segunda-feira, 6 de abril de 2020

Vídeo: Entrevista para Gustavo Abadie - O Estado da Igreja Católica (Program 1)



Tive a enorme honra de ser entrevistado para a edição número 1 do Programa O Estado da Igreja, do ilustre amigo Gustavo Abadie (da fantástica editora católica Encontrando Alegria) .

Foram 1 hora e meia de programa, debatendo principalmente o pontificado de Francisco e as questões relativas à China.

Assistam.

Que Deus abençoe Gustavo Abadie e toda sua família.


sábado, 4 de abril de 2020

Kissinger: Vírus e a Política Externa no Futuro.

Henry Kissinger, o diplomacia mais famoso do mundo, escreveu um artigo para o Wall Street Journal sobre o impacto do vírus chinês na política internacional do futuro. Em geral, Kissinger sempre me remete a uma tentativa de mecanizar o humano e as relações internacionais, um erro até marxista. Além disso, ele é um dos propagadores de uma ordem global, globalista e também é um defensor do chamado "iluminismo" (isso explica sua mecanização do ser humano). 

Mas as palavras dele merecem sempre uma reflexão.

Ótimo, que o Wall Street Journal, permitiu acesso ao texto, aqui vai uma cópia.

Kissinger acha que o vírus chinês alterará para sempre a ordem mundial. Ele elogia o trabalho da administração Trump e fala das imensas dificuldades que Trump enfrenta. Diz que lidar com a guerra tem um aspecto mais simples, pois a guerra traz unidade nacional, Trump enfrenta todos os obstáculos dos inimigos políticos durante a pandemia. 

O Covid-19, para Kissinger, vai mostrar que as nações falharam em proteger seus cidadãos, mas ele ainda ainda defende o globalismo. Não identificou que o vírus chinês se alastrou justamente por conta da falta de muros contra  China. O mundo abraçou a ditadura chinesa e se encontra infectado. Mas Kissinger não ver assim, defende o globalismo.

Ele diz que se tiramos lições do desenvolvimento do Plano Marshall e do Projeto Manhattan, os EUA são obrigados a empreender um grande esforço em três domínios. Primeiro, deve reforçar a resiliência global a doenças infecciosas. 

Segundo, os líderes globais devem procurar melhorar os efeitos do caos iminente nas populações mais vulneráveis ​​do mundo.

Terceiro, Kissinger diz que deve-se salvaguardar os princípios da ordem mundial liberal. Para ele, existe uma lenda do governo moderno de uma cidade murada protegida por governantes poderosos. E assim, ele diz que os pensadores do Iluminismo reformularam esse conceito, argumentando que o objetivo do estado legítimo é suprir as necessidades fundamentais do povo: segurança, ordem, bem-estar econômico e justiça. 

Ele reconhece que a pandemia trouxe "um renascimento da cidade murada em uma época em que a prosperidade depende do comércio global e do movimento de pessoas".

Mas finaliza dizendo que as democracias do mundo precisam defender e sustentar os valores iluministas. 

Leiam o artigo original abaixo.

The Coronavirus Pandemic Will Forever Alter the World Order

The U.S. must protect its citizens from disease while starting the urgent work of planning for a new epoch.


