quarta-feira, 2 de julho de 2014

Até onde vai o ódio a judeus na Palestina?


Vejam as fotos dessas crianças fazendo o número três. Elas estão comemorando o sequestro e morte de três jovens judeus! (falamos do sequestro ontem aqui no blog).





E o que diz a mãe (foto abaixo) do principal suspeito de ter feito o sequestro?



Ela diz que não sabe se foi ele que sequestrou os jovens, mas se for, ela está orgulhosa dele e ainda criticou as forças de segurança da Palestina que ajudaram a encontrar os corpos dos judeus, disse que torce para que Alá se vingue deles.

E o que disse Mahmoud Abbas, aquele que plantou a árvore pela paz no Vaticano no encontro promovido pelo Papa Francisco? Ele não condenou os sequestradores, pelo contrário, condenou Israel (!).

E o que disseram os imãs e chefes religiosos muçulmanos????

Nada. Como sempre. Qualquer líder religioso muçulmano que fale contar o terrorismo islâmico é condenado. Qualquer líder religioso que aplauda os "mártires" islâmicos que matam inocentes é saudado.

Como curar essa ideologia da morte que vai de líderes religiosos até às crianças?

Plantar árvores pela paz não convence muito.


(Agradeço a informação das crianças ao site Weasel Zippers e a da mãe do sequestrador ao site The Blaze)

terça-feira, 1 de julho de 2014

Os Três Judeus mortos e o Vaticano


Os três jovens judeus acima foram sequestrados na Cisjordânia no início de junho. Israel iniciou uma busca frenética por eles e acusou o grupo terrorista Hamas, que domina a Faixa de Gaza. Ontem, o exército de Israel encontrou os corpos dos jovens na cidade de Hebron, próximo de Israel. Eles se chamavam Eyal Yifrach, Gilad Shaar e Naftali Frankel.


Todo Israel faz homenagem a eles hoje. Há uma página no jornal The Jerusalem Post apenas dedicada aos protestos contra o sequestro e às cerimônias de homenagem. O primeiro ministro Benjamin Netanyahu vai comparecer aos funerais.

O mundos se pergunta o que Israel fará agora. Na história, Israel não costuma brincar contra quem ataca seus conterrâneos, geralmente Israel caça os terroristas até achá-los. Os líderes de Israel já estão prometendo isso.

Interessante, para os Católicos, é que o Vaticano, depois da visita do Papa à Terra Santa e do encontro entre líderes muçulmanos e judeus no Vaticano, falou duro contra o sequestro.

O Vaticano declarou que as mortes dos jovens é hedionda e ameaça a paz. O próprio Papa Francisco declarou hoje que o sequestro é desprezível e inaceitável. São declarações não esperadas, pois o Vaticano costuma silenciar diante de tantos ataques a Israel (e mesmo aos cristãos). Geralmente, só fala em termos gerais em defesa da paz, não cita casos isolados.

Bom, se o Vaticano seguir este caminho, acompanhar de perto o que acontece no Oriente Médio, não terá outra consequência: irá apoiar Israel. Pode passar até a apoiar o muro que Israel construiu para evitar os sequestros e explosões em restaurantes, muro que o próprio Papa Francisco condenou na última visita.

Será que o Vaticano continuará denunciando cada míssil jogado contra civis pelos terroristas do Hamas e da Cisjordânia?


(Agradeço a declaração do Vaticano ao site Pew Sitter)

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Tudo que você precisa saber sobre ISIS (história e chance de sucesso)


O site Strategy Page fez um excelente texto sobre o ISIS (Islamic State of Iraq and Syria, ou Islamic State of Iraq and Al-Sham ou Islamic State of Iraq and Levant - ISIL), que ontem se declarou apenas IS (Islamic State) e pediu apoio de todos os muçulmanos do mundo em apoio ao califa Abu Bakr Al- Baghdadi (a declaração pode ser lida aqui e aqui), enquanto eles crucificam (literalmente) os inimigos.

O mundo fala do ISIS porque ele avança sobre o Iraque diariamente, mas temos também nos últimos dias o Boko Haram queimando igrejas cristãs em homenagem ao Ramadã e matando mais de 100 pessoas.

Voltando ao ISIS, eu não vou traduzir aqui tudo que disse o Strategy Page (não tenho autorização para isso), apenas algumas partes (em azul), acessem o link para texto completo.

Strategy Page descreve como o ISIS se formou, a guerra entre os grupos terroristas (contra e a favor do ISIS), a importância da presença dos Estados Unidos no Iraque, e as chances de sucesso do ISIS. Vejamos partes do ótimo texto do Strategy Page.

