quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Macron: "Me Mostre uma Mulher com Nível Superior com 7 ou 8 Filhos"! Mostraram


Pois é, o Macron está cada vez mais imbecil.

Falando sobre a alta taxa de fertilidade na África, para uma ONG, ele disse:

“Eu sempre digo: Apresente-me a mulher, sendo perfeitamente educada, que decidiu ter sete, oito ou nove filhos"

Ele acha que a alta taxa de fertilidade na África é culpa de casamentos com crianças e baixa educação.

O imbecil diabólico além de querer exportar o aborto da Europa não entende de família. Para começar nem filho tem.

Bom, mulheres com PhD apareceram e mostraram que são muito bem formadas e sim tem muitos filhos. E mostraram para Macron o grande exemplo da filósofa Elizabeth Ascombe (citei muito ela no meu livro sobre Guerra Justa), uma das maiores filósofas do século XX, que ensinou nas universidades de Cambridge e Oxford e era mãe de sete filhos.

Vejam relato do jornal The Catholic Herald

Catholic U. professor leads response to French president’s remark on large families


Following a comment by President Emmanuel Macron, in which he expressed skepticism that any well-educated woman would decide to have many children, women with large families have been using the “#PostcardsForMacron” hashtag to send the French president pictures of their happy families.
Speaking about high fertility rates in Africa during a Gates Foundation “Goalkeepers” event held in New York City Sept. 25-26, Macron compared having a large family with forcing a girl to be married as a child.
Macron stated that when women are educated, they do not have many children.
“I always say: ‘Present me the woman who decided, being perfectly educated, to have seven, eight or nine children,” said Macron.
“Please present me with the young girl who decided to leave school at 10 in order to be married at 12.’”
In response, many women took issue with the French president’s apparent disbelief that academically successful women would choose to be mothers of several children.
Dr. Catherine R. Pakaluk, a professor of social research and economics at the Catholic University of America, started the hashtag by sharing a photo of herself and six of her eight children.
She followed up that tweet explaining that she holds both a Master’s degree and a Ph.D. from Harvard University and has, as she phrased it, “Eight children by choice.”
Her post garnered thousands of views, and other women followed her lead, including Beth Hockel, a “Stanford graduate, electrical engineer, mom of 11.”
Catholic writer Elizabeth Foss shared a picture of her nine children, saying “Yes, they’re all mine. And so is my (University of Virginia) degree.”
Men joined in as well, sharing pictures of their wives and their own mothers.
“Check out my educated and inspiring wife and mom of 7,” tweeted writer Josh Canning, along with a picture of his family.
Several people pointed out that philosopher Elizabeth Anscombe was a mother of seven, and yet still taught at Oxford and Cambridge.



Dear @EmmanuelMacron This is the Oxford and Cambridge philosopher Elizabeth Anscombe. She is widely considered one of the greatest 20th century philosophers. She had seven children.
While Macron made the remarks at the end of September, his comments on family size gained media traction on Monday, following a report in the Guardian newspaper.
Macron himself does not have any children, but his wife has three children from her first marriage.

The Macrons met when the future French president was 15 years old, his future wife Brigitte Trogneux was his teacher.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Canonizações são Atos Infalíveis dos Papas?


Ontem, o Papa Francisco canonizou o Papa Paulo VI. Muitos teólogos e estudiosos da Igreja não concordam que Paulo VI teve vida virtuosa que fundamente a santificação dele e também reclamam do novo processo de canonização da Igreja que facilitou as canonizações, ao não se permitir o chamado "advogado do Diabo", processo em que se contrapõe com os problemas na vida do indicado a santo. O Papa Francisco também canonizou ontem Osar Romero que também sofre muitas críticas.

Eu que já estudei a vida dos papas, sempre entendi primeiro que os papas são seres humanos e como tais são pecadores, por outro lado, também sei que santos devem ser pessoas muito especiais na devoção e nas ações em favor de Deus. Sobre Paulo VI, ele escreveu uma encíclica muito importante para a Igreja, a Humanae Vitae, por outro lado sei, de seus problemas na fraqueza para lidar com o mundo comunista na época, que permitiu o avanço do comunismo até entre os clérigos, e também sei dos erros dele relacionados ao enfraquecimento da liturgia da Igreja.

