quinta-feira, 18 de julho de 2019

A Igreja Católica do Xingu


O bispo Erwin Krautler (foto acima, acredite ele é bispo) passou 33 anos no Xingu (área que fica no norte do Mato Grosso). Ele participou da documento sobre o Sínodo da Amazônia que já foi condenado como herético, apóstata e mesmo "estúpido" por pelo menos dois cardeais (Brandmuller e Muller) e por inúmeros teólogos.

Krautler se aposentou em 2015. Ele deu uma entrevista na Áustria (ele é austríaco).

Nessa entrevista ele defendeu que no Sínodo da Amazônia a Igreja permita que as mulheres sejam ordenadas padres, porque na região do Xingu não tem padre, e ele não conseguia ordenar muitos padres quando estava lá por conta do celibato. 

Ele ainda disse que o Papa não precisa autorizar isso, basta que ele permita que as conferências de bispos (uma espécie de sindicato, e como em geral todo sindicato tem viés esquerdista) decidam.

Krautler deu a senha do Sínodo da Amazônia. A culpá é do celibato. Os padres precisam casar e as mulheres podem ser padres. Ele propõem que esqueçamos que disse e fez Cristo. 

Para ele, a Igreja deve adotar o Xingu como modelo. É a Igreja Católica do Xingu.

O que farão os católicos, clérigos e leigos, se isso acontecer?

Se ele falasse não em termos de Xingu, mas em termos do Brasil, eu já condenaria, o catolicismo no Brasil é ignorante da fé, imagina o catolicismo do Xingu.

Vejam texto do The American Catholic.

PopeWatch: Krautler


The Argentinian-German axis spins along:
Bishop Erwin Kräutler – a member of the preparatory council of the upcoming Amazon synod and a key author of the synod’s controversial working document – said he has “hope” the synod will approve the ordination of female deacons along with the priestly ordination of married men. 
Kräutler made it clear in his July 14 interview with the Austrian TV channel ORF, as well as in a recent talk in Austria, that allowing women to become deacons would be the “first degree of Holy Orders” and could ultimately lead to women becoming priests within the Catholic Church. 
“The fact is that our 800 parishes [in his Diocese of Xingu, Brazil, where he is the retired bishop] are led by laymen, and two thirds even by women,” he said. The priest “comes by only two or three times a year, and this I consider to be a scandal.” These parishes have the Liturgy of the Word, but not the Holy Eucharist.
“When two-thirds of these parishes are led by women,” he continued, “why can they then not also obtain ordination and preside on Sundays over the Holy Eucharist? Does one then have a man [priest] who comes and pushes the woman away, even though she led the parish for years and with competence and with much empathy? And then a man comes and pushes her away. I cannot imagine this.”
When asked which ordination he is thinking of, Kräutler answered: “at least the female diaconate, that is what we hope for at the Amazon synod. The first degree of Holy Orders. And then we can see.” 
When asked if he thinks such a move is “realistic,” the bishop answered: “Yes I do.”
Kräutler suggested regarding the ordination of women that the Pope could leave the decision up to individual bishops or bishops’ conferences. 
When asked by the journalist as to why, during his work as a bishop in Xingu, there were so few vocations in his diocese, the Austrian prelate responded that “the real reason is celibacy.” He explained that he did ordain “a few priests,” but half of them later left the priesthood because of celibacy.
This is a completely manufactured “crisis”.


quarta-feira, 17 de julho de 2019

Trump é Racista?



O assunto Trump é dominante do mundo, até nisso o presidente dos Estados Unidos é um sucesso. Atualmente, o tópico globalizado é de que ele seria racista pois recomendou a quatro deputadas da oposição que vivem atacando ele e o próprio Estados Unidos a deixar o país caso se sintam oprimidas e para uma delas que é da Somália que fosse para lá e resolvesse o problema da Somália (talvez o país mais ingovernável do planeta). 

O vídeo acima do partido republicano (partido de Trump) mostra  a opinião das deputadas sobre os Estados Unidos. Os Estados Unidos sob Trump seriam semelhante à Alemanha nazista e elas não reprovam quando imigrantes ilegais atacam postos policiais de fronteira, destroem o prédio e carros e retiram a bandeira dos Estados Unidos e hasteiam a bandeira do México


Ontem, a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos em votação simbólica (não tem efeito nenhum) condenaram as palavras de Trump.

Hoje leio no site The American Catholic que um historiador disse que Trump é presidente mais racista da história dos Estados Unidos.

