sexta-feira, 8 de julho de 2011

Andrea Bocelli e o Aborto

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Vocês conhecem Andrea Bocelli? Com certeza, mesmo sem querer, já ouviram esse cantor lírico nas ruas do Brasil. Vejam vídeo abaixo.


Ele falou um pouco de sua história no vídeo abaixo.
Sua mãe teve apendicite durante a gravidez. Os médicos recomendaram o aborto, dizendo que a criança nasceria com problemas. Mas a mãe dele disse não!
No final do vídeo, Bocelli canta as músicas que os filhos dele gostam que ele cante.
Sensacional.


Ah, esqueci, Bocelli é cego. E daí? A voz dele tem luz.

Mais uma, Bocelli (dessa vez com Celine Dion)





(Agradeço esse post ao blog Aggie Catholics)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Quanto Custa um Terrorista Suicida?

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O jornal Sydney Morning Herald anunciou ontem que o preço de um terrorista suicida aumentou! Vocês devem estar pensando, como eu: que loucura é essa?!!! Pois é, grupos extremistas do Afeganistão e do Paquistão negociam terroristas suicidas como se eles fossem mercadoria. Atualmente, eles estão valendo por volta de 85 mil dólares cada um. Dois anos atrás foi relatado que o preço de um terrorista suicida era de 30 mil dólares. Ocorreu uma inflação absurda, provavelmente provocada pelo aumento de tropas americanas na região.

A inteligência afegã capturou um homem paquistanês chamado Sher Hassan, dias antes dele executar seu plano suicida de matar o camandante do exército afegão. Hassan disse que ele havia sido vendido por 6 milhõees de rupees paquistanês (por volta de 80 mil dólares) pelo  grupo Pakistani Therik-e-Taliban para o grupo Haqqani afegão.

A Diretoria Nacional de Segurança do Afeganistão diz que há mais de 100 meninos entre 12 e 17 anos presos sob acusação de tentativa de ataque suicida. Elesdizem que 90% são do Paquistão.

O jornal do Afeganistão Daily Outlook Afghanistan diz que as altas somas de dinheiro pagas pelos grupos terroristas do país para comprar suicidas indicam que há financiadores para o grupo. Quem serão?

Eu nunca pensei que fosse escrever sobre oferta e demanda de terrorista suicida e de financiamento deles. 



Eles mataram dezenas de civis.Como a terrorista suicida da foto acima, Hanadi Jaradat, que atacou um restaurante na cidade israelense Haifa, matando 21 pessoas em 2003. Ou Ramez Sali Abu Salim que se suicidou em um café em Jerusalém, matando 7 pessoas.

O que irá fazer a Palestina com esses corpos, fará uma cerimônia em honra desses que mataram civis? Sim, eles farão, com a presença do presidente da autoridade palestina, Mahmoud Abbas e outras autoridades.

Israel pode ter matado familiares desses terroristas por serem acusados de pertencerem a grupos extremistas, como o primo e o irmão de Jaradat, mas eles reagiram matando civis sem qualquer vinculação possível com a guerra entre Palestina e Israel, alguns nem são israelenses.

(a fonte desse dois assuntos foi Weasel Zippers)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Aumento de Gastos Militares na China




Li hoje uma ótima reportagem do Wall Street Journal sobre o aumento de gastos militares na China, em contraposição a redução desses gastos nos Estados Unidos. Acho que os autores, Dan Blumenthal e Michael Mazza, poderiam incluir mais países que estão reduzindo gastos, como boa parte dos europeus.

Há uma frase no texto muito reveladora que foi dita pelo ex-secretário de Defesa Harold Brown sobre os soviéticos que também se aplica à China: "Quando nós construímos, eles constroem, quando nós cortamos, eles constroem" ("When we buid, they build, when we cut, they build"). A frase mostra uma importante diferença entre democracia e ditadura. Na democracia, as demandas populares são respondidas prontamente porque os líderes têm receio de perder o poder. Se há problemas sociais ou econômicos, as questões militares tendem a ter menos influência. Obama não está conseguind alavancar a economia americana e isto é a sua principal preocupação para poder se reeleger no próximo ano.

Como o risco de perder poder é bem limitado em ditaduras, os tiranos fazem o que acham melhor, sem respeitar nennhum limite legal ou político. Basta ver o aumento de gastos militares também na Venezuela, enquanto o país está perdendo eficiência econômica, e o povo sofre com a falta de energia e a inflação.

