São Tomás de Aquino, o "Doutor Angélico", certa vez, diante de um crucifixo em Nápoles, ouviu estas palavras de Jesus: “Bem tem você escrito sobre Mim, Tomás, o que devo te dar em recompensa?" São Tomás respondeu: “Nada senão a Ti mesmo, meu Senhor". Em latim, São Tomás disse: Nil, Nisi Te, Domine. Em inglês: Naught save Thyself, O Lord.
domingo, 7 de agosto de 2011
Dois Filmes contra Aborto - Doonby e Life Zone
Estão sendo lançados nos Estados Unidos dois filmes que discutem o aborto e defendem a vida. Um deles é chamado Doonby (cartaz acima) e o outro é Life Zone (Zona da Vida).
No primeiro, um cara chamado Sam Doonby, que é passageiro da vida, que não diz de onde é, chega em uma pequena cidade, então consegue emprego de bar tender. Acontece que ele começa a estar presente em todos os momentos que está ocorrendo perigo na cidade, salvando pessoas. As pessoas no início agradecem a ele, mas começam a desconfiar. Trailer abaixo.
No outro, três mulheres que estavam em uma clínica de aborto são sequestradas antes da fazer o procedimento e forçadas a terem seus filhos. Trailler abaixo.
Os dois filmes têm atores consagrados, como Robert Davi (que faz o delegado em Doonby) e Robert Loggia (nomeado ao Oscar, que faz o carcereiro em Life Zone). Além disso, Doonby tem a participação de Norma McCorvey, que fez parte do famoso caso Roe vs. Wade de 1973 (um marco do aborto nos Estados Unidos). Ela defendia o aborto (ela era a Roe), mas depois se converteu ao cristianismo e hoje defende a vida.
Bom, os dois filmes estão buscando distribuidoras de filmes. Espero que consigam, senão vou ter de comprá-los para assistir.
(Agradeço a indicação do Doonby ao blog Creative Minority Report, depois achei Life Zone)
sábado, 6 de agosto de 2011
Primeiras Reações ao Rebaixamento de Crédito dos EUA
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"The political brinksmanship of recent months highlights what we see as America's governance and policymaking becoming less stable, less effective, and less predictable than what we previously believed."... "The statutory debt ceiling and the threat of default have become political bargaining chips in the debate over fiscal policy. Despite this year's wide-ranging debate, in our view, the differences between political parties have proven to be extraordinarily difficult to bridge." (O debate político dos últimos meses reforça o que nós vimos como a governança e a elaboração de políticas se tornando menos estáveis, menos efetivas e menos previsíveis que nós acreditávamos previamente...A discussão sobre limite da dívida e a ameaça de falência se tornou uma barganha política no debate fiscal. Apesar do longo debate, na nossa visão, as diferenças entre os dois partidos se provaram estramamente difíceis de serem superadas)
Aqui vão as primeiras reações de alguns importantes políticos ao rebaixamento do crédito dos Estados Unidos:
"The action by S&P reaffirms the need for a balanced approach to deficit reduction that combines spending cuts with revenue-raising measures like closing taxpayer-funded giveaways to billionaires, oil companies and corporate jet owners. — Senate Majority Leader Harry Reid (O Líder de Obama no Senado ainda fala em aumentar impostos contra os bilionários e donos de jatinhos, discurso constante de Obama)
"The deal Congress just passed over conservative objections has already had its obvious effect, the loss of America's credibility around the world. The deal was not a serious attempt to solve our spending and debt problem, it was a political solution meant to kick the can down the road. The only real solution to our spending and debt crisis was Cut, Cap & Balance that the president rejected out of hand." — Republican Sen. Jim DeMint of South Carolina. (Senador Jim Demint do partido Republicano votou contra o acerto do limite da dívida, porque viu que não resolvia o problema. Ele aqui defende um outro projeto chamado Corte, Limite e Equilibre (Cut, Cap and Balance) para reduzir a expansão da dívida do país. Demint também pediu a saída de Timothy Geithner)
"Tonight's decision by S&P to downgrade our credit rating to AA+ is a historically significant and serious event for the United States. The United States has had a AAA credit rating since 1917. That rating has endured the great depression, World War II, Korea, Vietnam and the terrorist attacks on 9/11. This president has destroyed the credit rating of the United States through his failed economic policies and his inability to control government spending by raising the debt ceiling." — GOP presidential candidate Michelle Bachmann, a Minnesota congresswoman. (Candidata a candidata a presidente Michelle Bachmann do partido Republicano, que reforça a sigularidade do rebaixamento e acusa Obama por suas política econômicas)
"America's creditworthiness just became the latest casualty in President Obama's failed record of leadership on the economy. Standard & Poor's rating downgrade is a deeply troubling indicator of our country's decline under President Obama. His failed policies have led to high unemployment, skyrocketing deficits, and now, the unprecedented loss of our nation's prized AAA credit rating." — GOP presidential candidate Mitt Romney, former Massachusetts governor. (Candidato a candidato a presidente Mitt Romney, que acusa a falta de liderança de Obama)
Se vocês querem saber o que Obama disse ou vai dizer, é fácil, ele vai acusar a Europa, as guerras, o Bush, os partidos no Congresso, menos rever o que ele está fazendo.
