segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Espanha: De Tourada para Mesquita

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Como a gente conhece a Espanha culturalmente? Certamente a arte das touradas vem à mente. Mas algumas regiões da Espanha estão proibindo touradas por questões de proteção aos animais. Já escrevi sobre isto aqui e recentemente eu li um artigo bem interessante que defende as touradas justamente como meio de proteção aos animais. Infelizmente não sei mais onde li isso.

Em todo caso, se as touradas vão ser eliminadas, qual a cultura avançará sobre o vácuo deixado por elas? O jornal CBS News relatou na semana passada que muçulmanos querem tomar os lugares das touradas para fazer enormes mesquitas.

Lendo isso, eu me lembrei imediatamente de Hilaire Belloc que disse que se a Europa abandonasse o cristianismo ela seria destruída, e que o Islã iria voltar a amaeaçar a Europa. Belloc disse isso nos anos 30 quando ainda estávamos longe da grande população muçulmana na Europa e do terrorismo islâmico.

O texto do Jornal mostra que em algumas cidades 40% da população já é muçulmana e que eles não se identificam como espanhóis, mas como muçulmanos. 7 em 10 dizem que são muçulmanos e não espanhóis. Em algumnas cidades, cachorros estão sendo envenenados, as suspeitas recaem sobre muçulmanos que consideram os cachorros impuros. 100 mesquitas do ramo Wahhabi (ramo que domina a Arábia Saudita) estáo funcionando na Espanha e 2 canais de televisão de islã radical estão sendo transmitidos na Espanha.

Em questão de poucos anos, as cidades terão líderes (prefeitos) muçulmanos.

O partido Plataforma da Catalunha disse que o país precisa inibir a imigração descontrolada e que os muçulmanos não estão na Espanha para se adaptar, mas para conquistar. Acho que o partido está certo, mas o politicamente correto acusa o partido de racista. Enquanto isso o Islã avança.

No século 7, o Islã invadiu e dominou boa parte da Espanha. Só foram expulsos 700 anos depois. Começou agora a segunda invasão. A Europa defenderá a sua herança cristã de novo?


 (Agradeço a indicação do texto ao site Weasel Zippers)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Graças a Deus: Igreja Católica não é uma Democracia.

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Atualmente, os Estados Unidos vive uma guerra histórica entre Obama e a Igreja Católica. Já expliquei o caso aqui no blog. O governo Obama quer que todas as instituições (inclusive religiosas) forneçam métodos contraceptivos e abortivos para seus empregados. Os hospitais e escolas católicos teriam que ir de encontro a doutrina católica e prover remédios para abortos para seus empregados. A Igreja Católica reagiu. 90% dos bispos do país leram uma carta durante a missa dizendo que o que Obama queria era uma afronta a liberdade religiosa.

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe biden, que é católico, disse até que ia pedir para Obama rever o caso. Mas Obama não deu ouvidos. Ontem, Obama disse que ia acalmar os ânimos sugerindo uma pequena mudança. As instituições católicas não iria pagar pelos métodos, mas as seguradoras sim. Isto é, os empregados de instituições católicos continuam tendo acesso a métodos abortivos, mas a Igreja não iria pagar nos prêmios dos seguros. Isto é, quem trabalhasse nas instituições continuavam tendo acesso a produtos condenados pela Igreja, justamente por serem empregados dessas instituições. A USCCB (a CNBB de lá) não aceitou e declarou que continua condenando o governo Obama por atacar a liberdade religiosa.

Uma das grandes argumentações do governo Obama e de muita gente nos Estados Unidos (até mesmo de católicos) é de que a grande maioria das mulheres católicas já usa métodos contraceptivos e abortivos, então a Igreja deve aceitar. Essa argumentacão é uma grande bobagem, pois a Igreja tem sua doutrina que não depende do número de pessoas que as segue.

Isto é a Igreja, graças a Deus, não é uma democracia.


Quem escreveu muito bem sobre isso foi o blog Peter's Barque (A Barca de Pedro)

Leiam todo o texto do Peter's Barque, mas aqui vai algumas partes traduzidas:

Um dos argumentos que a administração Obama tem jogado ao defender a decisão do Orgão de Saúde HHS é que mais de 90% das mulheres católicas têm usado ou estão usando contraceptivos, e tiveram abortos. Usando essa estatística, o HHS está dizendo a Igreja Católica que, uma vez que tantos católicos já estão desafiando a proibição da Igreja sobre estas duas questões, não há realmente nenhum problema de consciência, e que é hora da Igreja assumir a realidade da vida e remover as proibições sobre a contracepção artificial e o aborto. É hora de a Igreja abandonar a filosofia ultrapassada e apoiar as próprias pessoas que Ela se propõe a servir em vez de aliená-los.

