quarta-feira, 21 de julho de 2010

Nick Clegg - Voltando ao Primeiro Post

Enquanto o primeiro ministro inglês Dave Cameron está nos Estados Unidos tentando reanimar a "relação especial" entre os dois países, o seu vice, Nick Clegg, deu a primeira amostra de quão diferente os dois são.

No primeiro post deste blog, publicado no dia 13 de maio deste ano, falei sobre a união entre conservadores e os da extrema esquerda na Inglaterra, considerando como uma das coisas mais ridículas que já vi na política. O desconforto dos dois era evidente na primeira entrevista. Apostei que a coalizão não chegaria a 2011. Vamos ver. O poder, como mostrou a aliança entre dois, pode jogar princípios no lixo, eu sei.

Bom, bastou o chefe estar fora, para Clegg chamar a guerra do Iraque de ilegal. A guerra foi feita quando o Tony Blair (do partido de esquerda Labor) estava no poder e já sofreu vários escrutínios na Inglaterra, em que não se provou a ilegalidade. O partido conservador de Cameron nunca considerou a guerra ilegal e a sua administração teve que se distanciar das declarações do vice. Clegg, além de mostrar não concordância com seu próprio governo, demonstrou que é bastante frágil nos debates públicos com a oposição e ligeiro na suas análises. Cameron está longe ser um conservador típico. Pelo contrário, o público conservador inglês não gosta dele (por isso não lhe deu maioria de votos) e, se ele o fosse, não teria se juntado a Clegg. Mas fato é que ele não pode dar as costas ao passado do seu partido.

Cameron, nos Estados Unidos, também cometeu extremo erro ao dizer que a Inglaterra era a "parte junior" durante a Segunda Grande Guerra, apesar do país ter lutado muito mais tempo que os Estados Unidos e ter tido a liderança de Churchill. E diz isso, quando se comemora os 70 anos da Batalha da Inglaterra, em que os nazistas tentaram sem sucesso invadir a ilha britânica. A Inglaterra passa por um período realmente infeliz com o atual governo, depois de ter passado pelo desastre de Gordon Brown.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Crime e Ideologia

Volto de férias e vejo que no Brasil se discute se o PT tem relação com o grupo terrorista FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). A Relação do partido com o grupo terrorista colombiano é antiga e é relacionada à ideologia marxista que é fonte inspiradora tanto do partido como do grupo. Tanto o PT como as FARC participam do Foro de São Paulo, que foi criado em 1990 pelo PT e reúne partidos de esquerda da América Latina e Caribe. As FARC não é um partido regular, mas já foi convidada a participar das reuniões do Foro várias vezes.

As FARC, na Colômbia, para se manter, vêm praticando crimes comuns há bastante tempo. Crimes como comércio de drogas ilícitas e sequestro. Isso não é incomum, muito pelo contrário, grupos marxistas e terroristas islâmicos gastam muito para manter a luta por um suposto mundo melhor, livre de capitalistas e de infiéis, respectivamente. Muitas vezes, um mesmo grupo é marxista e defensor do Islã. É muito comum comunistas defenderem os palestinos, o presidente do Irã ou atacarem o papa ou Israel. Marx eliminou Deus da história (para mim, ele também acabou eliminando o homem), mas os marxistas parecem gostar de Maomé.

Durante as minhas férias, Scott Steward, que faz parte do grupo de inteligência privado Stratford, escreveu um ótimo texto sobre crimes comuns dos grupos terroristas e marxistas. O texto se chama “Crime Intent and Militant Funding” (poderia ser traduzido como Aplicação ao Crime e Financiamento de Militantes). Ele mostrou como é bastante regular o uso de crimes comuns para financiar uma ideologia. No Brasil, nós conhecemos no passado os assaltos a bancos e seqüestros para colaboração da luta armada revolucionária marxista.

Um grupo terrorista ou marxista precisa financiar suas atividades e sustentar seus membros. Esses membros geralmente não se adaptaram à sociedade em que vivem, isto é, não conseguem se sustentar dentro da normalidade. Os americanos os chamariam de “losers”, querendo dizer que os membros desses grupos não confiam na sua força de trabalho e em seus dons para se sustentarem, então são contra “tudo que está aí”.