Mas o site The American Catholic lembrou muitos fatos históricos dos ex-presidentes dos Estados Unidos. Na frente deles Trump é um esquerdista progressivo em matéria de racismo.

Diz o site: 

Primeiro, os Estados Unidos tiveram muitos presidentes que foram donos de escravos: George Washington, Thomas Jefferson, James Madison,  James Monroe, Andrew Jackson, Martin Van Buren, William Henry Harrison, John Tyler, James K. Polk, Zachary Taylor, Andrew Johnson e Ulysses S. Grant.  

Segundo, a maioria dos presidentes anteriores à guerra civil do país (1861-1865) fizeram pronunciamentos racistas, incluindo Abraham Lincoln. Afirmaram que seria incompatível que brancos e negros vivessem juntos.

Terceiro, quase todos os presidentes antes da "modernindade progressista" usaram o termo "nigger" (negro) que hoje está quase banido.

Quarto, Franklin Delano Roosevelt, o semideus dos esquerdistas, apoiou campos de concentração para japoneses durante a Segunda Guerra.

Quinto, Roosevelt também fez ouvido de mercador com relação a pedidos de refúgio por parte  de judeus na Segunda Guerra.

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Finalmente, Trump não perdeu apoio popular por conta das acusações de racismo. Pelo contrário, li hoje que dois institutos de pesquisa (Rasmunssen e Reuters) mostravam que aumentou a popularidade dele depois de seu ataque às deputadas.

O próprio Trump noticiou isso, citando Rasmussen:




segunda-feira, 15 de julho de 2019

O Dubia do Cardeal Zen para o Acordo China-Vaticano.


O Cardeal chinês Joseph Zen lançou o seu documento Dubia para o triste acordo entre o Vaticano e o Partido Comunista Chinês. Ele divulgou o seu Dubia no começo deste mês 9 (entre os dias 5 e 8 de julho). O cardeal, em poucas palavras, diz que o acordo pode justificar a apostasia do clero católico na China.

É mais um "Dubia" feita por cardeal que o Papa Francisco não deve responder. O site Canon 212 conta os dias em que o Papa Francisco não responde ao famoso Dubia dos cardeais Burke, Brandmuller, Caffarra e Meisner. Hoje completa-se 1029 dias sem resposta. E Caffarra e Meisner faleceram sem resposta nesse período.

Eu encontrei uma versão do Dubia do cardeal Zen em espanhol feito pelo Info Vaticana.

Se vocês entendem espanhol, cliquem no link da Info Vaticana. Ofereço embaixo uma versão português do "google translate" (não tenho tempo para corrigir eventuais erros-problemas):

Dubia do Cardeal Zen:

Em primeiro lugar, parece-me estranho que o documento seja emitido pela "Santa Sé", sem especificar qual Departamento e sem qualquer assinatura do funcionário responsável.

Nos parágrafos 1 e 2, o documento explica o problema e a solução geral.

1. O problema é que o governo quebrou suas promessas de respeitar a Doutrina Católica. No registro civil do clero, é quase sempre necessário que o clero aceite o princípio do autogoverno, do auto-sustento e da autopropagação da igreja na China (isso pode ser completado com a letra da Papa Bento XVI No ponto 7.8: "adotar atitudes, fazer gestos e assumir compromissos contrários aos ditames de sua consciência como católicos".

2. Diante desta complexa situação, que nem sempre é a mesma em toda parte, a Santa Sé apresentou um esboço geral de como se comportar:
Por um lado, ele diz que não tem intenção de forçar as pessoas; daí ele chama (mas explicitamente omitindo dizer "o governo") para respeitar a consciência dos católicos.
Por outro lado, afirma-se como um princípio geral de que "a clandestinidade não é uma característica normal da vida da Igreja (ver a carta do Papa Bento 8,10)", ou seja, é normal para ela sair dessa situação.

Com relação à citação da carta do Papa Bento XVI no ponto 8.10, tomo a liberdade de citar quase todo o parágrafo:

(A) "Alguns deles, não querendo ser submetido a controle excessivo exercido sobre a vida da Igreja, e desejosos de manter plena fidelidade ao Sucessor de Pedro e à doutrina católica, eles se sentiram obrigados a receber a Consagração clandestina.

(B) «A condição clandestina não é uma característica normal da vida da igreja»

(c) "e a história mostra que os pastores e os fiéis recorreram a ela somente no meio do sofrimento, no desejo de manter a integridade de sua fé"

(d) "e resistir à interferência das Agências do Estado em assuntos intimamente relacionados com a vida da Igreja".

