quinta-feira, 10 de março de 2011

João Carlos Martins e Brincadeira de Criança


O futebol tirou parte dos movimentos das mãos do maestro João Carlos Martins, depois um assalto na Bulgária complicou suas condições físicas ainda mais, mas ele sempre permaneceu lutando pelo seu trabalho de forma incansável. Ontem, a escola de samba Vai Vai, que o homenageou, sagrou-se campeã do Carnaval paulista de 2011. Vi sua felicidade no Jornal Nacional.

A música e o trabalho venceram na vida do grande maestro João Carlos Martins.

Abaixo vai a minha homenagem a João Carlos Martins, na performance do grande Jonathan de apenas 3 anos.  



Que a gente se inspire na força de Martins.

Que as crianças brinquem como o Jonathan, celebrando a alegria, a vida e a música e não como essas outras crianças, que celebram a morte.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Obama e Bush - Quem é o Idiota?



O primeiro ato de Obama foi saudado efusivamente pelos esquerdistas do mundo inteiro. No dia 22 de janeiro de 2009, dois dias depois de tomar posse, Obama anunciou que fecharia a prisão de Guatanamo, que fica em Cuba (ver imagem acima), em um ano, além de suspender os julgamentos militares. O objetivo era julgar os presos dessa prisão nas cortes civis dos Estados Unidos, realizar a condenação dentro do país ou mandar os presos para seus países de origem ou para quem queira recebê-los.

Bush também queria fechar a prisão, mas não foi louco o suficiente para estabelecer prazo e defendia o julgamento militar e não civil.

Grande parte da população mundial odiava Bush porque mantinha aquela prisão. Há muito tempo, quando eu não tinha nenhuma informação sobre o assunto, vi um especialista da área atacando Bush por causa da prisão, mas sem dar nenhum argumento técnico. Desconfiei.

Questões óbvias existiam e administração Obama não as respondia:  Como um júri popular seria capaz de analisar fatos terroristas? A inteligência americana iria liberar segredos militares nos julgamentos? Se fosse condenado a um certo número de anos de detenção, depois ele ficaria solto dentro do território americano? Como ele se comportaria solto? Enviaria informações para grupos terroristas? E se a inteligência militar tivesse de esconder informação e o preso não fosse condenado, seria solto aonde? Como os terroristas usariam o julgamento? Poderiam nas suas defesas atacar os Estados Unidos, fazer campanha por uma jihad, etc? Quem pagaria os advogados? Se fosse preso, como seria a relação desse preso com os outros detentos?

O prazo de um ano se esgotou e Obama não fechou Guantanamo. E a grande parte dos países não queriam nem ver os presos, nem seus países de origem.

Em novembro de 2009, o advogado geral Eric Holder disse que Khalid Sheikh Mohammed, acusado de planejar os ataques de 11 de setembro, e mais quatro acusados seriam julgados em um corte em Nova Iorque. Os nova-iorquinos não gostaram da idéia, o prefeito da cidade também não e as famílias das vítimas de 11 de setembro muito menos. A  administração Obama está desistindo dessa imbecilidade.

Obama tentou um primeiro julgamento civil. Em novembro do ano passado, o júri condenou o ex-detento de Guantanamo Ahmed Ghailani com acusação de conspiração contra os Estados Unidos no bombardeamento de embaixadas americanas na África em 1998, mas o isentou de mais 280 acusações. A administração Obama sentiu a pressão, pois a inteligência não poderia liberar todas as informações e o júri só poderia julgar com base nos fatos.

Em dezembro do ano passado, o Congresso passou legislação que proíbe a transferência de presos de Guantanamo para julgamento ou prisão nos Estados Unidos.

Ontem, Obama reabriu a possibilidade de julgamentos militares.

Em resumo, Obama poderia dizer: cheguei achando, como todo mundo, que o Bush era um idiota, descobri depois de metade do mandato que o idiota era eu.

terça-feira, 8 de março de 2011

China Comunista: Cristianismo é o Sucesso do Ocidente



Um membro da Academia de Ciências Sociais da China que é dominada pelo partido comunista do país disse recentemente em uma pesquisa para o novo livro de Niall Fergusson (Civilization: The West and the Rest):

“One of the things we were asked to look into was what accounted for the success, in fact, the pre-eminence of the West all over the world. We studied everything we could from the historical, political, economic, and cultural perspective. At first, we thought it was because you had more powerful guns than we had. Then we thought it was because you had the best political system. Next we focused on your economic system.  But in the past twenty years, we have realised that the heart of your culture is your religion: Christianity. That is why the West is so powerful. The Christian moral foundation of social and cultural life was what made possible the emergence of capitalism and then the successful transition to democratic politics. We don’t have any doubt about this.” 

