quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Meu Livro Saiu! Guerra Justa: Do Império Romano ao Estado Istâmico (Editora Vide Editorial)


Caros, tenho o imenso prazer em anunciar que o meu livro "Teoria e Tradição da Guerra Justa: Do Império Romano ao Estado Islâmico" está disponível para venda, no site da editora Vide Editorial.

Os amigos do blog, há algum tempo que sabem que eu estava escrevendo esse livro e esperavam pela publicação.

Gostaria de deixar meu agradecimento ao editor Diogo Chiuso, que apostou em meu trabalho. E também ao amigo Redel Neres, o primeiro que leu e sugeriu correções gramaticais.

Acho que pode ser bem útil para quem quer saber o que santos, teólogos, papas e renomados escritores (como Dante, Cervantes, Chesterton, Benson e Belloc) escreveram e pensaram sobre guerra.

Se me for perguntado sobre qual é a maior qualidade do livro, eu diria que é justamente o amplo uso de fontes. Eu não conheço nenhum livro sobre guerra justa que tenha considerado tantas citações bíblicas, tantos santos, teólogos e escritores renomados.

O livro, inclusive, é o primeiro destaque do site da editora hoje.


Espero que gostem.

Comprem. Presenteie o livro no Natal.

Abaixo vai parte da Introdução e da conclusão.


       Nos dias de hoje, pacifismo é geralmente associado a uma posição radical contra guerras, que é própria do que se chama de movimento hippie. Se a pergunta implica pacifismo nesse sentido, a resposta é negativa. A “Paz de Cristo” não se confunde com o antimilitarismo dos hippies, assim como o amor de Cristo não se confunde com o “free love” da liberdade sexual propagada por eles. O próprio Cristo esclareceu isso ao distinguir claramente a paz dele da paz do mundo, quando disse a seus discípulos: “Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá” (João 14,27).
Mas alguns podem imaginar que a resposta para a pergunta acima deveria ser afirmativa, uma vez que desde 1965 quando o Papa Paulo VI disse na Assembleia Geral da ONU: “Guerra nunca mais, nunca mais guerra”, usando como base um discurso do presidente americano John Kennedy (que não é renomado por seu pacifismo durante seu mandato), os papas seguintes mencionam o mesmo apelo: “Guerra nunca mais”. Certamente este apelo faria parte de uma manifestação hippie. Também pode-se considerar as várias vezes que papas pediram o banimento total das armas nucleares ou fim do comércio de armas....
A teoria da guerra justa é altamente valorizada no meio acadêmico e mesmo no meio político, mesmo por aqueles líderes que não são conhecidos por seguir os preceitos dessa teoria. Por exemplo, o presidente Obama, que continuou as guerras de seu antecessor e usa aeronaves não tripuladas (drones) para matar terroristas que por vezes também matam civis, quando recebeu o Prêmio Nobel da Paz, no seu primeiro ano de mandato, fez elogios aos preceitos da teoria da guerra justa cristã. Ele reconheceu a importância do conceito de guerra justa “feita por filósofos, clérigos e homens de estado”, que estabeleceu os critérios para se fazer guerra e mencionou parte desses critérios. E ainda falou, com pesar, que esses critérios não são observados muitas vezes.
No meio acadêmico é muito comum observar exaltações à teoria da guerra justa. Coates (1997) afirmou que a tradição da guerra justa não é apenas uma tradição entre muitas, ela é a tradição dominante intelectualmente quando se trata de moralidade da guerra. Segundo ele, a guerra justa cristã tem monopolizado o debate sobre a moral de guerras, pelo menos no que diz respeito ao Ocidente. Russell (1975) declarou que a guerra justa apresenta um conjunto de premissas e suposições que são correlacionadas e formam uma importante parte da história política e intelectual da civilização ocidental. Corey e Charles (2012) argumentaram que a tradição da guerra justa é a única estrutura que oferece uma linguagem rica, um conjunto de categorias e conceitos desenvolvidos em séculos de reflexão, no qual a moralidade da guerra deve ser examinada. 
A abordagem da guerra justa também é popular....

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Tratamos aqui da doutrina da Igreja Católica sobre guerra justa, desde a Bíblia até o Papa Francisco, desde os tempos do Império Romano até os ataques terroristas do Estado Islâmico, passando pela posição de diversos teólogos e doutores da Igreja, pelo Catecismo, pelas declarações da Santa Sé na ONU, pelos pensamentos de alguns estudiosos modernos e até por sobre o que ilustres escritores católicos, Dante, Cervantes, Benson, Chesterton e Hilaire Belloc, escreveram sobre o assunto. 



13 comentários:

Adilson disse...

Olá, nobre Pedro! Que maravilha! É uma notícia muito muito muito importante! Que Deus o abençoe! Que a Santíssima Virgem Maria continue te fortalecendo e de dando essa disposição para falar e escrever sobre a presença cristã no mundo! Breve estarei comprando o nosso volume (eu e meus filhos) e com certeza, meu filho mais velho, o mais maduro, também gozará de tão rica e abençoada leitura. Já postei no meu facebook e já estou providenciando uma postagem para o meu blog! Parabéns, nobre Pedro!

Adilson disse...

Novamente:

Acabei de fazer uma postagem em meu blog em sua homenagem. http://agathon2009.blogspot.com.br/2016/11/lancamento-do-livro-teoria-e-tradicao.html

RICARDO LIMA disse...

Já comprei o meu aqui, caro Pedro.

E aproveitei para comprar mais um livro do Chesterton (Todos os Caminhos levam à Roma).

Agora é só esperar para lê-los.

Cumprimentos, e boa quarta-feira para você.

Atte,

Ricardo.

Pedro Erik disse...

Muito obrigado, meu amigo.
Suas orações e palavras de apoio são muito importantes para mim.

Se eu pudesse, gostaria de viajar para divulgar. Vamos ver.
Abraço,
Pedro

Pedro Erik disse...

Muito obrigado, caríssimo Ricardo.
Espero que goste, irmão. Foi feito com amor e suor.
Abraço,
Pedro

Isac disse...

Em meio a tantos livros que são lançados no mercado objetivando relativizar as mentes, esse é ao contrario: instrui acerca dos meios de como nos livrarmos de nossos agressores os quais, quando reprimidos, apreciam se passar de vítimas inocentes sendo "perseguidos".
E os ideologistas acima referidos para defenderem o indefensável são experts; seus laboratorios de engenharia social funcionam com precisão!
Parabéns, Pedro!

Pedro Erik disse...

Obrigado, meu amigo Isac.
Grande abraço,
Pedro

Anônimo disse...

Parabéns meu amigo!
Sucesso! Que sirva para despertar as consciências!
Um abraço,
Att.
Gustavo.

Jacyr Augusto disse...

Parabéns Pedro. Que Deus abençoe muito.
Agora é só aparecer um desconto para os comentaristas. ;)


Anônimo disse...

Quando e onde será o lançamento oficial? Gostaria de pegar um autógrafo.

Pedro Erik disse...

Obrigado, caro Gustavo.
Abraço, irmão

Pedro Erik disse...

Vocês merecem mesmo, Jacyr.
Abraço,

Pedro Erik disse...

Estou tentando ver isso com o editor.
Abraço