quinta-feira, 23 de maio de 2013

Vídeo: Dawkins vs Pell. O Nada versus Deus


Ao contrário do que se costuma acreditar, não são os crentes em Deus que são irracionais e seguem apenas a fé, na verdade são os ateus que se movem simplesmente pela fé ateia quando querem eliminar Deus.

Um ótimo exemplo é mostrado no vídeo abaixo, de um debate entre o famoso ateu Richard Dawkins e o cardeal George Pell da Austrália.

Eles debatem Deus no surgimento do universo, seguindo a razão os ateus são obrigados a provar que algo pode surgir do nada, caso contrário chegariam a Deus. Daí, eles mostram que simplesmente têm fé no nada, sem nenhuma comprovação ou racionalidade para provar o argumento, enquanto os cristãos usam apenas a razão desde São Tomás de Aquino para provar que Deus existe.

Vou traduzir o vídeo para vocês, que é um clipe deste ponto de discussão entre Dawkins e Pell, mas mostra como Pell destrói com facilidade o argumento do ateísmo.

video

O interlocutor pede que Dawkins reafirme sua confiança no nada.

Dawkins diz: "As coisas podem sim surgir do nada". 

Daí o vídeo pergunta: O quê?

O vídeo repete Dawkins afirmando: "As coisas podem sim surgir do nada".

Daí o vídeo pergunta: Tem certeza Senhor Dawkins?

O vídeo repete Dawkins de novo afirmando: "As coisas podem sim surgir do nada".

O vídeo pergunta: Mas não eram os crentes que eram os iludidos? (fazendo referência ao livro de Dawkins)

Dawkins diz: "Não sei o que é exatamente o nada, mas o que quer que seja é bem simples."

Daí a plateia ri e Dawkins se irrita, e pergunta: "O que tem isso de engraçado?"

O cardeal então responde: "Ora, eu acho que é engraçado ver você tentando definir o nada".

A plateia ri e aplaude Pell.

Daí Pell conclui; "Há muitos problemas nos ensinamentos de Richard Dawkins, mas um problema fundamental é que ele suprime Deus enquanto eleva o nada"

A plateia aplaude.


(Agradeço o vídeo ao site Creative Minority Report)

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Novo Ataque Terrorista em Londres



Acabo de chegar em Londres, voltando para casa, e fiquei muito assustado na fila da alfândega. Eu nunca vi tanta mulher usando burca preta dos pés a cabeça. É uma imagem medonha.

Muita gente costuma chamar Londres de Londonistan (como Cazaquistão, Quirquistão), para lembrar o tanto de muçulmanos que há no Reino Unido, especialmente em Londres. Eu juro que eu rezei na fila da alfândega para que a maioria daquelas pessoas não morassem em Londres, não que eu seja contra nenhum muçulmano, mas é que eu sei o que é a religião islâmica. Fiquei um pouco aliviado de ver que na verdade meu vôo chegou junto com um vôo de Riad, não seria um vôo vindo da Europa. Mas só um pouco aliviado.

Entro no aeroporto e a primeira coisa que vejo na TV é um ataque terrorista em Londres. Dois homens decapitaram um militar britânico. Acesso a internet e vejo o terrorista falando ainda com sangue nas mãos. Vejam vocês também clicando aqui.

O terrorista diz que é comum (decapitação) na terra dele e que os ingleses não terão sossego.

Ele está 100% certo, os ingleses não terão sossego, nem o mundo, até que se compreenda quão diferente é o Islã dos valores (cristãos) ocidentais.

Durante meu período em Londres, eu resolvi visitar a estação de metrô Russell Square, foi de lá que saiu o maior numero de vítimas dos ataques terroristas de julho de 2005. Eu me perguntava se o povo britânico tinha deixado alguma coisa em homenagem às vítimas. Encontrei um pequena (e feia) placa em homenagem a elas.

Rezemos para que o ocidente enfrente de novo o risco islâmico, com coragem e compreensão.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Religião nas Academias pelo Mundo (parte 2)

 
Bom, dizem que blog é  apenas desabafo. Eu não concordo, mas muitas vezes leio desabafos em até excelentes blogs. Então, acho que posso também fazer um pouco disso.

