segunda-feira, 22 de abril de 2013

1.700 Anos depois, ainda sem liberdade e sendo roubados


Em 2013 completa-se 1.700 anos do Édito de Milão, que foi criado pelo imperador Constantino I (o primeiro imperador cristão do Império Romano) junto com o Imperador Licinius I (do Império Romano do oriente).

O Édito de Milão dava plena liberdade de credo religioso e restituía os bens dos cristãos que tinham sido confiscados pelo Império.

Mas a gente pode dizer que mesmo depois de 1.700 anos os cristãos continuam sendo perseguidos no mundo. Apesar da maioria da população global ser cristã, com 31,5% dos habitantes do Planeta sendo cristãos segundo a pesquisa do Pew Forum, os cristãos são o grupo religioso mais perseguido do mundo. Calcula-se que aproximadamente 100 milhões de cristãos vivem estado de perseguição, em países como Irã, Iraque, Sudão, Paquistão, Egito, Síria e Nigéria.

Os cristãos são perseguidos mesmo em países cristãos. Por exemplo, atualmente, a Igreja Católica está lutando contra o governo Obama na justiça, porque Obama quer impor sua agenda de aborto e contraceptiva sobre as instituições da Igreja.

As propriedades dos cristãos continuam sendo tomadas. No Reino Unido, onde eu morei por um tempo na minha vida, sempre me entristecia ao ver tantas igrejas e universidades que foram tomadas da Igreja Católica pela reforma protestante do país. Sem mencionar as Igrejas, as duas maiores universidades do Reino Unido, Oxford e Cambridge, foram fundadas por monges católicos e hoje são do estado anglicano. Na semana passada, o mundo soube que a Turquia irá transformar a grande Igreja Hagia (Santa) Sofia (Igreja católica originalmente) em mesquita muçulmana. Sem falar no Sudão que expulsou todos os cristãos para o Sudão do Sul.

O site Rome Reports fala do Édito de Milão. Lembra que na verdade não há um "édito" de Milão, mas uma carta de Licinius dando ciência do que foi resolvido na reunião com Constantino que ocorreu em Milão. E que antes do "édito" de Milão, houve um outro édito do Imperador Galérius dois anos antes que dava liberdade aos cristãos, mas não restituía as propriedades.

No  vídeo da Rome Reports não fala, mas apesar do Édito de Galerius,  a carta de Licinius para dar liberdade aos cristãos e devolver as propriedades deles era uma afronta a Máximus II que continuava perseguindo os cristãos e tomava suas propriedades e disputava o poder com Licinius.


Os cristãos continuam carregando a Cruz de Cristo, enfrentando perseguições e vendo suas propriedades sendo confiscadas. O Édito de Milão não nos deu liberdade, mas sabemos que só Cristo é a verdadeira liberdade.


sábado, 20 de abril de 2013

Encher a Cara é Pecado Mortal?


Comprei a camisa acima no site MonkRock, site dedicado à vida dos monges. Mas muita gente se assusta ao ler o que está escrito nela. A camisa mostra um copo (pint) de cerveja, um cachimbo (pipe) e a Cruz de Cristo, com a frase de Chesterton: "In Catholicism, the pint, the pipe and the Cross can all fit together" ( No Catolicismo, um copo de cerveja, um cachimbo, e a Cruz podem todos estar juntos).

Para começar, não há com que se assustar na camisa já que as melhores cervejas do mundo são feitas por monges católicos (cervejas trapistas ou, em inglês, trappist beers) e muitos dos melhores vinhos do mundo também. Eu já falei aqui do relacionamento cerveja e teologia.

 E o ato de fumar um cachimbo é mais saudável (e sacramental) do que cigarros.

Também não é de seassustar juntar bebidas alcóolicas com Cristo, uma vez que o primeiro milagre dele foi justamente transformar água em vinho.

Obviamente, tudo deve ser com moderação. Se não for em moderação pode ser pecado mortal. É o que diz o teólogo Taylor Marshall, que lembra também que Deus quando quis agradar o povo judeu disseminou pão e vinho.

Vou traduzir partes do texto de Marshall em azul, é bem interessante.

