sábado, 9 de abril de 2011

Vida ou Morte no Orçamento



Depois de muito debate os republicanos e democratas entraram em acordo sobre o orçamento norte-americano. O resultado do acordo não deixa dúvidas o que importava para os democratas era continuar financiando aborto. Os republicanos conseguiram bastante cortes no orçamento, mas tiveram de aceitar que o governo federal dos Estados Unidos continuasse dando dinheiro para aborto. O problema todo tempo estava nesta questão, o líder dos democcratas Harry Reid não deixou dúvida em vários momentos.

E para minha tristeza parece que os republicanos capitularam, com receio de serem culpados por um shutdown (cortes bruscos de gastos por falta de orçamento) do governo. Apesar de que as pesquisas mostravam que o público estava dividido sobre quem seria culpado por um shutdown, democratas por quererem pouquíssimos cortes ou os republicanos por quererem maiores cortes, além de parar o financiamento ao aborto.

Vejam o que disse sobre o acordo o Wall Street Journal (GOP é a sigla para partido republicano e a Planned Parenthood faz a grande maioria dos abortos nos Estados Unidos), mas uma vez se mostra que o problema era a discussão do aborto e não valor dos cortes que importava para entrarem em acordo:

Under the deal, the GOP won budget cuts of $39 billion for the remaining six months of the fiscal year, far more than either party had expected a few months ago. Democrats managed to hold off Republican demands to strip funding for the new health-care law and for a range of other Democratic priorities. GOP provisions to cut all federal funding to Planned Parenthood of America and National Public Radio also were dropped.


Aparentemente,  a questão de financiar o Planned Parenthood foi destacada da discussão para futuro debate. Mas parece que a cultura da morte venceu, por enquanto. Sei que os republicanos só têm maioria na Câmara e os democratas têm o Senado e o presidente Obama para vetar, mas se os republicanos aceitarem manter esse financiamento estarão em sérios problemas com os seus eleitores.

Alguns blogs pró-vida dizem na verdade houve uma vitória, pois os democratas concordaram em votar pela continuação ou não do financiamento a Planned Parenthooh.  Eles vão ter de mostrar a cara em um momento que o público americano se torna mais pró-vida. Vamos ver, mas é muito triste ver isso,  dinheiro vencendo a vida.

O governo americano e todos os outros do mundo deveriam seguir o exemplo do Chile, valorizando a vida em qualquer momento. Vejam que bela campanha do governo do Chile.




Não deveriam seguir Margaret Sanger, fundadora do Planned Parenthood, que era adepta da eugenia, que via os pais como determinantes do que seriam as crianças, por isso só algumas podiam nascer, como mostra esse depoimento dela a Mike Wallace em 1957.


Para ver entrevista de Margaret Sanger completa, depois de ver Wallace fazendo campanha de cigarro, clique aqui.  Vejam que Sanger parece muito desconfortável durante toda a entrevista. Parece com receio e vacilante em relação aos seus princípios. Wallace consegue identificar contradições nas falas dela durante a entrevista, ela parecia que previa que teria problemas.

Para mim, o ódio a Igreja Católica é demonstrado na linguagem corporal dela, quando Wallace pergunta se não é esse ódio (que o pai dela tinha) que a move para ser a favor do controle de natalidade. Ela também declara que o problema, para ela, não é apenas a saúde da mulher, mas controlar o tamanho da população por causa da quantidade de recursos (argumento malthusiano). Ainda diz que muitas crianças não deveriam nascer porque são fisicamente fracas ou são filhas de pais com doenças ou são criminosos. Meu Deus, e a entrevista foi depois da Segunda Guerra.

Wallace: pergunta quem são seus inimigos, Sanger? A resposta é a Igreja Católica. Espero que a minha Igreja continue sua discordância com a morte. Há muitos que se dizem católicos que defendem aborto, rezo para que eles procurem outra Igreja.

O mais irônico é ver Sanger feliz mostrando as fotos dos filhos e netos. Ela, de acordo com seus conceitos, merece ter filhos e netos pois tem uma família perfeita. Meu Deus.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Guerras para Salvar Vidas - Crítica a Friedman



Há vários motivos para guerras. Não sou daqueles que defendem a paz em qualquer situação. Às vezes é imperativo que se faça guerras. Atualmente, o mundo está em guerra especialmente no Oriente Médio, mas há inúmeros conflitos na África, na Ásia e na América Latina. Se considerarmos apenas os conflitos mais renomados, diremos que o mundo ocidental está em guerra contra extremistas muçulmanos no Iraque, no Afeganistão e na Líbia, mas há conflitos internos que opõem os mesmos atores na Etiópia e na Costa do Marfim, por exemplo.

Mas quando se deve declarar guerra? Para salvar vidas é o melhor dos motivos. Mas quando o próprio povo não quer ser salvo? Acho que mesmo assim deve-se salvá-los. Mas se consideramos esse motivo aqueles que valorizam o valor da vida deverão entrar em inúmeros conflitos. Essa é a grande questão hoje no mundo, depois da entrada no conflito da Líbia, pois há matanças no Sudão, na Etiópia, no Paquistão, na Costa do Marfim, no Irã e na China. Os países ocidentais devem entrar em guerra, então, com todos esses países? Certamente eles não têm recursos financeiros e humanos suficientes. Mas, isso não impede, de se oporem aos regimes que destróem seus próprios povos.

Aí o capitalista pergunta: mas nós precisamos desses países para manter nossos empregos e alimentar nosso povo. A partir daí, começamos a relativizar o valor da vida, e tendemos a entrar apenas em guerras que proporcionam resultados econômicos, em busca de fontes de riqueza.

George Friedman, do site Stratfor, discute as guerras humanitárias, guerras que procuram salvar vidas. Ele começa definindo essas guerras e o conflito entre elas e o princípio de auto-determinação dos povos, que pode ser usado para defender que governo tem o direito de matar ou reprimir seu próprio povo e ninguém deve intervir. O ex-presidente Lula sempre levantava essa loucura para defender Chavez ou Ahmadinejad. Diz Friedman:

In humanitarian wars, the intervention is designed both to be neutral and to protect potential victims on one side. It is at this point that the concept and practice of a humanitarian war becomes more complex. There is an ideology undergirding humanitarian wars, one derived from both the U.N. Charter and from the lessons drawn from the Holocaust, genocide in Rwanda, Bosnia and a range of other circumstances where large-scale slaughter — crimes against humanity — took place. That no one intervened to prevent or stop these atrocities was seen as a moral failure. According to this ideology, the international community has an obligation to prevent such slaughter.

This ideology must, of course, confront other principles of the U.N. Charter, such as the right of nations to self-determination. In international wars, where the aggressor is trying to both kill large numbers of civilians and destroy the enemy’s right to national self-determination, this does not pose a significant intellectual problem. In internal unrest and civil war, however, the challenge of the intervention is to protect human rights without undermining national sovereignty or the right of national self-determination.

Eu semprei achei uma estupidez essa história de ser neutro. Quem é neutro geralmente não tem princípios. O mundo está intervindo na Líbia e dizendo que é neutro em relação aos rebeldes e Kaddafi. Quem crê nisso? Ninguém. O mundo quer tirar Kaddafi e está certo em fazer isso. A França está intervindo na Costa do Marfim e dizendo que é neutra no conflito entre o presidente (Laurent Gbagbo) e o presindente eleito (Alassane Ouattara). Outra idiotice, na verdade a França está facilitando a vitória de Ouattara. Mesmo sabendo que na Costa do Marfim os dois exércitos trucidam civis com facões.

Friedman está correto quando chama guerras humanitárias de "guerras imaculadas", porque seus proponentes geralmente olham apenas as vidas sem defender a mudança de regime. Ele diz:

I call humanitarian wars immaculate intervention, because most advocates want to see the outcome limited to preventing war crimes, not extended to include regime change or the imposition of alien values. They want a war of immaculate intentions surgically limited to a singular end without other consequences. And this is where the doctrine of humanitarian war unravels.

Salvar vidas exige a introdução do princípio de que este é o maior valor humano. Não adianta tirar Gbagbo e colocar Ouattara se ele continua tratando os marfinenses como insetos. Não adianta tirar Kaddafi e colocar al-Qaeda no poder, etc.

E Friedman está certíssimo quando diz:
 
Regardless of intention, any intervention favors the weaker side. If the side were not weak, it would not be facing mass murder; it could protect itself. Given that the intervention must be military, there must be an enemy. Wars by military forces are fought against enemies, not for abstract concepts. The enemy will always be the stronger side. The question is why that side is stronger. Frequently, this is because a great many people in the country, most likely a majority, support that side. Therefore, a humanitarian war designed to prevent the slaughter of the minority must many times undermine the will of the majority. Thus, the intervention may begin with limited goals but almost immediately becomes an attack on what was, up to that point, the legitimate government of a country.

Mas discordo completamente quando ele diz que o problema na Líbia é que o mundo ameaça julgar Kaddafi na Corte Internacional de Justiça. Como Kaddafi sabe que se deixar o poder não terá vida fácil, pode ficar preso para sempre, então luta até o fim. Acho esse argumento de Friedman uma tremenda bobagem. Quer dizer então que devemos dizer aos terroristas e ditadores no mundo que podem matar pessoas até o ponto que o mundo fique contra e depois poderão ficar tranquilos pois o mundo não irá julgá-los?


Depois Firedman diz que não gosta de guerras humanitárisa porque geralmente os países que invadem buscam depois interesses econômicos. Mas aí, Friedman, o problema é outro. Pela posição dele então deixaremos as pessoas serem mortas porque há interesses econômicos.
No final do texto acho que Friedman se perde completamente. Vejamos o último parágrafo:

North Africa is no place for casual war plans and good intentions. It is an old, tough place. If you must go in, go in heavy, go in hard and get out fast. Humanitarian warfare says that you go in light, you go in soft and you stay there long. I have no quarrel with humanitarianism. It is the way the doctrine wages war that concerns me. Getting rid of Gadhafi is something we can all feel good about and which Europe and America can afford. It is the aftermath — the place beyond the immaculate intervention — that concerns me.

Quer dizer então que devemos entrar pesado na África, com toda força (fiquei confuso pois no meio do texto Friedman diz que a solução na Líbia é entrar lentamente)  e sair rápido (isso é o sonho de qualquer governo que entra nua guerra humanitária, mas o próprio Friedman diz que isso é quase impossível pelas demandas da própria guerra). Ele diz que apóia humanitarismo mas tem dificuldades com o pós-intervenção.  

Friedman que viver em um mundo de conto de fadas, assim como os proponentes da guerra humanitária que ele critica. Putz.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Filme - "Sobre Homens e Deuses" - Sensacional



No dia 27 de março de 1996, sete monges da ordem trapista do Monastério de Tibhirine na Argélia foram sequestrados por extremistas islâmicos do Grupo Islâmico Armado (GIA). No dia 21 de maio do mesmo ano, eles foram mortos. Foram decapitados, apenas suas cabeças foram enterradas. Os monges foram sequestrados depois de anos de ameaças e de mortes de padres católicos na Argélia. Por isso, várias vezes eles discutiram se era melhor ficar ou sair do país.

O espetacular filme francês "Of Gods and Men" (Dos Homens e dos Deuses)  fala dessa história incrível. O filme, do diretor Xavier Beauvois, levou o Grande Prêmio do festival de Cannes de 2010, além de vários outros prêmios. Vejam o trailler abaixo:


Aqui vai uma análise do filme do jornal inglês The Guardian.

Todos os monges eram franceses: Dom Christian de Chergé, Irmão Luc Dochier (que era médico), Padre Christophe Lebreton, Irmão Michel Fleury, Padre Bruno Lemarchand, Padre Célestin Ringeard, e Irmão Paul Favre-Miville.

O blog Aggie Catholics divulgou um comentário do grande Padre Robert Barron sobre o filme. Padre Barron começa falando de forma geral dizendo que o século XX foi aquele que mais cristãos foram mortos por causa de sua fé. Mais cristãos foram mortos no século XX do que todos os outros séculos somados. Robert Loyal tem um livro sobre isso, comprem.

Depois padre Barron fala de uma cena do filme que ocorreu em 1993, quando um grupo de extremistas que já tinha matado vários padres foi no monastério na véspera de Natal e eles tiveram um debate, no qual os monges mostraram ao líder do grupo que ali era uma casa de paz. O grupo foi embora e não os matou. Em seguida, padre Barron fala da principal cena do filme, destacada tanto por Barron como pelo The Guardian, que trata do debate que os padres trapistas tiveram na mesa sobre ir ou sair, em que de foram unânimes em decidir ficar. Depois, Barron fala da "liberdade do desapego" (freedom of detachment), desapego com relação ao mundo e apego a Deus. No final, padre Barron explica que o título do filme vem do Salmo 82. O Salmo é sobre Deus falando àqueles que se dizem deuses, aos falsos deuses. Padre Barron, como sempre, sensacional! Vejam abaixo:



Assitam e comprem o filme. O padre Armand Veilleux, quando não se tinha achado os corpos dos monges, escreveu um texto em abril de 1996, sobre o seuqestro dos monges. O texto está disponível na internet em inglês, mas eu achei uma tradução. Ajuda a entender a situação dos monges na época. Aqui vai parte do texto:

O seqüestro dos sete monges trapistas de Atlas
O desdobramento de uma tragédia

Armand Veilleux, OCSO, Argélia, 9 de abril de 1996.

A noite de Natal de 1993 foi um momento decisivo para a Comunidade de Notre Dame de Atlas em Tibhirine, e acima de tudo, de grande intensidade espiritual. Vamos primeiro examinar o contexto. No início do ano de 1992, a interrupção do processo eleitoral conduziu a Argélia a uma situação muito instável, com a supressão do FIS como partido político, a prisão de seus líderes e, depois, a formação de vários grupos armados, em particular o GIA. Em 14 de dezembro de 1993, doze católicos croatas, conhecidos dos monges, tinham tido suas gargantas cortadas em Tamesguida, poucos quilômetros distante do mosteiro.

Foi neste contexto que, poucos dias depois, na noite de 24 de dezembro de 1993, após a refeição da noite, um grupo de seis islâmicos se apresentou no mosteiro. O seu líder, Emir Sayah Attiya, era conhecido como terrorista de indubitável violência. Tinha sido o responsável pela morte dos croatas e, de acordo com as forças de segurança, havia cortado as gargantas de 145 pessoas. Sua conversa com Padre Christian, Superior da comunidade em Tibhirine, foi extraordinária. Padre Christian, apelando para o Corão, disse-lhe que o mosteiro era um lugar de oração onde nunca haviam entrado armas e pediu que a conversa tivesse lugar fora do mosteiro. Attiya concordou com isto. Apresentou aos monges, como "religioso" ele próprio e seu grupo de islâmicos, três exigências de cooperação. Para cada uma, Christian respondia que não era possível; cada vez ele dizia: "você não tem escolha"; cada vez Christian respondia: "sim, nós temos uma escolha". Ele partiu dizendo que enviaria seus emissários com uma senha. Quando estava partindo, Christian disse: "Você veio aqui armado justo quando nos preparamos para celebrar o Natal, a festa do Príncipe da Paz". Ele respondeu: "Desculpe-me, eu não sabia."

O milagre foi não só que Sayah Attiya partiu naquela noite sem cortar as gargantas dos monges e sem brutalizá-los, mas que ele não voltou, nem mandou seus emissários.

Quando depois, a administração argelina desejou impor uma proteção militar armada ao mosteiro, a comunidade recusou peremptoriamente esta proteção, usando o mesmo argumento: armas não têm lugar num lugar de oração e de paz.

Durante os dois anos seguintes, onze religiosos da diocese de Algiers foram assassinados, em cinco ataques diferentes: Henri Vergés, irmão marista, e Ir. Paule-Hélène, Irmãzinha da Assunção, em maio de 1994; Irmãs Caridad e Ester, agostinianas espanholas, em outubro de 1994; os quatro Padres Brancos de Tizi Ouzou em dezembro do mesmo ano; Irmãs Bibiane e Angèle-Marie das Irmãs de Nossa Senhora dos Apóstolos em setembro de 1995, e Irmã Odette em 10 de novembro. Cada vez os monges de Tibhirine se perguntavam a mesma questão: deveriam deixar o lugar ou aí permanecer?

Cada vez decidiram-se a ficar. Cada vez, foi uma decisão tomada após oração e diálogo; uma decisão que foi lúcida, corajosa, serena e unânime. Nenhum deles "desejava" o martírio. Christian, falando a um grupo de leigos pouco antes de seu seqüestro, dizia que tal desejo seria um pecado uma vez que seria desejar que um "irmão terrorista" deveria pecar contra o mandamento divino "não matarás". Sua oração diária durante os últimos meses tinha sido: "Senhor, desarme-me, e desarme-os".

Por que eles ficariam? - Simplesmente por fidelidade à sua vocação de ser uma humilde presença cristã contemplativa no solo argelino, uma vez que a Igreja tem o direito e o dever de estar presente em todas as situações excepcionais, assim como nas circunstâncias normais. Fidelidade também a todos os argelinos com quem tinham estabelecido laços de solidariedade e de amizade por um período de mais de sessenta anos. Acima de tudo, fidelidade ao povo em torno deles que parecia protegido de todos os tipos de violência, tanto de um partido quanto de outro, pela total neutralidade dos monges.

Tive a ocasião de visitá-los em janeiro de 1996, dois meses antes do seqüestro. O que me chocou foi sua serenidade. Não desempenhavam o papel de heróis; alguns deles não escondiam um certo temor. O que sempre os "salvava" nesta situação tinha sido continuar a viver uma vida monástica completamente normal, com seu equilíbrio de trabalho manual, leitura da Palavra de Deus e o Ofício Divino.

O mosteiro de Tibhirine se tornou, durante os anos, um lugar de diálogo cristão-muçulmano. Este era o fruto de uma evolução natural, e não de um ação planejada. Por um lado, o mosteiro é um lugar de oração, e por outro lado, os monges tinham sido sempre muito respeitosos do povo, da cultura e da religião locais. Um grupo de muçulmanos profundamente religiosos gradualmente começou a frequentar o mosteiro. Em resultado disto, um grupo de diálogo cristão-muçulmano, o Ribat (uma palavra árabe que significa "ligação") se formou, e se encontrava regularmente no mosteiro para oração e discussão.

Outro membro da comunidade cuja presença e personalidade marcaram a história da comundiade é Irmão Luc, um médico de profissão, com 82 anos na data de seu sequestro, que já tinha sido refém por um tempo do FLN, durante a guerra da Independência da Argélia. Membro do mosteiro de Tibhirine desde 1946, tornou-se uma verdadeira lenda na região. Sem nunca adotar qualquer causa política, sem se comprometer com facção alguma, e sem ir tratar dos feridos de qualquer facção fora do mosteiro, nunca se recusava a tratar os doentes que vinham a ele no seu dispensário na porta do mosteiro, vendo em cada um um ser humano em necessidade, um ícone de Cristo. Quando escrevo estas linhas, os sete irmãos de N.S. de Atlas estão desaparecidos há duas semanas, e ainda não temos nenhuma notícia a respeito deles. Continuamos a esperar que possam todos retornar a nós vivos.

Que Comercial Sensacional!



Não sei se eu compraria o celular do "docomo", também não sei se quem assiste ao comercial vai lembrar da marca, mas certamente não vai esquecer a incrível capacidade do publicitário. E, para mim, acima de tudo, Jesus Alegria dos Homens é demais. Sensacional, vejam:


quarta-feira, 6 de abril de 2011

Cristianismo no Irã



Enquanto o mundo discute se o pastor Terry Jones, por ter queimado o al-Corão na Flórida, é responsável pela matança de pessoas que trabalhavam pela ONU no Afeganistão, o Irã continua prendendo cristãos sem qualquer julgamento.

Vi vários debatendo a ação do pastor Jones e relacionando com a matança, especialmente colocando a culpa nele. Mesmo o general David Petraeus, que controla as forças americanas no Afeganistão, fez uma condenação ao pastor. O pastor é realmente um idiota completo, não se deve queimar livros religiosos, mas isso não justifica a matança de pessoas inocentes. Aliás, o que eu não vi foi ninguém dizer os nomes desses inocentes e de suas famílias que sofreram essa barbaridade. Quero saber o nome das vítimas e suas histórias, ninguém na imprensa se interssa por isso?

Aqui e acolá eu vi alguém dizer o que precisa ser dito, que o pastor não deve ser responsabilizado pelos ataques, como Brendan O'Neill do The Telegraph e Bill O'Reilly, que pôs a culpa em Hamid Karzai, o presidente corrupto do Afeganistão, que incitou a matança ao levantar a queima do al-Corão em seu discurso, quando ninguém falava do assunto.

No final do vídeo, Bill O'Reilly, pergunta por quanto tempo os Estados Unidos vão ficar no Afeganistão protegendo afegãos deles mesmos. A cultura bárbara de parte do povo afegão foi estimulada por Karzai para a matança, quem poderá mudá-la? Qual político no Afeganistão poderá ser eleito sem defender essa cultura da morte?

Há uma grande diferença entre queimar livros e matar pessoas. Não é a mesma coisa, não são crimes equivalentes, nem legalmente, nem moralmente, muito menos religiosamente. Deve-se entender isso vendo a charge de Mike Lester do site Townhall:




Enquanto isso, vários cristãos estão presos no Irã esperando julgamento por blasfêmia, pelo simples fato de terem se tornado cristãos. Acompanhem a história deles no site da Christian Solidarity Worldwide (símbolo acima) clicando aqui. Todos eles estão sujeitos a pena de morte por apostasia (renúncia de uma fé).

A última notícia sobre o assunto diz que cinco cristãos tiveram seu julgamento adiado de ontem para o dia 12, depois de passarem oito meses presos sem qualquer prova. Outro fato que o Christian Solidarity revela é que apostasia não é crime na lei iraniana, os juízes estão se baseando em livros religiosos para condenar os cristãos.

Será que os cristão ao invés de rezar pelos seus presos nos países islâmicos, devem imitar os muçulmanos afegãos e sair matando os muçulmanos que habitam entre nós por que eles destroem igrejas, matam padres, e queimam bíblias no exterior?  

Será também que devemos basear nossos julgamentos em partes do velho testamento em que judeus realizam guerras e matanças contra outros povos?

Claro que não, somos cristãos, Cristo já ensinou a Pedro a dar a outra face, isto é, a não cometer o mesmo erro do ímpio. Rezemos por nossos cristãos.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Ah, Essas Moças Bonitinhas que Adoram Obama...



Por vezes, acho que a seleção para jornalistas de televisão é muito mais pela beleza e pela ideologia (geralmente de esquerda) do que pelos conhecimentos e pela capacidade de fazer perguntas. Michael Scheuer (foto acima), ex-membro da CIA,  deu uma lição e tanto para duas entrevistadoras da CNN que a estavam perguntando sobre o conflito da Líbia. Explico e comento abaixo a entrevista, o vídeo vai em seguida. 

No início, elas fizeram perguntas gerais sobre as perspectivas do conflito. Scheuer respondeu dizendo que acha que a entrada no conflito foi um erro, que a Líbia financia o terrorismo, que os rebeldes podem ser piores que Kaddafi, que os árabes vêm o conflito como sendo liderado pelos Estados Unidos (não adianta dizer que é uma força ocidental), que a CIA na Líbia procurando contatos com rebeldes para identificar quem são tem uma boa chance de dar errado, pois os terroristas entre os rebeldes não irão se encontrar com a CIA, que os países árabes que apóiam a colizão são odiados pelo seu próprio povo e que vai custar uma fortuna para os cofres dos Estados Unidos, que já estão quebrados financeiramente.

As entrevistadoras viram que Scheuer discordava completamentre de Obama e começaram a ficar nervosas. Ele respondeu que isso era um problema não só dos democratas como dos republicanos, pois os "americanos gostam de entrar em conflito que não lhes dizem respeito".

E quando disse que o país estava quebrado, elas subiram nas tamancas para defender Obama. Ele, então, revelou quem elas são: "vocês estão apenas servindo água para Obama". Sensacional, mostrou que elas são apenas garçonetes da política do Obama, reproduzem com um sorriso no rosto o que o governo pensa.

Não concordo com tudo que ele disse, acho que os Estados Unidos deveriam ter entrado até antes no conflito (Obama vacilou demais), não acho que os Estados Unidos devam esperar apoio de árabes (pois árabes discordam totalmente da cultura ocidental, não adianta), e devem sim usar sua força militar para evitar tragédias humanitárias (ver caso da Costa do Marfim, agora). Mas concordo que os Estados Unidos estão quebrados, que os rebeldes podem ser piores que Kaddafi para o próprio Estados Unidos e para o mundo, que os rebeldes terroristas não entrarão em contato com a CIA e que a solução só virá com a entrada no cenário do conflito por terra.

Mas, sobre as entrevistadoras, só tenho a lamentar. Ah, essas moças bonitinhas que adoram o Obama (ver ontem no Jornal Nacional a correspondente dos Estados Unidos, esqueci o nome dela. Parecia que o governo Obama estava no paraíso, era um tremendo sucesso, enquanto na realidade a desaprovação popular está baixíssima, Obama não conseguiu resolver os problemas econômicos e está em três conflitos militares)...

Aqui vai o vídeo da entrevista com Michael Scheuer:



segunda-feira, 4 de abril de 2011

Por que Ambientalistas Gostam de Matar Pessoas, especialmente Crianças?


Já falei aqui de uma propaganda de um grupo de ambientalistas do Reino Unido, que, para defender as medidas contra o suposto "aquecimento global", explodiam crianças e adultos que discordavam dos argumentos. A propaganda pegou muito mal e o grupo teve de tirar do ar e pedir desculpas. Mas o método de matar pessoas para defender um argumento continua. Na verdade, ambientalistas normalmente detestam pessoas, consideram que o ser humano é pernicioso, apóiam controle de natalidade e abortos, também já falei disso aqui.

Atualmente a idéia de aquecimento global está em baixa, depois de tantos escândalos (pesquisem mudança climática no blog para ver os post que escrevi sobre o assunto), falta de base científica, e de resultados meterológicos que comprovem a idéia (os defensores pedem para esquecer o termo  e usar apenas mudança climática, pois na verdade está esfriando). Aqui vai uma pesquisa feita nos Estados Unidos que mostra que os americanos já não caem nas idéias catastrofistas de ambientalistas.

Mas os ambienatlistas continuam matando crianças nas suas campanhas publicitárias, mesmo aquelas que são de agências governamentais, como a última abaixo da EPA (Environmental Protection Agency) dos Estados Unidos.  Vejam os três exemplos grotescos que peguei no excelente blog Creative Minority Report. 




domingo, 3 de abril de 2011

Filme e Realidade - Governo versus Cristãos



Em 1917, o México fez uma constituição que tentava eliminar  e controlar a religião, especialmente a católica. As consequências disso foi a Guerra Cristera (ou guerra Cristiada, ou dos Cristeros), de 1926 a 1929, que opunha o exército federal de Plutarco Calles (ateu) e o povo que defendia a religião, gritando Viva Cristo Rey!.


O governo expulsou a Igreja Católica do país, matou padres por eles terem continuado a exercer os sacramentos e os rebeldes reagiram com diversos grupos que conseguiram algum sucesso no confronto. A guerra veio da tentativa de eliminar a fé do povo, de tirar a religião do homem, o resultado disso, como sempre, foi milhares de mortes. 

Hoje, há ainda muitos governos que tentam eliminar a religião, tirando crucifixos da sala, fechando escolas religiosas, controlando nomeações de bispos, etc. Além do perigo dentro da própria Igreja, com infiltração de tendências comunistas.

A Igreja Católica homenageia vários mártirs e beatos da Guerra Cristera, dentre eles o padre jesuíta Miguel Pro (foto abaixo, levando o tiro de misericóridia):



No fim, a solução veio com a permanência da Igreja no país.

Este ano vai ser apresentado o filme Cristiada War sobre este conflito, com Andy Garcia, vejam o trailler abaixo. Esse eu não perco.