui vai acima de Chuck Asay do site Townhall que retrata o Obama no Brasil e um general, tem material para ser debatido em um curso inteiro de ciência política, fantástico.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Houve Dragões na Espanha



Caros, ainda estou viajando, mas aproveito um intervalo desta viagem de trabalho para apresentar o filme que estréia amanhã na Espanha - There be Dragons, do diretor Roland Joffé, que fez o filme Missões (que tem Robert de Niro, Jeremy Irons e Liam Neeson, e foi ganhador palma de ouro em Cannes), com músicas de Enio Morricone, muito conhecido por ser o compositor de Cinema Paradiso, e que também o acompanhou em Missões.

O filme There be Dragons fala um pouco da vida de Josemaría Escrivá durante a guerra civil na Espanha. Escrivá foi santificado pela Igreja Católica em 2002 e fundador da Opus Dei. Esta organização prega a santidade no dia-a-dia, por isso o papa João Paulo II, chamou Escrivá do Santo da Vida Comum. A Opus Dei é especialmente odiada por esquerdistas que alegam que Escrivá defendeu Franco na Espanha e Pinochet no Chile.

Até onde eu sei, Escrivá escreveu para Franco apenas para defender a presença da Igreja na Espanha. Mas fico pensando que se o mundo tivesse a mesma raiva de jesuítas que são comunistas que de padres que apóiam ditaduras seria um lugar bem melhor. Quantos padres no Brasil apóiam o MST que ensina cartilha marxista para crianças, que diz que a religião é o "ópio do povo"?

Mas deixando a política e a esquizofrenia mundial de lado, Joffé e Morricone foram no Vaticano ontem. Não tenho tempo para traduzir o que falaram, mas aqui vai o vídeo da Rome Reports que relata a presença dos dois no Vaticano. Além disso, mostro, em seguida, o trailler do filme.

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terça-feira, 22 de março de 2011

Índice Maria Bethânia



Caros, vou viajar por uns dias, mas antes, lendo um texto de Noblat no site do Augusto Nunes e juntando com o livro de John Médaille (abaixo) que estou lendo, decidi criar um índice, vou chamá-lo Índice Maria Bethânia.


Médaille fala sobre a teoria distributivista, que é um teoria econômica que tem como fontes principais a Encíclica Rerum Novarum, de 1891, do Papa Leão XIII, e o livro The Servile State de Hillaire Belloc.

Em poucas palavras, a teoria distributivista defende a liberdade e propriedade para o homem, para todos os seres humanos. É contra o capitalismo que tende a dar propriedade apenas para poucos e contra o socialismo que elimina a liberdade e a propriedade. O distributivismo é contra o Big Government (grande aparelho estatal do socialismo) e o Big Business (grande domínio da ordem pelos que têm muito dinheiro), acha que as duas coisas sempre andam juntas. Além disso, o distributivismo é fortemente baseado na moral cristã.

O que isso tem a ver com a Maria Bethânia? A Maria Bethânia usa uma combinação de Big Business com Big Government para usar recursos públicos, tirando dinheiro que iria para a saúde e educação, por meio do imposto de renda das empresas. Em todo mundo, há essa combinação, e ela ocorreu mesmo nos regimes comunistas e fascistas.

Então, a partir de agora vou ficar de olho em quem merece se destacar no Índice Maria Bethânia. No Brasil, não falta gente, basta ver a lista de empresas financiadas pelo BNDES, mas o mundo também é pleno deles. Vocês têm alguma sugestão?

Vou tentar publicar alguns posts durante minha viagem, mas não tenho certeza se conseguirei. Posso também a demorar para avaliar comentários. Até mais.


Etiópia - 96 Igrejas e 30 Casas Cristãs Queimadas.


A Etiópia é cercada por países islâmicos, com exceção do Quênia. A própria Etiópia já tem 33% de sua população formada por muçulmanos. O maior problema de fronteira é com a Somália, um país que vive sem governo desde 1991.  Vocês já assistiram o grande filme Falcão Negro em Perigo? Se não, recomendo fortemente. Conta a história da invasão frustrada da Somália pelo governo Clinton, que tentou pôr ordem lá em 1993, e desistiu.

O exército etíope regularmente combate um grupo terrorista islâmico chamado al- Shabaab, que tem estreitas relações com a al-Qaeda e controla todo o sul da Somália. Para o mundo ocidental, a Somália é conhecida pelos piratas que roubam e matam quem passa pelo Golfo de Aden.

Agora, com a região do Norte da África e do Oriente Médio inteira em conflito, a Etiópia também sofre. O International Christian Concern noticiou que no início deste mês 69 Igrejas cristãs (pentecostais principalemente, os católicos não passam de 2% no país) e 30 casas de cristãos foram queimadas, na cidade de Asenbabo, 300 quilômetros ao sudoeste de Addis Ababa. Duas mortes foram noticiadas. 10 mil cristãos fogem da região. A confusão começou, quando uma igreja cristã foi acusada de profanar o Corão. Os cristãos negaram, mas não ajudou.

O prefeito da cidade, quis afastar o aspecto religioso, ele disse que o problema é político. O culpado dos ataques, segundo o prefeito, Teshome Degefu, é um grupo terrorista Kawarja. Mas os cristãos dizem que seus vizinhos muçulmanos se juntaram àqueles que incediaram as igrejas e as casas. Grupos muçulmanos prometem mais ataques a cristãos.  Em 2006, os cristãos já tinham sidos vítimas de ataques de muçulmanos, quando assassinaram mais de 12 cristãos.

O International Christian Concern pede ajuda aos desabrigados. E o mundo tem de prestar atenção nisso, uma crise política e religiosa na Etiópia pode fazer o problema do norte da África descer pelo Quênia, trazendo muitas mortes.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Liga Árabe Apóia ou Não o Ataque a Líbia?



A Liga Árabe é uma organização fundada em 1945 e, atualmente, é formada por 22 países (em verde no globo acima). No momento, o diplomata egípcio Amr Moussa é o secretário geral da Liga, e um forte candidato a ser líder do seu país, quando houver eleições.

No dia 12 de março passado, Moussa colaborou para que a Liga excluisse a Líbia da organização e pediu que as Nações Unidas impusesse uma zona de exclusão áerea na Líbia para evitar a derrota dos rebeldes e morte dos civis. O Secretário de Defesa americano, Robert Gates, na oportunidade disse que a ação seria inadequada, mas, depois, como sabemos, sob pressão da França e do Reino Unido, os Estados Unidos retrocederam e colaboraram com a aprovação da Resolução da ONU que criou a zona de exclusão áerea. Só essa pequena história já dá para desclassificar qualquer análise que diga que o Obama foi sábio ao esperar o apoio da ONU para atacar Kaddafi. Na verdade, Obama vacilou várias vezes e foi levado pelo apoio tanto de árabes como de países ocidentais.