Muitas vezes as pessoas me perguntam sobre a ética do álcool. São Paulo responde a essa pergunta claramente: "Não vos embriagueis com vinho, que é uma fonte de devassidão, mas enchei-vos do Espírito" (Efésios 5:18). Estar bêbado é certamente um pecado. 

E depois há o provérbio: "O vinho provoca insolência, e o licor causa barulho: quem se embriaga com eles não chega a ser sábio." (Provérbios 20:1).

São Tomás de Aquino lida com este tema diretamente: "Ter mais carne ou bebida além do necessário pertence ao vício da gula, o que nem sempre é um pecado mortal, mas com conhecimento de causa ao tomar muita bebida, a ponto de estar bêbado, é um pecado mortal" (Summa Theologiae II-II , q. 150, a. 2, ad. 2). 

Aqui aprendemos que a embriaguez voluntária é um pecado grave. Se alguém se senta no sofá e bebe seis cervejas para esquecer seus problemas. Isso não está certo. 

Nesse mesmo artigo, São Tomás de Aquino afirma que Noé não cometeu um pecado, quando ele ficou bêbado pela primeira vez. A razão para isto é que Noé foi o primeiro humano a beber vinho, e não conhecia seus efeitos. Ele não procurou intoxicação com intenção. Foi um acidente. 

Por outro lado, a Bíblia celebra o álcool. No Antigo Testamento, "a falta de vinho" é sempre um juízo de Deus contra o seu povo (Jeremias 48:33; Lamentações 2:12; Oséias 2:7; Joel 1:10). Sim, você leu certo. Quando os judeus pecaram no Antigo Testamento, Deus fez com que eles não tivessem nem  trigo nem vinho - as duas partes da Eucaristia. Isto está de acordo com a doutrina católica de "beber de forma virtuosa". 

Sempre que Deus queria abençoar Israel, Ele providenciou uma abundância de vinho (Gn 27:28, Dt 07:13, 11:14, Joel 2:19, 24; 03:18; Amós 9:13-14, Isaías 55:1 , Jer 31:12; Zc 9:17). 

Então, o álcool é claramente uma bênção dada por Deus. Ele quer que a gente se divirta. Ele quer que sejamos alegres, com moderação. Mas ele não quer que a gente beba, de modo a sacrificar intelecto humano. Devemos sempre manter a nossa inteligência. Não devemos ficar bêbados a ponto de perder o que nos torna humanos, nossa racionalidade. Quando estamos bêbados tornamo-nos como animais. Sem sentido e comovido com as nossas paixões. Um estado perigoso de ser.

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Bom, hoje falamos de um assunto bem mais tranquilo do que o que dissemos na semana de Gosnell e Tzanaev. Um assunto de fim de semana.

Bebamos com moderação.

E rezemos pelas vítimas dos Gosnells e Tzanaevs.


sexta-feira, 19 de abril de 2013

A Ficha Social do Terrorista de Boston



Os irmãos terroristas da maratona de Boston, Tamerlan Tzanaev (já morto pela polícia em uma troca de tiros) e Dzokhar Tzarnaev eram defensores da formação de uma república islâmica da Chechênia. Vejam a ficha de Dzhokhar que permanece fugitivo neste momento. Visão do Mundo: Islã. Grupos: Relacionados a Chechênia.

Se a Rússia islâmica, com sua experiência militar, engrossar as fileiras da jihad mundial...estamos realmente em um outro mundo de guerra contra a jihad islâmica.

Aliás, um dos irmãos tem um nome que lembra o maior sanguinário da história da humanidade: Tamerlane (que também era islâmico).

Hoje é uma dia para a história dos Estados Unidos (e do mundo), pela caçada militar aos dois terroristas.


(Agradeço a ficha ao site Weasel Zippers)

quinta-feira, 18 de abril de 2013

A Aliança Obama-Gosnell (o sanguinário)



Eu já escrevi aqui sobre o caso Kermit Gosnell que todo dia assusta os Estados Unidos com as histórias de matança de crianças. Gosnell é um médico abortista que abortava qualquer criança, não importava o avanço da gravidez, e se mesmo assim a criança nascesse viva e chorando, matava mesmo assim. Além disso, o médico Gosnell, apesar de ser negro, tinha salas mais limpas para grávidas brancas. Agora, Gosnell está sendo julgado pela morte de uma mulher e de sete crianças.

