O verso bíblico acima lembra que a apostasia é o caminho para a chegada do "filho da perdição".
Uma pesquisa da Alemanha mostrou que muitos católicos são contra os princípios mais básicos da Igreja, como a vida (defendem o aborto), a família (defendem o casamento gay e o divórcio) e a dedicação sacerdotal (defendem o fim do celibato). Estes católicos até dizem que a Igreja é impiedosa, discriminatória.
A pesquisa também mostrou, no entanto, que estes católicos desconhecem completamente porque a Igreja Católica defende a vida, a família e o celibato de padres. Desconhecem completamente as palavras de Cristo sobre a vida e a família, os documentos da Igreja e a doutrina do Direito Natural, adotada há séculos pela Igreja.
Se os católicos alemães, que seguramente devem ser mais bem informados que os brasileiros, pensam assim, imaginem os católicos brasileiros. Nesta semana,
católicos brasileiros encheram uma igreja em Belo Horizonte para honrar um frei nitidamente apóstata.
Por vezes, chego a pensar que os próprios bispos brasileiros desconhecem Cristo, os documentos da Igreja e o direito natural.
Ainda há o que em inglês se chama "cafeteria catholic" (católico de cafeteria), aqueles que defendem tudo da Igreja mas defendem aborto, ou defendem tudo menos celibato, defendem a Igreja mas não acreditam no Diabo, etc. Em resumo, eles escolhem o que acreditar, como escolhendo em um menu de uma cafeteria.
O que sobra para estes católicos é só um cristo (com letra minúscula) bonzinho. O Cristo que chamou fariseus de sepulcros caiados, que chamou o próprio São Pedro de Satanás, que expulsou demônios (e mandou seus discípulos fazerem isso), que expulsou mercadores do templo na porrada, é completamente jogado para debaixo do tapete.
Vendo o comportamento destes católicos apóstatas, Joanne McPortland, defendeu que a Igreja deveria abandonar o ensino de crianças e se concentrar na catequização de adultos. O texto se chama
What´s Really Wrong with Catholic Religious Education? Everything (O Que Está Realmente Errado com a Educação Católica? Tudo)
O texto dela é bem interessante e provocador. Vou traduzir algumas partes:
Péssima Catequese tem sido uma parte integrante da nossa tradição por muito mais tempo do que 40 anos, e ainda continua. A
nossa aparente incapacidade de formar católicos que compreendam e
abracem os princípios da Fé não é culpa do Concílio Vaticano II ou
editores de livros didáticos patetas ou voluntários religiosos mal formados. Não é nem culpa do Catecismo de Baltimore ou de freiras que defedem o aborto, embora estes são apenas alguns exemplos de como
temos Péssima Catequese.
Nossa catequese não falhar por causa de nossos métodos ou nossos
professores ou a nossa filosofia educacional, mas porque temos -
por tanto tempo, catequizados as pessoas erradas.
Toda a nossa estrutura formativa tem sido sempre concentradas em crianças. As oportunidades de formação dos adultos estão relacionadas apenas com seus filhos: preparação para o casamento sacramental,
Batismo, Primeira Confissão e Primeira Comunhão, Crisma, e a atividade catequética intergeracional ocasional. Pode haver oficinas para adultos e aulas sobre uma variedade de temas
relacionados com a vida familiar, mas estas oficinas raramente contam com a participação de quem não faz parte do circuito ministerial.
Sabemos pelas pesquisas que a maioria dos católicos adultos
que assistem às missas, a homilia e os boletins das missas toda a extensão de sua formação religiosa.
Querido Deus, não é de se admirar.
Não se pode transferir a fé adulta a uma criança de 5 ou 7 ou 11 ou 13 ou (se você é
muito, muito sortudo ) 17 anos. Há ainda menos possibilidade de sucesso quando se espera que a criança
retenha o que uma péssima catequese ensinou.
Então
aqui está a minha proposta totalmente indecente. Vamos parar de catequizar crianças!
Vamos pegar todo o Titanic da formação católica e concentrá-lo na formação de adultos. Vamos parar de esperar que crianças de 7 anos ensinem seus pais que a Presença Real na Eucaristina não é um canibalismo mumbo- jumbo, ou sobre que os valores do matrimônio são superiores a informaçaõ de que professores gays forma demitidosdas escolas.
Vamos parar de zombar adultos que fazem coisas impróprias na missa, e convidá-los para os esplendores da liturgia. Vamos
parar de esperar que o diácono ou padre ensine a teologia moral
complexa que é tanto impecavelmente ortodoxo e eminentemente prática em
menos de 10 minutos no Super Bowl de domingo.
Vamos fazer a formação da fé dos adultos uma prioridade, e acredite, seus filhos serão beneficiados.
Deixai as crianças serem crianças. Deixai que os adultos conheçam a Cristo!
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É considerei o texto bem intrigante. Ela tem razão que são os adultos que podem reter e passar os ensinamentos da Fé e não as crianças. Mas eu não seria tão radical para dizer que parem o ensino da fé para crianças. Eu quero e ponho meus filhos em escolas católicas.
No entanto, é fato que os católicos (brasileiros ou alemães) não conhecem o catolicismo. Alguém não está ensinando a eles, nem mesmo nas homilias.
Precisamos sim, urgentemente, catequizar os adultos.