Voltando a Liga Árabe, depois que começaram os ataques na Líbia, Moussa começou a recuar e disse:

"What is happening in Libya differs from the aim of imposing a no-fly zone, and what we want is the protection of civilians and not the bombardment of more civilians." ( O que acontece na Líbia difere dos objetivos de impor um zona de exclusão aérea, e o que nós desejamos é a proteção dos civis e não bombardeamento de mais civis).

Mas o que ele esperaria de uma Resolução que permite qualquer ataque com exceção de invasão por terra. Como esse método seria efetivo em controlar Kaddafi.  Se ele quissesse apenas que aviões da coalizão atacassem aviões inimigos, bastaria Kaddafi não usar aviões para matar os rebeldes. Para controlar as mortes dos civis é preciso destruir as forças do ditador líbio, e isso é mais difícil sem entrar no território.

Será que Moussa não conhece o velho método de usar civis em locais militares para provar que o ataque está matando pessoas comuns. Faz quantos anos que os palestinos usam esse método?

Depois Moussa, de certa forma, se retratou um pouco dizendo que respeita a Resolução da ONU. Acho que a posição dele como candidato no Egito fragiliza suas ações na coalizão.

Catar e Emirados Árabes Unidos, que fazem parte da Liga, dizem que estão contribuindo com as forças de coalizão no ataque a Kaddafi. Além de ajudar o Bahrein, na luta contra os seus próprios rebeldes. Isto é, por um lado, eles ajudam a derrubar um governo, por outro, tentam manter outro ditador. 

O site da Fox News já mostra hoje que partidários e adversários de Kaddafi  já se enfrentam no Egito em frente a sede da Liga Árabe (foto abaixo).



Como será que Catar e Emirados Árabes se posicionarão dentro do mundo islâmico e dentro da Liga, se a Liga Árabe, com o avanço do conflito, retirar o apoio a Resolução da ONU?

Além disso, quem pode ser ditador e quem não pode no mundo islâmico?

Na verdade, o mundo árabe não conhece a democracia, nem respeita o mundo ocidental. E o ocidente tem de agir sabendo que sua ação na região não será vista com bons olhos nem pelos ditadores nem pelos rebeldes.

domingo, 20 de março de 2011

Cacator, Cave Malum

  

O símbolo acima remete a uma expressão americana de baixo calão que quer dizer "merda de búfalo" (bullshit). Costuma ser usada para dizer para alguém que aquilo ele diz é bobagem das grossas, é bullshit. Então quem usa esse símbolo quer dizer que na área é proibido dizer bobagem.

Mas para ficar mais chique eu vou usar uma outra expressão que aprendi ontem no excelente blog de James Hannam, autor de God's Philosophers.

Hannam estava falando do livro A Cabinet of Roman Curiosities: Strange Tales and Suprisied Facts from the World's Greatest Empire. No livro, o autor, J.C. McKeown, diz que os romanos quando não gostavam de um morto iam no túmulo dele e pisavam, urinavam e defecavam. Então muitos familiares dos mortos colocavam avisos nas lápides para afastar os cagões. Para não escrever um texto muito longo, alguns familiares apenas escreviam: Cacator, Cave Malum! (Cagadores, Cuidado!!).

Vou usar esse termo com outro significado. Toda vez que eu encontrar algum intelectual ou político ou analista econômico falando muita bobagem, vou escrever antes: CACATOR, CAVE MALUM!! Para avisar aos meus leitores que aí vem muita bobagem.

Pois bem, assim eu digo para meus leitores antes de lerem a entrevista de Obama para a Veja e a de FHC para a Folha de São Paulo. É tanta bobagem, falta de lógica e de princípios que dá asco.

A entrevista de Obama só lendo a revista, não está disponível, mas a de FHC está disponível no blog do Augusto Nunes e eu comentei lá dizendo que FHC fez igual aos romanos raivosos nos túmulos.

O que Obama falou na Veja é de um vazio próximo ao vácuo, não se consegue tirar nada além de platitudes. Ao contrário de Obama, o FHC falou muito, mas nada que preste. Vejam isso de FHC:

"O Obama fez aquele discurso no Egito com uma proposta de conciliação. E daí? Assim como foram surpreendidos pelo fim da URSS, também foram agora com as revoltas no mundo árabe. E ficam atônitos, porque têm essa contradição de apoiar o errado. O chinês só grita quando pisam no calo dele, nós gritamos sem ter calo, e os EUA gritam sempre com e sem calo… Mas vão parar de gritar, vão ter de sussurrar".

Meu Deus, o que é isso? Isso não é análise, é texto infantil, desejoso de destruição de um país que sempre foi o único porto de defesa de princípios como liberdade, cristianismo e capitalismo. Que errado é esse que fala FHC? Ele quer que os Estados Unidos sussurrem para quê? Para nascer o imperialismo chinês?

Será que ele acha que o certo é defender o Irã, o Hezbollah, o Chavez, a Líbia, o Saddam Hussein, ou o Mao Tse Tung. Acho que FHC acha lindo os princípios que a China usa com o seu próprio povo, como o ganhador do Prêmio Nobel da Paz, com as religiões (vejam como o governo chinês lida com as diversas religiões), com a justiça (vejam como a China respeita o princípio do contraditório), com a vida (vejam o número de abortos na China por cause da lei de apenas um filho), e com o mercado (quem é o rei da pirataria no mundo?).

No Brasil, parece que todo político (já que só temos partidos de esquerda) ou intelectual sonha com o imperialismo chinês. "Assim não dá, assim não pode".

sábado, 19 de março de 2011

Ajuda Para o Japão



Ontem, no programa do Glenn Beck, ele, de certa forma, discutiu por que os Estados Unidos estão doando tão pouco para o Japão em relação ao que foi doado para o Haiti. Ele disse que foi doado nos primeiros dias por volta de 70 milhões de dólares, enquanto o Haiti recebeu 200 milhões. No Haiti, inclusive, dois ex-presidentes se juntaram, Clinton e bush, para conseguir doações.

É verdade, o Japão é a terceira economia do mundo, é um país rico e ordeiro. O Haiti é um dos países mais pobres do mundo, precisa de muita ajuda. Mas, por outro lado, o que o japonês precisa para reerguer a vida que tinha é muito mais caro, do que um haitiano precisa para a mesma finalidade, pelo simples fato de que o japonês tinha uma vida muito melhor.

