São Tomás de Aquino, o "Doutor Angélico", certa vez, diante de um crucifixo em Nápoles, ouviu estas palavras de Jesus:
“Bem tem você escrito sobre Mim, Tomás, o que devo te dar em recompensa?"
São Tomás respondeu: “Nada senão a Ti mesmo, meu Senhor". Em latim, São Tomás disse: Nil, Nisi Te, Domine. Em inglês: Naught save Thyself, O Lord.
Redes mundiais mostram que os iranianos foram às ruas contra o aiatolá e o governo do país, como aqui e aqui (foto abaixo)
Enquanto os democratas e esquerdistas em geral mostram apoio ao
Irã, chamam Soleimani de mártir e Trump de assassino, os estudantes iranianos
foram às ruas hoje mandar o aiatolá se f. e chamaram Soleimani de assassino,
motivados pela morte de dezenas de iranianos atacados pela força área do
próprio país em um avião da Ucrânia.
Trump mostrou apoio aos
estudantes em inglês e em persa no twitter, mostrados acima. Aqui vai a
tradução do que Trump disse:
"Para o povo corajoso e
sofrido do Irã: estou com vocês desde o início de minha Presidência e meu
governo continuará do seu lado. Estamos acompanhando de perto seus protestos e
somos inspirados pela coragem que vocês mostram".
Trump tuitou apoio a manifestantes anti-governo iranianos depois que avião de passageiros ucraniano derrubou
Protestos contra o governo irromperam nas universidades iranianas em todo o país no sábado, após a alegação do Irã de que derrubou acidentalmente um avião de passageiros ucraniano com mísseis terra-ar, matando todas as 176 pessoas a bordo.
O general Amir Ali Hajizadeh, chefe da divisão aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica, disse à TV estatal que sua unidade aceita "total responsabilidade" por abater o avião ucraniano, apenas alguns minutos depois de decolar do aeroporto internacional de Teerã na quarta-feira. O presidente iraniano, Hassan Rouhani, culpou o "erro humano" em um tweet na sexta-feira e chamou de "grande tragédia e erro imperdoável".
Os estudantes pediram a renúncia do líder supremo Aiatolá Ali Khamenei, com um manifestante segurando uma faixa que dizia: "F. você e seu erro", na Universidade Amir Kabir, informou o New York Post. A faixa também mostrava os nomes e fotos de 16 estudantes que morreram no acidente.
Multidões de estudantes gritaram para que a Guarda Revolucionária "largasse o país!" E também mencionaram o general falecido Qassem Soleimani, dizendo que ele "era um assassino" e "seu líder também!"
Trump twittou uma mensagem de apoio aos manifestantes no sábado, tanto em persa quanto em inglês, prometendo que seu governo continuasse com eles em solidariedade.
O presidente rapidamente seguiu com um segundo tweet, pedindo ao Irã que permita aos defensores dos direitos humanos monitorar os principais protestos no país e alertando contra qualquer ação draconiana do governo.
O secretário de Estado Mike Pompeo também comentou os protestos, twittando no sábado que o povo iraniano tem todo o direito de ficar frustrado e de merecer um futuro melhor.
"A voz do povo iraniano é clara. Eles estão fartos das mentiras, da corrupção, da inaptidão e da brutalidade do regime do IRGC sob a cleptocracia de @ khamenei_ir", disse ele.
"Estamos com o povo iraniano que merece um futuro melhor", acrescentou Pompeo.
A foto acima mostra general iraniano do IRGC (Exército dos Guardiões da Revolução Islâmica) em discurso, tendo por trás as bandeiras de vários grupos terroristas. Li que as bandeiras se tratam de (da esquerda para direita): Irã, IRGC, Força Áérea Iraniana, Hizbullah (grupo terorista do Líbano), Houthis (grupo terrorista do Iêmen), Hasd al-Shaabi (grupo terrorista do Iraque), Hamas (grupo terrorista de Gaza), Liwa Fatemiyun (grupo terrorista do Afeganistão) e Liwa Zaynabiyun (grupo terrorista do Paquistão).