(Uma das coisas que foi nos perguntado foi o que explica o sucesso, de fato, a preeminência do Ocidente sobre o mundo. Nós estudamos tudo que podíamos de história, política, economia e perspectiva cultural. Primeiro, nós pensamos que era porque vocês tinham mais armas que nós. Então pensamos que era porque vocês tinham um sistema político melhor. Em seguida focamos no sistema econômico. Mas nos últimos vintes anos, nós chegamos a conclusão que a chave de sua cultura é sua religião: Cristianismo. Isto é porque o Ocidente é tão poderoso. A formação da moral cristã para a vida cultural e social foi o que tornou possível a emergência do capitalismo e para o sucesso da transição democrática. Nós não temos nenhuma dúvida disso.")

Espero, que neste particular, os próprios ocidentais concordem com os comunistas chineses.

O próprio Niall Fergusson, explicando seu livro em um texto para o The Telegraph, fala do perigo dos ocidentais esquecerem sua herança cultural

My conclusion is that we are already living through the twilight of Western predominance. But that is not just because most of the Rest have now downloaded all or nearly all of our killer apps. It is also because we ourselves have lost faith in our own civilisation.  

(Minha conclusão é que nós já estamos vivendo a decadência da predominância ocidental. Mas isto é assim não porque a grande parte que não é ocidente tem nos superado ou destruido nossas capacidades. Isto é assim porque nós perdemos a fé em nossa própria civilização)

Enquanto isso, li hoje dois artigos sobre o Egito que não devem aparecer em nenhum jornal do Brasil.

O primeiro fala que 4 mil muçulmanos atacaram e incendiaram uma igrejas cristã copta e casas de cristãos coptas na vila de Soul, 30 km de Cairo. O padre e o diácono estão desaparecidos. Alguns dizem que morreram no incêndio, outros que são prisioneiros de milícia muçulmana.

E o motivo dos ataques é bárbaro: houve um relacionamento entre uma mulher muçulmana e um cristão copta. O pai da mulher foi morto por um primo porque o pai não tinha matado a filha por este relacionamento. O irmão da mulher, então, vingou a morte do pai, matando o primo. A população muçulmana achou que tudo isso era culpa dos cristãos e atacou as casas e igreja da comunidade copta.

A outra notícia sobre Egito é que a universidade Al-Azhar declarou que vai continuar sem relações com o Vaticano, depois que o papa pediu em janeiro passado por maior proteção às minorias no país.  Será que a universidade acha que as minorias estão em paz no Egito?

A Universidade, a mais importante para o estudo do Islã, considera que o papa tem emitido sinais negativos desde o discurso do papa em 2006 na Universidade de Regensburg. Na oportunidade,  o pontífice citou um discurso do imperador bizantino Manuel II Paleologus em um seminário sobre Fé, Razão e a Universidade - Memórias e Reflexão. O imperador disse e não o papa ou a doutrina católica: 

“Show me just what Mohammed brought that was new, and there you will find things only evil and inhuman, such as his command to spread by the sword the faith he preached.”

(Mostre-me o que Maomé trouxe de novo, e lá você encontrará apenas coisas do mal e desumanas, tais como sua ordem para espalhar a fé que ele pregava usando a espada.)

Ninguém que conhece história do Islã desconhece que a espada foi um dos grandes fatores para a formação e a divulgação da religião desde o começo. Nem pode fechar os olhos para o terrorismo islâmico, mas o papa não disse que pensa da mesma maneira, nem que a Igreja segue esse raciocínio.

Em todo o caso, o papa sentiu-se pressionado pelo impacto das palavras do imperador que ele levantou e pediu desculpas durante visita a uma igreja muçulmana na Turquia. A Universidade do Egito acha que não foi suficiente.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Que Fazer Quando Alguém Defende Aborto? EUA, China e Qualquer Lugar

Nos Estados Unidos, há uma discussão sobre como os republicanos devem reagir se duas promessas de campanha entrarem em choque.