Você quer saber dos detalhes terríveis da clínica de Gosnell?  Acesse aqui, lembro que são realmente terríveis.

Mas o que o presidente Obama tem a dizer sobre esta história de terror?

Em resumo, Obama diz duas coisas: 1) "eu não posso falar sobre um caso em julgamento"; e 2) " Eu concordo com o ex-presidente Bill Clinton que disse que o aborto tem de ser legal, raro e seguro".

Sobre a primeira resposta, Obama não se conteve antes em falar de casos em julgamento.

Por exemplo: 1) Obama comentou o caso de George Zimmermam, que em uma briga de rua matou o negro, Trayvon Martin, . Obama disse: "se eu tivesse um filho, ele seria como Trayvon". Bom, Trayvon não era "flor que se cheirasse". Zimmerman foi julgado e inocentado. Mas não escapou de crítica de Obama. 2) Teve o caso da cerveja. Um policial da cidade de Cambridge, James Crowley, foi chamado para conter um homem que estava fazendo arruaça. Ele prendeu o homem por desacato a autoridade. Acontece que o homem era o professor negro Henry Louis Gates Jr. Obama não se conteve e já saiu julgando o policial. Disse que o policial "tinha agido de forma estúpida". Acontece que com as revelações do que realmente aconteceu, Obama teve que voltar atrás e chamou tanto o policial como professor para tomar uma cerveja na Casa Branca.

Agora, Obama está tentando passar uma lei contra as armas, para tornar mais restrita a compra de armas. Para passar a lei, Obama não cansa de usar as crianças que morreram na cidade de Newtown, por conta de um cara que saiu atirando em um escola. Ele fala todo dia que devemos defender as vidas em primeiro lugar e não o direito às armas. Segundo esta lógica, não deveríamos passar um lei mais restrita para o aborto?

Foi justamente isto que perguntou o repórter Ed Henry ao porta-voz da Casa Branca, Jay Carney. 

Henry ainda lembra ao porta-voz que Obama, quando era senador por Illinois, votou contra uma lei que tentava proteger crianças que nasciam vivas nas tentativa de aborto. Vejam como o porta-voz foge da pergunta no vídeo abaixo (traduzo em azul).


Ed Henry lembra o caso Gosnell, descreve a matança das crianças,  e pergunta se o presidente está ciente do caso. Jay Carney, o porta-voz, diz que o presidente Obama conhece o caso, mas que não irá comentar um caso em andamento. Daí, Ed Henry lembra ao porta-voz que em 2003 Obama votou contra uma lei que tentava proteger as crianças que nasciam vivas depois de tentativas de aborto. Obama teria dito depois que fez isso porque achava que todo médico iria tentar salvar a vida das crianças que escapasse dos abortos. Acontece que o exemplo de Gosnell mostra que não. Henry, então, pergunta se vendo o caso Gosnell, Obama irá propor uma lei de proteção às crianças em clínicas de aborto. O porta-voz desconversa e diz que não conhece nenhuma proposta e muda de repórter.


Também ontem eu vi que uma repórter da NBC perguntar diretamente ao Obama sobre o caso Gosnell.

O vídeo abaixo mostra esta entrevista. Vejam como a repórter é melosa ao fazer perguntas ao presidente, pergunta até pelo "charme do presidente". Quando o presidente responde sobre o caso Gosnell, ela não aprofunda o caso, passa para a próxima pergunta.

Vou traduzir a pergunta e a resposta sobre o caso Gosnell que acontecem a partir de 3 minutos do vídeo.

Visit NBCNews.com for breaking news, world news, and news about the economy

Repórter Savannah Guthrie: Presidente, você tem visto o julgamento de Gosnell? É um abortista da filadélfia acusado de crimes grotescos. Você tem visto? Você acha que o caso estimula um debate amplo sobre aborto no País?

Obama: Eu estou ciente do caso. Eu não posso comentar um caso em andamento. O que eu digo é que eu penso igual ao presidente Clinton. Aborto deve ser seguro, legal e raro. Se um indivíduo fazendo um aborto em uma clínica viola a lei, deve ser processado.

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Vamos agora discutir a ideia de que o aborto deve ser seguro, raro e legal.

