sábado, 12 de outubro de 2013

Querem Expulsar a Igreja Católica da ONU.

 

Eu devia desconfiar deste problema, posso imaginar o ódio a Igreja Católica dentro da ONU, pois a ONU não cansa de defender o aborto como se fosse um direito, além de fazer vista grossa para a perseguição que sofre os cristãos no mundo. Se acontecesse aos muçulmanos 1/1000000 do que ocorre aos cristãos, a ONU estaria chamando de genocídio.

Mas ontem eu lendo um texto de Austin Ruse na Crisis Magazine, ele diz que um diplomata  da Noruega odeia o Vaticano e quer de toda forma tirar a Igreja de dentro da ONU. Ruse lembra com propriedade que na mais caridosa das análises a Noruega teria surgido no ano 872 d.C, nesta época a Igreja já tinha 400 anos de trabalho diplomático. E que a Igreja detém um estado territorial, que é pequeno mas também são bem pequenos outros estados.

Além disso, lembra que católicos que aprovam o aborto (uma contradição de termos) da organização Catholics for Choice (CFC) também querem que o Vaticano saia da ONU pois o Vaticano impede qualquer programa que apoie o aborto como um direito universal.

Para este idiotas que se chamam católicos, as mães teriam direito de matar os filhos.

Que a Igreja continue sua árdua luta nesta instituição internacional chama ONU que muitas vezes se acha dona das leis e da moral do mundo.

Leiam o excelente texto de Ruse.

A luta cristã é em todas as instâncias: dentro de casa, no bairro, na cidade, no estado, no país e no mundo.


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Quem é o Papa Francisco? - por Dr. Pietro de Marco


O respeitado professor de sociologia da religião da universidade de Florença Pietro de Marco escreveu sobre como pode se definir o Papa Francisco. O quadro que ele pintou não é nada bom, é até bastante preocupante. 

Em poucas palavras, o Papa é um típico jesuíta, influenciado por uma cultura marxista, que acha que os princípios que saíram do Concílio Vaticano II ainda devem ser implementados e não criticados pelos resultados. Para De Marco, a mensagem que o Papa Francisco passa é "líquida", não se constrói nada em cima dela. O próprio título do artigo de De Marco é "Mensagem Líquida".

De Marco desconfia da própria declaração de humildade do Papa Francisco, vê traços de autoritarismo.

Francisco é o primeiro Papa pós-Vaticano II, na medida em que, tanto João Paulo II, como Bento XVI tiveram sua formação prévia ao Concílio. Para De Marco, enquanto tanto João Paulo II e Bento XVI tentaram mostrar o verdadeiro sentido do Vaticano II, Francisco seria aderente da leitura mais jesuíta do Concílio, que seria uma leitura mais secular e próxima do marxismo.

O texto de De Marco foi traduzido para o inglês no site do jornal Chiesa, está disponível aqui (em inglês), se quiserem ler o original em italiano, cliquem aqui.

É um texto grande em que De Marco começa criticando algumas frases do Papa Francisco, que eu junto com muita gente consideramos absurdas: como aquela em que ele disse "quem é ele para julgar", a fala do Papa sobre consciência (que o distancia da própria Doutrina da Igreja) e outra frase em que o Papa disse que "a interferência espiritual não é possível". Eu considerei esta última frase, uma das piores frases e mais sem sentido que um Papa pode dizer, pelo simples fato que a função primordial da Igreja é levar Cristo a todos, e assim interferirespiritualmente na vida das pessoas.

Daí De Marco passa a definir o Papa Francisco.

Eu diria que De Marco, em poucas palavras, detonou as ideias do Papa Francisco à luz da Doutrina Católica. É uma pena termos um Papa tão frágil frente à teologia da Igreja.

É um texto longo. Vou traduzir apenas algumas pouca partes dos últimos parágrafos (em azul), lembrando que os parágrafos iniciais são muito relevantes, pois concentram as críticas aos argumentos do Papa. A tradução também é complexa, pois o texto de De Marco é bastante profundo, exige um tempo razoável para escolher as melhores palavras.