Os republicanos conseguiram ganhar a maioria das vagas na Câmara e dos cargos de governadores no ano passado com basicamente duas promessas: corte de gastos públicos e luta contra o aborto. O Congresso Americano nunca teve tanto parlamentar defendendo a vida e a maioria (apertada, mas maioria) da população americana é contra o aborto.

O país enfrenta o maior nível de dívida de sua história, mas o governo Obama não quer enfrentar o problema e mandou uma sugestão de orçamento para o Congresso que aumenta ainda mais a dívida. Os republicanos da Câmara, em resposta, apresentaram uma proposta orçamentária com grande corte nos gastos públicos e com o fim do financiamento público de clínicas de aborto.

Agora, o país está em um impasse, pois o Senado é formado por maioria democrata e quer vetar os cortes e manter o financiamento ao aborto. Eles vão começar a negociar. Mas a pergunta é: se for oferecido um bom nível de corte de gastos mas mantido o subsídio ao aborto, o que os republicanos devem fazer?

Algum republicano que se autodenominaria prático diria: vamos aceitar a proposta para controlar a dívida, depois a gente pensa no aborto. Mas eu pergunto: o que é mais prático do que a vida? E o que é mais valioso?

Enquanto isso, na China, uma oponente do regime comunista chamada Mao Hengfeng de 50 anos foi presa mais uma vez. Ela tinha sido demitida e presa pela primeira vez simplesmente por ter mais de um filho, quebrando a lei nacional que permite apenas um.  Ela foi solta por causa de problemas de saúde, passou apenas um dia em casa e foi levada para uma prisão de trabalho forçado. Nem o marido sabe onde está a esposa agora.

Pergunto: Em qual dos dois países é mais fácil dizer não ao aborto?

Mike Admas do site Townhall fez um interessante artigo sobre como reagir frente a uma pessoa que defende o aborto. Ele diz que muitos que são pró-vida reagem agressivamente. Ele não recomenda isso, diz que se deve manter a calma e simplesmente fazer perguntas.

Reproduzo aqui as perguntas dele, para ajudar a quem é contra ou a favor do aborto:

1. Em termos morais, praticar aborto é idêntico a retirar uma sarna?

2. Se aborto não é assassinato pois o feto não é gente ainda, por que se deve praticar o aborto de forma segura, legal e raramente, como recomenda os que defendem o aborto?

3. A gente deve retirar sarnas de forma segura, legal e raramente?

4. Se uma mulher for estuprada e ficar grávida, qual desses você mataria: a) criança, b) o estuprador, ou c) ambos?

5. Você está comfortável com o fato de que a opção "a" é a única resposta de acordo com a Constituição?

6. Por que o tamanho do feto é relevante para se determinar o aborto?

7. Pessoas mais altas tem mais direitos do que as baixas?

8. Homens que são, em geral, fisicamente maiores que mulheres têm mais direitos?

9. É a falta de consciência do feto uma justificativa para se fazer o aborto?

10. É legal um homicídio porque a vítima estava dormindo ou inconsciente?

11. O fato de muitas mulheres terem perdidos seus bebês por aborto natural justifica o aborto de qualquer maneira?

12. A alta taxa de mortalidade de crianças nos países pobres justitifica o infanticídio nesses países?

13. Os seres humanos são mais valiosos que outros animais?

14. O que justifica esse maior valor do ser humano?

15. Pode uma mulher abortar porque não têm recursos ou porque a criança vai consumir o tempo dela demais?

16. Pode uma mulher matar um cachorro porque é muito caro alimentá-lo ou porque está tirando muito seu tempo?

17. Uma pessoa pode ser responsável criminalmente por matar um cachorro. Um cachorro pode responder criminalmente por matar um gato?

18. De quem a gente espera melhor comportamento de um ser humano ou de um animal?

19. Se uma mulher tem animais domésticos, ela pode moralmente fazer um aborto? Ou, de outra forma, é errado abortar quando se cuida de animais domésticos?

20. Qual desses são como a gente: a) Adulto, b) criança pequena, c) criança no ventre da mãe, d) cachorro?

21. A filosofia humanista secular assume que os homens são inerentemente diferentes de outras formas de vida? Se não, por que é chamado de humanismo?

22. Deveria ser chamado de especismo?

23. Pode um materialista (darwinista or humanista) explicar como e por que algo têm valor ou direito a vida?

24. Durante as eleições americanas de 2008, o democrata americano John Edwards disse que todos têm direito à universidade. Onde começa esse direito à universidade?

