sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Mudança Climática

Segunda-feira, foi concluída mais uma revisão independente sobre as conclusões científicas que embasam a teoria de mudança climática antropogênica (mudança climática provocada pelo homem). Dessa vez, a investigação foi sobre o próprio IPCC (Panel Intergovernamental sobre Mudança Climática) da ONU. A investigação ocorre depois que foram descobertos vários erros no último relatório do IPCC. Um desses erros, inclusive, envolve a previsão para desmatamento na Amazônia.

Antes, houve, por exemplo, uma investigação sobre um vazamento de vários emails entre cientistas de uma das mais importantes instituições que monitoram o clima no mundo e aquela que informa o IPCC (Climatic Research Unit da Universidade de East Anglia). Nesses emails, viu-se que os cientistas estavam escondendo e manipulando informações e evitando publicar posições contrárias, para manter a versão de que há uma grave calamidade climática à nossa frente, provocada pelo homem.

O detalhe mais recorrente nessas investigações não é o que elas mostram, mas o que elas escondem. Parece que a tentativa é reviver a credibilidade do IPCC e não de realmente corrigir os erros.

Muito dinheiro corre para os cientistas que defendem a mudança climática. Muitos deles têm seus empregos dependentes disso. A versão de calamidade domina muitos governos, e muito investimento é feito em painéis solares ou produção eólica de energia, por exemplo. A idéia de efeito antropogênico virou o establishment científico.

Acontece que a ciência depende de liberdade científica. E a idéia de que há uma mudança climática antropogência está longe de ser definida. Há muitas variáveis climáticas e muitos efeitos são contraditórios.

Por exemplo, o Brasil se assanhou com a idéia de exportar etanol para o mundo com a propaganda de combater a emissão de CO2 (gás carbônico). Mas ocorre que o gás carbônico tem um efeito positivo sobre o crescimento vegetal, ajudando a conter o próprio gás e aumentando a cobertura florestal. Além disso, não está provado que a alta presença de CO2 está relacionada com o aumento de temperatura.

Em suma, o  mundo deveria continuar pesquisando sem explorar ganhos políticos ou financeiros. E devería também realmente investigar e não tentar escamotear para manter empregos.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

James Lee - Terrorista Ambiental

Um homem chamado James Jay Lee, de 43 anos, invadiu ontem o prédio da Discovery Channel em Washington com armas e explosivos. Ele queria que o canal fosse mais ativo na defesa do meio ambiente. Antes, ele já tinha organizado um protesto fora do prédio, em fevereiro de 2008, e já havia sido preso. A polícia acabou matando-o dessa vez, para salvar as possíveis vítimas.

Lee se dizia uma ambientalista que se inspirou no filme de Al Gore "Uma Verdade Inconveniente". Ao se observar o website de Lee, viu-se que o grande argumento dele era contra o ser humano. Ele queria que o Discovery Channel defendesse a esterilização e a infertilidade.

Ele disse em seu site: “The humans? The planet does not need humans.You must know the human population is behind all the pollution and problems in the world” (Humanos? O planeta não precisa dos humanos. Você deve saber que a população humana está por trás de toda a poluição e de todos os problemas no mundo.)

Infelizmente, muitos ambientalistas famosos defenderiam o argumento de Lee. Eles focam sua crítica na super população. Eu mesmo já ouvi de muito PhD que a solução para o meio ambiente é diminuir a população do mundo. Parecem os Malthus da atualidade. São os religiosos da Deusa Terra. O planeta virou Deus, o homem é o capeta.

Isso é uma grande bobagem que não se sustenta cientificamente. O ser humano é capaz de produz cada vez mais alimentos e países com grande população conseguem manter o meio ambiente adequado. O problema é a pobreza.

Nós temos é que salvar o ser humano e não tentar eliminá-lo.

Como disse James Delingpole (jornal The Telegraph -para mim, o melhor blogueiro sobre o assunto mudança climática):

“O se humano é uma benção, eu acredito que a gente deva parar de subsidiar as pessoas do terceiro mundo e de tentar decidir quantos bebês ele devem ter. Eu acredito que enquanto o PIB per capita aumenta, as pessoas decidem ter menos filhos, portanto a solução para os problemas da África é todo mundo ser rico, por meio da instituição dos direitos de propriedade, livre comércio e incentivos para que a população local se aproprie da indústria do safári, mantendo as reservas intactas.”