No início era apenas ISI (Islamic State of Iraq). O ISI começou como nacionalistas árabes sunitas, que perderam seus empregos, o poder e a riqueza, quando Saddam Hussein e seu Partido Baath foram derrubados no início de 2003. Saddam Hussein era um ditador secular, que tolerarava terroristas islâmicos se eles atacavam seus inimigos e se comportavam enquanto se escondiam no Iraque. Depois que as forças de Saddam foram expulsas do Kuwait, em 1991, sua política mudou e ele se religioso e apoiou grupos terroristas islâmicos sunitas desde que o ajudasse a manter a maioria árabe xiita do Iraque sob controle. Terroristas islâmicos sunitas estavam dispostos a fazer isso, porque os conservadores sunitas consideram os xiitas hereges digno apenas de tortura e morte. Os xiitas iraquianos tinha encenado uma grande rebelião contra Saddam logo após o exército de Saddam ser derrotado no Kuwait em 1991. Essa rebelião se inflamou durante os anos 1990. Saddam e seus principais colaboradores desenvolveram relacionamentos com líderes tribais sunitas e grupos terroristas islâmicos sunitas, que por décadas foram forçados a se manter afastados. Uma vez que Saddam estava fora do poder, em 2003, as tribos sunitas e os terroristas islâmicos perderam o apoio financeiro e militar de Saddam. A minoria árabe sunita (cerca de 20 por cento dos iraquianos) também perderam o controle da economia do Iraque e tudo o que o dinheiro do petróleo podia comprar. Isso foi grande choque. Muitos desses árabes sunitas queriam a sua riqueza e poder e estavam dispostos a fazer qualquer coisa para realizar essa tarefa. Isso incendiou os grupos terroristas islâmicos. A minoria árabe sunita no que é hoje o Iraque dominou por muito tempo o país e sente que essa dominação é um direito e uma responsabilidade. Eles eram sempre mais ricos, mais instruídos, mais organizados e propensos a crueldades. Ao se fundirem com terroristas islâmicos ele adquiriram a convicção de que eles tinham a aprovação divina para seus objetivos. 

Os sunitas são maioria dos muçulmanos no mundo (mais de 80 por cento) e acreditam que quando vivem na Arábia (onde o Islã apareceu pela primeira vez no século 7), eles são mais islâmicos do que outros muçulmanos. Afinal, o Alcorão foi escrito em árabe e todos os fundadores do Islã eram árabes. Por mais de mil anos, tem havido uma tradição de diferentes facções na Arábia tentando ser mais islâmica do que a outra. Uma dessas facções é a forma Wahhabi do islamismo sunita no que hoje é a Arábia Saudita. Wahhabis são muito conservadores e muito hostis aos não-muçulmanos e muçulmanos que não são sunitas. Isso significa muito pouco para o mundo não-muçulmano até o surgimento da riqueza do petróleo na Arábia após a Segunda Guerra Mundial. De repente, tornou-se possível para os muçulmanos mostrarem como piedoso que eram financiando missionários wahabitas indo para outros países muçulmanos (e muitos não-muçulmanos) para pregar, estabelecer escolas religiosas wahabitas e mesquitas e criar o atual problema do terrorismo islâmico. Bilhões foram gastos com esta política de obter meninos para essas escolas religiosas e transformar muitos deles em religiosos fanáticos que levou a um grande surto do terrorismo islâmico no final do século 20. Saddam tinha mantido isto fora do Iraque até 1991. Muitas líderes seculares de países muçulmanos (como Síria e Líbia) também haviam resistido a Wahhabi e se arrependeram disso quando tiveram problemas com o terrorismo islâmico. 

A partir de 2003 muitos sunitas iraquianos tinham certeza de que eles poderiam recuperar o poder. Eles consideraram que era a ordem natural das coisas, temporariamente interrompida por estrangeiros maus e ignorantes. Eles tinham a história do seu lado. Mesmo quando os turcos controlavam a área por séculos antes do império turco se desfazer após a I Guerra Mundial (1914-1918), foram dos árabes sunitas de Bagdá que os turcos dependiam para manter a maioria xiita sob controle. A riqueza do petróleo e independência veio em 1930 e para os próximos 70 anos, os sunitas fizeram muito bem para si mesmos. Perder tudo isso, em 2003, incentivou os grupos terroristas islâmicos a fazer causa comum com os nacionalistas sunitas (incluindo o Partido Baath) para colocar os árabes sunitas de volta ao comando. O que não foi resolvido era se a nova ditadura sunita seria secular (como Saddam) ou religiosa (como o vizinho Irã). 

ISIS começou como ISI (Estado Islâmico no Iraque) depois de 2004 e foi um dos muitos grupos terroristas islâmicos sunitas que operam no Iraque na época. Até 2010 ISI foi quase destruído devido aos esforços dos EUA, especialmente fazendo muitas tribos sunitas se voltarem contra os grupos terroristas islâmicos. Mas, depois que as forças americanas deixaram o Iraque em 2011 o governo iraquiano não conseguiu seguir o conselho dos EUA para cuidar bem das tribos sunitas, só para manter as tribos longe de apoiar os grupos terroristas islâmicos. Em vez disso, o governo xiita se virou contra a população sunita e parou de fornecer empregos públicos e pagamento regulares para muitas das milícias tribais sunitas. Naturalmente muitos árabes sunitas  voltaram a apoiar grupos terroristas, especialmente os muito violentos como ISI.