Além disso, as chances das doações desaparecerem na corrupção é muito menor no Japão. As doações, de Bush e Clinton, por exemplo, estão sob pesadas críticas porque parte dos recursos não chegaram a quem precisa.

Ed West discutiu essa questão da corrupção na quarta-feira passada. E disse que numerosos estudos têm identificado que ajuda econômica alimenta a corrupção, mas com o Japão, nós podemos estar certos que o dinheiro não acabará em um banco suíço. Nas palavras de West: 

"Aid has been found in numerous studies to fuel corruption, especially if those countries are divided between various factions, and so preventing development. DR Congo rates 164th on the Transparency International index of corruption, Pakistan is 143rd, Nigeria and Bangladesh are joint 134th (God, if you’re level with Nigeria in the corruption stakes, you’ve got problems) and Ethiopia is 116th. Japan is 17th, ahead of both the UK and USA. And although Japan is considerably wealthier than any of those third-world hell-holes (I mean the first five, not Britain and America), it is almost certainly money better spent.

...But the problem is often corruption, and Japan is perhaps the first uncorrupt country in modern times to require huge financial aid; and so this is the first international emergency where we can be confident the money really won’t end up in Switzerland".

 Jen Yamato, no site do Movie Line, discutiu por que Holywood não está fazendo campanha para arregimentar ajuda financeira para o Japão. Ele cita um representante de diretores de Holywood que diz que o status de super potência do Japão é parte do problema.

Em todo caso, Yamato cita alguns exemplos de celebridades ajudando o Japão, como o Linkin Park que está vendendo as camisas acima, Lady Gaga que está vendendo braceletes, Sandra Bullock que dou 1 milhão de dólares, e mesmo as corporações de Holywwod, como Disney e Sony, que doam recursos.

Faça sua doação, siga os Estados Unidos (o país que mais doa no mundo, sob qualquer medida, total ou relativamente), vou comprar minha camisa do Linkin Park.

sexta-feira, 18 de março de 2011

755 Presos Políticos Soltos

Caros, enquanto o mundo decide derrotar Kaddafi, depois que Kaddafi derrotou os rebeldes, o Egito começa a mostrar uma cara perigosa. Acho que não vai dar em boa coisa.

Depois da queda de Mubarak, o Egito já soltou 755 presos políticos. Entre eles, na sexta passada, o Supremo Conselho do país soltou Abboud e Tareq al-Zomor, acusados de estarem relacionados ao assassinato de Anwar el-Sadat em 1981 e, ontem, liberou o irmão do número 2 da al-Qaeda, Ayman al-Zawahri (foto acima), ligado ao grupo terrorista Islamic Jihad. Além disso, 904 criminosos foram soltos. Nossa Senhora!!

Algum jornal brasileiro noticiou isso? Não vi, mas está no New York Times.

E agora, quem poderá nos defender? O Obama nem age, nem quer agir como um Chapolin Colorado, ver texto abaixo. Se Israel quiser continuar existindo, tem de prestar muita atenção nisso e não esperar pelo Obama. O mundo, com Obama, é salve-se quem puder.

Obama - Presidente Rastafári



Os Estados Unidos discutem, desde o início da semana, sobre o estilo de liderança do Obama. Em um momento de 1) muita crise no que o mercado financeiro chama de MENA (Middle Easr and North Africa) - Oriente Médio e Norte da África -, 2) desemprego em alta, 3) dívida pública explodindo, 4) orçamento ainda não aprovado no Congresso (porque os republicanso querem cortar gastos e os democratas não querem),  e 5) terremoto no Japão com crise nuclear, o Obama apareceu jogando golfe, discutindo na ESPN quais times iriam passar de chave no basquete colegial americano, e falando sobre bully (intimidação infantil) nas escolas. Os próprios membros do partido do Obama, os democratas, estão reclamando da falta de liderança dele na discussão dos gastos. Além de corte de gastos, há fortes discussões sobre retirar subsídios públicos para clínicas de aborto e de meios de comunicação. E o Obama nada.

Hoje, Obama vem ao Brasil, depois Chile e El Salvador. O Brasil é um país importante mundialmente? É, tem certa relevância, mas nada que justifique a viagem neste momento. Chile e El Salvador? Chile tem mais proximidade com os Estados Unidos do que o próprio Brasil, mas não é tão relevante. El Salvador não tem quase nenhuma significância internacional.

Que tal ir ao Japão? Ele poderia reforçar seu apoio ao país neste momento difícil, muitas vezes o que aparece nos noticiários é uma briga para mostrar qual governo sabe mais da situação das usinas nucleares, o japonês ou o americano.Ou ir à Arábia Saudita? Mostrar de que lado está na disputa entre os sauditas e iranianos.

A charge acima de Lisa Benson do site Townhall mostra o que muitos americanos pensam: Obama não sabe ser líder do país, muito menos do mundo.

No jornal Wall Street Journal, Dan Henninger discute a lidernça americana no mundo, e diz que a abordagem do Obama nas relações mundiais tem falhado completamente. Ontem, Glenn Beck disse como Obama deveria ter discursado em relação ao terremoto do Japão: dando apoio e ajuda ao povo japonês em um pronunciamento respeitoso, no horário nobre, e não às três da tarde do lado de fora do Salão Oval. Bill O'Reilly, que também tem um programa na Fox News, diariamente tem dito que o fator liderança irá prejudicar Obama na campanha eleitoral.

A aprovação de Obama que tinha saído do negativo recentemente, com a extensão dos cortes nos impostos (proposta dos republicanos e do governo Bush), está voltando ao patamar negativo, como mostra o gráfico do Real Clear Politics abaixo:


Na minha opinião, boa parte dos analistas políticos erram na análise de liderança do Obama. Assumem que ele deseja liderar o "mundo livre". Ele simplesmente não quer. Ele acha que é a ONU que deve fazer isso. Ele também não quer liderar o controle de gastos nos Estados Unidos, ele não acredita na economia de oferta (redução de impostos e controle de gastos públicos), ele crê na força do governo para avançar o que os esquerdistas chamam de "justiça social", por isso não se preocupa em reduzir gasto ou dívida.