O que diria Madre Teresa, que faria 100 anos de nascimento na semana passada, se dissessem a ela que se deveria é matar as pessoas que ela estava ajudando e não tentar salvá-las, para o bem do planeta?

Tomara que não tenhamos outros James Lee, que seja o primeiro e o último terrorista ambiental.

Bush já faz falta


Os americanos discutem política e valores sociais como em nenhum lugar do mundo. E essa discussão faz com que os políticos fiquem extremamente atentos ao seus comportamentos e seus discursos.

O Obama rapidamente perdeu popularidade depois de uma vitória considerada por muitos como histórica. O cara até recebeu Prêmio Nobel, sem ter feito nada. O mundo gostou de Obama, os Estados Unidos discutem seu comportamento e já sentem saudades de Bush, como mostram os números acima entre os eleitores do estado de Ohio. 50% preferem o Bush ao Obama.

O maior problema que afeta os americanos hoje é a crise econômica que ameaça voltar.  Mas isso não explica os números acima muito bem. Obama está batendo recorde de aumentos de gastos públicos, o país está se direcionando para a falência, mas Bush não chega a ser assim um republicano típico em termos de política econômica. Muito pelo contrário, a era Bush foi marcada por muito crescimento econômico por muito tempo, uma crise gigantesca no final e muito gastança de dinheiro público. Tudo bem, Bush enfrentou um Congresso com maioria do partido Democrata (geralmente mais gastador do que os republicanos), mas Bush não soube conter o crescimento das despesas públicas.

No Brasil, poderíamos ser mais atentos ao o que governo pretende fazer com o dinheiro público. Precisamos urgente do espírito cívico dos americanos.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Deus e Política


Os pais fundadores dos Estados Unidos (George Washington, Thomas Jefferson, John Adams) tinham uma percepção que o poder e a liberdade humana vinham de Deus. O governo deveria observar os preceitos divinos da bíblia cristã. A principal frase formadora da república é "In God we trust" (em Deus nós confiamos).

Glenn Beck, um apresentador da Fox News, reuniu milhares de pessoas no Memorial de Lincoln no sábado passado, no mesmo local e 47 anos depois do famoso discurso de Martin Luther King Jr, para "restaurar a honra" nos Estados Unidos. Vejam a foto do evento acima. A restauração vem do reforço dos preceitos cristãos na política e na vida dos americanos, que estão sob ameaça no governo Obama.

Você também pode ler um comentário sobre o evento no Wall Street Journal em http://online.wsj.com/article/SB10001424052748703369704575461633570826898.html. Ou ver o próprio Glenn Beck comentando em http://video.foxnews.com/#/v/4326012/beck-progressive-expectations-dashed/?playlist_id=86917

O evento me fez ter inveja dos Estados Unidos. O inglês Richard North do blog "eureferendum" (http://www.eureferendum.blogspot.com/) também ficou com inveja. Um evento desse tipo não reuniria muitas pessoas na Inglaterra. Em um pais, em que o ateu Richard Dawkins é muito popular. Tem até um programa de TV chamado: Deus, Uma Ilusão.

No Brasil, nós conseguimos reunir milhares para celebrar a fé, mas não conseguimos entender a importância do cristianismo na formação de nossa cultura e de nossas leis. E, principalmente, não conseguimos entender que os cristãos devem honrar os preceitos do cristianismo não só nas suas vidas, mas na escolha de seus governantes.

Durante a eleição na Inglaterra, a Igreja Católica do país lançou uma cartilha dizendo exatamente isso.Os cristãos devem observar as opiniões sociais de seus políticos. Mas no Brasil, certa vez, eu li em uma cartilha da CNBB que foram os ricos que mataram Jesus Cristo. Isso é um absurdo teológico e histórico. Os ricos romanos não sabiam nem o que fazer com o Cristo. Foi o povo e, teologicamente, foram todos nós que matamos Cristo. E ele perdoou os nossos pecados. De todos. Não sou eu quem vai ensinar padre a rezar missa, literalmente, mas a CNBB me assusta.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Sábios da Academia

São Paulo, na Primeira Carta aos Coríntios, vesículos 19-23, diz:

"Está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, e anularei a prudência dos prudentes. Onde está o sábio? Onde o erudito? Onde o argumentador deste mundo? Acaso não declarou Deus por loucura a sabedoria deste mundo? Já que o mundo, com a sua sabedoria, não reconheceu a Deus na sabedoria divina, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura de sua mensagem. Os judeus pedem milagres, os gregos reclamam a sabedoria, mas nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos.

