segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Francisco: "Eu tenho Dogma Pessoal. Gosto de Imaginar que o Inverno está Vazio".

 


O apresentador diz a Francisco: "É difícil imaginar o Inferno, imaginar um pai que condena para a eternidade".

Papa Francisco respondeu: "“O que vou dizer não é um dogma de fé, mas algo que defendo pessoalmente, que gosto: gosto de pensar que o Inferno é vazio, é um prazer. Espero que seja realidade.”

Quem foi mesmo que ressaltou muito a possibilidade do inferno???? Ah, sim...Cristo.

Eu estou escrevendo um livro sobre a masculinidade nas palavras de Cristo. Nisso estudo cada palavra dita da boca de Cristo.  E olha, vejo um Cristo bem forte  e mesmo agressivo em suas palavras. Não tem nada de manso, e a palavra inferno ou "gehena" estão muito presentes.

O que seria o cristianismo sem o inferno? Bom, eu diria que sem o livre arbítrio e a possibilidade de inferno podemos jogar a Bíblia no lixo.

Sem falar que para termos inferno vazio, Deus teria que obrigar que as almas saíssem de lá, pois algumas querem justamente o inferno, renunciam a Deus.

Essa ideia de que o inferno está vazio é uma heresia chamada "universalismo", condenada pela Igreja. Um dos mais conhecidos proponentes dessa heresia é o teólogo suíço Hans Urs von Balthasar. Atualmente um que chamou atenção para essa pensamento de Balthasar é o bispo Robert Barron, que foi nomeado bispo pelo papa Francisco. Barron nega que ele ou mesmo Balthasar sejam "universalistas", ele costuma relativar o pensamento em torno da palavra "esperança", haveria uma esperança que todos foram salvos. Mas não vou discutir isso aqui, basta que saibam da heresia. 

O papa, pelo o que ele disse, se diz defensor do universalismo. 

Outra coisa, um papa tendo "dogma" para si mesmo? Não é isso que se diz que um papa deva fazer ou pensar ou desejar.

Por que alguém levanta essa heresia em uma época tão pecaminosa como a nossa? 


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Francisco ressaltou que o que pensa "não é dogma". Sim, claro que não, pois os dogmas da Igreja Católica sobre inferno são muito claros. No Catecismo da Igreja Católica as explicações sobre o dogma do Inferno como condenação eterna estão entre os capítulos 1033 e 1037.

Aqui vão:

1033. Não podemos estar em união com Deus se não escolhermos livremente amá-Lo. Mas não podemos amar a Deus se pecarmos gravemente contra Ele, contra o nosso próximo ou contra nós mesmos: «Quem não ama permanece na morte. Todo aquele que odeia o seu irmão é um homicida: ora vós sabeis que nenhum homicida tem em si a vida eterna» (1 Jo 3, 14-15). Nosso Senhor adverte-nos de que seremos separados d'Ele, se descurarmos as necessidades graves dos pobres e  dos pequeninos seus irmãos (629). Morrer em pecado mortal sem arrependimento e sem dar acolhimento ao amor misericordioso de Deus, significa permanecer separado d'Ele para sempre, por nossa própria livre escolha. E é este estado de auto-exclusão definitiva da comunhão com Deus e com os bem-aventurados que se designa pela palavra «Inferno».

1034. Jesus fala muitas vezes da «gehena» do «fogo que não se apaga» (630) reservada aos que recusam, até ao fim da vida, acreditar e converter-se, e na qual podem perder-se, ao mesmo tempo, a alma e o corpo (631). Jesus anuncia, em termos muitos severos, que «enviará os seus anjos que tirarão do seu Reino [...] todos os que praticaram a iniquidade, e hão-de lançá-los na fornalha ardente»(Mt 13, 41-42), e sobre eles pronunciará a sentença: «afastai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno» (Mt 25, 41).

1035. A doutrina da Igreja afirma a existência do Inferno e a sua eternidade. As almas dos que morrem em estado de pecado mortal descem imediatamente, após a morte, aos infernos, onde sofrem as penas do Inferno, «o fogo eterno» (632). A principal pena do inferno consiste na separação eterna de Deus, o único em Quem o homem pode ter a vida e a felicidade para que foi criado e a que aspira.

1036. As afirmações da Sagrada Escritura e os ensinamentos da Igreja a respeito do Inferno são um apelo ao sentido de responsabilidade com que o homem deve usar da sua liberdade, tendo em vista o destino eterno. Constituem, ao mesmo tempo, um apelo urgente à conversão: «Entrai pela porta estreita, pois larga é a porta e espaçoso o caminho que levam à perdição e muitos são os que seguem por eles. Que estreita é a porta e apertado o caminho que levam à vida e como são poucos aqueles que os encontram!» (Mt 7, 13-14):

«Como não sabemos o dia nem a hora, é preciso que, segundo a recomendação do Senhor, vigiemos continuamente, a fim de que, no termo da nossa vida terrena, que é só uma, mereçamos entrar com Ele para o banquete de núpcias e ser contados entre os benditos, e não sejamos lançados, como servos maus e preguiçosos, no fogo eterno, nas trevas exteriores, onde "haverá choro e ranger de dentes"» (633).