A palavra seguro me dá nojo, pois para mim é apenas um método seguro de matar uma pessoa como o gás "Zyclon b" usado nas câmaras de gás de Auschwitz. E a palavra não restringe a atuação de Gosnell, ele apenas precisa mudar o método, pois continuar matando crianças dentro e fora do útero.

Se é para ser legal, também não restringe a atuação de Gosnell, pois a clínica dele estava legalizada.

Se o aborto é para ser raro, deve ser restringido a casos muito especiais. Eu discordo de todos, mas a palavra exige este procedimento. Não é o que faz Obama que sempre apoiou todo o tipo de aborto. Nunca na história dos Estados Unidos tivemos um presidente tão pró-aborto como Obama.

Como lembrou Ed. Henry, Obama foi contra uma lei que protegia crianças nascidas vivas da tentativa de aborto.Ontem, eu achei na internet um vídeo com o debate sobre esta lei em Illinois com a fala de Obama.

Obama faz a defesa dos abortistas. Para ele, só é criança se estiver fora do útero. Mas ele não está preocupado com elas e sim em proteger os abortistas. Ele votou contra a lei duas vezes.

Vejam abaixo o debate de Illinois e as palavras de Obama:



Na verdade, agora, diante do caso Gosnell, Obama continua sua defesa do aborto. Ele está protegendo o aborto mesmo em clínicas do tipo Gosnell, As crianças e mulheres que morram.

Rezemos pelas crianças!


quarta-feira, 17 de abril de 2013

Discutindo Questões Morais Hoje em Dia


Por vezes o debate na internet lembra a foto acima, um grita contra o outro, xinga o outro, não se ouve os argumentos, apenas xingamentos. Muito especialmente quando o debate envolve questões morais, sobre a existência de Deus, aborto, eutanásia e casamento gay. Mas também discussão sobre Israel e Palestina, e, no Brasil, sobre Lula e FHC.

Chesterton dizia que "todo argumento é um argumento teológico". As discussões que envolvem Israel e Palestina sempre envolve a Bíblia e o Deus judeu versus Alá. Outro dia, eu li um excelente artigo da escritora Bat Ye'or. Ela visitou o excepcional Museu Britânico e mostra que muitos dos monumentos fantásticos de mil anos antes de Cristo que contam a história bíblica de Israel são nomeados como contando uma "história da Palestina", mesmo sabendo que o que chamamos de Palestina foi nomeado apenas no ano 135 depois de Cristo. Além disso, ela conta que muitos historiadores não têm seus textos publicados hoje em dia, simplesmente por respeitar a história bíblica, comprovada por monumentos, e chamar de Israel  (ou Judeia)  aquela terra do Oriente Médio ao discutir história. Se não chamar de Palestina, não publica hoje em dia. O mundo acadêmico se dobrou para a Palestina.

As discussões que envolvem Lula e FHC têm menos aspectos teológicos, mesmo porque Lula e FHC são irmãos em teologia, apoiam aborto, casamento gay e liberação das drogas, mas, se a eleição está próxima, se consideram cristãos e até frequentam a missa. No Brasil (e na América Latina), nós não temos partidos sérios, teologicamente falando. Até comunistas são enterrados com missa (vide o caso de Oscar Niemeyer).  Mas mesmo assim, o apoio aberto de Lula às experiências comunistas (com envio de dinheiro e até de lutadores de box que tentavam fugir do regime castrista), ideologia que prega o abandono de Deus, torna o voto em Lula em financiamento da ideologia comunista. FHC também sempre teve tendências marxistas, é dito que seu livro sobre a Teoria da Dependência capitalista influenciou o líder sanguinário comunista cambojano Pol Pot, quando este estudou na França. Mas, aparentemente, ele não pensa como antes.

Ontem, eu vi um vídeo em que o padre Robert Barron fala da gritaria na internet quando se discute casamento gay.

Ele cita um livro do grande filósofo Alasdair MacIntyre: After Virtue (Após a Virtude).


