terça-feira, 21 de novembro de 2017

Vídeo: Bispo Athanasius Schneider- "É Impossível um Papa Mudar um Dogma de Fé. A Igreja Não é Dele"



No vídeo acima o Bispo Schneider é entrevistado por Michael Matt. Vou relatar o que ele disse no vídeo:

  • Depois de falar sobre seu apreço à missa tradicional, bispo Schneider responde sobre o abuso com a Eucaristia, Schneider responde que em alguns países, por meio de conferências episcopais, pessoas que vivem em pecado mortal, em adultério público, estão sendo admitidas a receber a Santa Eucaristia. Isso é uma afronta a 2 mil anos de dogma da Igreja. Divórcio e adultério estão sendo aprovados implicitamente. É um ataque à sagrada Eucaristia. 
  • Há também muita banalização e profanação da Eucaristia, ofendendo o mais sagrado da Igreja, o corpo e o sangue de Cristo. Isso vai ter consequências.
  • Os padres e bispos, que estão profanando a Eucaristia, estão traindo a Deus;
  • Perguntado se tem esperança que o Papa Francisco responda à Dubia, ele disse que há sempre esperança e há orações para que o Papa reaja contra essas profanações. Diz que o Papa deveria fazer isso, pois essa é a sua obrigação, sua primeira tarefa, trazer clareza sobre a Doutrina. Alguns clérigos preferem puxar o saco do Papa, eles deveriam ser honestos e pedir clareza ao Papa, em ato de caridade com todos os fiéis. O Papa está trazendo muita confusão.
  • Diz que é um sinal do Espírito Santo, que todos os graus da Igreja (cardeais, bispos, padres e leigos) estão reagindo contra essa confusão.
  • Ele é perguntado sobre se o pior acontecer, se o Papa não responder à Dubia e continuar com suas confusões que profanam a Igreja e até chegar a aprovar a união gay. Schneider diz que devemos ficar firmes na verdade que conhecemos, que está escrito no catecismo. E essa verdade é eterna, não pode ser mudada. A Igreja e a fé católica não são propriedade do Papa. Ele apenas administra. Ele não pode mudar um dogma da fé. Não se preocupem, a fé está nas mãos de Cristo, não pode ser mudada. Ele é a verdade eterna. Um Papa não pode impor uma doutrina errada, isso é impossível, caso contrário as portas do inferno dominariam a Igreja. Mesmo quando vivemos em um período do escuridão, quando um papa não defende a fé, devemos rezar por ele, mas também confiar que a fé será mantida.
  • Sobre o Concílio Vaticano II, ele diz que é evidente que o concílio tem promovido uma grande crise na Igreja. Há erros na interpretação do Concílio, mas também tem fonte no Concílio pela sua falta de firmeza na defesa da fé.





segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Ideia de Asno Acadêmico: Dar Parte da França aos Muçulmanos


William Buckley Jr., famoso escritor e comentarista político americano, certa vez disse que daria o governo dos Estados Unidos aos 400 primeiros da lista telefônica de Boston, mas não daria para os acadêmicos de Harvard.

Lembrei de Buckley Jr ao ver essa ideia "brilhante" de um acadêmico francês.

A foto do "iluminado" vai abaixo.


Ele se chama Christian de Moliner,

E qual é a "brilhante" ideia de Moliner?

O raciocínio dele é o seguinte: já que a França nunca conseguirá converter uns 30% dos muçulmanos que vivem no país e querem implantar a lei sharia, a solução para ele é...(rufem os tambores) a França dar parte do território para esses muçulmanos, pois caos contrário haverá guerra civil no país.

Bom, será que ele não sabe que esses muçulmanos foram para a França fugindo justamente de buracos muçulmanos que tentam aplicar a sharia?

🙈

Realmente, Buckley sabia o que estava falando. Acadêmicos são celeiros de péssimas ideias e de estupidezes.


Veiam a reportagem do site Westmonster:

French academic has suggested creating a Muslim state within France in order to prevent a civil war.

Professor Christian de Moliner claims that a second society has formed in France, which he described as: “A branch that wants to settle their lives on religious values and is fundamentally opposed to the liberal consensus on which our country was founded.

“We can never convert the 30% of Muslims who demand the introduction of sharia law to the merits of our democracy and secularism.

“We are now allowing segregation to take place that does not say its name. Rather than veil the face or adopt unimaginable measures in democracy (remigration, forced evictions of the most radical), why not establish a dual system of law in France?

De Moliner writes that Emmanuel Macron winning the Presidential election will not make the problems disappear, it will only kick the can down the road.

“We will never be able to eradicate the radical Islamism,” he says, adding: “While we are not yet at open war, the faithful of the Prophet are already regrouping in areas sometimes governed by special rules.”

The academic’s ‘solution’ is to create a “state inspired by colonial Algeria and Mayotte of the twentieth century: one territory, one government, but two peoples: the French with the usual laws and Muslims with Qur’anic status (but only for those who choose it).”

“The latter will have the right to vote unlike the natives of colonial Algeria, but they will apply Shariah in everyday life, to regulate matrimonial laws (which will legalize polygamy) and inheritance.”

“They will no longer apply to French judges for disputes between Muslims, but to Cadis. On the other hand, conflicts between Christians and believers will remain the responsibility of ordinary courts.”

“However, this system would involve schools or hospitals reserved for believers and therefore the creation of local committees that will manage them independently. A council of ulemas will fix the religious law, but the autonomy will stop there.”

“It is obviously out of the question that an embryonic Muslim government is settling in France.”

“This system worked without too many problems from 1890 to 1940 in Algeria.”
It’s sad that this is now openly being regarded as a solution to Europes Islamism problem…




domingo, 19 de novembro de 2017

Estado Islâmico Divulga Foto de Papa Francisco Decapitado


É a segunda ameaça à Igreja que vejo na internet em menos de uma semana. A outra foi de um carro terrorista atacando no Vaticano durante as celebrações do Natal.

Agora divulgam o Papa Francisco decapitado.

Essa notícia foi divulgado em vários sites como esse aqui e aqui.

Assim, o Estado Islâmico incentiva terroristas dentro da Europa a atacarem no Vaticano.

Ontem, eu li que a França declarou que há 300 mil (!) imigrantes ilegais no país.

Perdoe-me mas não posso evitar e ironia: assim, decapitado, o Papa não poderá dialogar com eles.

Como se diz na minha terra: "tome tento, Papa".


sábado, 18 de novembro de 2017

Life News: "Trump é o Mais Pró-Vida da História dos EUA"


Em menos de um ano, Trump mostrou que não é só palavras, pelo seus atos já é considerado o presidente mais pró-vida da história dos Estados Unidos.

Grande Trump, que felicidade tê-lo no poder depois de Obama, que foi o maior defensor do aborto da história dos Estados Unidos, a ponto de defender a morte por inanição de crianças que sobrevivem um aborto.

Viva Trump, viva a Vida!!!!

Vejam reportagem do Life News.