Aqui vão algumas partes:

Papa Francisco mostra-se o religioso típico da Companhia de Jesus em sua fase recente, convertido pelo Concílio nos anos de formação, especialmente com o que eu chamo de "Concílio externo", o Vaticano II das expectativas e interpretações militantes, criado por alguns episcopados, por seus teólogos , e pelos mais influentes meios de comunicação católicos. Um desses homens da Igreja, que, em seu tom conciliador e flexível, nos seus valores indiscutíveis, são também os "conciliares" , convencidos depois de meio século que o Concílio ainda está para ser realizado e que as coisas devem ser feita, como se estivéssemos ainda na década de 1970, sob a influência do paradigma secular ou marxista da modernidade.

Pelo contrário: o que "espírito conciliar" queria e foi capaz de ativar tem sido dito ou tentado ao longo das décadas e hoje é uma questão, em primeiro lugar, de fazer uma avaliação crítica dos resultados, por vezes desastrosos.O tema do pecado quase desapareceu de catequese, liquidando , assim, a própria necessidade de misericórdia

Alguns sustentam que Francisco poderia ser um papa pós-moderno, o homem do futuro da Igreja , além do tradicionalismo e modernismo. Mas o pós-moderno que vive nele é superficial. Com a sua flexibilidade e estética, o pós-moderno é pouco plausível em um bispo da América Latina, onde, até recentemente, a intelligentsia foi dominada pelo marxismo. Núcleo sólido de Bergoglio é e continua sendo "conciliar ". No caminho empreendido por este papa, se confirmada , vejo em primeiro lugar a cristalização da conciliarismo pastoral dominante no clero e do laicato ativo.

Claro que, se Bergoglio não é pós-moderno, a sua recepção em todo o mundo é. O papa agrada a direita e a esquerda, praticantes e não crentes, sem discernimento. Sua mensagem predominante é " líquida". Neste sucesso, no entanto, nada pode ser construído, só pode remixar algo já existente.

Há sinais preocupantes deste aspecto "líquido " para quem não é propenso a conversa relativista desta modernidade tardia. 

Eu não aprovo os extremistas tradicionalistas, mas não há dúvida de que a tradição é a norma e o poder do sucessor de Pedro.

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Rezemos pelo Papa Francisco e pela Igreja.


(Agradeço o texto de De Marco ao site American Catholic)

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Partícula de Higgs é a Partícula de Deus? Não, longe disso.


O Prêmio Nobel de Física de 2013  foi para o belga François Englert e o britânio Peter Higgs, pela descoberta de uma partícula elementar batizada de bóson de Higgs, também conhecida como "partícula de Deus". Partícula de Deus?? Que nome pomposo, será?

Um artigo do físico Stephen Barr esclarece este negócio de "partícula de Deus". Barr é professor do Departamento de Física e Astronomia da Universidade de Delaware, e um membro do Instituto de Pesquisa Bartol. Ele obteve seu Ph. D. em Física pela Universidade de Princeton em 1978. Princeton premiou Barr com o Charlotte Elizabeth Proctor Fellowship "por realizar pesquisa de destaque". Em 2007, ele foi condecorado com a Medalha de Benemerenti pelo Papa Bento XVI e foi eleito membro da Academia de Teologia Católica. Ele atualmente faz pesquisa em física teórica de partículas e cosmologia, e é o autor do livro Modern Physics and Ancient Faith.

Barr consegue escrever de modo que leigos entendam o assunto.

Vou traduzir aqui parte do que ele escreveu em azul.

Nos últimos meses, o mundo discute a descoberta da partícula de Higgs. Será uma grande descoberta?

Sim e não. É um marco, mas não um grande avanço. É o ápice de um enorme esforço internacional ao longo de muitos anos. No entanto, a existência da partícula de Higgs passou por inúmeros testes que comprovaram a sua existência anteriormente. Seria um choque não encontrá-la e não o contrário. A evolução mais sensacional seria descobrir que a partícula não tem as características esperadas e não simplesmente provar sua existência.

