sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Fofocas de Cardeiais na "Ditadura" do Papa Francisco


O que os cardeais falam do Papa? O que Papa faz por trás dos panos, escondido da mídia? Como o Papa usa a mídia para atacar membros do clero? O que eles fofocam entre si? Como eles agem uns contra os outros? É triste saber sobre tudo isso. É medonho ver "príncipes da Igreja" e o próprio Papa descendo vários níveis da desonestidade pelo poder.

Mas ontem eu li um texto que merece ser lido sobre o assunto. O texto é de Robert Royal que escreve sobre as fofocas no contexto do sínodo sobre família. Robert Royal é autor de muitos excelentes livros sobre a Igreja (eu li um sobre os mártires) e editor do The Catholic Thing,

Vou traduzir aqui parte do que disse Royal. Leiam principalmente os três primeiros parágrafos.

O clima em Roma é - vamos falar claramente - tenso. De acordo com uma fonte bastante confiável no local, não é apenas os "Ratzingerians" como o Cardeal Burke que vêm sofrendo um vento gelado. São também cardeias mais "moderados" cardeais e membros da Cúria que simplesmente não sabem o que fazer com o que está acontecendo. E temem o que pode acontecer se eles disserem a coisa "errada" - difícil de evitar, quando as coisas não são tão claras. 

Eu já relatei palavras duras do papa contra defensores da tradição,  em uma homilia estranha que pode ser entendida contra todos aqueles ao longo dos séculos que haviam defendido a indissolubilidade do casamento, como se eles fosse autoritários e legalistas de auto-promoção. 

Mas o que eles pensam do papa por trás dos holofotes - mais uma vez, para além dos habituais suspeitos conservadores e em, figuras tradicionais mais neutras - também é igualmente azedo: "um ditador latino", "um Peron",  alguém que gosta de ser o centro do palco no centro das atenções . E talvez o comentário mais chocante de tudo a partir de mais de uma pessoa: "Sua saúde é ruim, então, pelo menos, isso não vai durar muito tempo." 

A palestra do Papa fala sobre um espírito de abertura. Mas há gente experiente em Roma que acredita que se isso ocorrer, cabeças vão rolar. Algumas já rolaram.

Quando eu cobri o Conclave que elegeu o Papa Francisco, em 2013, uma das coisas impressionantes para alguém como eu, que vive em Washington por 30 anos, foi a rapidez com que as conversas que deveriam estar fora do registro - mesmo as apresentações que precederam o Conclave que os cardeais juram manter em segredo - vazaram aos jornais italianos. Temos vazamentos em Washington, também, mas eles são, basicamente, algumas gotas, um aqui outro ali -. Em Roma, eles parecem usar uma mangueira de incêndio. 

Pouco depois do Conclave 2013, um cardeal me disse em particular que ele ficou surpreso de que a intervenção do Cardeal Raymundo Damasceno Assis de Brasília de alguma forma tinham sido transcritas e publicadas na imprensa no dia seguinte, apesar dos esforços de segurança do Vaticano para segurar a natureza privada da apresentações: "E o que é ainda mais surpreendente, ele falou sem um texto. Eu estava sentado ao lado dele, e ele estava apenas falando, sem nada preparado com antecedência. Alguém deve ter registrado desde que não havia nenhum texto a vazar. Suas observações aparecem, praticamente palavra por palavra, tanto quanto eu poderia dizer, no dia seguinte, na impressão. "

Não é nenhum segredo em Roma que cardeais e outros altos funcionários do Vaticano têm "seus" jornalistas especiais para quem vazar o material. 

Roma é um lugar de fofoca. Mas é tipicamente sobre o tipo de política de escritório a maioria das pessoas não se importam muito sobre. Normalmente, ele pode ser ignorada. Não desta vez. Cardeias xingando outros cardeais. Duras críticas sobre o Papa. Comentários maldosos sobre sua saúde frágil e, possivelmente curto reinado. 