Depois de 2011, como os xiitas do Iraque estavam depreciando a minoria árabe sunita, houve uma rebelião contra a minoria xiita do governo na Síria, liderada pela maioria sunita árabe de lá. As tribos sunitas do oeste do Iraque estavam ligadas pela cultura e, por vezes, por laços familiares com as tribos sunitas do leste da Síria. A rebelião na Síria fez os ISI pensar sobre a formação de um novo estado islâmico sunita do leste da Síria, Iraque ocidental, Bagdá (historicamente o assento do poder sunita na região, apesar de agora ser meio xiita) e Mosul. Na verdade, isso também inclui o Líbano e todo o Iraque, mas isso foi mantido quieto inicialmente. Esta decisão fez o ISI gastar muito mais tempo e esforço de recrutamento no oeste do Iraque depois de 2011. ISIS foi criado em 2013, quando o ISI foi procurado  por estrangeiros, de outros grupos terroristas islâmicos que lutam na Síria, para se tornar o grupo rebelde dominante na Síria e formar um reino islâmico terrorista chamado ISIS. Isto causou problemas por causa da maneira dura com que o ISIS trata os  civis e qualquer um que se opuser a eles. ISIS aprecia a publicidade suas atrocidades. Mas a Al Qaeda sabia por amarga experiência (no Iraque de 2006-2008) que as atrocidades simplesmente viram o mundo islâmico contra você. As más relações entre ISIS e todos os outros radicais islâmicos na Síria chegou a um ponto baixo em junho de 2013, quando o chefe da Al Qaeda (e Bin Laden sucessor Ayman al Zawahiri) declarou inaceitável a recente fusão do novo grupo terrorista sírio (desde Janeiro de 2013) Jabhat al Nusra (JN) com ISIS inaceitável e ordenou que os dois grupos permanecessem separados. Isso porque a fusão foi anunciada pelo ISI / ISIS sem o acordo prévio da liderança JN. Muitos membros JN então deixaram sua facção JN para se juntar ao ISIS. Líderes do JN viram isso como uma tomada de poder pelo ISIS e a maioria dos homens JN que deixaram para se juntar ISIS eram não-sírios. Muitos desses homens tinha trabalhado com ISIS antes e pensram que eles estavam se juntando a um grupo mais poderoso. Um mês depois, a Al Qaeda declarou párias o ISIS e sancionou a guerra contra eles. Até janeiro de 2014 esta tinha se transformado em uma guerra total entre ISIS e outros grupos rebeldes na Síria. 

Essa não foi a primeira vez que a Al-Qaeda teve de bater-se contra grupos terroristas islâmicos iraquianos e não será a última. Mas não é um problema exclusivo do Iraque. É um problema para a Arábia Saudita, porque os sauditas financiam al Nusra e alguns dos outros rebeldes terroristas islâmicos na Síria que estão agora em guerra com ISIS. Para os sauditas esse apoio é o menor de dois males como ISIS está prejudicando os esforços rebeldes para derrubar o governo Assad. Isso também faz parte da guerra ideológica que os sauditas (e a maioria dos outros muçulmanos sunitas) estão lutando com Irã xiita (e seus aliados xiitas os Assad e a milícia Hezbollah no Líbano). Enquanto isso, os sauditas continuam a esmagar os terroristas islâmicos sunitas que tentam atacá-los em casa. Isto inclui membros locais da ISIS. Tudo isso soa um tanto bizarro, com a Arábia Saudita financiando terroristas islâmicos que se tornam incontroláveis ​​e querem derrubar os governantes da Arábia Saudita. Absurdo que seja, mas é um padrão familiar nesta parte do mundo onde a religião e a política têm sido entrelaçados de maneira absurda e trágicas

...

Tomar Mosul foi crucial para os planos do ISIS para a conquista regional e mundial. Mosul era parte da Turquia até 1918, quando os Aliados vitoriosos tomaram a província Mosul, e seu óleo, para longe da Turquia e deram para o Iraque recém-criado. Na década de 1980 Saddam Hussein, novamente brigando com a maioria curda no norte do Iraque, matou ou expulsou os curdos de Mosul e convidou os pobres sunitas do sul para entrar e assumir o controle. Depois de 2003, os curdos voltaram a tentar recuperar a sua propriedade roubada e controle de Mosul. Os árabes sunitas lá não queriam desistir de suas novas casas que seriam destituídas. Assim, os sunitas de Mossul foram com prazer obter ajuda do ISIS e outros grupos terroristas sunitas. Mas, agora, a maioria dos moradores de Mosul estão sentindo o impacto da ISIS assumindo como novas regras de estilo de vida, proibindo muitas coisas que os iraquianos ocidentalizados usam. 

A atual ofensiva ISIS no Iraque é, por assim dizer, uma milha de largura, mas uma polegada de profundidade. Ele trabalha mais por causa do impacto desmoralizador de corrupção no governo do Iraque (especialmente as forças armadas). Os soldados e policiais, a maioria deles xiitas, se sentiram abandonados e maltratados por seu próprio governo. ISIS concentraram seus ataques terroristas contra as forças de segurança, até o ponto em que a má liderança e maus tratos fizeram muitos deles fugir de uma série de ataques de grande escala do ISIS. Devido a isso, a principal tarefa das tropas americanas retornando é medir rapidamente a extensão dos danos causados ​​às forças armadas por três anos ou a corrupção e má gestão. Quando as forças americanas estavam no Iraque havia assessores americanos em todos os níveis das forças armadas. Além de conselhos, esses oficiais americanos e sargentos também relataram casos de corrupção e os EUA foram capazes de tomar estas queixas a altos membros do governo e manter o impacto negativo sobre o desempenho militar em xeque. Uma vez que os americanos foram embora o roubo estava fora de controle e as forças de segurança começou a declinar. 


Os árabes sunitas não pode derrotar a maioria xiita, enquanto os xiitas estão armados e têm apoio externo (principalmente do Irã e dos Estados Unidos e, em silêncio, da Arábia Saudita). Os EUA também incentivam o sunita Estados Árabes do Golfo (especialmente Arábia Saudita) para impedir que os iraquianos sunitas recuperem o controle do país (como alguma forma de ditadura, porque os sunitas não têm os votos para serem eleitos.) Os EUA também restringem os xiitas iraquianos de atacar toda a população sunita, como aconteceu em 2006-8 e mandar um terço dos sunitas iraquianos para fora do país e quase o mesmo número de suas casas com medo dos esquadrões da morte xiitas. Apesar do que os Estados Unidos e o Ocidente querem, eventos naquela região seguem um ritmo diferente. Neste momento, o apoio local para ISIS não existe, exceto entre a minoria sunita.