Blumenthal e Mazza dizem:

Beijing has the most ambitious missile program in the world—including an anti-ship ballistic missile that threatens U.S. aircraft carriers. China is also investing heavily in submarines and surface ships; stealthy fighter aircraft; and space and cyber-warfare capabilities.  (Beijing tem o mais ambicioso programa de mísseis no mundo, incluindo um missíl anti-navios balísticos que ameaça os cargueiros norte-americanos. China está também investindo pesadamente em submarinos, navios, aeronaves de combate que não são vistas em radares, e em capacidade de guerra tecnológica e espacial).

Alguém pode argumentar: mas a a China está de vento em popa economicamente. A China não é uma Venezuela.

Acontece que isto não é verdade. A economia chinesa está com problemas inflacionários e com dificuldades para manter a economia crescendo. Por exemplo, hoje mesmo a China aumentou pela terceira vez no ano sua taxa de juros para conter a inflação.

Qual é o problema então de Estados Unidos estarem reduzindo seu poderio militar e a China aumentando? Blumenthal e Mazza vêem dois resultados disso. Ou a China se torna o hegemon (aquele dá as ordens internacionais) na Ásia, ou os vizinhos chineses tenderão a se armar com armas nucleares com receio do avanço chinês.

Mas sobraram perguntas não respondidas no texto de Blumenthal e Mazza.

O Japão permitirá esse avanço chinês? A Coréia do Norte irá avançar sobre a Coréia do Sul, com apoio da China? A Rússia e a Índia permitirão predomínio chinês nas suas vizinhanças? Como se comportará o mundo muçulmano? Ele se alinhará a China? E o resto mundo? Entraremos em um novo mundo bipolar? Qual a ideologia que propaga a China? Comunismo não é.

terça-feira, 5 de julho de 2011

A Economia do Obama - Resultados

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O Conselho de Assessores Econômicos da Administração Obama soltou seu sétimo relatório de avaliação. Resultado: a política de estímulo econômico do governo Obama criou ou "salvou" 2,4 milhões de empregos ao custo de 666 bilhões de dólares. Isto é, cada emprego custou 278 mil dólares aos cofres públicos. Como diz Jeffrey Anderson, seria melhor dar 100 mil dólares a cada desempregado, sairia bem mais barato, ao invés de usar um pacote de estímulo que muitas vezes foi usado por políticos democratas (partido de Obama) em suas cidades e regiões para alavancar votos. Obama pegou a dívida pública em 9,9 trilhões de dólares, e ela já está em 14,5 trihões.

Os números vieram de um Conselho formado por três economistas que foram indicados pelo Obama, mas eles não conseguem esconder o custo do pacote de estímulo do governo. Além disso, cabe dizer que a taxa de desemprego era de 7,3% quando o pacote começou a ser debatido e agora é de 9,1%. É um desastre.

Certamente, a questão econômica será a principal variável para as eleições do ano que vem, e os candidatos da oposição já mostram os resultados da politica econômica do Obama: fábricas fechadas, mesmo aquelas que o próprio Obama visitou dizendo que iria deslanchar.

Vejam abaixo vídeo do pré-candidato republicando Mitt Romney.



As eleições parlamentares do ano passado já mostraram a fraqueza do governo Obama para questões econômicas. Os republicanos conseguiram reverter a maioria na Câmara e aumentaram em muito seus senadores.

Atualmente, discute-se aumento do teto da dívida no Congresso americano. O governo Obama quer mais dívida e/ou taxar os ricos e os republicanos querem controle de gastos e dizem que taxar os ricos só piora a economia do país. Claro que Obama está errado (aqui vai um bom texto sobre isso feito pelo economista Thomas Sowell), mas ele está insistindo na sua política por questões eleitorais, não pode perder a base de apoio dele que depende de dinheiro público.