1037. Deus não predestina ninguém para o Inferno (634). Para ter semelhante destino, é preciso haver uma aversão voluntária a Deus (pecado mortal) e persistir nela até ao fim. Na liturgia eucarística e nas orações quotidianas dos seus fiéis, a Igreja implora a misericórdia de Deus, «que não quer que ninguém pereça, mas que todos se convertam» (2 Pe 3, 9):

«Aceitai benignamente, Senhor, a oblação que nós, vossos servos, com toda a vossa família, Vos apresentamos. Dai a paz aos nossos dias livrai-nos da condenação eterna e contai-nos entre os vossos eleitos» (635).


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Tem gente dizendo que não tem nenhum problema com o que o disse Francisco, pois mesmo na Bíblia há profeta que disse que Deus não deseja que pessoas fossem para o inferno.

Hummm...são coisas completamente diferentes. Certamente, Deus convida a todos para a salvação e deseja que todos se salvem, pois estabelece graças em todos para que possam se salvar, mas muitos recusam a salvação livremente. 

Eu mesmo desejo que todos os brasileiros sejam ótimas pessoas, isso não quer dizer que eu ache que os presídios estão vazios ou mesmo quer dizer que eu deseje que os presídios estejam vazios (prefiro que eles existam, na verdade, pois creio no pecado original).


A Porno-Teologia do Pontificado de Francisco

 


Como eu li antes (não lembro o nome do autor): "se para ler um texto do chefe da doutrina da Igreja eu tenho que tirar as crianças da sala há algo muito demoníaco nisso". 

Sim, afinal, Cristo quer as crianças bem próximas dele. 

Desde a semana passada, estamos lendo nas missas os textos do profeta Samuel. Ah, quantas coisas há em Samuel para ser comentado!

Hoje 1Samuel 15, Samuel diz ao rei Saul que desobedeceu Deus:

"Senhor quer holocaustos e sacrifícios, ou quer a obediência à sua palavra? A obediência é melhor que o sacrifício e a submissão vale mais que oferecer gordura de carneiros. A rebelião é um verdadeiro pecado de magia, um crime de idolatria, uma obstinação. Assim, porque rejeitaste a palavra do Senhor, ele te rejeitou: tu não és mais rei”.

Samuel ressalta o valor do atos em obediência a Deus e reage contra a rebelião, chamando isso de crime de idolatria. Deus rejeitou Saul, tirou a coroa de rei dele por isso.

O texto do Fiducia Supplicans do cardeal Tucho Fernández e do papa Francisco e os livros pornográficos de Tucho nada mais são do que uma rebelião. No livro dele La Paisón Mistica, Tucho chega a imaginar sexo entre uma jovem de 16 anos e Cristo. Sem falar em vários termos chulos usados, pornografia mesmo.

Hoje li um texto no Washingtton Examiner que pede a remoção de Tucho, chamando-o de pervertido. 

O texto mostra exemplos do erotismo herético e mesmo demoníaco encontrados nos livros de Tucho

O autor nos diz que a porno-teologia de Tucho é a mesma usada por padres pedófilos da Igreja.

E ressalta que Francisco não pode alegar inocência disso, conhecia Tucho e os livros há muito tempo.

O texto é excelente e está sendo muito comentado. Traduzo o texto abaixo:

Os católicos dos EUA devem se unir pela destituição do pervertido prefeito do Papa

Por Peter Laffin

Cada vez que pensamos que as notícias vindas do Vaticano não podem ficar mais estranhas à medida que nos aproximamos do fim do papado de Francisco, outro clérigo de alto escalão e bem relacionado pede para manter a cerveja na geladeira.

Esta semana, o cardeal Victor Manuel Fernandez, prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, foi criticado pela descoberta de um livro erótico pesado de sua autoria no final da década de 1990, enquanto servia como sacerdote em sua Argentina natal. Fernández, que foi escolhido a dedo pelo colega argentino Papa Francisco para o elevado cargo em 2023, é comumente considerado a segunda figura mais poderosa do Vaticano e um potencial sucessor papal.

Para ser claro, o livro, intitulado Paixão Mística: Espiritualidade e Sensualidade, não é a poesia religiosa primorosamente sensual de São João da Cruz. É pura obscenidade. E talvez pior para um homem com a distinção de Fernandez, é obscenidade de segunda categoria: sem imaginação, misógino e totalmente assustador.

Numa passagem, Fernandez cita um teólogo islâmico do século XV que disse certa vez: “Louvado seja Alá, que estabelece pénis tão duros e direitos como lanças para travar guerra às vaginas”.

Noutro, ele examina as diferenças nas preferências pornográficas entre homens e mulheres: “Uma mulher… sente-se menos atraída do que um homem por ver fotos contendo cenas sexuais violentas, imagens de orgias, etc. , mas sim que ela gosta e valoriza menos isso.”

Em outro capítulo, Fernandez escreve: “Não esqueçamos que as mulheres têm um rico plexo venoso ao redor da vagina, que mantém um bom fluxo sanguíneo após o orgasmo. É por isso que ela geralmente é insaciável. Ela precisa liberar a congestão pélvica e, quando isso não acontece, após o orgasmo ela pode querer mais.”