Também defendo que os processos de canonização devem ser muito rigorosos. Não gostei da decisão de João Paulo II de facilitar esse processo que permitiu que centenas e centenas fosse declarados santos. Aliás, João Paulo II também sofreu críticas quando foi canonizado, especialmente pelo fato de ter lidado muito mal com as denúncias de abusos sexuais na Igreja, que eram do conhecimento dele e também por conta do apoio, por omissão ou não, a Marcial Maciel que tinha vida dupla, além de ações do Papa João Paulo II em favor de um ecumenismo que chegou até ao momento em que ele beijou o Alcorão.

A questão aqui é: os católicos devem aceitar como atos infalíveis dos papas a declaração de canonização? Os católicos obrigatoriamente devem fazer devoção aos canonizados?

Sobre isso, eu gostei da resposta do Dr. John Lamont.

É um assunto complexo, mas em resumo Dr. Lamont argumenta que:

1) A Igreja não ensina que as canonizações são infalíveis. Isso significa que não há pecado nos católicos em negar sua infalibilidade por motivos sérios, mas isso não implica que eles não sejam infalíveis.

2) O que precisa ser estabelecido é se as canonizações, no sentido dos decretos finais e definitivos pelos quais o supremo pontífice declara que alguém foi admitido no céu e deve ser venerado por todos, não são de fato atos infalíveis do magistério papal.

3) Precisamos voltar ao processo mais rigoroso de canonização.

4) Uma canonização que não é infalível não quer dizer que as outras também não são.

No artigo, Dr. Lamont vai observar os decretos do processo de canonização para ver se eles são infalíveis no sentido formal. Pois para um ato papal ser infalível envolve três coisas: o papa deve exercer sua autoridade como sucessor de Pedro; seu ensinamento deve ser declarado como uma questão que diz respeito à fé ou à moral; e ele deve afirmar que seu ensinamento é uma decisão final que vincula toda a Igreja a acreditar em seu conteúdo sob pena de pecado contra a fé.

Dr. Lamont diz que a fórmula de canonização não segue estritamente a fórmula de uma decisão infalível do Papa.

E concluiu o artigo dizendo:

Uma canonização parece não ser infalível quando existem falhas graves no processo de canonização em si. Tais falhas significam que a Igreja falhou em tomar as medidas necessárias para conseguir a ajuda do Espírito Santo na prevenção de uma canonização equivocada. A falta de infalibilidade não significa, naturalmente, que a pessoa canonizada não seja um santo. Padre Pio, por exemplo, foi canonizado sob o processo de canonização seriamente falho introduzido por João Paulo II em 1983, mas isso não significa que ele não é um santo ou que ele não deveria ser venerado como tal. Uma canonização parece ser realmente errônea quando o equilíbrio das probabilidades, dada a evidência completa sobre o processo de canonização e a vida da pessoa canonizada, é muito fortemente a favor do processo de canonização ter sido seriamente falho, e também da pessoa canonizada não tendo exibido virtude heroica, mas em vez disso ter cometido pecados sérios que não foram expiados por alguma penitência heroica. O julgamento que uma dada canonização é errônea requer, é claro, uma investigação muito substancial, completa, objetiva e inteligente, e tais julgamentos não serão aventados neste artigo.

Chegamos, portanto, a uma conclusão ainda mais estrita do que a sugerida no início deste artigo. Não precisamos sustentar que as canonizações de João XXIII e João Paulo II eram infalíveis, porque as condições necessárias para tal infalibilidade não estavam presentes. Suas canonizações não estão ligadas a nenhuma doutrina da fé, não foram o resultado de uma devoção que é central para a vida da Igreja, e não foram produto de um exame cuidadoso e rigoroso. Mas não precisamos excluir todas as canonizações do carisma da infalibilidade. Ainda podemos argumentar que as canonizações que seguiram o procedimento rigoroso dos séculos passados ​​se beneficiaram desse carisma. Assim, embora a conclusão de nossa investigação seja mais restrita do que o previsto, sua lição é mais ampla. Essa lição nos diz que um retorno à antiga abordagem à canonização significaria recuperar a orientação do Espírito Santo em uma área de grande importância para a Igreja.


Leiam todo o artigo do Dr. Lamont, clicando aqui.


domingo, 14 de outubro de 2018

Camille Paglia, Feminista Explica o Terror do Feminismo Moderno



Para preparar meu livro chamado Ética Católica para Economia (que deve sair próximo ano), eu li o pensamento de Camille Paglia sobre o feminismo. Semana passada, ela foi destaque nos Estados Unidos, por conta de seu novo livro.