O foco de Steward é o financiamento de grupos terroristas. Ele argumenta que uma atividade terrorista mínima que seja custa dinheiro. Por vezes, muito dinheiro. Podemos imaginar quanto custou a destruição das torres gêmeas de Nova Iorque. Anos de preparação e custos altíssimo de disfarces, viagens, munição e manutenção dos terroristas. Às vezes, como acontecia na Guerra Fria em que a antiga União Soviética financiava os grupos marxistas em todo o mundo, os grupos terroristas são financiados por um estado, como o Hezbollah é financiado pelo Irã e como a Venezuela colabora com as FARC. Mas mesmo assim, esses grupos recorrem ao crime comum. O Hezbollah é acusado de ter células que atuam na Tríplice Fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina, vendendo produtos piratas; na África, especialmente em Serra Leoa e Congo, com o tráfico de diamantes (blood diamonds); e mesmo nos Estados Unidos, na venda de remédios falsos.

Ao entrarem no crime comum, os membros desses grupos, procuram manter um raciocínio à la Robin Hood. Estão tirando dos ricos para dar aos pobres (que muitas vezes, são eles próprios) ou para “libertá-los”, ou mesmo justificando com o próprio Maomé que roubava as caravanas dos inimigos para financiar sua causa. Pois é, Maomé, além de ser líder de uma religião, foi um líder político. Sua ideologia e seus atos foram bem distintos do “meu reino não é deste mundo” (Jo 18,36) ou “a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mt 22,21). Se chegasse ao poder regular será que o ranço criminal abandonaria a organização e ficaria apenas a ideologia supostamente salvadora?

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Férias

Depois do post sobre os odiados pela esquerda norte-americana e quase dois meses, o blog tira férias. Vou ver até quando continuar. Blog é divertido, mas dá trabalho, pois sou meio estressado em passar informação. Se é para informar, que a informação seja acurada.

Volto dia 19 de julho.

Os 100 Americanos mais odiados pela Extrema Esquerda

A revista Townhall publica esta semana a lista dos 100 americanos mais odiados pela extrema esquerda. Só houve duas condições para estar na lista: 1) Estar vivo, o que exclui Ronald Reagan e Bill Buckley Jr. e 2) Ser americano, o que deixou o Papa de fora da lista. Aqui vão os dez primeiros colocados.

Em primeiro lugar: Glenn Beck - apresentador da Fox News. Eu o considero o mais genial apresentador da televisão que eu já vi. Não só por ter idéias próximas de um conservador (ele se diz libertário, o que é diferente de ser conservador), mas porque ele conseguiu, em um programa de 5h da tarde, usar um quadro negro para explicar questões complexas e falar sobre os pais-fundadores dos Estados Unidos. Imaginem, um apresentador com quadro negro e um giz nas mãos falando sobre política, moral e história e ainda assim tendo a maior audiência do horário. Isso daria certo no Brasil?

Segundo lugar: Sarah Palin - ex-governadora do Alasca, ex-candidata a vice na chapa com John McCain, Palin tem destruído mitos da esquerda e se mostrado inteligente nas suas abordagens (apesar da esquerda a pintar como estúpida) e atualmente comenta política para a Fox News. Hoje o apoio de Palin para um candidato conservador é sinal de vitória dentro do partido. Dá pra ver porque a Fox News é odiada pela esquerda, os dois primeiros lugares trabalham na empresa.

Terceiro lugar: Rush Limbaugh - Comentarista de rádio que tem atacado as políticas de esquerda há décadas. Sua audiência é de aproximadamente 20 milhões, a maior do país. Obviamente isto tem forte impacto na política.

Quarto lugar: George W. Bush - Ex-presidente americano, que em termos de política fiscal não pode ser considerado um conservador, mas ele mostrou defender outras políticas conservadoras, especialmente relacionadas à moral e à defesa das leis. Além disso, tem uma abordagem mais belicista contra o terrorismo. Para a extrema esquerda, é o culpado por tudo que o Obama está passando. Outro dia, eu vi uma charge que mostrava o Obama sentado à mesa presidencial falando com um assessor e uma placa dizia: “blame Bush first, then speak” (primeiro culpe o Bush, depois fale).