O que é a partícula de Higgs?  É uma "excitação elementar" do  campo de Higgs. (Sim, a palavra "excitação" é usado na física, e não apenas em uma canção dos Beach Boys!) Todo o espaço é permeado por "campos". Eles são a coisa básica da natureza: toda a matéria e as forças do mundo são aspectos desses campos. Existem muitos tipos deles: campos electromagnéticos, campos gravitacionais, campos de quarks, e assim por diante. Em nossa teoria atual, no Modelo Padrão da física de partículas, existem 18 tipos de campos. No entanto, há muitas razões para se acreditar que há outros desconhecidos.

Campos dão origem a forças. Por exemplo, as forças magnéticas são devidas aos campos magnéticos. A agulha da bússola indica em que direção está o campo magnético. Além disso, os campos podem ter ondas em si. Por exemplo, as ondas de luz, ondas de rádio, microondas , etc, são todas as ondas do campo eletromagnético. Mas uma das coisas misteriosas que a mecânica quântica nos diz é que as ondas nessas áreas também podem ser pensadas como partículas.

Assim, a partícula de Higgs é a menor quantidade (ou "quantum" ) que você pode ter de uma onda no campo de Higgs.

Mas existem 18 tipos de campos (e partículas ), em nossa teoria atual , então o que há de tão especial sobre o campo de Higgs e as partículas de Higgs? Primeiro, as partículas de Higgs foram as únicas partículas do modelo padrão que ainda não tinham sido produzidas em laboratório. Em segundo lugar, o campo de Higgs dá massa para muitos outros tipos de partículas. Outros campos variam muito na força de lugar para lugar, campos magnéticos são mais fortes perto de um ímã, por exemplo. O campo gravitacional é mais forte perto do sol do que perto da Terra. Mas o campo de Higgs tem uma força quase constante em todo o universo, e esta força é enorme em comparação com a de qualquer outro campo conhecido em qualquer lugar do universo conhecido. Estar imerso neste campo de Higgs é o que dá massa às partículas.

Um dos maiores problemas não resolvidos da física é a força do campo de Higgs. Embora seja certamente muito mais forte do que os outros campos que conhecemos, teoricamente, seria de esperar que fosse muito mais forte ainda. Porque existem certos efeitos conhecidos que tenderiam a torná-lo mais forte. Assim, parece que deve haver alguns outros efeitos, ainda que desconhecidos que cancelam os efeitos conhecidos para dar ao campo de Higgs a força que realmente vemos. Isso parece incrivelmente bizarro para os teóricos. 

O principal concorrente para esses "outros efeitos " é baseado em uma ideia chamada "supersimetria" Se esta teoria estiver certa, então cada partícula conhecida teria um novo tipo de partícula associada a ela. O que a maioria dos físicos espera do LHC (sistema entre a França e a Suíça que faz as partículas colidirem) é a evidência para estas novas partículas ou algum outro efeito novo que explique a força do campo de Higgs. Se a única coisa identificada pelo LHC for a existência da partícula de Higgs seria uma desgraça para os investimentos.

Uma última coisa: Por que os jornalistas não-físicos, chamam a partícula de Higgs de "partícula de Deus"? É porque Leon Lederman, um físico vencedor do prêmio Nobel, escreveu um livro no qual ele chamou a partícula de Higgs de "partícula amaldiçoada" (em inglês god-damn particle), porque era muito difícil de encontrá-la. Aparentemente, seus editores pensaram que "partícula de Deus" iria vender melhor. Assim , graças à estupidez dos editores, temos de sofrer uma das coisas mais imbecis da mídia na história. 

A partícula de Higgs tem alguma coisa a ver com a criação do universo? Não. 

É o Santo Graal da física? Não. 

É a "partícula de Deus ? Não. 

Mas sua descoberta é muito importante para aqueles de nós interessados ​​em física de partículas, algo para comemorar.


(Agradeço o texto de Barr ao site Strange Notions)

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Vídeo: Aborto Forçado na China, Impacto na Mãe e no Pai


O vídeo abaixo é um dos mais tristes que já vi, não consigo assisti-lo pela segunda vez. Mostra o impacto nas famílias chinesas da política de filho único. É doentio, é doloroso demais.

Dizem que mais de 350 milhões de chineses já foram abortados na China. É uma desgraça de tamanho colossal. Eu já escrevi aqui várias vezes sobre esta imensa calamidade, como aqui e aqui. Mostrei crianças abortadas na China, jogadas em bacias e nas estradas da China.

