quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O Terrorismo de "Dimensões Inimagináveis".


Recentemente, um garoto de 17 anos foi crucificado pelo Estado Islâmico na cidade síria Raqqa e ficou crucificado vivo por três dias, até que faleceu. Ao que parece o garoto era cristão e foi pego batendo fotos de bases militares. O fato foi reportado em todo mundo (não vi no Brasil, no entanto), como pelo jornal inglês Daily Mail.

Crucificado vivo por três dias!! Já imaginaram morrer dessa forma?

 Talvez seja disso que o Papa Francisco lembrou quando disse que "vivemos em um período de terrorismo inimaginável", sem no entendo relatar quais são as bases ideológicas desse terrorismo. Ele disse que muitos sofrem brutalmente, mas não disse quem os faz sofrer e por quê.

Nem poderia dizer sob pena de contradizer  a si mesmo, Papa Francisco já declarou que o "próprio entendimento do Islã, proíbe Violência".

Muitas pessoas lêem o Alcorão e não vêm a mesma coisa que o Papa Francisco, e não são apenas os terroristas. Pesquisas mostram que a maioria dos muçulmanos apoiam a lei sharia islâmica e grande parte apoia os argumentos dos terroristasm incluindo líderes religiosos. Será que o Papa Francisco conhece mais o Alcorão e a vida de Maomé do que eles?

Ele também não diz como devemos combater este terrorismo inimaginável. Será aceitando as crucificações e o fato de que os terroristas irão acabar com 2000 mil anos de presença cristã no Oriente Médio, na esperança que eles pararão por aí?

Não será que o ataque de ontem no Canadá mostra que eles não pararão?

Se eu fosse Obama e líderes do mundo, eu visitaria o Papa Francisco com uma  AK-47 e perguntaria a ele o que fazer com aquilo. Deveria jogar fora ou invadir o Iraque e a Síria e proteger os cristãos? O que ele me diria?

Vejam o vídeo abaixo da Rome Reports, em que o Papa Francisco declara que o mundo assiste a um terrorismo inimaginável. No final do vídeo, uma membro do Focolare Movimento fala pelos refugiados (!) e diz que eles não querem vingança.

Não seria bom perguntar a eles o que fazer?

Aliás, a teoria da guerra justa católica não defende a "vingança", mas a correção bondosa punitiva e a proteção das vítimas. Ver Santo Ambrósio, Santo Agostinho, São Tomás de Aquino, São Francisco Francisco de Vitória....E inúmeros santos e mártires sabem muito bem o que é o Islã.







quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Livro de Lembranças: Os 1.900 Católicos mortos por Lenin e Stalin.


Os católicos russo publicaram Kniga pamiati: Martirolog Katolicheskoi Tservi v SSSR, no ano de 2000. Este ano, a universidade católica americana Notre Dame traduziu o livro, chamando-o de Book of Rembrance: A Martyrology of the Catholic Church in the USSR ( o que em português seria: O Livro de Lembranças: Os Mártires da Igreja Católica durante a Rússia Comunista).

O livro destaca cada um dos 1.900 católicos (padres e leigos) que foram mortos pelo regime comunista russo. Estes mártires agora estão em processo de canonização na Igreja Católica.



A vida de cada um dos 1900 católicos pode ser conhecida no site (isso mesmo, cada um deles!). As biografias contam como eles desapareceram e foram mortos nos regimes de Lenin e Stalin.

Vejamos o que diz o site sobre os mártires que morreram sob o comunismo (traduzo em azul).

As entradas de cada nome dos mártires foram coletadas e editadas pelo Padre Bronisƚaw Czaplicki e Irina Osipova, em nome da Comissão Martirológica para o Jubileu do Ano 2000 estabelecida pela Administração Apostólica para os católicos do norte da Rússia europeia. É verdadeiramente surpreendente que uma coleção tão volumosa foi montada e preparada para publicação até o ano 2000, apenas nove anos após a abertura dos arquivos dos órgãos da ex-União Soviética, a fonte da maior parte do material de segurança do Estado. Os compiladores consultaram colegas em arquivos regionais espalhados por todo o país. As fontes de arquivo são listadas na Bibliografia 