Enquanto isso, o avanço ISIS não foi uma surpresa para os Estados Unidos. Por mais de um ano o Iraque tem negociado com os Estados Unidos para o retorno de algumas unidades de inteligência americanos. Isso é algo que os líderes iraquianos não gostam de discutir em detalhes, porque isso significa admitir que os americanos eram tão bem sucedidos em esmagar os terroristas islâmicos, porque os EUA têm tecnologia (hardware e software) e pessoal de inteligência qualificados capazes de monitorar apenas sobre todas as comunicações sem fio no Iraque, além de grande parte do que aconteceu na internet. Wikileaks e os posteriores vazamentos NSA torná-lo muito claro como tudo isso funcionava. A diferença entre a forma como eficazes foram as operações de combate ao terrorismo foram no Iraque (não tão bom) e no Afeganistão (ainda muito bom) depois de 2011 é, para os líderes iraquianos, rastreáveis ​​para a decisão de ejetar todas as forças norte-americanas depois de 2011. Apesar da resistência político iraquiano, os EUA retomaram seus esforços de inteligência sobre o Iraque mais de uma semana atrás. Aviões de guerra norte-americanos e UAVs de companhias americanas e bases aéreas do Golfo Pérsico retomaram vôos de reconhecimento sobre o Iraque. Satélites espiões foram movidos para a posição também. Os especialistas da Intel na embaixada norte-americana no Iraque está reativando fontes dentro do Iraque e buscando acordos de compartilhamento com as agências de inteligência dos vizinhos do Iraque. Na verdade, alguma atividade de inteligência americano permaneceu no Iraque depois de 2011 e os EUA relataram a crescente ira entre os árabes sunitas e do poder crescente de ISIS para autoridades iraquianas. Mas muitos líderes iraquianos acreditavam que poderiam lidar. Eles estavam errados, mas muitos dos políticos iraquianos não estão dispostos a entregar o poder, apesar de suas deficiências óbvias.


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Strategy Page não acredita na força militar do ISIS para avançar sobre um país de maioria xiita e por usar métodos muito violentos contra outros muçulmanos.

Mas acho que o caos vai permanecer no Iraque. E só ajuda de inteligência não será suficiente nunca. O mundo lida com uma ideologia da morte, o Islã, que vai continuar sendo financiada com o ISIS ou sem ele. Apesar de que o mundo (incluindo a Igreja Católica) deveria agradecer aos Estados Unidos por gastar recursos públicos para combater nem que seja minimamente esta ideologia. Sem falar que a Rússia quer "ajudar" o Iraque a combater os terroristas (isto traz um complicador, apesar da possível boa ação)

Enquanto isso, os cristãos são mortos, pedem proteção ou deixam o Iraque e a Síria aos milhares.


(Agradeço a indicação do texto do Strategy Page ao site The American Catholic)

sábado, 28 de junho de 2014

Video: "Vitória sobre Infiéis" e "Vitória sobre meus Inimigos"


Consegui ontem no site da Front Page a tradução do que disse o imã durante o encontro religioso que o Papa Francisco promoveu entre cristãos, judeus e muçulmanos. Na oportunidade, eu acompanhei o encontro mas como não entendo nem hebraico nem árabe não tinha entendido muito do que foi dito.

Vejam o vídeo abaixo. É um vídeo penoso de ser assistido, mas vale à pena colocar no blog pois é uma tradução de um fato histórico e traz a forte controvérsia sobre a oração muçulmana feita na ocasião. No vídeo, esta controvérsia aparece aos 4 minutos (foto acima).





O Imã mencionou basicamente duas passagens do Alcorão, 2:285 e 2:286, ao que parece o Vaticano não esperava que ele fizesse isso, não estava no roteiro do encontro, e uma parte do verso 2:286 foi negada que o Imã tenha dito, depois foi aceitado o fato.

O artigo do Front Page é de Ned May, e ele descreve a confusão sobre esta parte do verso 2:286, o vídeo chegou a ser editado para esconder esta parte e o Vaticano negou. Mas depois foi aceito que apesar de não fazer parte do que estava escrito para ser dito pelo imã, o imã disse e representantes da Igreja passaram então a reduzir a força dessa parte comparando-a com o Salmo 25.

O verso 2:285 fala do respeito dos muçulmanos pelos profetas do Islã.

Mas o que diz o verso 2:286, o verso da controvérsia?

O site Quran Browser traz diversas versões desse verso. Vejamos uma versão e traduzo em seguida:

2:286 - Allah burdens not a person beyond his scope. He gets reward for that (good) which he has earned, and he is punished for that (evil) which he has earned. "Our Lord! Punish us not if we forget or fall into error, our Lord! Lay not on us a burden like that which You did lay on those before us (Jews and Christians); our Lord! Put not on us a burden greater than we have strength to bear. Pardon us and grant us Forgiveness. Have mercy on us. You are our Maula (Patron, Supporter and Protector, etc.) and give us victory over the disbelieving people."

Tradução minha:

Alá não sobrecarregue uma pessoa além de seu alcance. Alá recebe recompensa para quem faz o bem e condena quem faz o mal. "Nosso Senhor não nos castigue se nos esquecemos ou caímos em erro, nosso Senhor não ponhas sobre nós um fardo como o que você pôs sobre aqueles que vieram antes de nós! (Judeus e Cristãos). Nosso Senhor não nos sobrecarregue com um peso maior que temos força para suportar. Perdoe-nos e concede-nos o perdão. tende piedade de nós. Você é nosso Maula (Patrono, Apoioador, Protetor, , etc) e dar-nos a vitória sobre os infiéis".