Nos tempos modernos, nunca foi desta maneira.

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Há algo de muito podre no pontificado do Papa Francisco. Infelizmente.

Eu fiquei bastante triste ao ler este texto.

Rezemos mais pela Igreja, o que ocorre fora dos holofotes e até diante dos holofotes (com palavras ditas ao público direcionadas a atacar membros do clero) são de muito baixo nível. Todo mundo sabe que a Igreja é o principal objetivo de domínio do demônio. Vemos o demônio bem presente entre os membros do clero.

Que São Francisco Bórgia, santo do dia de hoje, que conheceu o poder e viu que não valia nada, proteja a Igreja e oriente os cardeais.

Leiam todo o texto de Royal. Há link para outro texto do autor que debate os argumentos do Papa Francisco.



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(Agradeço o texto de Royal ao site PewSitter)

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

O ISIS é Super-Herói para muitos Muçulmanos.


Por obrigação profissional, eu tenho de acompanhar o site da Bloomberg, para seguir o mercado financeiro. Não sou lá muito fã da Bloomberg, pois em questões sociais, como aborto e casamento gay, ela segue o que pensa os "riquinhos, esquerda caviar", e defende tanto o aborto como o casamento gay. Aliás, toda vez que encontro um esquerdista caviar e eu tenho oportunidade de conversar, eu lembro à pessoa que Lenin, Trotsky e Pol Pot também eram esquerda caviar, filhos de aristocratas, deixaram um rastro ideológico de milhões de cadáveres.

Mas, voltando à Bloomberg, eu diria que uma vez a cada mês, aparece um bom texto que não é relacionado ao mercado financeiro.

Ontem, eu li um que lembra as dificuldades do clérigos muçulmanos em condenar as ações do ISIS. Eu já falei aqui no blog de uma Carta Aberta de um grupo muçulmano americano contra o ISIS, que deixa transparecer inúmeros problemas no Islã que dariam apoio ao ISIS. Em suma a Carta Aberta contra o ISIS pode ser usada em favor do ISIS.

Agora, é bom ver as dificuldades dos clérigos islâmicos para dizer que o ISIS não representa o Islã. Vejamos o texto da Bloomberg. de autoria de Mariam Fam, que se chama "In War on Ideas on Islamic State, Opponents Start with Handicap" (que poderia ser traduzido por "Na Guerra de Ideias sobre o Estado Islâmico, Oponentes Já Começam Perdendo).

Traduzi parte do texto em azul:

Há três anos, pregador egípcio Abdelmoneim el-Shahat (foto acima) estava atacando as estátuas egípcias pré-islâmicas e seculares, estátuas das época dos faraós - o que, segundo ele, devem ser cobertas de cera. 

Agora, el-Shahat, da escola salafista ultraconservadora do islamismo, diz que está direcionando suas críticas no Estado Islâmico e sua ideologia em artigos e palestras - parte de um esforço regional para a minar mensagem religiosa do grupo que tem envolvido vários estudiosos . 

Os EUA e seus aliados árabes se comprometeram a lutar uma guerra de idéias ao lado de sua campanha militar contra o Estado Islâmico, que lançam vídeos com cenas de batalhas misturadas com passagens do livro sagrado dos muçulmanos. Os opositores que buscam se engajar na frente teológica, porém, começar com uma desvantagem: Eles são muitas vezes vistos com hostilidade por exatamente as pessoas - potenciais simpatizantes com os militantes - que eles estão tentando alcançar.

"É muito difícil para os governos fazer a guerra ideológica", disse Michael Wahid Hanna, pesquisador sênior na Fundação Century. "As populações que são mais vulneráveis ​​à radicalização essencialmente consideram as instituições religiosas usadas para impulsionar essas afirmações como ilegítimas em si mesmas." 

Os esforços dos clérigos na Arábia Saudita e Egito, dois dos estados árabes sunitas mais populosos e ambos aliados dos EUA de longa data, mostram os desafios. 