Em 30 de janeiro de 2002, a Conferência dos Bispos Católicos da Federação Russa inaugurou o "Novos Mártires Católicos da Rússia", um programa de promoção da canonização de mártires russos do século XX. Dezesseis foram escolhidos para este procedimento formal. O processo para a sua beatificação teve o título de "Causa da Beatificação ou a Declaração de martírio de Dom Edward Profittlich, SJ, e quinze companheiros." A causa foi aberta oficialmente em 31 de maio de 2003, e a partir dessa data estes dezesseis mártires são conhecido como "servos de Deus": 

Padre Fabian Abrantowicz, MIC 
Madre Catarina (Anna) Abrikosova, OP 
Padre Epifanius Akulov 
Monsenhor Konstanty Budkiewicz 
Padre Franciszek Budrys 
Padre Paweƚ Chomicz 
Padre Andrzej Cikoto, MIC 
Padre Antoni Czerwiński 
Padre Potapy Emelianov 
Irmã Rosa do Coração de Maria (Galina) Jętkiewicz, OP 
Camilla Kruczelnicka 
D. Antoni Malecki 
Padre Janis Mendriks, MIC 
Bispo Edward Profittlich, SJ 
Padre Stanisƚaw Szulmiński, SAC 
Padre Jan Trojgo 

O padre Czaplicki foi o postulador original para a Causa. Ele foi sucedido pelo padre Alexey Yandushev-Rumyantsev. Em 17 janeiro de 2014, a causa do Servo de Deus Edward Profittlich, SJ, foi transferido para a Estônia, e o processo original foi renomeado "Causa da Beatificação ou a Declaração de martírio de Dom Antoni Malecki e quatorze companheiros." 

Note-se que nem todas as 1.900 pessoas incluídas no Martirológio morreram como um mártires. Mas todas elas foram perseguidas pelo Estado de uma forma ou outra, e morreram por tiro de um pelotão de fuzilamento, outros foram enviadas para campos de "trabalho corretivo", outros foram banidos para lugares remotos da União Soviética onde eles definharam e sofreram por anos. 

O teólogo George Weigel comentou o trabalho da Notre Dame sobre os mártires católicos russos.

É muito bom lembrar estes mártires do comunismo, em tempos que o comunismo ainda não morreu, vive forte na ideia estúpida que a salvação está nos bens materiais e nesta vida terrena.

Acessem o site e aprendam sobre a vida de alguns dos 1.900 católicos.


terça-feira, 21 de outubro de 2014

Blasfêmia de Padre Rosica: "Sagrada Família é mais Irregular que Casais Gays!"


Vejam o que disse acima o padre Thomas Rosica, consultor de comunicação do Vaticano, e figura importante durante o sínodo da família. Está no twitter: https://twitter.com/FatherRosica/status/523699555473563648

Traduzo:

"O QUE É UMA FAMÍLIA CATÓLICA? EXISTIU ALGUMA FAMÍLIA MAIS IRREGULAR QUE AQUELA DE NAZARÉ?

Além de atacar a família católica tradicional, o padre Rosica chamou a Sagrada Família de irregular. A Sagrada Família para ele seria mais irregular até que casais gays!!! Pode seria a mais irregular.

Vejam as duas fotos abaixo. A primeira é de uma família mais irregular que a da segunda, segundo este padre.



Eu dei o nome Nicolas a um dos meus filhos, porque conta a tradição que São Nicolas, ao ouvir do herético Arius dizer que Cristo não era Deus, se levantou e deu um murro em Arius e por isso foi preso.

Eu estou com uma tremenda vontade de fazer isso com o padre Rosica!

Infelizmente, não tenho twitter. Se vocês tiverem, entrem e o defendam a Sagrada Família em meu nome. Cliquem em https://twitter.com/FatherRosica/status/523699555473563648

Quem me indicou esta frase medonha, bizarra, herética, estúpida do padre Rosica foi o site Pewsitter, que me encaminhou ao blog Vox Cantoris. O dono deste blog criticou o padre Rosica no twitter e foi bloqueado. Façam o mesmo que o Vox Cantoris e recebam o bloqueio como honra.

O site Vox Cantoris também relata quem é o padre Rosica. Diz o site:

Father Tom Rosica is Executive Producer at Salt + Light (a failed Catholic cable channel of no hope with 1000 viewers, I get more blog hits a day than they have viewers). He is President of a 200 year old Catholic University which just sold off its property, has no students is reduced to a chaplaincy and exists only now as a "charter," -- it has a charter!). He is a Consultor to the Pontifical Council on Social Communications and a former Chaplain at Toronto's Newman Centre (where he attempted to have Catholics arrested for protesting the appearance of Vatican II peritus, ex-priest and heretic Gregory Baum.

