domingo, 16 de dezembro de 2012

O Fim do Casamento? Consequências: Solidão, Carência, Dor.

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Na semana passada, o Census da Inglaterra mostrou que pela primeira vez desde 1801, o número de pessoas casadas é menor do que 50%. Isto é, pessoas casadas agora são minoria.

E agora? Bom um caso descrito por Francis Phillips do jornal The Catholic Herald ajuda a explicar as consequências. Traduzo o texto dela em azul.

Minha amiga, cuja lealdade ao "Partido Conservador" está agora no fim (por causa do apoio do "Partido Conservador" ao casamento gay) me falou sobre o relacionamento de seus próprios pais. Parece que sua mãe sofria de uma doença mental grave durante todo o casamento, mais tarde diagnosticada como esquizofrenia paranóide. "Como é que o seu pai lidou com isso?" Eu perguntei a ela. "Bem, ele a amava e foi estóico. Ela precisava de cuidados. Se afastar das dificuldades teria sido impensável para ele". Seu comentário ilustra o abismo entre a idéia que se tinha do casamento no passado e o que se tem hoje. O casamento deixou de ser visto como um compromisso de vida, já não necessariamente está incluindo crianças, não está disposto a arcar com encargos imprevistos, é considerado por muitas pessoas apenas como uma parceria romântica (possivelmente transitória). Não admira que o seu significado e definição estão sob ataque. Já é muito tarde, não só para salvar o casamento, como sempre tem sido compreendido, mas para incentivá-la para que o próximo censo mostre uma inversão da tendência atual?

E aqui, o que acontece no "País do Carnaval", festa da carne?

Se lêssemos várias redações hoje sobre o que é o casamento, certamente, leríamos palavras como "amor", "filhos", mas também aprovação do casamento gay, que é uma tendência fortíssima para reduzir o significado do casamento. O pior é que se alguém escrevesse contra o casamento gay teria muita chance de sofrer condenação dos professores de nossos colégios e faculdades. É bastante triste  e perigoso para as futuras gerações o que vemos no mundo, os próprios "partidos conservadores" estão deixando de ser verdadeiros conservadores dos verdadeiros valores.



sábado, 15 de dezembro de 2012

As mortes em Connecticut e Um Cachorro e um Menino

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Ontem, foi um dia muito triste nos Estados Unidos, um assssino resolveu matar a mãe, depois foi a uma escola e matou especialmente crianças. Há algo muito podre neste homem que tirou a vida de 20 crianças e 6 adultos em uma escola da cidade de Newtown em Connecticut.

Sempre que acontece este tipo de problema, ao meu ver, surgem quatro ramos de análise na imprensa: 1) a psicologia do assassino; 2) O problema das armas nos Estados Unidos; 3) A cultura de destruição da vida dos Estados Unidos, que está presente desde os jogos eletrônicos ao aborto; e 4) Deus, por que Ele permite que tal mal aconteça?

Começando pelo último, que fala sobre Deus, eu já discuti isto aqui no blog, com respostas de três importantes fiósofos cristãos (Kreeft, Craig e Plantinga).

Dos outros trêsde análise, os que a gente pode ter absoluta certeza da incidência do problema são o primeiro e o terceiro. É óbvio que assassino tinha grandes problemas psicológicos (ou até demoníacos) e é muto claro a cultura da morte nos Estados Unidos. Sobre o segundo, com uma cultura destas é também óbvio que teremos este tipo de problema. Este, para mim, não é fonte de problemas é resultado da cultura. Devemos eliminar as armas? Isto não resolve, no mesmo dia, na China, um assassino atacou 22 crianças usando faca. Precisamos é de uma cultura da vida.

Para isto, o vídeo abaixo nos traz de volta a beleza da vida, na sua simplicidade e profundidade também.





(Agradeço a indicação do vídeo ao site Creative Minority Report)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Crimes de Ódio nos Estados Unidos

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Todo ano o FBI, a polícia federal americana, divulga estatísticas dos crimes de ódio nos Estados Unidos.  São crimes cometidos porque a vítima era negra, branca, judia, muçulmana, mulher, gay, heterossexual, hispânico, índio...este tipo de coisa. É a primeira vez que vejo estas estatísticas, e achei-as bem interessante, apesar de achar bem complicado a medição delas, sujeitas ao politicamente correto e à própria raça, credo e sexo do estatsitico. Mas esqueçamos estes detalhes (importantes) e observemos os números.