Em relação ao vídeo abaixo, não vou traduzir cada palavra de sofrimento da mãe e do pai, apenas vou explicar o que diz o vídeo. A reportagem é da rede de televisão americana CBS.



No vídeo, a mãe ainda está acamada, depois de ser obrigada a realizar aborto há três meses de ter seu segundo filho.

Ela chora e diz que sente muita saudade do filho abortado, que não teve nem a chance de olhar para ele, que reza para que ele esteja bem no paraíso.

O pai mostra como os agentes do governo arrombaram a porta da sua casa, o prenderam e levaram sua mulher para fazer o aborto. E diz que chora muito, mas que procura conter seu sofrimento na frente da mulher e também do seu único filho. Este filho ainda não sabe que o irmão que ia nascer está morto, e que o governo chinês fez isto porque ele nasceu.

O repórter explica que o governo chinês procura manter o tamanho da população e força inúmeros abortos, especialmente na zona rural do país.

Depois o repórter vai ao hospital e mostra a sala onde houve o aborto forçado. Procura uma pessoa que lhe explique o aconteceu, mas o máximo que encontra é uma enfermeira, que muito friamente diz que muitos abortos ocorrem e que não é da conta dela perguntar as causas.

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Rezemos pelas famílias chinesas e pela conversão da China.

(Agradeço o vídeo ao site Creative Minority Report)

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A Confusão da Experiência Mística do Papa Francisco (foi antes ou depois de ser eleito Papa? Não se sabe)


Durante a entrevista para o ateu Eugenio Scalfari, o ateu perguntou ao Papa Francisco se ele já teve alguma experiência mística. A resposta do Papa está gerando bastante controvérsia, pois esta resposta que o ateu publicou foi negada pelos cardeais que participaram do Conclave.

Vejamos a resposta. Vou colocar o original, como foi publicado em inglês, depois traduzo (em azul). Vou marcar em vermelho as partes que geraram a controvérsia.


Do you have a mystical vocation? 
"What do you think?"

I wouldn't think so. 

"You're probably right. I love the mystics; Francis also was in many aspects of his life, but I do not think I have the vocation and then we must understand the deep meaning of that word. The mystic manages to strip himself of action, of facts, objectives and even the pastoral mission and rises until he reaches communion with the Beatitudes. Brief moments but which fill an entire life."

Has that ever happened to you? 

"Rarely. For example, when the conclave elected me Pope. Before I accepted I asked if I could spend a few minutes in the room next to the one with the balcony overlooking the square. My head was completely empty and I was seized by a great anxiety. To make it go way and relax I closed my eyes and made every thought disappear, even the thought of refusing to accept the position, as the liturgical procedure allows. I closed my eyes and I no longer had any anxiety or emotion. At a certain point I was filled with a great light. It lasted a moment, but to me it seemed very long. Then the light faded, I got up suddenly and walked into the room where the cardinals were waiting and the table on which was the act of acceptance. I signed it, the Cardinal Camerlengo countersigned it and then on the balcony there was the '"Habemus Papam".

Você tem uma vocação mística?
"O que você acha ?"
  
Eu acho que não.
 "Você provavelmente está certo. Eu amo os místicos; São Francisco foi místico em muitos aspectos de sua vida, mas eu não acho que eu tenha vocação, nós devemos conehcer o profundo entendimento da palavra. O místico consegue se desligar da ação, dos fatos objetivos e até da missão pastoral e alcança um comunhão com as Beatitudes. Momentos breves que enchem toda uma vida" .

Nunca que aconteceu com você ? 

"Raramente. Por exemplo, quando o Conclave me elegeu Papa. Antes de eu aceitar eu perguntei se eu podia passar uns minutos em uma sala ao lado, com uma sacada olhando para a praça. Minha cabeça estava completamente vazia e eu fui tomado por uma grande ansiedade. Para deixar a ansiedade passar e relaxar eu fechei meus olhos e fiz todos os pensamentos desaparecerem, mesmo o pensamento de recusar a aceitar a função de Papa, como o precedimento litúrgico permite. Eu fechei meus olhos e eu consegui não não ter nenhuma ansiedade ou emoção. Em certo momento eu estava cheio de uma grande luz. Isto demorou um certo tempo, mas para mim foi bem longo. Então, a luz se apagou lentamente, eu me levantei de repente e caminhei para a sala onde os cardeiais estavam me esperando e para a mesa onde eu devia aceitar o papado. Eu assinei, e o Cardeal Camerlengo também assinou e então eu fui para a sacada onde houve o "Habemus Papam".