If he meant that Mary was a virgin, Jesus was God in the Flesh, Joseph was told all of this by an angel, these are not the first things we think of when we refer to the Holy Family. To refer to the Holy Family as irregular is repugnant, it is blasphemous


Traduzo em parte:

(Padre Tom Rosica é Produtor Executivo de Salt + Light (um canal a cabo Católico que deve ter no máximo 1000 espectadores, eu tenho mais acessos no meu blog). Ele é presidente de  uma Universidade Católica de 200 anos que vendeu sua propriedade, não tem mais alunos. Ele é um Consultor do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais e ex-capelão do Newman Centre de Toronto.

Se ele quis dizer que Maria era virgem, Jesus era Deus na carne, José ficou sabendo por anjos, estas não são as primeiras coisas que pensamos quando nos referimos à Sagrada Família. Referir-se a Sagrada Família como irregular é repugnante, é blasfemo)

Padre Rosica mostra até onde padres podem ir na ofensa a Cristo e quanto Cristo deve ter ouvido de ofensas durante o sínodo da família. 

Rezemos pela Igreja!! Pela Intercessão da SAGRADA FAMÍLIA.

Acho que muito do clero já está perdido, mas oração pela Sagrada Família é essencial, para a nossa salvação, nós que somos a Igreja.

E nos levantemos contras estes blasfemos. Eles não ficarão livres da gente, nós não permitiremos tamanha ofensa a Cristo.

ICXC NIKA.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Vídeo: Entrevista com o Repórter que Destronou Cardeal Kasper




Michael Voris, do Church Militant TV, conseguiu entrevistar Edward Pentin. Eu falei aqui do feito de Edward Pentin: ele entrevistou cardeal Kasper, que falou bizarrices e ofendeu colegas cardeais. Com a repercussão da entrevista, Kasper negou que tinha dado a entrevista. Então, Pentin disponibilizou o áudio da entrevista. (vejam detalhes no meu post sobre o assunto)

Matthew Archbold fez a seguinte importante pergunta: caso Pentin não tivesse o áudio, cardeal Kasper cruelmente, mentindo, deixaria um profissional de imprensa que acompanha há mais de dez anos o Vaticano ser prejudicado profissionalmente por alegar ter feito uma entrevista que não tinha ocorrido, pois Pentin não poderia provar?

Vamos ver a entrevista abaixo de Michael Voris a Edward Pentin, ele conta como foi a famosa entrevista com Kasper e o que ele pensa do sínodo da família. Ele muito revelador o que ele diz sobre o sínodo.

Após o vídeo, faço tradução da argumentação de Pentin.





Primeiro é perguntado a Pentin o que aconteceu na entrevista com o cardeal Kasper. Ele disse que estava junto dos jornalistas que ficavam foram do salão onde estava acontecendo o sínodo, quando o cardeal apareceu. Perguntaram ao Kasper se ele poderia responder algumas perguntas. Ele aceitou. Pentin disse que é importante saber sobre as "mudanças que estão sendo propostas que mudam 2 mil anos de Doutrina da Igreja". Kasper foi muito franco sobre o que ele pensava, talvez porque conhecesse os outros dois jornalistas franceses que estavam comigo. Sabia que pode falar abertamente com eles. Ele disse que agiu corretamente como um profissional de imprensa e se identificou como jornalista do National Catholic Register. E diz que as respostas foram do cardeal,  os erros são dele, Pentin apenas relatou a entrevista.

Depois Voris pergunta como foi a reação dele quando soube que Kasper negou a entrevista para o site Zenit (Pentin trabalha também para o site Zenit e  relatou a entrevista neste site).  Pentin disse que Kasper tentou se esquivar dizendo que não deu entrevista ao Zenit, pois eu me identifiquei como do National Catholic Register. Mas Kasper também negou as declarações bizarras, mas ele as disse, então Pentin se viu obrigado a publicar o áudio da entrevista. 

