quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

As Passagens "Negras" da Bíblia

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O quadro acima é de Hans Holbein (the younger) e faz um alegoria entre o Antigo e o Novo Testamento. Achei que era interessante como ilustração deste post que fala das passagens "negras" do Velho Testamento, passagens que falam de massacres e estupros, por exemplo. Estas passagens podem perturbar alguém que ler a Bíblia achando que o livro sagrado é isento da história humana, achando que Deus não leva em conta a condição cultural que o homem está inserido.

O próprio Cristo não se deteve e mudou uma lei de Moisés quando foi perguntado, sem diminuir a importância do Antigo Testamento. Ele mostrou qual é a direção que Deus quer que tomemos. Está em Marcos 10, 2-9 e fala sobre divórcio:

2. Alguns fariseus aproximaram-se de Jesus. Queriam tentá-l'O e perguntaram-Lhe se a Lei permitia a um homem divorciar-se da sua mulher.
3. Jesus perguntou: «O que é que Moisés vos mandou fazer?»
4. Os fariseus responderam: «Moisés permitiu escrever uma certidão de divórcio e depois mandar a mulher embora».
5. Jesus então disse: «Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés escreveu esse mandamento.
6. Mas, desde o início da Criação, Deus fê-los homem e mulher.
7. Por isso, o homem deixará pai e mãe,
8. e os dois serão uma só carne. Portanto, eles já não são dois, mas uma só carne.
9. Portanto, o que Deus uniu, o homem não o deve separar».

Levanto o assunto hoje depois que vi um post do grande Jimmy Akin, que escreve para o jornal National Catholic Register. E também tem um blog.

Akin está copilando e analisando várias dessas passagens. Mas ele começa pelo mais importante: expondo a posição da Igreja Católica sobre elas. Akin fala de um discurso do Papa Bento XVI sobre o assunto.

Aqui no blog, eu vou traduzir parte do que mostrou Akin ao analisar o texto do Papa, mas recomendo que acompanhe o blog de Akin para ler sobre as passagens.

Diz Akin:

Papa Bento XVI sobre as "passagens negras" da Escritura

Há certas passagens da Bíblia, sobretudo no Antigo Testamento, que são preocupantes. A questão de como estas devem ser interpretadas tem estado conosco por um longo tempo, e apologistas e estudiosos da Bíblia - para não mencionar Padres da Igreja e teólogos - fizeram muitas sugestões. 
Recentemente o Papa Bento forneceu algumas orientações. Aqui está o que ele tinha a dizer. . . 

Verbum Domini

O documento em que ele fez suas observações é intitulada Verbum Domini, que em latim significa "A Palavra do Senhor." 


O Plano de Deus se desdobra em Estágios 

Ao se referir às "passagens negras"das Escrituras, ele começou dizendo:  
42. Ao discutir a relação entre o Antigo e o Novo Testamento, o Sínodo também considerou essas passagens na Bíblia que, devido à violência e imoralidade que contém ocasionalmente, provam obscuras e difíceis. Aqui deve ser lembrado em primeiro lugar, que a revelação bíblica está profundamente enraizada na história. O plano de Deus se manifesta progressivamente e é realizado lentamente, em etapas sucessivas e, apesar da resistência humana. 

Em outras palavras, ao ler a Bíblia, temos que ter em mente a etapa particular do plano de Deus que uma passagem lida. Nós não podemos simplesmente pegar uma passagem ao acaso e afirmar que é uma expressão direta da vontade de Deus para todas as eras, ou para o nosso próprio tempo.Isto é o que o Papa Bento quer dizer quando ele salienta que a revelação bíblica "está profundamente enraizada na história" e que o plano de Deus "manifesta-se progressivamente ... em fases sucessivas."

Homem Resiste Plano de Deus 

Papa Bento também observa que o plano de Deus se cumpre ", apesar da resistência humana." 
Em outras palavras, os homens resistem plano de Deus, e isso tem deixado vestígios na Bíblia também. Portanto, se lemos uma passagem na Bíblia que nos alarma, pode ser um resultado da resistência do homem a Deus, não uma expressão da vontade suprema de Deus.

Plano de Deus 

Papa Bento XVI explica:Deus escolheu um povo e trabalhou pacientemente para orientar e educá-los.Em outras palavras, ele escolheu o povo hebreu em uma determinada fase do seu desenvolvimento cultural e moral e encontrou-los onde eles estavam.Ele não exigiu deles conformidade instantânea para a plenitude de sua vontade. Ele não pediu que eles fossem perfeitos da noite para o dia. 
Em vez disso, ele estava disposto a tolerar algumas das coisas que eles estavam determinados a fazer, pela dureza de seus corações, e no decorrer do tempo educá-los para um nível superior de compreensão e aceitação de sua vontade.
 