(Devo o vídeo ao blog Weasel Zippers e a indicação das frases ao blog EUReferendum)
Em abril deste ano, Timothy Geithner, secretário do Tesouro americano, disse que não havia nenhum risco de que agências de crédito rebaixassem a nota dos Estados Unidos. Vejam vídeo onde ele disse isso, clicando aqui. Ontem, a Standard and Poor's rebaixou a nota de AAA para AA+.
Mas o mundo não se mostra tão perplexo pois a sangria da economia americana e a falta de liderança de Obama já apontavam para o rebaixamento.
Obama não apresentou nenhum plano para solucionar o impasse do limite da dívida, só ficou discursando pedindo aumento de impostos para os ricos, mesmo sabendo que os ricos sempre conseguem escapar de altas taxações e também que mesmo que taxassem em 100% os ricos e eles não fugissem para outro país, não se conseguiria dinheiro para reduzir a dívida. É apenas um discurso populista. Além disso, não se fala em aumento de impostos quando se passa por uma recessão.
Obama deixou tudo a cargo do Congresso, que após um longo e cansativo debate, apresentou uma solução que não agradou nem os esquerdistas, nem os conservadores, nem o mercado.
O relatório da Standard and Poor's mostrando porque rebaixou a nota reflete essa falta de liderança. Diz o texto:
Aqui vão as primeiras reações de alguns importantes políticos ao rebaixamento do crédito dos Estados Unidos:
"The action by S&P reaffirms the need for a balanced approach to deficit reduction that combines spending cuts with revenue-raising measures like closing taxpayer-funded giveaways to billionaires, oil companies and corporate jet owners. — Senate Majority Leader Harry Reid (O Líder de Obama no Senado ainda fala em aumentar impostos contra os bilionários e donos de jatinhos, discurso constante de Obama)
"The deal Congress just passed over conservative objections has already had its obvious effect, the loss of America's credibility around the world. The deal was not a serious attempt to solve our spending and debt problem, it was a political solution meant to kick the can down the road. The only real solution to our spending and debt crisis was Cut, Cap & Balance that the president rejected out of hand." — Republican Sen. Jim DeMint of South Carolina. (Senador Jim Demint do partido Republicano votou contra o acerto do limite da dívida, porque viu que não resolvia o problema. Ele aqui defende um outro projeto chamado Corte, Limite e Equilibre (Cut, Cap and Balance) para reduzir a expansão da dívida do país. Demint também pediu a saída de Timothy Geithner)
"Tonight's decision by S&P to downgrade our credit rating to AA+ is a historically significant and serious event for the United States. The United States has had a AAA credit rating since 1917. That rating has endured the great depression, World War II, Korea, Vietnam and the terrorist attacks on 9/11. This president has destroyed the credit rating of the United States through his failed economic policies and his inability to control government spending by raising the debt ceiling." — GOP presidential candidate Michelle Bachmann, a Minnesota congresswoman. (Candidata a candidata a presidente Michelle Bachmann do partido Republicano, que reforça a sigularidade do rebaixamento e acusa Obama por suas política econômicas)
"America's creditworthiness just became the latest casualty in President Obama's failed record of leadership on the economy. Standard & Poor's rating downgrade is a deeply troubling indicator of our country's decline under President Obama. His failed policies have led to high unemployment, skyrocketing deficits, and now, the unprecedented loss of our nation's prized AAA credit rating." — GOP presidential candidate Mitt Romney, former Massachusetts governor. (Candidato a candidato a presidente Mitt Romney, que acusa a falta de liderança de Obama)
Se vocês querem saber o que Obama disse ou vai dizer, é fácil, ele vai acusar a Europa, as guerras, o Bush, os partidos no Congresso, menos rever o que ele está fazendo.