Não consigo nem descrever o capítulo que apresenta um encontro sexual entre Jesus e uma garota de 16 anos.

Para os pais católicos que lutam para proteger os seus filhos dos efeitos nocivos da pornografia, estas revelações sobre o braço direito do Papa Francisco são desmoralizantes.

Com que autoridade podemos ensinar os nossos rapazes a respeitar as mulheres quando o chefe doutrinário da Igreja Católica trabalha como um escritor erótico que medita sobre pénis em forma de lança que travam uma guerra contra as vaginas?

Imagine o seguinte cenário: um menino de 15 anos de família católica que luta contra a tentação de assistir pornografia descobre material erótico escrito pelo chefe doutrinário da Igreja Católica. Ele teria maior ou menor probabilidade de sucumbir à tentação?

As autoridades do Vaticano (e, na verdade, o próprio Papa Francisco) não podem alegar ignorância sobre a depravação de Fernandez. Era amplamente conhecido na época da nomeação de Fernandez que ele era o autor de um livro de poesia igualmente obsceno chamado Heal Me With Your Mouth: The Art of Kissing, que também continha atrevimento misógino:

“Desce meu querido

antes de você acordar

de repente

alguém desesperado

com um chupão terrível.


Como foi Deus

tão cruel

como te dar essa boca…

Não há ninguém que me resista,

puta,

Esconde."

Com o terrível cheiro do escândalo de abuso sexual que ainda permeia todo o mundo católico, é inconcebível que um homem como Fernandez possa servir como chefe da DDF. Tanto La Pasión Mistica quanto o Heal Me With Your Mouth demonstram o próprio tipo de ultrapassagem de limites sexuais característico dos padres predadores que colocaram a igreja ocidental de joelhos.

É importante notar que Fernández foi o autor pessoal do documento sobre a bênção de casais do mesmo sexo em dezembro, Fiducia Supplicans. Ele também foi o escritor fantasma da exortação apostólica Amoris Laetitia do Papa Francisco. Ele não é simplesmente um prelado do Vaticano entre muitos – inquestionavelmente, ele é o segundo católico mais influente da Terra.

Para a Igreja dos EUA, que assistiu a um dramático esvaziamento dos bancos nos últimos anos como resultado de padres predadores, isto é intolerável. Esqueça toda a preocupação com a doutrina oficial dos últimos meses. Esqueça até mesmo que as facções conservadoras e liberais dentro da Igreja se vêem cada vez mais numa luta apocalíptica pela alma do Cristianismo. Não importa onde se posicione sobre isso, todos certamente concordarão que um autor erótico de segunda categoria carece da autoridade moral necessária para promover e defender a doutrina da fé.

Isso não significa que Fernandez seja uma pessoa má. Na verdade, somos todos pecadores que precisam da misericórdia de Deus. Mas também não estamos todos preparados para ser o chefe doutrinário da Igreja Católica.

Por um milhão de razões, Fernandez tem que ir. Para o bem do futuro da Igreja, exorto os meus colegas católicos americanos a fazerem ouvir as suas vozes a este respeito. Quer isto implique um fecho colectivo da carteira ou algum outro tipo de campanha, deixarei para activistas mais capazes. Mas não devemos ficar parados e permitir que este tipo de desvio tenha rédea solta em nossa igreja. Nunca mais - nem agora, nem nunca.


sábado, 13 de janeiro de 2024

Você Tem Amigos Esquerdistas?


Bill O'Relly fez um "epic rant" (discurso ou ataque épico) ontem no vídeo acima, contra esquerdistas que nós convivemos diariamente. Bill O'Reilly foi por muito tempo a voz na televisão mais importante dos Estados Unidos, quando era da Fox News. Hoje, se acompanha o trabalho dele pelo YouTube.

O site Zero Hedge (famoso site sobre finanças) noticiou e Mordenity News também. 

Geralmente se relata o que ele disse a partir do 1:30 do vídeo acima. Traduzo abaixo:

"Essas outras coisas progressistas, temos que parar com isso AGORA. Estou lhe dizendo, não tenho mais amigos progressistas. Eles se foram porque não tenho estômago para eles.

Criminosos atacando pessoas de forma selvagem? Os promotores progressistas financiados por George Soros não querem punir os criminosos violentos.

É isso que você está me dando? Você apoia isso? SAIA DA MINHA CASA. FORA.

Biden não vai melhorar e o Partido Democrata tem que ser DESTRUÍDO em novembro próximo. Não me importa se você gosta de Trump ou não, Trump governou esta nação de uma forma responsável, onde todos prosperaram. E se você não acredita nisso, você é um idiota.

Todos os indicadores estavam em território positivo. Todos os trabalhadores, independentemente da cor, ganhavam mais dinheiro e havia mais empregos. Não tínhamos inflação nem problemas de abastecimento, não tínhamos nada disso e agora conseguimos tudo isso, além de uma fronteira aberta.”

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Well, eu também não tenho estômago para amigos ou familiares progressistas de nossos dias.