Ontem, foi o divulgado o Relatório de 2011.

Em 2011, ocorreram 6.222 incidentes de crime de ódio, destes quase a metade é crime contra a raça (46,9%), em segundo lugar são crimes relacionados ao sexo (20,8%), depois aos crimes por causa do credo (19,8%), depois relacionais a etnia (11,8%) e contra os portadores de deficiência (0,8%).

As estatísticas desmitificam muita coisa.

1) O crime de ódio que é mais cometido é de longe contra o negro. Dos 6.222 casos, os negros sozinhos sofreram 33,4% deles. Os ataques contra os brancos estão no quarto lugar geral com 8,1%, depois dos negros, judeus e gays.

2) Não há a chamada islamofobia nos Estados Unidos.Depois dos negros, os que mais sofrem são os judeus. Do total de casos, os judeus sofreram 12,4%.  Dos 1.233 ataques relacionados ao credo, 62,5% foram ataques de anti-semitismo, os muçulmanos sofreram 12,7% dos ataques e os católicos 5,4%. Dos três credos, o único que teve aumento significativo de ataques sofridos foram os católicos, tiveram 4,4% de ofensas sofridas em 2010, e agora 5,4%. Os judeus sofreram 67,1% em 2010 e os muçulmanos ficaram no mesmo patamar, com 12,1% em 2010. Em suma, os americanos devem se concentrar nas afensas contra os judeus e não contra os muçulmanos e observar com preocupação a crescente perseguição a católicos.Você pode acessar os dados de 2010 e outros anos clicando aqui.

3) Entre as raças, como já foi dito, a que mais sofre é a raça negra. Das 2.917 ofensas, os negros sofreram 71,2% delas. Em segundo lugar vem os brancos com 17,3%. Um detalhe que escapa às estatísticas é que raça foi algoz. Em geral, quem mata negro nos Estados Unidos são também negros.Mas é preocupante o número de ataques considerados racistas contra negros.

3) Em relação ao sexo, as estatísticas me parecem confusas, pois elas dividem entre ataques a gays masculinos, a gays femininos, à gays em geral. Mas dos 1.293 ataques, a maioria das ofensas é contra gays masculinos (58%), em segundo lugar estão os gays de forma geral (27,8%), as lésbicas receberam 10,6% das ofensas, os bissexuais receberam 1,6% das ofensas e os heteros, 1,2%.

No Brasil, nós não conseguimos catalogar ainda nem a quantitade de assassinatos, imagina fazer uma descrição por crime de ódio. Mas não creio que os judeus sofram ataques como sofrem nos Estados Unidos, nem os católicos, claro. Talvez tivéssemos uma concentração maior de ataques aos negros, gays e deficientes físicos e mentais.


(Agradeço a indicação das estatísticas do FBI ao site PewSitter)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O Que ou Quem Estabelece o Certo e o Errado?

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O filósofo Peter Kreeft responde fala sobre qual é a fonte para se definir o bem e o mal. Ele diz que não é razão, a natureza humana, a evolução, a consciência ou o utilitarismo. O que será então?



Ele responde no vídeo abaixo. Eu traduzo o argumento abaixo em azul.

Kreeft diz que a fonte da moral:

1. Não pode ser a evolução, pois a teoria da evolução diz que mudamos o nível de moralidade com o tempo. Mas mudamos para o bem ou para o mal? Para responder isso preciso de um padrão de moralidade, a evolução não nos fornece este padrão. Durante vários períodos do passado, desde muito tempo até períodos próximos de nós, muitas sociedades humana praticaram escravidão, a evolução não nos permite concliuir que a escravidão não vai voltar. E se dissemos que a escravidão nunca é aceitável, estamos usando um padrão que a evolução não nos permite usar.

2. Não pode ser a razão. A razão é um ótima ferramenta para entender a moral, mas não pode ser a fonte de moralidade. Por exemplo, assassinos usam a razão para planejar uma assassinato, mas esta razão não os diz se é certo ou errado matar. Durante, o holocausto, algumas pessoas se arriscaram para salvar vidas de muitos judeus que nem conheciam. Não se arriscariam usando apenas a razão.