El-Shahat virou centro de críticas. "Por Deus, eu lamento o dia em que eu respeitava esse homem", uma pessoa escreveu sob um vídeo online em que el-Shahat critica o grupo jihadista. 

Um grupo de estudiosos da religião na Arábia Saudita têm se manifestado contra o Estado islâmico, dizendo que o Estado Islâmico distorce o Islã. 

Mas as classes clericais sauditas, porém, não são críticos eficazes de ideologia do Estado Islâmico, porque eles têm-se exposto idéias semelhantes, de acordo com o escritor e colunista saudita Turki al-Hamad. 

"Eles são incapazes de enfrentar os violentos, os grupos extremistas e aqueles que cortar pescoços não por causa de preguiça ou procrastinação, mas porque todos compartilham o mesmo pensamento e palavras", escreveu al-Hamad, em agosto. "Como eles podem enfrentar um pensamento cuja base eles mesmos têm dentro de si?" 

Ibrahim Negm, um assessor do grande mufti do Egito, identifica uma objeção diferente quando fala contra Estado islâmico. Ele diz que, por vezes, se perguntou por que ele está falando contra os  jihadistas, em vez da matança de iraquianos pelos EUA ou os palestinos por Israel. 

O clérigo influente Yusuf al-Qaradawi, que tem aparecido regularmente no canal pan-árabe Al Jazeera, escreveu no Twitter que ele  discorda completamente do Estado islâmico "no pensamento e no método", mas também condena a guerra dos EUA contra eles porque não é motivada está "pelos valores do Islã, mas por seus próprios interesses." 

El-Shahat é também um crítico da política norte-americana, e diz que a ação militar torna mais difícil para ele falar contra o Estado Islâmico. 


Alguns vão rejeitar os seus argumentos e defender o grupo, alegando que "agora é contra a América", disse ele em uma entrevista por telefone. Ataques aéreos podem "fazê-los parecer como heróis."

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Hummm...A conclusão é: o mundo ocidental deve deixar o Estado Islâmico matar, crucificar cristãos, curdos, yazidis, xiitas, etc., porque se atacá-los vai tornar os terroristas do Estado Islâmico em heróis.

Quem cai neste discurso de "opositores" muçulmanos do Estado Islâmico?



quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Vídeo: Quem é mais Perigoso EUA ou ISIS?, segundo estudantes de Harvard.


Um entrevistador foi ao campus da "melhor universidade do planeta", a Universidade de Harvard, e perguntou quem os estudantes achavam mais perigosos os Estados Unidos ou o Estado Islâmico (ISIS).

Segundo eles, é o Estados Unidos!!!!

É o relativismo moral que tanto nos falava Bento XVI. Hoje, eu sofro bastante quando vou debater com alguém ao perceber que a pessoa tem um relativismo moral absurdo, não reconhece mais o que é certo ou errado, o que é uma ideologia certa, que leva ao bom caminho, ao desenvolvimento, ao crescimento pessoal, e um ideologia que leva à morte. Não é de se estranhar quando o aborto, a matança de uma criança, é tratada como direito da mulher.

Os caras desfrutam das benesses de um povo que foi fundado sob o cristianismo e no qual a Declaração de Independência disse que os direitos vinha de Deus e não dos homens. Sob esta ideologia cristã e libertária, os Estados Unidos criaram o país mais rico do mundo.

Mas, é muito comum o povo americano odiar o próprio país e compartilhar da ideologia que está presente em gente que odeia os Estados Unidos como o Fidel Castro, Hugo Chavez e os próprios grupos terroristas.

As desculpas para dzier que os Estados Unidos são mais perigosos é que o país só está interessando no petróleo do Oriente Médio, que o povo adere aos grupos terroristas porque passam dificuldades econômicas, e por aí vai.