Vejam o vídeo do padre Barron, abaixo. Eu não vou traduzir o vídeo palavra por palavra, apenas a argumentação de Barron (em azul)



Barron cita o livro After Virtue de Alasdair MacIntyre, e diz que o MacIntyre consegue explicar muito bem o debate sobre moral atualmente. MacIntyre não fala apenas que vivemos tempos de péssimos hábitos morais, mas também que não é mais possível termos um debate sobre moral coerente. Vivemos em um ambiente tão diverso, que se perdeu completamente o vocabulário comum e um conjunto de conceitos que eram aceitos. Hoje, não se debate,  não se ouve as argumentações, apenas se grita, se xinga o oponente. 

A coisa é tão profunda que Barron cita uma juíza da mais alta corte de justiça americana, Elena Kagan. Kagan disse que toda vez que ver qualquer argumento moral em um texto jurídico, acende uma luz vermelha para ela. Isto é, não se pode mais ter qualquer argumento moral, tudo deve ser positivista, frio, sem qualquer aspecto que lembre a moral. Barron diz com ironia que o argumento de Kagan também é moral, por ser contra a moral.

No caso do casamento gay, Barron diz que qualquer pessoa que traga o argumento moral é logo chamado de fanático religioso ou de ter discurso do ódio contra gays. 

Barron também lembra duas variáveis constantes em debates: pesquisas de opinião e sentimentalismo. Sobre o casamento gay, aqueles que defendem mostram que as pesquisas mostram que pessoas cada vez mais apoiam o casamento gay (especialmente os jovens). Barron diz que as pesquisas são importantes sociologicamente ou psicologicamente, mas não dizem nada sobre moral. Ele cita dois exemplos para mostrar isso. Em 1945, pelo menos 90% das pessoas apoiariam que se jogasse uma bomba nuclear sobre o Japão. No século 19, a maioria das pessoas apoiaria a escravidão. As pesquisas não mostram de que lado está a verdade moral. 

Sobre o sentimentalismo, muitos dizem que conhecem um gay e que este gay é gente boa, então deve-se aprovar o casamento gay. Ora, o fato de uma pessoa ter um comportamento adequado e agradável socialmente também não nos diz nada sobre  moral, sobre como o todo o comportamento da pessoa deve basear a sociedade. O sentimentalismo não chega nem a ser um argumento, é simplesmente um fato. Uma pessoa pode ter péssimo comportamento moral e aparentar ser ótima pessoa socialmente. E também o contrário. 

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Acho que faltou apenas Barron falar por que vivemos em um ambiente diverso e como devemos combater isso. Mas isto deve ficar para outro vídeo.



terça-feira, 16 de abril de 2013

O Mal Existe! Boston e Síria



O que está fazendo o São Miguel Arcanjo  na pintura acima? Matando o mal, o demônio. Mas hoje em dia falar em demônio, na existência do mal, é ser chamado de fanático religioso. Já vi um católico dizendo que acredita em Deus, mas não em Demônio, já vi também um padre dizer em uma homilia que Jesus não tinha expulsado os demônios, apenas as pessoas acreditavam nisso quando viram. Esquece o padre que a primeira ordem que Jesus deu aos discípulos foi: expulsem os demônios.

Ontem diante da tragédia dos ataques terroristas de Boston, a USCCB (a CNBB dos Estados Unidos) mandou uma mensagem pedindo orações para as vítimas e cujo primeiro parágrafo diz (traduzo em azul):

The tragic end to the Boston Marathon April 15 reminds us all that evil exists and that life is fragile. ( O trágico fim da Maratona de Boston no dia 15 de abril nos lembra que o mal existe e que a vida é frágil).

Por que precisamos nos lembrar que o mal existe?
 Só lembramos do mal quando ele mata nossos familiares e conterrâneos? Isto não é uma crítica a USCCB, mas o primeiro parágrafo nos fala também do tempo em que vivemos,  o mal é considerado inexistente.

Outro momento, que me fez lembrar disso foram as declarações de padre jesuíta sobre a situação da Síria.

O padre jesuíta italiano Paolo Dall'Ogglio viveu por 30 anos na Síria, até ser expulso no ano passado de Damasco. O padre deu às seguintes declarações para os site
 Ansamed (em azul).

Jihadismo é uma realidade cultural, política e militar que está crescendo mais forte a cada dia e não pode ser ignorado, nem mesmo em nível teológico, de acordo com o padre Paolo Dall'Oglio, jesuíta italiano que viveu na Síria por 30 anos antes de ser expulso pelas autoridades de Damasco em 2012.

