quinta-feira, 30 de setembro de 2021

É Melhor que Papas sejam Líderes Políticos com Territórios Consideráveis?

John Zmirak traz um bom debate sobre se foi bom ou ruim os papas perderem os Estados Papais em 1870 para a Itália. A Igreja hoje em dia, graças ao Tratado de Latrão de 1929, possui um pequeníssimo território (Vaticano), mas os papas já foram donos de  vasto território na Itália, por mais de mil anos (de 756 a 1870), como mostra o mapa acima de 1796.

A ideia básica que é comumente ouvida é que o fim dos Estados Papais foi bom, pois assim os papas se dedicaram exclusivamente para questões espirituais.

Zmirak confirma esse lado benéfico, mas adiciona que também teve um lado muito ruim que apareceu muito claramente no século XX, os papas a se comportarem como se fossem professores acadêmicos de Harvard, distantes da realidade da vida, traçando políticas utópicas, muitas vezes antireligiosas e até anti-católicas. 

Começamos a ver muitos papas defendendo poder global, sendo contra a pena de morte, sendo contra guerras em geral, sendo a favor de doação maciça de dinheiro a ditadores no mundo. Se eles fossem donos de territórios consideráveis, com cidadãos pagando impostos e exigindo serviços e proteção, não teriam tantas ideias estúpidas.

Hoje em dia, nós temos um papa que pensa e fala sempre politicamente, a política é a alma dele, e não questões doutrinárias, assunto  ele sempre demonstra pouquíssimo conhecimento e apreço ao ponto de promover claras heresias.

Imagino um estado sendo comandado por Francisco. O site The American Catholic diz que ele não seria capaz de comandar uma barraquinha que vende sucos. Hehehe. Em todo caso, de incompetência explícita no poder, o mundo não está carente.

No meu livro Ética Católica para Economia, eu mostrei como os papas se perderam no século XX no momento que passaram a defender instituições internacionais como a Liga das Nações e a ONU, depois daí, foi ladeira abaixo em matéria de sugestão gerenciamento político das pessoas e dos países. Sem falar que, como mostro no meu outro livro sobre Teoria da Guerra Justa, os papas se perderam no momento em que passaram a ser contra guerras de forma indiscriminada, coisa esdrúxula e estranha para o ponto de vista de qualquer doutor da Igreja, como Santo Agostinho e São Tomás de Aquino.

Zmirak toca em alguns pontos que eu analisei nos meus livros, sendo que meus livros são bem mais completo sobre esse assunto, hehehe. Comprem os livros e comprovem.

Abaixo, tradução da parte final do texto de Zmirak:

Como o Vaticano se transformou em uma ONG Woke

Este movimento começou com o Papa Paulo pontificando no Popolorum Progressio que a solução certa para a pobreza global era ... ajuda externa maciça, de contribuintes ocidentais a governos do terceiro mundo. (Isso acabou sendo um desastre, como os leigos conservadores previram rapidamente, fazendo pouco além de inundar as contas bancárias suíças de ditadores africanos com chapéus de pele de leopardo.)

Em seguida, veio a especulação infundada de João Paulo II de que a pena de morte não era mais necessária, graças aos nossos avanços na criminologia. Em suas reflexões em evolução sobre uma doutrina estabelecida desde o Pacto de Noé, João Paulo simplesmente deixou de fora a razão principal para a pena de morte. Ele abandonou qualquer menção de impor justiça aos piores malfeitores. (Como os criminosos de guerra de Nuremberg, a quem Pio XII havia instado a serem enforcados rapidamente.) Em vez disso, João Paulo manteve apenas o argumento utilitarista sobre a autodefesa social. Assim, o argumento central da justiça saiu da maioria dos debates cristãos sobre o assunto, no buraco da memória. Ficamos parecendo hedonistas utilitários.

Pior ainda foi a afirmação confusa do Papa Bento XVI de que nosso planeta precisa de um governo planetário - a fim de conter os abusos financeiros e pôr fim às guerras. Ninguém dentro do Vaticano aparentemente pensou em lembrar ao papa que a competição entre governos em todo o mundo ajuda a frear a tirania. Nem que o regime global mais provável que surgisse seria uma ditadura da qual não haveria exílio, não haveria escapatória. Exceto no espaço sideral. (“Ajude-me, Obi-Wan, você é minha única esperança!”)

