domingo, 4 de dezembro de 2022

Hunter Biden e a sua Máfia de Jornalistas que Censuram

 


Durante as eleições de 2020, entre Biden e Trump, foi divulgado, no dia 14 de outubro de 2020 pelo jornal New York Post, emails do filho de Biden, Hunter Biden, descobertos por um profissional de TI. Além de emails com negociatas da família Biden com China e outros países, havia fotos comprometedoras de Hunter cheirando cocaína e com prostitutas.

Daí, o que ocorreu foi que censuraram o New York Post, um dos maiores jornais dos EUA, e todo o aparato da mídia esquerdistas (incluindo Twitter, Facebook,...) e do chamado "deep state" (FBI, CIA, família Clinton..) se levantou para proteger Biden e dizer que tudo não passava de conspiração da Rússia e censurar qualquer um que tratasse do tema.

Trump levou o assunto ara o debate e questionou Biden, mas Biden chamou Trump de palhaço, disse que isso esse assunto era conspiração da Rússia que a CIA tinha provado isso, e até o jornalista que mediava o debate protegeu Biden de responder a pergunta.

No dia 2 de novembro passado, Elon Musk, por meio do jornalista Matt Taibbi (@mataibbi), revelou o escândalo entre jornalistas, gestores do Twitter e o Partido Democrata de Biden para banir o assunto como falso ou como tendo fonte hackers da Rússia. 


Taibbi concluiu, após mostrar o conluio do Twitter com o Partido Democrata, que o Twitter tratou a acusação contra Hunter Biden, que é um informação completamente verdadeira, como se fosse pornografia infantil, proibindo qualquer menção.

Trump declarou em sua rede social toda a eleição que ele perdeu foi roubada. Os EUA teriam que rever tudo, retirando Biden da presidência.

Eu já achava que Biden ganhou no roubo desde o simples fato de que o dono do Facebook gastou bilhões para levar gente para ir votar por Biden, em um eleição que é voluntária, sem falar nas fraudes dos votos pelos correios e nas contagens fraudulentas.

Trump tem razão. As fraudes exigem uma ação radical dos Estados Unidos para limpar a sujeita.

Só considerando este assunto de Hunter Binde, que envolve corrupção massissa, prostituição e cocaína, seria suficiente para banir Biden da campanha ou pelo menos mudar milhões de votos em favor de Trump.

Acho que conhecemos essa sujeira no Brasil também. 

E lendo os jornais brasileiros sobre esse assunto, eles focam em Elon Musk e não ressaltam o impacto fraudulento da censura das notícias sobre Hunter Biden nas eleições que deram vitória a Biden. Os jornalistas brasileiros são como os do New York Times odeiam Trump a ponto de negá-lo a verdade dos fatos.


quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Entrevista de Francisco Gera Reação da Rússia


Francisco deu uma entrevista para uma revista jesuíta dos Estados Unidos, chamada America Magazine. Essa entrevista está dando muito o que falar sobre o que ele disse sobre a China, a Rússia, e sobre uma frase. A frase é: "a polarização não é uma coisa católica".

Vou escrever sobre a reação da Rússia à entrevista, mas primeiro vou avaliar esta frase de Francisco.

Bom, dizer que a "polarização não é uma coisa católica" é um erro básico da Doutrina da Fé, erro que infelizmente é cometido inúmeras vezes por clérigos, pois  o próprio Cristo disse que não veio trazer paz mas separação, separação até entre irmãos e familiares (Mateus 10:34-39). Além disso, São Paulo explicou várias vezes que os cristãos não devem se misturar com heréticos ou adoradores de sexo, (ver I Coríntios 5:9- 11; Romanos 16:17 ou Gálatas 1:6-10). 

Fora o fato que a Igreja Católica é a verdadeira Igreja e assim fora dela se trai a Cristo. Fazer parte da Igreja ou não já é uma enorme separação. 

Mas apesar de falar que sempre prefere o diálogo com a China e de ser contra a polarização, quando ele foi falar sobre a Rússia, Francisco tentou dizer que estava claro, mesmo que ele não mencione nunca, de que lado ele está, ele estaria do lado da Ucrânia. 