3. A consciência também não pode ser a fonte da moral. Cada pessoa tem sua própria consciência. No nazismo, Himmler usou sua consciência para convencer muitos a eliminar milhões de judeus. Como se pode argumentar que sua consciência está certa e a de Himmler errada, se apenas a consciência é a fonte da moralidade? (Essa parte me lembrou os políticos brasileiros, eles roubam o dinheiro público, mas a consciência deles fica "limpa").

4.  Não pode ser a natureza humana, pois esta natureza nos leva a fazer coisas terríveis quando sem freio. Na realidade, é a própria natureza humana que faz com que precisemos de uma moral.

5. O utilitarismo diz que o que é certo é aquilo que traz benefício para a maioria. Se é bom para a maioria então seria certo. Mas ela também não pode ser fonte da moral, pois, por exemplo, se 90% das pessoas se beneficiam da escravidão dos 10%, isto faz a escravidão uma coisa boa?

As leis da moralidade nos dizem o que devem ser, como devem ser as coisas. Mas como a moralidade não é uma coisa física, ela deve vir do mundo acima do mundo natural. A própria existência da moralidade prova a existência de algo acima da natureza e acima do homem. Precisamos de algo acima de nós para nos dar a moral. Então, toda vez que você apela para a moralidade, você está apelando a Deus, mesmo sendo você um ateu. Moralidade é Deus.

Você pode ver o vídeo abaixo com legenda em português.

Para ativar a legenda do vídeo em português, faça os seguintes passos:

1) Clique no primeiro ícone do canto inferior direito, aquele com duas linhas dentro de um retângulo);

2) Depois clique em "Inglês (transcrito)";

3) Em seguida, clique em "traduzir legendas - Beta", escolha o idioma Português na lista de opções, e por fim, clique em OK.

Se você consegue ler em inglês, basta o primeiro passo acima.










(Agradeço o vídeo ao site New Advent)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Guerra nas Estrelas vira Religião

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Vocês sabem qual é a religião mais popular como fé alternativa no Reino Unido? A Religião Jedi. É o que descreve o jornal The Telegraph.  Os "jedis" eram os guerreiros do filme Guerra nas Estrelas que nasciam com uma espécie de "força" dentro de si que lhe davam poder para combater os inimigos. Mas eles também podiam se tornar malígnos, como é o caso do Darth Vader (foto acima).

O que os jedis têm de especial? Acho que é apenas mais uma gnose (religião mística) sem um Deus ou líder, é paganismo puro e simples.

Mais de 390 mil pessoas se identificavam como do "Credo Jedi" em 2001, dez anos depois são 176 mil, caiu mais de 50% de lá para cá, houve algo no Credo que o texto do jornal não revela. Talvez o filme deixou de ser exibido. Mas eles ainda são a alternativa mais popular quando se pensa em mudar de fé. Será brincadeira?

Ainda tem a religião do Heavy Metal que foi estabelcida em 2010, com bastante adeptos.

Ontem, por meio por indicação do padre Paulon Ricardo, li um discurso do Papa Bento XVI para representantes da América Latina. Ele falava que a Teologia da Libertação só deixou ruínas e a derrocada do mundo comunista deuxou um vazio que foi ocupado pelo relativismo. No relativismo, as religiões não podem ser tratadas como absolutos, como detento a verdade, as religiões são apenas expressões de uma parte do absoluto, então a verdade está no diálogo entre elas. Todo tipo de religião vale.

Acontece, como diz o Papa, que o resultado do relativismo é a não religião. É o vazio que resulta em um homem perdido sem Deus. É assim que vejo as religiões Jedi e Heavy Metal, dentre outras.

Bom, a "força" está em Cristo.

Marana tha! (Venha, senhor Jesus).