O padre jesuíta Felix Korner, professor da Universidade Pontifícia Gregoriana, comparou este verso com uma passagem do Salmo 25.

O Salmo 25 diz (versão Bíblia Sagrada, site Biblia Católica On Line):

"Em Ti Confio, meu Deus. Que eu não fique envergonhado, e os meus inimigos não triunfem sobre mim!"

Mas dizer: "meu Deus, que eu seja vitorioso sobre os infiéis" é o mesmo que dizer :"que meus inimigos não triunfem sobre mim"?

Eu acho que não, é bastante diferente e reflete claramente as diferenças na história de judeus, cristãos e muçulmanos. 

Os judeus depois que saíram da escravidão do Egito lutaram pela Terra Prometida, lá encontraram pagãos e lutaram contra eles, venceram e por vezes foram derrotados por eles. Não há no judaísmo (consequentemente também não no cristianismo) uma guerra indiscriminada contra infiéis. No cristianismo, isto seria completamente um despropósito. Cristo ensina a amar os inimigos. A Teoria da Guerra Justa cristã (que é baseada tanto no Novo quando no Velho Testamento) nunca defendeu guerra contra infiéis simplesmente por serem infiéis.

O Islã nasceu em terras dominadas pelo cristianismo, judaísmo e paganismo. Maomé é um líder político, além de líder religioso. Ele roubou caravanas para financiar sua guerra, e estabeleceu impostos como qualquer líder político. Nada mais diferente de Cristo que ensinou: dê a César o que é de César. Os muçulmanos lutaram contra todos os infiéis, e os versos do Alcorão são cheios de ódio a judeus, cristãos e pagãos. O objetivo é claro, é ver o Islã dominando todos, vencendo todos os infiéis. Não há Terra Prometida no Islã, todas as terras para os muçulmanos têm estar sob domínio político e religioso do Islã. O mundo do Islã é este mundo, o mundo cristão é outro.

Eu respeito, mas discordo completamente da comparação do padre Korner.


sexta-feira, 27 de junho de 2014

Seguindo o (mau) Exemplo do Papa Francisco?



Dois muçulmanos foram convidados para falar no lugar do padre durante a homilia de uma missa. O padre argumentou que estava seguindo o exemplo do Papa Francisco que recentemente convidou muçulmanos e judeus para rezarem no Vaticano (foto acima dos muçulmanos rezando no Vaticano).

Os dois muçulmanos aproveitaram a ocasião para igualar Jesus Cristo a Maomé, Jesus seria apenas um profeta como teria sido Maomé. Ninguém reagiu a estas palavras durante a missa. Ninguém teve a coragem de se levantar e dizer que Cristo não é profeta, Cristo é Deus.

Uma pessoa que estava presente resolveu perguntar a um padre dos Legionários de Cristo se o padre agiu certo em convidar os dois muçulmanos para a liturgia sagrada da Igreja.

O site Zenit publicou a pergunta e a resposta do padre. Vou traduzir em azul.

Pergunta: Durante a nossa sagrada liturgia no Domingo de Pentecostes, no lugar da homilia, dois líderes da mesquita local foram convidados a "juntar-se a nós em oração, à luz do exemplo dado pelo nosso Santo Padre." O primeiro muçulmano compartilho suas visões sobre Deus e como estamos todos à procura de paz e como ela pode ser encontrada somente em Deus. Ele explicou que os muçulmanos acreditam no mesmo Deus que os cristãos, e que eles também acreditam que "Jesus era um profeta, como o grande Maomé. " O segundo muçulmano começou a ler várias partes do Alcorão em Inglês e, em seguida, os mesmos versos cantados em árabe. Ele leu várias passagens sobre Maria também. No final de suas "orações pela paz", a mulher que tinha apresentado os dois muçulmanos explicou que "nossos irmãos muçulmanos agora deixariam a Liturgia da Palavra, enquanto nos preparamos para recitar o Credo que nos isola ainda mais do credo ". Eu não tenho problema com os muçulmanos serem convidados e presentes na nossa santa missa como observadores. Minha pergunta é: não é uma grave ofensa para tê-los falando na homilia, ler a partir do Alcorão, e ainda dizerem várias vezes "acreditam que Jesus foi um grande profeta"? Eu, pessoalmente, me senti um prisioneiro em minha própria casa e me senti envergonhado porque eu não tive a coragem dos primeiros mártires ficar de pé e dizer: "Jesus não era apenas um profeta, mas o Filho de Deus." Fiquei horrorizado ao ouvir o nosso Credo ser referido em nossa própria casa como ponto de "isolamento". Eu sinto que o nosso Credo não é um ponto de isolamento, mas a verdade que deve ser dita sem pedir desculpas por temos visitantes de outra fé com a gente. Estou exagerando? - H.C., Orlando, Florida 


Resposta do Padre Edward McNamara: Embora o nosso Santo Padre tem ido longe para promover entendimento e aceitação entre pessoas de diferentes credos mútuo, ele, como seus antecessores, fez todos os esforços para evitar qualquer sincretismo religioso, e eu não me lembro de nenhuma incidência não-cristã em ato litúrgico de culto cristão, muito menos em uma missa.

Portanto, em primeiro lugar, eu acho que dizer que seguiam o exemplo do Papa Francisco é errado.