Na foto fica claro o que o Irã é e o que ele financia. Para os grupos terroristas, fica claro que são milícias iranianas.
Discute-se muito hoje qual será a reação do Irã diante do governo Trump.
Qual é a doutrina para política internacional de Trump? Certamente, não é "building nation" (construir nações com valores americanos), não é "regime-change" (tentar destronar regimes inimigos dos Estados Unidos), não é "preemptive war" (uso da força militar no mundo antes que aja guerras), também não é uma doutrina do "big stick" (que sai por aí dando porrada e dizendo que um pedaço do mundo é de influência exclusiva dos Estados Unidos), e muito menos a política de Trump é realizar compromissos dentro das Nações Unidas com aliados.
Trump também não costuma dar muito tempo para diálogos, o que evita que inimigos tentem usar o tempo a seu favor, seja em questões militares ou em questões comerciais.
Para muitos analistas que pensam "dentro das caixas" doutrinárias, Trump é confuso, difícil de ser repetido. Por isso que inúmeros inimigos, analistas de esquerda e o "deep state" (funcionários de alto escalão, especialmente de serviços de inteligência do governo) sonham com a saída dele, como mostra a charge abaixo.
As ações políticas de Trump são muito diretas, ele não perde muito tempo, se possível diz o que pensa logo no twitter ou mesmo na cara do freguês (como falou na cara do Macron que ele estava errado no modo que tratou as queimadas da Amazônia). Com a Coreia do Norte, Trump parece mais cauteloso, mas há enormes motivos para isso, eu diria que há 25 milhões de motivos, uma vez que a populosa cidade de Seul na Coreia do Sul está próxima da fronteira com a Coreia do Norte e a Coreia do Norte tem bomba nuclear. Com a Venezuela, o que a doutrina do "big stick" exigiria atuação, Trump deixa à deriva.
Assim, apesar de ser "case by case", não se pode dizer que Trump é irresponsável. Pode-se discutir se o que Trump faz é certo ou errado em termos éticos ou políticos, mas que ele é irresponsável, não.
O que Irã pode fazer quando tem poderio militar imensamente inferior, quando está em crise econômica e Trump piorou isso ampliando as ações, quando a tecnologia de ataque americana não exige muitos militares em terra, quando as chances do Irã serem uma repetição do Vietnã (país que não se rendeu até que a política americana doméstica exigisse a saída do país) são impossíveis, quando não se pode confiar na Rússia de Putin, nem na China (interessados em seus poços de petróleo, que conhecem muito bem o risco islâmico), quando não podem contar com o apoio árabe (pois a Arábia Saudita detesta o Irã)?
Acho que sobrou duas alternativas que realmente são terríveis, no entanto.
1) usar as milícias terroristas do mundo;
2) financiar democratas no Estados Unidos, para a saída mais rápida de Trump, como mostra a charge abaixo:
Ontem, um desembargador chamado Benedicto Abicair, do Rio de Janeiro, determinou que um especial supostamente de comédia doi chamado Porta dos Fundos que ofendia a fé cristã fosse suspenso.
Logo apareceram os liberais ou libertarianos, acusando o juiz de fazer censura. O site O Antagonista fez até um vídeo fazendo essa acusação contra o juiz e dizendo que o "povo brasileiro vai pagar". O vídeo é de uma estupidez gigantesca, mesmo analisando apenas a lógica de argumentação do vídeo (sem mencionar a questão religiosa). O pessoal do Antagonista gosta de exaltar coisas "técnicas", então vou usar só a lógica. O vídeo diz que o Porta dos Fundos já falou mal do Islã, e mostra cenas de críticas à cultura islâmica (terrorismo e burkas), mas isso não é a mesma coisa que atacar Maomé, sem falar que as cenas foram rodadas no Brasil e não no Irã ou na Arábia Saudita (países islâmicos), enquanto o tal especial contra Cristo foi rodado em país cristão. Também não se pode dizer que o especial só assiste quem paga. Pela lógica, podemos disponibilizar filmes pornôs para crianças, basta que exija pagamento de alguém, sem falar que a Netflix faz propagandas de seus filmes mostrando cenas, sem que a pessoa pague por isso. Além disso, eu não entendi a afirmação de que iremos pagar. Pagar o quê?