O utopismo clerical imprudente explodiu como uma piñata em câmera lenta com a eleição do Papa Francisco, cujo alinhamento ideológico com as elites globalistas e a esquerda radical que examinarei na próxima vez, em contraste com a sábia liderança cristã do líder húngaro Viktor Orban.


terça-feira, 28 de setembro de 2021

Paul Joseph Watson: "Francisco Faz Trabalho do Demônio"


Depois que Francisco disse que uma rede de televisão conservadora católica fazia o "trabalho do demônio", Paul Joseph Watson resolveu provar que quem faz o trabalho do demônio é Francisco.

Bom, é muito fácil contrastar Francisco com o catolicismo e ver que são duas coisas diferentes.

Watson responde à pergunta: O Papa é Católico? Ele responde: Não.

Watson relatou:
  •  a posição de apoio de Francisco frente ao casamento gay;
  •  a promoção de Francisco à imigração em massa na Europa de culturas contrárias ao cristianismo;
  •  a posição de Francisco de apoio ao passaporte sanitário até para entrar nas igrejas católicas;
  •  a posição de rebaixamento de Francisco frente ao Islã; 
  •  o desprezo que Francisco apresenta frente a mortes de cristãos por terroristas islâmicos; 
  •  o desprezo que Francisco apresenta frente a destruição de igrejas católicas e imagens santas na Europa; 
  •  a exaltação que Francisco faz à "mãe natureza"; e 
  •  o apoio que Francisco dá a ideia de "governança global".


30 países no Mundo Aprovam Casamento Gay. 29 São Ocidentais.

É o ocidente destruindo a sua força: a família, desprezando o seu Deus, desprezando seu livro sagrado, desprezando a ciência que identifica claramente as diferenças entre homens e mulheres e desprezando a formação de seus filhos. 

O resultado também não deixa de ser uma amostra do enorme fracasso das igrejas cristãs em reagir a isso, hoje em dia não há uma simples denominação cristã de tamanho considerável que se levante contra essa aberração da caridade, no máximo temos alguns padres, bispos e pastores que se levantam contra, no resto, a partir da mais alta hierarquia, o que temos é o silêncio cúmplice ou algo como "quem sou eu para julgar os gays".

Já se conta 30 países que aprovaram o casamento gay, de uma forma ou de outra, por vezes sem observar se seu povo aceita (como no Brasil) e por vezes com a aprovação popular, como foi o último caso, na Suíça, em que 64% da população aprovou o casamento gay, com apoio de "associações católicas". Em todos os casos, no entanto, nenhum povo se levantou contra essa aberração da caridade.

Tudo começou com a aprovação de uniões civis entre gays. Coisa que Francisco aprova. Claro que ele sabe onde essa união civil vai parar.

Vejamos os 30 países. segundo lista do RTE  News:

  1. Dinamarca, que aprovou a união civil em 1989 e casamento gay em 2012;
  2. Holanda
  3. Bélgica;
  4. Grã-Bretanha;
  5. Finlândia;
  6. França;
  7. Alemanha;
  8. Islândia; 
  9. Irlanda;
  10. Luxemburgo;
  11. Malta; 
  12. Noruega;
  13. Portugal; 
  14. Espanha;
  15. Suécia;
  16. Áustria
  17. Estônia;
  18. Canadá;
  19. Estados Unidos;
  20. Argentina
  21. Brasil
  22. Colômbia
  23. Equador
  24. Uruguai
  25. Costa Rica
  26. Austrália
  27. Nova Zelândia
  28. África do Sul;
  29. Taiwan (único não ocidental)
  30. Suíça
Há ainda muitos outros que aprovam a união civil gay, como Croácia, Chipre, República Tcheca, Grécia, Itália, Chile. E temos ainda Israel, que aprova casamentos gays feitos no exterior.


segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Cardeal Sarah: "Nunca ataquei Francisco". Mas Atacou Sim e Muito, sobre Várias Questões.

Interessante e corretas respostas do cardeal Sarah em uma entrevista publicada por um site católico suíço, em francês. Mas na entrevista, Sarah diz que não tem nenhuma palavra dele (escrita ou falada) contra Francisco, que nunca atacou Francisco. Eu digo que ele está errado ou quer se iludir ou quer iludir os outros, infelizmente. Ele sabe muito bem que muito do que ele diz é diretamente contrário ao que Francisco diz e faz, seja sobre liturgia, sobre gays, sobre Vaticano II, sobre latim, sobre tradição da fé e até sobre modo de dirigir a Igreja. 