FR. Jeroom heyndrickx e o cardeal Parolin gostam de citar apenas a parte (b); O Papa Francisco também acrescenta parte (c) em sua mensagem de 26 de setembro de 2018; mas parece-me que as partes (a) e (d) também são importantes.

O parágrafo mostra claramente que a não-normalidade não é a escolha do clero clandestino, a escolha é inevitável. É a situação que é anormal! Esta situação mudou agora?

3. O terceiro parágrafo longo tenta enumerar as justificativas do que é sugerido na parte 5.

Primeira justificativa: a Constituição garante a liberdade religiosa.

O que a longa história de perseguição nos diz, apesar da Constituição?

Segunda justificativa: após o acordo, "independência" logicamente não deve mais ser entendida como independência absoluta, mas apenas em relação à esfera política.

Primeiro de tudo, se eu não posso ver o texto do Acordo, é difícil para mim acreditar que eles realmente reconheceram o "papel particular do sucessor de Pedro".

Então a questão é: "Existe alguma coisa lógica em um sistema totalitário? A única coisa lógica é que, de acordo com Deng Xiaoping, um gato branco é o mesmo que um gato preto, desde que sirva aos propósitos do partido.

No período imediatamente após o acordo, nada foi alterado. Tudo foi oficialmente reafirmado e os fatos mostram isso.

Terceira justificativa: o contexto do diálogo "consolidado"

O documento não reconhece que o governo quebrou suas promessas, como observado nos parágrafos primeiro e nono deste documento?

Quarta justificativa: todos os bispos são legitimados.

Isso só demonstra a generosidade ilimitada do Papa ou talvez a poderosa pressão do governo, mas não vemos nenhuma mudança da parte do perdoado e "recompensado"; não há sinal de arrependimento; apenas os atos claros de triunfo audacioso, rindo dos outros que apostaram no cavalo perdedor.

4. O parágrafo 4 indica que as razões mencionadas justificam uma nova atitude. Aqui, pelo menos, há a honestidade de dizer que o que é proposto é algo novo e que, portanto, não está em continuidade com o passado, mas uma negação do passado como algo já passado, algo que não é mais válido.

Também é dito que a Santa Sé está tentando concordar com o governo em uma fórmula (e ter ambos).

Mas a minha pergunta é: "Uma fórmula"? O que é pedido dos nossos irmãos não é a declaração de uma teoria é aceitar um sistema, um sistema no qual não haverá liberdade pastoral, em que todos seguem as ordens do partido, incluindo aqueles com menos de 18 anos que estão proíbe-os de participar de qualquer atividade religiosa.

5. Na parte 5, encontramos as diretrizes pastorais apropriadas. Em resumo: é bom assinar tudo o que o governo exige, possivelmente com um esclarecimento escrito que nega o que é assinado. Se escrito esclarecimento não é possível, deve ser feito verbalmente, com ou sem uma testemunha. Enquanto houver a intenção de consciência de não aceitar o que foi realmente assinado.

Um texto contra a fé é assinado e diz-se que a intenção é promover o bem da comunidade, uma evangelização mais adequada e a gestão responsável dos bens da Igreja. Esta regra geral é obviamente contra toda teologia moral fundamental! Se for válido, poderá justificar até a apostasia!

6. Na parte 6, diz-se que a Santa Sé compreende e respeita aqueles que, em boa consciência, não aceitam a regra mencionada. Obviamente, isso é "compaixão" em relação a uma minoria "teimosa" que ainda não entende a nova regra. Sua atitude é errada, mas a Santa Sé por um tempo, tolera-os.

7. A parte 7 fala sobre certos deveres que recaem sobre os bispos, citando um documento que nada tem a ver com o nosso problema.

8. A parte 8 diz que os fiéis devem aceitar a decisão de seus pastores. O que significa isso? Que eles não têm a liberdade individual para escolher? Sua consciência não deveria ser respeitada também?

[Quando os irmãos chineses me perguntam o que fazer, sempre dei a resposta: respeitar as decisões dos outros e permanecer firme na convicção da consciência de cada um. Isso é porque eu não tenho autoridade para impor minhas opiniões sobre os outros sobre o que é certo ou errado.]

Mas a Santa Sé não tem autoridade e, portanto, o dever de esclarecer precisamente isso aos membros da Igreja? As diretrizes pastorais estão fazendo isso? Eles não estão dizendo que é bom sair da situação clandestina e que isso é tolerado se alguns se recusarem a fazê-lo? Não estão dizendo que bispos e padres têm escolha, mas não fiéis?