A quem pertence o petróleo do Oriente Médio? Segundo eu sei, aos próprios países da região. No Iraque, continua assim após a invasão, com inclusive aumento da participação de capital chinês. Explicar grupos terroristas por que o povo passa fome, é a doutrina marxista que tudo determinado pelo materialismo, é esquecer toda a doutrina islâmica. Em suma, é estupidez.

Mas não pensem que esta estupidez não domina o pensamento mundial. Você pode encontrar este raciocínio dos estudantes de Harvard até no Papa Francisco.

Não estou dizendo que os Estados Unidos é perfeito, nem a Igreja Católica, formada por nós humanos, é perfeita. Mas deve-se reconhecer de que lado o país está, e em que base ideológica ele se apresenta no mundo e em que lado ele esteve na história (lutou contra o comunismo e o nazismo, por exemplo, entregando milhões de vida nestas lutas). Os Estados Unidos não adotam uma ideologia de dominação, como a do Estado Islâmico ou do Nazismo ou do Comunismo.

Vejam o vídeo abaixo:





Como vencer este relativismo moral? Lutando na guerra cultural: conversando com amigos (quando a oportunidade aparacer), participando de debates, de filmes, da mídia, etc, como lembrou Mark Tapson que coloquei aqui no blog.


(Agradeço o vídeo de Harvard ao site Weasel Zippers)

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Seminário no Vaticano Defende Guerra contra ISIS


Núncios apostólicos da Síria, do Iraque, da Jordânia, do Egito, da Palestina, do Irã e da Turquia, gente que conhece bem de perto os conflitos relacionados ao Islã, além de membros do Vaticano  e de representantes da Santa Sé na ONU, se reuniram entre os dias 2 e 4 de outubro.

Não consegui achar na internet toda a declaração que eles lançaram após o encontro, apenas partes, aqui vão as que encontrei:

"One cannot be silent, nor (can) the international community remain inactive, in the face of the massacre of persons," 

"The participants at the meeting reaffirmed that it is licit to stop the unjust aggressor, always in accordance with international law" .

"The activity of some extremist groups is a cause of grave concern, particularly the so-called 'Islamic State,' whose violence cannot be met with indifference."

In the face of "the massacre of persons merely because of their religion or ethnicity, in the face of decapitations and crucifixions of human beings in public squares, in the face of the exodus of thousands of persons and the destruction of places of worship," the world cannot remain indifferent and something must be done.

"The problem must be dealt with more radically by addressing the root causes which are exploited by fundamentalist ideology"

Christians who have been forced "in a brutal manner" to flee from their homes must be guaranteed "the right to return in conditions of adequate security" as well as be free to work and build a future in the land where they and their ancestors have lived for more than 2,000 years.

"One cannot resign oneself to conceiving of the Middle East without Christians,". Christians have been a critical part of society and "they play a fundamental role of peacemaking, reconciliation and development."

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Eu diria que os núncios erram em não argumentar que uma guerra não é justificada "por estar em acordo com o direito internacional". Eles deveriam olhar para dentro, para a Doutrina da Igreja com relação a guerra, a teoria da guerra justa. A teoria da guerra justa usa preceitos bem mais profundos que o direito internacional.

Em todo caso, é um pequeno passo na direção correta, mesmo sendo apenas um seminário.


(Agradeço o texto do seminário ao site PewSitter)

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Os Cristãos Revolucionários de Hong Kong


Leio que muitos revolucionários de Hong Kontg são cristãos! Uma descoberta feita pelo Wall Street  Journal que foi discutida no site do Foreign Policy. Este site pergunta:"Os cristãos são bons rebeldes?"

Que sensacional!,  enquanto o mundo ocidental fica desprezando o cristianismo, ele vai se fortalecendo na Ásia, até na China. Praticamente todo dia eu ouço um brasileiro xingando a herança cristã, e às vezes até cometendo pecado contra o Espírito Santo. E o Brasil tem o maior número de católicos do mundo.