A gente precisa de mais, precisamos que clero e leigos sejam luz do mundo a todos, especialmente contra ofensas a fé feitas por qualquer um, inclusive pelo papa. Precisamos de clero e leigos que não tenham vergonha de ser "tradicionalistas" ou "conservadores", que diga aos ventos "Viva Cristo Rei!"

Aqui vai a tradução feita pelo Google da entrevista de Sarah, comprovem o que digo, que ele atacou sim muito do que Francisco diz e faz.

Cardeal Sarah, nem tradicionalista, nem progressista, intransigente

“Não sou tradicionalista nem progressista. Eu ensino o que os missionários me ensinaram. Quero ser fiel, só isso. ” O cardeal Robert Sarah não gosta de rótulos. Mas admite ser intransigente "porque Deus exige, porque o amor exige".   

O ex-prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos estava visitando a abadia de St-Maurice para presidir a celebração dos mártires de Agaune. Em 21 de setembro de 2021, ele entregou com exclusividade a cath.ch sua análise da crise atual no mundo e na Igreja.

Algumas pessoas o chamam de intransigente. Você aceita este qualificador?
Deus exige, porque o amor exige. Se intransigente é entendido nesse sentido, sim, concordo. Amar de verdade é morrer pelos outros. É Cristo quem diz isso. A religião cristã é exigente. Não é fácil. Se quisermos entrar no mistério da morte e ressurreição de Cristo, não podemos viver nossa fé levianamente. Uma fé que recusa a cruz não é cristã. Quando Pedro diz a Jesus: “Não, a cruz não é para ti”, Jesus responde “atrás de Satanás”. Outra passagem diz: "Se sua mão direita o ofende, corte-a." Se o teu olho te leva ao pecado, arranca-o ”. É intransigente.

Você deixou a Congregação para o culto divino no início de 2021. Como você vive sua missão hoje?
Hoje, muitos cristãos buscam apoio nesta confusão, para crescer na fé, para apoiar suas convicções. Minha tarefa é confirmá-los na fé, tanto quanto possível, para que o que eles sempre acreditaram não mude. O evangelho ainda é válido como foi para os apóstolos, os pais da Igreja e os santos ao longo da história. Como cantamos todos os sábados santos: "Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre."

Em um livro publicado na semana passada na Itália, o Papa Emérito Bento XVI vê uma causa antropológica para a crise atual.
A crise é múltipla: da fé, do sacerdócio, da Igreja, mas sobretudo antropológica, agravada pela ideologia do gênero. O homem se acredita capaz de se moldar, de se criar. Ele não quer depender de Deus ou de ninguém, exceto de si mesmo. Eu compartilho totalmente a análise de Bento XVI. Essa crise é mais acentuada no Ocidente do que em outros lugares, devido ao envelhecimento da população, à evolução da taxa de natalidade e ao progresso tecnológico. Queremos melhorar, aumentar o homem, torná-lo imortal. Mas essas são ilusões. A perfeição pertence apenas a Deus.

Essas ilusões esbarram no enigma da morte.
Certo. Muitas pessoas têm tanto medo da morte hoje. Eles não pensam mais na alma, mas apenas para se protegerem fisicamente. Todas as providências de saúde diante da pandemia vão nessa direção, mas ninguém lida com a morte da alma, enquanto ela é essencial para a vida humana.

Como a tradição pode ajudar o homem neste sentido?
O homem é um herdeiro. Recebe vida, um nome, uma família, um país, uma língua, uma cultura, uma tradição. Mas ele nega, ele quer criar tudo. O que só aumenta a crise e a desorientação. Uma árvore sem raízes morre. Um rio tão vasto, porém majestoso, que seca e desaparece, se for cortado de sua nascente. O Ocidente se esqueceu disso.

A tradição é, no entanto, um processo dinâmico .
Quando você toca em uma herança, não é para enterrá-la, nem para esbanjá-la, mas para fazê-la dar fruto. A tradição não é algo fixo. Ele evolui, mas sem ser arrancado. Como um homem que nasce com pequenos membros que irão crescer e se desenvolver. Se todos agirem como pensam, independentemente de sua história e tradição, estamos caminhando para a anarquia.

O Papa Francisco nos convida a não ter medo da liberdade, nem da novidade .
Você tem que se abrir, mas permanecendo você mesmo. Se eu me abrir para alguém, não devo desaparecer. Devo manter o que sou. Cristão, continuo sendo um cristão. Abrir-se não é apenas buscar um consenso, mas querer fazer crescer o outro, caminhar juntos na busca da verdade.