Acabo de sair da minha segunda conferência que trata de religião e terrorismo. Desta vez na Suécia, na universidade mais antiga da Escandinávia (Uppsala University).

O meu artigo, que trata de Islã e terrorismo, surgiu de uma constatação muito simples: estudiosos simplesmente ignoram o Alcorão nas suas análises sobre terrorismo islãmico, mesmo sabendo que a lei islâmica não pode contradizer o livro sagrado e que terroristas islâmicos sempre mencionam o livro sagrado islâmico.

Mas percebi que a coisa é bem pior do que isso.

Em todas as palestras que eu assisti (sem exceção, infelizmente), o professor (não importa quão famoso ele era) não expressou o menor conhecimento sobre teologia. Eles falam de religião, mas não estudam teologia. Eles não lêem nem o livro sagrado (Bíblia ou Alcorão) nem têm a menor idéia de teologia natural (que busca Deus sem usar os livros sagrados). É impressionante e estúpido, mas é verdade.

Como pode uma conferência inteira sobre religião, com gente de todo mundo, não se mencionar nenhuma vez a Bíblia ou o Alcorão (a não ser na minha apresentação), as duas maiores religiões do mundo?

Vejam alguns exemplos:

1)   Um professor famoso observou nas sua pesquisa empírica que os muçulmanos eram menos propensos para a democracia. Mas ele disse  que os crentes (de qualquer religião) são menos propensos. A solução para ele: secularismo, eliminar a religião nas escolas. Ele acha que a religião é a fonte de mal, então deve ser eliminada. Ele nem sequer considerou que a sociedade ocidental atual é moldada sobre um sistema de crença (cristianismo), e este sistema de crença fez surgir a democracia. Também não considerou em sua pesquisa que há diferentes tipos de crentes, os que apenas se declaram crentes e aqueles que seguem realmente uma religião;

2)   Outro professor resolveu relacionar o ataque terrorista da Noruega perpetrado por Anders Breivik como sendo islamofobia e uma ação contra as mulheres, já que Breviik declarou ser contra as mulheres no poder. E começou a falar contra o cristianismo. 
 
Daí eu fiz a seguinte pergunta:

Do ponto de vista cristão, a pessoa mais importante da história humana é uma mulher, é Nossa Senhora, uma vez que Cristo também é Deus, Nossa Senhora é só humana. Nossa Senhora é theotokos (mãe de Deus, o professor apesar de dar aula sobre religião não conhecia a expressão theotokos). Para os Católicos, ela é imaculada. No Alcorão, Nossa Senhora também aparece, e também deu a luz virgem. Apesar de ser uma pessoa bem diferente, ela pode ser uma ponte entre os cristão e os muçulmanos. Mas temos diferentes comportamentos em relação a mulher entre os cristão e muçulmanos. Você acha que o cristianismo justifica os ataques de Breivik? Por favor, responda comparando com a idéia de mulher no Islã.

O cara simplesmente ignorou a pergunta e continuou falando de islamofobia. Como pode isso se todos sabem o que acontecem com as mulheres nos países islâmicos, todos sabem como Maomé tratou as mulheres e todos sabem como a mulher é vista no Alcorão?

3)   Com relação ao meu artigo, no final eu argumento, com base no Alcorão, que o Islã é contraditório, mas que a idéia de jihad contra os infiéis é bem consolidada no Alcorão e entre os mais importantes muçulmanos da antiguidade (Averroes, Ghazali, Khaldun, etc) e de hoje e que o Alcorão se diferencia fortemente do cristianismo porque nele está escrito várias vezes que Alá odeia os infiéis ou pecadores, então a idéia de “ame seus inimigos” está completamente ausente.

4)   Geralmente as reações são de que eu estou apresentando um problema frente a uma situação problemática européia, no qual os muçulmanos não se adaptam à sociedade. Em geral,  eu respondo que é verdade mas não se pode fugir disso sob pena de falar no vazio, especialmente em conferencia sobre religião. Não se pode abandonar a teologia na discussão de lei e guerra atualmente. Eles ficam raivosos, procuram não discutir os versos do Alcorão que apresento e simplesmente fogem do que diz meu artigo, para falar de outras coisas, como conhecem um muçulmano que não defende jihad, ou que eu devo estudar mais. Em suma, fazem “cheap shots” como dizem os americanos, usam argumentos que podem ser usados em qualquer circunstância. Claro que existem diferentes pessoas e todos têm que estudar mais.