Donald Trump is the most pro-life president in American history

It’s been a year since the “Election of the Century,” and political pundits everywhere are assessing President Donald Trump’s performance thus far.
Pro-lifers are evaluating Trump, too.  Their verdict so far?  He perhaps overreached in his campaign promises (what politician hasn’t?), but “The Donald” is the most pro-life, pro-marriage, and pro-family president in the history of the republic.
“President Trump has been the most pro-life president in modern history,” Concerned Women for America’s Penny Nance flatly told Breitbart News.
Even “Never Trumpers,” like Susan B. Anthony List’s Marjorie Dannenfelser, have come around after the fearless chief executive’s repeated --almost incessant, to the consternation of pro-abortionists-- pro-life appointments, constitutionalist nominations, and religious freedom executive orders.  
“When it comes down to actually getting concrete policy done, you couldn’t ask for a better White House,” Dannenfelser told the Hill.  “It’s far more solidly committed to the life issue than any other White House has been.”
The list of Trump uncompromisingly pro-life appointments is so long that it would far shorter to list RINO appointments.  From Vice President (former Gov.) Mike Pence (whose very active, very welcome role is uncommon in modern politics), Attorney General (former Sen.) Jeff Sessions, HHS Secretary (former Sen.) Tom Price (later forced out by a ruthless liberal smear campaign), Presidential Counselor Kellyanne Conway and Chief of Staff Reince Priebus (later fired via an internal smear campaign), to U.N. Ambassador (former Gov.) Nikki Haley and HUD Secretary Dr. Ben Carson, Trump has stacked the cabinet deck with solid, unquestionably pro-life leaders.

And not just his top cabinet, but right on down to government officials at every level, Trump exceeded everybody’s pro-life expectations.  From Dr. Charmaine Yoest (as an HHS Assistant Secretary) and Roger Severino (to head the HHS’ Office of Civil Rights) to (former Gov.) Sam Brownback, Teresa Manning, Shannon Royce, Valerie Huber, Mark Green (who withdrew under liberal assaults), Bethany Kozma, Ryan Zinke, and Sean Spicer (who later resigned over a liberal appointment’s machinations).
From the start, it was clear that Trump may have exaggerated his abilities, but he really meant it when he said he was pro-life.
In fact, as so many other true conservatives have pointed out, the main obstructionists to an all-out pro-life, pro-marriage, and pro-family agenda sweeping the nation have been establishment Republicans already in position before the Trump juggernaut.
And although his judicial nominees have been subject to prolonged delay by Democrats --a legitimate tactic with a lame duck president in the hopes of opposing party takeover but not with a newly-elected one-- no prolifer could quibble with his picks.  The foremost nod, of course, being originalist and common-sense champion in an age of moral insanity Neil Gorsuch to the nation’s top bench.
Then there’s Trump’s executive actions, decisions, and orders.  His first day in office, Trump not only reinstated Reagan/Bush One/Bush Two’s Mexico City Policy thwarting tax dollars being funneled to abortion providers worldwide, he greatly expanded it --forever making Planned Parenthood his arch-enemy-- to ensure no American money murdered foreign babies.
On many Obama-instigated perversion fronts, Trump stepped into the gap like Moses in the wilderness to halt the Culture of Death Plague.  
  • In parallel fashion to Obama’s abandonment of the Defense of Marriage Act and Don’t Ask Don’t Tell federal law, Trump refused to defend Obama’s unilateral transgender bathroom financial blackmail against public elementary and high schools.  
  • His religious freedom executive order, while watered down from its original, leaked formulation, championed the “free speech and religious liberty” of churches to speak the truth against homosexuality without the threat of losing their tax-exempt status.  “We will not allow people of faith to be targeted, bullied, or silenced anymore,” was Trump’s trademark go-to line on the stump.
  • Trump overturned Obama’s regulation forcing states to fund the nation’s most lucrative abortion conglomerate.  
  • He withdrew U.S. funding from the abortion-promoting U.N. Population Fund.
  • As Commander in Chief he ordered the military to stop recruiting transgenders into active duty.
  • He cut off Obama’s failed $100 million-a-year fornication-promoting sex ed program.
  • The president 180’ed Obama’s “gender identity” interpretation of the 1964 Civil Rights Act, bringing sanity to the application of a law clearly not meant to apply to the gender confused.
  • The Trump administration finally stopped the ObamaCare forced abortion coverage mandate and allowed churches, monasteries, religious organizations and Christian businesses to opt out of insurance which grossly violated their sincerely held beliefs.
  • POTUS saved the country from the business of abortion and homosexuality promotion by yanking us out of UNESCO.
  • Trump’s tax proposal gives the “unborn child … at any stage of development who is carried in the womb” eligibility for a tax-saving college savings plan.
  • Trump’s blueprint detailing his vision for the HHS explicitly and repeatedly states that the United States of America seeks to protect citizens “from conception to natural death.”
Trump’s withdrawal from the Paris Climate Agreement was perhaps his most gutsy move.  The global warming movement had long been a pro-abortion tool, a front for promoting mass baby-killing by economic coercion worldwide.  Our president literally stood Lone Ranger against a global coalition of world leaders pressuring him to give in to Obama concessions that not only were bad for the United States economically, but represented “an international assault on Christian civilization.”  
Exiting the Paris Climate Agreement demonstrated that like no other president before him, Trump has the wherewithal and the guts to do the right thing regardless of the political consequences.
“On the life issues, Trump has proven to be more of a doer than almost everyone expected,” Life Site News founder Steve Jalsevac admitted.  
While prolifers should always focus on a politician’s deeds, not rhetoric, words do have power, especially the words of the President of the United States.  Trump has done more than his share of semantic morale boosting.  When he called out the mainstream media for 44 years of failing to the cover the annual March for Life (and lying about it), his open shaming resulted in 37 times more coverage in 2017 than in 2016.  He also sent Vice President Pence and counselor Kellyanne Conway to the shear delight of march participants.
Trump’s words in June to the United Nations that abortion is not “family planning” helped expose to the world that body’s destructive agenda-driven verbal gymnastics for the wolf-in-sheep’s-clothing it is.  And just this month the president’s words were deeply significant when he demolished pro-abortion’s most falsely “compassionate” argument by declaring that adoption means “no child in America is unwanted.”  
After the president’s powerful speeches in Poland and to the U.N., which easily rival anything J.F.K. ever recited and compare favorably with Abraham Lincoln’s timeless addresses, Jalsevac, a life long pro-life activist, concluded Trump has proven “a much more capable conservative statesman than most thought he could ever be.”

Trump disappointments
There have been disappointments.  Bitter ones.  Trump attempted numerous times to de-tax fund Planned Parenthood’s over half a billion dollar subsidy, but was stopped by RINOs like John McCain, better known to prolifers as the Twenty-First Century’s Benedict Arnold.  Ditto all attempts to rescind or just replace ObamaCare.
His pick of Exxon-Mobil CEO Rex Tillerson, who homosexualized the Boy Scouts, as Secretary of State was a devastating signal that the Obama/Clinton State Department’s relentless campaign of pushing child murder as female “empowerment” and shoving sodomy on unwilling nations’ constitutions may continue indefinitely.
Another bad appointment was self-described “gay rights activist” Anthony Scaramucci as presidential adviser and later as communications director.  Thankfully, Scaramucci's tenure was very brief and he was fired, but not until he inflicted severe damage to the Trump administration in disenfranchising Priebus and Spicer.
The president kept Obama’s “LGBT International Envoy,” homosexual activist Randy Berry, which resulted in the U.S. pushing for international recognition of sodomic relations at the Human Rights Council. However, there have been indications that Berry's role in the administration has recently changed.
And Trump has, under the influence of his daughter Ivanka, her husband Jared Kushner and others, made some harmful decisions.  
  • Caving to Log Cabin Republican homosexuals, the president retained an Obama directive adding “gender identity” to federal employment nondiscrimination policy.  
  • Trump’s originally fierce Executive Order on Religious Liberty was gutted into a far weaker measure by the time it was implemented.  
  • A proposed tax credit for adoption was not included in Trump’s final proposal.
Despite these serious mistakes, President Trump has begun to turn the cultural tide from hedonistic death toward sanity, hope, and life.
One year ago, Catholic Cardinal Raymond Burke discerned that the stunning Trump electoral victory was a sign America had “awakened” to its moral crisis.  Despite many pro-life leaders’ doubts, Burke predicted the election was a victory for the sanctity of innocent human life.
Even pro-abortionists begrudgingly agree with the Cardinal’s assessment.  Planned Parenthood President Cecile Richards says the Trump administration has already done more to set back the nation’s largest abortion provider than any other president in Planned Parenthood’s history.
Priests for Life’s Father Frank Pavone praised Trump’s “very measurable and tangible executive actions to advance the rights of the unborn.”  However, Fr. Pavone claims Trump’s greatest pro-life feat was not an appointment, nomination, or executive order.
“The most powerful thing he has accomplished for the pro-life movement is that he kept Hillary Clinton out of the White House,” Pavone said.


sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Segundo o Papa Francisco, Eu sou Perverso. E Deus Apoia a Hipótese de Mudança Climática.


O Papa Francisco é chamado do "papa verde",  pelo seu apoio (incondicional e não científico) da hipótese da mudança climática.

Ele é tão defensor dessa hipótese que chega a chamar de perversos aqueles que acham que essa hipótese é bobagem, como eu.

Eu já estudei muito o tema e dois textos publicados no exterior sobre o assunto, além de morar em Cambridge, Reino Unido, por um ano, estudando essa bobagem.

Alguns católicos estão até questionando se o Papa não está sendo "comandado pelo demônio" por conta desse apelo climático dele.

O Papa mandou uma carta para a Conferência Climática de Bonn apelando que "nós" façamos tudo para salvar o planeta.

Não, não há nenhuma menção a Cristo ou a Bíblia na carta. Mas ele diz que Deus apoia a hipótese de mudança climática, não sei como ele sabe disso.

Vejamos a carta abaixo:

Excellency,
Nearly two years ago, the international community gathered within this UNFCCC forum, with most of its highest government representatives, and after a long and complex debate arrived at the adoption of the historic Paris Agreement. It saw the achievement of consensus on the need to launch a shared strategy to counteract one of the most worrying phenomena our humanity is experiencing: climate change.
The will to follow this consensus was highlighted by the speed with which the Paris Agreement entered into force, less than a year after its adoption.
The Agreement indicates a clear path of transition to a low- or zero-carbon model of economic development, encouraging solidarity and leveraging the strong links between combating climate change and poverty. This transition is further solicited by the climatic urgency that requires greater commitment from the countries, some of which must endeavour to take a leading role in this transition, bearing in mind the needs of the most vulnerable populations.
These days you are gathered in Bonn to carry out another important phase of the Paris Agreement: the process of defining and constructing guidelines, rules and institutional mechanisms so that it may be truly effective and capable of contributing to the achievement of the complex objectives it proposes. In such a path, it is necessary to maintain a high level of cooperation.
From this perspective, I would like to reaffirm my urgent call to renew dialogue on how we are building the future of the planet. We need an exchange that unites us all, because the environmental challenge we are experiencing, and its human roots, regards us all, and affects us all. [...] Unfortunately, many efforts to seek concrete solutions to the environmental crisis are often frustrated for various reasons ranging from denial of the problem to indifference, comfortable resignation, or blind trust in technical solutions (cf. Encyclical Laudato si’, 14).
We should avoid falling into the trap of these four perverse attitudes, which certainly do not help honest research or sincere and productive dialogue on building the future of our planet: denial, indifference, resignation and trust in inadequate solutions.
Moreover, we cannot limit ourselves only to the economic and technological dimension: technical solutions are necessary but not sufficient; it is essential and desirable to carefully consider the ethical and social impacts and impacts of the new paradigm of development and progress in the short, medium and long term.
From this perspective, it is increasingly necessary to pay attention to education and lifestyles based on an integral ecology, capable of taking on a vision of honest research and open dialogue where the various dimensions of the Paris Agreement are intertwined. It is useful to remember that the Agreement recalls the “grave … ethical and moral responsibility to act without delay, in a manner as free as possible from political and economic pressures, setting aside particular interests and behaviour” (cf. Message to COP-22). This means, in effect, propagating a “responsible awareness” towards our common home (cf. Encyclical Laudato si’, 202; 231) through the contribution of all, in explaining the different forms of action and partnership between the various stakeholders, some of whom do not lack to highlight the ingenuity of the human being in favour of the common good.
While I send my greetings to you, Mr President, and to all the participants in this Conference, I hope that, with your authoritative guidance and that of the Fiji Islands, the work of these days will be inspired by the same collaborative and prophetic spirit manifested during the COP-21. This will enable an acceleration of awareness-raising and consolidate the will to make effective decisions to counteract the phenomenon of climate change while at the same time fighting poverty and promoting true human development as a whole. This commitment is supported by the wise providence of God Most High.



quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Uma Nova Escravidão de Negros - Africanos Que Querem Chegar na Europa Acabam Virando Escravos na África Muçulmana.


Há uma nova onda de escravidão muçulmana, movida pela loucura europeia que despreza seu próprio povo e cultura.

Africanos de diversos países, por vezes sub-saarianos, a maioria jovem, sonham em conseguir um bote para chegar na Europa. Para isso, entram no país que foi destruído na chamada Primavera Árabe, Líbia, e hoje praticamente não tem governo.

Acontece que chegando na Líbia, os contrabandistas que fornecem esse botes, podem não ter botes, daí esses jovens ficam sujeitos a eles (aliás, esses contrabandistas não se importam sobre as condições de viagem para os africanos ou se eles morrem na travessia. Quem iria reclamar a vida deles?).

Não tendo botes, os contrabandistas então resolveram fazer leilão dos africanos, e vendê-los como escravos. O preço gira em torno de 400 dólares.

É a escravidão em terras muçulmanas, coisa muito comum na história.

O site Jihad Watch, inclusive, mostrou como os Hadith (conjuntos de relatos sobre os hábitos e palavras de Maomé), descrevem os negros.

Em resumo, esses Hadiths apontam que "Noé" rezou para que os africanos se tornassem negros e fossem escravos dos Árabes e dos Turcos.

Cadê a gritaria daqueles que "lutam contra o racismo" contra essa nova escravidão?