(Devo o vídeo ao blog Weasel Zippers e a indicação das frases ao blog EUReferendum)
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Explicando o New York Times - Andrew Klavan
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O New York Times é o lar dos esquerdistas americanos e fonte principal de informação de todos os jornais no mundo que querem dizer o que supostamente acontece nos Estados Unidos. Já perguntei pessoalmente ao jornalista brasileiro Reinaldo Azevedo, no lançamento do seu livro, se a minha impressão de que jornalistas brasileiros só lêem New York Times era verdade. Ele simplesmente disse que sim.
O jornal está em forte crise financeira e perdendo muitos leitores, atualmente. Mas aparentemente continua sendo a única fonte de muitos jornalistas no mundo afora.
O excelente escritor e comentarista Andrew Klavan preparou um pequeno vídeo sensacional que satiriza o New York Times. Ele mostra a posição esquerdista do jornal em termos científicos, religiosos, políticos e jornalísticos. Vejam abaixo, traduzo em azul, menos as cartas que estão em preto, assim como algumas explicações.
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PS: Se vocês eatão curiosos com o arcebispo gay que protegeu o pedófilo, o nome dele é Rembert Weakland que quando estava próximo de se aponsentar declarou sua homossexualidade. O pedófilo era o padre Lawrence Murphy (já falecido).
(Eu costumo ver vídeos de Klavan em muitos sites americanos, como o Culture War Notes, mas agradeço a indicação deste vídeo ao blog American Catholic)
O New York Times é o lar dos esquerdistas americanos e fonte principal de informação de todos os jornais no mundo que querem dizer o que supostamente acontece nos Estados Unidos. Já perguntei pessoalmente ao jornalista brasileiro Reinaldo Azevedo, no lançamento do seu livro, se a minha impressão de que jornalistas brasileiros só lêem New York Times era verdade. Ele simplesmente disse que sim.
O jornal está em forte crise financeira e perdendo muitos leitores, atualmente. Mas aparentemente continua sendo a única fonte de muitos jornalistas no mundo afora.
O excelente escritor e comentarista Andrew Klavan preparou um pequeno vídeo sensacional que satiriza o New York Times. Ele mostra a posição esquerdista do jornal em termos científicos, religiosos, políticos e jornalísticos. Vejam abaixo, traduzo em azul, menos as cartas que estão em preto, assim como algumas explicações.
Este é Andrew Klavan sobre Cultura.
Sejam bem-vindos ao New York Times. Como a grande maioria de vocês sabem, nosso trabalho aqui no Times é fornecer a centenas de leitores e por extensão o universo aqueles pedaços de informação que os guiarão para a maneira certa de pensar.
Você sabia que o New York Times é o jornal do recorde? Isto significa que nós somos a fonte oficial da realidade. Qualquer coisa que nós não reportamos é tão sem importância, que em certo sentido não existem.
Por exemplo, olhem esses relógios padrões de salas de escritório, que mostram as horas de Nova Iorque e Los Angeles (cidades reconhecidamente esquerdistas americanas) e da grande escuridão que existem entre essas duas cidades (o centro americano é reconhecidamente conservador). Se eu não mencionar esses relógios, eles simplesmente desaparecerão. Vejam. Não é sensacional? E também funciona com o fascismo islâmico.
Agora, porque nós temos tanta influência na sua vida, nós somos constantemente chamados a responder a cartas com perguntas de leitores desesperados dizendo ajude-nos, ilumine-nos, oriente-nos, mostre-nos o caminho, New York Times. Então, hoje eu decidi pegar meu tempo livre para responder algumas de suas questões.
Aqui vai um exemplo que regularmente nos chega:
Leitor pede explicações sobre as fraudes científicas na pesquisa sobre mudança climática.
Caro Nanook, sua carta acaba de nos mostrar que um pouco de conhecimento pode ser uma coisa perigosa. Você tem lido algumas fontes de notícias que dizem que há fraude na pesquisa científica sobre aquecimento global. Mas você sabia que toda vez que alguém questiona a mudança climática antropogência (feita pelo homem) uma pessoa na cadeira de rodas morre? Você questionou, então o cara na cadeira morreu, por sua culpa. Isto é triste.