Segunda Fase 

A maioria das "passagens negras" está no Antigo Testamento, especialmente na Lei de Moisés (a fundação da nação) ou durante ou muito logo após a entrada de Israel na Terra Prometida (Josué, Juízes).Eles representam, portanto, "uma fase" de Deus para com os israelitas, quando ele ainda não tinha caminhado muito no caminho de compreender a plenitude de sua vontade. Como o Papa Bento XVI explica:No Antigo Testamento, a pregação dos profetas vigorosamente desafiou todo tipo de injustiça e de violência, seja coletivo ou individual, e, assim, tornou-se a maneira de Deus treinar seu povo, em preparação para o Evangelho. Papa Bento XVI nomeia assim "fase dois" do processo de Deus - o período dos profetas, em que Deus enviou mensageiros para denunciar a injustiça e violência e continuar a educar o seu povo em seus caminhos.Um exemplo clássico disso é o livro de Jonas, quando Deus envia o profeta para a cidade pagã de Nínive (agora Mosul, no Iraque moderno) para pregar contra isso. Quando o povo se arrependeu, Deus poupa a cidade, e isto chateou Jonas. Mas Deus lhe diz: "E eu não deveria ter pena de Nínive, a grande cidade, em que há mais de cento e vinte mil pessoas?" (Jonas 4:11) 
 

Terceira Fase 

Papa Bento XVI observa que os profetas fizeram seu trabalho como "a maneira de Deus treinar seu povo, em preparação para o Evangelho.  O Evangelho anunciado por Cristo representa, assim, o ponto final do programa de Deus da revelação.
 

Conclusão do Papa Bento XVI 

Papa Bento termina suas observações sobre as "passagens negras" da Escritura, dizendo: 
"Por isso, seria um erro negligenciar aquelas passagens da Escritura que nos parecem problemáticas.Ao contrário, devemos estar cientes de que a correta interpretação dessas passagens, exige um grau de conhecimento, adquirido através de um treinamento que interpreta os textos em seu contexto histórico-literário e na perspectiva cristã, que tem como chave hermenêutica final "do Evangelho e da mandamento novo de Jesus Cristo realiza-se no mistério pascal ". Eu encorajo os estudiosos e pastores a ajudar a todos os fiéis a aproximar essas passagens através de uma interpretação que permite que o seu significado a surgir à luz do mistério de Cristo."




quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Quais Países Mais Perseguem Cristãos?

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Os cristãos são maioria no mundo, mas mesmo assim são também os mais perseguidos por causa da religião. A organização Open Doors International divulgou onde eles são mais perseguidos por causa da fé.

A organização diz que os cristãos são perseguidos em pelo menos 60 países do mundo. Os piores países são muçulmanos,  entre os dez piores países, 8 são muçulmanos. Mas o primeiro lugar foi para a Coréia do Norte, que está na primeira posição contra os cristão há 11 anos consecutivos. Na América do Sul, o destaque (negativo) é a Colômbia (posição 46), por causa das FARC.

A Open Doors destacou a grande piora na África em 2012, devido a Mali (que não fazia parte da lista até o avanço de grupos terroristas), Sudão e Nigéria.  Eu destaco também a posição da Índia, pior do que a China, na metodologia da Open Doors. Vejam mapa abaixo:



A organização Open Doors está presente no Brasil. O site em português também destacou a Classificação dos Países por Perseguição aos Crsitãos. E mostrou a tabela da classificação (que ajuda a entender o mapa acima):




A Rome Reports fez um vídeo explicando os achados da Open Doors. Traduzo o que diz o vídeo abaixo, em azul.



Mais de 100 milhões de cristãos em todo o mundo sofrem de perseguição, de acordo com a Open Doors International. Em 2013, a maioria dos países que mais perseguem estão localizados na Ásia ou na África. O pior país para os cristãos é a Coreia do Norte.

Completando o top 10 são Arábia Saudita, Afeganistão, Iraque, Somália, Maldivas, Mali, Irã, Iemen e a Eritreia.

A guerra em curso civil, que o deslocamento de centenas de milhares de pessoas, colocou a Síria a em 11o lugar. Dois lugares depois, em 13o, está a Nigéria, que tem visto o aumento da violência contra os cristãos no norte muçulmano do país.