Vejam a reportagem abaixo na Newsweek:

AT SLAVE AUCTIONS, LIBYA SMUGGLERS ARE SELLING OFF MIGRANTS FOR AS LITTLE AS $400



Migrants trying to reach Europe via North Africa are being sold at modern-day slave auctions by smugglers in Libya for as little as $400, a new investigation has revealed.
Along the Libyan coast, smugglers have racked up hundreds of thousands of dollars putting migrants on the perilous journey to Europe on rickety boats across the Mediterranean Sea. Now they are being sold off to buyers for manual labor, according to CNN.
Desperate migrants make their way through sub-Saharan Africa—either west or east—to Libya, a near-failed state wracked by years of civil war and lawlessness, to pay substantial sums to traffickers in hope of a new life on European shores.
According to the investigation, cell phone footage showed African men being sold, offered as one of the “big, strong boys for farm work.”
In the Libyan capital of Tripoli, an auction was witnessed for a man whose price rose from 500 dollars to $650. Some were sold for just $400, less than half the median weekly earnings of an American worker.
“Does anybody need a digger? This is a digger, a big, strong man, he’ll dig,” an auctioneer said. “What am I bid, what am I bid?”
This situation has arisen because of the European and Libyan crackdown on smuggler vessels—meaning that those who arrive in Libya have no boats on which to leave, and the smugglers have nowhere to send the migrants.
Instead, the traffickers are attempting make money from migrants’ desperation.
Libyan authorities in the city say they have knowledge of the smuggling operations in the country, but not slave auctions. “They fill a boat with 100 people, those people may or may not make it,” First Lieutenant Naser Hazam of the Libyan government’s Anti-Illegal Immigration Agency told CNN.
“[The smuggler] does not care as long as he gets the money, and the migrant may get to Europe or die at sea.”
Previous investigations by Newsweek have shown that smugglers, particularly in the coastal town of Zuwara, drew in hundreds of migrants from across Africa, from Egypt, Sudan, and Niger, using social media.
In 2015, the smugglers brazenly used Facebook accounts and charts of the range of prices for their services.
For instance, a trip from Sudan to Libya and on to Italy would cost two migrants, a mother and her daughter, around $3,500: $1,500 for the crossing and the rest for the transport from Khartoum, the Sudanese capital. Social media companies have clamped down on the recruiting, and the business now operates more on word of mouth.
In 2016, there were at least 5,079 fatalities or missing cases of people who tried to make the Mediterranean crossings to Europe.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Estado Islâmico Ameaça Atacar Vaticano no Natal.


O Estado Islâmico divulgou o pôster acima que mostra um terrorista dirigindo um carro em direção à Praça São Pedro, no Vaticano, com a mensagem "Natal de Sangue" e uma ameaça: "Espere pra ver".

Não é a primeira ameaça do Estado Islâmico ao Vaticano e ao Papa, no meu próprio livro (Teoria e Tradição sobre Guerra Justa, publicado ano passado) eu já descrevo algumas.

Bom, a Europa, com apoio do Papa, abre os braços para eles, não é mesmo?

Rezemos pela Igreja e para que a Europa e o Papa saibam defender sua cultura cristã.

Vejam o relato da notícia no site inglês Mirror:

ISIS' Christmas threat to the Pope: Terror group threaten vehicle and gun attack on the Vatican

The poster - reading "Christmas blood" - depicts a masked jihadi driving a BMW towards St Peter's Basilica

The terror group ISIS has made a chilling threat against the Vatican just weeks before tens of thousands of faithful gather there to celebrate Christmas.
A pro-ISIS propaganda channel made the threat in a poster depicting a car attack.
The poster - reading "Christmas blood" - depicts a masked jihadi driving a BMW towards St Peter's Basilica, where Pope Francis holds mass.
An assault rifle and a rucksack are visible on the seat next to the driver, who is using a sat nav and driving at high speed.
The poster was published by the pro-ISIS Wafa Media Foundation, according to the Site Intelligence Group, which monitors terrorist activity.
ISIS has claimed responsibility for a number of deadly attacks in Europe this year - including those in Manchester and London.
It has made frequent threats against Pope Francis and the Vatican, especially in the lead-up to big events including Christmas.
In December last year, 12 people were killed when an ISIS terrorist killed a lorry driver and ploughed his truck into the Christmas market in Berlin.
The new threat emerged on Tuesday with surviving militants on the run after they were driven out of their strongholds in Iraq and Syria.
US Defence Secretary Jim Mattis has said the military will continue to fight ISIS "as long as they want to fight".

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Vídeo: Hino da França (La Marseillaise) Contra "Allahu Akbar" nas Ruas de Paris



Muçulmanos de um bairro de Paris recorrentemente rezavam nas ruas, porque estava faltando mesquita para eles. Daí, um grupo de franceses resolveu expulsar esses muçulmanos cantando a Marseillaise, o hino da França. Li que por pouco não teve briga de rua.

É a Paris de nossos dias.

Além disso, a seleção de Marrocos se classificou para a Copa do Mundo da Rússia, e os muçulmanos marroquinos resolveram comemorar quebrando tudo nas ruas de Paris, na Champs Elysses, e Bruxelas. Vejam abaixo vídeo de Paris:




domingo, 12 de novembro de 2017

Viva a Mentalidade do Medo!!! Que Ela Sobreviva.


Se tem uma palavra que é sempre atacada é o medo. Inúmeros dizem: "não tenha medo, mude", "não tenha medo, seja diferente", "não tenha medo de ser você mesmo", "não tenha medo, siga seu coração".

Outro dia eu vi um debate na televisão em que uns dois diziam que Bolsonaro não seria bom para a educação brasileira pois a educação militar é baseada no medo.

É ontem eu li que o Papa Francisco disse que a posse de armas nucleares é baseada na "mentalidade do medo".

Eu sou da opinião que uma das coisas que mais falta hoje em dia é o medo.

Eu prefiro a atitude da igreja da foto acima, que está armada para garantir sua segurança.

Pois:

1) Professor que usa alunos como massa política não tem medo dos pais desses alunos, nem do diretor da escola, nem do governo;

2) Aluno que não respeita professor  e que sai nas ruas quebrando carros, lojas e bancos não tem medo das consequências;

3) Bandido que sai pelas ruas exibindo armas não tem medo;

4) Político que rouba os cofres públicos não tem medo;

5) Casados que traem suas esposas ou esposos não têm medo;

6) País que não defende sua cultura e abre as fronteiras para uma cultura inimiga da sua não tem medo!

7) Pais que não controla fronteiras não tem medo!

8) Pessoas que procuram "trocar" de sexo, como se isso fosse possível, não têm medo;

9) Filhos que não obedecem seus pais não têm medo;

10) Empresários que roubam o estado não têm medo;

11) Trabalhadores que roubam seus patrões não têm medo;

12) Países que não se armam não têm medo;

13) Cristãos que apoiam heresias não têm medo.

Em todos esses casos não há temor a Deus.

O que falta mundo é mentalidade do medo de Deus.

O temor a Deus está muito presente na Bíblia vejamos alguns casos:

"De todos eles se apoderou o temor, pois pelos apóstolos foram feitos também muitos prodígios e milagres em Jerusalém e o temor estava em todos os corações. (Atos dos Apóstolos 2, 43)" 
 - Bíblia Católica Online

"A Igreja gozava então de paz por toda a Judéia, Galiléia e Samaria. Estabelecia-se ela caminhando no temor do Senhor, e a assistência do Espírito Santo a fazia crescer em número. (Atos dos Apóstolos 9, 31)"
 - Bíblia Católica Online"Abraão respondeu: Eu pensava comigo que não havia certamente nenhum temor a Deus nesta terra, e que me matariam por causa de minha mulher. (Gênesis 20, 11)" 
 - Bíblia Católica Online


"No terceiro dia, José disse-lhes: “Fazei isto, e vivereis, porque sou cheio do temor a Deus. (Gênesis 42, 18)" 
 - Bíblia Católica Online

"O centurião e seus homens que montavam guarda a Jesus, diante do estremecimento da terra e de tudo o que se passava, disseram entre si, possuídos de grande temor: Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus! (São Mateus 27, 54)" 
 - Bíblia Católica Onli




sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Os Economistas que Ensinam a Importância do Aborto no Vaticano


Não os chame de defensores de aborto, eles vão ficar muito chateados e vão xingar você de "verme".