Eu tenho uma ótima formação formal, consegui doutorado e freqüentei importantes universidades do mundo. Mas não gosto do que chamo de sabedoria da academia. E tenho extrema dificuldade de conversar com os meus pares. Com muita freqüência fico muito mais tranqüilo em conversar com os primeiros da lista telefônica de qualquer cidade, para lembrar a frase de Wllimam Buckley Jr, que disse que preferia entregar o governo dos Estados Unidos aos 400 primeiros da lista telefônica de Boston do que à Universidade de Harvard.

Na academia, quando você respeita o que São Paulo diz você está "por fora". Eu não gosto do que o chamado "Iluminismo" trouxe para a humanidade. Não sou fã nem de Voltaire, muito menos de Rousseau. Para o mesmo período, Edmundo Burke era muito mais brilhante, ele sim viu no que ia dar a Revolução Francesa.

Muitas vezes, os intelectuais me parecem uns completos idiotas.

Por exemplo, estou lendo um livro que recomendo extremamente. Ele se chama History of Warfare e conta a história dos modos de guerra. Logo no primeiro capítulo, o autor, o genial John Keegan, fala da idiotice de alguns intelectuais que queriam, na guerra de independência da Grécia contra a Turquia, reviver a antiga Grécia de Platão e Aristóteles. Esses intelectuais depois viram, com dificuldade, que os gregos não eram nem de longe sábios como os filósofos.

Esses intelectuais esqueceram que tanto Platão como Aristóteles foram, em vida, perseguidos pelos seus próprios conterrâneos. Isto é, a Grécia antiga não era o que pensavam os intelectuais do século 19.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Pew Research Center

Nos Estados Unidos, há pesquisas sobre tudo. Um centro de pesquisa que gosto particularmente é o Pew Reseach Center. Recentemente, o centro descobriu que boa parte dos americanos acha que o Obama é muçulmano (cerca de 20%) e não cristão, como ele de vez em quando argumenta. Sobre isso, acho que o problema é que na verdade o povo americano não sabe ainda quem é Obama. Para mim, ele é um teólogo de esquerda que tem um elevadíssimo conceito de si mesmo, por isso segue políticas que têm baixo apoio popular ou parece não ter preocupação com a estabilidade fiscal do país.

Mas uma pesquisa muito interessante do Pew Research é aquela em que se procura ver o que os americanos sabem sobre o processo político e a situação econômica do país.

No dia 28 de janeiro deste ano, Pew Research fez, por exemplo, as seguintes perguntas aos americanos (respostas entre parênteses e porcentagem de acerto em seguida):

1) Qual país que é o maior credor dos Estados Unidos (China) – 59% acertaram;
2) Quanto do petróleo que é consumido pelos Estados Unidos é importado (2/3) – 57% acertaram;
3) Quem é o líder do governo no senado (Harry Reid) – 39% acertaram;
4) Quantos senadores republicanos votaram pela reforma na saúde de Obama (nenhum) – 32% acertaram;
5) Quem é o líder do partido republicano (Michael Steele) – 32% acertaram;
6) Em que país foi treinado o terrorista que tentou explodir um avião no Natal de 2009 (Iêmen) - 50% acertaram;

Atualmente, há um teste no site do Pew Research em que se fazem perguntas sobre a atualidade e depois mostra se você está ou não bem informado, comparado com os que responderam as perguntas também. Fiz o teste e fiquei satisfeito com o meu resultado. Se quiserem, podem tentar vocês mesmos em: http://pewresearch.org/politicalquiz/

Eu gostaria muito de ver este tipo de pesquisa sendo feita regularmente no Brasil. Durante o processo eleitoral atual, muitos falaram que grande parte dos brasileiros não sabia que a Dilma Rousseff era a candidata do Lula. Fiquei assustado com isso. Quantos brasileiros saberiam responder então quem é o líder do Congresso, quem é o ministro da Fazenda, o que faz o STF, para que serve o TCU, qual a importância da agricultura para as nossas importações, o que produz a Vale, a quem pertence a Petrobras, o que é Mercosul...