Enquanto isso, o único país na lista que não está nem na África nem na Ásia é a Colômbia, na posição 46, devido a violência da guerrilha contra os padres e cristãos. No geral, a Ásia teve a maioria dos países na lista com 31, enquanto a África tem 18, e América do Sul com um.


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O sangue dos cristãos alimenta a Igreja, mas rezemos para que eles vivam entre nós na defesa da fé em todos os países do mundo.

ICXC NIKA (Cristo vence).


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Igreja Católica: Instituição de Ódio?

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Nos Estados Unidos, você pode fazer uma petição online para a Casa Branca. Há várias petições, algumas sérias, como a que defende a liberdade religiosa de não fornecer abortivos, outras apenas para marcar posição, como a que tenta deportar um apresentador inglês por ele querer eliminar a emenda da Constituição americana que permite que todos comprem armas, e há ainda outras feitas de brincadeira, como a que pede que o vice-presidente participe de um reality show.

Nesta semana, foi notícia, no entanto que havia uma petição para que o governo declare que a Igreja Católica é uma instituição que prega o ódio, por ela ser contra o casamento gay. Bom, ao que parece não tem tido muitas assinaturas, por volta de 1.700, enquanto a do apresentador por exemplo já passou de 100 mil assinaturas. O governo deve tomar posição se houver mais de 25 mil assinaturas.

Mas a petição contra a Igreja representa o avanço da intolerância religiosa.

A Igreja Católica passa por um momento de luta dentro dos Estados Unidos, contra o governo Obama.  Obama tenta impor sua posição a favor do aborto na Igreja. A Igreja entrou com inúmeros processo contra o governo, alguns estão avançando. A USCCB ( a CNBB de lá) programou uma pastoral exclusiva para lutar contra a posição do governo, pedindo que os católicos se concientizem e rezem. Vejam no site da USCCB.

A Igreja é a maior instituição de caridade do mundo, se Obama continuar insistindo em suas políticas, muitas instituições de ajuda aos pobres, doentes, crianças e idosos nos Estados Unidos podem fechar.

O monsenhor Charles Pope mostra quão importante a Igreja Católica é não só para os Estados Unidos, como para o mundo.Há mais de 92 mil escolas infantis católicas no mundo com  31 milhões de estudantes, há mais de 43 mil escolas secundárias católicas no mundo com 17 milhões de estudantes, há mais 117 mil instituições de saúde (hospitais, clínicas, orfanatos), além de 18 mil farmácias que representam 26% das instituições de saúde e cuidados do mundo. E não falamos das universidades e dos apoios espirituais de inúmeros padres, bispos, freiras, etc.

No site do monsenhor, ele mostra um vídeo sobre tudo o que realiza apenas a arquediocese de St. Louis nos Estados Unidos.

Como pede a USCCB, rezemos pela Igreja, o que, teologicamente, é o mesmo que rezar por nós.


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

10 Respostas para Argumentos pelo Casamento Gay - Brandon Vogt

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Brandon Vogt avaliou 10 argumentos em defesa do casamento gay e mostrou como eles são frágeis, apenas usando a razão, não precisou se referir à Bíblia para negar o casamento gay. Vou traduzir aqui as respostas de Vogt aos 10 argumentos.

Em vermelho vão os argumentos em favor do casamento gay, em azul as respostas de Vogt.

(Lembro que as traduções que faço no Blog são feitas ajustando a tradução automática do Google, que fornece uma tradução muito ruim. Mas  eu não tenho tempo para traduzir em detalhe textos tão longos. Acho que o que faço é melhor que exigir que meus leitores leiam em inglês, quero levar os textos a mais pessoas)


Refutações aos argumentos para o casamento homossexual
por Bradon Vogt

Antes de começar, vamos notar algumas coisas. Primeiro, este artigo diz respeito ao casamento civil - casamento como definidos e promovidos pelo Estado. Ele não lida com a compreensão sacramental da Igreja, embora os dois muitas vezes se sobrepõem. Em segundo lugar, as respostas aos argumentos são enfaticamente não-religiosas. Eles não dependem de qualquer texto sagrado ou revelação divina. Elas são baseadas na razão, filosofia, biologia e história. Terceiro, este artigo apenas refuta argumentos em favor do casamento homossexual. Ele não toca os muitos argumentos positivos de apoio ao casamento tradicional.

Só mais uma nota: Isto não é um ataque às pessoas com atrações pelo mesmo sexo. Todas as pessoas, independentemente da orientação sexual, merecem ser tratadas com dignidade e respeito. Em vez disso, este artigo é um olhar racional, se o casamento civil, uma instituição que toca a todos os povos e culturas, deve ser redefinido.