Não concordo com tudo que ela diz, ela me parece no meio caminho do certo, o que é uma posição errada. Mas acho que ela tem muito a ensinar sobre o desastre do feminismo moderno.

Eu li o livro dela chamado Free Women, Free Men: Sex, Gender, Feminism de 2017. Nesse livro,  Paglia começa defendendo sua formação como feminista, defensora ainda na juventude dos feitos de Amelia Earhart, fã de Simone de Bueavoir, opositora do “culto ao lar” dos anos 1950 (contra a imagem de mulheres que viviam para seus filhos e maridos), adepta do rock and roll dos anos 60, e eleitora dos candidatos de esquerda dos Estados Unidos como John Kennedy ou Bill Clinton. Mas Paglia se define como feminista libertária, que segundo ela adota o que tem de melhor no  liberalismo e no conservadorismo.

Paglia mostra sua extensa lista de defesa do feminismo para atacar a segunda onda feminista. A primeira onda feminista seria aquela que defendeu o voto feminino e os métodos contracepcionais. A segunda onda feminista quer destruir o homem. 

As posições dela podem ser vistas no vídeo acima também. Por exemplo, no livro, ela se diz defensora de ampla liberdade sexual (o que inclui defender o aborto), mas diz que aqueles que defendem a vida possuem “superioridade moral”. Ela apoia a liberdade de cada um escolher sua vida sexual, mas argumenta que a biologia é superior e que ninguém pode
mudar de sexo. Paglia ataca fortemente o politicamente correto, que define como uma patrulha ideológica que oprime a academia e elimina a liberdade de expressão, mas ao mesmo tempo compara o politicamente correto com a Inquisição espanhola, o que é um anacronismo e equivocado em diversos aspectos. Ela exalta as conquistas femininas nas artes, mas diz que as mulheres tendem a ficar no meio termo intelectual, enquanto os homens atingem os extremos. No vídeo, ela diz: “não existe um Mozart feminino assim como não existe um Jack Estripador feminino”. Ela votou duas vezes em Bill Clinton, mas apoia Monica Lewinsky. Ela quer uma presidente dos Estados Unidos que seja mulher, mas uma mulher que entenda da história militar do país e não   de ideologia de gênero. Relacionado, a questões econômicas, ela relaciona essa segunda onda ao “mundo dos shoppings e da prosperidade”, que trouxe conforto, mas distância da história de lutas que formaram o mundo moderno. Em termos religiosos, Paglia se declara ateia, mas diz que todos deveriam estudar mais para entender as religiões.

E especialmente, Paglia condena o feminismo que enfraquece o masculino.  Ela parece defender mulheres fortes, mas mulheres, e homens que sejam homens. Ela argumenta que a primeira onda defendia o feminismo enquanto exaltava os feitos dos homens e que a segunda onda quer destruir o masculino, e ela é contra isso. A segunda onda de feminismo que define o homem como opressor e tirano é veneno que tem se espalhado, para Paglia. Ela costuma exaltar que os homens, na história, dedicaram seu trabalho e até suas vidas na defesa de mulheres e crianças. Ela chama a segunda onda do feminismo de neuroticismo, haveria uma neurose perversa no feminismo da segunda onda.


quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Papa Francisco: "Nossa Senhora, Apenas uma Garota Normal, Não Era Inteligente, Nem Cheia de Virtude"


Ressoa nos sites católicos partes do novo livro de entrevistas com o Papa Francisco, no qual ele de uma canetada só parece negar os dogmas da Igreja sobre Nossa Senhora. Ou na melhor das hipóteses (por mais louco que possa parecer) mostra que o Papa não entende os termos mais básicos da Doutrina da Igreja.

O site do jornal Vatican Insider News é um dos jornais que trata do assunto.

Em suma, o Papa Francisco descreve Nossa Senhora como uma "garota normal que queria casar e constituir família", cujo diferença era que gostava das escrituras.

Além disso, para espanto de quem estudou minimamente o Catecismo, diz que quando o Anjo Gabriel disse que Nossa Senhora era "cheia de graça", ele não queria dizer que Nossa Senhora era inteligente, nem cheia de virtude, nem era uma super mulher, apenas que era cheia de "gratuidade e de beleza".

Será que o Papa sabe o que significa a palavra "graça divina" na teologia? Será que ele conhece o dogma da Imaculada Conceição?