O texto da Foreign Policy é excelente (traduzo parte em azul)

Uma das coisas mais interessantes que eu já li sobre os protestos pró-democracia em Hong Kong toca em um aspecto que tem recebido pouca atenção até agora. Um artigo no The Wall Street Journal analisa a formação religiosa de alguns dos principais organizadores do movimento. Acontece que muitas das pessoas-chave são cristãos. 

Joshua Wong,  líder do grupo de 17 anos que tem desempenhado um papel fundamental no lançamento e na organização das manifestações, é um protestante evangélico. Dois dos três líderes do Occupy Central, o principal grupo de protesto, são cristãos. Um ex-bispo católico de Hong Kong é outro grande defensor. "O cristianismo tem sido um elemento visível das manifestações, com grupos de oração, cruzes, e os manifestantes leitura Bíblias na rua", diz o artigo. 

Isso não deve ser totalmente inesperado. As igrejas estão profundamente enraizadas na estrutura da sociedade de Hong Kong, em contraste com a China continental, onde o Partido Comunista ainda vê os cristãos como rivais para a lealdade dos cidadãos chineses. 

No entanto, muitas outras organizações de mídia como o New York Times ou CNN se esquecem (sic) de mencionar este ponto. Isso me parece uma omissão significativa. 

Não devemos esperar entender por que os manifestantes insistem em desafiar a ditadura mais poderosa do mundo, sem compreender as crenças por trás de suas escolhas. 

Por que houve tão pouca atenção ao fator cristão? Eu acho que é uma combinação de ignorância e constrangimento. A maioria dos jornalistas nos países do Ocidente hoje são céticos ou secularistas. 

Eles tendem a considerar a crença religiosa como uma esquisitice singular, uma espécie exótica irrelevante. E uma vez que esses jornalistas que vêm de Europa ou os EUA vêm de ambientes formados historicamente pelo cristianismo, eles ficam preocupados em não parecer tendenciosos. 

Isto é uma miopia. 

O estudioso Fenggang Yang calcula que a China está a caminho de se tornar o maior país cristão do mundo em 2025. 

O partido chinês considera o cristianismo como seu maior rival. Existe uma longa tradição de grupos religiosos militantes na China pré-comunista, que colocaram desafios poderosos a ordem central: a Rebelião Taiping (1850-1864), liderado por um homem que se dizia ser o irmão mais novo de Jesus, acabou levando 20 milhões de vidas. Atualmente, o movimento Falun Gong (Falun Dafa), um híbrido idiossincrático do budismo e outras tradições religiosas chinesas, é uma das poucas organizações de massa que continua a oferecer uma visão alternativa para o regime comunista. 

Dada essa história, não é surpreendente que Pequim faça enorme esforço para manter os cristãos chineses sob controle estatal apertado. A República Popular só reconhece católicos que adoram em igrejas aprovadas pelo Estado, ignorando aqueles que mantêm a fidelidade ao Vaticano; há uma outra organização de Pequim-aprovado para os protestantes também. 

Em cima disso, o partido também é extremamente sensível a uma história aparentemente perdido em muitos dos jornalistas que cobrem atualmente os protestos em Hong Kong: o envolvimento cristão longa e ilustre em revoluções ao redor do mundo. A liderança chinesa é dolorosamente consciente do papel desempenhado pelo Papa João Paulo II e seus compatriotas católicos poloneses na queda do sistema comunista na Europa Oriental. 

De fato, os cristãos desempenharam papéis importantes notavelmente em movimentos de protesto populares que vão desde a luta anti-apartheid na África do Sul para as campanhas pelos direitos civis nos Estados Unidos. 

Em todo o caso, eu não acho que é exagero dizer que o que os manifestantes em Hong Kong estão vivendo agora é apenas o mais recente capítulo de uma história que vem acontecendo há décadas - ou, para essa matéria, milênios. Espero sinceramente que eles possam alcançar seus objetivos e viver para contar o conto.