1.O casamento tem evoluído ao longo da história, então ele pode mudar de novo.

Diferentes culturas têm tratado o casamento de forma diferente. Alguns promoveram casamentos arranjados. Outros amarram casamento com dotes. Outros ainda viam o casamento como uma relação política através da qual poderia forjar alianças familiares.


Mas todas estas variações ainda abraçaram a essência fundamental, imutável de casamento. Eles ainda viram, em geral, como uma parceria, ao longo da vida pública entre um homem e uma mulher para gerar e criar filhos.

Este entendimento antecede qualquer governo ou religião. É um pré-político, instituição religiosa pré-evidente, mesmo em culturas que não tinham nenhuma lei ou fé para promovê-lo.

No entanto, mesmo admitindo que a essência do casamento pode mudar, isso significaria que deveria? Sabemos de outras áreas da vida, tais como a pesquisa médica e física nuclear que, só porque você pode fazer algo, não significa que você deve. Afinal, tal ação  pode não ser ética ou servir o bem comum. Mesmo que este argumento tivesse base histórica, não seria necessariamente uma boa razão para alterar o significado do casamento.


2. Casamento do mesmo sexo é relativo principalmente à igualdade. 

Este argumento é emocionalmente poderoso, uma vez que todos têm profundos anseios inatos de justiça e igualdade. Além disso, a história tem nos dado muitas falhas nesta área, incluindo mulheres proibidas de votar e afro-americanos que tiveram negada a igualdade de direitos civis. A questão, claro, é se casais do mesmo sexo são negados igualdade por não poder casar entre si. 

Para responder a isso, devemos primeiro compreender a igualdade. Igualdade não é de equivalência. Isso não significa que o tratamento de cada pessoa ou cada grupo, seja exatamente da mesma maneira. Para usar uma analogia, homens e mulheres têm direitos iguais, mas porque eles diferem significativamente eles exigem banheiros separados. Igualdade significa tratar igualmente coisas semelhantes, mas não as coisas que são fundamentalmente diferentes. 

Segundo, há realmente duas questões aqui: a igualdade de pessoas diferentes e igualdade de relacionamentos diferentes. As leis de casamento atuais já tratam todas as pessoas igualmente. Qualquer homem solteiro e mulher solteira pode se casar com outra, independentemente da sua orientação sexual, a lei é neutra em relação à orientação, assim como ignora raça e religião. 

A verdadeira questão é saber se pessoas do mesmo sexo diferem significativamente dos relacionamentos com o sexo oposto, e a resposta é sim. A maior diferença é que os casais do mesmo sexo não podem gerar filhos, nem garantem o direito básico de uma criança de ser criada por sua mãe e seu pai. Estes fatos por si só significa que estamos falando de dois tipos muito diferentes de relacionamentos. É errado, portanto, assumir que o Estado deve, necessariamente, tratá-los como se fossem a mesma coisa. 

Os defensores do casamento homossexual podem argumentar que é discriminatório favorecer os casais heterossexuais sobre casais homossexuais. Com todos os benefícios decorrentes do casamento, este injustamente aprova um conjunto de relações em detrimento de outras. Mas se o Estado apoiasse o casamento homossexual estaria então favorecendo homossexuais "cônjuges" em detrimento dos   casais heterossexuais solteiros. O argumento é para os dois lados e é finalmente auto-destrutivo.


3. Todo mundo tem o direito de casar com quem ele ou ela ama. 

Embora cativantes, poucas pessoas realmente acreditam neste slogan. A maioria de nós reconhecem que deve haver pelo menos algumas limitações sobre o casamento por razões sociais ou de saúde. Por exemplo, um homem não pode se casar com uma criança ou um parente próximo. E se um homem está realmente apaixonado por duas mulheres diferentes, ele não legalmente autorizados a casar com as duas, mesmo que ambos concordam com esse arranjo. 

Portanto, a verdadeira questão aqui não é se o casamento deve ser limitado, mas como. Para responder a isso, temos de determinar por que o governo se incomoda com o casamento. Não é para validar duas pessoas que se amam, agradável como que é. É porque o casamento entre um homem e uma mulher é provável que resulte em uma família com crianças. Desde que o governo está profundamente interessado na propagação e estabilização da sociedade, ele promove e regula este tipo específico de relacionamento acima de todos os outros. 