Achar que empurrar essa idéia de que tantos católicos já desafiam a Igreja sobre o aborto e contracepção é a única razão para a Igreja abandonar sua missão e papel neste mundo é tão espantosamente ignorante que é incompreensível. Aqui vai uma notícia: A Igreja Católica, ao manter e defender a Tradição Apostólica e os ensinamentos que foram passados ​​para nós desde o primeiro século, está servindo ao seu povo.

Se a Igreja nunca abandonar a Tradição Apostólica, em seguida, ela não seria mais a Igreja Católica. Ela seria apenas mais uma criação feita pelo homem que com o tempo iria se dissolver na obscuridade. Há uma razão pela qual Ela existe há dois mil anos e é precisamente porque ela não é uma instituição criada pelo homem, mas por Cristo, e é por isso que a Igreja não pode abandonar suas doutrinas e tradições. Ela não pode. É muito simples. E é isso que a maioria daqueles que se opõem à posição da Igreja sobre o aborto e a contracepção não podem ou não querem entender.

Outra coisa que muitos não-católicos e os esquedistas não entendem sobre a Igreja é que ela não é uma democracia. A Igreja não pode simplesmente colocar em votação essas proibições sobre a contracepção e o aborto. Crenças católicas não são determinadas pelo voto do povo, nunca foram, e agradeço a Deus por isso. O que a Igreja crê e passou para seus povos ao longo dos tempos, é o que foi ensinado desde o tempo dos Apóstolos e a Igreja não pode alterar nenhum dos ensinamentos, semelhante ao que o Papa João Paulo II respondeu quando confrontado sobre a ordenação de mulheres, ele simplesmente disse que não pode ser feito. A Igreja não tem o poder ou autoridade para mudar a Verdade e a Tradição como ensinado por Cristo aos seus apóstolos e os apóstolos a seus sucessores, os bispos de hoje.

Podemos encontrar alguns bispos e clérigos desafiandoa Igreja em vez de defendê-la, mas a responsabilidade recai sobre eles, não sobre a Igreja Católica. Desde a época de Judas Iscariotes, sempre houve e sempre haverá pessoas dentro da Igreja que desafiam a sua autoridade. Mesmo que todos os fiéis abandonassem a Igreja, a Igreja não teria nenhuma medida, a não ser continuar a ensinar a verdade como ela tem sido transmitida a Ela, sem falhar. Essa é a missão divina da Igreja.

A partir dos documentos mais antigos da Igreja do primeiro século, o aborto e a contracepção foram sempre considerados e ensinados a ser pecados mortais. Isso não é algo que a Igreja inventou quando o Papa Paulo VI deu ao mundo Humane Vitae. Ele confirmou e defendeu dois mil anos de Verdade. Ele simplesmente não poderia fazer o contrário. Ele não estava em seu poder para fazê-lo. Mesmo se quisesse permitir que este mal dentro dos ensinamentos da Igreja, ele não poderia ter feito isso. O Espírito Santo não teria permitido. O Espírito Santo, o protetor e guia da Igreja, não permitiria erro de entrar na Igreja. Apesar de todos os papas ruins e anti-papas que ocuparam a Cátedra de Pedro, o Espírito Santo nunca permitiu qualquer um deles ensinar o erro doutrinário.

Parabéns ao autor do blog Peter's Barque. Sensacional.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A Crise na Grécia On Line

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O que temos até agora na Crise da Grécia:

1)      Os líderes gregos fizeram um ajuste econômico na terça que reduziu o salário mínimo para 585 euros, demitiu 15 mil servidores públicos e acabou com uma série de garantias trabalhistas. O ministro do Trabalho pediu demissão porque achou as medidas draconianas. Foi anunciado hoje que o desemprego grego atingiu 20,9%.

