Li hoje interessante artigo
de Sean Macdowell, sobre aquela passagem em Mateus 22:16-22
"16.Enviaram seus discípulos
com os herodianos, que lhe disseram: “Mestre, sabemos que és verdadeiro e
ensinas o caminho de Deus em toda a verdade, sem te preocupares com ninguém,
porque não olhas para a aparência dos homens. 17.Dize-nos, pois, o que te parece:
É permitido ou não pagar o imposto a César?”. 18.Jesus, percebendo a sua
malícia, respondeu: “Por que me tentais, hipócritas? 19.Mostrai-me a moeda com
que se paga o imposto!”. Apresentaram-lhe um denário. 20.Perguntou Jesus:
“De quem é esta imagem e esta inscrição?”. 21.“De César” – responderam-lhe.
Disse-lhes então Jesus: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é
de Deus”. 22.Esta resposta encheu-os de admiração e, deixando-o,
retiraram-se."
Baseado em um livro chamado Politics for Christians, de Francis Beckwith (que parece muito bom), Macdowell
pergunta caso a moeda tivesse a imagem de Deus.
Humm...que
interessante.
Essa passagem da Bíblia é sempre
lembrada para dizer que o cristianismo separa a religião da política, que não
se deve inserir teologia no debate politico, para defender a posição ateia de
Max Weber, para manter estado laico, e por aí vai.
Mas Cristo, antes de
declarar "Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de
Deus”, Ele pediu para ver a moeda primeiro!
Fiquei pensando nisso também,
porque além da política, muita gente quer afastar a economia ou finanças de
aspectos religiosos, teológicos ou filosóficos.
Escrevi um livro sobre ética para economia, tenho bastante
experiência com "agentes de mercado. Em geral, qualquer debate ético sobre
comportamento econômico/financeiro faz estes agentes silenciarem, saírem da
mesa, e acharem que a pessoa que fala é um idiota inocente, que vai ficar
pobre.
Chesterton disse que qualquer
debate é um debate teológico. Ele tinha razão.
Onde vamos passar o asfalto?
inclui um debate teológico.
Ao dizer isso, não estou dizendo que devemos ter líderes políticos religiosos, nem um estado teocrático, mas que devemos colocar Deus, em tudo, até no uso do dinheiro, público ou privado.