Para colocá-lo simplesmente, aos olhos do estado, o casamento não é sobre os adultos, é sobre crianças. A reivindicação de um "direito de casar com quem eu amo" ignora a verdadeira ênfase do casamento. 

Note-se que ninguém está a dizer alguém a quem ele ou ela pode ou não amar. Toda pessoa, independente da orientação, é livre para entrar em relacionamentos românticos particulares com quem ele ou ela escolhe. Mas não há direito geral de ter qualquer relação reconhecida como casamento pelo governo. 

4. Casamento do mesmo sexo não irá afetar você, então por que se importa? 

Desde que o casamento é uma relação entre dois indivíduos, que efeito teria sobre o resto de nós? À primeira vista, parece uma boa pergunta, mas um olhar mais profundo revela que, desde que o casamento é uma instituição pública, redefinindo isso afetaria toda a sociedade. 

Primeiro, ela enfraqueceria o casamento. Após o casamento homossexual ser legislado na Espanha, em 2005, as taxas de casamento despencaram. O mesmo aconteceu na Holanda. Redefinindo o casamento obscurece seu significado e propósito, assim, desencorajam as pessoas de tomar a sério. 

Segundo, isso afetaria educação e parentalidade. Após o casamento homossexual ter sido legalizado no Canadá, o Conselho Escolar Toronto implementou um currículo de promoção da homossexualidade e denunciando "heterossexismo". Eles também produziram cartazes com o título "O amor não conhece gênero", que mostrava ambos os relacionamentos homossexuais e polígamo como equivalentes ao casamento. Apesar das objeções dos pais, o conselho decretou que eles não tinham direito de remover os seus filhos de tal instrução. Este e muitos casos semelhantes confirmam que quando o casamento é redefinido, a nova definição é forçada sobre as crianças, independentemente de querem.Terceiro, redefinindo o casamento iria ameaçar a liberdade moral e religiosa. Isto já é evidente nos Estados Unidos. Em Massachusetts e Washington, DC, por exemplo, instituições de caridade católicas não podem mais fornecer serviços de adopção de caridade com base em novas definições de casamento. Por outro lado, o canadense Frederick Henry Bishop foi investigado pela Comissão de Direitos Humanos de Alberta por simplesmente explicar a doutrina da Igreja Católica sobre a homossexualidade em uma coluna de jornal. Exemplos como esse mostram como redifinindo o casamento ameaça a liberdade religiosa. 

5. Casamento gay não vai levar a outras redefinições. 

Quando o casamento gira em torno de procriação, faz sentido limitar a um homem e uma mulher. Essa é a única relação capaz de produzir filhos. Mas se redefinir o casamento como simplesmente uma união amorosa e romântica entre adultos comprometidos, o que de princípio razão teríamos para rejeitar o polígamo ou poliamoroso - isto é, de múltipla pessoa - relacionamentos como casamentos? 

Thomas Peters, diretor cultural da Organização Nacional para o Casamento, não vê nenhuma. "Uma vez que você corta a instituição do casamento de suas raízes biológicas, há pouca razão para cessar de redefini-lo para atender as demandas de vários grupos de interesse", disse Peters. 

Isto não é apenas alarmismo ou uma hipótese. Estes efeitos secundários já foram observados em países que legalizaram o casamento homossexual. Por exemplo, no Brasil e na Holanda, união de três foi recentemente concedida todos os direitos do casamento. Após o casamento foi redefinido no Canadá, um homem polígamo lançou uma ação legal para ter suas relações reconhecidas por lei. Mesmo nos Estados Unidos, a Assembléia Legislativa da Califórnia aprovou um projeto de lei para legalizar a famílias de três ou mais. 

A procriação é o principal motivo do casamento civil ser limitado a duas pessoas. Quando o amor sexual substitui os filhos como o principal objetivo do casamento, não faz sentido limitar a apenas duas pessoas. 

6. Se casais do mesmo sexo não podem se casar porque não podem se reproduzir, por que os casais inférteis se casam? 

Este argumento diz respeito a duas situações relativamente raras: jovens casais inférteis e casais idosos. Se o casamento é sobre as crianças, por que o Estado deve permitir que o primeiro grupo se case? A razão é que, enquanto nós sabemos que os casais do mesmo sexo são inférteis, geralmente não se sabe isso em casais de sexo oposto. 

Alguns sugerem que deve-se forçar os casais a testes de fertilidade. Mas isso seria ultrajante. Além de ser proibitivamente caros, também seria uma invasão notória de privacidade, tudo para detectar uma minoria muito pequena de casais. 