2)      A Grécia está perto de acordo com credores privados sobre sua dívida de 206 bilhões em títulos gregos. O acordo sinalizado é de troca desse valor por 30 bilhões em dinheiro e 70 bilhões em títulos que pagam juros mais baixos; 

3)      A discussão atual é para que a Grécia convença a Europa que está colocando a casa em ordem e por isso está apta a receber um pacote de ajuda de 130 bilhões. Aliás, os 30 bilhões em dinheiro do acordo com os credores privados viriam desse "bail-out" europeu.


A Europa agora aguarda a aprovação do pacote pelo Parlamento Europeu, mas mostra muita desconfiança no próprio pacote.

O chefe do eurogroup, Jean-Claude Junker, disse que a Grécia precisa apresentar 273 milhões a mais em poupança para se qualificar a receber a ajuda de 130 bilhões de euros.

Mario Draghi, do BCE, negou que o banco irá aceitar reestruturar títulos gregos em sua carteira. 

O Ministro da Fazenda da Alemanha, Wolfgang Schaauble,disse que:

“The Greek deal on spending cuts, approved by coalition leaders yesterday, doesn't appear to fulfill bail-out conditions”. (O pacote grego de corte de gastos, aprovado pela coalizão de partidos, não aparece cumprir todas as exigências para que o país receba ajuda financeira [da Europa])

Ao que parece a Europa não quer mais a Grécia na Zona do Euro.

Na Grécia, deverá haver também dificuldades para aprovação do pacote no parlamento.

Se vocês quiserem acompanhar a crise na Grécia on line, há um ótimo blog do jornal The Telegraph, que segue as últimas notícias. Cliquem aqui.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Fraudes de Cientistas: Mais Comuns do que se Pensa

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O site Clinical Psychology fez uma infográfico sobre as fraudes de cientistas. Mostra que as fraudes em trabalhos científicos são muito mais comuns do que se pensa. Vejamos.

1) 1 em cada 3 cientistas admite cometer os seguintes tipos de fraudes:  a) usar dados baseados apenas em "feeling"; b) Mudar os resultados de um estudo para se adequar aos desejos de quem financia. 1 em cada 50 admite falsificar ou fabricar dados.


2) Há três categorias de má conduta científica: a) fabricação de dados; b) Falsificação ou distorção de dados; c) Procedimentos questionáveis de pesquisa como esconder conflitos de interesse (relação financiador e pesquisador);

4) Relatórios entre os próprios cientistas mostram que 71% dizem que colegas usaram métodos questionáveis. 14% dizem que colegas falsificaram dados.

5) As áreas médicas são as que possuem as maiores incidências de fraudes. E o pior, 81% admitem que mudariam os resultados para receber apoio financeiro ou para publicar um paper.


6) Na própria psicologia, 33% admitem que disseram que um resultado era esperado, quando na verdade não era.


7)  O site aconselha três maneiras de fazer uma pesquisa honesta:1) Disponibilizar os dados brutos da pesquisa; 2) Fazer com que aqueles que denunciam condutas questionáveis ouçam os dois lados; 3) Fazer publicações anônimas.


Das três maneiras sugeridas, eu tenho muita dificuldade em aceitar a última. A não ser em casos como de George Kennan que era  embaixador na Rússia e publicou um texto assinando como Mr.X sobre o que os militares russos pensavam.


(Agradeço o assunto ao site Watts Up With That)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Quem foi São Paulo Miki e os Outros 25?

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Eu já sabia que o Japão tinha matado milhares de missionários católicos nos séculos 16 e 17, os missionários estavam convertendo muita gente e o imperador decidiu matar a todos. Mas eu não conhecia a excepcional história de São Paulo Miki e os seus 25 companheiros.

Vejam a história contada pela Rome Reports (traduzo em azul).



Ele foi um dos 50.000 católicos que foram mortos durante a perseguição religiosa no Japão entre os séculos 16 e 17. Suas últimas palavras foram: "Eu perdôo o chefe da nação, que ordenou que fosse crucificado e também todos aqueles que tomaram parte em nos tornar mártires." Ele foi crucificado com a idade de 31 em Nagasaki em 5 de fevereiro de 1597.
 

São Paulo Miki foi educado por jesuítas, depois de ter sido inspirado para seguir os passos de São Francisco Xavier.

Em 1597, ele foi preso junto com 25 outros católicos, 19 deles eram japonêses.