Para  mim, Obama é o Presidente Rastafári. Ele prefere deixar o outros resolverem para ver como é que fica. Ai meu Deus, como os americanos caíram na roubada de eleger Obama?

quinta-feira, 17 de março de 2011

Hipocrisia Européia com a Líbia



Tenho bastante simpatia por um partido inglês, o UKIP (UK Independent Party), apesar de não ser libertário, pois para mim falta os valores cristãos nessa vertente política. O que acaba aproximando-os daquilo que eles mais odeiam: comunismo. Mas é sempre muito bom ver Nigel Farage, parlamentar da União Européia, membro do UKIP, discursar e dessa vez não é diferente.

O último discurso que vi dele foi um em que ele mostra com perfeição a hipocrisia européia com relação a Líbia. Vejam o vídeo abaixo. Não vou traduzir todo o discurso, mas explico-o, em seguida.


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Farage, no início do vídeo, pede que Herman van Rompuy, Presidente do Conselho Europeu, não incentive uma invasão militar na Líbia, dizendo que ele não deve seguir o que recomenda Guy Verhofstadt, líder dos esquerdistas, pois a União Européia não tem legitimidade para agir e entrar em uma guerra é fácil sair é que é difícil. Depois, Farage mostra a hipocrisia européia, exibindo uma  foto do próprio Rompuy todo sorrisos com Kaddafi. A foto é de dezembro passado e Farage diz que nunca viu Rompuy com sorriso tão largo.

O Deputado belga Derk van Eppink mostrou ainda outras fotos de líderes europeus abraçados com Kaddafi, inclusive o próprio Guy Verhofstadt, que deseja invasão ao país agora.

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O jornalista Ed West também exibe a hipocrisia européia, dizendo que o filho de Kaddafi, Saif al-Islam, afirma que financiou a campanha política de Sarkozy, na França. Não se pode confiar nas palavras de Saif, mas é uma forte acusação e Sarkozy deveria respondê-la.

Eu encontrei os dois vídeos acima quando lia o blog de Daniel Hannan, que também é parlamentar na União Européia, mas mantém um blog no jornal The Telegraph. Em outro post, Hannan diz que há seis razões para a não invasão da Líbia: 1) Os rebeldes não querem; 2) Justificaria o discurso de Kaddafi contra as forças estrangeiras; 3) Se Líbia, por que não Zimbábue ou China; 4) A Europa não tem condições financeiras; 5) A Inglaterra não tem interesses em jogo; 6) A Europa deve é apoiar regimes que são realmente representativos no mundo árabe.

Eu discordo de praticamente todas as razões de Hannan. Meu Deus, se o mundo ocidental for esperar pelo apoio popular no mundo árabe para tirar um tirano ou esperar que o ditador não use o discurso contra os estrangeiros, ficará sentado para sempre. Os rebeldes não querem domínio político ocidental, mas eles querem apoio militar ocidental para sua causa. Outra coisa, quer dizer que só se houver interesses em jogo é que se deve intervir em um país?

Em suma, acho que o mundo ocidental deveria ter retirado Kaddafo há muito tempo. O cara é um terrorista há décadas, matou centenas de pessoas na Europa. E não devia ter ficado de beijos e sorrisos com ele nos últimos anos. Atualmente, o ocidente devia ter estabelecido um faixa de exclusão aérea  para evitar que os aviões de Kaddafi atacassem os rebeldes. Só assim, participando do conflito, é que o ocidente pode, de certa forma, exigir que a queda de Kaddafi não represente a subida de um outro "cachorro  louco" do Oriente Médio, como Reagan definiu Kaddafi.

Farage tem toda razão quando diz que a União Européia não tem legitimidade para declarar guerra e que entrar numa guerra no Oriente Médio é fácil, sair é que é complicado. Exatamente, por isso é que não se deve brincar de beijos e abraços com tiranos da região. O futuro irá cobrar o preço da hipocrisia. 

Finalmente, cabe dizer, que a hipocrisia em relação a Líbia ou qualquer tirano do mundo, não se restringe a Europa. Nos anos recentes, vimos vários líderes mundias chamando Kaddafi e outros ditadores de irmão, sorrindo com eles e beijando-os.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Arábia Saudita versus Irã no Bahrein



O Bahrein é uma pequena ilha cheia de petróleo que fica entre a Arábia Saudita e o Irã. Tem maioria xiita (a  maioria também no Irã), mas é governada por sunitas (que governam a Arábia Saudita). Além disso, tem ótimas relações com os Estados Unidos, a 5a Frota da Marinha Americana fica estacionada lá. O país está em crise e a Arábia Saudita e o Irã brigam pelo controle do país.

A queda de Bahrein para o Irã mudará todo o panorama da região. Os Estados Unidos terão que praticamente sair do Golfo Pérsico e a Arábia Saudita e Israel terão ainda mais dificuldade para combater o Irã.

Estão ocorrendo manifestações contra o reinado de Hamad ali Khalifa, que faz parte da família que governa o Bahrein há muitos anos. O rei declarou três meses de estado de emergência e instruiu militares para destruir os levantes (vejam foto abaixo)



O site Stratfor diz que essas manifestações têm duas origens: revolta da população xiita, por ser governada pela facção sunita, e influência de potências islâmicas estrangeiras (uma sunita, Arábia Saudita, e outra xiita, Irã).

A Arábia Saudita, depois de consultar os Estados Unidos, enviou tropas para auxiliar o Bahrein no controle das manifestações. Stratfor avalia que o Irã tem duas opções: 1) não reagir, desistir de controlar o Bahrein, e se concentrar no Iraque, já que os Estados Unidos afirmaram que deixarão o país; 2) Reagir e tentar afastar os Estados Unidos do Golfo Pérsico, facilitando levantes na própria Arábia Saudita.

Ontem, o Irã denunciou a entrada de forças sauditas no Bahrein. O ministro das Relações exteriores, Ramim Mehmanparast, disse que a presença de forças sauditas no Bahrein é "inaceitável".

Hoje em dia, as palavras perderam o sentido. Em se tratando de Obama, então, perderam completamente o significado. Ele já disse que Kaddafi deveria cair, que o regime dele é inaceitável, que  reagirá contra os ataques a população líbia, e nada. Mas, o que será que significa a palavra "inaceitável" no Irã?

terça-feira, 15 de março de 2011

Argumentos para Aborto



video


Já mostrei aqui a disputa entre amarelos e laranjas (pró-vida e abortistas). O site Catholic Vote resolveu perguntar àqueles que estavam entre os laranjas por que eles defendem clínicas de aborto, como a Planned Parenthood, a instituição que mais realiza abortos nos Estados Unidos. Vejam o vídeo acima, traduzi as respostas de cada um, abaixo:

1) Primeira Mulher no Microfone: "As pessoas dizem que devemos baixar o tom, dizem que devemos encontrar pontos em comum com pessoas que querem tirar nossos direitos, dizem que devemos ser bons e proativos (aí solta um palavrão);

2) Voz enquanto passa imagens da passeata: "Eles querem falar de moralidade? Olhem o que nós defendemos agora: Aborto quando quisermos, sem qualquer desculpas!!