Caminhar juntos é a definição da palavra sínodo.
Não. O que importa não é a caminhada, mas a busca pela verdade. A verdade não surge do consenso, ela nos precede. Se dialogamos, se nos encontramos, é porque buscamos juntos a verdade que o torna livre. Todo mundo vem com sua visão, suas ideias. Mas, para ser honesto, devo admitir que minha visão está incompleta e estar preparado para abraçar a visão do outro de forma mais plena e verdadeira.
Se olharmos para o que está acontecendo no caminho sinodal alemão, não sei aonde nos levará. Para uma reinvenção total da Igreja? Vamos aproveitar o que todos dizem para estabelecer um consenso. Mas a verdade da Igreja está à nossa frente. Não pode ser feito por nós.

No entanto, a Igreja está em movimento, evolui, muda com o passar dos anos ...
Não, a Igreja não muda. Ela nasceu do lado perfurado de Cristo na cruz. Somos nós que temos que mudar. Se a Igreja é santa, ela só pode mudar para se tornar ainda mais santa.

Isso não corre o risco de estagnação? O Concílio Vaticano II nos convida a discernir os sinais dos tempos.
O Vaticano II não diz que a Igreja deve mudar. Ela cresce em número e em santidade. Mas não muda o que é, ou seja, a extensão de Jesus Cristo, único e santo. É Jesus quem o constrói e não os homens. Nós somos seus membros.

Daí a importância, aos vossos olhos, do anúncio fiel da fé da Igreja através da liturgia.
O ditado diz lex orandi, lex credendi. Enquanto oramos, é assim que acreditamos. Qualquer que seja minha cultura, meu lugar de nascimento, meu continente, minha fé em Jesus Cristo não muda. A inculturação não é colocar um verniz africano ou asiático em um rito. Inculturação é permitir que Deus penetre em minha natureza humana e em minha cultura. É como a encarnação em que Jesus assume a nossa forma humana, ele não a deixa intacta, ele a deifica. Como diz Santo Irineu: "Deus se fez homem para que o homem se tornasse Deus". Caso contrário, estamos horizontalizando a religião cristã. Podemos falar sobre questões sociais, mas primeiro temos que levar o homem a Deus.

A celebração da Missa é um sacrifício, mas ao mesmo tempo também uma refeição fraterna.
O que comemos e bebemos é o Corpo e Sangue de Jesus que se sacrificou por nós. Portanto, a missa é um sacrifício salvífico e não uma refeição fraterna. É a comemoração da paixão, morte e ressurreição de Cristo. Não é principalmente uma refeição de convívio. Devemos insistir nisso.

É talvez aqui que se situe a divisão entre os tradicionalistas e a Missa resultante da reforma litúrgica promulgada por Paulo VI.
Veja como celebramos a missa hoje. Freqüentemente, estamos apenas conversando entre nós. O padre fala, fala, sem deixar silêncio. Na África temos muitas danças, aplausos, mas podemos dançar na frente de um morto? Jesus nos diz: “fazei isto em memória de mim”. Estamos reunidos, somos felizes, mas é isso. A liturgia não é para o homem, é para Deus. Se perdermos a centralidade, o primado de Deus, a Missa torna-se uma simples refeição fraterna.
Se não entrarmos no mistério, estaremos lutando entre nós e cada um quer impor sua visão. É a Deus que celebramos, que adoramos. É ele quem nos reúne para nos salvar.

A forma de acreditar está mudando.
Eu não sei o que você quer dizer. Quando Jesus diz "acredite em mim", ele o está dizendo aos judeus, aos gentios, aos gregos. Acreditar é confiar em Jesus, é confiar nele.

O respeito pela forma litúrgica é, portanto, central para a fé.
Estou maravilhado com outras religiões. Muçulmanos, budistas, todos rezam da mesma maneira. Não entendo por que nós, cristãos, lutamos por essas questões. A fé é um presente de Deus. Gastamos muita energia em conflitos litúrgicos desnecessários.

Os círculos tradicionalistas fizeram de você seu porta-estandarte .
Não, eu não sou um porta-voz. Afirmo o que a Igreja Católica sempre acreditou e afirmou. Eu afirmo a doutrina e o ensino moral da Igreja. Não sou tradicionalista nem progressista. Eu ensino o que os missionários me ensinaram e alguns morreram muito jovens para me dar Cristo. Não estou inventando nada, não estou criando nada. Quero ser fiel, só isso. Deus fala conosco como falou com Adão e os apóstolos.