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Acontece que todos os cardeiais, começando pelo Cardeal Dolan, negaram que o Papa Francisco tenha saído da sala antes de aceitar o papado e também disseram que o Papa Francisco não apresentou nenhuma hesitação ou teve momento de oração antes de aceitar o cargo. O Papa Francisco, segundo os cardeiais, aceitou imediatamente a nomeação. O momento de oração teria ocorrido depois de aceitar o cargo, antes de ir para a sacada do Habemus Papam.

E outro diz que não existe sala ao lado da Capela Sistina, onde há eleição do Papa. Eu já fui à Capela Sistina e me lembro do enorme corredor para se chegar à Capela, mas não lembro de nenhuma sala ao lado.

E aí?

O Vaticano, depois da negação dos cardeias, soltou uma Nota por meio do padre Thomas Rosica.

Rosica disse:

"Os cardeais que testemunharam os acontecimentos afirmaram categoricamente que o Papa recém-eleito nunca deixou a Capela Sistina para período de reflexão antes de aceitar o papado, apenas depois de aceitar que se dirigiu para o "Quarto das Lágrimas" para se vestir.

"Nunca houve hesitação, necessidade de reflexão ou repensar que caiu sobre ele"

Rosica diz "Scalfari não gravou a entrevista com o Papa Francisco, nem tomou nota da entrevista"


Rosica sugere que o momento místico deve ter ocorrido na Capela Paulínea, depois que Francisco tinha aceitado sua eleição, um pouco antes de ir para sacada do Habemus Papam.

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Só mesmo um completo idiota vai para um entrevista com um ilustre como o Papa Francisco e não grava a entrevista nem toma nota!!

Mas e se aparecer a gravação?

E por que o Papa não reagiu logo ao ler a transcrição da entrevista? Tem mais o que fazer? Não acha que uma experiência mística de um Papa não é importante? Não acha que dizer que hesitou para se tornar Papa é importante?

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Bom, mais uma controvérsia desnecessária da entrevista que o Papa Francisco deu para este ateu, como se não bastassem as respostas que o Papa deu que fragilizaram a Doutrina Católica.

tem gente sugerindo que deve-se levantar uma plaquinha toda vez que o Papa Francisco der entrevista. Quando ele falar alguma bobagem, um assessor levanta uma placa que diz para os católicos não prestarem atenção.

Rezemos pelo Papa Francisco, muita controvérsia em pouco mais de 6 meses de papado.


(Agradeço a informação sobre a negação dos cardeais ao site New Advent)

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Diferenças entre o Papa Francisco e João Paulo II e Bento XVI


Sandro Magister é um jornalista de leitura obrigatória quando se trata de Vaticano. Ele trabalha para o jornal Chiesa e resolveu escrever sobre as diferenças entre Francisco e seus dois antecessores, João Paulo II e Bento XVI.

Bom, eu concordo plenamente com o relato de Magister.  

E destaco dois termos que ele usou: telecracia e demoscopia. Telecracia é o poder da mídia que subsuttui a democracia e demoscopia é o poder das pesquisas de opinião que substituem os princípios.

Ao que parece Magister quer sugerir que Francisco deixou-se dominar pela telecracia de demoscopia.

Não tenho tempo para traduzir todo o texto de Magister, mas aqui vão alguns pontos relevantes, em azul.

Ele diz que quatro momentos revelam Francisco e suas diferenças com os antecessores.

- A entrevista do papa Jorge Mario Bergoglio para "La Civiltà Cattolica",

- A sua carta em resposta às perguntas dirigidas a ele publicamente por Eugenio Scalfari, o fundador do jornal secular jornal italiano "La Repubblica",

- A sua subseqüente conversa-entrevista com Scalfari,

- E outra carta em resposta a outro campeão do ateísmo militante, o matemático Piergiorgio Odifreddi, este última escrita não pelo atual papa, mas por Bento XVI.