Então, Voris pergunta o que Pentin pensa do sínodo do Papa Francisco. Pentin responde que já foi a 5 sínodos, e nunca viu nada ao que está vendo neste, talvez por conta do assunto que levanta declarações apaixonadas, mas também porque

"…He have never known a synod so obviously steered from the top in a certain direction, and engineered…"

(Ele nunca viu um sínodo tão obviamente ditatorial e direcionado para uma certa direção)

Ao invés de deixar aberto para os delegados do sínodo, observa-se que o Vaticano tentou manobrar fortemente em uma direção.

Voris pergunta então qual é a agenda daqueles que dominam o sínodo. Pentin responde que eles tentam fazer uma "mudança de tom" da Doutrina. Os oponentes dizem que isso mudará a Doutrina, mas eles dizem que é apenas uma "mudança de tom" em relação aos homossexuais e aos divorciados que se casam novamente. Ele tentam um relaxamento do catecismo em relação a estes casos.

Voris pergunta a Pentin como ele se sente sendo um jornalista e também um católico fiel vendo o debate do sínodo. Ele responde que é bem complicado, ele tem reportar todos os lados da disputa no sínodo, e tenta também aqueles que a imprensa normalmente não escuta (os conservadores).

Finalmente, Voris pergunta se os conservadores viram com o sínodo que eles podem usar a mídia católica mais conservadora para apoiá-los no debate na lutra contra o modernismo. Pentin diz que sim, os bispos mais conservadores vão passar a usar mais este expediente, o sínodo serviu para mostrá-los que eles não estão sós.

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Para mim, pela importância enorme do tema, Pentin merece um prêmio internacional de jornalismo.

Será que nenhuma empresa católica irá fazer isso?

Viva Pentin, ele mostrou o que se passa na mente de Kasper e de muitos membros do clero que tentam impor uma agenda gay e contra o casamento dentro da Igreja!


(Agradeço o vídeo ao site Creative Minority Report)

domingo, 19 de outubro de 2014

De GK Chesterton para Papa Francisco.


O Papa Francisco é fã de GK Chesterton, ele faz parte da Sociedade Chesterton da Argentina. Não sei em que circunstância ele faz parte dessa sociedade, mas pela presença do nome dele lá, pode-se dizer que ele seja fã de Chesterton.

Chesterton ao meu ver teria duas ótimas dicas para dar ao Papa Francisco no momento em que muitos observam que o Papa é aderente da ideia de que a Igreja deve dar "boas vindas" aos homossexuais, levando a Igreja a se aproximar da aprovação do casamento gay.

Chesterton disse certa vez a seguinte (brilhante) argumentação:

“We do not really want a religion that is right where we are right. What we want is a religion that is right where we are wrong.” 

(Nós realmente não queremos uma religião que diga que está certo quando nós estamos certos. O que nós queremos é uma religião que está certa quando nós estamos errados).

Em outras palavras: para que serve uma religião que pensa como eu penso?

Muitos gays juram que irão aderir ao catolicismo se a Igreja aprovar o casamento gay.

Será???

Vejamos o que acontece com a Igreja Episcopal nos Estados Unidos que faz tudo que o esquerdismo deseja: casamento gay, mulheres padres, divorciados padres, etc. Será que o número de fiéis aumenta por lá??

Eu mostrei aqui no blog, certa vez, que uma forma de perder fiéis é aderir ao casamento gay.

Outra coisa, Chesterton era um severo crítico da mídia. Ele disse:

Modern man is staggering and losing his balance because he is being pelted with little pieces of alleged fact which are native to the newspapers; and, if they turn out not to be facts, that is still more native to newspapers.” 

(Homem moderno está atordoado e perdendo equilíbrio porque ele está sendo apedrejado com pequenos pedaços de fatos o que é comum em jornais, e se estes pedaços não refletem os fatos, eles são ainda comuns nos jornais)

Quer dizer o homem moderno está confiando demais na mídia.

Vejamos por exemplo como a Veja tratou o discurso final do Papa Francisco sobre o sínodo.

Vejamos duas partes do que disse a Veja, faço críticas em vermelho:

O papa disse que nos debates foi possível observar 'tensões e tentações'. Mencionou a tentação da 'rigidez hostil', que resumiu como a atitude "querer se fechar no que está escrito e não se deixar surpreender por Deus, pelo Deus das surpresas". Francosco alertou para a 'tentação' imposta pelos que classificou como 'tradicionalistas' ou 'medrosos' e por aqueles que definiu como 'denominados progressistas e liberais'. 