3) Mulher de branco e cabelos pretos:"Eu estou tão feliz de ser uma futura médica, eu farei abortos e ficarei orgulhosa disso!"

4) Mulher de branco no microfone: "Não se deve ter vergonha de fazer aborto, estou planejando fazer uma clínica de aborto, eu fiz um aborto poucas semanas atrás, meu seguro de saúde cobriu".

5) Mulher no ônibus: "Nosso corpo, nossa escolha, eu concordo, vamos nessa!"

6) Moça com piercing no nariz: "Aborto é cuidar da saúde!"

7) Moça com gorro vermelho: "Se não se começar a adotar, todas essa crianças nascerão, não sei o que poderemos fazer, nós não temos a solução"

8) Velho de gorro verde: "Seguro saúde do governo para aborto, sim"

9) Pessoas gritando: "Nem a igreja, nem o estado, mulheres decidem seus próprios destinos!"

10) Mulher ao microfone de laranja: solta vários palavrões e diz "eu já tive o bastante".


11) Moça de cabelo ruivo segurando um cartaz: "Eu queria que eles parassem de decidir sobre o meu corpo com suas bíblias!. Mantenha seus rosários longe dos meus ovários"

12)  Moça de verde segurando um cartaz: "Feto não é uma criança, uma criança é criança apenas quando nasce."

13) Moça de azul com gorro marrom: "Uma criança atrapalhará o emprego e eu não quero pagar por isso".

14) Moça e cabelo rosa: "Porque nós não podemos pagar pelo amanhã, se eu ficar grávida amanhã eu vou querer abortar, se eu ficar grávida hoje, eu abortarei, e eu não me sinto mal dizendo isso"

15) Rapaz de gorro laranja: "Eu quero que clínicas de aborto sejam como o Starbucks, eu quero clínicas de aborto em toda esquina".

16) Rapaz de óculos: "Eles (os pró-vida) estão preocupados com os fetos mas não em criar as crianças, se eles defendessem mais os direitos da crianças, você sabe, hah, isso não faz sentido para mim".

Observando todas as respostas, vejo que 1) eles esquecem que o feto é a criança, todos nós fomos feto um dia; 2) Esquecem os direitos de viver desses fetos; 3) Esquecem que as mulheres não têm poder sobre a vida de outros, nem sobre as crianças em seus ventres; 4) Esquecem que a política econômica deles para crise financeira é matar pessoas. Eles pensam que se mais pessoas nascessem então iriam destruir a economia, então melhor matá-las, fazendo aborto; 5) Não impõem nenhum limite no aborto, criança só existe quando nasce; 6) Querem clínicas de aborto em cada esquina (eu pergunto por que tanto ódio com os fetos); 7) Confundem matar uma criança com cuidar da saúde, como se só a saúde da mãe importasse, e 8) Qualquer assassino, psicopata, ladrão, genocida, pode usar o slogan "nem Igreja, nem estado" para dizer que quer ser livre de questões morais e legais para praticar seus crimes.

É difícil escolher a resposta mais assustadora, mas a última me fez rir, porque o próprio cara viu a bobagem que estava dizendo, enrolou-se no seu raciocínio falho. Quer dizer que as pessoas que são pró-vida deveriam ser chamadas apenas de pró-fetos? Porque eles só pensam no fetos, quando a criança nasce, eles devem matá-las, não é? Só se for isso, ai meu Deus.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Terrorista Palestino Mata Três Crianças e Seus Pais


Como alguém pode matar com uma facada uma criança de 3 meses? Que tipo de pessoa é essa? Que solução política justifica isso? Nenhuma, nenhuma, nenhuma...

Um terrorista invadiu uma casa na região de Itamar na Cisjordânia na última sexta e trucidou (não apenas matou) três crianças, sendo uma três meses, outra de 4 e outra de 11 anos (fotos acima) e seus pais. O ataque só foi descoberto pela filha mais velha que voltou para casa da casa de amigos naquela noite e encontrou toda a sua família morta. As crianças e seus brinquedos em poças de sangue.

A Cisjordânia é o local da disputa que envolve envolve assentamentos região judeus. Mas o resultado da matança foi apenas dar vontade nos judeus de invadir ainda mais o lugar com novos assentamentos.

O assentamento de Itamar é de uma comunidade de judeus ortodoxos que desejam que o governo israelense aumente o volume de assentamentos. Mesmo os isaraelenses acham essa comunidade radical, mas o radicalismo deles não envolve matar crianças com facadas. Meu Deus!

Aaron Goldstein escreve que o Fatah prendeu três membros do Hamas dizendo que eles eram culpados pelos assassinatos, mas um grupo terrorista ligado ao próprio Fatah foi que assumiu a autoria dessa desgraça. Parece que não qualquer diferença entre Fatah e Hamas.

A Calma Japonesa



O desepero está presente no olhar perdido, na lágrima furtiva, mas não vi gritos, descabelamento, gritos contra o governo, contra o prefeito, contra Deus. Fico admirado, inclusive, pela calma e respeito nas filas (foto acima). Grande povo japonês, que supere essa difícil tragédia. Rezemos pelos mortos e pela superação da dor dos sobreviventes.

Vejam as fotos no jornal Daily Mail.Abaixo, uma descrição do que aconteceu em cada cidade da Reuters.

domingo, 13 de março de 2011

Urubus que Querem que Terremoto seja Mudança Climática


Ninguém escreve de forma tão destruidora contra os amantes da Mudança Climática antropogênica, isto é, contra aqueles que acham que o homem é culpado por mudança climática ao emitir gases de efeito estufa, do que James Delingpole, jornalista que ganhou o prêmio Bastiat de jornalismo do ano passado. Escrevi aqui sobre essa premiação.

Por isso, ninguém poderia fazer melhor do que ele ao comentar que já há alguns "urubus" querendo associar o terremoto do Japão com Mudança Climática antropogênica e  outros "urubus" que querem destruir a produção energética nuclear para substituir pela energias limpas.  Vejam o texto de Delingpole. Ele, incluisve, fala quem matou mais gente: energia nuclear ou energia eólica, nos últimos dez anos.