Quinto lugar: Ann Coulter – Comentarista de política para diversas mídias. Qualquer publicação dela é best seller garantido e qualquer texto na internet estará entre os mais acessados. Ela é brilhante, tem um texto recheado de humor inteligente e mortífero. Precisa andar com seguranças para não ser atacada por radicais da esquerda. Já ocorreram ataques a ela em palestras.

Sexto lugar: Michelle Malkin – Outra comentarista de política. É odiada pela extrema esquerda especialmente por ter se especializado em mostrar a corrupção dos liberais.

Sétimo lugar: Ativistas do Tea Party – Tea Party é movimento que começou nos Estados Unidos preocupado com a gastança governamental, por isso suas críticas também se referem a George W. Bush, mas hoje aderiu a outras políticas conservadoras como a defesa das fronteiras e dos valores americanos.

Oitavo lugar: Dick Cheney – ex-vice presidente dos Estados Unidos durante a gestão de Goerge W. Bush. Durante a presidência do Obama, Cheney tem se destacado na crítica `a política de defesa nacional e ao comportamento do Obama frente aos países que financiam o terrorismo.

Nono lugar: Bill O’Reilly – Apresentador do The Factor, também da Fox News, o programa de maior audiência na TV a cabo norte-americana no horário nobre. O’Reilly costuma ser um crítico mais moderado, mas recentemente com o caos da administração Obama na economia, nas fronteiras, na guerra do Afeganistão e no vazamento de óleo do golfo, O’Reilly tem sido mais severo com o Obama. Além disso, ele é reconhecido por sua luta contra o aborto, a extrema esquerda odeia os “pro-life”.

Décimo lugar: Michelle Bachmann – Deputada republicana por Minnesota, destacou-se recentemente com sua luta contra a reforma de saúde que Obama passou no congresso. Ela tem se aproximado do movimento Tea Party.

Em toda lista há problemas, esquecimento ou má colocação dos nomes. Recentemente comprei um dicionário de filosofia da Universidade de Cambridge que esqueceu Emile Durkheim e Santo Agostinho. Da lista da Townhall, não consigo ainda saber quem eles esqueceram, também não tenho tanto conhecimento sobre a política americana. Mas acho que Thomas Sowell merecia uma posição melhor (está em trigésimo sétimo lugar). Ele, para mim, escreve o melhor texto sobre política e economia dos Estados Unidos. Os textos dele são imperdíveis.

Da lista, destaco ainda, além do 11º, 12º e 13º lugares (Karl Rove, Sean Hannity e Matt Drudge, respectivamente), Laura Ingraham (17º), Clarence Thomas (19º), John Bolton (40º) e o general David Petraeus (59º) que o Obama acabou de nomear como chefe da guerra no Afeganistão e tinha tido sucesso na guerra do Iraque durante a presidência de Bush.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

E Isner ganhou.

Depois de mais 1 hora de jogo, Isner ganhou com os incríveis 70 a 68.
Parabéns aos dois: Mahut e Isner. Inacreditável. Foram 980 pontos, 215 aces e 183 games.

Recordes batidos:

1) A partida mais longa da história (11 horas e 6 minutos. Quase o dobro da segunda colocada que tem 6 horas e 33 minutos);
2) O set mais longo já registrado;
3) O maior número de games já jogados;
4) O maior número de aces por um jogador em uma partida;
5) O maior número de aces em uma partida.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

59 a 59, depois de 10 horas

Hoje aconteceu um fato esportivo histórico. Um francês (Nicolas Mahut) e um norte-americano (John Isner) disputaram uma partida de tênis em Wimbledon (Quadra 18) por 10 horas. Isso mesmo 10 horas!!! A maior partida de tênis da história. Nunca se chegou nem perto disso. O jogo tinha começado ontem quando foi interrompido por falta de luz natural após o término do quarto set. Hoje, Isner e Mahut começaram a jogar já no quinto set, que durou nada menos do que 7h06min, depois das 2h54min disputadas ontem.

Mas não era os Estados Unidos contra a França. Era um homem contra o outro, em uma partida inacreditável, em que os dois jogavam bravamente, com respeito ao adversário e às regras. Sensacional.