Mas aí, ele soltou a seguinte frase (traduzo abaixo):

“Quando falo da Ucrânia, falo de um povo martirizado. Se você tem um povo martirizado, você tem alguém que os martiriza,..os mais cruéis talvez sejam aqueles que… não são da tradição russa, como os chechenos, os buriates e assim por diante”. 

O que Francisco está dizendo que os soldados russos que são cruéis não soa os russos de verdade, mas sim os russos que são chechenos ou buriates. Os chechenos são muçulmanos na sua maioria e os buriates são mongóis que costumam ser budistas.

Francisco pareceu dizer os muçulmanos e budistas são mais cruéis.

E a Rússia não gostou.

O site Aleteia mostrou a reação da Rússia. Traduzo o que disse o site abaixo:

"A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, denunciou as palavras do Papa como uma “perversão da verdade” e acusou o bispo de Roma de querer dividir as forças russas. “Somos uma família com buriates, chechenos e outros representantes de nosso país multinacional e multiconfessional”, escreveu ela no Twitter. 

Vários líderes políticos e religiosos dessas regiões também condenaram as declarações do Papa. 

A organização pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre também relatou a prisão de dois padres católicos na cidade portuária de Berdiansk, ocupada pelos russos, no sudeste da Ucrânia. Um jornal italiano já sugeriu que esta é uma forma de “chantagem para forçar Francisco ao silêncio”. Embora nenhum vínculo tenha sido estabelecido, esta situação ainda pode levar o Papa a reconsiderar a aproximação com a Ucrânia que expressou nos últimos dias."


terça-feira, 29 de novembro de 2022

Todas as Acusações Financeiras contra Cardeal Becciu

 


Ontem, eu postei a informação de que o cardeal Becciu, por meio de uma sobrinha, gravou uma conversa particular com o papa Francisco de forma clandestina. E essa conversa foi levada ao tribunal que atualmente julga as fraudes financeiras do Vaticano.

Hoje, leio no site The Pillar que o cardeal Becciu disse que teve um encontro "cordial" com Francisco e "esclareceu" a gravação, sem dizer como foi esse esclarecimento, nem como o papa reagiu.

Importante é que o site The Pillar resolveu resumir todas as acusações financeiras contra o cardeal Becciu, que se tornou cardeal por meio do próprio Francisco e era homem de confiança de Francisco, pois era seu chefe de gabinete (um homem que sabe de tudo que o papa faz). Além disso, o site resolveu escrever sobre o relacionamento entre o cardeal e Francisco.

É um ótimo artigo para se guardar para quem deseja conhecer um pouco o que se passa no Vaticano sobre fraudes financeiras.

Becciu é acusado de fraudes financeiras não só pelo Tribunal estabelecido pelo Vaticano, mas também pela justiça italiana.

Tem de tudo nas acusações: corrupção em combinação com o irmão de Becciu para roubar dinheiro do Vaticano que seria para alimentar os pobres; corrupção ligada a hospital católico que faliu por conta de fraudes e  que envolve uma sobrinha de Becciu; corrupção no relacionamento com um mulher para soltar uma freira sequestrada;  e corrupção na compra de um imóvel de luxo em Londres. 

Sobre o relacionamento com Francisco, o site diz que Francisco ao ter que reconhecer o envolvimento de Becciu nas fraudes, retirou o poder de cardeal dele de participar de conclaves, depois disse que ia revogar isso e chegou a ir ao apartamento de Becciu em gesto de amizade. Mas Francisco não revogou a decisão e Becciu continua sem puder participar de conclaves. 

Agora, com a revelação da gravação clandestina, parece-me que a situação de Becciu ficou mais complicada. Na semana passada, ele perdeu uma ação na justiça no qual pedia compensações, porque, segundo ele, ele é inocente e os julgamentos das fraudes financeiras tiram as chances dele de se tornar papa.  

Leiam o ótimo texto do The Pillar clicando aqui. 



segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Novidades do Julgamento das Fraudes Financeiras no Vaticano

 



As últimas duas novidades que li sobre o julgamento das fraudes financeiras ocorridas dentro do Vaticano têm uma lógica comum, os réus e as testemunhas de acusação fizeram a mesma coisa: acusaram o papa Francisco de saber de tudo.