Em segundo lugar, eu não acredito que os senhores muçulmanos envolvidos neste episódio jamais pensariam em convidar um ministro cristão para as orações da sexta para contar a seus companheiros muçulmanos que os cristãos acreditam que Jesus é o Filho de Deus e revelação definitiva de Deus ao homem. Ao dizer isto não estou criticado os muçulmanos por falta de reciprocidade, mas simplesmente diria que isso seria perfeitamente coerente do ponto de vista muçulmano, uma vez que permitir ao cristão dizer isso seria negar o princípio central do próprio Islã. 

Eu acredito que deveria ser óbvio para um ministro católico que não pode haver lugar para expor uma religião não-cristã dentro do contexto de um rito litúrgico cristão

Há certamente momentos e lugares onde a explicação de uma religião não-cristã pode ser feita em benefício mútuo, mas nunca em um contexto litúrgico cristão. Toda a liturgia cristã é uma proclamação de fé, e expor uma outra religião é negar a própria razão de estar presente no ato de adoração. Neste sentido, não só estão "isolados" de muçulmanos pelo Credo, mas a partir do momento que fazemos o sinal da cruz e proclamamos a Trindade no início da Missa.

Falando francamente: Embora possa e deva haver respeito mútuo e paz entre muçulmanos e cristãos, do ponto de vista das crenças religiosas, o islamismo e o cristianismo são religiões incompatíveis. De fato, há alguns valores compartilhados e pontos comuns de prática religiosa, mas ambas as religiões têm verdades dogmas absolutos que são mutuamente exclusivos. Podemos concordar em discordar de uma forma amigável, mas devemos aceitar que não há ponto comum em matéria de crenças religiosas centrais. 

Na medida em que ambas as fés acreditam que existe um Deus, então é certo que nós dois adoramos o mesmo Deus. De um ponto de vista mais especulativo, no entanto, alguns estudiosos argumentam que os conceitos subjacentes da natureza e os atributos da divindade nem sempre são compatíveis em ambas as religiões

Da mesma forma, a afirmação de que os muçulmanos consideram Jesus como um grande profeta como Maomé é praticamente sem sentido para os cristãos. 

Para usar outro exemplo: Um cristão poderia dizer que aos judeus que consideram Isaías um grande profeta. Seria uma afirmação verdadeira. No entanto, isso não significa que um judeu pode aceitar a crença cristã de que certos textos de Isaías predizem a vida e morte de Jesus. Para fazê-lo seria negar a fé judaica

Para os cristãos, Cristo é o Filho de Deus e revelação definitiva de Deus ao homem. Um cristão não pode aceitar que Maomé é um profeta no sentido cristão, uma vez que todas as profecias cessaram antes de Cristo e, necessariamente, levaram a Ele. Nem pode o cristianismo dá qualquer credibilidade à Alcorão como revelação divina, porque não pode haver revelação pública após o tempo dos apóstolos. Afirmar o contrário seria negar a crença central da nossa fé. 

Finalmente, a homilia não pode ser entregue a ninguém, apenas a um ministro ordenado que façã reflexões sobre a fé cristã. 

Como diz a instrução Redemptionis Sacramentum: 

"64. A homilia, que é dado no curso da celebração da Santa Missa e é uma parte da própria Liturgia," deveria normalmente ser dada pelo próprio sacerdote celebrante. Ele pode confiá-lo a um sacerdote concelebrante ou, ocasionalmente, de acordo com as circunstâncias, a um diácono, mas nunca a um leigo. 

"66 A proibição de admissão de leigos para pregar dentro da massa se ​​aplica também aos seminaristas, estudantes de disciplinas teológicas, e aqueles que assumiram a função daqueles conhecidos como" assistentes pastorais ", nem há de ser qualquer exceção para qualquer outro tipo de leigo, ou grupo, ou comunidade, ou associação. 

"67. Cuidado especial deve ser tomado para que a homilia é firmemente baseada nos mistérios da salvação, expondo os mistérios da fé e as normas da vida cristã a partir das leituras bíblicas e os textos litúrgicos ao longo do curso do ano litúrgico e fornecendo comentários sobre os textos do ordinário ou da própria Missa...

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Bom, como disse o Papa Paulo VI: "Por alguma fresta o demônio entrou no Templo de Deus".

Eu concordo com quase tudo com que o padre McNamara falou, mas discordo que o Papa Francisco não tenha servido de exemplo. Ele abriu uma fresta sim ao convidar muçulmanos ao Vaticano.


(Agradeço o texto do Zenit ao site The Crescat)

quinta-feira, 26 de junho de 2014

O Muçulmano que salvou o Bispo de ser decapitado.


Acima vemos a foto do bispo Nestor-Désiré Nongo-Aziaga. Ele foi raptado e estava na beira de ser decapitado quando foi salvo por um dos terroristas muçulmanos.

Vejamos parte do relato do jornal The Catholic Herald:

O bispo da República Centro-Africana revelou que ele foi salvo de ser decapitado por muçulmanos em abril, após um deles intervir para salvá-lo. 

O bispo Nestor-Désiré Nongo-Aziagbia de Bossangoa foi sequestrado junto com três sacerdotes pelo grupo militante Seleka e disseram que ele seria executado. 

Ele descreveu o comandante, que interveio para parar a sua execução como sendo "um homem bom, com uma boa consciência". 

O grupo Seleka, que é composta por muçulmanos, mas também mercenários do Chade e Sudão, tomaram o poder no país em março do ano passado, provocando uma onda de violência. Com o governo e exército incapazes de controlar o país, Seleka tem lutado contra uma milícia cristã, o Anti-Balaka, embora líderes religiosos insistem em dizer que o conflito não é sobre a fé. 