Ele ainda usa Nossa Senhora para contrapor os "pobres" contra o que chama de "elite".

Meu Deus.

Vejam o texto do Vatican Insider News.


The Pope: “I’ll tell you about Mary, a normal girlˮ

“I imagine her as a normal girl, a girl of today, open to getting married, to having a family”. Pope Francis speaks of Our Lady, and explains the Hail Mary prayer in the new book interview with Don Marco Pozza, chaplain of the prison of Padua, published by Rizzoli and the Libreria Editrice Vaticana.  

The Italian daily Corriere della Sera has anticipated some excerpts of Bergoglio’s new book: “From the moment she was born until the Annunciation, to the moment she encountered the angel of God, I imagine her as a normal girl, a girl of today, I can’t say she a city-girl, because she is from a small town, but normal, educated normally, open to marrying, to starting a family. One thing I imagine is that she loved the Scriptures: she knew the Scriptures, she had done catechesis in a family environment, from the heart. Then, after the conception of Jesus, she was still a normal woman: Mary is normal, she is a woman that any woman in this world can imitate. No strange things in life, a normal mother: even in her virginal marriage, chaste in that frame of virginity, Mary was normal. She worked, went shopping, helped her Son, helped her husband: normal”.  

Emphasizing Mary’s rootedness in the people, Francis takes up one of the recurrent themes of his pontificate. “Normality is living among the people and like the people. It is abnormal to live without roots in a people, without connection with a historical people. In such conditions a sin - very much liked by Satan, , our enemy- is born : the sin of the elite. The elite does not know what it means to live among the people and when I speak of the elite I do not mean a social class: I speak of an attitude of the soul. One can belong to a Church elite. But, as the Council says in Lumen Gentiumthe Church is the faithful holy people of God. The Church is the people, the people of God. And the devil likes the elite.  

“The re-creation begins with Mary, with a single woman,” says Pope Bergoglio. “Let’s think of the single women who run the house, who alone raise their children. Mary is even more alone. Alone, she begins this story, which continues with Joseph and the family; but at the beginning recreation is the dialogue between God and a single woman. Alone in the moment of proclamation and alone the moment her Son died”. 

Francis also recalls the tragic events of his country, Argentina and the sufferings of the mothers of the desaparecidos. “To a mother who has suffered what the mothers of Plaza de Mayo have suffered I allow everything. She can say anything, because it is impossible to understand the pain of a mother. Someone told me: “I would like to see at least the body, my daughter’s bones, to know where she was buried” (...). There is a memory that I call “maternal memoryˮ, something physical, a memory of flesh and blood. This memory can explain the anguish. They often say: “But where was the Church at that moment, why didn’t she defend us?ˮ. I keep quiet and accompany them. The desperation of the mothers of Plaza de Mayo is terrible. We can only accompany them and respect their pain, take them by the hand, but it’s difficult”. 

The Pontiff also comments on a phrase said by Pope Luciani about the motherhood of God. “Saying that God is father and mother, Pope John Paul I did not say anything strange. God said so of himself, through Isaiah and the other prophets: he presented himself as a mother, “I look after you as a mother, a mother cannot forget her child, and even if she did, I would never doˮ (Is 49,15)”.  

Francis then emphasizes what the archangel Gabriel told Our Lady at the moment of the annunciation. “The angel does not say to Mary: “You are full of intellect, you are intelligent, you are full of virtue, you are an super-good woman”. No, he said, “You are full of graceˮ, that is, of gratuitousness, of beauty. Our Lady is the beauty par excellence. Beauty is one of the human dimensions that we too often neglect. We speak of truth, of goodness and leave beauty aside. Instead, it is as important as the others. It is important to find God in beauty”.  

Again, the Pope explains that “Mary cannot be the mother of the corrupt, because the corrupt sell their mother, they sell their belonging to a family, to a people. They are only looking for their own profit, whether it be economic, intellectual, political, of any kind. They make a selfish choice, I would say Satanic: they lock the door from within. And Mary cannot enter. For this reason, the only prayer for the corrupt is that an earthquake will move them so much it will convince them that the world has not begun and will not end with them (...). Mary is the mother of all of us sinners, from the most to the least holy”. And also the Pontiff, as he has already done many times, defines himself as a sinner: “It is reality. If I said of myself that I was not a sinner, I would be the greatest corrupted”.