(Agradeço a indicação do texto do The Telegraph ao site Drudge Report)

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Cientificismo - Os Cientistas Ateus e suas Superstições



Conheço muitos acadêmicos ateus, a imensa maioria não estuda religião, nem mesmo filosofia. Acho que muitas vezes eles são ateus por preguiça e por inércia, pois a maioria é ateu nas universidades e ser religioso na academia pode provocar a ira dos ateus ou a perda de postos de comando. Eles não conseguem justificar seu ateísmo, quando tentam ou atacam a Igreja Católica ou falam no sentido de dizer que a ciência pode responder às questões da humanidade. 

Austin L. Hughes, é "Distinto Professor" de ciências biológicas da Universidade da Carolina do Sul. Isto é, ele próprio é um cientista renomado, mas, ao contrário de muitos de seus colegas, consegue ver a idiotice do ateísmo. Ele escreveu um texto genial sobre o cientifismo, a idéia de que a ciência pode responder a todas as questões da humanidade, não precisaríamos de disciplinas consideradas não científicas, como filosofia, sociologia, nem de religião ou de Deus.

É difícil resumir um texto tão bem escrito e complexo. No texto, por exemplo, ele discute a teoria dos múltiplos universos de Stephen Hawking,  à luz da teoria da contingência de Tomás de Aquino, destruindo a argumentação de Hawking. Também discute, com mais propriedade ainda, por ser um biólogo, a teoria de Darwin sobre evolução e a capacidade disto explicar as coisas.

Eu diria que duas mensagens saem do texto:

1) Ei, cientistas, estudem pelo menos filosofia, o que vocês dizem sobre assuntos fundamentais da humanidade como se fosse novidade, já foi discutido há muito tempo por filósofos. E na grande maioria das vezes descartado.

2) Ei, cientistas, muito do que vocês dizem sobre assuntos fundamentais da humanidade não passam de superstições não tem fundamento científico.

Eu acho que tudo pode ser resumido também dizendo que o que o cientifistas pensam é apenas ateísmo, a busca de derrotar Deus, loucamente, sem nem mesmo base científica.

O texto se chama "The Folly of Scientism" (A Estupidez do Cientifismo). É longo, tem 14 páginas impressas. Recomendo fortemente a leitura completa do texto, vou traduzir aqui apenas algumas parágrafos, para vocês terem uma idéia da argumentação de Hughes. São parágrafos soltos sem muita conexão entre eles.  Não traduzo a parte de Hawking ou Darwin pois isto exigiria a tradução de muitos parágrafos, acessem o texto.

Abaixo tradução de alguns parágrafos.

A estupidez do cientificismo

Austin L. Hughes


Quando decidi por uma carreira científica, uma das coisas que mais me atraiu sobre ciência era a modéstia de seus praticantes. O cientista típico parecia ser uma pessoa que conhecia um pequeno canto do mundo natural e sabia-o muito bem, melhor do que a maioria dos outros seres humanos vivos e ainda melhor do que a maioria dos que já viveram. Mas fora de suas áreas circunscritas de experiência, os cientistas hesitavam em expressar uma opinião abalizada. Esta atitude era atraente precisamente porque estava em nítido contraste com a arrogância dos filósofos da tradição positivista, que alegavam para a ciência e seus praticantes uma ampla autoridade com que muitos cientistas praticantes estavam desconfortáveis.

Se a filosofia é considerada como uma disciplina legítima e necessária, então pode-se pensar que um certo grau de formação filosófica seria muito útil para um cientista. Os cientistas devem ser capazes de reconhecer como muitas vezes questões filosóficas surgem no seu trabalho - isto é, questões que não podem ser resolvidas por argumentos que tornam a recorrer exclusivamente à inferência e observação empírica. Na maioria dos casos, esses problemas surgem porque cientistas praticantes, como todas as pessoas, são propensas a erros filosóficos. Para dar um exemplo óbvio, os cientistas podem ser propenso a erros de lógica elementar, e estes muitas vezes pode passar despercebidos pelo processo de revisão por pares e ter um grande impacto na literatura - por exemplo, confundindo correlação e causalidade, ou confundindo implicação com uma bicondicional. A filosofia pode fornecer uma maneira de entender e corrigir esses erros. Ele aborda um conjunto grande parte distinta de perguntas que a ciência natural sozinha não pode responder, mas que deve ser respondida pela ciência natural sendo bem conduzida pela filosofia.

Essas questões incluem a forma como definir e compreender a própria ciência.