A galáxia jihadista é '' um tema cultural, religioso, político e militar considerável'', disse o padre para a ANSAmed em uma entrevista, salientando o peso do '' jihadismo em suas expressões locais e transnacionais' no atual quadro  geo-estratégico".

''Jihadismo é um ator político e militar, cujo peso deve ser considerado, uma vez que já ganhou no Iraque, está vencendo no Afeganistão, não será derrotado em Mali, e está tornando a Somália insolúvel", acrescentou.

O que deve ser feito?  '' Antes de tudo, operando em um nível de inteligência para evitar conseqüências ainda mais graves e provocar a queda de seus projetos universalistas de  terror".

Mas a ação deve ocorrer também no plano social, disse o jesuíta, um convidado recente na Fundação Anna Lindh Fórum Euro-Mediterrâneo, em Marselha.

Isso significa ''ajudar que sociedades civis islâmicas assumam as suas responsabilidades'', acrescentou, em referência a áreas que caíram sob o controle de forças islâmicas, que têm até agora sido excluídas se não banidas do poder. '' Eles viveram sem nenhuma crítica, mas agora devem começar a viver na responsabilidade assumida, e trabalhar para organizar suas sociedades''.

'' É importante proteger a diversidade democrática do povo sírio, que, sentindo-se abandonado, virou-se para o jihadismo a libertar-se do regime do presidente Bashar al-Assad".

Diversidade dentro do mundo muçulmano também deve ser protegida, acrescentou, a fim de '' defender o pluralismo que existe dentro do Islã, que é também um pluralismo étnico''. Mas, para fazer isso, as três religiões monoteístas devem fazer um esforço teológico'''' para analisar formas de derrotar o jihadismo político, disse Dall'Oglio'. Existem dois tipos de jihadismo, frisou. '' Um que está aberto ao diálogo'' e outro que é rigidamente dogmático,'' mais difícil de gerir, um pântano no qual todos os tipos estão rastejando, de mafiosos a extremistas. Um pântano que devemos tirar nossos jovens e crianças: juventude religiosa, que precisam do discurso religioso, que certamente não encontrarão nas prisões como Guantánamo''.

Com relação à Síria, conclui Dall'Oglio, '' na primeira fase eu lutei pela  intervenção diplomática" para evitar que os grandes conflitos internacionais "fossem travados em corpos vivos de sírios''. Em seguida, ele apoiou a presença de uma ONG não-violenta'', quando tudo ainda era possível, isto é, até o verão de 2011''. Mas agora chegou o tempo, ele conclui, para '' o direito de auto-defesa e a obrigação de resgatar um povo em grande adversidade". 

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Apesar das tremendas dificuldades por que passou o padre Dall'Oglio, de entender o projeto universalista da jihad,  e de ter concluído finalmente que é necessário se defender, parece-me que o padre ainda não consegue enxergar o mal dentro da ideologia islâmica, coisa que São Tomás de Aquino enxergou muito bem no século XIII e escreveu sobre isso na Summa contra os Gentis.



(Agredço o texto da USCCB ao site Whispers in the Loggia e o artigo da Ansamed ao site Weasel Zippers)

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Lutins: Uma Alegoria sobre a Rejeição da Verdade


O monsenhor Charles Pope costuma usar comerciais de televisão para ilustrar sua argumentação teológica. Mas desta vez, ele usou um filme animado chamado Lutins, da ESMA (École Superieur de Metiers Artisitique).

Acho que dessa vez, o padre se superou, é realmente fantátisca a comparação que ele faz, usando o filme.

Ele usa o vídeo como uma alegoria de que a Verdade (o Lutin, elfo de madeira) é receptiva, nos aceita, costuma nos dar mais de uma chance para aceitá-la, mas não gosta de ser jogada no lixo, nem é possível destruí-la sem nos destruir.

Sensacional e divertido. Vejam abaixo.




sábado, 13 de abril de 2013

Kermit Gosnell: Assassino Sanguinário de 16 mil crianças



Acho que este é o post que conta a história mais horrenda e deplorável que já escrevi.