Sobre aborto e casamento gay


Houve, no entanto, em Karol Wojtyla, Joseph Ratzinger, e pastores como Ruini ou nos Estados Unidos, os cardeais Francis George e Timothy Dolan a intuição de que a proclamação do Evangelho de hoje não poderia ser separada de uma interpretação crítica do avanço da nova visão do homem, em contraste radical com o homem criado por Deus à sua imagem e semelhança, e de uma ação conseqüente da liderança pastoral.

E é aqui que o papa Francisco se distancia. Ele mostra-se convencido de que é mais vantajoso responder aos desafios do presente com o simples anúncio da misericórdia de Deus, daquele Deus que "faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre os justos e sobre o injusto ".

Sobre a consciência como guia do certo e errado

Tendo recebido e publicado a carta de resposta do Bergoglio, Scalfari disse satisfeito:"Uma abertura para a cultura moderna e secular desta amplitude , uma visão tão profunda entre a consciência e a sua autonomia, nunca foi ouvida da cadeira de São Pedro ".Ao afirmar isso, Scalfari estava se referindo, em particular, que o Papa Francisco tinha escrito para ele sobre o primado da consciência.

E alguns leitores atentos se perguntaram como uma definição tão subjetiva de consciência, em que o indivíduo aparece como o único critério de decisão , pode ser conciliado com a idéia de consciência como a jornada do homem em direção à verdade , uma idéia desenvolvida por séculos de teologia reflexão, de Agostinho a Newman, e com força, reiterada por Bento XVI.Mas na conversa posterior com Scalfari , o papa Francisco foi ainda mais drástico na redução da consciência a um ato subjetivo:


"Cada um de nós tem sua própria visão do bem e do mal e deve optar por seguir o bom e para lutar contra o mal, como ele entende. Isso seria o suficiente para mudar o mundo. "


Não é de estranhar, portanto, que o ateu Scalfari escreveu que ele  concorda plenamente com as palavras de Bergoglio sobre consciência.


Sobre proseletismo

"Nosso objetivo não é o proselitismo , mas de ouvir as necessidades , os desejos, as decepções, o desespero , a esperança . Devemos trazer a esperança de volta para os jovens, ajudar o velho , se abriri  para o futuro, fazer o amor se espalhar. Devemos incluir os excluídos e pregar a paz . Vaticano II, inspirado pelo Papa João e Paulo VI , decidiu olhar para o futuro com um espírito moderno e abrir a cultura moderna. os Padres conciliares sabiam que a abertura à cultura moderna significava o ecumenismo religioso e diálogo com os não crentes . Depois disso, muito pouco foi feito nessa direção. tenho a humildade e a ambição de querer fazê-lo ."

Não há nada neste programa do pontificado que poderiam vir a ser inaceitável para a opinião secular dominante. Mesmo o julgamento que João Paulo II e Bento XVI fizeram " muito pouco " na abertura ao espírito moderno está em linha com esta opinião . O segredo da popularidade de Francisco está na generosidade com a qual ele admite que as expectativas de "cultura moderna" e na astúcia com que ele evita o que poderia tornar-se um sinal de contradição.


Neste ele decisivamente distacia-se de seus antecessore , inclusive Paulo VI. Há uma passagem na homilia que o então arcebispo de Munique, Ratzinger pronunciou por ocasião da morte do Papa Giovanni Battista Montini , em 10 de agosto de 1978, o que é extremamente esclarecedor , em parte por conta de sua referência à consciência "que é medida pelo verdade " :


" Paulo VI resistiu à telecracia e à demoscopia, os dois poderes ditatoriais do presente. Ele foi capaz de fazê-lo , porque ele não considerou o sucesso e aprovação como parâmetro, mas sim a consciência , que é medida pela verdade, e pela fé é por isso que em muitas ocasiões que ele buscava acordos, deixava a fé aberta...e é por isso também que ele foi capaz de ser inflexível e decisivo quando o que estava em jogo era a tradição essencial da Igreja, nele esta resistência não derivam da falta de sensibilidade de alguém cuja jornada é ditada pelo prazer de poder e pelo desprezo pelas pessoas, mas a partir da profundidade da fé , que o fez capaz de suportar a oposição".