Antes de matá-los, os soldados pegaram os mártires e um por um e cortaram uma das suas orelhas. Em seguida, eles foram obrigados a caminhar cerca de mil milhas de aldeia em aldeia no inverno. Os soldados estavam esperando outros católicos rejeitariam sua fé depois de ver a tortura.

Eles caminharam por um mês. Durante esse tempo, mesmo no meio da tortura, dizem que eles constantemente perdoavam os seus torturadores.

Eles foram crucificados em uma colina nos arredores de Nagasaki. Para o espanto de autoridades japonesas, foram homenageados ao serem postos para morrer em uma cruz, morreram da mesma maneira que Jesus.

Os cristãos que testemunharam os assassinatos correram para as cruzes e procuraram pedaços de pano embebidos em seu sangue.

Anos mais tarde, o morro tornou-se um lugar de peregrinação e Papa Pio IX canonizou os mártires in1862.

Cem anos depois, em 1962, um monumento foi construído em Nagasaki, para honrar estes 26 mártires. O monumento é uma grande cruz, que inclui a imagem daqueles cristãos que foram mortos naquele dia.


Que um dia, Deus permita, eu visite este morro em Nagasaki.

Rick Santorum Vence em Três Estados

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Meu candidato nas eleições dos Estados Unidos está se fortalecendo. Ontem venceu em três eleições  primárias: Minnesota, Missouri e Colorado. Ele venceu em mais estados que qualquer outro candidato, o problema é que as eleições de ontem ainda não estabelecem delegados, haverá outras rodadas de eleições. Mas certamente foi um grande passo.


Mais informações sobre Santorum e os outros três candidatos republicanos pesquisem no blog por Santorum.

GO SANTORUM 2012.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Islamofobia e Cristofobia

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Uma ex-muçulmana que agora é atéia, chamada Ayaan Hirsi Ali, escreveu ontem (e foi destaque nos sites americanos) sobre a diferença entre Islamofobia e Cristofobia.

Uma pessoa é acusada de Islamofobia se ela:

1) Desenhar cartoon com Maomé (ver desenhos abaixo de Maomé que forma publicados no jornal dinamarquês Jyllands-Posten que até hoje gera ameaça de morte aos jornalistas do jornal);



2) Dizer que Maomé casou com uma menina de 6 anos (o que é verdade e é defendido pelos islâmicos);

3) Dizer que Maomé teve escravas e mais de 11 esposas (verdade e está descrito no Corão e nos Hadith);

3) Dizer que Maomé matou e roubou (verdade e está catalogado nos Hadith);

Por outro lado, a Cristofobia ocorre quando há assassinatos mesmo. Cristãos estão sendo perseguidos e mortos em praticamente todos os países islâmicos. É disso que fala Hirsi Ali.


Ela comenta sobre inúmeros assassinatos e perseguições na Nigéria, Paquistão, Sudão, Egito, e mesmo na Indonésia, que se considerava um país islâmico pacífico.

A recomendação de Hirsi Ali é que os países  ocidentais restrinjam a ajuda financeira àqueles países que respeitam as minoridades religiosas.

Muito do que ela fala eu já comentei aqui no blog, mas leiam o texto de Hirsi Ali, vale muito a pena.


(Agradeço a indicação do texto de Hirsi Ali ao site Center for Law and Religion da St. John's University School of Law)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

New York Times Edita Discurso do Irã

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Não se pode confiar na imprensa,  é importante que se faça sua própria pesquisa, mas certos jornais são realmente piores do que outros neste quesito, alguns deturpam mais a notícia. A última amostra disso foi a edição que o jornal New York Times fez de um discurso de Ayatollah Khamenei contra Israel. O líder iraniano disse Israel é um tumor cancerígeno e que Israel deve desaparecer do mapa. Mas o New York Times apagou estas partes do discurso.

Vejamos a comparação entre o texto do New York Times (NYT) e o do Washington Post sobre o mesmo discurso. Enquanto o NYT apenas disse que Khamenei apóia qualquer grupo militar que seja contra Israel e que o Irã pode reagir. O Washington Post além de mostrar isso, mostrou a verdadeira força do discurso de Khamenei, dizendo inclusive que o discurso é mais agressivo e poderoso que o do próprio Ahmadinejad. Enquanto, no NYT, o discurso quase não chega ser notícia, no Washington Post o discurso é a notícia.