As duas novidades foram divulgadas pelo site The Crux, vocês podem ler o texto completo clicando aqui.

Mas em resumo é o seguinte:

1) Foi divulgado pelos promotores uma ligação entre o cardeal Becciu e o papa Francisco, no qual o Papa confirma que estava ciente de uma negociação entre o Vaticano e terroristas islâmicos que sequestraram uma freira colombiana em Mali. O pagamento do resgate foi feito por meio de uma mulher que fazia negócios para o cardeal Becciu, chamada Cecilia Morogna, que também está envolvida nas fraudes financeiras que Becciu é acusado. Na ligação, que foi divulgada secretamente mas foi transcrita por uma agência de notícias, Francisco diz que lembrava das negociações financeiras para salvar a freira. Os promotores esperavam mostrar com isso que Becciu gravou uma ligação com Francisco de forma clandestina, sem informá-lo da gravação. Mas os advogados do réu dizem que isso prova que Francisco deve ser ouvido no caso;

2) A segunda notícia tem a ver com o monsenhor Alberto Perlasca. Ele é a principal testemunha de acusação, pois trabalhava juntamente com os réus e resolveu contribuir com o julgamento dizendo o que sabe. Perlasca disse que basicamente não tem nada a ver com as fraudes financeiras que envolve a compra de um imóvel de luxo em Londres. Perlasca acusou todos que estão a cima dele como responsáveis pela compra do imóvel, incluindo Becciu e Francisco.

É isso, em suma: "vão lá perguntar ao papa, ele estava sabendo de tudo".

 

sábado, 26 de novembro de 2022

Vídeo: o Desespero das Oligarquias da Mídia


No vídeo acima, virtualmente, todos os conglomerados de mídia dizem o mesmo: "as mídias sociais são um perigo para nossa democracia", como se estes conglomerados não fizessem parte central das fake news, sendo muitas vezes as principais fontes. 

Eu fiz um post sobre como se pode definir "fake news" (clique aqui para ver). Fake news são simplesmente uma mentira, e para se mentir basta mudar o tom da voz ou escolher o termo errado para definir um fato. Os conglomerados de mídia são especialistas em mentira. Isso não quer dizer que as midias sociais falam a verdade. Ninguém fala a verdade, só Cristo. Todos dão apenas opiniões que são mais ou menos corretas (leiam sobre isso no meu post).

Outra coisa: vejam como nunca se defini democracia. Democracia nunca foi definida apenas como capacidade de votar, mas parece que é só isso hoje em dia. O modo como funciona a educação e a justiça de um país também precisam ser considerados, além de como as pessoas são informadas pelas mídias.

Ninguém confia nos conglomerados de mídia hoje em dia, e eles estão perdendo muito status e dinheiro por conta disso. 


sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Dia Triste: Cardeal Zen Condenado pela Ditadura Chinesa



Dia triste para o mundo. Mas dia feliz,  muito feliz para a alma desse belíssimo cardeal. 

Zen e outros quatro curadores do fundo - o cantor Ho, a advogada Margaret Ng, o acadêmico Hui Po Keung e o político Cyd Ho - foram condenados a multas de HK$ 4.000 (US$ 510) cada. A acusação foi de financiar protestos contra a ditadura.

Culpa do pontificado de Francisco, sempre se rebaixando para a ditadura.

Mesmo depois da condenação,  o Vaticano diz que "supostamente" a China faz perseguição religiosa. Vejam o ultimo parágrafo do texto do Vatican News.





quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Que Tal Levar Cristo para a Copa do Mundo?

O Ocidente quer levar o gayzismo e o feminismo para o Catar, um país islâmico. Mas nenhuma mídia falar em levar a religião do Ocidente. Hoje, li no jornal The Telegraph um alerta: "ei, ingleses, não se vistam de São Jorge, pois isso pode ofender os islâmicos".

É mesmo? 

O gayzismo e o feminismo ofende não só ao Islã, mas também ao cristianismo. Mas o Ocidente que está odiando a própria religião e odiando o próprio Cristo, enquanto exalta o pecado da sodomia e a destruição familiar, nem pensa em levar a religião que o formou.