Vamos a outra pergunta:
Uma carta que diz que sabemos que durante duas décadas um arcebispo ultra-esquerdista gay desencorajou qualquer reportagem sobre casos de pedofilia em Wisconsin, e pergunta por que o jornal está acusando o Papa de esconder estes casos.
Claro que podemos explicar Catholic, o Papa acredita que Jesus Cristo é o Verbo encarnado de Deus eterno.
Aqui vai outra carta.
Carta de uma criança na qual ela diz que sua mãe lê New York Times e que se ela for uma mal garota a mãe dela diz que a Sarah Palin vai pegar ela. A menina Susie pergunta se isto é verdade.
Claro que pegará você, Susie. Porque Sarah Palin é uma mulher. Para pessoas como mulheres, negros e todos que fazem parte do que chamamos minorias oprimidas, nós estamos aqui para pensar banstante sobre o que é melhor para eles, se eles não concordam com a gente e começam a pensar por eles mesmos, eu sinto, mas eles se tornam demônios que assustam crianças e tiram suas carnes. Então, sinto Susie, Sarah está vindo.
Mais uma carta:
Esta carta, de alguém que se auto-intitula Confuso, pergunta por que quando James O-Keefe mostrou que a associação de extrema esquerda ACORN estava ajudando prostitutas menores de idade o jornal nada noticiou, mas quando O´Keefe foi preso o jornal colocou na primeira página.
Obrigado por escrever Confuso, agora parece que você existe.
Bem, eu não tenho mais tempo.
Tchau, agora, do New York Times: Nós colocamos todas as notícias quem combinam (com o pensamento esquerdista).
PS: Se vocês eatão curiosos com o arcebispo gay que protegeu o pedófilo, o nome dele é Rembert Weakland que quando estava próximo de se aponsentar declarou sua homossexualidade. O pedófilo era o padre Lawrence Murphy (já falecido).
(Eu costumo ver vídeos de Klavan em muitos sites americanos, como o Culture War Notes, mas agradeço a indicação deste vídeo ao blog American Catholic)
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Estamos Trocando Cristãos por Dinheiro?
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O padre Robert W. Finn (foto acima) escreveu um artigo no The Catholic Key que pergunta se a China está comprando o silêncio dos Estados Unidos na perseguição aos cristãos. Isto é, a diplomcia americana não ataca com veemência a afronta aos direitos humanos na China, especialmente na perseguição aos cristãos, porque depende financeiramente da China.
A perseguição aos cristãos ou a qualquer religião que esteja desligada do Estado chinês é fato reconhecido internacionalmente. A Igreja Católica tem sofrido bastante com isso, inclusive tendo bispos presos e ameaçados. A China só aceita o catolicismo se ele for ligado ao Patriotic Catholic Association (Associação Patriótica Católica), que o governo chinês controla. O país tem desafiado o Vaticano até nomeando bispos católicos sem o aval da Santa Sé. Outros ataques aos direitos humanos na China também são corriqueiros como mostrou a premiação ao nobel da paz de Liu Xiaobo no ano passado.
Nada mais revelador do argumento do padre Finn do que a foto abaixo de Dalai Lama saindo pelas portas dos fundos da Casa Branca, entre os lixos, depois de conversar com o Obama, porque Obama não queria melindrar os chineses.
Não é só nos Estados Unidos que estão vendendo cristãos. O mundo silencia para a morte de milhares de cristãos todo ano, especialmente no mundo islâmico. Quem irá se levantar para defendê-los? Deixariam os muçulmanos que ocorressem matanças de muçulmanos em terras estrangeiras?
Ontem, eu li que a Câmara Federal dos Estados Unidos aprovou a formação de um enviado especial para defesa da liberdade religiosa no Oriente Médio e na Ásia. Este enviado especial trabalharia dentro do Departamento do Estado e faria recomendação para respostas a violações contra minorias religiosas. O projeto de lei é de autoria de Frank Wolf (foto abaixo), deputado da Virginia, que disse que a perseguição aos cristãos está alarmante no Afeganistão e no Paquistão, países em que os Estados Unidos têm investido muito dinheiro e vidas de seus soldados.O projeto de lei vai agora ao Senado e deve ser aprovado. Vamos ver o resultado disso.
Falando deste assunto, já consigo ouvir alguém dizendo: "Pedro, isto lembra as Cruzadas. O mundo deve fazer outra Cruzada?".