Vivemos tempos polarizados, sim. Isso tem um enorme lado positivo, separamos claramente o joio do trigo. E tem também um claro lado negativo, o silêncio, as pessoas não conversam com tranquilidade, pois receia-se que os pensamentos de alguns sejam intragáveis.

  

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Eu no site do Diogo Mainardi, Danilo Gentili, Diogo Chiuso e Martim Vasques.

 

O caríssimo Martim Vasques resolveu detonar o padre Júlio Lancelotti no site dele e do Diogo Mainardi. 

Mas escreveu muito mal e eu o critiquei nos comentários pois vi que entendia quase nada de Igreja Católica. 

Daí, ele me pediu um texto e disse que publicaria e ainda me pagaria.

Bom, fiz o texto, e ele publicou. Mas não cobrei. 

Acessem  o excelente site do Não é Imprensa, clicando aqui e vejam.


quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

Conferência de Bispos da África Rejeita Fiducia Supplicans do papa Francisco

Um NÃO a Francisco do continente africano.

O texto está em PDF, pode ser acessado por meio do post do jornalista Ed Pentin, clicando aqui.

Resumo o que disse o SECAM (Simpósio das Conferências Episcopais da África e Moçambique):

As conferências dizem que apesar de estarem em comunhão com Francisco eles rejeitam a bênção a casais do mesmo sexo ou casais irregulares pois isso seria um escândalo para os católicos da África, contradiz tambéma ética do povo africano. Além disso, eles dizem que a bênção a homossexuais seria entendida por eles como bênção ao homossexualismo. Os bispos da conferência insistem  na conversão dos fiéis.


Por Que Francisco Abre os Braços para Comunistas no Mundo?

 


Por que o papa Francisco se reúne com comunistas (marxistas, socialistas e afins) e acha que o o cristianismo e o comunismo têm algo em comum?

Nenhuma doutrina política matou mais gente (conta-se por volta de 100 milhões de pessoas) que o comunismo. Nenhuma doutrina política matou mais padres e religiosas na história da humanidade do que o comunismo, milhares e milhares pelo mundo. Hoje continua matando e prendendo padres, vide Nicarágua e Venezuela.

A imagem dos comunistas espanhóis atirando em Cristo durante a guerra civil espanhola é icônica quanto a isso:


Nenhum adulto no mundo com formação primária têm hoje em dia o direito de não saber esses fatos. Basta "colocar no google".

Mas o papa Francisco acha que sim que comunismo e cristianismo têm muito em comum. 

Quem acha isso por ignorância não sabe o que é comunismo, nem cristianismo. Mas Francisco não é um ignorante. Então, ele seria o quê?

Hoje foi reportado pelo Vatican News que ele se reuniu com representantes do projeto de diálogo transversal DIALOP (foto acima). Este é um projeto de diálogo entre socialistas/marxistas, comunistas e cristãos que visa "formular uma ética social comum que possa ser proposta como uma nova narrativa para uma Europa em busca da sua identidade, com uma ecologia integral entre a Doutrina Social da Igreja e A crítica social marxista em sua essência".

O Papa Francisco recebeu esta manhã, na Sala Paulo VI, antes da Audiência Geral, 15 membros – 7 de esquerda e 8 católicos de diversos países europeus – desta associação.

A iniciativa nasceu em 2014, após um encontro entre o Papa Francisco, Alexis Tsipras, então presidente do partido Syriza e mais tarde primeiro-ministro grego depois de 2015, Walter Baier, presidente do Partido da Esquerda Europeia, e Franz Kronreif do Movimento dos Focolares ( ambos presentes na plateia).

O papa disse a eles : "Não parem de sonhar. Nós, argentinos, dizemos: não se enruguem, não retrocedam. E este é o convite que faço a vocês também: não recuem, não desistam, não deixem de sonhar com um mundo melhor”.

Hummm...comunistas sonhando e insistindo com o sonho igual a um argentino. Posso imaginar qual é o resultado: pobreza, desgraça e tiros em Cristo.

E Francisco ainda disse:

“Não esqueçamos que as grandes ditaduras – pensemos no nazismo – descartaram os vulneráveis e mataram-nos”, disse ele.

Como é? "pensemos no Nazismo"? Talvez o cérebro do papa apitou na hora, pois as maiores ditaduras do mundo são e foram comunistas, daí ele disse para os comunistas pensarem apenas no Nazismo.

O nazismo (nacional socialismo) não tem ideologia de rico contra pobre, como o comunismo, era um questão de raça,  por isso mesmo um pobre alemão no nazismo valeria muito mais que um rico judeu ou um padre católico. Nazismo não buscou matar pobres como disse Francisco. Mas Francisco sabe disso, a frase dele é simplesmente horrível, para não dizer outra coisa.

A tal da DIALOP trouxe também palavras estúpidas, disse::

“Para além das fronteiras religiosas e ideológicas, cristãos e marxistas, bem como pessoas de boa vontade, reconhecem hoje que estão unidos no seu compromisso com o fim dos conflitos armados no mundo e com a segurança dos os direitos humanos mais básicos, a fim de garantir o equilíbrio social e a paz para a humanidade".