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Agradeço o texto da Foreign Policy ao site Big Pulpit

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Cadê os Evangélicos Marina e Everaldo para Defender o Católico Levy Fidelix



Ontem vi o debate da Globo. E fiquei surpreso ao ver Levy Fidelix sozinho, diante de evangélicos que sempre "defenderam a família": Marina e Pastor Everaldo, sem falar no supostamente católico Aécio "Lá em Minas" Neves.

Gostei da resposta que Fidelix deu ao Eduardo Jorge, Fidelix se levantou na luta contra a liberalização das drogas e contra o aborto. Educardo Jorge ainda insistiu na defesa do abroto quando debateu com Dilma.

Luciana Genro comparou Fidleix a Hitler e queria prendê-lo. Aqui acho que Fidelix poderia ter respondido melhor, batsva dizer que Luciana Genro até hoje defende o comunismo/socialismo ideologia que matou milhões e que por sinal se alinhou a Hitler na Segunda Guerra. Mas entendo que Fidelix estava sozinho e acossado por todos, já que os supostos amigos evangélicos e católicos se esconderam.

Outro dia, eu falei aqui que os consevadores precisam se levantar em todos os campos da sociedade para defender seus valores, se não ficamos sendo humilhados publicamente.

Levy Fidelix tem meu apoio na luta contra o aborto e a liberalização das dorgas.

Finalmente: CADÊ A IGREJA CATÓLICA????????????????

Sempre tão silenciosa.

Os "analistas políticos" se concentram em "quem pode ganhar", ficam discutindo Aécio "Lá em Minas" Neves, Marina "Selva" e Dilma "Emburrada" Rousseff. Mas as questões mais fundamentais e que definem o futuro de um país foram debatidas entre Fidelix, Jorge e Genro.

Rezemos pelo Brasil, tem um bando de monstros esquerdistas querendo ser presidente do Brasil.

 

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Site Nasarean.Org: Ajudem os Cristãos do Iraque


O padre Benedict Kiely criou uma organização chamada Nasarean.org (www.nasarean.org) que procura ajudar os cristãos iraquianos e sírios. A organização  tem entre os patronos, para meu deleite, G.K. Chesterton, patrono deste blog.

Sensacional. Ajudem. Comprem braceletes Nazarenos ou pins. Vou comprar os meus braceletes.




O padre Kiely deu uma entrevista para o National Review Online, vou traduzir parte da entrevista abaixo, em azul:

Padre Benedict Kiely é pastor da Paróquia Santíssimo Sacramento em Stowe, Vermont., e diretor de educação continuada para o clero da diocese de Burlington. Ele também está muitisimmo  preocupado com seus irmãos e irmãs no Iraque e na Síria e iniciou um website - www.nasarean.org - vendendo pulseiras e alfinetes de lapela e ganchos do zíper com a letra árabe que designa "Nazareno", que o Estado Islâmico colocar nas casas dos cristãos. A letra se tornou um símbolo de solidariedade com os cristãos que foram expulsos de suas casas. Todas as receitas provenientes dos itens irão para os esforços de Ajuda à Igreja que Sofre para ajudar os cristãos por lá. Padre Kiely fala sobre a crise e o esforço Nasarean.org com o Kathryn Jean Lopez.

KATHRYN JEAN LOPEZ: Qual é a responsabilidade dos cristãos norte-americanos para os cristãos perseguidos no Iraque e na Síria e em outros lugares, hoje? 

PADRE BENEDICT KIELY:  A Escritura e a tradição constante da Igreja nos dizem que nós somos um só corpo. Quando uma parte do corpo sofre, todos nós estamos sofrendo. Isso não é um absurdo piedoso; ele vai para o coração do que significa ser um membro do corpo de Cristo. É muito fácil para nós, que estamos relativamente livres ter uma sensação de "longe da vista, longe do coração", mas quando vemos uma imagem de um irmão crucificado, ou ver um bebê cristão decapitado, ou ouvir os argumentos apaixonados dos bispos e padres da região, se as nossas consciências não ficam perturbadas, é quase certo que não estamos realmente comprometidos com a fé. Nossa responsabilidade é tripla: a oração - que não é um "último recurso", mas o primeiro recurso; segundo, o nosso próprio testemunho pessoal e testemunho público (por exemplo, usando os produtos que estamos promovendo); e, finalmente, a caridade - a apoiar ativamente os esforços de socorro e do processo político. 