Dr. Kermit Gosnell (foto acima) mantinha uma clínica de aborto na Filadélfia (foto acima). Ele realizou, pelas contas do próprio advogado, mais de 16 mil abortos. Essas crianças, por vezes, nas palavras do próprio Gosnell, podiam "ir caminhando com ele até o ponto de ônibus", ou nas palavras dos assistentes de Gosnell, eram tão grandes que se tirava foto do celular. Isto é, ele matava crianças dentro ou fora do útero em qualquer período de gravidez.

As descrições dos abortos praticados pelo Dr. Gosnell são tão horrendas. Para matar, ele geralmente usava um método bárbaro, cortava o pescoço da criança. E ele mantinha vários sacos com pedaços das crianças mortas. As mulheres eram tratadas sem esterilização dos aparelhos e os assistentes não tinham formação profissional. Assistentes relatam cenas horripilantes dentro da clínica, como: "a criança gritava de um jeito tão arrepiante, que me dá calafrios até hoje". Há  o caso de uma mulher que desistiu de abortar no meio da seção, e o Dr. Gosnell amarrou a mulher na cadeira, obrigando-a ao aborto. É ou não é diabólico?

Se você tem estômago para ler algumas declarações (e consegue ler em inglês) sobre o caso. Acesse aqui,  aqui ou aqui.

Em 2010, o FBI invadiu a clínica e descobriu os horrores. Dr. Gosnell está agora sendo julgado pela morte de sete crianças e de uma mulher que tentou abortar na clínica dele. A clínica, aliás, tinha características especiais. Apesar do Dr. Gosnell ser negro, ele considerava que a sua raça era inferior, a ponto de colocar as pacientes brancas em outra sala, porque, segundo ele, "elas exigem mais limpeza e reclamam mais quando vêem algo errado".



O caso é um horror. Mas os governos (federal e estadual) e a imprensa americana fogem do assunto. Por que?

Ora, o presidente Obama já defendeu aborto até de crianças que nascem vivas, e os jornalistas em geral defendem o aborto. Eles não querem ver o resultado do que pensam sendo tão claramente destruído nas mãos de um sanguinário.

O site Weasel Zippers saiu pesquisando em cada site de jornal quanto eles falaram sobre o caso. A CNN, a ABC news, o Los Angeles Times,  a Rede CBS, em geral nem noticiam que estar ocorrendo o julgamento.

A mídia tenta esconder. Mas as redes sociais espalham o assunto.

Há um documentário sobre a clínica do Dr. Gosnell (ou Dr. Morte) chamado 3801 Lancaster.

Não vejam se não aguentam cenas fortes. Eu comecei a traduzir. Mas parei quando vi as crianças mortas.

Decidi deixar o vídeo no blog, apesar de ser terrível, para documentar o terror que o mundo pode provocar.




No começo, o vídeo começa alertando que o assunto não é para crianças. Fala do médico Kermit Gosnell que tinha uma "boa" reputação de fornecer aborto para quem não podia pagar. E aí alguém fala da clínica dele: "era uma clínica de matança de mulheres e crianças e ninguém estava nem aí".

Daí, o filme passa a contar o caso, desde a entrada do FBI na clínica. O caso começou com uma investigação sobre alguém que dava  receita de remédios controlados. Daí quando os investigadores entraram na clínica viram sujeira, manchas de sangue e tecidos humanos espalhados e muitos sacos com pedaços de corpos de crianças mortas. Ficou claro que ali se realizava abortos de crianças até em períodos avançados da gravidez.

Então entrevista-se Davida Clarke e Makeda,  ex pacientes de Gosnell. A história é a mesma, elas "se divertem", e aí ficam grávida e decidem abortar, "por causa da carreira". Elas contam o dia do aborto, como eram sedadas e o que viram. É terrível.

Então entrevista-se os vizinhos da clínica.

Um vizinho da clínica, Bill Baumann, diz que vinha sempre um padre rezar um rosário na porta da clínica aos sábados contra os abortos ali praticados.

A partir daí passa-se a mostrar as fotos das crianças. Parei de assistir.

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Deus tenha piedade de nós. Virgem Santíssima rogai por nós. Que Cristo nos ilumine para que um dia a humanidade visite estas clínicas como se visita Auschwitz. Para que nunca mais aconteça.