Interessante é que outro cético da mudança climática, Christopher Booker, mostrou ontem um exemplo de quando se tenta substituir geração de energia tradicional por energia verde sem observar a relação custos versus geração de energia. O resultado é desemprego misturado com altos gastos públicos. Em suma, dinheiro público aumentando a pobreza.

O mundo pode e deve gerar energia de outras fontes energéticas, se possível com o mínimo impacto sobre o meio ambiente, mas deve fazer com o cuidado de evitar penalidades sobre o ser humano. Usar geração de energia verde apenas quando esta for capaz de produzir energia suficiente para manter o desenvolvimento.

Mas, o mais importante agora é que todos devem se solidarizar com os japoneses. Muitas vidas foram perdidas, devemos rezar por elas. Devemos esquecer Delingpole e os urubus e pensar nessas vidas e na dor dos sobreviventes.

Qual é a Maior Fraqueza da Humanidade?



O Quadro acima é do grande Albrecht Durer e serve para ilustrar o argumento de dois textos.

Hoje, eu li um artigo do grande Peter Kreeft e acabou que o texto se revelou no mesmo sentido de outro que eu havia lido no início da semana passada no blog do diabo. Eu já lhes falei aqui que o diabo tem blog (é um ótimo blog que mostra a visão diabólica do mundo para que os incautos vejam que o que eles pensam muitas vezes está de acordo com o pensamento das trevas). Leiam qualquer artigo de Kreeft. É sempre sensacional. Os textos do blog do Satan também são ótimos e não pensem que é brincadeira, o escritor dos textos tem muito conhecimento.

Mas, em relação aos dois textos que li, o primeiro, de Peter Kreeft,  trata de qual é a maior ameaça ao cristianismo. O segundo, do Blog Satan, trata da maior fraqueza da humanidade, o que faz ela pecar.

Para Kreeft, a maior ameaça ao cristianismo não são as outras religiões, como o islamismo ou o budismo, mas o "novo paganismo". Que é diferente do velho paganismo, pré-cristianismo. Pois no velho, na antiga Grécia, havia três fatores que não há neste novo paganismo: moderação (senso de que tudo demais está errado), absolutismo moral (o velho paganismo não era relativista moralmente), senso de transcendência (o velho paganismo via mistério na vida humana).

O novo paganismo tirou a mitologia, a divinização de Deus. Deus não seria transcendente, ou supranatural, e sim natural.

Mas o fator que assemelha os textos de Kreeft e Satan é que Kreeft diz que o novo paganismo é a retirada do "medo de Deus" e Satan diz que a maior fraqueza da humanidade são os "grandes mas" (big buts), isto é, as desculpas para pecar.

Os dois citam a mesma passagem do evangelho: Gênesis 3:1, quando a serpente diz para Eva: "Deus realmente disse para você que não podia comer nenhum fruto das árvores?"

Os dois autores ressaltam o início da frase: "Deus realmente disse..". Isto é o pontapé inicial do relativismo moral.

Satan explicou qual é a maior fraqueza da humanidade falando do "big buts":

Down here we call it “the big but”: it’s every human’s tendency to rationalize acting on their own desires against God’s holiness expressed in nature or conscience by asking in their hearts, did God really say?

Kreeft argumenta que a artimanha do novo paganismo não é enfrentar a Igreja mas se infiltrar. Ele diz de forma sensacional:

"The new paganism is winning not by opposing but by infiltrating the Church. It is cleverer than the old. It knows that any opposition from without, even by a vastly superior force, has never worked, for "the blood of the martyrs is the seed of the Church." When China welcomed Western missionaries, there were 2 million conversions in 60 years; when Mao and communism persecuted the Church, there were 20 million conversions in 20 years. The Church in East Germany is immensely stronger than the Church in West Germany for the same reason. The new paganism understands this, so it uses the soft, suggestive strategy of the serpent. It whispers, in the words of Scripture scholars, the very words of the serpent: "Has God really said...?" (Gen. 3:1)."

sábado, 12 de março de 2011

Risco e Dependência Nuclear no Japão




Como disse Richard North do blog eureferendum, não há muito o que blogueiros possam dizer diante da tragédia que ocorre no Japão. Meus blogs preferidos pedem orações, o resto é acompanhar o drama das pessoas e as imagens.  O grau de devastação do terremoto e maremoto que eles sofreram seria muito mais catastrófico mesmo em países como os Estados Unidos. O povo japonês, tão bem formado, tão bem preparado, mostra a força de seu planejamento.

O Jornal The Telegraph descreve a história dos piores terremotos desde o início do século 20, começando pelo terremoto na Califórnia de 1906, de 7.8 na escala Richter. Vejam e comparem o grau do terremoto com a devastação em termos de vida. Ficaram admirados com a capacidade de absorver terremotos dos japoneses, frente `a magnitude do terremoto e a grande concentração populacional do país. O último terremoto no Japão foi em 95, de magnitude 7.2 e matou quase 6,4 mil pessoas. Dessa vez, além de maior magnitude (8.9), ocorreu incrível maremoto.

Eu vou me ater aos problemas dos vazamentos nucleares. Acima, do site da BBC, a localização das usinas nucleares Fukushima atingidas pelo terremoto.

Colhi informações no site da Energy Information Administration (EIA). Vocês podem ver a análise completa no site da EIA. Vou apresentar apenas os dados principais sobre a geração e o consumo de energia no Japão.

O Japão é o terceiro maior produtor do mundo de energia nuclear, depois dos Estados Unidos e da França. Depois do Japão, vem a Alemanha. Os Estados Unidos produzem mais energia nuclear, mas é bem menos dependente dessa energia do que os outros três países.

Do consumo de energia no Japão, 11% vem de fontes nucleares. Além disso, o Japão é o terceiro maior consumidor de petróleo no mundo (atrás dos EUA e da China),  o segundo  maior importador de petróleo cru (atrás dos EUA), e o primeiro importador de gás natural líquido e de carvão. Observa-se que o Japão tem pouca suficência energética. É totalmente dependente de importações.



A geração de eletricidade no Japão é feita em grande parte por térmicas (67%), mas a energia nuclear tem uma grande participação (24%).


Observa-se que a energia nuclear é muito importante para o Japão. Rezo para que o país mostre que pode conter os riscos de terremotos e maremotos nessas usinas.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Tribos da Líbia



Não acho correto apenas traduzir textos de outros para colocar no meu blog. Nem muito menos usar textos sem citar a fonte (aliás, eu mesmo já vi um texto meu em outro blog sem me citar. Quase desisto de escrever em blog). O mais comum na internet é o cara escrever um texto, mas usar argumento de outro sem revelar (quer dizer o cara usa a idéia ou o ponto de vista de outro mas não cita a fonte), nos jornais brasileiros, então, todo dia isso acontece. Aqui procuro ter opinião própria e sempre citar as fontes.