Toda a documentação, tanto os rascunhos quanto as correções, foi divulgada pelo Vaticano. "O papa pediu que fosse publicado tudo, com total transparência, o que mostra um alto grau de maturidade", disse Manuel Dorantes, um dos porta-vozes.

Bom, o Papa realmente relacionou os conservadores a "rigidez hostil" pedindo um "Deus das surpresas" (não sei o que isso significa, e tenho medo de saber). Mas será que o Papa chamou os tradicionalistas de medrosos????

Não!!! A palavra medrosos está relacionada aos progressistas diz o texto original do Vaticano,em inglês:

The temptation to a destructive tendency to goodness [it. buonismo], that in the name of a deceptive mercy binds the wounds without first curing them and treating them; that treats the symptoms and not the causes and the roots. It is the temptation of the “do-gooders,” of the fearful, and also of the so-called “progressives and liberals.” 

(A tentação de uma tendência destrutiva de bondade [ele. buonismo], que, em nome de uma misericórdia enganosa liga as feridas sem primeiro curá-las e tratá-las; que trata os sintomas e não as causas e as raízes. É a tentação dos "benfeitores", do medo, e também dos chamados "progressistas e liberais.)

E sobre a transparência???

Aí, a Revista Veja deveria ter acompanhado um pouco mais o que ocorreu no sínodo e saberia que quase ocorreu uma rebelião de bispos para que o Vaticano liberasse todos os documentos.

Não foi iniciativa do Vaticano.

A Veja parece que só traduziu textos internacionais, e não traduziu correto, ao errar a definição de medrosos, e confiou exageradamente na mídia internacional. Nem a própria mídia deve fazer isso, confiar tanto nela mesma.

Leiam todo o (bom, mas inócuo, porque fica no meio) discurso do Papa Francisco clicando aqui. Não confiem na mídia.

Rezemos pela Igreja.

sábado, 18 de outubro de 2014

O Filósofo Católico que Desafiou Hitler e viu Padres Católicos se rebaixarem para Nazismo.


Bento XVI disse que quando a história intelectual do século XX for contada Dietrich von Hildebrand será destacado como um dos mais brilhantes intelectuais. São João Paulo II disse à esposa de Hildebrand que ele era uma dos mais importantes eticistas do século XX.  O Papa Pio XII disse que Hildebrand era o doutor da Igreja do século XX.

Na próxima semana será lançado um livro (que já pode ser comprado pelo Kindle) com coleção de textos de Hildebrand contra o nazismo.

Doino Jr disse que o livro sobre o nazismo cobre os acontecimentos políticos e culturais da década de 1920 e 30. Os escritos de von Hildebrand descrevem uma sociedade sendo transformada gradualmente a partir de ideais judaico-cristãos para o relativismo e o secularismo. Racismo e anti-semitismo estavam em alta. O que o horrorizou mais foi a aceitação desses males, entre tantos cristãos. Como ele descreve, leigos um após o outro foram capitulando ao Terceiro Reich, e até mesmo clérigos dobraram seus joelhos a Hitler e seus capangas. Nós sentimos sua angústia e indignação moral. A "correção fraterna", ele deixa claro, é uma parte vital do cristianismo, especialmente durante uma crise moral ou político. No coração dos ensaios de von Hildebrand estão três crenças: a necessidade dos cristãos se protegerem contra o mal; a disponibilidade dos crentes para resistir a ela; e a obrigação da Igreja em defender os ensinamentos de Cristo, independentemente da situação.

E não é só o livro. A rede de televisão católica americana EWTN está lançando uma série sobre Dietrich von Hildebrand, chamada He Dared to Speak the Truth. (Ele Desafiou em Falar a Verdade).



Mas quem foi Dietrich von Hildebrand?

Ele próprio respondeu. Nasceu em Florença na Itália em 1889, filho de pais alemães e ateus. Mas já aos cinco anos Hildebrand começou a amar Cristo, apesar de serem ateus, os pais dele permitiram que este amor se desenvolvesse. Aos 17 começou a cursar filosofia na Universidade de Munique. Lá se tornou presidente de associação filosófica. Converteu ao catolicismo sobre influência do filósofo Max Scheler. Scheler foi um importantíssimo filósofo, que foi tema de tese de doutorado do Papa João Paulo II. Hildebrand diz que apesar da influência de Scheler sua conversão ao catolicismo só ocorreu em 1914 quando assistiu a eucaristia dada a uma de suas irmãs nas catacumbas de São Calisto em Roma.