O Vaticano, em tempos de Papa Francisco, adora convidar Jeffrey Sachs, um colaborador de George Soros, e Partha Dasgupta, eterno defensor da "natureza", para ensinar que o mundo deve fazer controle populacional (aborto) se não o mundo vai acabar.

Em um desas ocasiões um jornalista lembrou a Jeffrey Sachs  que a Igreja, em sua doutrina, abomina controle populacional e que aborto é um pecado gravíssimo. O jornalista recebeu xingamentos de volta.

Veja o relato do jornalista no Life Site News, ele também conta sobre as palestras e os textos de Partha Dasgupta.

World-renowned economist Jeffrey Sachs yells at Vatican reporter: ‘You’re disgusting’

by John-Henry Western

ROME, November 6, 2017 (LifeSiteNews) – “You’re disgusting, you’re disgusting, disgusting,” yelled world-renowned economist Jeffrey Sachs in the hallowed halls of the Casina Pio IV in the heart of the Vatican Gardens. Sachs, the Columbia University professor whose monthly newspaper columns appear in more than 100 countries, was in a full rage, threateningly pointing his finger in the face of this reporter during his outburst. I sat there rather stunned but also, I must admit, somewhat intimidated since this man marches in echelons of power far above the top one percent he is so fond of disparaging.
A collaborator with George Soros, Sachs is known around the world as a guru on climate change, sustainable development -- and to pro-lifers -- population control and abortion. It is this pro-life concern that was the source of his rage. He was railing against me because of an article I wrote the previous day in which the headline referred to him as a “pro-abortion globalist.”
I believe he would have been fine with a label of ‘pro-choice,’ but I didn’t get to ask him despite trying a couple of times to speak to him after the fireworks. He vehemently resents being called pro-abortion, he let me know in rather uncivil terms.
From the pro-life perspective, the “choice” of abortion is murder and today’s abortion holocaust with some 60 million innocent victims per year is a global catastrophe very much like what Sachs claims will happen with unchecked global warming. If someone believes that abortion is an acceptable “choice”, that person is indeed pro-abortion.
Imagine someone who approved of men raping women, even lobbied for it, didn’t insist on it mind you, just supported its legalization. Would Mr. Sachs be faulted for referring to that person as pro-rape even over their objections that they should be called ‘pro-choice’ instead?
It seems we are speaking a different language, and that the terminology of the pro-life movement is so foreign that it is completely misunderstood. Language is an important thing when it comes to trying to make convincing points in the public square, and it appears Mr. Sachs refuses to be labeled by what in his mind must be antiquated terminology.
Another interesting exchange illustrates the point. I spoke with Professor Partha Dasgupta, a member of the Pontifical Academy for Social Sciences. Since he himself was on the Pontifical Academy I wanted to ask him about the oddity of having so many population control advocates at a Vatican conference.
I asked about differences of the attendees at the conference from those involved at the Academy for Life, wondering how the participants at the Academy for Sciences conference reconcile their differences with the Vatican.
“I’m not so sure about all the differences because I’m not an expert on the Vatican,” replied Professor Dasgupta. “I’m here as a social scientist in the Academy and we speak about common problems that humanity faces. As you observed that is what we’re doing. I don’t know about differences at all. We come with whatever knowledge we have and we put forward ideas to see how they conform to the evidence. That’s it.”
I proposed that one of those differences centered around limiting population growth. I asked if that remained a focus for many of the participants or if they were perhaps moving away from that focus. “I don’t know what you mean. I don’t know that there was any discussion on population growth,” Dasgupta replied. Population was not on the agenda, but the issue nevertheless surfaced during a question-and-answer session a few hours later.
When I clarified that I meant historically many of the speakers have been advocates of limiting population, he responded, “I wouldn’t be able to tell you. I wasn’t involved in any of that.”
It is interesting to see Prof. Dasgupta’s past involvement in what pro-lifers would refer to as population control in light of his comments above.
In 1995 Prof. Dasgupta wrote an article titled, “The Population Problem: Theory and Evidence.” In this article, he looked for ways to lower the desire of couples to have children. “The analysis presented here suggests that the way to reduce fertility would be to break the destructive spiral where such a spiral is in operation,” he wrote. “Because parental demand for children, rather than an unmet need for contraceptives, in great measure explains reproductive behavior in poor countries, we should try to identify policies that would so change the options men and women face that their reasoned choice would be to lower their fertility.”
Nope, no population control here.
Later in the same article he speaks of shifting economic policies so as to give the impression that children are a financial burden to be avoided. “Providing infrastructural goods, such as cheap fuel and potable water, will reduce the usefulness of extra hands.  When a child becomes perceived as expensive, we may finally have a hope of dislodging the rapacious hold of high fertility rates."
Professor Dasgupta could perhaps be forgiven for forgetting about a single article promoting population control over 20 years ago. However, in 2013, Dasgupta wrote an article for Science Magazine titled, “Pervasive Externalities at the Population, Consumption, and Environment Nexus.” In the article, Dasgupta argues that population growth is placing an undue burden on available resources, decrying the lack of availability and use of contraception. He says: Family planning is not subject to the play of ‘free markets’; it is biased by restrictive laws, widespread misinformation, and rules not based on evidence. The unmet need for family planning is substantial.”
Later in the same article he adds, “When the barriers,” to acquiring contraception, “are numerous, as in the Philippines, the poor both have more children and a greater unmet need for family planning.”
“The aggregate demand for environmental resources is, in part, a function of humanity’s population size,” he wrote. “Whether world population reaches 8 billion or 10 billion in 2050 and whether it reaches 15 billion or 17 billion in 2100 will depend on small differences in average family size, which could be highly influenced by rebuilding the focus on family planning.”
Prof. Dasgupta seems not to have changed his views on population control, but he has developed euphemisms to conceal his intentions from the developing nations which would balk at his proposals otherwise.
He explains his vision to LifeSiteNews as nothing controversial at all. “We are discussing human impact on the biosphere, and that’s all,” he said. “Climate change is a symptom of a problem of over-extraction of the biosphere. I suppose the evidence is pretty compelling that we are and we’re trying to find ways to reduce it. To reduce our demand on the biosphere. That seems to me to be uncontroversial.”
Sachs too employs euphemisms to mask his intentions, but has in the past been more forthcoming.
In his 2008 book Commonwealth: Economics for a Crowded Planet he promoted legal abortion. “In countries with legal abortion services, households have a lower-risk and lower-cost option,” he wrote. “Legalization of abortion reduces a country’s [total fertility rate] significantly … and also reduces maternal mortality.”
More recently Sachs was one of the driving forces behind the passage of the Sustainable Development Goals. Target 3.7 of the SDGs explicitly calls for “universal access to sexual and reproductive health care services.” But in order to understand what that means, one has to look at the definition of those terms which were defined at the 1994 Cairo conference to mean providing women with “modern contraception” for “family planning” and with “safe abortion” where it is legal.

Catalunha (Parte 5) : O Projeto Político Independentista


Acima temos a foto da Boixos Nois, torcida organizada do Barcelona, que mistura socialismo e o nazismo em ódio aos judeus e a Madrid. Um exemplo de que fascismo e socialismo andam juntos.

Fuentecalada fala até do Boixos Nois em seu último texto sobre a Catalunha que pedi para ele produzir para o blog. Esse é o último texto de Fuentecalada sobre o assunto.