Assim, vou apenas indicar para vocês que há um excelente texto sobre as tribos da Líbia na Reuters. Isso é importante para entender o conflito por lá. Cliquem aqui e verão. Se não souberem inglês, usem o google translation.

Tiros na Arábia Saudita



Ontem, foram vistos tiros e granadas contra manifestantes em Qatif (ou al-Qatif).  O oleoduto que chega ao porto de Ras Tanura, o maior porto do mundo, com capacidade de 5 milhões de barris por dia, passa por essa cidade. Qatif fica em numa região de maioria xiita, enquanto o restante do país (85%) é de maioria sunita. É justamente nesta cidade barril de pólvora que ocorrem manisfestações que clamam por liberdade religiosa e monarquia constitucional. Atiçando o grande inimigo da Arábia Saudita: Irã (país xiita).

Eu já falei aqui por que a Arábia Saudita é a pedra fundamental da região.  O país é o berço do Islã, tem as duas principais cidades da religião (Meca e Medina), é o segundo maior produtor de petróleo (atrás da Rússia) e tem as maiores reservas de petróleo do mundo, é o maior país do Oriente Médio, e é o principal aliado dos Estados Unidos da região. O petróleo é praticamente a única riqueza do país (90% de suas exportações e 75% das receitas do governo).

Politicamente, a Arábia Saudita é uma monarquia hereditária desde 1932. O país é governado por filhos do fundador da Arábia Saudita, Ibn Saud, que teve dezenas de filhos (fala-se em 45 filhos) de 22 esposas. O atual rei é o quinto a suceder o pai.

O site Stratfor lembra que pedidos por monarquia constitucional não é novidade no país. Na década de 90 grupos liderados por religiosos, acadêmicos e xiitas pediram por isso. Na época, em 1992, o Rei Fahd estabeleceu a Lei Básica, primeira constituição escrita no país, e criou uma Assembléia Consultiva, mas é o rei que indica essa assembléia, que é formada basicamente pela classe religiosa, que é leal ao Rei.

Como, eu já disse, a Arábia Saudita é a pedra fundamental da região, sem ela, viveremos um outro mundo.

Entrevista Destrói a Defesa da Mudança Climática


Eu acho que deveria estar escrevendo sobre a Arábia Saudita, que começou a atacar os xiitas que moram na parte que tem mais petróleo do mundo. Mas, vi no blog de James Delingpole que o jornalista australiano Andrew Bolt do jornal Herald Sun entrevistou ontem  Jill Duggan (foto acima) da Diretoria Geral da Comissão Européia para Mudança Climática.

Bolt, com a entrevista, destruiu a idéia de controle de gases de efeito estufa pela Europa. Duggan mostrou que não sabe quanto custa a meta de redução de 20% das emissões européias até 2020, nem se funciona. Sabe apenas, o que é pior, que a meta não adianta nada, mesmo se houvesse mudança climática provocada pelo homem. Duggan estava na Austrália para convencer o país a seguir o modelo europeu. Não conseguiu.

Delingpole, no seu blog, mostrou o aúdio da entrevista, mas eu encontrei o blog do próprio Andrew Bolt, e ele reproduz toda a entrevista. Aqui você consegue ler toda a entrevista. Mostro abaixo a parte mais relevante. Onde estiver AB, leia-se Andrew Bolt, e JD, para Jill Duggan.


AB:  Can I just ask; your target is to cut Europe’s emissions by 20% by 2020?
JD:  Yes.
AB:  Can you tell me how much - to the nearest billions - is that going to cost Europe do you think?
JDNo, I can’t tell you but I do know that the modelling shows that it’s cheaper to start earlier rather than later, so  it’s cheaper to do it now rather than put off action.
AB:  Right.  You wouldn’t quarrel with Professor Richard Tol - who’s not a climate sceptic - but is professor at the Economic and Social Research Institute in Dublin?  He values it at about $250 billion.  You wouldn’t quarrel with that?
JD:  I probably would actually.  I mean, I don’t know.  It’s very, very difficult to quantify.  You get different changes, don’t you?  And one of the things that’s happening in Europe now is that many governments - such as the UK government and the German government - would like the targets to be tougher because they see it as a real stimulus to the economy.
AB:  Right.  Well you don’t know but you think it isn’t $250 billion.
JD:  I think you could get lots of different academics coming up with lots of different figures.
AB:  That’s right.  You don’t know but that’s the figure that I’ve got in front of me.  For that investment.  Or for whatever the investment is.  What’s your estimation of how much - because the object ultimately of course is to lower the world’s temperatures - what sort of temperature reduction do you imagine from that kind of investment?
JD:  Well, what we do know is that to have an evens chance of keeping temperature increases globally to 2°C - so that’s increases - you’ve got to reduce emissions globally by 50% by 2050.
AB:  Yes, I accept that, but from the $250 billion - or whatever you think the figure is - what do you think Europe can achieve with this 20% reduction in terms of cutting the world’s temperature?  Because that’s, in fact, what’s necessary.  What do you think the temperature reduction will be?
JD:  Well, obviously, Europe accounts for 14% of global emissions.  It’s 500 or 550 million people.  On its own it cannot do that.  That is absolutely clear.
AB:  Have you got a figure in your mind?  You don’t know the cost.  Do you know the result?
JD I don’t have a cost figure in my mind.  Nor, one thing I do know, obviously, is that Europe acting alone will not solve this problem alone.
AB:  So if I put a figure to you - I find it odd that you don’t know the cost and you don’t know the outcome - would you quarrel with this assessment:  that by 2100 - if you go your way and if you’re successful - the world’s temperatures will fall by 0.05°C?  Would you agree with that?
JD:  Sorry, can you just pass that by me again?  You’re saying that if Europe acts alone?
AB:  If just Europe alone - for this massive investment - will lower the world’s temperature with this 20% target (if it sustains that until the end of this century) by 0.05°C.  Would you quarrel with that?
JD Well, I think the climate science would not be that precise.  Would it?
AB:  Ah, no, actually it is, Jill.  You see this is what I’m curious about;  that you’re in charge of a massive program to re-jig an economy.  You don’t know what it costs.  And you don’t know what it’ll achieve.
JD:  Well, I think you can look at lots of modelling which will come up with lots of different costs.
AB:  Well what’s your modelling?  That’s the one that everyone’s quoting.  What’s your modelling?
JD:  Well, ah, ah. Let me talk about what we have done in Europe and what we have seen as the benefits.  In Europe, in Germany you could look at, there’s over a million new jobs that have been created by tackling climate change, by putting in place climate policies.  In the UK there’s many hundreds of thousand of jobs.
AB:  Actually, that’s not right, is it?  I just saw research.  Did you see this?  It came last week. Verso Economics saying that, for example, in Scotland the investment in green power has cost 3.7 jobs for every one green job created.  And there are similar figures; I’m looking at Italy here, Germany, Spain.  They’re all the same figures.
JD:  They’re not all the same figures.  You can pick figures to support any argument.  What I’m saying is that the experience in Europe is we’ve done things well and we’ve had some things which we wish we’d done differently at the start.  The impact on the economy has been that it has stimulated growth in jobs that will last.  It’s not been noticeable in the impact on households.  Not compared to gas and oil prices and the impact that they have on households.  And that we actually have governments in Europe including the UK, Germany and France who are asking for tougher targets now.  Now governments aren’t in the business of trying to undermine their economies.  They want their economies to grow.  If the UK, Germany and France did not believe that this was good for their economies and good for the planet they would not be asking for tougher targets.
ABI wish I could believe that.  We’re talking about a region - Europe - that has unemployment at 10% and a growth forecast this year of 1.6%.  I don’t know what we could learn from Europe actually.
JD:  Well.  Europe is not all the same.  Different bits of Europe have different experiences, clearly, and different economies.  Germany is an economy that’s a coal state like Australia and there may be things that you can learn from Germany.  I would not pretend that the UK is the same as Australia.  I recognise that Australia has its own special circumstances.  But I think if you look at how you want an economy to grow over the next 40, 50 years then you can either embrace what is going to be the way forward - and what the rest of the world is looking towards doing (including China and India) - or you can say “No, I’m not going to look at this, I’m going to stick with the same old ways of doing things”.  Now, actually, it takes time to change and it takes a lot of creativity and thought and I’m not saying that every country in the world should change at the same rate.  But this is a serious issue.  I realise that I’m talking to climate sceptics here.
ABAh, look, economic sceptics as well, Jill.  Because, really, when you say for example that China and India will do something: they won’t.  China will, in fact, be responsible for more than three quarters of the world’s growth of emission in the next 20 years. But look, I know we are not going to agree on this…
JD:  That’s right.  There are 1.3 billion people in China who would probably like the same standard of living that Australians enjoy.
AB: Precisely my point. Exactly my point.
JD: But they are also investing very heavily in wind.  They’re the largest manufacturers of wind turbines in the world now.
ABWe won’t get into an argument because they’re building a coal-fired power station every week.  Thank you for joining us. 
Acho que a CNBB (ver post abaixo) deveria ler (o papa não precisa), além dos repórteres que fazem o Jornal Nacional. Ai minha paciência! toda vez que vejo o assunto mudança climática na televisão brasileira.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Mudança Climática e a CNBB - Papa diz qual é o Tom