A força do discurso foi centro da notícia em muitas outras fontes, como aqui e aqui. Vamos aos textos do  NYT e do Washington Post sobre o assunto:

New York Times:


In Tehran, the speech by the supreme leader, Ayatollah Ali Khamenei, made during Friday Prayer and broadcast live to the nation, came amid deepening American concern about a possible military strike on Iran’s nuclear enrichment sites by Israel, whose leaders delivered blunt new warnings on Thursday about what they called the need to stop Iran’s nuclear program. Israel considers a nuclear-armed Iran a threat to its existence. 

Israeli leaders have issued mixed signals regarding their intentions, suggesting that they are willing, for a short time at least, to wait and see if increasingly strict sanctions, including a European oil embargo, will force Iran to give in to inspectors’ demands, and to cease the production of at least some of the uranium that outside experts fear could be turned into bomb fuel. 

The ayatollah also issued an unusually blunt warning that Iran would support militant groups opposing Israel, an action that some analysts said could be held up by Israel as a casus belli. 

Reinforcing the concern, ABC News reported on Friday that Israeli consular officials were warning of possible attacks on Israeli government sites abroad and synagogues and Jewish schools. ABC quoted an internal Israeli document as saying, “We predict that the threat on our sites around the world will increase.” 

Without being specific, Ayatollah Khamenei said that Iran “had its own tools” to respond to threats of war and would use them “if necessary,” the Mehr news agency reported. 

Ayatollah Khamenei referred to the sanctions as “painful and crippling,” according to Iranian news agencies, acknowledging the effect of recent measures aimed at cutting off Iran’s Central Bank from the international financial system. But he also said the sanctions would ultimately benefit his country. “They will make us more self-reliant,” he said, according to a translation by Iran’s semiofficial Fars news agency. 


TEHRAN — A fiery anti-Israel speech by Iranian leader Ayatollah Ali Khamenei, delivered shortly after a successful Iranian satellite launch, added to growing global tensions Friday, as Israel warned that it might mount a preemptive strike against the Islamic republic’s nuclear facilities despite U.S. objections.
“From now onward, we will support and help any nations, any groups fighting against the Zionist regime across the world, and we are not afraid of declaring this,” Khamenei said during a rare Friday prayer lecture at Tehran University.

“The Zionist regime is a true cancer tumor on this region that should be cut off,” the supreme leader said. “And it definitely will be cut off.”

Most of Khamenei’s rhetoric was not new. But the timing and setting of his speech hardened a standoff that some analysts say has the potential to spark military action. Such a development would disrupt the international coalition that has emerged to confront Iran over its nuclear program, as well as jeopardize oil markets and the fragile global economy.

Khamenei’s speech, which comes ahead of a planned resumption of nuclear talks, exemplified his view of Iran as the flag-bearer in battles against the “arrogant powers,” a term used in Iranian political discourse to describe the United States and its allies. 

U.S. and European sanctions, Khamenei said, are actually helping Iran to develop and will never succeed in halting the country’s nuclear enrichment program. 

“These sanctions are aimed at making Iran back down, but Iran will not back down,” he said. “These sanctions are aimed at dealing a blow to us, but in fact, they are of benefit to us.”

The supreme leader’s tone Friday differed from that struck recently by President Mahmoud Ahmadinejad, who said last month that Iran is ready for talks with the West. While Khamenei did not mention the upcoming nuclear discussions, he made clear that compromises such as suspending uranium enrichment are not on the table. Iran has the upper hand in its standoff with the West, he said, because its opponents are “fading powers.”

Khamenei also said that Israel has become “weakened and isolated” in the Middle East because of the revolutions — he called them “Islamic awakenings” — that have spread through the region.

He suggested that Iran’s support for the Palestinian militant group Hamas and for Lebanon’s Hezbollah had helped lead to victory in their battles with “the Zionist state,” as Israel is officially called here.

Não se pense que a diferença entre os textos é apenas uma questão de estilo. As ameaças de guerra entre o Irã e o Ocidente são muito importantes hoje em dia para que se edite um discurso do principal líder do Irã. A questão é que o NYT não quer que o Ocidente reaja contra o Irã, por isso retira a força do discurso de Khamenei.

Acho certo um jornal defender a paz ou mesmo a guerra, o que não pode é mentir sobre os fatos, deturpar as notícias para reforçar uma mentalidade equivocada na população.


(Agradeço a indicação do assunto ao Weasel Zippers)