As eleições de 2012 deve mostrar a maior guerra cultural da história das eleições. A esquerda não quer perder seu messias, mesmo que a administração seja um desastre, e vai usar de todas as armas para manter os republicanos fora da Casa Branca. Os republicanos vão ter de andar certinho pois a imprensa dos Estados Unidos e do mundo é praticamente toda democrata. E os eleitores republicanos estão exigentes, querem um conservador não só em questões econômicas (pois todos os pré-candidatos do partido concordam que está ocorrendo um desastre econômico no país), mas também em questões sociais (candidatos que sejam contra o aborto e contra o casamento gay). Mitt Romney está na frente nas pesquisas, pois se apresenta como empresário que gera empregos, mas é vacuilante nas questões sociais.

Eu não gosto de Mitt Ronmey, os números que ele apresenta quando era governador de Massachusetts não são bons. Ele fez uma reforma da sáude que está bastante deficitária no Estado e que lembra a reforma de saúde do Obama, por exemplo. Mas ele tem alavancado muitos recursos para campanha, pois ele já é bastante conhecido do público, não é a primeira vez que se candidata, e os outros concorrentes são menos experientes do que ele.

Dentre os candidatos, eu torço por Rick Santorum, mas ele não tem a menor chance de se eleger. Perdeu a última eleição para o senado em seu estado e não tem conseguido alavancar muitos recursos para a campanha.  Então, no momento, estou torcendo que Rick Perry, governador do Texas, entre na disputa. Ele seria um candidato muito forte, as pesquisas já mostram que ele, mesmo sem se candidatar, já está próximo de Ronmey. Entre os republicanos, Perry até já se mostra à frente de Romney. Ele tem ótimos números econômicos e se apresenta como um defensor da vida no Texas, como já mostrei aqui.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Terrorista deve se disfarçar de Gay para Não ser Preso

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Essa é boa, no Reino Unido uma rede terrorista ligada a al-Qaeda recomendou aos seus membros que ao serem abordados por mulheres se disfarcem de gays para evitarem ser presos. O  Manual  com as instruções foi escrito no Afeganistão e está em inglês, o que permite a leitura por terroristas nativos do Reino Unido. Peguei essa informação no blog Weasel Zippers.

Para aqueles que defendem uma religião que em muitos países defende a morte de gays, isso é bem irônico. 

Não sei se o Manual também lembra, mas além de tornar mais difícil o contato de mulheres espiãs, se o cara se fizer de gay e alguém o prender, ele pode usar o argumento da homofobia. Olha que beleza!

Mas o pior é que acho que esse Manual não vai surtir efeito, nada mais comum do que o terrorista encher a cara e frequentar um bordel antes de cometer um ataque terrorista. Basta ver o que fizeram aqueles que atacaram as torres gêmeas de Nova Iorque nos dias antes dos ataques. Acho que eles não confiam muito na promessa de 70 virgens no paraíso.

sábado, 2 de julho de 2011

90 Anos do Partido Comunista Chinês

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Fundado no dia 1 de julho de 1921, o Partido Comunista Chinês (PCC) fez 90 anos ontem. A China planeja várias comemorações. O partido tem mais de 80 milhões de filiados, sendo o maior partido político do mundo, e é virtualmente o único partido permitido na China. O PCC domina o ambiente cultural, político e financeiro do país.

Em 1949, o PCC chegou ao poder, depois da Revolução Chinesa. Em 1958, o governo de Mao Tse Tung estabeleceu o Grande Salto para a Frente que pretendia industrializar na marra o campo e que acabou levando à morte dezenas de milhões de pessoas. As estimativas variam de 20 a 30 milhões de pessoas. Em 1966, já se via o desastre da política econômica há muito tempo, mas  Mao ainda estabeleceu a Revolução Cultural, que pretendia eliminar os traços do capitalismo na China, aprofundando o comunismo. A perseguição política se espalhou para aqueles que eram críticos a Mao. Muitos foram mortos e expurgados do PCC. Depois da morte de Mao, em 1976, alguns perseguidos pela Revolução Cultural chegaram ao poder, como Deng Xiaoping, que havia sido preso por Mao, e que estabeleceu a abertura ao capitalismo na China, com foco em ganhos com o comércio internacional.

Mas o País continua sem liberdade política ou cultural. Em 1989, ocorreu o massacre da Praça Celestial, onde centenas  (alguns dizem milhares) foram mortos com a tentativa de abertura política empreendida por estudantes e ativistas.

Hoje, o PCC serve apenas para distribuir benesses e postos para seus filiados. Por isso, a corrupção é mais uma filiada do partido há muito tempo. O PCC é uma porta para ascendência social e não uma filosofia política.