Outra coisa, eu, como economista, nunca entendi porque livro, filme, teatro, programa de TV, série ou documentário é diferente de outros objetos de consumo. Como qualquer outro objeto de consumo, esses coisas podem e devem ser proibidas se fazem mal à população. No mundo todo se proíbe vários objetos de consumo em favor da saúde, da vida das pessoas, das finanças do Estado, da nacionalidade, dos empregos das pessoas, da natureza, do silêncio e da alma das pessoas. Da mesma forma, devem ser proibidos os livros e outros objetos culturais.
Certa vez, fui debatedor em um seminário sobre corrupção e o meu oponente começou a elogiar a Alemanha e a Argentina por terem uma população que lia muito, que assitia muitos filmes e peças teatrais. Eu lembrei a ele, que praticamente todas as ideologias políticas do mundo têm os dois pés na Alemanha (comunismo (Marx e Engels eram alemães), nazismo, comunismo de identidade de gênero e raça), sem falar na Reforma Protestante. Sobre a Argentina, eu achei que não precisava nem mencionar como estava o país, em crise financeira desde 2001.
A formação ética das pessoas não é assim tão dependente da leitura de livros ou. Há muitos analfabetos que foram até santos.
Por que o Estado não pode proibir certos livros e outras coisas teatrais, então? Todos os estados que formaram a civilização ocidental (Grécia, Israel e Roma) proibiram livros ou que atentavam contra o Estado ou que atentaram contra a Fé (lembrem, o filósofo Sócrates foi morto por atentar contra a fé dos jovens gregos). Se esses estados tivessem liberado todos os livros teríamos a civilização ocidental? Não sei, mas acho que é uma boa pergunta. De outra forma, você, como pai ou mãe, deixa seus filhos lerem qualquer coisa ou assistirem todos os programas?
Hoje soube que o Netflix apresenta documentário em forma de série chamado Sex, Explained. Veja só, o sexo vai ser explicado pela Netflix. A posição teológica da Netflix para o documentário é uma posição "nonjudgmental", isto é, não se julga nada, vale tudo. Então a série mostra poligamias, homossexualismo e sadismo como apenas uma forma de sexo, sem qualquer consequência ética, social ou mesmo financeira para as pessoas.
Lá em casa, eu cancelei a Netflix, e estou quase cancelando a Sky por essa simples razão. Quando se liga a TV, as propagandas não são controladas. Meus filhos ficam sujeitos a cenas terríveis de filmes de terror, por exemplo.
Em suma, viva a Censura, se ela for feita com os preceitos cristãos, que é quase a mesma coisa de dizer: se ela for feita com preceitos civilizatórios.
Recentemente, quatro muçulmanos foram presos, eles planejavam derrubar a ponte do Rioalto na cidade.
No Brasil, jornalistas ficaram indignados quando um governador disse que qualquer um se exibindo com um rifle nas ruas seria morto. O que faz uma pessoa se exibir com rifles nas ruas?
O que diriam eles se um prefeito dissesse que basta gritar em um homenagem a Alá para levar bala?
Infelizmente, tanto o governador como o prefeito de Veneza têm razão.
Mas, também infelizmente, me parece que é apenas uma questão de tempo para que terroristas islâmicos destruam algum monumento ou símbolo cultural importante da Europa. Eles estão planejando isso diariamente e já são cidadãos europeus.
Os Estados Unidos possuem muitas bases militares no Oriente Médio, como mostra a foto acima (foto do site Statista), especialmente no Catar, não será difícil atingir o Irã. Mas também não será difícil que o Irã os atinja. O que pesa aí, certamente, é a capacidade de retaliação de cada um e a capacidade econômica. Dessa forma, o Irã está em péssima situação.