Na Primeira Guerra, Hildebrand trabalhou como ajudante de cirurgião, tratando de feridos, militares e civis, na guerra.

Conheceu Friedrich Foerster, e foi influenciado pela crítica de Foerster contra o nacionalismo alemão, que viria a ser a base do nazismo.

Hildebrand publicou então diversos livros entre 1923 e 1933, muitos condenando este nacionalismo. Com a ascensão de Hitler, os livros de Hildebrand foram proscritos. Passou a escrever sob o nome Peter Ott e publicar pela Suiça.

Hildebrand disse que um dos grandes privilégios da vida dele foi o contato próximo com o Núncio na Alemanha, o Cardeal Pacelli, o futuro papa Pio XII. Ele teve a oportunidade de discutir várias questões com ele, seja em seu palácio ou em fazer caminhadas. Hildebrand disse que Pacelli era uma dessas personalidades que na sua espiritualidade sublime parece estar livre do peso da matéria.

Hildebrand, de 1924 a 1930, fazia reuniões em casa em que se discutia temas religiosos, com a participação de teólogos, filósofos e até membros da família real. Em 1930, havia quase 200 pessoas reunidas

Em 1921, declarou que a invasão da Alemanha na Bélgica na Primeira Guerra foi um crime atroz. O Partido Nazista colocou Hildebrand na lista negra. Teve que abandonar Munique durante a tentativa de golpe de Hitler na cidade em 1923 (Hitler Putsch) . Com ascensão de Hitler fugiu da Alemanha para a Itália em 1933. Depois foi para Áustria.

Na Áustria, fundou um jornal católico para lutar contra o totalitarismo, chamado Der Christliche Staendestaat. 

Em 1935, se tornou professor da Universidade de Viena. Ameaçado de morte pelo nazismo teve fugir novamente para Tchecoslováquia. Ele teve "a honra" de ser o primeiro da lista dos nazistas para serem presos em Vienna. Da Tchecoslováquia, foi para a Suiça, ensinou um pouco por lá até ser convidado para ser professor da Universidade de Toulouse.

Depois veio o colapso da França. Ele disse que nunca esqueceu a nossa situação desesperada: "Estávamos em uma rua em Bayonne, na chuva, na fronteira espanhola hermeticamente fechada, o exército alemão deveria chegar a qualquer momento, sem trens funcionando, e todas as estradas foram barrada por cordões de Gendarmerie. De repente, um oficial francês abordou o meu filho. Eu o reconheci como um dominicano que serviu como tenente no exército. Uma hora antes, ele havia retornado de avião da Noruega. Ele conseguiu nos colocar no carro da Cruz Vermelha da sua empresa, que estava se mudando para a zona desocupada de Pau." Depois foi salvo pelo futuro ministro francês da Justiça de Charles De Gaulle, Edmond Michelet.

Daí passou por Lisboa e pelo Brasil, até chegar aos Estados Unidos, onde foi lecionar na Fordham University.

No final de sua descrição de sua vida, Hildebrand diz:

"Ao olhar para trás na minha vida, eu encontro muitas razões para gratidão a Deus, não só por ter a oportunidade de ser associado com tantas personalidades profundamente espirituais e por ter tido tantos deles como amigos; eles foram e ainda são um modelo e incentivo para mim. Eu também tenho sido concedida a graça de testemunhar muitas conversões, minhas cinco irmãs, dois irmãos-de-lei, e  inúmeros amigos e parentes, num total de cerca de cem pessoas. Misericordias Domini in aeternum cantabo. (camtarei sempre as misericórdias de Deus)"

Hildebrand faleceu em 1977, depois de publicar 30 livros e centenas de artigos.

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Finalmente cabe dizer que existe o Hildebrand Project, que tenta manter viva a memória de Dietrich.

Eu vou comprar tanto o livro, como o DVD.

Hildebrand é extremamente importante para a guerra cultural (espiritual e doutrinária) e também para a guerra física contra cristãos no mundo.

Além de comprar os produtos, sigam o site do Hildebrand Project.



sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Pegaram Cardeal Kasper Mentindo!



Cardeal Kasper é a grande força (junto do Papa Francisco, como negar? uma vez que ele é o líder) por trás da confusão doutrinária do sínodo da família.