Apesar de tudo, eu recebo muitos elogios, em especial pela coragem de levar o assunto. Alguns até dizem que eu disse a verdade. Mas estes dizemisto no coffee break, não na hora da apresentação.

Outros me pedem cópias do meu artigo e alguns procuram meu nome na internet. Como eu sei disso? Recebi o seguinte email de um site acadêmico:
Hi Pedro Erik,
Someone from Sweden just searched for you on Google and found your page on Academia.edu. (Oi Pedro Erik, alguém procurou por você no Google e encontrou você na página do Academia.edu)

Mas talvez eu já tenha cumprido o que eu devia fazer nesta área, talvez seja hora de mudar de assunto e deixar a academia moderna discutindo religião sem estudar religião.


 

domingo, 19 de maio de 2013

A Pedofilia na Igreja e nas outras Instituições. E como isto pode converter pessoas para a Igreja.


Jennifer Fulwiler (foto acima) escreveu um ótimo texto, explicando por que os casos de pedofilia na Igreja fez foi aumentar a fé na Igreja Católica. Achei o texto bem interessante, porque muita gente que não sabe nada nem sobre os casos de pedofilia, nem sobre a Igreja Católica costuma usar os casos para atacar a Igreja. Eu já falei aqui várias vezes do tema, como aqui (sobre os casos de pedofilia nos Estados Unidos), aqui (os casos de Hollywood), e aqui.

Jennifer prova o que disse Chesterton: "o primeiro passo para se converter para a Igreja Católica é procurar ser justo com ela".

Aqui vai a tradução do texto de Jennifer (estou em viagem, então a tradução que fiz aqui pode estar bem ruim. Reforçando o aviso que pus há muito tempo do lado direito do blog):

Por que os Escândalos Sexuais da Igreja Aumentaram minha Fé na Igreja

Quando as pessoas ouviram que eu e meu marido começávamos a entrar para o catolicismo em 2005, uma das primeiras perguntas que muitas vezes perguntavam era: "E os escândalos de abuso sexual? Isto não faz com que vocês se afastem da Igreja? " 
Eles ficavam surpresos quando eu informava que a resposta era não, na verdade, os escândalos e a cobertura negativa da mídia, na verdade, aumentavam a minha fé na Igreja. Aqui está o porquê:


Obtendo os fatos

Uma das primeiras coisas que fiz foi olhar para os números por trás dos casos de abuso sexual. Eu estava indo para uma instituição que estava cheio de predadores sexuais, como a mídia quer que eu acredite? Fiquei chocada ao descobrir que, mesmo por estimativas da maioria das organizações anti-católicas, apenas cerca de 2 por cento dos sacerdotes católicos tinham sido acusados de má conduta sexual. E, certamente, os encobrimentos por membros da hierarquia eram deploráveis, mas minha pesquisa me levou a ver que isso era comum em todas as organizações, e não apenas na Igreja. Para listar apenas um dos muitos exemplos, em Washington, havia 159 técnicos acusados ​​de má conduta sexual com menores de idade ao longo de um período de 10 anos. Noventa e oito deles continuavam a treinar ou ensinar. E como é que as hierarquias escolares responderam? Para citar este artigo:

    
"Quando confrontados com queixas contra treinadores, funcionários da escola, muitas vezes não investigavam e, por vezes ignoravam uma lei obrigando-os a denunciar suspeitas de abuso à polícia. Muitas vezes, eles desconsideraram uma lei estadual obrigando-os a denunciar má conduta para o escritório estadual de ensino.

    
Mesmo depois de serem pegos, muitos homens foram autorizados a continuar treinando porque os administradores da escola prometeram manter em segredo os registros disciplinares se os treinadores simplesmente saíssem. Alguns distritos pagaram dezenas de milhares de dólares para que os treinadores saíssem.
Outros distritos contrataram treinadores que conheciam que tinham registros de má conduta sexual ". 


Em outro exemplo, Carol Shakeshaft e Audrey Cohan olharam para 225 casos de abuso por parte de educadores em New York City. Shakeshaft relatou:
 

    "Todos os acusados ​​de abuso sexual admitiram o abuso, mas nenhum dos agressores foi denunciado às autoridades, e apenas 1 por cento perdeu sua licença para ensinar. Apenas 35 por cento sofreram consequências negativas de qualquer tipo, e 39 por cento optaram por deixar a sua distrito escolar, a maioria com recomendações positivas. Alguns tiveram aposentadoria antecipada. " 

Eu poderia continuar, mas você entendeu. Depois de investigar o assunto, descobri que, infelizmente, não há nada diferente acontecendo na Igreja Católica do que em qualquer organização onde os homens estão em contato com as crianças, e isso é um fato infeliz da natureza humana, e não algo único dentro da Igreja - que as pessoas na hierarquia tendem a olhar para o outro lado quando se trata de má conduta por parte das pessoas que se reportam a eles. 

No entanto, ao contrário dos treinadores ou os professores, o clero católico deveriam ser homens de Deus. O que devemos fazer com ele quando ainda cometem atrocidades como o abuso sexual? 

Analisando esta pergunta foi uma das principais coisas que me levou a decidir se tornar católico. 

Entendimento que guia a Igreja

 

Enquanto eu estava pesquisando sobre o catolicismo, eu parecia estar cercada pela mensagem de que a hierarquia católica era corrupta até a medula. Não foram só as histórias negativas sobre a Igreja por toda a mídia, mas algumas biografias históricas de tempos e lugares que eram fortemente católicos, e muitos desses livros dão a impressão de que cada bispo que viveu sempre teve uma harém pessoal e que roubou os pobres. Eu sabia que estes livros que exageravam um monte de más ações e equeciam todos as incríveis padres, bispos e papas ao longo dos tempos que irradiaram o amor de Cristo. No entanto, estar rodeado de toda essa negatividade me lembra nem todos os católicos são santos, e que, por vezes, até mesmo as pessoas na hierarquia fazer coisas ruins. 

Eu me encontrei em um lugar estranho: por um lado, eu fiquei encantada com a sabedoria que eu tinha encontrado nesta Igreja. A leitura das grandes obras da teologia católica deixou-me sentir como se eu tivesse descoberto o manual para a vida humana, a visão de mundo católica era como o top box que fez todas as peças do puzzle da experiência humana se juntam em um todo coerente. No Catecismo eu vi um código moral sem costura, perfeitamente consistente que era tão atraente como era absurdo, e quando eu tentei segui-lo, encontrei uma paz e alegria que eu nunca tinha visto antes. 
No entanto, por outro lado, eu tinha todos esses lembretes de que os católicos são pecadores também, às vezes, que, de fato, até mesmo os seus líderes não estão isentos de cometer algum dos pecados mais deploráveis ​​conhecidos pelo homem. 

Foi quando essas duas coisas colidiram que eu percebi: eu não acho que as pessoas podem fazer isso por conta própria. 

Ironicamente, quanto mais a cultura tentei pintar a Igreja Católica tão cheio de pessoas pecadoras, mais me convencia da verdade da Igreja. Eu não acredito que  pessoas comuns podiam chegar a um conjunto de ensinamentos que continha sabedoria incomparável; mantê-los de forma consistente em todos os tempos e lugares, mesmo apesar de uma pressão tremenda, e, em seguida, manter tudo indo por dois mil anos. E mesmo se a mídia estava certa de que o sacerdócio e episcopado estavam cheios de pessoas corruptas e imorais, isto apenas  torna a situação mais inexplicável em termos puramente humanos. 

Em suma, eu vi algo divino aqui. 

A Igreja Católica afirmou o tempo todo que esta é uma instituição "guiada por" Deus, por assim dizer. Foi fundada por Jesus Cristo, e não seres humanos, e uma força divina continua a guiá-la até hoje.

Assim como fez com a Sagrada Escritura, Deus usa pessoas imperfeitas para proclamar sua perfeita verdade. É uma reivindicação louca, particularmente difícil acreditar nesta época, quando o materialismo ateu domina a cultura. Mas eu acho que as representações negativas constantes dos católicos na cultura popular pode ser uma benção para a nossa fé neste departamento. Porque cada vez que o mundo nos lembra que nossa natureza não é melhor do que a dos outros, é um lembrete de que a nossa Igreja, seus sacramentos, e seus ensinamentos não poderiam existir sem que alguém nos ajudasse.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

A História da Bíblia Comprovada no British Museum


Vocês sabem  que a história do povo judeu, descrita pela Bíblia, pode ser comprovada em alguns museus do mundo, em especial no British Museum (Museu Britânico). Eu estou em Londres, resolvi comprar um livro no Museu que faz com que se siga os principais artefatos que comprovam o que a Bíblia diz.

Vou mostrar aqui fotos que tirei de alguns dos mais importantes artefatos, para vocês terem uma ideia do que eu falo.

A história de Israel após o êxodo do Egito (por volta de 1440 a.C) é cheia de guerras e conflitos com líderes estrangeiros (até hoje é assim, infelizmente). No Museu, há importantes artefatos dos conflitos de Israel com os reis assírios (de mais ou menos 900 a.C até 627 a.C), com os reis babilônicos (de 627 a.C até 539 a.C) e com os reis Persas (de 700 a.C até 330 a.C).

Muitos dos reis e dos conflitos antigos mostrados pelos artefatos são citados na Bíblia, eles servem para comprovar os fatos descritos no Antigo Testamento.

Os mais importantes artefatos são:

1) O Obelisco Negro de Salmaneser III, que contém o rei de Judá Jeú se ajoelhando frente ao rei assírio Salmaneser. É a segunda parte do Obelisco de cima para baixo, como descrito na foto abaixo. O Obelisco é até hoje a única imagem de um rei de Israel. Jeú foi rei de Israel de 841 a 814 a.C. A foto que ilustra este post é do Rei Jeú desse Obelisco.




 2) O Cerco de Laquish (A Bíblia comenta este cerco em 2 Reis 18:13) que descreve a destruição da cidade de Laquish pelo rei assírio Sennakerib. Há fortes cenas de violência no mural que conta a história deste cerco, como o empalamento dos judeus (um tipo antigo de crucificação no qual se atravessa uma madeira pelo corpo, foto abaixo). Interessante é os arqueólogos encontraram até as bolas de pedra usadas para atacar os judeus (do mesmo tipo que Davi atacou Golias, foto abaixo).




3) O Cilindro de Ciro, o Grande, que libera os judeus exilados da Babilônia para voltar para Judeia e reconstruir seu templo. É considerado a Primeira Carta de Direitos Humanos. O Cilindro é do século sexto antes de Cristo.



4) Cilindro de Nabonido (rei da Babilônia) que cita seu filho Baltazar. Antes que este Cilindro fosse encontrado, acreditava-se que Daniel (profeta bíblico do Livro de Daniel da Bíblia) havia imaginado um rei Baltasar da Babilônia.  O surgimento do Cilindro comprovou a descrição de Daniel.  Baltasar costumava profanar os artefatos judeus e foi advertido por Deus. Durante uma festa de Baltasar, Deus escreveu na parede dizendo que a dinastia babilônica iria acabar. Baltasar foi morto logo depois. A passagem é citada por Daniel e foi motivo de um famoso quadro de Rembrandt (imagem do quadro abaixo).




Recentemente, eu li um artigo da escritora Bat Ye'or (e falei aqui no blog). Ela visitou o Museu Britânico e viu que muitos dos monumentos fantásticos de mil anos antes de Cristo que contam a história bíblica de Israel são nomeados como contando uma "história da Palestina", mesmo sabendo que o que chamamos de Palestina foi nomeado apenas no ano 135 depois de Cristo. Além disso, ela conta que muitos historiadores não têm seus textos publicados hoje em dia simplesmente por respeitar a história bíblica, comprovada por monumentos, e chamar de Israel  (ou Judeia)  aquela terra do Oriente Médio ao discutir história. Se não chamar de Palestina, não publica hoje em dia. O mundo acadêmico se dobrou para a Palestina.

Bom, tudo isto que vi é de graça no Museu Britânico e tem muito mais, como a parte egípcia e o Épico de Gilgamesh, que não tem relação com a Bíblia, mas é fantástico como uma descrição de dilúvio.

Espero que tenham gostado.