Outro dia, eu li que um jogador da Coreia do Sul chamado Kim Min-Jae tatuou em sua costas um quadro de Gustavo Doré (foto acima), que mostra Cristo vencendo o paganismo.

Coreia do Sul? Que coisa, heim?

Parabéns ao jogador. Não gosto de tatuagens, mas essa tatuagem ficou belíssima de um quadro maravilhoso.



Viva Cristo Rei!


quarta-feira, 23 de novembro de 2022

Catolicismo e o Centrão Político e Religioso


O que significa o tal do centrão, ou centrismo, ou centro-esquerda ou centro-direita na política e na religião? E como a Doutrina Católica trata o centrão?

Jeromy German escreveu um ótimo artigo mostrando o antagonismo que há entre ser de centro e ser católico. Ele menciona especialmente a encíclica Testem Benevolentiae Nostrae de 1899 do Papa Leão XIII.

Na época de Leão XII o centrismo, basicamente um centrismo ético, era  relacionado à heresia chamada "americanismo", que reduzia as doutrinas religiosas em favor do ecumenismo, mostrando desprezo por dogmas religiosos e atos religiosos como abstinência e o jejum. A heresia considera que existiria uma "religião natural" que todos os humanos deveriam seguir. Isso lembra muito o tal "humanismo" defendido pro instituições internacionais hoje em dia e que está presente até em lemas de colégios católicos. A Igreja Católica deveria, segundo os humanistas, abandonar todas suas doutrinas que não condizem com os tempos modernos do humanismo. Humanismo é heresia.

German vai dizer que a inspiração filosófica disso seriam os filósofos gregos da antiguidade. Mas só se for a inspiração de quem não os leu. Pois eles eram muito nacionalistas, racistas (vide Platão), anti-feministas e apoiadores da escravidão (vide Aristóteles). E exigiam que a população seguissem as doutrinas das divindades locais (ver a morte de Sócrates ou o livro Leis de Platão).

German definiu bem o centrismo. Centrismo é a exaltação do meio imundo.

German está observando a política norte-americana, onde, felizmente para eles, ainda tem um partido que minimamente é contra o aborto e o casamento gay e a favor da família tradicional e do cristianismo. No Brasil, ou na Europa, o centrismo domina tudo. O primeiro post que fiz para este blog em 2010, foi justamente mostrando o centrismo no Reino Unido, em que o partido chamado conservador se unia aos radicais de esquerda para montar um governo. No Reino Unido, os partidos políticos são como no Brasil, todos iguais.

Vou traduzir aqui o artigo de German, que foi publicado originalmente na Crisis Magazine.

A falácia do centrismo e a heresia do americanismo

O cristianismo é o inimigo do centrismo, que se tornou o falso deus das repúblicas democráticas em todos os lugares.

por Jerome German

O debate está prestes a começar. O moderador pega o microfone e começa a preparar a audiência televisiva para o evento: “De um lado do palco logo teremos a presença de Jesus Cristo e, do outro, Satanás. Este será claramente um debate divisivo. É lamentável que nenhum dos partidos políticos tenha conseguido encontrar um candidato mais de centro”.

Esse resumo irônico da realidade política é um exagero óbvio e, no entanto, levanta uma questão que somente a consideração dos extremos pode levantar.

A promoção do centrismo como o zênite político é apenas uma fraude. Os objetivos políticos de quase ninguém são tão mundanos. Ainda assim, há muitos que desejam que apenas certos males sejam aceitos - para ter suas consciências aplacadas por seus pecados favoritos.

Sim, Cristo é politicamente sufocante para todos, menos para os perfeitos, e o cristianismo é o inimigo do centrismo, que se tornou o falso deus das repúblicas democráticas em todos os lugares.

Em sua encíclica Testem Benevolentiae Nostrae (1899), o Papa Leão XIII tratou do que veio a ser conhecido em alguns círculos como “a heresia do americanismo”. Os principais elementos da chamada heresia são o prodígio reducionismo religioso em prol do ecumenismo; especificamente,

  • a suposição de que é hora de deixar de lado as virtudes “passivas” – abstinência, resistência e auto-abandono
  • a redução da ênfase na vida espiritual - oração, jejum, contemplação, mortificação, intersessão
  • a adoção das virtudes “ativas”; pois, claramente, o que é mais necessário nos tempos modernos é o trabalho social.