sábado, 28 de agosto de 2010

Blair e Brown

Eles são escoseses, dividiram o mesmo escritório e eram muito próximos. E, segundo alguns, decidiram não concorrer um contra o outro para serem líderes do partido trabalhista inglês. Tony Blair torunou-se primeiro ministro inglês em 1997, como o mais novo primeiro ministro desde 1812. Em seu governo, que durou 10 anos, levou seu partido mais para o centro, no que foi chamado de New Labour. E forneceu apoio para ações do governo Bush dos Estados Unidos na guerra contra o terror. Gordon Brown foi ministro das finanças de Blair (Chancellor of the Excherquer), mas a relação dos dois foi bastante tempestuosa.

Agora, o jornal The Sunday Telegraph revela que o governo americano alertou Blair que não gostou de Brown e não via com bons olhos que este o sucedesse. Brown  havia se mostrado raivoso durante uma reunião em Washington com a Condoleezza Rice, em 2007. Brown está a esquerda de Blair ideologicamente e é menos inteligente e articulado do que Blair.

A partir daí, Blair passou a tentar se manter no poder até 2008 e procurou preparar David Milliband (seu ministro do meio ambiente), mas foi surpreendido pela eleição de Brown como líder em junho de 2007. Renunciou e, três dias depois, Gordon Brwon era o novo primeiro ministro.

Tony Blair vai lançar uma autobiografia chamada A Journey esta semana. Veremos se ele confirma a reação norte-americana a possível ascendência de Brown.

O governo de Blair procurou uma posição mais de centro para o partido trabalhista mas não executou reformas importantes e inchou o estado, aumentando em muito a burocracia. O governo Brown foi um desastre que durou três anos. No final do governo, durante a crise econômica, Brown, para mim, era um poço de más idéias. Acabou passando o poder para uma coalizão esdrúxula formada por conservadores e a extrema esquerda.

Durnate seu governo, Gordon Brown foi acusado de ameaçar servidores públicos e foi visto em plena campanha xingando uma eleitora de fanática quando ela perguntou sobre imigração. Depois teve que ir à casa da eleitora para se desculpar.

Parece que os americanos estavam certos. Não só eles, mas os ingleses também tiveram dificuldade para lidar com Brown.

O Estado como Babá e Perigo Moral

Quem no Brasil seria contra o estado brasileiro realizar as seguintes políticas:
1) Fazer seguro para quem mora em áreas de risco de enchentes ou desabamento;
2) Aumentar e ampliar o seguro desemprego;
3) Dar recursos financeiros para aqueles que não têm onde morar;
4) Fornecer seringas para viciados;
5) Fornecer clínicas ou medicamentos para abortos?

Eu seria contra. Acho que há limites para o Estado, ele não pode ser nossa babá e devemos assumir nossos erros e riscos.

Não podemos morar em encostas e receber seguro pago com dinheiro público. O seguro desemprego ajuda mas não deve desestimular a busca por emprego. Aquele que não tem onde morar deve ter um abrigo a disposição, mas não pode ficar confortável com essa situação (o argumento serve para o Bolsa Família). Os viciados não devem obter suporte para continuar no vício. E acima de tudo, o Estado deve defender a vida humana, seja ela de 20 anos ou ainda em gestação.

Nos Estados Unidos muitos estariam comigo, na Europa, menos, e no Brasil? Pouco se discute isso, e muitos se calam quando o Estado realiza políticas que avançam sobre a liberdade ou dão apoio para o erro.

Em termos de economia, podemos dizer, como Thomas Sowell argumenta, que o Estado, ao realizar aqueles tipos de política acima, estimula o chamado "perigo moral". Isto é, a pessoa se comporta mais ainda contra o que seria desejado. Por exemplo, quando você compra um seguro de um carro, você não se preocupa tanto em deixá-lo em uma vizinhança perigosa ou deixá-lo com as portas abertas. Quando você tem apoio do Estado se ocorrer um desabamento, por que vai deixar de construir uma casa em uma encosta? Se o Estado lhe fornece seringa para injetar droga, ele reduz o risco associado com o vício, e, assim estimula o vício. Se o Estado lhe dar todo o apoio para abortar, por que você vai se preocupar tanto com a possibilidade de engravidar?