25. É o direito à educação essencial ao desenvolvimento do ser humano?

26. Esse direito não se estende aos que ainda não estão plenamente desenvolvidos?

27. Qual é a diferença entre direito natural e direito legal?

28. Se é possível argumentos religiosos contra a pena de morte, por que não é possível os mesmos argumentos contra o aborto?

29. O tal "direito de escolher" ter ou não ter filho vem do homem ou de Deus?

30. Se o homem recebe direitos, ele também pode tirar esses direitos?

31. Uma mulher pode definir se uma criança tem o direito a vida?

32. Direitos podem dar poder às pessoas. O poder (porque a mulher tem poder sobre o feto) também pode determinar direitos?

33. Em uma sociedade patriarcal, então, quando o homem tem mais poder, ele pode determinar os direitos das mulheres?

Depois dessas perguntas, para finalizar, desejo que Deus cuide da paz e saúde de Mao Hengfeng e sua família.

domingo, 6 de março de 2011

"Não Chore por Mim Sudão"


Entre os dia 9 e 15 de janeiro passados houve um referendo no Sudão pela divisão do país. O resultado mostrou que o povo do Sul do Sudão (região maior que a Espanha e Portugal juntos) deseja formar um novo país. Até agora, o Norte mostra que aceita o referendum e  a partir de 9 de julho o mundo conhecerá uma nova nação. Mas vai começar agora uma batalha pelo estabelecimento da fronteira entre os dois países, pois é nessa região que ficam os poços de petróleo (mostrados na figura acima). O Norte é bem mais rico que o Sul, mas a fonte de riqueza são os poços de petróleo.

O Sudão é formado por vários grupos étnicos e religiosos, sendo a principal divisão entre muçulmanos que falam árabe (formam a grande parte do norte) e os que seguem outros religiões e línguas, que se concentram no Sul e na região de Darfur (fronteira com o Chade).  O Norte é desértico e o Sul é formado por florestas e mangues.

Mas contextualizo a atual situação no Sudão para mostrar um documentário sul coreano, que está fazendo muito sucesso na Coréia e provocado muitas lágrimas. O documentário se chama "Don't Cry for me Sudan" (Não Chore por mim Sudão).

O documentário fala sobre o padre João Lee Tae-seok (foto abaixo), que além de padre era médico e dedicou sua vida sacerdotal para cuidar de leprosos e doentes na cidade de Tonj, no sul do Sudão, região que há bastante cristãos. Além de um hospital, o padre construiu uma escola, dava aulas de matemática e música, e acabou formando uma pequena banda chamada Don Bosco Brass Band. Ele morreu em janeiro do ano passado com apenas 47 anos, mas a TV coreana tinha feito um documentário sobre ele que virou o filme.


O padre João nasceu em uma família pobre e seus pais tiveram dez filhos. Seu pai morreu cedo e sua mãe sustentou a família como costureira. Ele se destacou na escola, mas ao ver seu irmão entrando para congregação franciscana, disse para a família que também queria ser padre. Sua mãe não permitiu, pois, como ele se destacava nos estudos, queria vê-lo médico. Ele se formou em medicina, trabalhou no exército coreano como médico, mas depois resolveu entrar na vida religiosa, com a permissão de sua mãe. Entrou para os Salesianos. Visitou o Sudão como diácono e ficou tão assustado com as mazelas da lepra que saiu correndo para se esconder das pessoas. Voltou a Coréia, tornou-se padre e resolveu enfrentar e entregar sua vida aos leprosos do Sudão.


O jornal The Catholic Herald chama o Padre João do santo do século XXI. Interessante, um santo no século do conhecimento, cuidando de lepra, doença que já tem cura há muito tempo. Isto mostra a extrema desigualdade mundial.

Abaixo o trailler do documentário Don't Cry For Me Sudan:


Neste ano, já falei aqui de dois documentários que desejo ver, Iranium e Babies, hoje falei de outro. Todos são ótimos, imperdíveis, espero que passem nos cinemas brasileitos, senão é esperar lançamento em DVD.

sábado, 5 de março de 2011

Partidos Políticos Piratas


A bandeira que vai acima é de um partido político,  o Pirate Party, pois é, ele existe, foi criado no ano passado. O partido diz que a plataforma é melhorar a comunicação mundial eliminando as leis de patentes autorais. Isso para mim é pilhar o conhecimento e o dinheiro alheios. O Wikipedia diz que um desses partidos está ativo no Brasil. Seria apenas mais um.
 