Apesar dos desastres em termos econômicos, políticos e culturais, que provocaram dezenas de milhões de mortes, é principalmente Mao Tse Tung que será saudado nas comemorações de 90 anos do PCC.

Teríamos que incluir na conta dele ainda outras mortes ao redor do mundo, pelo exemplo que ele representou para todas as guerrilhas comunistas espalhadas no planeta, como todas aquelas que usaram as teorias dele de revolução para se alcançar o poder: uso de um foco revolucionário em área rural e ataques em várias frentes e constantes.



A revista Foreign Policy fez uma excelente reportagem com fotos para mostrar os 90 anos do PCC.
Aqui vão três fotos da Foreign Policy. A primeira exibe populares lendo o "livrinho vermelho de Mao", uma coleção de textos sobre diversos assuntos do comunismo. A segunda é a cerimônia do funeral de Mao e a terceira mostra soldados cercando estudantes na Praça Celestial em 1989.



Mas minha homenagem para os 90 anos do PCC vai com a reportagem de hoje da Rome Reports, que mostra que a China está desafiando o Vaticano de novo e nomeando bispos ao seu bel prazer sem o consentimento da Santa Sé.  A China quer que os padres de lá sejam membros de uma Igreja Católica que eles chamam de Igreja Católica Patriótica. Querem controlar a fé das pessoas.

Isso mostra até onde vai o domínio do PCC na vida das pessoas. Traduzo abaixo o vídeo em azul.



Novamente, o Vaticano está em conflito com a Igreja Católica que ação o governo chinês quer implantar na China. É a chamada Igreja Católica Patriótica, que recentemente ordenou um bispo sem a aprovação do Vaticano. Padre Paul Lei Shiyin foi ordenado bispo de Leshan pelo chefe da Igreja do governo no último dia 29 (dia da festa de São Pedro e São Paulo).

Alguns dizem que a escolha do dia 29 foi feita apenas para mostrar a desconsideração da Igreja oficial chinesa com as demandas do Vaticano. O governo não apenas ignorou os avisos do Vaticano, mas diz que tem planos de ordenar mais 40 bispos com ou sem a aprovação da Santa Sé.

De acordo com reportagens, o bispo que foi ordenado agora pediu aprovação do Vaticano. Mas, segundo ele disse em uma entrevista, ele não podia esperar muito tempo pela resposta. Ele também disse que "nós temos que considerar a sobrevivência da Igreja ... e devemos trabalhar de acordo com a realidade." Para acrescentar controvérsia, dizem que Shiyin que tem um caso e é pai de uma criança.

Mais ou menos 1 mil pessoas assistiram a ordenação de Shiyin, mas não está claro se elas estavam lá voluntariamente. No passado, clérigos que eram leais ao Vaticano foram ameaçados se eles se recusassem a assistir este tipo de cerimônia patrocinada pelo governo.


Esse negócio de que a Igreja deve se adaptar à realidade, como disse o bispo ordenado ilegalmente é a porta de entrada do inferno, pois é por aí que entra o aborto, a eutanásia, a destruição da família e o comunismo. No Brasil, nós também temos muitos padres dizendo que a Igreja Católica no Brasil precisa se adaptar à realidade, então aceitam a Teologia da Libertação dos comunistas, adoradores de Fidel Castro, Leonardo Boff e frei Betto.

Que o PCC caia o quanto antes, essa é a minha torcida. Quem foi que disse que dinheiro (crescimento econômico) é o que determina o grau de desenvolvimento de uma sociedade?

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Por Que um País deve Ficar Sob Proteção de Deus?



Na Constituição brasileira, no preâmbulo, está escrito: "Nós, representantes do povo brasileiro,..., promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição". No Regimento Interno do Senado brasileiro, (Art.155, § 1º) está escrito que "Ao declarar aberta a sessão (legislativa), o Presidente (do Senado) proferirá as seguintes palavras: "Sob a proteção de Deus iniciamos nossos trabalhos". Nas notas de Real há escrito: "Deus seja Louvado".