LOPEZ: Porque é que este símbolo é tão importante? 

KIELY: O símbolo do árabe "N" - ou "Nun / meio-dia", é a primeira letra da palavra "Nasrani / Nasarean", um termo de desprezo para os cristãos - está sendo pintado nas casas de cristãos por parte dos islamitas, para identificar os cristãos, da mesma forma que os nazistas usaram a estrela de Davi para identificar os judeus. Como a cruz, o símbolo central do cristianismo, um objeto ou sinal de desprezo pode ser transformado em um sinal de esperança, solidariedade e apoio. Ele diz, simplesmente: "Estamos com você, rezando por você, e apoiamos vocês! 

LOPEZ: Qual é o espírito com que um distintivo de lapela ou pulseira deve ser usado? O que mais devemos fazer? 

KIELY: As pessoas se sentem impotentes. Uma das razões que eu comecei esta caridade foi que, depois de pregar um domingo sobre os nossos irmãos perseguidos, um sujeito se aproximou de mim - alguém envolvido no mundo das forças armadas - e disse: "Tudo muito bem pregar sobre isso - mas o que podemos realmente fazer "Usar os itens é um ato de testemunho? - a nossa solidariedade, oração e caridade é talvez pequena, mas importante. 

LOPEZ: Por que você está arrecadando dinheiro para a Ajuda à Igreja que Sofre? Como alguém pode ter certeza que o dinheiro vai para os cristãos que precisam de ajuda? 

KIELY: Essa é uma questão importante. Eu decidi que a melhor coisa a fazer seria ter todo o dinheiro que arrecadar com esse projeto ir diretamente para uma instituição de caridade com "botas no chão," Ajuda à Igreja que Sofre, que está em vigor desde o final do segunda Guerra Mundial. A Igreja é, ao mesmo tempo, tanto internacional e local. Ajuda à Igreja que Sofre está bem posicionada para garantir que os necessitados receberão a ajuda que precisam. 

LOPEZ: Você é um padre da paróquia. Como você se envolveu como uma fonte para alfinetes de lapela e pulseiras? Por que é importante para você estar fazendo isso? 

KIELY: Sim, eu sou apenas um pároco de uma pequena paróquia em Vermont, longe de todo esse horror. Contudo, o que vem acontecendo com os cristãos do Oriente Médio tem me incomodado há anos. Realmente não tem sido notado, apesar do fato de que os três últimos papas têm continuamente apontado para os desafios dramáticos cristãos têm sido enfrentados naquelas terras. No entanto, ao ouvir a notícia da queda de Mosul, e o fato de que a missa, que é celebrada lá por 1600 anos, não seria celebrada naquele fim de semana,  me atingiu como um raio. Eu estava fazendo minha caminhada diária - dizendo meu rosário, e tentando responder a essa pergunta do homem que perguntou: "O que podemos fazer?" - E ele veio até mim. Deve ser simples, barato, e envolvem o símbolo do "N." Árabe Através da grande ajuda de um par de meus paroquianos e um irmão sacerdote que tem ótimos contatos, conseguimos obter isso tudo instalado e funcionando dentro do espaço de algumas semanas.

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Alem de Chersterton, os patronos são Nossa Senhora Saidnaya, São Charbel do Líbano e São Luis da França.

Rezemos pelo socorro deles aos cristãos que sofrem nas mãos islâmicas.

No site também tem um oração de São João Damasceno, um santo sírio que conheceu o Islã bem de perto.. Eu já falei dele aqui no blog, do que ele pensava sobre o Islã.