O  professor da universidade de Saint Louis, Thomas Madden, especialista em história das cruzadas e da inquisição, disse em um excelente texto que os estados papais eram os melhores para que os judeus fugissem de perseguição, porque lá eles eram protegidos pela Igreja. A doutrina de proteção dos judeus da Igreja não era seguida pelos outros países cristãos.

Ontem, vi o lançamento da Campanha da Fraternidade 2011 da CNBB e me lembrei das palavras de Madden porque vi o que o papa falou sobre essa campanha.

Caros, o Vaticano tem um blog, vocês sabiam? Este blog divulga todos os atos do papa.

Ontem, o blog mostrou o que Papa Bento XVI acha da Campanha da Fraternidade Brasileira.

O tema da campanha da Fraternidade é "Fraternidade e a Vida no Planeta - A Criação Geme em Dores de Parto".

O Papa Bento XVI, ao invés de ressaltar a mudança climática, como fez ontem Dom Odilo Scherer no Jornal Nacional, disse que o tom primeiro é a "ecologia humana", a vida humana. Grande Espírito Santo que inspirou o conclave que elegeu Bento XVI!

O papa disse, comentando a Campanha da CNBB:

"The human being will be capable of respecting other creatures only if he keeps the full meaning of life in his own heart. Otherwise he will come to despise himself and his surroundings, and to disrespect the environment, the creation, in which he lives. For this reason, the first ecology to be defended is 'human ecology'. This is to say that, without a clear defence of human life from conception until natural death; without a defence of the family founded on marriage between a man and a woman; without an authentic defence of those excluded and marginalised by society, not overlooking, in this context, those who have lost everything in natural calamities, we will never be able to speak of authentic protection of the environment".

(O ser-humano será capaz de respeitar outras criaturas apenas quando ele mantiver o pleno respeito pela vida em seu coração. De outra forma, ele desprezará ele mesmo e aquilo que está em sua volta, e desrespeitará o meio ambiente, a criação, no qual ele vive. Por esta razão, a primeira ecologia para ser defendida é a "ecologia humana". Isto é para dizer que, sem uma clara defesa da vida humana desde a concepção até a morte natural, sem uma defesa da família fundada no casamento entre homens e mulheres, sem uma autêntica defesa dos excluídos e marginalizados pela sociedade, não dando apoio, neste contexto, àqueles que têm perdido tudo com desastres naturais, nós nunca seremos hábeis para falar de autêntica proteção do meio ambiente).

Este Papa só me dá orgulho!!

Já escrevi aqui vários textos sobre mudança climática, vejam no link de pesquisa. Um deles é chamado de Teologia da Mudança Climática. Na Bíblia, um bom começo para entender qual deve ser a posição cristã é ler Gênesis 1, 27-28:

"Deus criou o homem à sua imagem; à imagem de Deus Ele o criou; e criou-os homem e mulher. Deus abençoou-os e disse-lhes: «Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei e submetei a terra; dominai os peixes do mar, as aves do céu e todos os seres vivos que rastejam sobre a terra»".

Claro que se deve proteger a criação (a natureza). É melhor usar sacolas de pano e não provocar desertificação, etc (esse negócio de reduzir o uso de combustíveis fósseis é bobagem) . 

Mas a natureza não é nossa mãe, nós devemos dominá-la para o bem da humanidade. Em termos econômicos, a curva Kuznets para o meio ambiente mostra que, quanto maior a renda per capita de um país, maior proteção ambiental. Em suma, o mais importante é a ecologia humana, inclusive para a natureza.

Aqui vai um discurso do papa sobre a relação entre ecologia humana e ecologia natural.