Outros o vêem como um adversário do Papa Francisco.
É um rótulo que eles colam em mim. 
Mas ninguém consegue encontrar uma única palavra, uma única frase que eu teria dito ou escrito contra ele.

Na vossa luta pela liturgia, o celibato dos sacerdotes é uma questão essencial. Você vê uma ligação ontológica entre o sacerdócio e o celibato.
Cristo é o noivo da Igreja e o sacerdote como alter Christus ou ipse Christu s (outro Cristo ou o próprio Cristo) deve ser totalmente conformado a Cristo. Portanto, o celibato e o sacerdócio estão ontologicamente relacionados.

As Igrejas Católicas Orientais, entretanto, têm um clero casado.
As razões são políticas e históricas. Isso é tudo. Essas Igrejas também reconhecem a importância do celibato, já que um padre casado nunca será bispo. Todos os últimos papas, Paulo VI, João Paulo II, Bento XVI e até Francisco, todos insistiram no celibato. O Papa Francisco disse, usando as palavras de Paulo VI: "Prefiro morrer a mudar a lei do celibato". Fui acusado de tudo, de ter manipulado Bento XVI, mas o Papa Francisco agradeceu-me pessoalmente pelo meu livro. Eu não me importo com nada disso. Talvez não tenhamos a mesma forma de nos expressar. Mas cada um prestará contas disso a Deus.

Você dedicou um de seus livros ao silêncio necessário .
O silêncio é essencial para nós humanamente falando. Quando você quer descansar, você precisa de silêncio. Quando você quer ler ou escrever, o silêncio é essencial. Em nosso relacionamento com Deus, é o mesmo. Deus vive em silêncio. Em nossas sociedades barulhentas, Deus desapareceu. Ele tem um desinteresse total por Deus, porque somos devorados pelo barulho, pelo telefone, pela internet, pelas notícias. Nossas cerimônias também são tão barulhentas.

Em que direção?
Acrescentamos palavras, inventamos coisas novas, comentamos o tempo todo. Tomemos o início da Missa: “Preparemo-nos para a celebração da Eucaristia, reconhecendo que somos pecadores”. Não precisamos de explicações ou comentários, mas sim de silêncio para que possamos voltar para dentro de nós mesmos.
Eu venho de um país que tem 73% de muçulmanos. Quando um muçulmano se prepara para orar, ele faz sua ablução e fica sozinho em um canto em silêncio e, quando termina, entra na sala para orar. O que os padres fazem? Eles se preparam para a sacristia conversando e continuando a conversa durante a procissão de entrada. Queremos humanizar tanto a nossa liturgia que perdemos o seu sentido.

A manutenção do latim poderia ser útil neste sentido?
O Concílio Vaticano II o recomenda explicitamente. A língua da Igreja, da liturgia, é o latim. Quando nos encontramos entre africanos ou com pessoas de outros continentes, o latim nos une e nos permite celebrar juntos.

Isso não se aplica necessariamente a uma celebração em uma comunidade local.
É errado ter suprimido o latim. Todos os muçulmanos oram em árabe, mesmo que não seja seu idioma. Nós dividimos o que Cristo uniu. Se não há mais latim, por que falar da Igreja latina? O mesmo ocorre com a música com a manutenção do canto gregoriano.

O Conselho também afirma que a tradução para a língua do país pode ser útil.
Isso significa que é preciso traduzir a palavra de Deus para o vernáculo para que as pessoas possam entendê-la. Mas, novamente, ele não disse para remover o latim.

Os países de língua francesa apresentarão a nova tradução do missal para o início do Advento 2021.  
É bom que o missal em francês possa aparecer. A tradução melhorou muito, embora ainda haja coisas que poderiam ter sido melhores.

É justo que a responsabilidade pelas traduções tenha sido confiada às conferências episcopais de acordo com a vontade do Papa Francisco?
Um aluno que faz um exame se corrige? Ele ainda precisa de uma correção e de uma opinião externa. Caso contrário, todos correm o risco de traduzir como desejam. Disseram-me que "uma conferência episcopal conhece sua língua e sua cultura", é claro, mas nem todas as conferências episcopais têm os meios, em particular um conhecimento bastante profundo do latim. Mas não quero me expressar mais sobre este assunto.