Não tem nenhum comunista apoiando a Rússia contra a Ucrânia, nem saindo às ruas em favor do Hamas no mundo, viu pessoal? São todos pacíficos.🙈🙉🙊

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segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Encontraram Livro Pornográfico do Cardeal Tucho Fernández

 



Acaba de ser divulgado a descoberta de um livro pornográfico do cardeal Tucho Fernández. 

Pressão aumenta pela renúncia dele.







Cardeal Sarah diz NÃO a Francisco e Agradece às Igrejas da África

 


O cardeal Sarah em sua Mensagem de Natal disse que não se pode aceitar a bênção a casais homossexuais, chamou de escândalo contra a fé essa bênção e agradeceu especialmente às conferências de bispos da África por se levantarem ontra a declaração Fiducia Supplicans de Francisco.

Traduzo abaixo a Mensagem de Natal do cardeal Sarah. 

 MENSAGEM DE NATAL

 por cardeal Robert Sarah

 Roma, 6 de janeiro de 2024, festa da Epifania do Senhor

 No Natal, o Príncipe da Paz tornou-se homem para nós.  A todo homem de boa vontade ele traz a paz que vem do Céu.  “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz, mas não a dou como o mundo” (João 14:27).  A paz que Jesus nos traz não é uma nuvem vazia, não é a paz mundana que muitas vezes é apenas um compromisso ambíguo, negociado entre os interesses e as mentiras de cada pessoa.  A paz de Deus é a verdade.  “A verdade é a força da paz porque revela e realiza a unidade do homem com Deus, consigo mesmo, com os outros.  A verdade fortalece a paz e constrói a paz”, ensinou São João Paulo II [1].  A Verdade encarnada veio habitar entre os homens.  Sua luz não perturba.  A sua palavra não semeia confusão e desordem, mas revela a realidade de todas as coisas.  Ele É a verdade e, portanto, é um “sinal de contradição” e “revela os pensamentos de muitos corações” (Lucas 2:34).

 A verdade é a primeira das misericórdias que Jesus oferece ao pecador.  Seremos nós, por nossa vez, capazes de fazer uma obra de misericórdia na verdade?  É grande o risco de procurarmos a paz mundial, uma popularidade mundana que se compra ao preço da mentira, da ambiguidade e do silêncio cúmplice.

 Esta paz mundial é falsa e superficial.  Porque mentiras, compromissos e confusões geram divisão, suspeita e guerra entre irmãos.  O Papa Francisco recordou isto recentemente: “Diabo significa “divisor”.  O diabo sempre quer criar divisão.  » [2] O diabo divide porque “não há verdade nele: quando fala mentira, fala do seu próprio coração, porque é mentiroso e pai da mentira” (João 8, 44).

 Precisamente, a confusão, a falta de clareza, a verdade e a divisão perturbaram e obscureceram a celebração do Natal deste ano.  Alguns meios de comunicação afirmam que a Igreja Católica incentiva a bênção das uniões entre pessoas do mesmo sexo.  Eles mentem.  Eles fazem o trabalho do divisor.  Alguns bispos vão na mesma direção, semeiam a dúvida e o escândalo nas almas da fé, pretendendo abençoar as uniões homossexuais como se fossem legítimas, em conformidade com a natureza criada por Deus, como se pudessem levar à santidade e à felicidade humana.  Só geram erros, escândalos, dúvidas e decepções.  Estes Bispos ignoram ou esquecem a severa advertência de Jesus contra aqueles que escandalizam os pequenos: «Se alguém escandalizar um destes pequeninos que acreditam em mim, seria melhor que lhe pendurassem uma pedra de moinho no pescoço e o lançassem na profundezas do mar” (Mt 18,6).  Uma recente declaração do Dicastério para a Doutrina da Fé, publicada com a aprovação do Papa Francisco, não conseguiu corrigir estes erros e criar a verdade.  Além disso, através da sua falta de clareza, apenas ampliou a confusão que reina nos corações e alguns até se aproveitaram dela para apoiar a sua tentativa de manipulação.

 O que podemos fazer diante da confusão que o divisor semeou dentro da Igreja?  : “Não discutimos com o diabo!  -disse o Papa Francisco.  Não negociamos, não dialogamos;  você não o derrota negociando com ele.  Derrotamos o diabo confrontando-o com fé na Palavra divina.  Assim, Jesus nos ensina a defender a unidade com Deus e entre nós contra os ataques do divisor.  A Palavra divina é a resposta de Jesus à tentação do diabo.  » [3] Na lógica deste ensinamento do Papa Francisco, nós também não discutimos com o divisor.  Não entremos em discussão com a Declaração “Fiducia supplicans”, nem com as diversas reações que vimos multiplicar-se. Basta respondermos com a Palavra de Deus e com o Magistério e com o ensinamento tradicional da Igreja.

Para manter a paz e a unidade na verdade, ousemos recusar discutir com o divisor, ousemos responder à confusão com a palavra de Deus. Pois “viver, de fato, é a palavra de Deus, eficaz e mais incisiva do que qualquer espada de dois gumes, penetra até a divisão da alma e do espírito, das juntas e medulas, pode julgar os sentimentos e pensamentos do coração” (Hb 4:12).