9. Na parte 9, diz-se que, enquanto isso, a Santa Sé pede (e omite novamente a palavra "o governo") que as Comunidades Católicas não oficiais não se colocam sob pressão indevida, como no passado.

A decisão de não mencionar a palavra "Governo" é quase como a reverência tradicional em não mencionar o nome do imperador.

Finalmente, recomenda-se que todos discernam a vontade de Deus com paciência e humildade. Eu me pergunto, no entanto: a firmeza da fé foi perdida em algum lugar?

Então o documento diz que "a jornada da Igreja na China é marcada por muita esperança, apesar das dificuldades duradouras". Parece-me, por outro lado, que os fatos destruíram todas as bases da esperança humana. Quanto à esperança em Deus, nunca pode ser separado do desejo sincero de sofrer de acordo com a sua vontade.

Conclusão:

Este documento reverteu radicalmente o que é normal e o que é anormal, o que é legítimo e o que é lamentável. Aqueles que o escreveram esperam, talvez, que a pobre minoria tenha uma morte natural. Para essa minoria, não me refiro apenas os sacerdotes de metro (que foram privadas da liderança de um bispo, e, recentemente, até mesmo um único delegado - porque o bispo oficial foi legitimada), mas também os muitos irmãos da comunidade oficial que têm Trabalhou com grande tenacidade para alcançar a mudança, esperando o apoio da Santa Sé, mas agora eles são convidados a "entrar na jaula" em meio ao riso dos oportunistas vencedores.

Que o Senhor não permita o cumprimento dos desejos daqueles que querem a morte da verdadeira fé em minha amada terra natal. Senhor, tenha misericórdia de nós.



Vídeo: Recomendação de Juan Domingo Perón. Acho que Francisco Segue Plenamente



O vídeo acima é do ex (aparentemente eterno) presidente da Argentina Juan Domingo Perón. Ele diz no vídeo que Mao Tse Tung recomendou que a primeira coisa que deve fazer um líder é separar os amigos dos inimigos e que ele (Perón) adicionaria que aos amigos deve-se dar tudo e aos inimigos nem a justiça.

Vendo como o Papa argentino trata os cardeais, bispos, teólogos e leigos católicos que o criticam ou pedem explicações não é difícil concluir que Francisco segue à risca a recomendação de Perón.

Muitos analistas do pontificado atual já recomendaram: para entender o Papa Francisco deve-se entender o peronismo.

Eu já coloquei aqui no blog que um pensador argentino insistia que um político argentino no peronismo não pensa em como convencer por meio de ideias, ele pensa em como dominar, as ideias não importam. Hummm...é uma boa descrição do peronismo e também uma boa descrição do pontificado, trocando ideias por teologia.

(agradeço a indicação do vídeo ao site Rorate Caeli).

sábado, 13 de julho de 2019

Papa Francisco Recebe Camisa Lula Livre


No último dia 7, Papa Francisco visitou a Casa dos Jesuítas em Roma, lá recebeu a delegação do Movimento Lula Livre e recebeu de presente uma camisa com a imagem do Lula, que está preso no Brasil para cumprir pena de mais de 12 anos e pode sofrer ainda mais condenações, por participar  como líder do que é considerado o maior ou pelo menos um dos maiores casos de corrupção do mundo. Na foto também aparece o superior-geral dos jesuítas, o venezuelano (!) Sosa Abascal. O Lula do twitter gostou.

Jesuítas e o PT, namoro velho, muitas almas perdidas nessa história.


sexta-feira, 12 de julho de 2019

22 Países Condenam o Tratamento da China com Muçulmanos. Nenhum País Muçulmano Assinou Documento. E os Cristãos?


22 Países no Conselho de Direitos Humanos assinaram carta no qual condenam o tratamento perverso da China com os muçulmanos Uighur que habitam a China. Mais de 1,5 milhão de muçulmanos fortam presos na China, o país considera que os muçulmanos são uma ameaça nacional. Eu já mostrei uma reportagem sobre isso aqui no blog, mesquitas sendo destruídas, proibição de uso de barbas, etc.

Mas nenhum país muçulmano assinou a carta.

Os países que assinaram a carta foram: Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Islândia, Irlanda, Japão, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Holanda. Nova Zelândia, Noruega, Espanha, suécia, Suíça e Reino Unido.

Estados Unidos não assinaram porque o governo Trump abandonou o Conselho de Direitos Humanos da ONU no ano passado, por considerar que esse Conselho é uma farsa.

Eu não lembro dessa preocupação da ONU com os fiéis mais perseguidos do mundo, perseguidos especialmente por países muçulmanos: os cristãos.