Seguramente, com os textos dele, o blog consegue apresentar excelente chance para entender a Catalunha desde a sua formação histórica até os atos de Puigdemont. Esse nível de informação sobre o assunto não é encontrado em jornais.

Para ler a primeira parte, clique aqui, a segunda parte, aqui, a terceira, aqui e a quarta, aqui.

Vejamos o último texto de Fuentecalada abaixo:


Catalunha: um “procés” independentista de mais de quarenta anos”.
Autor: Fuentecalada

A nova Constituição dividiu administrativamente o país em “comunidades autônomas”, sendo a Catalunha apenas mais uma delas. Na região, foram restabelecidas a “Generalitat”, poder executivo local, e o “Parlament”, correspondendo ao legislativo.
O primeiro presidente da “Generalitat” sob o novo regime constitucional foi o nacionalista catalão Jordi Pujol, eleito de forma indireta em 1980. Pujol seria reeleito sucessivamente até 2003, sempre de forma indireta pelo “Parlament”. Pujol liderava a coalizão de partidos “Convergència i Unió” (CiU) e durante esse período manteve-se em apoio a todos os governos em Madrid, fossem “populares” ou “socialistas”. 
Desde 1984, pelo menos, Jordi Pujol e seus filhos começaram a ser citados como envolvidos em escândalos de corrupção. Em janeiro de 2013, Jordi Pujol, em uma entrevista na TV, negou ter contas na Suíça. Dois meses depois, seu filho Oriol seria condenado pelo Tribunal Superior de Justicia de Cataluña pelo delito de tráfico de influência. No ano seguinte, outro filho, Oleguer, passou a ser investigado por lavagem de dinheiro. Em seguida, Jordi Pujol enviou um comunicado à Imprensa em que admitia haver omitido ao órgão fiscal fazendário que mantinha dinheiro depositado em Andorra. Jordi Pujol foi denunciado por crimes de suborno, tráfico de influência, delito fiscal, lavagem de dinheiro, prevaricação, malversação e perjúrio.

Em maio de 2017, as investigações policiais concluíram que a família Pujol auferira “benefícios não justificados” de suas contas em Andorra, desde 1990, configurando-se em organização criminosa liderada pelo filho primogênito, Jordi Pujol Ferrusola que, desde então, encontra-se preso sem direito a fiança, pois tentou evadir do país mais 29,91 milhões de euros quando estavam em curso as investigações.