Como Jesus diante da mulher samaritana, ousemos dizer a verdade. “Você tem razão em dizer: não tenho marido porque você teve cinco maridos e o que você tem agora não é seu marido. Nisto você fala a verdade. » (João 4, 18) O que você deve dizer às pessoas envolvidas em uniões homossexuais? Como Jesus, ousemos a primeira das misericórdias: a verdade objetiva das ações.

Com o Catecismo da Igreja Católica (2357), podemos, portanto, afirmar: “A homossexualidade designa as relações entre homens ou mulheres que experimentam uma atração sexual exclusiva ou predominante por pessoas do mesmo sexo. Assume formas muito variáveis ​​ao longo dos séculos e das culturas. A sua génese psicológica permanece em grande parte inexplicada. Baseando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves (cf. Gn 19, 1-29; Rm 1, 24-27; 1 Cor 6, 10; 1 Tm 1, 10), a Tradição sempre declarou que “os actos de a homossexualidade são intrinsecamente desordenadas” (CDF, ​​​​decl. “Persona humana” 8). Eles são contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não provêm de uma verdadeira complementaridade emocional e sexual. Eles não podem receber aprovação em nenhuma circunstância. »

Qualquer abordagem pastoral que não recorde esta verdade objetiva fracassará na primeira obra de misericórdia que é o dom da verdade. Esta objectividade da verdade não é contrária à atenção dada à intenção subjectiva das pessoas. Mas há que recordar aqui o ensinamento magistral e definitivo de São João Paulo II:

“É apropriado considerar cuidadosamente a relação exata que existe entre a liberdade e a natureza humana e, em particular, o lugar do corpo humano do ponto de vista da lei natural. (…)

“A pessoa, compreendendo o seu corpo, confia-se inteiramente a si mesma, e é na unidade da alma e do corpo que é sujeito dos seus atos morais. Graças à luz da razão e ao apoio da virtude, a pessoa descobre no seu corpo os sinais de alerta, a expressão e a promessa do dom de si, em conformidade com o sábio desígnio do Criador. (…)

“Uma doutrina que dissocia o ato moral das dimensões corporais do seu exercício é contrária aos ensinamentos da Sagrada Escritura e da Tradição: tal doutrina revive, em novas formas, certos erros antigos que a Igreja sempre combateu, porque reduzem a capacidade humana pessoa a uma liberdade “espiritual” puramente formal. Esta redução ignora o significado moral do corpo e dos comportamentos a ele associados (cf. 1 Cor 6,19). O Apóstolo Paulo declara que “nem os fornicadores, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os imorais, nem os imoralistas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os extorsores herdarão o Reino de Deus” (1 Cor 6 :9-10). Esta condenação, formalmente expressa pelo Concílio de Trento, coloca entre os “pecados mortais”, ou “práticas infames”, certos comportamentos específicos cuja aceitação voluntária impede os crentes de participarem na herança prometida. Com efeito, o corpo e a alma são inseparáveis: na pessoa, no agente voluntário e no ato deliberado, permanecem ou perdem-se juntos. » (“Veritatis esplendor” 48-49)

Mas um discípulo de Jesus não pode parar aí. Diante da mulher adúltera, Jesus opera o perdão na verdade: “Eu também não te condeno, vai e não peques mais. » (João 8, 11) Oferece um caminho de conversão, de vida na verdade.

A Declaração “Fiducia supplicans” escreve que a bênção se destina antes às pessoas que “pedem que tudo o que há de verdadeiro, bom e humanamente valioso em suas vidas e em seus relacionamentos seja investido, curado e elevado pela presença do Espírito Santo” ( nº 31). Mas o que há de bom, verdadeiro e humanamente válido numa relação homossexual, definida pelas Sagradas Escrituras e pela Tradição como uma depravação grave e “intrinsecamente desordenada”? Como pode tal escrito corresponder ao Livro da Sabedoria que afirma: “Pensamentos perturbados afastam-se de Deus, e o Poder, quando testado, confunde os tolos”. Não, a Sabedoria não entra numa alma má, não habita num corpo dependente do pecado. Porque o Espírito Santo, Mestre, foge do engano” (Sb 1,3-5). A única coisa a pedir às pessoas que estão em um relacionamento não natural é que se convertam e se conformem à Palavra de Deus.

Com o Catecismo da Igreja Católica (2358-2359), podemos esclarecer ainda mais dizendo: “Um número significativo de homens e mulheres apresenta tendências homossexuais fundamentais. Esta propensão, objetivamente desordenada, constitui um desafio para a maioria deles. Eles devem ser recebidos com respeito, compaixão e sensibilidade. Qualquer forma de discriminação injusta será evitada contra eles. Estas pessoas são chamadas a cumprir a vontade de Deus nas suas vidas e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que possam encontrar devido à sua condição. Os homossexuais são chamados à castidade. Através das virtudes da mestria, que educam a liberdade interior, às vezes através do apoio de uma amizade desinteressada, através da oração e da graça sacramental, podem e devem aproximar-se, gradual e resolutamente, da perfeição cristã. »