O esporte muitas vezes é usado pela política em qualquer país do mundo. As pessoas pegam as bandeiras de seus países nas olimpíadas e na copa do mundo. É incrível e deve continuar assim.

Mas não devemos esquecer que é apenas esporte. Há coisas muito mais importantes para serem vencidas. Se esporte significasse desenvolvimento, Cuba estaria muito bem.

Quem ganhou a partida de tênis? Ninguém. Jogo adiado depois de empate 59 a 59 no último set. Quem ganhará a partida depois será o Mahut ou o Isner e o tênis.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Petrobras, Obama e George Soros

Hoje a assembleia geral extraordinária de acionistas da Petrobrás aprovou aumento de capital da estatal. Esse aumento de capital deve fortalecer a posição dos acionistas majoritários, especialmente o governo brasileiro. Os acionistas minoritários pretendem entrar na justiça contra esse aumento, pois eles terão dificuldade para manter a proporcionalidade de suas ações dentro do aumento de capital.

Interessante é que ontem, no Programa Glenn Beck Show da Fox News, nos Estados Unidos, o assunto foi justamente a Petrobras. Quando vi, fiquei muito surpreso. O Glenn Beck é um crítico mordaz do governo Obama, o que ele estaria falando da Petrobras?

Pois é, o assunto relaciona George Soros, megamilionário norte-americano, ex-chefe do ex-presidente do Banco Central brasileiro, Armínio Fraga, e que se tornou de extrema esquerda com fortes vínculos com a administração Obama e ONGs de esquerda. George Soros, judeu húngaro, ficou riquíssimo no mercado financeiro, mas hoje advoga o fim do capitalismo. Diz que o sistema quebrou e que precisa ser reconstruído com apoio de um grande governo.

O assunto também envolve a administração do Obama, que neste momento enfrenta o maior desastre ambiental da história americana, por causa do vazamento de óleo da BP no Golfo do México. Obama venceu a eleição com amplo apoio da esquerda americana que tem ojeriza `a indústria de petróleo, mas, em março, antes do vazamento, liberou mais áreas na costa americana no Atlântico, no Alasca, e mesmo no Golfo do México onde houve o vazamento, para a perfuração de petróleo.

Os Estados Unidos ainda possuem mais áreas de reserva de petróleo na costa e também na área de refúgio silvestre no Ártico (Arctic National Wildlife Refuge). O país precisa produzir mais, pois apesar de ser o terceiro maior produtor de petróleo cru do mundo (atrás apenas da Arábia Saudita e da Rússia), é o maior importador líquido de petróleo do mundo. O país produz 330 megatoneladas de petróleo, mas é importador líquido de 570 megatoneladas (dados de 2008 da Agência Internacional de Energia). Além disso, a maior produção ajudaria a evitar a importação de países párias como Irã e Venezuela. Mas a pressão de ambientalistas e a falta de detalhes mais claros sobre a capacidade dessas reservas não exploradas atrapalham a liberação das áreas. E o lobby dos produtores das novas fontes de energia está crescendo. O Obama não cansa de declarar seu apoio a estas novas fontes.

A liberação de novas áreas de exploração por Obama, apesar de na campanha ele ter sido contra isso, foi lido pelos jornais como uma tentativa de conseguir apoio dos conservadores para a aprovação da nova lei de energia, que procura incentivar as novas fontes de energia (eólica, etanol, solar, etc.) e conter a mudança climática. Mas irritou e irrita os ambientalistas.

Agora, com o maior vazamento de petróleo da história, os ambientalistas estão novamente pressionando para que o Obama “seize the moment” e force a aprovação da nova lei de energia.

E a Petrobras?

Pois é, diante desse desastre e da crítica à indústria de petróleo, a administração do Obama resolveu emprestar para a Petrobras e parece que Soros sabia previamente que ele iria fazer isso.

Soros fundou em 2003 junto com John Podesta, chefe da equipe de transição de Obama e ex-assessor de Bill Clinton, o Centro para o Progresso Americano (Centre for American Progress). A palavra “progresso” aqui tem um sentido especial, progressista no sentido de busca pelo socialismo, pela ampliação do poder do governo, pela eliminação das idéias conservadoras. Pesquisem: http://www.americanprogress.org/aboutus. O Centro foi relacionado como um dos grandes responsáveis pela vitória de Obama.