Eu responderia primeiro dizendo que o mundo, inicialmente, deve entender o que foram as Cruzadas. A mentalidade mais comum é que foi um ataque a terras muçulmanas. O que é uma estupidez. Antes de serem terras muçulmanas, as terras onde Maomé e seus sucessores atacaram eram terras cristãs.
Outro fato importante, é que as Cruzadas iniciaram com um pedido de ajuda do imperador Bizantino Alexos I, que superou toda a inimizade com o Ocidente para pedir ajuda depois de se ver isolado com o avanço do Islã. Além disso, deve-se abandonar a idéia de que as cruzados foram apenas em busca de terra e roubo, que nada tinham de religiosos. Isto chega a ser uma estupidez ainda maior. As Cruzadas tiveram participação, inclusive pessoal, de vários reis e da população mais simples que iam em defesa das terras cristãs, especialmente da liberação de Jerusalém simplesmente para manter o cristianismo presente onde Cristo viveu.
Bom, vocês podem encontrar vários ótimos livros sobre Cruzadas atualmente. Apesar dos livros escolares continuarem dizendo muita mentira, se procurarem os especialistas no assunto vão conseguir ter uma boa noção. O que sei sobre isso é baseado em dois dos maiores especialistas Jonathan Riley-Smith e Thomas F. Madden. Cliquem nos nomes deles para verem dois excelente livros.
Finalmente, gostaria de dizer que não se enganem com esta história de que o estado deve ser laico. Nenhum estado é laico, isto não é possível, como mostra a China, por exemplo. Ao procurar destruir todas as religiões, o estado não é laico, é também religioso. Se o Brasil derrubasse o Cristo Redentor não estaria sendo laico, mas perseguidor da fé.
O Ocidente tem de defender seu legado cristão e também os cristãos, enquanto valorizar o dinheiro acima disso, significará não somente a morte de cristãos, mas do próprio Ocidente culturalmente.
Atualizando post: A Câmara dos Estados Unidos aprovou também uma Resolução que exige que a Turquia devolva igrejas cristãs confiscadas.
(Devo a indicação do texto do padre Robert Finn ao blog Creative Minority Report e a informação sobre o projeto de lei nos Estados Unidos ao Blog Weasel Zippers).
O padre Robert W. Finn (foto acima) escreveu um artigo no The Catholic Key que pergunta se a China está comprando o silêncio dos Estados Unidos na perseguição aos cristãos. Isto é, a diplomcia americana não ataca com veemência a afronta aos direitos humanos na China, especialmente na perseguição aos cristãos, porque depende financeiramente da China.
A perseguição aos cristãos ou a qualquer religião que esteja desligada do Estado chinês é fato reconhecido internacionalmente. A Igreja Católica tem sofrido bastante com isso, inclusive tendo bispos presos e ameaçados. A China só aceita o catolicismo se ele for ligado ao Patriotic Catholic Association (Associação Patriótica Católica), que o governo chinês controla. O país tem desafiado o Vaticano até nomeando bispos católicos sem o aval da Santa Sé. Outros ataques aos direitos humanos na China também são corriqueiros como mostrou a premiação ao nobel da paz de Liu Xiaobo no ano passado.
Nada mais revelador do argumento do padre Finn do que a foto abaixo de Dalai Lama saindo pelas portas dos fundos da Casa Branca, entre os lixos, depois de conversar com o Obama, porque Obama não queria melindrar os chineses.
Não é só nos Estados Unidos que estão vendendo cristãos. O mundo silencia para a morte de milhares de cristãos todo ano, especialmente no mundo islâmico. Quem irá se levantar para defendê-los? Deixariam os muçulmanos que ocorressem matanças de muçulmanos em terras estrangeiras?
Ontem, eu li que a Câmara Federal dos Estados Unidos aprovou a formação de um enviado especial para defesa da liberdade religiosa no Oriente Médio e na Ásia. Este enviado especial trabalharia dentro do Departamento do Estado e faria recomendação para respostas a violações contra minorias religiosas. O projeto de lei é de autoria de Frank Wolf (foto abaixo), deputado da Virginia, que disse que a perseguição aos cristãos está alarmante no Afeganistão e no Paquistão, países em que os Estados Unidos têm investido muito dinheiro e vidas de seus soldados.O projeto de lei vai agora ao Senado e deve ser aprovado. Vamos ver o resultado disso.