O texto de Magister destaca a grande diferença na hora de lidar com os ateus entre Bento XVI e Francisco, explícitas nas duas cartas que eles fizeram aos ateus. O Papa Bento XVI é mais incisivo na defesa da fé cristã e da Doutrina. Eu mostrei todas as cartas aqui no blog. Clique aqui para a de Francisco e aqui para a de Bento XVI.

A carta é finalizada com a atitude de Francisco em limitar a adoção da rito antigo da liturgia entre os Frades Franciscanos. Magister diz que o Bsnto XVI teria dito aos próximos que a ação de Francisco foi um "vulnus" (ferida) no "Summorum Pontificum." que ele definiu em 2007.

Leiam todo o texto de Magister, é muito bom e revelador, apesar de que muita gente, inclusive eu, já ter dito mais ou menos o que ele diz, mas o texto dele chega muito mais longe.


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

2 Piadas: o Ateu e o Urso / Ateus e Jesuítas


Depois de ficar bem triste ao ler a entrevista do Papa Francisco para um ateu e passar dois dias lendo diversos comentários sobre esta entrevista, hoje vou escrever piadas, para tentar trazer um pouco de alegria ao blog, piadas sobre ateus.

A primeira é sobre o Ateu e o Urso. Eu adaptei a piada que vi no blog Creative Minority Report

Um ateu, do tipo ambientalista que ama o planeta ao ponto de fazer vasectomia para não "poluir" o mundo com humanos, estava passeando na floresta.

Dizia o ateu para si mesmo: "Que ávores fantásticas!, Que rios maravilhosos! Que lindos mosquitos!.

De repente ele ouve um rugido atrás dele. Era um urso. O ateu correu o máximo que podia, mas o urso corria mais. Até que o ateu caiu no chão e o urso estava pronto para comer o ateu. 

Então o ateu gritou: "Valha-me Deus...".

Neste instante, o tempo parou, o urso ficou congelado e a floresta silenciou.

Uma luz brilhou sobre o ateu e uma voz veio do céu: " Você negou minha existência por anos, ensinou aos outros que eu não existia além de dizer que a Criação foi um acidente cósmico. Você espera que eu lhe ajude agora? Eu devo considerá-lo agora um cristão?

O ateu pensou e como não podia negar que era ateu, tentou ser esperto e enganar Deus, usando o próprio cristianismo. Disse o ateu: "Bem, eu realmente não gosto do cristianismo e realmente não desejo me tornar um cristão, mas você poderia pelo menos fazer com que o urso virasse cristão?

Deus respondeu: "Tá bom, seu pedido será concedido". A luz desapareceu e a floresta voltou a vida.

O urso então juntou as duas mãos (como na foto acima) e disse: "Senhor, abençoe este alimento que eu estou pronto para consumir, por meio de sua benção, meu Cristo, amém".

A segunda piada é sobre Ateus e Jesuítas.

Interessante é que o Papa Francisco, como jesuíta, disse na entrevista que os "jesuítas são o fermento mais efetivo do catolicismo, pela cultura, ensinamento, trabalho missionário e lealdade ao Papa".

Eu estudei em colégio jesuíta, mas discordo completamente do Papa Francisco, e não estou sozinho nisso. Os jesuítas se aproximaram demais do marxismo para serem um fermento efetivo para o catolicismo, além disso, atualmente, diferente do tempo de Santo Inácio, eles não são conhecidos pela lealdade ao Papa.

Interessante é que há muitas piadas de jesuítas por aí. Cliquem aqui para uma compilação.

Esta piada que eu vou contar eu adpatei de um comentário que vi na internet sobre a entrevista do Papa Francisco.

Alguém depois de ler as entrevistas do Papa Francisco disse: "Da próxima vez, o Papa Francisco podia dar uma entrevista para um cristão e não para ateus".

Daí alguém replicou: "Mas ele já fez isso, ele deu entrevistas para os jesuítas, não lembra?".