Nos Estados Unidos, a Declaração de Independência diz: "all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty and the pursuit of Happiness".(todos os homens são criados como iguais, que eles são dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, entre eles o direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade). Nas notas de Dólar há escrito "In God we trust" (Nós Confiamos em Deus). No Juramento de Lealdade (Pledge of Allegiance) se diz:: "I pledge allegiance to the flag of the United States of America, and to the republic for which it stands, one nation under God, indivisible, with liberty and justice for all."  (Eu juro lealdade à bandeira dos Estados Unidos da América, e para a república que ela representa, uma nação sob Deus, indivisível, com liberdade e justiça para todos).

Acontece que durante um clip na transmissão de um jogo de golfe da rede de  televisão da rede NBC (um dos canais mais esquerdista dos Estados Unidos), eles resolveram eliminar a expressão "one nation under God" do Juramento de Lealdade. Isso gerou tanta reclamação que o comentarista teve de pedir desculpas no ar.

Mas por que é muito importante estarmos "sob a proteção de Deus"?

Eu responderia dizendo que qualquer ordenamento legal tem uma base religiosa. Por exemplo, a Lei Canônica é a base do direito europeu na qual se baseia o direito brasileiro. E a base da Lei Canônica são os dez mandamentos, por isso se diz que temos uma cultura judeu-cristã. O que é o ordenamento legal dos países árabes se não uma extensão da lei islâmica?

O excelente Padre Robert Barron acrescenta outra razão para estarmos sob a proteção de Deus: para evitar tirania. Todos se submentem a Deus.

Vejam o vídeo abaixo que peguei no blog Aggie Catholics,  onde o padre Barron explica a importância de Deus para o estado de direito. Traduzo em azul.


O US Open de golfe que foi concluído recentemente teve como vencedor o irlandês Rory McIlroy, que ganhou de forma convincente. Realizando um dos mais impressionantes swings no golfe. McIlroy dominou totalmente o campo, ganhando oito strokes sobre seu mais próximo concorrente e estipulando o mais baixo score já realizado nos últimos 111 anos de história do torneio. 

Mas uma controvérsia interessante distraiu a atenção do grande dia de McIlroy. NBC começou sua cobertura da rodada final com uma montagem patriótica de bandeiras, soldados e saudações (o torneio foi jogado no Clube do Congresso, ao norte de Washington). A voz que aparecia era de um grupo de crianças recitando o Juramento de Lealdade. Nós ouvimos “Eu juro lealdade à bandeira dos Estados Unidos da América, e à república que ela representa, uma nação, indivisível, com liberdade e justiça para todos”. Estranhamente, inexplicavelmente, a frase “sob Deus” foi cortada.

NBC recebeu reclamações imediatas, com protestos que vieram de todo o país, e Dan Hicks, âncora da narração do jogo, foi compelido a emitir um pedido de desculpas, mesmo que esse pedido fosse tão convincente quando dizer “nós nos desculpamos para qualquer um que seja estúpido para ficar ofendido”. 

Alguém pode se perguntar quem os produtores da transmissão queriam impressionar ou ofender. Eu suponho que eles queiram agradar os ateístas ou agnósticos, pois qualquer um de qualquer denominação religiosa ficaria ultrajado com a exclusão da menção a Deus. Lógico que não ofendendo uma pequena comunidade de pessoas, eles acabaram ofendendo a maioria das pessoas ao violentar o Juramento.

E embora possa não ficar aparente imediatamente, isto não é uma falha pequena. A afirmação de que nós somos uma nação “sob Deus” é uma alegação de que nós nos opomos aos tiranos de todos os tipos. O que cria um tirano é a suposição de que ele e suas políticas estão além das críticas, porque a vontade dele é o critério da verdade. Governantes estão, de fato, sob Deus, porque Deus é o critério último da verdade e da justiça, e há, portanto, um limite para o que o político possa, com retidão moral, legislar ou comandar.

Quando Deus é negado, o poder político não conhece limite – mesmo se este poder vem do legislativo ou da vontade popular – portanto, a tirania se torna quase inevitável. Se você duvida disso, olhe os mais desastrosos regimes do último século – Hitler, Stálin, Mao, Pol Pot – que estavam no poder sob a exclusão formal e explícita de Deus do ambiente público.