Falando deste assunto, já consigo ouvir alguém dizendo: "Pedro, isto lembra as Cruzadas. O mundo deve fazer outra Cruzada?".
Eu responderia primeiro dizendo que o mundo, inicialmente, deve entender o que foram as Cruzadas. A mentalidade mais comum é que foi um ataque a terras muçulmanas. O que é uma estupidez. Antes de serem terras muçulmanas, as terras onde Maomé e seus sucessores atacaram eram terras cristãs.
Outro fato importante, é que as Cruzadas iniciaram com um pedido de ajuda do imperador Bizantino Alexos I, que superou toda a inimizade com o Ocidente para pedir ajuda depois de se ver isolado com o avanço do Islã. Além disso, deve-se abandonar a idéia de que as cruzados foram apenas em busca de terra e roubo, que nada tinham de religiosos. Isto chega a ser uma estupidez ainda maior. As Cruzadas tiveram participação, inclusive pessoal, de vários reis e da população mais simples que iam em defesa das terras cristãs, especialmente da liberação de Jerusalém simplesmente para manter o cristianismo presente onde Cristo viveu.
Bom, vocês podem encontrar vários ótimos livros sobre Cruzadas atualmente. Apesar dos livros escolares continuarem dizendo muita mentira, se procurarem os especialistas no assunto vão conseguir ter uma boa noção. O que sei sobre isso é baseado em dois dos maiores especialistas Jonathan Riley-Smith e Thomas F. Madden. Cliquem nos nomes deles para verem dois excelente livros.
Finalmente, gostaria de dizer que não se enganem com esta história de que o estado deve ser laico. Nenhum estado é laico, isto não é possível, como mostra a China, por exemplo. Ao procurar destruir todas as religiões, o estado não é laico, é também religioso. Se o Brasil derrubasse o Cristo Redentor não estaria sendo laico, mas perseguidor da fé.
O Ocidente tem de defender seu legado cristão e também os cristãos, enquanto valorizar o dinheiro acima disso, significará não somente a morte de cristãos, mas do próprio Ocidente culturalmente.
Atualizando post: A Câmara dos Estados Unidos aprovou também uma Resolução que exige que a Turquia devolva igrejas cristãs confiscadas.
(Devo a indicação do texto do padre Robert Finn ao blog Creative Minority Report e a informação sobre o projeto de lei nos Estados Unidos ao Blog Weasel Zippers).
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
O Mossad Está Matando Físicos no Irã?
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O Mossad, serviço secreto do governo de Israel (símbolo acima), está sendo acusado de matar físicos iranianos ligados ao programa nuclear do Irã. O último assassinato que ocorreu no dia 23 de julho foi o de Darioush Rezaei (foto abaixo do enterro dele). Rezaei estava trabalhando em um sistema de alta voltagem que é um componente chave para uma detonação nuclear.
O jornal alemão Der Spiegel diz que Israel não nega, nem aceita. Desde 2010, outros dois físicos foram assassinados em emboscadas e um escapou por pouco. Todos eles eram ligados ao programa nuclear, o que ficou vivo ainda é. Foi nomeado como chefe da Organização de Energia Atômica do Irã e um dos vice-presidentes do país!
Antes de condenar Israel, perguntemo-nos o que um país deveria fazer se está cercado de inimigos e aquele que faz ameaças diárias pode construir uma bomba de aniquilação total.
Além dos inimigos tradicionais, aliados confiáveis foram perdidos na chamada Primavera (está muito mais para Outono) Árabe.
No começo de julho, um duto que levava gás natural do Egito para Israel foi explodido por radicais islâmicos, para mostrar que os laços econômicos entre os dois países vão ser bem diferentes depois da queda de Mubarak. Os radicais no Egito já prometem que o país vai voltar a ser um estado islâmico como foi na idade média. Antigos partidos terroristas, como Al-Gama'a Al-Islamiyya, se oficializaram para chegar ao poder.
A Turquia também que apresentava boa relação com Israel começa a se perder para radicais islâmicos. Na semana passada, o mundo ficou sabendo de um conflito entre o poder militar e o partido político no poder atualmente na Turquia (Partido da Justiça e Desenvolvimento - AKP). Três generais entregaram o cargo. O governo anda prendendo militares que acusa de quererem fazer um golpe militar, e isto tem provocado sérios problemas dentro das forças armadas. O site Stratford avalia que o AKP quer controlar o poder militar para usá-lo em uma política externa "assertiva".