A administração de Obama emprestou 2 bilhões de dólares para a Petrobras em 2009 para que esta procurasse petróleo em águas profundas e Soros está investindo fortemente na companhia desde então. Obama ajuda os investimentos da Petrobrás e Soros ganha dinheiro com a ampliação da capacidade da empresa. Mesmo proibindo a busca de petróleo em profundidades acima de 1.500 metros, por achar perigoso, o Obama investe em uma companhia que recupera petróleo a mais de 2.700 metros. Será que houve conflito de interesse? Será que Obama está pagando pelo apoio de Soros?

O que os acionistas minoritários pensam disso? Acho que apesar de reclamarem da nova capitalização, eles não estariam muito preocupados com isso, afinal a companhia é quem lucra com isso e a ética não é assunto de mercado.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Santos Thomas More e John Fisher

Não consigo entender a reverência que a Inglaterra faz ao rei Henrique VIII. Este rei casou seis vezes, decapitou duas de suas esposas, mudou a religião do país, se colocou com chefe da nova igreja, roubou as terras da Igreja Católica e a distribuiu entre compadres políticos, deixou o país endividado, e entregou o país a um menino de 12 anos (seu filho) que morreu com 15 anos. O seu legado deixou um rastro de mortes que se estandeu até a Rainha Elizabeth I, mais de 50 anos depois de sua morte.

A imagem do Rei Henrique VIII é muito comum na Inglaterra. Quadros dele estão em muitos lugares públicos e em universidades. Outro dia vi o quadro em programa de televisão que mostrava a Academia Real de Ciências inglesa.

Amanhã é dia de se celebrar dois santos ingleses que foram decapitados por este rei: São Thomas More e São João Fisher (St John Fisher).

O primeiro foi nomeado pelo papa João Paulo II como o patrono dos políticos e dos estadistas por sua firmeza de convicção durante a reforma religiosa na Inglaterra. Thomas More era filósofo, jurista e político e alcançou um dos mais altos postos dentro do governo de Henrique VIII, mas não aceitou a ruptura com a igreja Católica feita pelo rei. O rei queria casar de novo com Ana Bolena e precisava anular seu casamento com Catarina de Aragão. A Igreja não aceitou e, então, ele resolveu criar sua própria igreja: Igreja Anglicana e se colocou como chefe da igreja. Depois acusou Bolena de traição e a decapitou.

São João Fischer era doutor em teologia e bispo de Rochester. Fisher tinha se formado na Universidade de Cambridge. Ele se tornou membro da universidade e mais tarde foi patrono e vice-chanceler dela.  Sob sua influência, dois colleges da universidades foram fundados: St. John College e Christ's College. Fisher tinha como política arregimentar financiamento para atrair professores da Europa para a Universidade. Logo que chegou ao poder, Henrique VIII entrou em conflito com Fisher, pois a mãe do rei tinha deixado recursos para a Universidade. Henrique VIII queria dispor deles.

Quando Henrique VIII quis se separar de Catarina de Aragão para se casar com Bolena, Fisher ficou do lado da rainha e disse na justiça que estava disposto a morrer pela indissolubilidade do casamento.

Posteriormente, Jonh Fisher não aceitou fazer um juramento que aceitava o Rei Henrique VIII e a Rainha Ana Bolena, por isso foi preso. Depois foi condenado e decapitado. Foi canonizado pela Igreja Católica junto com Thomas More e eles mantem o mesmo dia para celebração: dia 22 de junho, dia da decapitação de Fisher no ano de 1535. More foi decapitado no dia 6 de julho do mesmo ano.
Winston Churchill escreveu em "História do Povo de Língua Inglesa" que as resistências de More e Fisher contra a supremacia real foram nobres e heróicas, eles odiavam e temiam o nacionalismo agressivo que destruía a unidade do cristianismo ("The resistance of More and Fisher to the royal supremacy in Church government was a noble and heroic stand...they hated and feared the aggressive nationalism which was destroying the unity of Christendom).

G K. Chesterton disse que Thomas More foi o maior personagem da história inglesa. E o próprio Thomas More disse que não conhecia nenhum homem capaz de rivalizar em sabedoria, conhecimento e virtude com John Fisher.