Acontece que o cardeal Kasper deu uma entrevista atacando os membros do clero da África, da Ásia e dos países muçulmanos, dizendo que eles não entendiam a importância de se ajudar os gays.

A entrevista pegou muito mal. Mas ao invés de pedir desculpas, ele negou a entrevista, e disse:

Rome (kath.net, October 16, 2014).  The retired Curial prelate Cardinal Walter Kasper, in speaking with kath.net on Thursday afternoon, denied alleged statements of his about African bishops.  His exact words were:  “I am shocked.  I never said such a thing about Africans and would never say such a thing either.  I declare: no one from Zenit contacted me in recent days and weeks and no one asked me for an interview.  No one from Zenit got an interview from me.”  Kasper also announced that he would take the Zenit news agency to task.  In its summary of the Zenit interview, kath.net pointed out from the beginning that it was unclear whether the interview had been authorized in the first place by the Curial cardinal. [translated for CWR by Michael J. Miller]

Só que o jornalista britânico Edward Pentin, com mais de dez anos de experiência no Vaticano, gravou a entrevista e colocou em sua página.

Cliquem lá na página de Pentin, tem o aúdio e a descrição da entrevista.

Em suma, um jornalista pegou um cardeal mentindo feio, muito feio.

É uma situação muito triste, mas poderosamente importante, como eu disse no blog Creative Minority Report que me indicou a informação.

Nós deveríamos premiar o jornalista!

Viva Pentin!

Deus lhe abençoe.


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

"Alguém Está Querendo o Caos na Igreja"


Estão até dizendo que o Papa Francisco é maquiavélico.

Será que o Vaticano não sabia como a Imprensa iria tratar o documento do sínodo da família divulgado na segunda?

O documento é dito apenas para incentivar o trabalho do sínodo e que pode não refletir o que vai ser definido no final. Mas e daí? Todos sabem que o o que a Imprensa faz em um documento do Vaticano é clicar em Ctrl F e procurar por palavras como gays, homossexuais, divórcio, aborto...e quando acha o que quer, se na direção de beneficiar gays e abortistas, publica na primeira página. Se é contra o aborto e em defesa da família, nem publica. Quem não sabe disso?

Padre Z fez uma excelente análise da confusão que foi a divulgação do documento do sínodo da família divulgado pelo Vaticano na segunda.

E a conclusão dele é sucinta e precisa: "Portanto, alguém queria lançar o caos na Igreja" ao liberar o documento. E conseguiu, conferências de bispos rejeitam o documento, 41 bispos dizem que reprovam o texto, cardeais chamam o documento de inaceitável ou que esperam que seja jogado fora. Leigos católicos chamam o texto de traição da luta pela família. Outros cardeais, mas à esquerda, dizem que a Igreja "quer acolher" todos e que aceitam o documento. Em suma, o caos.

Vejamos o que diz o texto do Padre Z, traduzo parte em azul:

Nós continuamos a assistir as distorções após o documento do Sínodo ... o que podemos chamá-lo? .... debacle. Sim, debacle. O lançamento do Relatio post disceptationem, um documento de síntese de ponto médio sem precedentes, foi um fiasco. Ele tem provocado "maravilha", que uma palavra-código antiga da Igreja que significa "choque, escândalo, confusão". 

Será que ninguém no escritório do Sínodo ou no Serviço de Imprensa sabia que a mídia iria se apoderar do documento 

É claro que eles sabiam que o caos iria ocorrer e que certos parágrafos seriam lidos com fortes reações. É claro que eles sabia,. 

Então, alguém queria o caos. Alguém queria que aqueles infames parágrafos chegassem na imprensa que, em seguida, iria tirar um bocado de conclusões falsas e falsa expectativa. Eles queriam mover os paradigmas em uma determinada direção. Eles lançaram as coisas, criaram o caos, e, em seguida, mesmo que eles se afastem das conclusões da imprensa, eles conseguiram mudar o paradigma em um ou dois graus em direção a meta que desejam. É assim que funciona.

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Alguém queria o caos. Pode ser mais de um. E foi planejado. É óbvio que foi.

A coisa está feia dentro do Vaticano.

Há livros que contam adorações ao demônio dentro do Vaticano, bom, não sei, mas que ele está presente lá, está sim.

Rezemos pela Igreja.


(Agradeço o texto do Padre Z ao site The American Catholic e o texto do Papa maquiavélico ao site PewSitter)