Será que os israelitas conseguem dormir tranquilos?
(Devo as fontes de notícias aos blogs Weasel Zippers e Drudge Report)
O Mossad, serviço secreto do governo de Israel (símbolo acima), está sendo acusado de matar físicos iranianos ligados ao programa nuclear do Irã. O último assassinato que ocorreu no dia 23 de julho foi o de Darioush Rezaei (foto abaixo do enterro dele). Rezaei estava trabalhando em um sistema de alta voltagem que é um componente chave para uma detonação nuclear.
O jornal alemão Der Spiegel diz que Israel não nega, nem aceita. Desde 2010, outros dois físicos foram assassinados em emboscadas e um escapou por pouco. Todos eles eram ligados ao programa nuclear, o que ficou vivo ainda é. Foi nomeado como chefe da Organização de Energia Atômica do Irã e um dos vice-presidentes do país!
Antes de condenar Israel, perguntemo-nos o que um país deveria fazer se está cercado de inimigos e aquele que faz ameaças diárias pode construir uma bomba de aniquilação total.
Além dos inimigos tradicionais, aliados confiáveis foram perdidos na chamada Primavera (está muito mais para Outono) Árabe.
No começo de julho, um duto que levava gás natural do Egito para Israel foi explodido por radicais islâmicos, para mostrar que os laços econômicos entre os dois países vão ser bem diferentes depois da queda de Mubarak. Os radicais no Egito já prometem que o país vai voltar a ser um estado islâmico como foi na idade média. Antigos partidos terroristas, como Al-Gama'a Al-Islamiyya, se oficializaram para chegar ao poder.
A Turquia também que apresentava boa relação com Israel começa a se perder para radicais islâmicos. Na semana passada, o mundo ficou sabendo de um conflito entre o poder militar e o partido político no poder atualmente na Turquia (Partido da Justiça e Desenvolvimento - AKP). Três generais entregaram o cargo. O governo anda prendendo militares que acusa de quererem fazer um golpe militar, e isto tem provocado sérios problemas dentro das forças armadas. O site Stratford avalia que o AKP quer controlar o poder militar para usá-lo em uma política externa "assertiva".
Será que os israelitas conseguem dormir tranquilos?
(Devo as fontes de notícias aos blogs Weasel Zippers e Drudge Report)
terça-feira, 2 de agosto de 2011
A História da Morte de Bin Laden
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A revista New Yorker conta a história do dia em que 23 oficiais do Team 6 entraram em dois helicópteros junto com um interprete e um cachorro chamado Cairo, e partiram do Afeganistão para assassinar Bin Laden (que tinha o nome código de "Crankshaft", eixo de manivela) na cidade de Abbottabad, no Paquistão, no dia 1 de maio deste ano. Muito interessante. Recomendo fortemente a leitura.
Depois de 9 anos, 7 meses, e 20 dias do 11 de setembro, “Geronimo E.K.I.A.”
(A indicação do texto do New Yorker veio do blog Weasel Zippers)
Depois de 9 anos, 7 meses, e 20 dias do 11 de setembro, “Geronimo E.K.I.A.”
(A indicação do texto do New Yorker veio do blog Weasel Zippers)
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Imprensa Marrom se Revela Totalmente nos Estados Unidos
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Sei, a repórter é uma gata, mas ela mostrou toda a cara feia da imprensa marrom, hoje.
Ao perguntar sobre o acordo para resolver o problema da dívida, Nora O'Donnell (da rede NBC) disse quando o porta-voz Jay Carney tentava responder:
“You gave them everything they wanted and we got nothing!” (Vocês deram tudo o que eles pediram e nós não conseguimos nada).
Em uma imprensa que se preza não existe "nós" quando se trata de governo. O governo ou partido da situação é sempre "ele", um ente que precisa ser fiscalizado de perto para o bem da democracia.
Mas que "nós" é esse na boca de O'Donell? Ora, os esquerdistas que dominam a imprensa nos Estados Unidos e em praticamente todo o Ocidente e atualmente domina o governo americano, que não gostaram do acordo. Que "eles" é esse? Ora, os conservadores, anti-comunistas, republicanos, os membros do Tea Party (ver post abaixo) e todos que defendem redução de gastos públicos e da dívida.
Vejam o vídeo, o som está muito ruim mas a frase aparece aos 44 segundos do vídeo.