Você não quer uma Igreja morna.
A Igreja deve falar uma linguagem clara e precisa que fale doutrina e moral. Muitos bispos se calam ou dizem coisas vagas por medo da mídia e de reações negativas. Devemos pedir a graça de Deus para aumentar nossa fé e crescer em seu amor. Não oramos o suficiente.

 

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Rezemos pelo cardeal Sarah, para que se fortaleça no Espírito Santo.



sábado, 25 de setembro de 2021

Claramente o Anticristo de Fulton Sheen Está entre Nós.


Isso deve ser uma das causas de que a beatificação de Fulton Sheen está atrasada. Excelente vídeo do Instituto Hesed, por meio do irmão Emanuel Maria.

O irmão Emanuel Maria descreve fielmente o anticristo de Fulton Sheen, mas aqui vai o original de Fulton Sheen, há legenda para português. Ele começa a falar do Anticristo a partir do minuto 4:30.




sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Exercito da Europa para Defender "Cristianismo Humanista" É Oximoro

 


Diante do fiasco histórico dos EUA no Afeganistão, lideres europeus reanimaram a ideia de um exército europeu não apenas para missões de paz, mas para "defender os interesses da Europa" no mundo.

O cientista político italiano Ernest Galli destruiu a ideia rapidamente em um artigo no Corriere de la Sera.

Ele disse basicamente:

1) União Europeia não existe politicamente, apenas economicamente;

2) Quem será o comandante supremo de 27 países que decidirá guerras?

3) Como 27 estados poderão chegar a uma decisão de vida ou morte como é uma guerra?

Ok. Até ai.

Daí, John Allen Jr. foi querer comentar e disse que a única via seria a criação de um "exército europeu para defender o cristianismo humanista".

Eu ri quando li isso. 

Cristianismo humanista é oximoro, tipo música silenciosa e belo horroroso. São contraditórios. E humanismo não faz guerra, se rebaixa.

E Allen Jr . ainda acha que Francisco seria muito importante para apoiar a ideia.

Deus do céu.  

Não é uma questão de apenas ser Francisco, alguém cuja opinião é sempre a corrente do mundo, nunca é "sal da Terra".

É que há mais de 100 anos a Igreja não tem qualquer relevância no debate político internacional.  A Igreja se absteve.  Tristemente desde o início do século XX. Não teve posição nem na Primeira, nem na Segunda Guerra.

E recentemente a Igreja não reage nem quando crucificam cristãos no Oriente Médio. 


A Eugenia (Seleção Racial) às Claras de Biden


Esse vídeo de Tucker Carlson mostra a crise nas fronteiras do Texas em que milhares de especialmente haitianos se aglomeram para entrar nos EUA. Enquanto, os deputados do partido de Biden dizem que o Texas deve permitir que todos entrem e condenam policiais de fronteira (que tentam fazer o trabalho pelo qual são pagos: evitar imigração ilegal) como agindo piores do que fizeram durante a escravidão.

Mas o mais importante é que Carlson mostra Biden (a partir de 1:30 minuto) declarando abertamente que deseja fazer imigração em massa "implacável" de imigrantes ilegais e assim alterar a distribuição racial dos EUA, para uma na qual brancos sejam minoria.

Biden, se elegeu prometendo abrir fronteiras e legalizar todos os imigrantes ilegais. Os imigrantes ilegais não deixaram nem Biden assumir o poder e já começaram a tentar entrar nos EUA, algumas vezes usando a camisa com os dizeres "Biden, deixe a gente entrar", como mostra a foto abaixo:


Sabe-se que já entraram mais de 500 mil de pessoas desde a chegada de Biden. 

A imigração em massa colocará ainda mais pressão nos serviços sociais dos EUA, na áreas de saúde e educação. Além de alterar completamente a votação eleitoral nos EUA.  Colocará muito mais gente dependente do Estado e assim mais gente que vota em candidatos de esquerda que prometem mais subsídios estatais.

Como Carlson pergunta: qual país deve permitir que isso aconteça? 

Respondo: só aquele que procura a própria destruição. 

Vejam, Biden e os seus estão fazendo isso no país mais rico do mundo e que possui o maior poder militar do mundo. As consequências disso tanto econômicas, como militares, como culturais são e serão mundiais.



quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Corrupção Financeira e Política nos Mercados


Professor Ricardo Felício me entrevistou recentemente sobre como a corrupção financeira e política afeta os mercados hoje em dia. Assistam.