Um das coisas que mais me entristece no Brasil é ver que não temos partidos políticos, com ideologias definidas e princípios claros. Todos se misturam, usam quaisquer ideologias e princípios para se manterem no poder. Isso ocorre no exterior? Sim, mas tudo é uma questão de medida e no Brasil a medida azedou muito a fórmula. Nos países desenvolvidos, os políticos tendem a eliminar os princípios para ficarem no comando, mas eles sofrem penalidades eleitorais quando fazem isso. Os eleitores nesses países são mais fiéis às ideologias que eles votaram e condenam os políticos que não a segue. Parece que no Brasil todos os partidos políticos são partidos piratas, eles estão aí para abocanhar o dinheiro público da maneira mais fácil e rápida, sem seguir regras, e, o pior, o povo continua votando neles.

Esse blog nasceu no dia 13 de maio do ano passado, e o primeiro post que escrevi estava estimulado por uma uma cena política esdrúxula na Inglaterra.  Era a entrevista que mostrava a suposta "união" dos conservadores com os da extrema esquerda inglesa, representada pelo partido liberal-democrata. Isso só foi possível porque o conservador não é conservador em seus princípios ideológicos, os liberais-democratas também não e os dois queriam chegar ao poder.

Na oportunidade, eu disse que o resultado disso seria o fim do partido conservador como alternativa de valores. Os eleitores desse partido iriam se bandear para o Ukip, partido pequeno mas que mantém mais firmeza de princípios. Eu ainda disse que achava que a coalizão não iria chegar a 2011.

Acertei a primeira previsão com louvor, mas errei a segunda. Posso argumentar que na verdade eu não errei a segunda pois os liberais democratas estão desaparecendo da coalizão, eles perderam completamente o apoio popular, por isso não significam nenhuma força de poder dentro do governo. O que o líder deles, Nick Clegg, diz nem o governo leva a sério.

Os liberais democratas agora são menos populares que o partido mais odiado pela imprensa inglesa (BNP) e ficaram em um humilhante sexto lugar nas últimas eleições no distrito Barnsley Central, ficando atrás até de um candidato independente.  Os conservadores vieram apenas em terceiro. Os dois foram ultrapassados pelo Ukip e a eleição foi vencida pelo partido que tanto conservadores como liberais-democratas quiseram tira do poder na eleição de 2010, o partido trabalhista.

O povo inglês mostra nas últimas pesquisas que quer um partido realmente conservador. Eu acho que ele quer pelo menos verdadeiros partidos, com princípios claros. Assim como eu acho que nós precisamos no Brasil, mas nossos eleitores não estão convencidos disso.

Mas parece que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (foto abaixo), vai criar mais um partido político pirata no Brasil. 

sexta-feira, 4 de março de 2011

Ódio a Políticos



Edmund Burke disse que " wise men will apply their remedies to vices, not to names" (os sábios receitam suas curas aos vícios e não aos nomes). Chesterton disse que "angels fly because they take themselves lightly" (os anjos voam porque eles não se levam muito a sério). 

As palavras desses dois grandes homens servem para o nosso comportamento no dia a dia. Não quer dizer que a gente não deva exigir que os malfeitores, ladrões, assassinos, corruptos sejam presos. Eles devem pagar pelos seus erros, na medida que a justiça humana é capaz (não tenho muita fé na justiça dos homens). Mas que devemos nos concentrar em cortar o mal pela raiz, atacar aquilo que permite que os marginais existam.
  
Levanto esse assunto, pois a população americana parece que segue os conselhos de Burke e Chesterton e tem uma mente saudável. Uma pesquisa mostra que ela não gosta das políticas de Obama, mas não odeia a pessoa do Obama. 

Bruce Drake do site Politcs Daily mostra que 41% dos americanos gosta de Obama e de suas políticas, 33% gosta do Obama, mas não de suas políticas, e 19% não gosta nem de Obama, nem de suas políticas. Resumindo, a maioria gosta da pessoa do Obama (74%) mas não gostam das políticas dele (52%). 

Há uma grande divisão por partidos, a maioria dos democratas gosta tanto de Obama como de suas ações, mas a maioria dos republicanos e dos independentes gosta apenas do Obama. Isto é, para o desespero político do presidente americano, ele é defendido apenas pelos apoiadores de seu próprio partido, precisa conquistar novamente pelo menos os independentes, para conseguir se reeleger. 