Para finalizar, se a Revista Veja dessa semana fosse publicada nos Estados Unidos, ela seria a mais marrom de toda a mídia, colocar Obama como vítima, como São Sebastião, na crise econômica é incrivelmente estúpido. Quando um presidente da república pode ser vítima de uma crise econômica depois de mais da metade do mandato e depois de não ter apresentado nenhum plano para solucionar o impasse da dívida?
(Agradeço a indicação do vídeo ao blog Creative Minority Report)
Sei, a repórter é uma gata, mas ela mostrou toda a cara feia da imprensa marrom, hoje.
Ao perguntar sobre o acordo para resolver o problema da dívida, Nora O'Donnell (da rede NBC) disse quando o porta-voz Jay Carney tentava responder:
“You gave them everything they wanted and we got nothing!” (Vocês deram tudo o que eles pediram e nós não conseguimos nada).
Em uma imprensa que se preza não existe "nós" quando se trata de governo. O governo ou partido da situação é sempre "ele", um ente que precisa ser fiscalizado de perto para o bem da democracia.
Mas que "nós" é esse na boca de O'Donell? Ora, os esquerdistas que dominam a imprensa nos Estados Unidos e em praticamente todo o Ocidente e atualmente domina o governo americano, que não gostaram do acordo. Que "eles" é esse? Ora, os conservadores, anti-comunistas, republicanos, os membros do Tea Party (ver post abaixo) e todos que defendem redução de gastos públicos e da dívida.
Vejam o vídeo, o som está muito ruim mas a frase aparece aos 44 segundos do vídeo.
Para finalizar, se a Revista Veja dessa semana fosse publicada nos Estados Unidos, ela seria a mais marrom de toda a mídia, colocar Obama como vítima, como São Sebastião, na crise econômica é incrivelmente estúpido. Quando um presidente da república pode ser vítima de uma crise econômica depois de mais da metade do mandato e depois de não ter apresentado nenhum plano para solucionar o impasse da dívida?
(Agradeço a indicação do vídeo ao blog Creative Minority Report)
Quem Venceu nos Estados Unidos na Guerra da Dívida?
O Obama anunciou ontem a noite que os democratas e os republicanos chegaram a um acordo ontem sobre a elevação do teto da dívida, que atualmentem está em 14,3 trilhões de dólares. O pacote ainda não foi apresentado ao público e nem foi aprovado ainda, mas duas coisas são certas: não há aumento de impostos (pelo menos por enquanto) e o país se move no futuro para que sejam realizados corte de gastos.
Nos comentários que eu assisti ontem na televisão americana e li nos jornais, sobraram ainda quatro importantes pendências: 1) Os republicanos não querem cortes de gastos exagerados na área de defesa, como querem os democratas; 2) Os republicanos do movemento Tea Party que têm grande força na Câmara podem não ficar satisfeitos com o nível de corte de gastos; 3) Questões relacionadas ao Comitê formado para cortar gastos, há dúvida se ele será eficiente nisso; 4) Haverá aumento de impostos no futuro próximo.
O jornal Washington Post classifica os perdedores e ganhadores no debate da dívida, e colocou o Obama entre os ganhadores, porque ele se afasta dos radicais e se aproxima dos moderados, e coloca s radicais do partido dele entre os perdedores. Eu achei estupidez isso, pois os radicais estavam apenas seguindo o que dizia quase diariamente o Obama. Vejam os ganhadores e perdedores do jornal.
Para provar que os radicais esquerdistas perderam nada mais simples do que ver a reação do New York Times, um jornal reconhecidamente esquerdista. Vejam o que diz o jornal sobre o acordo.
Obama estava vendo sua popularidade voltar para níveis vermelhos desde o começo de julho. Ele tinha conseguido ficar no positivo depois que matou bin Laden no começo de maio. Atualmente, Obama já estava se aproximando do patamar mais baixo que alcançou em setembro do ano passado quando 51,2% da população não aprovava o trabalho dele. O último resultado antes do anúncio do acordo mostra Obama no vermelho em 5,3 pontos percentuais (50,1% contra e 44,8% a favor), como mostra gráfico abaixo do Real Clear Politics.
Possivelmente, deve haver uma melhora na avaliação do trabalho do Obama, mas a base esquerdista radical de apoio a ele pode se afastar. Veremos o que deve acontecer nos próximos dias.
(As indicações de várias fontes aqui tiveram base o blog Drudge Report)
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