Um das mais importantes contribuições da Bíblia para a política é precisamente colocar os reis sob Deus. Reis israelitas não eram como os faraós egípcios ou reis babilônicos – absolutos em julgamento e considerados deuses. Israelitas governavam de acordo com o propósito de Deus. Quando eles agiam contra a vontade divina, eles estavam sujeitos a julgamentos. Observem as descrições severas dos reis feitas na Bíblia, em Isaías, Jeremias, Amos, Ezequiel, Daniel e João Batista. Os profetas, falando por Deus, criticavam agressivamente os líderes de Israel por suas idolatrias e indiferenças em relação ao sofrimento dos mais fracos e pobres. Esta é precisamente a intuição bíblica que formou o pensamento político dos filósofos do século 18, que colocaram um conjunto de freios no domínio dos reis.

O ponto importante é que quando o verdadeiro Deus é marginalizado, alguém ou algo – o exército, a imprensa, o governo, um líder – assume as funções de Deus, e isto é de fato perigoso. Eu desejo que sejamos uma nação sob Deus, não primeiramente por questões de fé, mas para a nossa própria segurança.

A atitude da NBC é apenas mais uma das faces do secularismo ideológico que nós temos permitido cada vez mais na nossa vida pública nos Estados Unidos.

Curiosamente, já no final da rodada do US Open, Johnny Miller, o comentarista do jogo na NBC, inadvertidamente sugeriu uma razão para o domínio do secularismo. Um colega de Johnny perguntou por que Ken Venturi, que venceu o US Open no Congresso em 1964, teve de jogar duas rodadas no Sábado debaixo de muito sol. Miller explicou que naquela época os golfistas não jogavam no domingo por era dia santo. Esta resposta simples me levou de volta aos meus dias de infância, quando domingo era um dia diferente, as lojas estavam fechadas, as atividades esportivas eras suspensas e quase todos iram para a igreja. A honra dos domingos – estipuladas em terceiro lugar entre os dez mandamentos – é uma maneira de fazer-nos lembrar da adoração a Deus e por isso é um meio efetivo de santificar um país. É muito triste termos perdido esse senso da diferença do domingo. Hoje é apenas um dia de férias. É triste sim, mas, se meu argumento acima está correto, é também apavorante.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Eutanásia na Holanda e a Janela de Overton




Joseph Overton imaginou o que chamou de janela de oportunidade para ações políticas. É como uma régua que tem os seguintes passos: Impensável, Radical, Aceitável, Sensível, Popular e Lei. Isto é, se uma pessoa ou um grupo de pessoas quer ver aprovada uma lei que a grande maioria considera horrenda, esta pessoa enfrenta o primeiro estágio.

Por exemplo, a pedofilia é uma coisa horrenda mas há quem defenda esta prática. Se alguém defende a pedofilia, o que é impensável, basta criar uma simpósio universitário para discutir o tema na história (por exemplo: como os gregos tratavam a pedofilia) e o assunto passa do estágio Impensável para o Radical. Para passar do Radical para o Aceitável, é importante criar um eufemismo (por exemplo se você defende o aborto diga que defende a liberdade de escolha das mulheres, se você defende o casamento gay, diga que defende a igualdade). Para passar do estágio Aceitável para Sensível, basta um cantor de sucesso defender a pedofilia. Depois, facilmente chegamos ao estágio Popular e os políticos se adaptarão para aprovar uma lei para a pedofilia. Joe Carter explicou melhor o que regularmente se faz para se passar de um estágio para outro.

Há várias políticas que eram impensáveis há muito pouco tempo e hoje estão nas nossas leis: aborto, divórcio, contracepção, casamento gay e eutanásia. Todas fazem parte da Cultura da Morte.

E vamos passando para as leis o que os nosso filhos tenderão a aprofundar, pois a cultura da morte não se sacia.  Colocando em nossas leis, fazemos como a foto acima, usamos uma criança para ajudar a enforcar um homem no Irã. Mostramos aos nossos filhos o que os adultos defendem.

E como se combate esta Cultura da Morte? Defendendo a vida em todos os momentos de nossa existência, em casa, no trabalho, tomando cerveja entre amigos, na hora de votar, na nossa religião, rezando.

Lembrei da Régua de Overton ao ler uma notícia hoje no jornal Daily Telegraph que a Eutanásia na Holanda está avançando agora sobre pessoas minimamente consideradas dementes. O cara é tão sadio para não ser considerado louco para decidir a sua própria morte, mas é demente por isso precisa morrer para livrar a sociedade do custo de sua existência.

Deus tenha piedade de nós.