Aqui vai a oração, não vou traduzi-la.

Prayer to the Virgin, written by St. John of Damascus in the 7th Century:
"Thou, most blessed of women, let us not appeal to human intercession, but receive the prayer of Thy sons, for we are overwhelmed by all manner of persecutions. We have no other refuge but Thee. Thou, Queen of the World: Hope of Christians, do not forsake us, but choose that which is meet unto us. He that appeals unto Thee will never returned disappointed, pure Virgin, Mother of God; he that beseeched Thy grace will receive what is meet unto him."


(Agradeço o texto do National Review Online ao site New Advent)

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Vídeo: Quem controla Cultura controla o Poder.


Certa vez, eu debatia com um amigo sobre as diferenças entre o governo Buss e o governo Obama. Este meu amigo tem doutorado em economia. É bem conceituado na local de trabalho. Mas lá pelas tantas da conversa, ele começa a passar informações que eu nunca tinha ouvido falar sobre Bush. Eu começo ouvindo, mas depois passo a desconfiar e pergunto de onde ele tirou aquilo. Ele responde que viu em um filme estrelado por  Sean Penn. Daí, eu não me contenho eu começo a rir, e digo: "Meu amigo, você está baseando todo seu argumento em um filme de Hollywood como se retratasse a verdade, e ainda mais estrelado por Sean Penn, que costuma elogiar Hugo Chavez?"

Eu fiquei assustado ao ver uma pessoa tão bem formada ser facilmente influenciada por Hollywood. Imagina a população que tem bem menos formação e acesso a informação que ele. 

Ontem, eu vi um vídeo do Glazov Gang que trata disso, em uma entrevista com o roteirista Mark Tapson. Vejam abaixo.

Eu não vou traduzir o vídeo, apenas a argumentação de Tapson.

O entrevistador pede para Tapson explicar como ele passou de esquerdista para conservador.

Tapson diz durante a juventude e até quando já adulto nunca se preocupou muito com política nem com a guerra cultural. Ele era esquerdista "como todo mundo", pois o mundo é "left leaning" (viesado para a esquerda).

Mas aí ele foi convidado para fazer o roteiro de uma série sobre os ataques terroristas de 11 de setembro. Para fazer isso ele estudou uma década de ameaças terroristas aos Estados Unidos. E aí foi formando uma opinião bem diferente da esquerda.

Por consequência foi perdendo suas "amizades sociais", pois ele passou a não compartilhar da cultura (esquerdista) comum.

Ele diz que a cultura é o grande palco de batalha, mais do que a luta política. O que é ensinado nos filmes de Hollywood é muitas vezes tratado como o caráter dos Estados Unidos e como a verdade pelo mundo todo.

E Hollywwod é dominado plea cultura esquerdista. ele ciat, por exemplo, que a Irmandade Muçulamana está em Hollywood "assessorando" sobre filmes que tratam sobre islamismo. 

A conclusão de Tapso e do entrevistador é que mais do que professores e especialistas conservadores, a direita precisa e de músicos, roteiristas, escritores, pintores conservadores. 

Eles dizem que os conservadores não podem se esconder da guerra cultural, têm de fazer o contraponto da dominação cultural esquerdista.





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Fiquei pensando: temos no Brasil um cantor ou artista que faça o contraponto contra a cultura gay da Daniella Mercury? Temos no Brasil roteiristas e cineastas que façam o contraponto da cultura abortista que domina nossa mídia? Quais são os escritores que temos para atacar a dominação esquerdistas dos nossos livros escolares e paradidáticos? Por que quem defende a família no Brasil é execrado publicamente por todas as facções políticas que temos?

Aqui, gostaria de lembrar que o filósofo Olavo de Carvalho sempre ressalta a importância da cultura para a sociedade e em como a direita no Brasil foi se deixando dominar culturalmente pela esquerda, mesmo durante a ditadura militar.