Por enquanto, a maioria dos eleitores diz que Obama não merece se reeleger (47% contra 45%, 7% de indecisos). Novamente há grande divisão partidária, 86% dos republicanos não querem Obama reeleito e 82% dos democratas desejam sim a reeleição dele. Os independentes tendem para os republicanos, 50% não querem um novo mandato para o presidente (42% querem).

Quando se analisa as políticas, a questão econômica é a que mais atinge Obama, a que os eleitores menos aprovam na gestão do presidente. Além disso, a política externa e o sistema de saúde também são desasprovados pela população. 

Um problema para os republicanos é que grande parte da população (36%) não querem cortes de despesas no sistema de proteção social, mas sem isso não é possível conter a espiral da dívida do país. Obama espertamente jogou um orçamento no Congresso que não ataca a crise nos gastos públicos, deixando que os republicanos sejam os maus que reduzem a ajuda social. 

Vamos ver se o povo americano é tão consciente a ponto de condescender e ter menos estado de bem-estar social para salvar a economia do país ou se os republicanos se adequam e jogam sua plataforma de ajuste fiscal no lixo, o que provocaria um desastre econômico e retiraria a principal fraqueza do Obama.

E no Brasil? Não temos pesquisas no mesmo sentido. Mas, acho que boa parte da população estaria indecisa, nosso povo não acompanha as questões políticas, mal sabe quem elegeu, e parece que não entendeu direito que eleger um político (seja presidente, governador, senador, deputado ou vereador) tem tudo a ver com a falta de hospitais, com as péssimas estradas, com as péssimas escolas e com o futuro do seu filho. 

O eleitor brasileiro reclama, mas vota nos tiriricas, nos sarneys e nos que carregam dólar na cueca. Não devemos odiar nem os eleitos, nem os que os elegem, mas devemos querer os tiriricas, os sarneys e os doleiros fora da política (e muitos na cadeia) e que os eleitores entendam mais sobre a importância do voto.

quinta-feira, 3 de março de 2011

5 Mil Anos de Impérios e Morte no Oriente Médio



Caros, acompanhem uma ilustração sensacional sobre todos os impérios que já dominaram o Oriente Médio desde 3000 anos antes de Cristo. Cliquem aqui.

Hoje, se fala que muitos revoltosos da região, especialmente clérigos muçulmanos, defendem a formação de um novo califado (o anterior foi criado por volta do seculo 7 depois de Cristo, mapa acima). Glenn Beck já falou muito disso em seu programa. Aqui pode-se ver um exemplo.

O termo Califado significa sucessor, seriam aqueles que sucedem Maomé no domínio político e religioso da umma (comunidade). Há dissidências no islaminismo para determinar quem pode ser sucessor, mas a via  certamente não é democracia direta. Na história, dos quatro primeiros sucessores só o imediatamente depois de Maomé não foi assassinado. O califado conseguiu ampliar seu território de 622 a 750, da Espanha a Índia, mas sempre com muita dissidência interna.

Vários impérios existiram sob o nome califado, mas eram bastante independentes, não sei se o termo império é adequado. O termo califado também com o tempo foi tendo vários significados no que se refere ao domínio territorial.  Em resumo, tenho de estudar mais o tema, mas califado significa domínio islâmico e não gosto da idéia.

Ontem, foi assassinado o ministro paquistanês Shahbaz Bhatti porque ele se converteu ao catolicismo. No Islã a pena para o convertido pode ser a morte (lei da blasfêmia). O ministro defendeu mudança nessa pregação islâmica, mas o Talibã não aceitou, montou uma emboscada e matou o ministro.

O site Stratfor lança a suspeita de que houve ajuda do serviço secreto para a morte dele, pois ele estava sendo jurado de morte e saía da casa de sua mãe sem nenhuma segurança, além disso, seu motorista pode ter ajudado o Talibã, pois ele não sofreu nenhum ferimento.

Batti não é o primeiro, no dia 4 de janeiro desse ano, o governador de Punjab, Salman Taseer,  também foi assassinado porque defendia mudança na lei da blasfêmia.

Abaixo, a foto do carro de Batti e depois a foto do próprio.Saúdo a coragem de Batti, que Deus o tenha.