Em parte, filósofos devem culpar a si mesmos pelo desprezo da disciplina, graças especialmente à corrente positivista que tem dominado a filosofia.

Talvez nenhuma área da filosofia tem sofrido maior esforço de apropriação pelos defensores do cientificismo do que a ética. Muitos deles tendem para uma posição de relativismo moral. De acordo com esta posição, a ciência lida com o objetivo e factual, enquanto que as declarações de ética meramente representam os sentimentos das pessoas subjetivas, não pode haver nenhum direito universal ou errado. Não surpreendentemente, há filósofos que codificam esta opinião. Em seu livro Inventing Right and Wrong (1977), o filósofo J.L Mackie foi ainda mais longe, afirmando que a ética é fundamentalmente baseada em uma falsa teoria sobre a realidade. 

De todas as modas e manias na longa história da credulidade humana, o cientificismo em todas as suas formas variadas - desde a cosmologia fantasiosa até a epistemologia evolutiva e ética - parece entre as mais perigosas, tanto porque finge ser algo muito diferente do que ele realmente é e porque ela foi concedida para a adesão generalizada e acrítica. Insistência sobre a competência universal da ciência servirá apenas para minar a credibilidade da ciência como um todo. O resultado final será um aumento de ceticismo radical que questiona a capacidade da ciência para tratar até mesmo as questões legitimamente dentro de sua esfera de competência. Deve-se anseiar por um novo Iluminismo para derrotar as pretensões deste última superstição. 


(Agradeço a indicação deste texto ao site The American Catholic)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Duas Tribos sem Homossexuais ou Masturbação

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Duas tribos nas quais os casais fazem sexo de três a quatro vezes por noite não conhecem atos homossexuais nem masturbação. Elas não têm nem palavras para estes atos. É o que mostra o trabalho de dois antropólogos, Barry e Bonnie Hewlett. A revista The Atlantic descreve o trabalho deles nas duas tribos africanas, os povos Aka e Ngandu. 

Eu achei o texto extremamente interessante e acabei achando o texto dos antropólogos. Quem quiser ler pode acessar clicando aqui.

Para mim, o texto dos antropólogos lembra mais uma vez o domínio cultural do comportamento sexual. Nós, ocidentais, podemos vencer o domínio do sexo em nossa cultura.

Vou traduzir aqui parte do artigo da The Atlantic que explica o trabalho dos antropólogoa, para vocês terem uma idéia (em azul). 


Onde Não Existe Masturbação nem Homossexualidade  
por Alice Dreger

Barry e Bonnie Hewlett estavam estudando os Aka e Ngandu da África Central por muitos anos antes de começarem a estudar especificamente a sexualidade dos grupos. Como eles relataram na revista African Studies Monographs, o casal de antropólogos da Washington State University "decidiu estudar sistematicamente o comportamento sexual depois de discussões com vários homens casados de meia idade Aka que mencionaram de passagem que eles faziam sexo três ou quatro vezes durante a noite. Na primeira pensamos que era apenas homens contando suas histórias, mas nós conversamos com as mulheres e verificamos as afirmações dos homens. " 

Casais ​​Aka e Ngandu consistentemente relataram ter sexo várias vezes em uma única noite. Mas, no processo de verificar isto, os Hewletts também incidentalmente descobriram que homossexualidade e masturbaçãoeram práticas estranhas para ambos os grupos. 

Enquanto o Aka eo Ngandu vivem na mesma região geral, uma área na África central marcada por floresta tropical, suas culturas são distintas. O Aka são forrageiros e, de acordo com as Hewletts, "igualitarismo de gênero entre os Akas é tão pronunciado como as sociedades humanas podem obter." As mulheres podem caçar, até mesmo por conta própria, e muitas vezes controlam a distribuição de recursos. O Ngandu, pelo contrário, são agricultores de corte-e-queima com locais estáveis ​​e desigualdade de gênero significativa, com os homens geralmente dominando sobre as mulheres.O que o Aka e Ngandu têm em comum, além de geografia, é este: "Trabalho da noite" Em ambas as culturas, os homens e mulheres vêem a relação sexual como uma espécie de trabalho para a produção de crianças - uma questão crítica em uma área com uma elevada taxa de mortalidade infantil. Sémen é entendido pelo Aka e Ngandu ser necessário não só para a concepção, mas também para o desenvolvimento fetal. Uma mulher que já está grávida ver relações como contribuindo para a saúde do feto. 