O homem não obteve resposta.

Daí ele concluiu: "É, entendo seu ponto"


Gostaram?

Rezemos pelo Papa Francisco e pelos ateus (jesuítas).

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Mais uma Entrevista do Papa Francisco (oh meu Deus, faça ele parar)



O Papa se reuniu com o ateu Eugenio Scalfari e deu uma entrevista. Ao ler a entrevista, sinceramente eu tive medo do ateu convencer o Papa.

O Papa Francisco também reafirmou seu erro doutrinário que eu já expliquei aqui ao confirmar que acha  que a consciência serve de parâmetro para escolher o bem e o mal.

Diz o Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 1799:

"Perante a necessidade de decidir moralmente, a consciência pode formular um juízo correto, de acordo com a razão e a lei divina, ou, pelo contrário, um juízo erróneo, que das mesmas se afasta."

Este blog também mostra uma frase de C.S.Lewis que diz fala um pouco disso: Of all tyrannies, a tyranny exercised for the good of its victims may be the most oppressive. It may be better to live under robber barons than under omnipotent moral busybodies. The robber baron’s cruelty may sometimes sleep, his cupidity may at some point be satiated; but those who torment us for our own good will torment us without end, for they do so with the approval of their own conscience.

O pior é que o próprio ateu percebeu que o Papa Francisco estava se desviando da Doutrina da Igreja. Vejam:

Perguntou Scalfari: Sua Santidade, o senhor escreveu que em sua carta para mim. A consciência é autônoma, você disse, e todos devem obedecer à sua consciência. Eu acho que é um dos passos mais corajosos tomadas por um Papa.
 
Resposta do Papa: "E eu vou repeti-lo aqui. Todo mundo tem sua própria idéia do bem e do mal e deve optar por seguir o bem e combater o mal como ele as concebe. Isso seria o suficiente para tornar o mundo um lugar melhor."

Oh, meu Deus, que resposta de nível baixo. Perdão mas eu fiquei imensamente triste com esta resposta.

Outra resposta que parece alimentar o erro de muitos políticos católicos que dizem que são contra o aborto e o casamento gay, mas como são líderes também de não-católicos, eles apoiam inicativas em favor do abroto e casamento gay. Jpa falei aqui que a fonte desta lógica estúpida é o ex-presidente John Kennedy que era católico.

Perguntou Scalfari: E a política?
 
Respondeu o Papa: "Por que você pergunta? Eu já disse que a Igreja não vai lidar com a política."

Retrucou Scalfari: Mas, poucos dias atrás, você apelou aos católicos para participar civilmente e politicamente.
 
Respondeu Francisco: "Eu não estava falando apenas para católicos, mas a todos os homens de boa vontade. Digo que a política é a mais importante das atividades civis e tem o seu próprio campo de ação, que não é o da religião. Instituições políticas são, por definição, seculares e operam em esferas independentes. Todos os meus antecessores já disseram a mesma coisa, por muitos anos, pelo menos, ainda que com diferentes sotaques. acredito que os católicos envolvidos na política transportam os valores de sua religião dentro de si, mas têm a consciência madura e experiência para implementá-las. a Igreja nunca vai além de sua função de exprimir e divulgar seus valores, pelo menos enquanto eu estou aqui. "


Não vou traduzir toda a entrevista, perdi a paciência.

Vou rezar pelo Papa. Vai ser um longo e difícil papado, como disse a blogueira Crescat:

"Seu estoque de bebidas está cheio? Vou passar esse papado de porre"

Quem quiser ler a entrevista completa (em inglês), clique aqui

Toda entrevista do Papa Francisco, eu morro de medo. Quando esteve no Brasil, ele disse ao repórter do Fantástico que não se preocupava se a criança era educada em uma escola católica, judia, protestante, muçulmana, etc. Meu Deus, ele parece que não entende a importância da religião na educação.

Acho que a nossa sorte é que o Papa diz uma coisa depois desdiz sem observar os erros que vai deixando pelo caminho. Daqui a pouco, ninguém presta mais atenção.

Rezemos. Marana tha.


(Agradeço a esta difícil de engolir entrevista oa blog de Rocco Palmo)