Jordi Pujol interessado em Jordi Pujol.
Em 2003, o “Partido de los Socialistas de Cataluña” (Partit dels Socialistes de Catalunya, abreviado PSC), a representação regional do PSOE, elegeu Pasqual Maragall o novo “President”, após firmar um pacto com a ERC  (Esquerra Republicana de Catalunya) e o partido eco-socialista “Iniciativa per Catalunya Verds” (ICV-EUiA). Apesar das crises internas na coalizão, com a expulsão de seis conselheiros da ERC do governo, os acordos seriam recompostos em 2006, o que garantiu a continuidade do PSC no poder, apesar de haverem recebido menos votos. Foi eleito José Montilla, o primeiro não catalão a assumir a presidência da “Generalitat”, apesar do desgaste que havia sofrido por seu envolvimento em um nebuloso caso que envolvia a disputa pela maior empresa de energia espanhola, a Endesa e a doação de 6,3 milhões de euros para o PSC, que reagiu afirmando que outros partidos também haviam feito operações semelhantes. Em 2007, Pasqual Maragall, já acometido do Mal de Alzheimer, declarou no rádio que havia abandonado o PSOE e que havia cometido um erro ao confiar em Luís Zapatero, o socialista que presidiu o governo espanhol de 2004 a 2011. Maragall queixava-se da relutância com que as lideranças o PSOE receberam sua iniciativa de aprovar um novo Estatuto para a Catalunha, em que estivessem contempladas questões como a imigração, a presença da “Generalitat” na União Européia e a inclusão de uma “carta de direitos sociais”. A proposta do novo “Estatut” gerou os debates e crises políticas usuais. Levado a consulta popular, foi aprovado por 1.899.897 votantes, em um eleitorado de 5.310.103. O índice de abstenção foi de 51,15%.
Nos anos seguintes, com a previsão legal incluída no novo “Estatut”, a “Generalitat” abriu “embaixadas” no exterior, uma inclusive em Madrid, além de criar uma nova estrutura burocrática, o Diplocat – “Consell de Diplomàcia Pública de Catalunya”, o que ampliou as possibilidades de nomeações políticas para os novos cargos criados e contribuiu para aumentar o já crônico déficit orçamentário.
O governo socialista de Zapatero conseguiria aprovar, em março de 2010, uma nova lei do aborto, sob o pretexto de “garantir os direitos fundamentais no âmbito da saúde sexual e reprodutiva estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS)”. A nova lei, na prática, se constituiu na permissão da prática do aborto sem necessidade de ser apresentada qualquer “justificativa”. Pasqual Maragall não se opunha à liberação do aborto, havendo admitido, em 2003, que as poucas restrições da lei então vigente já vinham sendo burladas, pois, segundo afirmou, “a realidade social se adiantou em relação à lei”.
A CiU voltaria ao poder em 2010, assumindo a presidência da “Generalitat” o político Artur Mas, que se apresentou como business friendly, mas logo se converteria em um fervoroso independentista catalão. Artur Mas seria reconduzido sucessivamente até 2016, sempre de forma indireta, apesar de seu nome aparecer envolvido em denúncias de corrupção, o chamado caso dos 3%, percentual da propina que seu partido cobraria nos contratos públicos, caso que ainda se encontra sob investigação.
Em 2012, em meio a queixas recorrentes por mais recursos do governo central para financiar o crescente déficit do governo catalão, Artur Mas antecipa a convocação de eleições na Catalunha. Apesar de haver perdido cadeiras, seu partido consegue reconduzi-lo à presidência com o apoio da ERC. Sem resolver a questão do déficit cada vez maior, Artur Mas, apesar de por duas vezes impugnado judicialmente em sua pretensão de realizar um referendo, convoca para 2014 um “processo participativo” para consultar a população sobre a independência. O resultado favorável de 80,76% dos votantes não permitiu esconder o fato de que o “processo” era de pouco interesse para a maioria dos catalães, pois apenas 37% do eleitorado compareceu às urnas. Para as eleições que se realizariam em 2015, Artur Mas propôs a formação de ampla coalizão de partidos e de “integrantes da sociedade civil”, favoráveis à independência, sob o nome de “Junts pel Sí” (Juntos pelo Sim), pretendendo torná-la uma consulta plebiscitária. Apesar de ser a lista mais votada, a “Junts pel Sí” não obteve a maioria. Tiveram início negociações com a agremiação “anti-sistema” de extrema-esquerda “Candidatura d’Unitat Popular” (CUP), cuja denominação é assumidamente inspirada na “experiência” da “Unidad Popular” de Salvador Allende no Chile. A CUP, porém, condicionou seu apoio à retirada de Artur Mas, que foi substituído por Carles Puigdemont como presidente “Generalitat”. No dia seguinte, Artur Mas renunciou à sua cadeira de deputado e deu início à fundação de um novo partido, o “Partit Demòcrata Europeu Català” (PDeCAT), que se apresenta como “democrata, catalanista, independentista, europeísta e humanista” e “republicano”, em que também ingressou Carles Puigdemont.
Em 13 de março de 2017, Artur Mas foi condenado pelo “Tribunal Superior de Justicia de Cataluña” (TSJC) a dois anos de inabilitação para exercício de cargo ou emprego público e pagamento de multa de 36.500 euros, além das custas processuais, pela prática de crime de desobediência, por haver sido o responsável pela realização ilegal do “processo participativo” com uso irregular de recursos públicos. Em conseqüência, também foi sentenciado pelo “Tribunal de Cuentas”, junto com outras autoridades de seu governo, a ressarcir ao erário o dano causado, no montante de 5 milhões de euros. Em sua defesa, Artur Mas alegou que foram “voluntários” quem haviam realizado o “processo participativo” e anunciou sua intenção de recorrer da sentença ao “Tribunal Europeo de Derechos Humanos de Estrasburgo”. Ainda assim, com o auxílio de duas ONGs que se apresentam como “entidades culturais” dedicadas à “causa independentista”, a “Asamblea Nacional Catalana” (ANC) e “Òmnium Cultural”, que criaram uma “caixa de resistência”, os condenados conseguiram, até agora, restituir 2,2 milhões de euros. Ambas as entidades são subvencionadas pela “Generalitat” e seus dirigentes, Jordi Sánchez e Jordi Cuixart, respectivamente, estão cumprindo prisão preventiva pela participação nos recentes atos de sedição e ataques à Guarda Civil, ocorridos em vinte de setembro.
Carles Puigdemont ingressou cedo na política, sendo um dos fundadores, em 1981, da “Joventut Nacionalista de Catalunya”, entidade ligada ao pujolismo, movimento de caráter populista liderado pelo então presidente da “Generalitat” Jordi Pujol. Em 1999, depois de realizar uma “viagem de estudos” pela Europa, foi encarregado pela “Generalitat”, ainda sob o comando de Jordi Pujol, de criar mais um aparato burocrático, a “Agència Catalana de Notícies” (ACN), a qual iria dirigir até 2002. Com a derrota eleitoral da CiU, o partido ofereceu a Puigdemont um cargo de diretor na “Casa de Cultura de Girona”. Assumiria depois a direção da revista mensal “Catalonia Today”, publicação em inglês vinculada ao jornal “El Punt Avui”, baseado em Girona, que recebe subsídios do governo catalão, além de ser um dos maiores destinatários das verbas de publicidade da “Generalitat”.
Puigdemont começou sua vida profissional como revisor ortográfico no “El Punt Avui”. O “Catalonia Today” atualmente é editado pela mulher de Puigdemont, a romena Marcela Topor. Puigdemont é membro do “Col·legi de Periodistes de Catalunya” (CPC), entidade associativa de jornalistas, criada por lei pelo “Parlament” catalão, que se dedica a criar e coordenar a ação de “grupos de trabalho que se reúnem periodicamente para manter uma ação contínua sobre diferentes aspectos da profissão jornalística”, o que lhe garante amplo e indefinido campo de atuação.
Em 2001, Puigdemont foi eleito alcaide de Girona, função política assemelhada a de prefeito municipal. Em 2006, Puigdemont elegeu-se deputado, o que garantiu a continuidade do fluxo de verbas da “Generalitat” para o “Catalonia Today” e, ao menos um aporte inicial para o projeto “Doble Utopia”, empresa de comunicação criada por Puigdemont juntamente com Saül Gordillo, o diretor da rádio estatal da “Generalitat”, a “Catalunya Ràdio”, detentora de quatro emissoras. O projeto “Doble Utopia” resultou no surgimento da “Catosfera”, que se dedica a promover “um ciclo de discussões aprofundadas e conversas inspiradoras sobre desenvolvimentos tecnológicos e o mundo da Internet”. Além da emissora de rádio, a “Generalitat” também possui uma emissora de TV, a “Televisió 3” ou, simplesmente, “TV-3”, mais um empreendimento estatal a cargo da “Corporació Catalana de Mitjans Audiovisuals”, o ente público que gerencia os meios de comunicação controlados pela “Generalitat”, dentre os quais a “Agència Catalana de Notícies” (ACN), sugerida, criada e inicialmente dirigida por Puigdemont. Com 60 empregados, a folha de pagamento da ACN supera a dois milhões de euros anuais e a empresa acumula prejuízos na ordem de oito milhões de euros.
Contudo, os prejuízos não se restringem à ACN. O custo anual da “Corporació Catalana de Mitjans Audiovisuals” (CCMA) para as arcas da “Generalitat” é de 240 milhões de euros anuais, transferidos por meio de subvenção direta e pela “contratação de serviços”, além de a CCMA receber recursos da Comunidade Européia. Ao final de 2016, a estatal registrava prejuízos acumulados de 779 milhões de euros.
Recentemente, a “Generalitat” criou o CESICAT, um “Centro de Segurança da Informação da Catalunha”, cujo propósito declarado é “garantir a proteção, prevenção e governança em matéria de cibersegurança da Generalitat e do Govern”. Investigação levada a cabo pela “Fiscalía de la Audiencia Nacional”, órgão assemelhado ao Ministério Público, porém, aponta que o organismo executa atividades irregulares como a censura de páginas web e o controle de comunicações, interceptando mensagens de correio eletrônico e telefones móveis, além de acessar bases de dados ilegalmente.
Entretanto, a proliferação de agências e entes estatais criadas pela “Generalitat” não se limita aos meios de comunicação. Levantamento mais recente em que, além da Administração central da “região”, foram incluídos os entes gerados pelas quatro “deputaciones” (câmaras locais de deputados, equivalentes a vereadores municipais) e os 947 “Ayuntamientos” (executivo municipal) da Catalunha, indicou que orbitam em torno do erário 1.309 entidades, incluindo variados tipos de fundações, “entidades sociais”, empresas e órgãos públicos como a “Agència Catalana de l’Aigua” (ACA) e o “Institut Català del Sòl” (INCASOL), o “Consell Català de la Producció Agraria Ecològica” (CCPAE), a “Agència Catalana de la Joventut” ao lado do “Consell Nacional de la Joventut de Catalunya”, a “Autoritat Catalana de la Competència” (a denominação é impagável), e por aí vai... todas com altaneiros propósitos beneméritos ou de valorização da cidadania, cueste lo que cueste... Como bem sabemos aqui no Brasil: É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã...
Com tanto a fazer, ninguém irá trabalhar de graça. Os salários médios dos “executivos de máxima responsabilidade” vinculados à “Generalitat” andam na média dos 70 mil euros anuais. Nada mal, ainda que menores, na média, do que o salário pago à secretária que ocupa o cargo de “Responsável pelo escritório do ex-presidente Artur Mas”: pouco mais de 99 mil euros por ano. Melhor é o salário anual de Puigdemont: 139.585 euros. Mas, ora, afinal ele é o “President”. Ou era, até o governo espanhol, relutantemente é verdade, intervir na Catalunha e provocar apreensão dentre tantos abnegados que, convictamente não cansam de repetir: “España nos roba”...
Em 2015 Puigdemont reelegeu-se deputado na lista do “Junts pel Sí”. Chegou à presidência da “Generalitat” em 2016, com o decisivo apoio da CUP e tendo como vice Oriol Junqueras da ERC. Sim, a mesma ERC que anteriormente se coligara com os socialistas do PSC no governo da “Generalitat”, quando conseguiram triplicar a dívida pública, agora passou a governar com a “centro-direita”(?!) catalã, também pródiga em aumentar dívidas e impostos.  Todos independentistas.
Oriol Junqueras, formado em História, defendeu em artigo publicado em 2008 no “El Punt Avui” que os catalães formam um “grupo genético” distinto dos espanhóis. Junqueras mantém boas relações com o “Partit Socialista d’Alliberament Nacional dels Països Catalans” (PSAN), um agrupamento marxista-catalão (?) radical que se considera o fundador do independentismo, mantém aliança com o ETA e exerce considerável influência na direção da “Asamblea Nacional Catalana” (ANC).
Junqueras também cultiva amizades com a turma do “Boixos Nois”, uma torcida organizada do clube de futebol Barcelona, composta por ultranacionalistas catalães que se dedica a atividades lúdicas como entoar gritos de “Fucking Jew” e desfraldar a bandeira senyera adornada com uma suástica. Nos momentos mais compenetrados, os Boixos Nois” estão envolvidos em pancadarias, assaltos de ocasião, disputas com rivais traficantes de drogas e atos de hostilidade contra migrantes de outras regiões da Espanha que chegam à Catalunha à procura de trabalho.