The surreal atmosphere of the Covid-19 pandemic calls to mind how I felt as a young man in the 84th Infantry Division during the Battle of the Bulge. Now, as in late 1944, there is a sense of inchoate danger, aimed not at any particular person, but striking randomly and with devastation. But there is an important difference between that faraway time and ours. American endurance then was fortified by an ultimate national purpose. Now, in a divided country, efficient and farsighted government is necessary to overcome obstacles unprecedented in magnitude and global scope. Sustaining the public trust is crucial to social solidarity, to the relation of societies with each other, and to international peace and stability.
Nations cohere and flourish on the belief that their institutions can foresee calamity, arrest its impact and restore stability. When the Covid-19 pandemic is over, many countries’ institutions will be perceived as having failed. Whether this judgment is objectively fair is irrelevant. The reality is the world will never be the same after the coronavirus. To argue now about the past only makes it harder to do what has to be done.
The coronavirus has struck with unprecedented scale and ferocity. Its spread is exponential: U.S. cases are doubling every fifth day. At this writing, there is no cure. Medical supplies are insufficient to cope with the widening waves of cases. Intensive-care units are on the verge, and beyond, of being overwhelmed. Testing is inadequate to the task of identifying the extent of infection, much less reversing its spread. A successful vaccine could be 12 to 18 months away.
The U.S. administration has done a solid job in avoiding immediate catastrophe. The ultimate test will be whether the virus’s spread can be arrested and then reversed in a manner and at a scale that maintains public confidence in Americans’ ability to govern themselves. The crisis effort, however vast and necessary, must not crowd out the urgent task of launching a parallel enterprise for the transition to the post-coronavirus order.
Leaders are dealing with the crisis on a largely national basis, but the virus’s society-dissolving effects do not recognize borders. While the assault on human health will—hopefully—be temporary, the political and economic upheaval it has unleashed could last for generations. No country, not even the U.S., can in a purely national effort overcome the virus. Addressing the necessities of the moment must ultimately be coupled with a global collaborative vision and program. If we cannot do both in tandem, we will face the worst of each.
Drawing lessons from the development of the Marshall Plan and the Manhattan Project, the U.S. is obliged to undertake a major effort in three domains. First, shore up global resilience to infectious disease. Triumphs of medical science like the polio vaccine and the eradication of smallpox, or the emerging statistical-technical marvel of medical diagnosis through artificial intelligence, have lulled us into a dangerous complacency. We need to develop new techniques and technologies for infection control and commensurate vaccines across large populations. Cities, states and regions must consistently prepare to protect their people from pandemics through stockpiling, cooperative planning and exploration at the frontiers of science.
Second, strive to heal the wounds to the world economy. Global leaders have learned important lessons from the 2008 financial crisis. The current economic crisis is more complex: The contraction unleashed by the coronavirus is, in its speed and global scale, unlike anything ever known in history. And necessary public-health measures such as social distancing and closing schools and businesses are contributing to the economic pain. Programs should also seek to ameliorate the effects of impending chaos on the world’s most vulnerable populations.
Third, safeguard the principles of the liberal world order. The founding legend of modern government is a walled city protected by powerful rulers, sometimes despotic, other times benevolent, yet always strong enough to protect the people from an external enemy. Enlightenment thinkers reframed this concept, arguing that the purpose of the legitimate state is to provide for the fundamental needs of the people: security, order, economic well-being, and justice. Individuals cannot secure these things on their own. The pandemic has prompted an anachronism, a revival of the walled city in an age when prosperity depends on global trade and movement of people.
The world’s democracies need to defend and sustain their Enlightenment values. A global retreat from balancing power with legitimacy will cause the social contract to disintegrate both domestically and internationally. Yet this millennial issue of legitimacy and power cannot be settled simultaneously with the effort to overcome the Covid-19 plague. Restraint is necessary on all sides—in both domestic politics and international diplomacy. Priorities must be established.
We went on from the Battle of the Bulge into a world of growing prosperity and enhanced human dignity. Now, we live an epochal period. The historic challenge for leaders is to manage the crisis while building the future. Failure could set the world on fire.
Mr. Kissinger served as secretary of state and national security adviser in the Nixon and Ford administrations.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Vírus PCC



Acima temos o vídeo da chinesa Jennifer Zeng, que descreve em detalhes a cronologia do vírus chinês, que ela chama de vírus PCC (vírus do partido comunista chinês, em inglês vírus CCP).

Hoje, li um texto interessante sobre um médico infectologista americano chamado Richard Ebright que disse que não é verdade que o novo coronavírus seja uma arma biológica chinesa a partir de morcegos, mas ele disse que não se pode descartar que o vírus tenha sido produzido pelos laboratório em Wuhan e tenha escapado. Já aconteceu de vírus do tipo SARS escapar de laboratório chinês em 2004.

Para piorar, os artigos científicos que dizem que o vírus surgiu nos laboratórios de Wuhan foram retirados da internet. 

Hummm...parece mesmo um vírus PCC.


No texto que li não há uma debate mais profundo sobre o assunto, como por exemplo não há análise sobre as diversas possibilidades para arma biológica, mas cabe muito bem a ressalva do médico, ainda mais porque a negação enfática da médica do laboratório não pareceu científica. E mais importante ainda porque a China eliminou os traços de comprovação científica da internet, artigos científicos que acusam o laboratório.

Vejamos o texto do Zero Hedge sobre o assunto.

Molecular Biologist Says COVID-19 Could Have Leaked From Wuhan Biolab


A molecular biologist proclaimed Thursday that the Chinese coronavirus could have originated at the Wuhan Institute of Virology, and been leaked, leading to it’s horrific spread around the globe.


Professor Ebright said that “A denial is not a refutation,” referring to China’s top virologist Shi Zhengli, who works at the lab in Wuhan, and has repeatedly denied that it was the source of the pandemic.

Zhengli, known as ‘bat-woman’, because she works with bat-borne viruses,  has said that the coronavirus spread is “nature punishing the human race for keeping uncivilized living habits.”
“The novel 2019 coronavirus is nature punishing the human race for keeping uncivilized living habits. I, Shi Zhengli, swear on my life that it has nothing to do with our laboratory,” she wrote in early February, adding “I advise those who believe and spread rumors from harmful media sources … to shut their stinking mouths.”
Professor Ebright pointed to the quote, noting that it makes Zhengli’s denial more suspect.
While the professor has been cited by the likes of The Washington Post and MSNBC to dismiss theories about the virus being a bioweapon, the media has not covered his belief that the possibility of a lab accident being the source of the outbreak “cannot–and should not–be dismissed.”
To clarify, Professor Ebright categorically does not believe that the virus is an engineered bioweapon, due to the scientific evidence showing otherwise. However, the notion that the strain of coronavirus that has spread around the world, and since mutated, came from the Wuhan lab is a real possibility in Ebright’s opinion.
This notion is also supported by the fact that according to a study contributed to by the ‘bat-woman’ herself, Shi Zhengli, the novel coronavirus is 96.2% identical to a viral strain that was detected in horseshoe bats from the Yunnan Province, which is over 600 miles away from Wuhan.
Separate Chinese research confirmed this and cited testimonies from close to 60 people who lived or stayed in Wuhan for lengthy periods, saying that the bat “was never a food source in the city, and no bat was traded in the market.”
The research paper, which was uploaded to Research Gate on Feb. 6, concluded that “The killer coronavirus probably originated from a laboratory in Wuhan.”
The paper was removed from Research Gate on Feb. 14 or 15, according to internet archives, and it’s author cannot be reached.
A deadly virus leak from a Chinese lab is not unprecedented. The SARS virus escaped twice from the Chinese Institute of Virology in Beijing in 2004, one year after its spread was brought under control.
Many believe that China’s continued subterfuge regarding the coronavirus outbreak, and it’s bizarre accusations that it was spread by the US military, is an effort to divert attention from the possibility that this virus leaked from the Wuhan lab.
Senator Tom Cotton, who has been continually vocal on the matter, told The Daily Caller this week that “The reason I have raised these questions from the very beginning is because of China’s statements and their actions.”
“After concealing the virus for many weeks in December and then minimizing its severity for most of January, they then peddle an origin story about the food market in Wuhan.” Cotton said, adding “Given their dishonesty and the proximity of these labs, which we know were working with coronaviruses, it is only reasonable and responsible for us to ask the question and demand the answers.”

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Documentário - O Mundo Segundo Xi Jinping (2018)

Inteligência Americana Acusa China de mentir. E China Recua.


Detesto teorias de conspiração, acho que quem as usa sempre entra em contradição. Mas se eu fosse ter uma sobre o tal vírus chinês eu diria que a China parece se importar apenas com os Estados Unidos.

O primeiro caso confirmado de coronavírus nos Estados Unidos ocorreu no dia 20 de janeiro, de um homem que chegou de Wuhan/China no estado de Washington. Três dias depois, China praticou lockdown de 40 milhões de pessoas na província de Wuhan. Mesmo sabendo que os casos já ocorriam no país pelo menos desde novembro (e com o silêncio da OMS).

Hoje leio que a China, depois de prometer ao mundo há várias semanas que tudo estava voltando ao normal no país, ela volta a praticar o lockdown, porque supostamente apareceu um caso nativo na província de Henan, depois de dias sem nenhum caso.

Não será por que hoje a inteligência dos Estados Unidos deixou vazar um relatório em que acusa a China de mentir sobre os números da doença?

Como dizem os que gostam de teoria da conspiração: é muita coincidência.

O relatório da inteligência, divulgado à imprensa americana por autoridades de alto escalão, revelou que os EUA acreditam que a China deliberadamente tentou ocultar a extensão do surto, sugerindo que a decisão de Pequim de suspender seu bloqueio provavelmente é prematura, e é por isso que eles estão culpando os estrangeiros por esses novos casos "assintomáticos" que supostamente eram conhecidos pelo governo o tempo todo, e eles simplesmente "esqueceram" de contá-los.

A China ocultou a extensão do surto de coronavírus em seu país, subnotificando o total de casos e as mortes sofridas pela doença. Duas autoridades disseram que o relatório conclui que os números da China são falsos.

O relatório foi recebido pela Casa Branca na semana passada, disse uma das autoridades.

O surto começou na província chinesa de Hubei no final de 2019, mas o país relatou publicamente apenas cerca de 82.000 casos e 3.300 mortes, segundo dados compilados pela Universidade Johns Hopkins. Isso se compara a mais de 189.000 casos e mais de 4.000 mortes nos EUA, que tem o maior surto relatado publicamente no mundo.

Pequim tentou convencer o povo chinês de que o vírus foi criado e disseminado pelas forças armadas dos EUA, uma "teoria da conspiração" que foi inventada pelo governo e disseminada por meios de comunicação controlados pelo Estado, um tipo de guerra de informação de nível avançado projetada para distrair da possibilidade de o vírus ter vazado de um laboratório de armas biológicas da China.

Depois do relatório divulgado hoje, a China passou a praticar o lockdown novamente no país.



quarta-feira, 1 de abril de 2020

Francisco e Obama: Culpado do Coronavírus é Mudança Climática


Eu já mostrei aqui que Francisco disse em vídeo que a pandemia do coronavírus foi causada pelo descuido com o meio ambiente, por isso o meio ambiente teria que ser apaziguado, uma lógica bem paganista (Pachamama) total. Li ontem que Obama se juntou a ele, querendo atacar Trump, ele disse relacionou a  pandemia com a mudança climática.

Disse Obama, como sempre em tom messiânico: "Nós temos visto terrivelmente as consequências daqueles que negam os avisos de pandemia. Nós não podemos mais aguentar as consequências destes que negam a mudança climática. Todos nós, especialmente os mais jovens, devem exigir mais do nosso governo e votar no próximo outono".

Vocês não vão ver muito essa frase de Obama nos jornais do mundo, o mundo midiático continua protegendo Obama.

Acho que Francisco foi mais direto no relacionamento, não cabe interpretação, ele foi direto na lógica do paganismo,  e o caso de Francisco foi em vídeo, não dá para passar a culpa no redator ou em ghost writers, foi o próprio Papa no vídeo exaltando o pensamento pagão.

Obama pode dizer que, na verdade, só quis lembrar que Trump nega a mudança climática e pediu voto para os jovens. Caberia interpretação. Pode ser. Mas em tempos de extrema pandemia global, que tem hecatombe efeito sobre vidas e empregos, relacionar com o clima é estupidez e demoníaco.

Bill Gates em entrevista não relacionou o coronavirus com a mudança climática, mas disse que está triste pois ninguém mais se preocupa com o clima enquanto tivermos Covid-19.

Disse Bill Gates: "Sim, é interessante quanto dessa distração atrasará a agenda de inovação urgente que existe no clima. Sabe, eu usei muito do meu tempo para trabalhar no clima. Devo dizer que, nos últimos meses, isso mudou agora e, até sairmos dessa crise, a COVID dominará e, portanto, parte do clima, embora ainda continue, não continuará. com o mesmo foco. À medida que passamos por isso, sim, essa ideia de inovação e ciência e o mundo trabalhando juntos, isso é totalmente comum entre esses dois problemas. E, portanto, não acho que isso deva ser um grande revés para o clima.

É a "elite" estúpida do mundo. Será que eles com mais poder nacional na Itália ou nos Estados Unidos iriam plantar árvores para combater o vírus chinês?



Dra. Birx Mostra a Curva de Previsão de Mortes dos Estados Unidos. Com e Sem Isolamento.



Se nada fosse feito, os Estados Unidos poderia ter entre 1,5 milhão a 2,2 milhões de mortes, mas com a medidas de higiene e de isolamento social, os Estados Unidos pode reduzir isso para entre 100 mil para 200 mil mortes. Muitas mortes ainda, números terríveis ainda, mas bem menores, uma queda de 91%.

Quem diz isso é a Dra Deborah Birx, que coordena a força tarefa da Casa Branca contra o vírus chinês. Vejam a postura de Trump, se afasta para dar voz a Dra Birx.

Califórnia e Washington, os piores estados no começo da pandemia nos Estados Unidos, começam a mostrar queda. Nova York e Nova Jersey são os piores casos de longe. E são no momento a maior fonte de propagação.

No vídeo acima, não se mostra, mas no final Dra. Birx ressaltou que todos dependem de todos para diminuir as mortes.

Ao que parece, presidente Bolsonaro mudou sua postura hoje. Que continue assim.