Como recordou Bento XVI, “como seres humanos, os homossexuais merecem respeito (…); eles não devem ser rejeitados por causa disso. O respeito pelo ser humano é absolutamente fundamental e decisivo. Mas isso não significa que a homossexualidade seja certa. Continua sendo algo radicalmente oposto à própria essência daquilo que Deus originalmente queria. »

A Palavra de Deus transmitida pela Sagrada Escritura e pela Tradição é, portanto, o único fundamento sólido, o único fundamento de verdade sobre o qual cada Conferência Episcopal deve ser capaz de construir um ministério pastoral de misericórdia e de verdade para com os homossexuais. O Catecismo da Igreja Católica oferece-nos uma síntese poderosa, responde ao desejo do Concílio Vaticano II “de levar todos os homens, através do resplendor da verdade do Evangelho, a procurar e receber o amor de Cristo que está acima de tudo . » [4]

Devo agradecer às Conferências Episcopais que já realizaram esta obra de verdade, em particular as dos Camarões, do Chade, da Nigéria, etc., cujas decisões e firme oposição à Declaração “Fiducia supplicans” partilho e subscrevo. Devemos encorajar outras Conferências Episcopais nacionais ou regionais e cada bispo a fazer o mesmo. Ao fazê-lo, não nos opomos ao Papa Francisco, mas opomo-nos firme e radicalmente a uma heresia que mina gravemente a Igreja, Corpo de Cristo, porque é contrária à fé e à tradição católica.

Bento XVI sublinhou que “a noção de “casamento homossexual” está em contradição com todas as culturas da humanidade que se sucederam até hoje e, portanto, significa uma revolução cultural que se opõe a toda a tradição da humanidade até hoje”. Acredito que a Igreja Africana está muito consciente disto. Ela não esquece a missão essencial que os últimos Papas lhe confiaram. O Papa Paulo VI, dirigindo-se aos Bispos africanos reunidos em Kampala em 1969, declarou: “Nova Patria Christi África: A Nova Pátria de Cristo é África”. O Papa Bento XVI confiou, em duas ocasiões, à África uma enorme missão: a de ser o pulmão espiritual da humanidade devido às incríveis riquezas humanas e espirituais dos seus filhos e das suas culturas. Disse na homilia de 4 de Outubro de 2009: “A África representa um imenso “pulmão” espiritual para uma humanidade que parece estar em crise de fé e de esperança. Mas esse “pulmão” também pode adoecer. E, neste momento, pelo menos duas patologias perigosas atacam-no: sobretudo, uma doença já difundida no mundo ocidental, nomeadamente o materialismo prático, associado ao pensamento relativista e niilista […] O chamado “primeiro” mundo tem por vezes exportou e continua exportando resíduos espirituais tóxicos que contaminam as populações de outros continentes, incluindo as populações africanas” [5].

João Paulo II lembrou aos africanos que devem participar no sofrimento e na paixão de Cristo pela salvação da humanidade, “porque o nome de cada africano está inscrito nas palmas crucificadas de Cristo” [6].

A sua missão providencial hoje é talvez lembrar ao Ocidente que o homem não é nada sem a mulher, a mulher não é nada sem o homem e ambos nada são sem este terceiro elemento que é a criança. São Paulo VI sublinhou “a contribuição insubstituível dos valores tradicionais deste continente: a visão espiritual da vida, o respeito pela dignidade humana, o sentido de família e de comunidade” (“Africae terrarum” 8-12). A Igreja em África vive desta herança. Por causa de Cristo e pela fidelidade ao seu ensinamento e à sua lição de vida, é-lhe impossível aceitar ideologias desumanas promovidas por um Ocidente descristianizado e decadente.

A África tem uma profunda consciência do necessário respeito pela natureza criada por Deus. Não se trata de abertura de espírito e de progresso social, como afirmam os meios de comunicação ocidentais. É uma questão de saber se os nossos corpos sexuais são uma dádiva de sabedoria do Criador ou uma realidade sem sentido, até mesmo artificial. Mas aqui novamente Bento XVI nos adverte: “Quando renunciamos à ideia da criação, renunciamos à grandeza do homem. » A Igreja da África defendeu vigorosamente a dignidade dos homens e mulheres criados por Deus no último sínodo. A sua voz é frequentemente ignorada, desprezada ou considerada excessiva por aqueles cuja única obsessão é agradar aos lobbies ocidentais.

A Igreja da África é a voz dos pobres, dos simples e dos pequenos. É responsável por proclamar a Palavra de Deus aos cristãos ocidentais que, por serem ricos, dotados de múltiplas competências em filosofia, ciências teológicas, bíblicas e canónicas, se consideram evoluídos, modernos e sábios na sabedoria do mundo. Mas “a loucura de Deus é mais sábia que os homens” (1Cor 1,25). Não é portanto surpreendente que os bispos de África, na sua pobreza, sejam hoje os arautos desta verdade divina face ao poder e à riqueza de certos episcopados no Ocidente. Pois “tudo o que há de tolo no mundo foi o que Deus escolheu para confundir os sábios; Deus escolheu o que há de fraco no mundo para envergonhar o que é forte. Aquilo que no mundo não tem nascimento e é desprezado, foi isso que Deus escolheu; o que não é, isso é o que Deus escolheu para reduzir a nada o que é, para que nenhuma carne se glorie diante de Deus” (1Cor 1,27-28). Mas ousaremos ouvi-los durante a próxima sessão do Sínodo sobre a sinodalidade? Ou deveríamos acreditar que, apesar das promessas de ouvir e respeitar, os seus avisos serão ignorados como vemos hoje? “Cuidado com os homens” (Mt 10,22), diz o Senhor Jesus, porque toda esta confusão, suscitada pela Declaração “Fiducia supplicans”, poderia reaparecer sob outras formulações mais sutis e mais ocultas na segunda Sessão do Sínodo sobre sinodalidade , em 2024, ou no texto de quem ajuda o Santo Padre a redigir a Exortação Apostólica Pós-sinodal. Satanás não tentou o Senhor Jesus três vezes? Teremos que estar atentos às manipulações e projetos que alguns já estão preparando para esta próxima sessão do Sínodo.