O Aka e Ngandu falar de sexo como "busca de crianças." Isso não quer dizer que eles não gostam de fazer sexo. Está óbvio que eles gostam. 

É o foco cultural forte no sexo como uma ferramenta reprodutiva a razão da masturbação e as práticas homossexuais parecerem ser praticamente desconhecidas entre os Aka e Ngandu? Isso não está claro. Mas os Hewletts descobriram que seus informantes - que eles conhecem há muito tempo - "não tinham conhecimento dessas práticas, nem mesmo tinham palavras para descrevê-las", e, no caso do Aka, teve um tempo difícil mesmo entendimento sobre o que os pesquisadores estavam perguntando quando perguntado sobre comportamentos homossexuais. 

O Ngandu "estavam familiarizados com o conceito" do comportamento homossexual ", mas nenhuma palavra existia para a prática e eles disseram que não tinham conhecimento de tais relações ou em torno da aldeia. 

"Homossexualidade e masturbação são raras ou inexistentes [nestas duas culturas], não porque eles são malvistos ou punido, mas porque eles não fazem parte dos modelos culturais da sexualidade nos dois povos." 

A descoberta em relação a homossexualidade não é talvez tão surpreendente. Como a nota Hewletts, outros pesquisadores têm documentado as culturas onde a homossexualidade parece não existir.

Sobre a heterossexualidade, os Hewletts notam que as culturas ocidentais 'ao valorizar dormir durante a noite, provavelmente limita o interesse dos casais heterossexuais em ter sexo várias vezes entre o anoitecer e o amanhecer. Em nossa cultura, o trabalho que temos que fazer por dia pode ultrapassar "o trabalho da noite."



A ausência de masturbação entre Aka e Ngandu homens e mulheres pode ser mais surpreendente, e talvez também mais difícil de explicar. Lembrem-se que os Hewletts não encontraram que a masturbação é "desaprovada ou punida" pelas tribos, mas que simplesmente não há idéia do ato. 

Estudos de pequena escala, rurais, culturas não-ocidentais como o Aka e Ngandu pintam um quadro mais complicado da variação humana. A observação Hewletts que, "a ênfase cultural ocidental sobre sexo recreativo levou alguns pesquisadores a sugerir que a sexualidade humana é semelhante a macacos bonobos, porque eles têm sexo não-reprodutivo freqüente, praticar sexo em todo o ciclo feminino, e usar o sexo para reduzir as tensões sociais ". Mas, os Hewletts sugerem, "A visão bonobo podem se aplicar a euro-americanos (no plural), mas do ponto de vista Aka ou Ngandu, o sexo está ligado à reprodução e construir uma família." 




domingo, 9 de dezembro de 2012

Cristianismo no Alcorão - por Robert Spencer

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Robert Spencer apresenta um programa na Aramaic Broadcast Network sobre o Islã , eu já publiquei aqui o primeiro programa dele. Esta semana, eu vi um bem interessante sobre o Cristianismo dentro do livro sagrado dos muçulmanos.

Acho, no entanto, que para entender o que Spencer diz é preciso um bom conhecimento básico do Alcorão, o que muitas vezes nem os próprios muçulmanos têm. Então, não tenho a menor idéia de quantos leitores do blog conseguirão entender.

Além disso, o programa tem um 1h de duração. Não tenho tempo para traduzí-lo. Mas pode-se acessar um legenda do Português, que é bem ruim (pois muitas vezes se traduz prophet como "profit" e Qur'an como "car on"), mas quem sabe ajuda.

Para ativar a legenda do vídeo em português, faça os seguintes passos:

1) Clique no primeiro ícone do canto inferior direito, aquele com duas linhas dentro de um retângulo);

2) Depois clique em "Inglês (transcrito)";

3) Em seguida, clique em "traduzir legendas - Beta", escolha o idioma Português na lista de opções, e por fim, clique em OK.

Se você consegue ler em inglês, basta o primeiro passo acima.

Abaixo, vai o vídeo: