quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Obama, o Anti-Católico

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Em 2009, a universidade católica Notre Dame convidou o recente presidente eleito Barack Obama para o discurso inaugural (foto acima). Obama já era bem conhecido na época por defender políticas de aborto há muito tempo e este convite gerou e gera ainda muita controvérsia. Obama discursou, como sempre faz, em termos conciliatórios, mas desde que assumiu elabora políticas que atacam as defesas morais da Igreja Católica. Tem gente que afirma que Obama indo na Universidade de Notre Dame foi como um cavalo de Tróia.

Obama está tentando criar regulamentações que exige que os todos os hospitais façam medidas contraceptivas e procedam abortos e sinaliza que deseja que agências de adoção entregue crianças para casais gays. Além de retirar apoio de governos para instituições católicas. A própria representante do governo Obama para questão de saúde, Kathleen Sebelius, disse que está "em guerra" com a Igreja.

Diante disso, o jornalista Michael Gerson fez um texto distribuído por todo os Estados Unidos em que discute se Obama está em guerra com a Igreja Católica.

A Igreja Católica nos Estados Unidos demorou, mas começa a ver que está diante de um inimigo, não declarado, mais inimigo.

Ontem, eu vi uma entrevista do Bispo William Lori, que é presidente da "CNBB" dos Estados Unidos (USCCB).  Bispo Lori fala que a liberdade religiosa está sob ameaça nos Estados Unidos, que as instituições católicas não irão fazer procedimentos que atentam contra a moral católica, por isso correm o risco de fechar (algumas já fecharam), porque a administração Obama não respeita os preceitos Católicos.

Lori disse (traduzo em azul)

Catholic hospitals, catholic charities, our schools, provide first-rate services, and I believe it’s the duty of government to accommodate our religious beliefs and convictions and allow us to perform those services according to our own light, even when we are engaged in a government contract.

(Hospitais Católicos, isntituições de caridade católicas, nossas escolas fornecem serviços de primeio nível, e eu acredito que é dever do governo aceitar nossas crenças religiosas e convicções e permitir que nós façamos nossos serviços de acordo com nosso iluminação, mesmo quando temos contrato com o governo)


Vejam abaixo a entrevista do Bispo Lori.






(Agradeço a entrevista do Bispo Lori ao blog Creative Minority Report)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

EUA e Europa: Sujo falando do Mal Lavado


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Pensei em dar título a este post de EUA e Europa: Cascão e o Porco, pois os países europeus em crise são chamados de PIIGS, que lembra Pigs (porcos em inglês). PIIGS são Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha (Spain).

Bom, o estímulo ao post é que ontem um jornalista alemão desafiou o porta-voz dos Estados Unidos Jay Carney, quando Carney criticava a Europa por não ter solucionado o problema da crise. O jornalista alemão (não é divulgado o nome dele no texto) disse (traduzo em azul):

"The U.S., as far as I know, has a worse debt-to-GDP ratio than the whole eurozone, and we are talking about the eurozone, not about the United States and that Congress can't get its act together. So from the European perspective, it seems that this country is in a bigger mess than Europe.  We are not proud where we are.  We know that it's slow and not bold, and so on, but at least they are doing something; they are deciding something, they're trying to pull that through.  And here, nothing is happening -- third time this year," he added, referring to the Supercommittee failure. 

(Os Estados Unidos, até onde eu sei, têm uma relação dívida/PIB pior do que a Zona do Euro, e nós estamos discutindo a Zona do Euro, não sobre os Estados Unidos e o Congresso americano, que não consegue agir em conjunto. Então, da perspectiva da Europa, parece que este país está em uma bagunça maior do que a Europa. Nós não estamos orgulhosos disso. Nós sabemos que é frágil, etc., mas pelo menos nós estamos fazendo algo: eles estão decidindo algo, tentando resolver. E aqui, nada está acontecendo - pela terceirta vez neste ano)

O jornalista estava criticando a incapacidade dos políticos dos Estados Unidos, Obama e o Congresso, de resolverem os problemas financeiros e fiscais, como aconteceu com o supercomitê dos dois partidos políticos esta semana.

O porta-voz respondeu que não achava útil ficar procurando saber quem está lidando melhor com os problemas ("I don't think it's helpful to get into which side of the Atlantic handles its problems better or worse,"). E o jornalista replicou perguntando se Carney tinha alguma idéia do sentimento na Zona do Euro e que os Estados Unidos não estavam em posição de aconselhar a Europa ("do you have [any] understanding -- the feeling in the eurozone, I said, it’s not really a time where the U.S. is in a position to give advice to Europe).

A perspectiva do meracdo é que os Estados Unidos atinjam 100% na relação Dívida/PIB. Os países em crise na Europa alcançam níveis bem maiores que isso (Grécia chega a 165% e a Itália a 120%), mas se pegarmos toda a Zona do Euro, como disse o jornalista, o nível está abaixo de 100%.

Acho que nenhum país está em condições de dar conselhos a ninguém, nem o FMI, pois todos estimularam a crise de 2008 e a gastança que se seguiu. Além disso, todos saudaram a formação da União Européia como uma grande coisa desde sempre.

Ontem também eu vi um vídeo do Centro para a Liberdade e Prosperidade (Center for Freedom and Prosperity), que procura mostrar aos americanos qual foi o caminho errado da Europa e explica quais os passos que os Estados Unidos não devem seguir.


O vídeo dá 5 lições aos Estados Unidos:


1.  Impostos elevados levam a maiosres gastos do governo e não redução à da dívida.
2.  Impostos sobre Valor Adicionado (do tipo ICMS, IPI) são uma receita para elevação de gastos do govareno;
3.  O Estado que gasta muito com políticas sociais de ajuda às pessoas leva à dependência em relação ao governo;
4.   Reforma fiscal e redução de gastos do governo é impossível se a grande parte das pessoas depende do Estado;
5.   Ajuda financeira (bailouts) não funcionam.

Abaixo, o vídeo do Centro:




Para o Brasil, vale a muito a pena pensar em todas as lições. Ressaltam-se os elevados gastos com bolsa família e o grande número de pessoas que vive de governo (funcionários públicos, pensionistas, aposentados, etc.). Além disso, nós somos o país do Imposto sobre Valor Adicionado. Como diz o vídeo, este tipo de imposto esconde a participação do governo nos nossos gastos, por isso o governo consegue aumentar impostos sem levar a culpa e, assim pode gastar mais, prejudicando as contas fiscais do país.


(Agradeço as perguntas do jornalista alemão ao site Culture War Notes e o vídeo ao site American Catholic)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Egito: "Que Apareçam Vingadores de bin Laden"

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Vejam, no vídeo abaixo quem pode ser o novo presidente do Egito.

Ontem, o governo do primeiro-ministro Essam Sharaf apresentou sua renúncia ao Conselho Supremo das Forças Armadas. A Junta Militar, que comanda o país desde a queda de Hosni Mubarak, ainda não aceitou a renúncia. Ao que parece, os militares estão negociando a indicação de um novo primeiro-ministro antes de aceitar a renúncia.

Voltaram a ocorrer manifestações contra o governo na Praça Tahir. Mais de 20 pessoas já morreram e 1.800 ficaram feridas nestes novos protestos. Os ativistas, a maioria ligado a grupos islâmicos, reclamam da demora na transferência de poder da Junta Militar aos civis. Eles também acusam os militares de planejarem incluir na futura Constituição do Egito um artigo que dê ao exército a função de "guardião" da lei máxima do país.

Acho que o mundo já está sentido muitas saudades de Hosni Mubarak, que controlou os radicais islâmicos por décadas e até fez acordo de paz com Israel.

A revista Weekly Magazine fez uma analise de que pode ser o novo presidente do país se ocorrerem eleições gerais: Hazem Salah Abu Ismail.

Ismail é uma estrela de TV que fala sobre tudo, de lei Sharia a questões econômicas e deseja mais influência da Sharia nas legislação do país e que o tratado de paz com Israel seja jogado fora. Ismail anunciou sua candidatura em Maio e tem estado na boca de todos os radicais islâmicos na Praça Tahir. Ismail não faz parte da Irmandade Muçulmana, grupo mais forte do país, mas é apoiado por ela. Ismail é salafista, um ramo mais radical, conservador  e menos cauteloso nas suas opiniões.Geralmente se apresentam com longas barbas e longas túnicas. Mas ele até aparece de paletó.

O site Translating Jihad fez uma tradução de uma fala de Ismail feita no último 4 de agosto. Traduzo em azul abaixo. Vejam o que ele acha de Bin Laden. Ele pede a Alá que surjam muçulmanos vingaores de bin Laden.





And Usama bin Laden—may Allah be pleased with him—may Allah take great mercy upon him. I ask Allah to accept him with the righteous and the martyrs, O Lord. Do not imagine that a martyr is only someone with whom you've always agreed throughout your life. If you had a different point of view from him, and then he was killed, this would not negate his martyrdom. Now this man (i.e. bin Laden) had religion wealth, and he was able to spend millions in the path of Allah, and speak the word of truth with power. However, he preferred to sacrifice his flesh, his offspring, his family, and his wealth, and go to the front lines to work in the path of Allah. The most glorious among us are always the martyrs. May Allah have mercy on him. The testimony which he obtained was a great fortune. I suppose that he—and Allah is his judge now—is among those of whom it is said, “If only my people knew,” Allah-willing. May Allah take great mercy upon him, and I ask Almighty Allah that the Muslims may soon be able to avenge him, as well as all of the martyrs of Islam, such as ‘Abdallah ‘Azam, Ahmad Yasin, and others, O Lord.

(E Bin Laden - que Alá esteja com ele - que Alá tenha piedade dele. Eu peço a Alá para aceitá-lo entre os corretos e mártires. O Lord. Não pensem que um mártir é só alguém que vocês sempre concordaram. Se você tem alguma diferença de ponto de vista dele, e ele é morto, isto não negará seu martírio. Este homem (bin Laden) era rico na religião, e gastou milhões no caminho de Alá, e falou para o mundo a verdade com poder. Entretanto, ele preferiu o sacrificar seu corpo, sua família, sua riqueza e ir para a linha de frente defender o caminho de Alá. Os mais gloriosos entre os nossos são os mártires. Que Alá tenha piedade dele. O testemunho que ele teve foi de grande fortuna. Eu suponho que ele- e Alá é seu juiz agora - está entre o que as pessoas  dizem, "Se apenas nós soubéssemos", Alá assim deseje. Que Alá tenha grande piedade dele, e eu peço a Alá, todo poderoso que os Muçulmanos possam logo vingar a morte dele, bem como dos outros mártires do Islã, como Abdalllar Azam, Ahmad Yasin, e outros).


(Agradeço o vídeo da Translating Jihad ao blog Weasel Zippers)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Maomé Existiu?

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Depois de esccrever um livro chamado A Verdade sobre Maomé (The Truth About Muhammad), no qual discute quem foi Maomé por meio do Corão e das tradições islâmicas (Hadith), estranhamente, Robert Spencer se pergunta se Maomé existiu em um novo livro que sairá no começo do próximo ano.

Ele mesmo confessa que isso é estranho, mas argumenta que 60 anos depois que guerreiros conquistaram a Arábia, o Oriente Médio e o Norte da África, não há nenhuma menção a Maomé, ao Corão ou ao Islã entre os conquitadores e os conquistados.

Isto é realmente intrigante. Pois o Corão supostamente foi compilado duas décadas depois da morte de Maomé.


Como o livro ainda não saiu, eu ainda não o li para saber se Spencer tem mais argumentos contra a existência de Maomé, acho que será muito difícil ele provar isso, pois há milhares de Hadith compilados sobre a vida de Maomé. Por outro lado, a primeira biografia (de Ibn Ishaq) do profeta do Islã saiu depois de 100 anos da morte de Maomé. O que deve reforçar os argumentos dele.

Bom, confio nos argumentos de Spencer, mas acho que ele não deve fechar questão sobre o assunto, deve apenas lançar dúvidas com certa fundamentação. Considero Spencer o maior especialista em Islamismo no Ocidente. Recomendo os livros dele. Gostei bastante de um que ele escreveu com Daniel Ali, que é perguntas e respostas sobre Islã, chamado "Por Dentro do Islã: um Guia para Católicos" (Inside Islam: A Guide for Catholics).


(Agradeço a chamada do livro ao site Culture War Notes)

domingo, 20 de novembro de 2011

Movimento "Libertem Wall Street"

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Cinquenta donos de pequenos negócios resolveram se levantar contra os Ocupantes de Wall Street. Eles fazem parte dos 53% dos americanos que pagam impostos para que exista saúde, iluminação pública, estradas, educação e praças para os imbecis que ocupam as praças, atrapalhando os negócios,  sujando as ruas, até estuprando pessoas.

Com cartazes escritos  Consiga um Emprego (Get a Job), Ocupe uma mesa de Trabalho (Occupy a Desk), ou Parem de Matar os Negócios em Nova York (Stop Killing NYC Business), eles se manifestaram e enfrentaram os Ocupantes de Wall Street.

John Tabacco deu uma entrevista para a Fox News dizendo por que resolveram se manifestar: "Não aguentavam mais 2 meses de ocupantes sem sentido, que sujavam as ruas e destruíam as vendas das pequenas empresas em volta da praça". Os 53% precisavam se levantar.

Foto abaixo da entrevista, vocês podem vê-la clicando aqui.







(Agradeço o assunto ao site Townhall)

sábado, 19 de novembro de 2011

Cristãos Mortos pelo Islã na Semana

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Nesta semana, mais uma vez, pastor, homens, mulheres e crianças foram mortos pelo Islã no mundo. Abaixo, a história de cada um. Rezemos por eles:

1) Pastor Jameel Sawan foi morto em um emboscada no Paquistão por militantes islâmicos;


3) Cristãos foram atacados por pedras quando marchavam lembrando os 40 dias de morte de 27 cristãos coptas por islâmicos radicais no Cairo;



4) No Irã, as forças de segurança aumentaram a pressão sobre o pastor evangélico Youcef Nadarkhani (foto abaixo). Ou ele se converte ao Islã ou morre. Nadarkhani está preso desde 2009 e foi setenciado a morte no ano passado. Entregaram o Corão a ele e ameaçaram com morte caso ele não se converta. Segundo alguns, a lei Sharia do Islã exige três tentativas, caso não se converta é a morte.


Que o mundo se levante em defesa deles e honre o nome daqueles que morreram.


(Agradeço a fonte de notícias ao site Weasel Zippers)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Hollywood (artistas da Globo) e a Realidade

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Os artistas da Globo estão nas ruas contra a Usina de Belo Monte (foto acima), artistas de Hollywood estão nas ruas do lado dos Ocupantes de Wall Street (foto acima de Anne Hathaway). Já falei aqui destes ocupantes várias vezes (aqui, aqui e aqui).

Com isso me lembrei de um vídeo muito bom de Andrew Klavan no qual ele mostra que o que os artistas de cinema e televisão sabem geralmente é uma completa fantasia, pois eles aprendem na própria televisão e cinema e não nos livros.

Abaixo, vai o vídeo de Klavan com tradução em azul.


Aqui é Andrew Klavan no Cultura. Conservadores me perguntam o que é cultura. Cultura é onde fatos da vida são transformados em um encantada fantasia, nos filmes, shows de tv, romances e mesmo programas de comédia. Vou mostra alguns exemplos.

Na realidade, o presidente John Kennedy administrou cortando impostos, aumentou o contingente militar no Vietnã em três vezes, e se levantou contra a União Soviética quando ela quis instalar armas nucleares em Cuba. Ele foi assassinado por Lee Harvey Oswald que era um extremista da esquerda, que tinha desertado para a União Soviética.

Mas no filme JFK de Oliver Stone, Kennedy foi um pacífico presidente que pensou em sair do Vietnã e foi assassinado por um extremista de direita.

Outro exemplo, na realidade Terri Schiavo foi uma mulher com acidente vascular cerebral mantida por aparelhos. O marido pediu a morte a dela, enquanto os pais,  grupos a favor da vida e evangélicos lutaram para mantê-la viva.  Mas no episódio do programa de tv Law and Order, uma personagem tinha o mesmo problema e o marido pediu que fosse desligado os aparelhos que a mantinham viva, até que evangélicos mataram o marido. 

Na realidade, evangélicos lutam pela vida, na cultura, eles matam.

Mais um exemplo, estudos comprovam que sociedades primitivas são muito mais agressivas que as sociedades civilizadas. Eles não tinham nenhum apreço pela mulher ou pelas crianças, e qualquer doença simples podia ser devastadora. Mas em filmes como Dançando com Lobos, Pocahontas e Avatar, as sociedaes primitivas são pacíficas, as mulheres são tratadas com respeito, e as formas de cura são mais eficazes que as medicinas modernas. As sociedades civilizadas são apresentadas como muito mais agressivas.

Na realidade, são civilização, capitalismo, democracia e tecnologia que nos dão maior igualdade, felicidade, saúde.

Nos filmes o exército americano são sempre o mal, as donas de casa estão sempre desesperadas contra os maridos, as empresas são sempre corruptas e a pobreza é sempre culpa da ganância dos ricos.

O Pior é que não são apenas os artistas que aprendem história pela TV e cinema. Até juízes de Suprema Corte tem como uma concepção Avatar da vida, basta ver a decisão no Brasil do caso dos índios da Reserva Raposa Serra do Sol.


(Agradeço o vídeo do Klavan ao blog American Catholic)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Um Nova União Européia - Manda Quem Pode...?

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Li hoje um texto do Financial Times em que o ministro da Finlândia, Alex Stubb, argumenta em favor de que países com "Triple A" tenham mais influência na União Européia.  Isto é, aqueles países que são melhor avaliados financeiramente, por isso têm um nota com triplo A nas agência de crédito, deveriam mandar mais na União Européia do que os que não têm. Vejam acima que os Triplo A são Alemanha, França, Finlândia, Áustria, Luxemburgo e Holanda.

Eu acho a idéia estúpida.

Primeiro, porque está dando força política às agências de crédito. Elas estariam ainda mais sob pressão para alterar as notas e poderiam ser corrompidas. Já há vários casos sobre isso. A França atualmente está sob risco de perder o Triplo A, como seria a pressão se ela mandasse mais por causa dessa nota?

Segundo, e mais importante, haveria perda democrática para a União Européia, em uma situação em que a democracia dentro do grupo já não é essas coisas. Muitas medidas são feitas sem o apoio das populações atingidas, como leis sobre imigração e de mercado de trabalho.

Terceiro, há diferentes triplo A. Um Luxemburgo está longe de ser uma Alemanha, culturalmente e em termos de poder econômico e político.Como comparar também Luxembrugo com a Itália ou a Espanha, que não são triplo A? Mesmo a comparação entre França e Alemanha irá mostrar diferenças marcantes.

E quarto, por que a questão financeira deve ser o grande motor da União Européia?

Eu não concordo com a idéia de União Européia, acho que os países perderam muito de suas democracias ao entrar no grupo, e financeiramente também perderam a não terem mais um Banco Central para chamar de seu.

Acho que apenas quando se abandonar o euro é que os países europeus poderão se livrar das crises financeiras e do baixo crescimento econômico que assola a região. Sem falar nas questões culturais que são atingidas por leis elaboradas pelo grupo, e que as populações têm de engolir.

Mas como se irá destruir um processo de 50 anos em que muitas instituições foram criadas e muitas pessoas vivem disso? Primeiro passo é ver que escolheram o caminho errado.