Cada sucessor dos apóstolos deve ousar levar a sério as palavras de Jesus: “Que a tua palavra seja sim se for sim, não se for não. Tudo o que é acrescentado vem do Mal” (Mt 5,35). O Catecismo da Igreja Católica dá-nos o exemplo de uma palavra tão clara, contundente e corajosa. Qualquer outro caminho seria inevitavelmente truncado, ambíguo e enganoso. Atualmente ouvimos tantos discursos tão sutis e contornados que acabam caindo nesta maldição pronunciada por Jesus: “Todo o resto vem do Maligno”. Inventamos novos significados para as palavras, contradizemos, falsificamos as Escrituras afirmando ser fiéis a elas. Acabamos não servindo mais à verdade.

Então, não deixe-me cair em discussões vãs sobre o significado da palavra bênção. É óbvio que podemos rezar pelo pecador, é óbvio que podemos pedir a Deus a sua conversão. É óbvio que podemos abençoar o homem que, pouco a pouco, recorre a Deus para pedir humildemente a graça de uma mudança verdadeira e radical na sua vida. A oração da Igreja não é recusada a ninguém. Mas nunca pode ser mal utilizado para se tornar uma legitimação do pecado, da estrutura do pecado, ou mesmo da próxima ocasião do pecado. O coração contrito e penitente, mesmo que ainda esteja longe da santidade, deve ser abençoado. Mas lembremo-nos que, diante da recusa da conversão e da dureza, não sai da boca de São Paulo nenhuma palavra de bênção, mas sim esta advertência: “Com o coração endurecido, que não quer se converter, você acumula ira contra você. para aquele dia da ira, quando será revelado o justo julgamento de Deus, que recompensará cada um segundo as suas obras” (Romanos 2:5-6).

Cabe a nós sermos fiéis Àquele que nos disse: “Foi para isto que vim ao mundo: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que pertence à verdade ouve a minha voz” (João 18:37). Cabe a nós, como bispos, como sacerdotes, como batizados, dar testemunho, por nossa vez, da verdade. Se não ousamos ser fiéis à palavra de Deus, não só O traímos, mas também traímos aqueles com quem falamos. A liberdade que temos de trazer às pessoas em uniões do mesmo sexo reside na verdade da palavra de Deus. Como poderíamos ousar fazê-los acreditar que seria bom e desejado por Deus que permanecessem na prisão do seu pecado? “Se permanecerdes fiéis à minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos, então conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8, 31-32).

Portanto, não tenhamos medo se não formos compreendidos e aprovados pelo mundo. Jesus nos disse: “o mundo me odeia porque dou testemunho de que suas obras são más” (João 7:7). Somente aqueles que pertencem à verdade podem ouvir a sua voz. Não cabe a nós sermos aprovados e unânimes.
Recordemos a grave advertência do Papa Francisco no limiar do seu pontificado: “Podemos caminhar como quisermos, podemos construir muitas coisas, mas se não confessarmos Jesus Cristo, está errado. Nos tornaremos uma ONG humanitária, mas não a Igreja, Esposa do Senhor... Quando não construímos sobre as pedras, o que acontece? Acontece o que acontece com as crianças na praia quando fazem castelos de areia, tudo desaba, fica insubstancial. Quando não confessamos Jesus Cristo, me vem à mente a frase de Léon Bloy: “Quem não reza ao Senhor, reza ao diabo”. Quando não confessamos Jesus Cristo, confessamos o mundanismo do diabo, o mundanismo do diabo” (14 de março de 2013).

Uma palavra de Cristo nos julgará: “Aquele que é de Deus ouve as palavras de Deus. E você, se não escuta, é porque não é de Deus” (João 8, 47).

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[1] João Paulo II, Mensagem para o Dia Internacional da Paz, 1º de janeiro de 1980.

[2] Papa Francisco, Angelus de 26 de fevereiro de 2023.

[3] Angelus de 26 de fevereiro de 2023

[4] João Paulo II, Constituição Apostólica “Fidei depositum”.

[5] Bento XVI, Homilia pronunciada na abertura da II Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos, 4 de Outubro de 2009. Usará a mesma expressão “África, pulmão espiritual da humanidade” em “ Africae munus”, n. . 13.

[6] João Paulo II, “Ecclesia in Africa”, n. 143.