Junqueras é alguém que quer ser levado a sério.
Nascidos e criados em uma região marcadamente católica, Junqueras e Puigdemont também se declaram “católicos”, ainda que a seu modo, especialmente quando há celebrações importantes em que a quantidade de pessoas reunidas pode render frutos eleitorais. Junqueras, filiado à historicamente anticlerical ERC, admitiu que vai pouco à missa e ainda menos ao confessionário. Puigdemont, mais do que católico, antes se considera alguém vinculado “aos princípios básicos do cristianismo”. Nas ocasiões especiais, ambos entram na fila para receber a comunhão. Na mão.

Apesar dos atos de piedade religiosa, Puigdemont deve sua chegada ao cargo de “President” ao apoio da extremista CUP. Em maio deste ano, a CUP apresentou uma queixa ao Governo contra o Bispo de Solsona, Xavier Novell, por considerar que este, durante a homília dominical, fizera “declarações homofóbicas” ao apontar a ausência da figura paterna como possível causa do “crescente fenômeno de confusão na orientação sexual de jovens adolescentes”. A queixa foi apresentada em nome da “liberdade religiosa” e a CUP não deixou passar a oportunidade para, como faz usualmente com todo aquele de quem não gosta, qualificar o bispo de “fascista”.
A CUP não restringe a “luta política” aos limites da atividade parlamentar ou na publicação de notas e queixas. Dispõe também de alternativas para a chamada “ação direta”. Por ocasião das recentes agitações de rua e na expectativa de haver uma “declaração unilateral de independência” da Catalunha, a CUP distribuiu entre seus militantes um manual de guerrilha urbana com instruções para o “enfrentamento” dos agentes de polícia, a quem chama de “gentuza” (gentinha). Os ataques violentos resultaram em dezenas de policiais feridos durante as “jornadas” da “revolução dos sorrisos”, especialmente pela atuação dos grupos de jovens militantes anti-sistema que se identificam como Arran e usualmente utilizam a “tática black-block”.


Membros do Arran ocupam a sede do Partido Popular em Barcelona.
Março/2017 – El Confidencial.
Em meio às arruaças e antes mesmo de Puigdemont comicamente haver declarado a “independência”, para requerer em seguida que fosse suspensa, a CUP já divulgava planos de “ocupação do território”, que incluíam o controle de portos e aeroportos e o “controle de capitais”, na forma de um bloqueio de contas correntes ao estilo “corralito”, o que acelerou a corrida bancária e a fuga de empresas da região. Porém, a CUP exige mais. Definindo-se como uma “organização política assembleísta, de caráter socialista e abrangência nacional”, a CUP pretende substituir o “modelo sócio-econômico capitalista” por um novo modelo, vagamente indicado como sendo o resultado da “libertação nacional e social dos países catalães”, em que se defende os serviços públicos, o “controle popular da economia”, a ecologia e a “luta feminista e a liberação sexual e de gênero”. Apesar do caráter nacionalista que envolve a pretendida “independência dos países catalães”, que serão no futuro, segundo a CUP, “territorialmente equilibrados e desligados das formas de dominação patriarcal”, os cupistas não abandonam o velho discurso de internacionalismo, “como forma de relação igualitária, anti-colonial e fraternal entre os povos e a superação dos conflitos internacionais”. Espanha, claro, não conta, pois, também para a CUP, “España nos roba”...
Há ainda, a coalizão esquerdista “Barcelona em Comú”, na qual confluem a “Iniciativa per Catalunya Verds”, ex-aliada da ERC, a “Esquerra Unida i Alternativa”, o “Equo” (ecologistas), “Procés Constituent” e “Podemos”. A “Barcelona em Comú”, em 2015, elegeu Ada Colau, festejada como “a primeira mulher a ser eleita alcadesa de Barcelona”. Apesar de apoiarem o processo separatista e serem contrários à monarquia, não integram diretamente a coalizão que, até a intervenção decretada por Mariano Rajoy, governava a “Generalitat”. “Podemos”, em particular, enfrenta dificuldades para manter seus ganhos políticos dos últimos anos pois, além de ver o surgimento de potenciais competidores que poderão abocanhar fatias do eleitorado com o mesmo discurso anti-sistema que deu projeção ao partido de Pablo Iglesias, enfrenta o dilema de ter que conciliar uma posição em favor do “direito de decidir” com o crescente, e de certa forma inesperado, sentimento patriótico da população espanhola que, majoritariamente, rejeita os movimentos separatistas. Iglesias sofreu forte desgaste quando postou no Twitter, em 2/11/2017, que “sentia vergonha” de que na Espanha opositores políticos fossem encarcerados, referindo-se às recentes prisões de Oriol Junqueras e outros membros da “Generalitat”, e pediu a libertação dos “presos políticos”, apesar de haver ressaltado que “não queremos a independência da Catalunha”. Imediatamente recebeu uma enxurrada de mensagens apontando sua hipocrisia, pois anteriormente havia justificado a detenção de Leopoldo López, aprisionado pela ditadura de Nicolás Maduro, sob o argumento de que era preciso “respeitar a legalidade”.
Pouco antes de abdicar em favor de seu filho, o rei Juan Carlos I concordou em participar de um documentário produzido pela televisão francesa. No vídeo, o rei confidencia que, estando Franco em seu leito de morte, um dia antes de morrer, chamou-lhe e segurando-lhe a mão disse: “Alteza, a única coisa que lhe peço é que preserve a unidade da Espanha”. E prosseguiu o Rei, pensativo: “Ele não me pediu faça isso ou aquilo outro. A unidade da Espanha. Se pensas bem, isso quer dizer muitas coisas. A unidade da Espanha. Isso é tudo”.
Considerado o principal fiador da “transição” que resultou no atual arranjo constitucional, Juan Carlos não é mais o rei. A intervenção na Catalunha, efetuada de forma relutante pelo governo de Mariano Rajoy, com base no artigo 155 da Constituição, obteve o apoio do PSOE com uma condição: dar início a um processo de reforma da Constituição. O que virá dessa reforma é ainda uma grande incógnita. Porém, a história nos dá algumas pistas. Em 1974, ainda na clandestinidade, o PSOE realizou um Congresso em Suresnes, França, no qual aprovou diversas resoluções. Uma delas, que diz respeito a “Nacionalidades e Regiões” afirma que o PSOE se pronuncia “pela constituição de uma República Federal”, velha tese postulada desde a fundação do partido, em 1879, sob a liderança de um tipógrafo chamado Pablo Iglesias.