Será que esses países na ONU vão condenar a China pelo o que esse país faz com os cristãos?

Por que os países muçulmanos não assinaram? Hummm...porque a China não é um país cristão, nem judeu, e tem força econômica. Além disso, os muçulmanos são muito divididos em seitas que se odeiam, sem nenhum líder geral.




Sínodo da Amazônia: Teólogo Beneditino chama de "Inverso do Catolicismo" e Jornalista chama de "Lixo".


Damian Thompson é um jornalista católico muito conhecido no Reino Unido. Eu comecei a ler seus artigos quando morei em Cambridge. Naquele momento ele escrevia para o jornal The Telegraph (jornal mais lido do Reino Unido). Posteriormente , eu vi que Thompson passou a escrever para a revista The Spectator e passou a ser editor chefe do jornal católico inglês mais lido The Catholic Herald. Ler seus textos me dava segurança de que eu não estava em um mundo desvairado.

Na semana passada, ele deixou o The Catholic Herald por não concordar com a linha do jornal em relação ao Papa Francisco e vai ficar com o The Spectator. O tweet acima é o primeiro tweet dele "livre" da linha editorial do jornal. Ele nos diz que o Papa Francisco está implicado em casos de abusos sexuais e que suas preocupações não são teológicas sobre isso, mas a visão de um papa corrupto, algo que ele não esperava ver.

É o Papa trazendo discórdia e separação entre os católicos em situações mínimas das relações humanas.

Li essa semana mais duas análise sobre o documento do sínodo da Amazônia, disponibilizadas pelo site Life Site News, uma delas é do próprio Thompson.

A outra vem de um teólogo beneditino italiano chamado Dom Giulio Meitani, que disse que o documento representa o "inverso da própria ideia de Igreja e de Fé Cristã". Ele disse que "a pessoa de Cristo desaparece na luxúria da floresta tropical". Mas do que heresia deveríamos falar em apostasia, segundo o teólogo, ao se ler o documento da Amazônia

A segunda é Thompson que chamou de "lixo" a ideia do documento de dizer que a região da Amazônia é "fonte especial de revelação divina".Thompson também criticou a ideia de "santificação dos cultos indígenas", no qual se permite até infanticídios. Thompson pediu o cancelamento do sínodo. Sobre esse último ponto, isso é bem velho. Como eu lembrei no vídeo com o professor Ricardo Felício, já com Bartolomé de las Casas (século XVI) alguns padres queriam santificar os índios e fechando os olhos para genocídios, infanticídios e canibalismos entre os índios.

Os dois aplaudiram a definição do cardeal Branbdmuller que disse que o documento da Amazônia é apostata.

O texto do teólogo italiano foi publicado pelo jornalista italiano Aldo Valli, que adotou como título uma outra definição do teólogo para o sínodo: "catolicismo biodegradável".

As duas análises podem ser lidas, clicando aqui para o texto do téologo beneditino e aqui para os argumentos de Thompson.


quinta-feira, 11 de julho de 2019

Papa Atacado com Insultos depois de Tweet de Apoio a Imigrantes


Quem é político, claramente defensor de uma ideologia, e não de uma fé, está sujeito a ser insultado.

O Papa foi insultado inúmeras vezes por escrever em twitter em favor de oração por imigrantes. Recentemente, ele fez uma missa só para convidados em favor dos imigrantes, em clara ação política contra Matteo Salvini.

Grande parte dos insultos disse o básico, que o Papa deveria se preocupar em defender a fé católica ou se preocupar com as vítimas do terremoto na Itália ou se preocupar com o tetraplégico francês que está sendo morto contra a vontade dos pais. Mas outros foram mais agressivos, como o que "chuta o traseiro do Papa para Avignon", em referência ao papado de Avignon do século 14 que saiu de Roma e foi uma desgraça para a Igreja.

Imagino que deva ter tido reações ainda piores, mas a notícia no Euronews não revelou.

Vejam o que disse o Euronews,


Pope bombarded with insults after tweeting to pray for migrants

Insults in Italian replying to a tweet from Pope Francis flooded Twitter on Monday after he wrote about migrants.
"Migrants are first of all human persons, and that they are the symbol of all those rejected by today’s globalized society," he tweeted.
Users were quick to react to the tweet with some asking the pope to think instead of earthquake victims or of Vincent Lambert, the quadriplegic Frenchman whose parents recently accepted to end life support.
Some said the Pope should spend more time talking about Jesus and other religious topics.