Hoje, li um reportagem do Fox News, no qual o reconhecido crítico feroz de Trump, o articulista Tom Friedman (muito amado por esquerdistas acadêmicos brasileiros) disse que "Trump ainda vai ter uma placa nas ruas de Teerã por ter matado o cara mais burro do Irã, o general Soleimani".
Por que Friedman chamou o general terrorista Soleimani do cara mais burro do Irã? Porque, ao invés de aproveitar o afrouxamento das sanções econômicas que vieram com o acordo nuclear de 2015, Suleimani fez guerra contra os americanos na Síria, Iraque, Líbano e Israel, fazendo o povo passar fome e pobreza com a volta das sanções econômicas, até que fez uma ataque à embaixada americana no Iraque que foi a gota d'água, que provocou a reação de Trump.
Não concordo com o fundamento de análise de Friedman. O Irã tem um regime ditatorial perverso e assassino de seu próprio povo, claro que o acordo nuclear de 2015 não ia mudar isso. Além disso, Soleimani seguia ordens. Mas acho que sim, que Trump tem ótimas chances de um dia ter placa nas ruas de Teerã, basta derrubar esta ditadura. Por outro lado, devemos saber que estamos lidando com os xiitas, seita radical islâmica. Como o Islã é uma religião ideológica política, nem que se destrua o Irã, essa ideologia morre, como não morreu o comunismo com o fim da URSS. É uma guerra de mentes, ou melhor, de almas, no final das contas.
Na foto acima, temos o drone que matou recentemente o general terrorista Qassem Suleimani do Irã. O drone se chama MQ-9 Reaper Drone, capaz de carregar mísseis e de se serem controlados à distância incrível. O que matou Suleimani foi controlado do meio-oeste dos Estados Unidos para agir dentro do Iraque. O reaper (ceifador, em inglês) é produzido pelo General Atomics e custa 16 milhões de dólares (cerca de 65 milhões de reais). Tem envergadura de 66 pés de asa (apor volta de 20 metros), com peso de apenas 2 toneladas, voa a 25 mil pés, pode viajar quase 2 mil km e ser controlado a milhares de quilômetros.
O ceifador carrega alguns dos equipamentos militares de mais alta tecnologia do mercado. Seu sistema de imagem inclui sensores infravermelhos, câmeras coloridas e preto e branco, um telêmetro a laser e um dispositivo de mira para ataques precisos.
Foram usados no Afeganistão, Iraque, Iêmen, Líbia e vários outros países. Sua primeira morte relatada foi registrada em 28 de outubro de 2007, quando disparou um míssil chamado Hellfire (fogo do Inferno) contra insurgentes no Afeganistão. Também foi usado em 2015 para matar o "Jihadi John" do Estado Islâmico, um cidadão britânico que decapitou prisioneiros.
Apesar da enorme fama que o drone recebeu com a morte de Suleimani, a empresa que produz o reaper não está listada nas bolsas de valores. Em todo caso, ganhou enorme prestígio.
O general Petraeus parece duvidar da força da resposta do Irã contra os Estados Unidos, pela morte de Suleimani, por conta da situação econômica que o país vive e pela impopularidade do regime. Ataques às fontes de petróleo no Irã significariam o fim do regime.
Será que a teoria da guerra justa permite o uso de drones?
Não tratei disso em detalhe no meu livro sobre guerra justa. Mas eu responderia que a tradição da teoria da guerra justa nunca discutiu armas específicas, isso só começou a ser discutido com o surgimento da bomba nuclear. Mas mesmo com bombas nucleares os mais renomados especialistas em guerra justa, nunca descartaram o uso de bomba nuclear, pelo simples fato que a guerra justa é definida como uso da justiça e da caridade por meio da força. É um questão moral, não material.