Outro problema é que a infertilidade é por vezes erradamente diagnosticada. Casais férteis podem ter injustamente negado casamento sob tal cenário. Isso nunca é o caso de casais do mesmo sexo, que não podem produzir filhos juntos. 

Mas por que o governo deve permitir que casais de idosos se casem? É verdade que os casais mais idosos não podem se reproduzir (embora as mulheres de até 70 anos já reproduziram). No entanto, estes casamentos são tão raros que simplesmente não vale a pena o esforço para restringi-los. Além disso, os casamentos idosos ainda apresentam a combinação certa de homem e mulher que precisava para fazer filhos. Assim, eles fornecem um modelo saudável para o resto da sociedade, e ainda são capazes de oferecer às crianças uma casa com um pai e uma mãe. 

7. As crianças não serão afetadas, pois não há diferença entre pais do mesmo sexo e do sexo oposto pais. 

Este argumento foi de de forma mais famosa dito em 2005, quando a Associação Americana de Psicologia (APA) escreveu que "não há um único estudo que tenha encontrado que filhos de mães lésbicas ou gays estejam em desvantagem em algum aspecto significativo em relação aos filhos de pais heterossexuais." 

No entanto, vários estudos recentes têm posto que tal alegação no desprezo. Em junho, a professora  Loren Marks publicou um artigo peer-reviewed em Pesquisa em Ciências Sociais. Ela analisou os 59 estudos que a APA invocou para a sua informação. Marks descobriu que nenhum dos estudos considerados pela APA utilizou um amostra representativa de mães lésbicas ou gays e seus filhos. Vários utilizaram amostras extremamente pequenas  de "conveniência", recrutaram participantes através de anúncios ou de boca em boca, e muitos não conseguiram nem mesmo incluir um grupo controle. Além disso, os estudos não acompanharam as crianças ao longo do tempo e foram em grande parte baseados em entrevistas com os pais sobre a educação dos seus próprios filhos - uma garantia virtual de resultados tendenciosos. 

Um mês depois, o sociólogo Mark Regnerus do Texas divulgou um estudo abrangente intitulado "Como são diferentes os Filhos adultos de pais que têm relações do mesmo sexo?" Sua pesquisa utilizou uma amostra grande, aleatória e nacional e o seu âmbito foi sem precedentes entre os trabalhos anteriores neste campo. Ao contrário da APA, Regnerus descobriu que, para a maioria dos resultados, crianças criadas por pais do mesmo sexo relacionamentos drasticamente desempenho inferior crianças criadas em um lar com casados, pais biológicos. 

Ele rapidamente observou que seu estudo não provaria necessariamente que casais do mesmo sexo são péssimos pais, mas acabou definitivamente com o argumento de que "não há diferenças" entre combinações parentais. 

8. A oposição ao casamento do mesmo sexo é baseado na homofobia, fanatismo e no ódio religioso. 

Essas acusações não são tanto um argumento para o casamento homossexual como ataques pessoais projetados para desligar um verdadeiro diálogo. Vamos olhar cada um. 

Intolerância, em primeiro lugar. Uma rápida visita ao Facebook, Twitter ou qualquer outra caixa de comentários on-line confirma que, para muitas pessoas, o apoio para o casamento tradicional é o mesmo que fanatismo. Isto é off-line, também. Em novembro, o cardeal escocês Keith O'Brien estava foi considerado "Fanático do Ano" por um grupo de direitos gays simplesmente por oposição casamento do mesmo sexo em público. 

Então, a acusação é correta? Bem, a definição de fanatismo é "não disposto a tolerar opiniões diferentes da sua." No entanto, tolerar opiniões não requer consagrando-las através de lei. Pode-se tolerar defensores do casamento homossexual, e seriamente aceitar a idéia, enquanto ainda rejeitá-la por razões imperiosas. 

Homofobia. Isto refere-se a um medo da homossexualidade, e a suposição é que as pessoas que se opõem casamento homossexual fazem isso porque eles estão com medo irracional. Mas, como mostra este artigo, há muitas boas razões para se opor a casamento do mesmo sexo que nada têm a ver com o medo. Rotular alguém de "homofóbico" é normalmente usado para acabar com uma discussão racional. 

Ódio religioso. Algumas pessoas não concordam com o casamento homossexual, apenas por razões religiosas. Mas, de novo, como este artigo demonstra, pode-se discordar por outros motivos, sem apelar para a revelação, a Bíblia divina ou de qualquer autoridade religiosa. Você não precisa de ensinamentos religiosos para compreender, analisar e discutir o propósito do casamento ou de seus efeitos sobre o bem comum. 