O bispo Nongo-Aziagbia disse ao jornal The Catholic Herald: "Eu conhecia que as pessoas que me raptaram, e como eles me levaram para a sua base, deram-me os motivos por que foi sequestrado e eles me disseram o que iam fazer comigo, eles iriam me matar. Eu estava com três dos meus sacerdotes e a sensação que eu tinha era de culpa, não para mim, mas pelos meus sacerdotes que estavam dispostos a serem mortos."

"Graças a Deus, no caminho, um dos oficiais comandantes não concordou isso. Ele parou o carro que íamos e disse que seríamos liberados", disse o bispo. "O que eu entendi do que ele me disse foi que seu irmão mais velho era da cidade onde eu fui sequestrado e o irmão tinha ligado e disse-lhe para não nos fazer mal. Ele tinha uma boa consciência, e ouviu seu irmão mais velho."

Questionado sobre o que os fiéis da Grã-Bretanha poderiam fazer, o bispo disse: "Nós realmente confiamos em suas orações, suas orações vai sustentar-nos a não perder a esperança, as suas orações vão nos incentivar a continuar lutando por justiça. Para evitar o ódio e à vingança, e manter o Evangelho do amor que recebemos de Jesus Cristo. A maioria de nossa infra-estrutura religiosa foi completamente destruída - presbitérios, igrejas, clínicas, escolas. Estamos precisando de ajuda financeira para reconstruir essas estruturas."

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O bispo foi salvo porque um terrorista que aceitou o pedido de seu irmão. Ele, no entanto, deveria ter noção de que foi salvo por um capricho. A salvação dele não faz do terrorista uma pessoa santa, nem purifica os atos do Seleka. Descrever alguém que é terrorista como um "homem bom, de boa consciência", alguém que mata e destrói as estruturas da Igreja, é demais para mim. As palavras do bispo levam-me a pensar na síndrome de Estocolmo, quando alguém sequestrado tem compaixão pelo seu algoz e passar a defender os argumentos dele. Mais um pouco, se tivesse ficado mais dias preso, e talvez o bispo apresentasse esta síndrome. Mas devemos entender o estresse que ele e os sacerdotes passaram.

Rezemos pelo bispo, pelos sacerdotes e por todos aqueles que sofrem com o conflito na República Centro-Africana.



quarta-feira, 25 de junho de 2014

ISIS no Iraque: Crianças suicidas, cristãos pagam taxas para existir, mulheres sendo estupradas...


Faz alguns dias que não relato sobre o que anda fazendo no Iraque o grupo terrorista ISIS (Islamic State of Iraq and Syria (ou al-Sham)) enquanto a bola rola.

Li durante esses dias muitas atrocidades. A imagem que vai acima, por exemplo, é de uma declaração do grupo dizendo que as mulheres devem fornecer sexo aos terroristas, caso engravidem deve-se agir de acordo com a Sharia (lei islâmica), o que quer que isso signifique (as mulheres podem ser consideradas escravas no Islã).

Vou relatar aqui 10 fatos que li nos últimos dias (dentre inúmeros), com links (minhas principais fontes são os sites Jihad Watch, Weasel Zippers e Gatestone Institute):

1) Uso de crianças como terroristas suicidas.

2) ISIS obriga crianças a assistir execuções.

3) Cristãos sendo obrigados a pagar impostos (jiyza) para viver em terras muçulmanas (como exige o Alcorão) se não morrem.

4) Terroristas estupram mãe e filha cristãs, mesmo depois que elas pagam o impostos e matam quatro mulheres cristãs.

5) Destruição do mausoléu do profeta Jonas (aquele que salvou Nínive (atual Mosul), cidade que foi exaltada pelo próprio Cristo).

6) Americanos e britânicos (além de outras nacionalidades, como este australiano) se juntam ao grupo terrorista. E quando este pessoal resolver voltar para casa?

7) ISIS destrói mausoléu de muçulmanos xiitas e  congratula a Argentina pelo o gol de Messi contra o Irã, que mostra o ódio dos sunitas aos xiitas e justifica o medo do Irã contra o ISIS.

8) Terroristas usam veículos de guerra americanos roubados das forças armadas iraquianas.

9) ISIS executa juiz que condenou Saddam Hussein à morte.

10) ISIS adota lei Sharia e decepa parte de corpos de acusados.

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Será que o mundo ainda sabe reconhecer o que é o mal?

Leiam meus outros posts sobre o assunto, pois a imprensa brasileira (e boa parte do mundo) anda vendo só bola rolando.


terça-feira, 24 de junho de 2014

Estaurofobia - O Medo da Cruz.


Acima vai o quadro Crucificação de Grunewald, que é considerado um dos quadros que mostram a crucificação de forma mais penosa. Como eu gostaria de ver este quadro pessoalmente!, está na cidade de Isenheim, na França.

Lembrei deste quadro ao ler um excelente artigo de Teófilo de Jesús sobre a estaurofobia, o medo que algumas pessoas têm da cruz de Cristo.

Vou traduzir aqui parte do artigo de Teófilo, leiam todo o texto clicando aqui.