Mas o site National Catholic Register discutiu recentemente essa questão também. No entanto, infelizmente, o artigo deles não é muito bom, nem profundo. Traz as opiniões de alguns "especialistas", mas apenas um deles tratou realmente da questão da guerra justa. Dr. Kevin Miller da Universidade Franciscana, o melhor deles na minha opinião e único que tratou do tema, disse que não via problema no uso de drones na ação contra Suleimani, pois era um alvo militar com registro de mortes e era uma ameaça. Mas pediu prudência no uso. Outro especialista, dessa vez da ONU, chamada Agnes Callamard, não tratou de guerra justa católica e condenou completamente a legalidade do uso de drones (uma estupidez). Outro especialista, disse que a ação pode prejudicar os cristãos na região (também não tratou da teoria da guerra justa), trazendo uma variável importante mas que no artigo ficou vazia pois não houve análise da questão.
Pena que eu não coloquei as passagens seguintes do livro A História de uma Alma, de Santa Terezinha do Menino Jesus, no meu livro sobre Teoria e Tradição da Guerra Justa:
"Ainda sinto o chamado de mais vocações; quero ser um guerreiro, um padre, um apóstolo, um médico da Igreja, um mártir - não há nenhum ato heróico que eu não queira realizar. Sinto-me tão ousada quanto um cruzado, pronto para morrer pela Igreja no campo de batalha.
"Meu coração se emociona com o pensamento dos tormentos não sonhados que sofrerão muitos cristãos no tempo do anticristo! Eu quero que todos sejam meus!"
Acho que ela concordaria que já vivemos tempos da última cruzada, aquela que luta pela alma da própria Igreja, como diz o vídeo acima do The Remnant acima.
Reunamos as armas que temos, e lutemos pela Alma de nossa Igreja.
Quem era esse Qassem Soleimani? Considerado mais poderoso que o próprio presidente do Irã, Hassan Rouhani, que seguia apenas o líder máximo do país, o Aiatolá Ali Khamenei (que prometeu retaliação aos Estados Unidos).
O Irã, desde a Revolução Islâmica de 1979, é um força maligna ameaçadora no mundo. Com a tal Primavera Árabe, o Irã se aproveitou para se infiltrar em países, como Síria, Iraque e ainda mais na Palestina.
O general Qassem Soleimani já matou centenas de soldados americanos, colaborou com matanças de milhares na Síria e no Afeganistão, estava no Iraque para desestabilizar politicamente o país em favor do Irã (inclusive matando de civis que protestavam contra a presença do Irã no Iraque), comandava o Irã contra os protestos populares que querem a mudança no regime, além de colaborar com as forças terroristas do Hezbollah e do Hamas pelo mundo.
Em mensagem a um general americano chamado David Petreaus, Soleimani disse que o general deveria saber que ele controlava a política iraniana no Iraque, no Líbano, em Gaza e no Afeganistão.
Ao mesmo tempo, em que combatia o grupo terrorista Estado Islâmico, em favor de Assad na Síria, o Soleimani aumentava a influência terrorista do Irã dentro da Síria e do Iraque.
Soleimani era muito popular entre os exaltados defensores da revolução islâmica no Irã. Mas não teve educação religiosa e raramente dava entrevistas.
Vejam parte da descrição do Qassem Soleimani, pelo jornal Daily Mail.
Terrorist general with the blood of THOUSANDS on his hands: Qassem Soleimani masterminded the killing of hundreds of US troops in IED attacks, helped Assad slaughter his people in Syria, was an ally of Hezbollah and 'more powerful than Iran's president'
Qassem Soleimani killed in US drone strike on Baghdad airport late Thursday
Quds general was seen as second-most powerful man in Iran and future leader
He fought against Iraq during invasion of Iran in 1980, became commander of a division before he was 30, and promoted to Quds commander in 2002
Soleimani helped Shia militias kill hundreds of US troops with IEDs, backed Assad as he slaughtered civilians, and oversaw killing of protesters in Iraq
Quds commander Qassem Soleimani, who was killed Friday in a US strike, was one of Iran's most prominent figures who orchestrated thousands of killings on behalf of Tehran in attacks on the West and allies in the region.
As the head of the Quds - or Jersualem - Force of Iran’s paramilitary Revolutionary Guard, Soleimani was officially charged with protecting the Islamic revolution, and in practice was used to enforce the regime's will across the Middle East.