Nas palavras do Papa Leão,

"Essa superestima da virtude natural encontra um método de expressão na suposição de dividir todas as virtudes em ativas e passivas, e alega-se que, enquanto as virtudes passivas encontraram um lugar melhor em tempos passados, nossa época deve ser caracterizada pelo ativo. Que tal divisão e distinção não podem ser mantidas é patente - pois não há, nem pode haver, virtude meramente passiva. “A virtude”, diz São Tomás de Aquino, “designa a perfeição de alguma faculdade, mas o fim de tal faculdade é um ato, e um ato de virtude nada mais é do que o bom uso do livre arbítrio”, agindo, isto é, digamos, sob a graça de Deus, se o ato for de virtude sobrenatural. "

O papa continua explicando o que vê como resultado de tal ênfase equivocada: a confiança em uma espécie de religião natural em vez das verdades da revelação – uma religião natural que foi percebida como um meio de superar as fissuras doutrinárias:

"O princípio subjacente a essas novas opiniões é que, a fim de atrair mais facilmente aqueles que dela divergem, a Igreja deve moldar seus ensinamentos mais de acordo com o espírito da época e relaxar um pouco de sua antiga severidade e fazer algumas concessões aos novos opiniões. Muitos pensam que essas concessões devem ser feitas não apenas em relação aos modos de vida, mas também em relação às doutrinas que pertencem ao depósito da fé. Eles afirmam que seria oportuno, a fim de ganhar aqueles que diferem de nós, omitir alguns pontos de seu ensinamento que são de menor importância e atenuar o significado que a Igreja sempre atribuiu a eles."

Qual é o significado disso para o centrismo político? O centrismo religioso e o centrismo político são amplamente indivisíveis porque ambos lidam com a justiça. O Papa Leão claramente pensava que o centrismo religioso levaria à consagração das chamadas virtudes ativas, que, sem a ajuda do Espírito forjada por uma espiritualidade bem arredondada, se tornariam a mera deificação do esforço humano natural.

As virtudes naturais, das quais ele falou, são aquelas observadas pelos grandes filósofos gregos e romanos: prudência, justiça, fortaleza e temperança - pois elas são conhecidas por nós através da lei natural. No entanto, a noção de que a lei natural brota da natureza e não envolve a obra do Espírito Santo é absurda e antibíblica – como se a natureza fosse sua própria autora.

A perfeição da virtude, natural ou não, é impossível sem a graça, e as supostas virtudes passivas são fontes da graça. O Papa Leão estava lutando contra o centrismo religioso em nome da verdade e, em última análise, em nome de nossa salvação. Os centristas religiosos operam exatamente como os centristas políticos: sempre buscando o extremo para que o meio imundo possa ser elevado a aceitável, talvez até louvável.

Quando despojamos a paisagem política – cívica ou religiosa – de seu sofisma centrista, tudo o que resta é concessão, uma palavra que quase ninguém teria a audácia de equiparar à bondade.

Em um sistema moralmente binário, isso, em última análise, só pode significar deixar o mal seguir seu caminho até certo ponto. Para isso, podemos sempre esperar que certos elementos políticos proponham coisas tão miseráveis ​​que nem mesmo eles ficariam felizes se as realizassem todas, estando tal realização além de seus objetivos iniciais.

O centrismo é reducionista, e o reducionismo é mau. Na esfera cívica, argumenta-se que pode haver momentos em que uma pequena concessão é o menor de dois males e pode ser moralmente aceitável por falta de capital político para realizar plenamente o bem – as exigências da justiça. Mas isso é bem diferente de ver o compromisso – o centrismo – como o objetivo de alguém: o padrão-ouro político.

Os políticos centristas declarados nunca têm qualquer brilho - nenhuma luz atrás dos olhos. Não pode haver concessão quando a vida e a liberdade estão em jogo, pois a vida e a liberdade não pertencem a ninguém, mas a Deus para dar ou receber.

Não pode haver dar e receber com o mal.