Se essas acusações eram todas verdadeiras, isso significaria que a esmagadora maioria das pessoas ao longo do tempo - que na maioria apoia o casamento tradicional - também seria homofóbicos, fanáticos intolerantes. Isso inclui os pensadores mais profundos em muitas tradições diferentes: Sócrates, Platão, Aristóteles, Musônio Rufus, Xenófanes, Plutarco, São Tomás de Aquino, Immanuel Kant e Mahatma Gandhi. A maioria das pessoas iria rejeitar tal absurdo. 

9. A luta pelo casamento do mesmo sexo é como o movimento dos direitos civis dos anos 1960. 

A sugestão aqui é que o sexo é semelhante à raça, e, portanto, negar o casamento por qualquer razão é errado. O problema, porém, é que o casamento inter-racial e casamento homossexual são significativamente diferentes. 

Por exemplo, nada impede que casais inter-raciais de cumprirem a essência básica do casamento - uma relação, ao longo da vida pública, ordenados à procriação. Devido a isso, as leis anti-miscigenação dos anos 1960 foram erradas ao discriminar casais inter-raciais. No entanto, casais do mesmo sexo não são biologicamente ordenados à procriação e, portanto, não podem cumprir os requisitos básicos de casamento. 

É importante notar que Afro-americanos, que têm as lembranças mais pungentes de discriminação civil, em geral, discordam que a prevenção casamento interracial é como proibir o casamento homossexual. Por exemplo, quando os californianos votaram na Proposição 8, uma emenda estadual que define o casamento como sendo entre um homem e uma mulher, 70 por cento dos Afro-americanos votaram a favor.

 

De acordo com Peters, "Comparando casamento do mesmo sexo ao casamento interracial é intrigante e ofensivo para a maioria dos Afro-americanos, que estão chocados com tal comparação." 

10. Casamento do mesmo sexo é inevitável, por isso, devemos ficar do lado certo da história. 

Em 06 de novembro, os eleitores de três estados americanos - Maine, Maryland e Washington - votaram contra o casamento como tem sido tradicionalmente entendido. Em Minnesota, os eleitores rejeitaram uma medida para alterar a constituição do estado para definir o casamento como sendo entre um homem e uma mulher. Muitos defensores do casamento homossexual consideraram este um sinal de que as marés estão virando. Mas isso é verdade? E se assim for, que impacto tem a mudança para o caso de casamento do mesmo sexo? 

Primeiro, se a maré está virando de fato, ainda é pouco mais do que uma ondulação. Os estados que votaram em novembro, para redefinir o casamento fez com margens magras, nenhum conquistando mais de 53 por cento dos votos. As vitórias foram minúsculas apesar das vantagens recordes de financiamento, com governadores em campanha pelo casamento gay e um forte apoio entre os meios de comunicação. Antes dessas quatro aberrações, 32 estados votaram sobre a definição de casamento. Cada vez que eles votaram afirmaram o casamento como a união entre um homem e uma mulher. Dos seis Estados que reconheceram o casamento homossexual antes da eleição de novembro, nenhum chegou lá através de uma votação pelo povo. Cada redefinição foi imposta pelos deputados estaduais e os tribunais. No geral, os americanos permanecem fortemente a favor do casamento tradicional. A maioria das pesquisas mostram que cerca de dois terços do país querem manter o casamento como ele é. 

No entanto, mesmo que as marés recentemente mudem de posição, isto não faz argumentos em seu favor mais persuasivos. Nós não olhamos para outras questões morais e dizemos: "Bem, as pessoas estão indo eventualmente aceitá-las, então podemos muito bem entrar na fila." Nós também não devemos fazer isso para o casamento gay. 


sábado, 5 de janeiro de 2013

Células de Criança Abortada Vivem na Mãe

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A revista Scientific American escreveu sobre um artigo científico que mostra que as células de fetos (abortados ou não) vivem na mãe por décadas. Eles ficam até no cérebro da mãe. E estas células das crianças que estavam no útero ainda ajudam na reparação de tecidos e no sistema imunológico das mães, podendo até evitar o câncer.

O simobolismo disso é fantástico: a criança de vive na mãe e ajuda a mãe a viver, mesmo que mãe a tenha abortado, outra pessoa vive dentro dela. 

Para ler o artigo científico clique aqui. Vou traduzir o que diz a revista,  em azul.

