Este ano, a Sexta-feira Santa é no dia 3 de abril. 3 de abril de 33 é justamente o dia da crucificação de Cristo, a se usar o calendário juliano, a descrição de um abalo sísmico, os relatos históricos e as regras de Páscoa judaica. A última vez que isso ocorreu foi em 2015. Após 2026, a próxima será em 2034.
Segundo o relato bíblico de Mateus 27:51-54 ocorreu um terremoto (a terra tremeu, rochas partiram) após o último suspiro de Cristo na cruz.
A data exata mais citada para a crucificação de Jesus Cristo, de acordo com evidências de terremotos, vem de um estudo geológico de 2011-2012 publicado no periódico International Geology Review. Pesquisadores (incluindo Jefferson Williams e seus colegas) analisaram núcleos de sedimentos do Mar Morto, que apresentaram sinais de perturbações sísmicas (características de liquefação em sedimentos varvados) indicando um terremoto ocorrido entre 26 e 36 d.C. — durante o governo de Pôncio Pilatos.
Eles combinaram essa informação com:
- Detalhes bíblicos (por exemplo, Mateus 27:54 descreve um terremoto na morte de Jesus; a crucificação ocorreu em uma sexta-feira durante a Páscoa judaica).
- Restrições históricas (o governo de Pôncio Pilatos, as regras do calendário judaico para a Páscoa judaica/14-15 de Nisan).
- Dados astronômicos (para coincidir com possíveis sextas-feiras próximas à lua cheia/Páscoa judaica).
Isso reduziu as possibilidades, e sexta-feira, 3 de abril de 33 d.C. (no calendário juliano) emergiu como a data que melhor se encaixa para o terremoto descrito, que poderia coincidir com o evento da crucificação.
Essa data foi amplamente divulgada na mídia (por exemplo, NBC News, LiveScience, Discovery) e discutida em contextos de arqueologia bíblica como uma reconstrução plausível que liga o relato do Evangelho às evidências físicas. Algumas fontes também a relacionam a um eclipse lunar visível ("lua de sangue") naquela noite, de acordo com cálculos astronômicos, embora o estudo do terremoto em si se concentre principalmente nos dados sísmicos, e não nos eclipses.
Alguns preferem outros anos (por exemplo, 30 d.C.) com base em diferentes interpretações das cronologias ou calendários dos Evangelhos.
Mas, em resumo, de acordo com esta pesquisa baseada no terremoto, a data exata proposta é sexta-feira, 3 de abril de 33 d.C, no calendário juliano.
Minha pesquisa apontou que, se usarmos o calendário gregoriano atualmente em uso, o dia seria 1 de abril de 33. Mas ninguém usava o calendário gregoriano no tempo de Cristo, pois foi criado apenas em 1582, enquanto o calendário juliano nasceu em 45 antes de Cristo. Vale muito sabermos da coincidência para o ano de 2026.
Olá dr Pedro
ResponderExcluirSabe-se que com o avanço do cristianismo, a administração romana foi ocupada por cristãos lentamente. Assim, após a queda do império os modelos de administração pública e a ordem civil foram preservados e aplicados, com melhores mudanças.
Sobre isso tenho dúvidas:
a igreja católica em Roma guardou ou não documentos e registros dos atos públicos romanos, como datas e atos imperiais? Pergunto porque desejo saber se foi desses documentos que o clero retirou as datas e os registros sobre Jesus e os martírios. (os Evangelhos não essas informações no formato de hoje, o que dificulta)
Pergunto ainda:
aqueles martiriólogos que editoras católicas vendem, quando fala dessas datas, eles o fazem a partir de documentos do Vaticano?
Não, meu amigo. Não são documentos do Império Romano. Não precisa. Basta as regras da Páscoa judia, relatos bíblicos e terremoto.
ExcluirMas não sei se Vaticano manteve documentos do Império Romano. Eu acho que não, nunca ouvi falar.
Abraço
Adilson, lembrei que há sim alguns documentos do Império Romano que falam de Cristo. Livros e Cartas. Mas não sei se são mantidos no Vaticano
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