Georg Hegel (1770-1831) filosofou que a verdade é apenas o resultado de um exercício dialético, uma conversa social que envolve uma tese e uma antítese e sua eventual fusão em uma síntese – um mumbo jumbo sofisticado para um compromisso. Na mente de Hegel, esse centrismo filosófico é a fonte de toda a verdadeira sabedoria – a verdade sendo tudo o que está na moda atualmente.

Comecei a escrever isso na festa do Papa São João Paulo II, que em palavras faladas e no timbre de seus escritos condenou sistematicamente o sistema hegeliano.

Se você vive em uma sociedade em que os partidos políticos simplesmente têm abordagens diferentes para resolver problemas – para um fim justo – o centrismo pode realmente ter algum valor. Mas muitos dos valores dos partidos dominantes na política americana não são apenas diferentes, eles são fundamentalmente opostos.

Se um partido mostra desprezo pela família e o outro a consagra, onde está a posição centrista? Se um partido vê a vida humana como um bem absoluto e o outro como um bem relativo, onde está a posição centrista? Se um partido vê o objetivo principal do governo federal como o bem e a proteção dos Estados e, em última análise, do povo americano, e o outro o vê como um peão global, onde está a posição centrista? Se uma parte vê a liberdade de expressão e reunião como fundamental e a outra as vê como perigosas e que precisam de moderação vigilante ao ponto da censura…

Não havia nenhuma posição centrista – nenhum compromisso – que pudesse ser justificada no debate sobre a escravidão, e não há nenhuma no debate sobre o aborto; assim como não há nenhuma para a maioria das muitas coisas comumente e convenientemente rotuladas como “questões políticas”.

A ironia final é que o centrismo político na América não tem centro.

Não há um ponto de convergência — nenhum núcleo revigorante para o centrismo; é sem vida, vago, monótono. É, na melhor das hipóteses, um esgotamento; um deixar o mal chegar a um ponto.

Joe Biden fez campanha como centrista e o mundo bocejou. E, no entanto, ele recebeu votos. Que bando chato e morno nos tornamos. E observe que suas políticas são radicais por qualquer padrão. Eles são extremos - muito além dos objetivos de campanha declarados - para que ele possa esperar alcançar os males mundanos que buscou. Ele reconhece como o processo funciona.

A preocupação com a divisão na América nunca cessará enquanto certos elementos procurarem abastardar o sistema, danificando-o apenas o suficiente para se permitirem participar dos pecados de sua escolha com impunidade.

Atrás de todo ideólogo há um fingimento. Somente a verdade eterna é despretensiosa.

E no que diz respeito à Igreja e à nossa atual experiência sinodal, e aos temores de muitos em relação à direção que às vezes parece estar tomando – uma direção que se teme ser guiada mais pela política do que pelo Espírito, eu deixo a palavra ao Papa Leão:

"… em relação aos modos de vida, ela [a Igreja] está acostumada a ceder de tal maneira que, mantendo-se intacto o princípio divino da moral, ela nunca negligenciou acomodar-se ao caráter e ao gênio das nações que ela abraça.

Quem pode duvidar que ela agirá com esse mesmo espírito novamente se a salvação das almas assim o exigir? Nesta questão, a Igreja deve ser o juiz, não homens privados que muitas vezes são enganados pela aparência do que é certo. Nisso, todos os que desejam escapar da culpa de nosso predecessor, Pio VI, devem concordar. Ele condenou como prejudicial à Igreja e ao espírito de Deus que a guia a doutrina contida na proposição, “que a disciplina feita e aprovada pela Igreja deve ser submetida a exame, como se a Igreja pudesse enquadrar uma código de leis inútil ou mais pesado do que a liberdade humana pode suportar”.

Que esteja longe da mente de qualquer pessoa suprimir por qualquer motivo qualquer doutrina que tenha sido transmitida. Tal política tenderia a separar os católicos da Igreja  e não a atrair aqueles que divergem dela. Não há nada mais próximo do nosso coração do que fazer com que aqueles que estão separados do rebanho de Cristo retornem a ele, mas de nenhuma outra maneira senão a indicada por Cristo."

Claramente, uma janela para o presente sempre pode ser encontrada no passado.