Commonly known as the second most powerful man in Iran, wielding more influence than the president, he was seen by many as a future leader.
His CV included helping Shia militias to kill hundreds of American troops during the US invasion of Iraq, backing Assad as he slaughtered civilians by the thousands during the Syrian civil war, and most recently overseeing the slaughter of hundreds of anti-Iran protesters in Iraq.
Born into a poor agricultural family in Kerman province, central Iran, in 1957 he worked in construction and then a city water department before the 1978 Islamic Revolution began.
As protests against the Shah grew, Soleimani was involved in organising demonstrations against the monarch.
After the Shah was deposed, Soleimani joined the Revolutionary Guards at its formation in 1979, then served as leader of a company that helped repel Saddam Hussein's invasion in 1980.
He was promoted to commander of a division while not yet 30 and by the mid-Eighties was organising missions inside Iraq to undermine the Hussein regime, often bullying, bribing and otherwise exploiting Iraqi Kurds.
In 1999, during student protests in Iran, he threatened to topple the government in order to crush the demonstrations, and in 2002 - just a few months before the US invaded Iraq - he was promoted to head of the Quds Force.
US officials say the Guard under Soleimani taught Iraqi militants how to manufacture and use especially deadly roadside bombs against US troops after the invasion of Iraq, resulting in the deaths of some 600 US troops.
Soleimani himself was popular figure among pro-regime Iranians, who saw him as a selfless hero fighting Iran’s enemies abroad.
To his fans and enemies alike, Soleimani was the key architect of Iran's regional influence, leading the fight against jihadist forces and extending Iran's diplomatic heft in Iraq, Syria and beyond.
'To Middle Eastern Shiites, he is James Bond, Erwin Rommel and Lady Gaga rolled into one,' wrote former CIA analyst Kenneth Pollack in a profile for Time's 100 most influential people in 2017.
'To the West, he is... responsible for exporting Iran's Islamic revolution, supporting terrorists, subverting pro-Western governments and waging Iran's foreign wars,' Pollack added.
With Iran roiled by protests and economic problems at home, and the US once again mounting pressure from the outside, some Iranians had even called for Soleimani to enter domestic politics.
Western leaders saw him as central to Iran's ties with militia groups including Lebanon's Hezbollah and Palestinian Hamas.
In secret US diplomatic cables released by WikiLeaks, US officials openly discussed Iraqi efforts to reach out to Soleimani to stop rocket attacks on the highly secured Green Zone in Baghdad in 2009.
Another cable in 2007 outlines then-Iraqi President Jalal Talabani offering a US official a message from Soleimani acknowledging having 'hundreds' of agents in the country while pledging, 'I swear on the grave of (the late Ayatollah Ruhollah) Khomeini I haven´t authorized a bullet against the US.'
US officials at the time dismissed Soleimani's claim as they saw Iran as both an arsonist and a fireman in Iraq, controlling some Shiite militias while simultaneously stirring dissent and launching attacks.
US forces would blame the Quds Force for an attack in Karbala that killed five American troops, as well as for training and supplying the bomb makers whose improvised explosive devices made IED - improvised explosive device - a dreaded acronym among soldiers.
In a 2010 speech, US General David Petreaus recounted a message from Soleimani he said explained the scope of Iranian's powers.
'He said, "General Petreaus, you should know that I, Qassem Soleimani, control the policy for Iran with respect to Iraq, Lebanon, Gaza and Afghanistan",' Petraeus said.
The US and the United Nations put Soleimani on sanctions lists in 2007, though his travels continued.
In 2011, US officials also named him as a defendant in an outlandish Quds Force plot to allegedly hire a purported Mexican drug cartel assassin to kill a Saudi diplomat.
But his greatest notoriety would arise from the Syrian civil war and the rapid expansion of the Islamic State group.
Iran, a major backer of Assad, sent Soleimani into Syria several times to lead attacks against IS and others opposing Assad's rule.
While a US-led coalition focused on airstrikes, several ground victories for Iraqi forces came with photographs emerging of Soleimani leading, never wearing a flak jacket.