Uma explicação para Estaurofobia ou o medo patológico da Cruz.
por  Padre Teófilo de Jesus

De todas as religiões do mundo somente o Cristianismo tem como símbolo um instrumento de punição capital. Budistas confiam em uma estátua impassível de seu professor, sentado em posição de lótus meditando com os olhos semi-fechados e um sorriso misterioso. Hindus preferem o simbolismo de uma roda da reencarnação; e os taoístas amam o símbolo do ying e yang. Muçulmanos são frequentemente associados com uma lua crescente, mas isso é um símbolo tardio para eles. A Estrela de David é freqüentemente associada com os judeus, nossos irmãos mais velhos, mas também é de origem tardia. A menorá, a fachada do Segundo Templo, as tábuas do Decálogo, e as palmeiras também são usados como símbolos do povo de Deus, da onde o Filho de Deus surgiu. Entre todos os símbolos, a cruz cristã continua a ser um lembrete dissonante, lancinante de que nem tudo é açúcar e simpatia entre os fundadores religiosos do mundo, pelo menos, um deles, foi derrotado por uma morte ignominiosa, enquanto a maioria dos outros ídolos morreu em suas próprias camas, o nosso sangrou e foi asfixiado até a morte como um criminoso comum.

A cruz já era um sinal de salvação nas Escrituras Hebraicas. No livro do profeta Ezequiel (9:3-4), encontramos estes versos intrigantes:

"Então a glória do Deus de Israel se elevou de cima do querubim, onde repousava, até a soleira do templo. Chamou o Senhor o homem vestido de linho, que trazia à cintura os instrumentos de escriba,e lhe disse: Percorre a cidade, o centro de Jerusalém, e marca com uma cruz na fronte os que gemem e suspiram devido a tantas abominações que na cidade se cometem."

São Jerônimo já viu nestes versos um sinal que apontava para a cruz de Cristo.

A cruz como o principal sinal dos seguidores de Cristo na arte litúrgica é de origem bem antiga.

O costume de exibir o Redentor na Cruz começou no fim do século VI e esse costume é o que mais nos representa hoje na Igreja Católica.

Como obra de arte, o crucifixo (ou estaurograma) já aparece no século III, com a imagem de Cristo crucificado profundamente enraizada na arte cristã antiga e nos costumes. 

A reação contra a noção de um Deus encarnado, que teve uma morte cruel como um criminoso comum provocou uma reação intensa, que é registrado no Novo Testamento, por exemplo, em 1 Coríntios (1: 22-25):

"Os judeus pedem milagres, os gregos reclamam a sabedoria, mas nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos; mas, para os eleitos - quer judeus quer gregos -, força de Deus e sabedoria de Deus.Pois a loucura de Deus é mais sábia do que os homens, e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens."

Há evidências arqueológicas que documentam representações visuais de animus pagão contra os cristãos e da Cruz. O mais eloquente é o grafite de Alexamenos - que mostra um jumento no lugar de Cristo na cruz. 

O medo da Cruz, em geral, e do crucifixo - a cruz com o corpus ou a figura do Cristo crucificado - continua até hoje. A reforma calvinista rejeitou o crucifixo em favor de uma cruz simples e os filhos mais radicais da Reforma Protestante abandonaram o símbolo da cruz completamente por medo de cair na idolatria.

Mais tarde, os movimentos da chamada tradição restauracionista preferiram trocar a cruz por outros símbolos. Por exemplo, as Testemunhas de Jeová usaram a cruz como parte de seu logotipo e em interpretações artísticas na maioria de suas publicações até a década de 1930, quando "descobriram" que a palavra grega para cruz usada no Novo Testamento (Stauros) realmente não significa "cruz", mas "jogo". Desde então, eles retratam Cristo como a suspensão de um único poste vertical ou "estaca de tortura" em sua arte. A Igreja dos Santos dos Últimos Dias (LDS, a "Igreja Mórmon"), também um produto da fermentação restauracionista do século 19, também abandonou a cruz em favor de seu anjo arauto. 

Eu experimentei oposição negativa, verbal para o crucifixo. Comentaristas de meu blog por vezes atacam católicos dizendo que eles veneram "dois pólos durante as procissões." Mais recentemente, um gnóstico disse que católicos adoram "cadáver pendurado em duas varas sangrentas".

Caricaturas blasfemas, distorcidas e desviantes do Crucifixo abundam na internet. Uma simples busca no Google resulta em inúmeros exemplos, por vezes pornográficos. 

Por que eles temem que o crucifixo?

As pessoas odeiam o crucifixo porque temem a Cristo, que é retratado na Cruz. Os postes de madeira e o homem ensanguentado pendurado nos faz sentir que nem tudo está bem com o mundo. Uma vez entendido, contemplando um crucifixo nos recorda o custo pago Deus para a nossa salvação, e que não nos faz sentir melhor com nós mesmos. 

A Cruz é o símbolo definitivo de um evento histórico. Ao contrário da recepção da shahada por um anjo, ou as rodas de hindus e budistas, ou o Ying e Yang, e muito além de amuletos cruciformes pré-cristãos, o Crucifixo nos lembra de um homem que já andou sobre esta terra e morreu ignominiosamente. A "tau" ("+") marca o ponto no espaço e no tempo de uma aparente derrota que foi realmente uma vitória e garantia de que a morte não vai ter a última palavra nos assuntos humanos.

Meus irmãos e irmãs: vamos repetir com São Paulo em Gálatas 6:14:

"Quanto a mim, não pretendo, jamais, gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo."

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Eu fiz o que Teófilo de Jesus sugeriu. Coloquei a expressão "crucifixion pictures" no google e cliquei em uma imagem. Você chega a várias imagens blasfemas e pornográficas.

O mundo odeia a Cristo e a Cruz é o grande símbolo dele.