A relação entre a mãe e a criança é profundo, e nova pesquisa sugere que a conexão física é ainda mais profunda que se pensava. A relação psicológica e física entre mãe e filho começa durante a gestação quando a mãe está fornecendo sustento e calor ao feto, enquanto o coração dar ritmo ao feto)

É notável que é tão comum para as células de um indivíduo se integrar aos tecidos de outra pessoa distinta. Estamos acostumados a pensar em nós mesmos como indivíduos autônomos singulares, e essas células estrangeiras parecem desmentir essa noção, e sugerem que a maioria das pessoas carregam restos de outros indivíduos. Tão notável como isto pode ser, a partir de resultados impressionantes, um novo estudo mostra que as células de outros indivíduos são também encontradas no cérebro. Neste estudo, as células do sexo masculino foram encontradas nos cérebros de mulheres e viviam ali, em alguns casos, há várias décadas. Qual o impacto que podem ter tido é agora apenas um palpite, mas este estudo revelou que estas células foram menos comuns nos cérebros de mulheres que tiveram a doença de Alzheimer, sugerindo que podem estar relacionadas com a saúde do cérebro.

Todos nós consideramos nossos corpos como únicos, por isso a noção de que podemos abrigar células de outras pessoas em nossos corpos parece estranho. Ainda mais estranho é o pensamento de que, embora certamente consideramos nossas ações e decisões como originários da atividade de nossos próprios cérebros individuais, células de outros indivíduos estão vivendo e funcionando em uma estrutura complexa. No entanto, a mistura de células de indivíduos geneticamente distintos não é de todo incomum. Esta condição é chamada de quimerismo, cujo nome rementa lenda grega do fogo-respirando Quimera, uma criatura que era parte leão, parte serpente e parte cabra. Quimeras naturais são muito menos ameaçadoras, porém, e incluem criaturas como o bolor de lodo e corais.


Microquimerismo é a presença persistente de algumas células distintas em um organismo. Isto foi observado pela primeira vez em seres humanos muitos anos atrás, quando as células que contêm o cromossomo macho "Y" foram encontrados em circulação no sangue de mulheres após a gravidez. Uma vez que estas células são geneticamente do sexo masculino, que não poderia ter sido próprio das mulheres, mas muito provavelmente veio de seus bebês durante a gestação.
Neste estudo, os cientistas observaram que as células não são apenas micro encontrada em circulação no sangue, eles também são incorporados no cérebro. Eles examinaram os cérebros de mulheres mortas e viram a presença de células contendo o cromossomo "Y". Eles encontraram tais células em mais de 60 por cento dos cérebros e em várias regiões do cérebro.

Além de troca entre a mãe e para o feto, pode haver troca de células entre gémeos no útero, e também existe a possibilidade de que as células de um irmão mais velho residente na mãe pode encontrar o seu caminho de volta através da placenta para um irmão menor durante o gestação último. As mulheres podem ter células microquimeras tanto de sua mãe, bem como de suas próprias gravidezes, e há ainda evidências para a concorrência entre as células da avó e do bebê dentro da mãe.

O que é que as células fetais microchimeric fazer no corpo da mãe não é clara, embora existam algumas possibilidades interessantes. Por exemplo, as células fetais microchimeric são semelhantes às células estaminais na medida em que são capazes de se tornar uma variedade de tecidos diferentes e pode ajudar na reparação de tecidos. 

O que é que as células fetais microquimeras fazem no corpo da mãe não é clara, embora existam algumas possibilidades interessantes. Por exemplo, as células fetais microquimeras são semelhantes às células estaminais na medida em que são capazes de se tornar uma variedade de tecidos diferentes e podem ajudar na reparação de tecidos.  

Estas células microquimeras também podem influenciar o sistema imunológicoo. Uma célula fetal microquimera de uma gravidez é reconhecida pelo sistema imunológico da mãe, em parte, como pertencendo à matriz, uma vez que o feto é geneticamente idêntico à 50% da mãe, mas em parte exterior, devido à contribuição genética do pai. Há possibilidade de que pelo seus formatos estas células evitem a formação de tumores cancerígenos.

Este é um novo campo emergente de pesquisa com um grande potencial para novas descobertas, bem como para aplicações práticas. Mas também é um lembrete de nossa interconexão. 

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Sensacional. Campo vasto de pesquisa científica médica que tem vários aspectos filosóficos e teológicos. Sem falar no efeito da descoberta científica nas mães que abortaram.

Rezemos por elas, que elas encontrem o perdão de Deus e evitem outros abortos delas e de outras pessoas.


(Agradeço a indicação da pesquisa ao site PewSitter)