quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Padre Weinandy: "Igreja Caminha para Cisma Interno Assustador"


Padre capuchino Thomas Weinandy é ex-chefe da comissão teológica da conferência de bispos dos Estados Unidos e membro da comissão teológica internacional do Vaticano.

Em um artigo publicado pelo The Catholic Thing,  e reproduzido pelo National Catholic Register, Weinandy disse que a Igreja nunca enfrentou um pontificado como o de Francisco. E que a Igreja já teve cismas no passado, e ter-a no futuro, mas a "natureza do atual cisma é assustadora".

Para ele, Francisco dá boas-vindas ao cisma, se ele estiver com o poder.  Weinandy diz que Francisco deseja um cisma, pois, para o Papa, o cisma é o "novo paradigma".

A Igreja caminha para um cisma interno:

De um lado, temos o Papa e aqueles membros do clero que aprovam e propagam uma doutrina ambígua e confusa.

Do outro lado, temos aqueles membros do clero que desejam permanecer leais ao Papa mas não aceitam a  exaltada heterodoxia na doutrina.

O texto de Weinandy toca também em diversos aspectos, coisas que já tratei muitas vezes aqui no blog, como:

- O Papa foca suas críticas nos membros do clero dos Estados Unidos, mas seus críticos estão em todos os lugares;

- O Papa diz que trata com "carinho" seus críticos, mas nunca demonstrou isso, pelo contrário, vive insultando-os;

- A imensa maioria dos críticos do Papa não desejam um cisma;

- O Papa e seus adeptos nunca ofereceram diálogo teológico com seus críticos, ficam entrincheirados no Vaticano.

- O Papa e os seus adeptos não enfrentam o debate teológico, pois sabem que não venceriam, por isso abusam de xingamentos e rótulos contra os críticos;

- Weinandy acredita que os bispos da Alemanha não farão um cisma pela esquerda, porque precisam do nome "católico" para sobreviver. Mas Weinandy acredita que eles adotaram doutrina ambígua com apoio do Papa;

- Weinandy disse que a Declaração de Abi Dhabi, assinada pelo Papa junto com um Imã, que diz que "Deus deseja a diversidade religiosa" é diretamente contraditório ao dogma divino e elimina a primazia de Cristo como único caminho para salvação;

- No Sínodo da Amazônia, o Papa se cercou daqueles que pregam ambiguidade e confusão de doutrina;

- O Papa Francisco é líder de duas igrejas dentro da Igreja, que está em cisma interno;

- Francisco não só não tem medo de cisma, como ele até deseja um cisma, se ele estiver no poder;

- Weinandy termina dizendo que os leigos católicos devem se levantar para defender a Igreja e que ele acha que as mulheres especialmente sçao bem vindas na luta para evitar a desgraça de um cisma e trazer a necessidade d euma purificação.

Vejam todo o texto de Weinandy, clicando aqui, abaixo vai um pedaço:

Pope Francis and Schism



4 comentários:

Adilson disse...

Tudo isso, e todas as publicações do blog sobre esse caos, me fez lembrar do seguinte evento:
Em 1938 foi realizado em Munique, templo do nazismo, foi realizada uma conferência de paz de última hora. Observe-se "de paz". Bem, o mundo político e intelectual já sabia do nazismo. Pois bem. Pra lá foram enviados Neville Chamberlain e Edouard Daladier, um comunista, para negociar com Hitler. E o que fizeram? A maior estupidez: entregaram uma província da antiga Checoslováquia, na época independente, sob a garantia de que Hitler não iria mais reivindicar mais nenhum território europeu. Confiaram na palavra de um homem que enlouquecido pelo desejo de poder e armado até os dentes. Não deu outra: 6 meses depois, Hitler tomou o restante da Tchecoslováquia. O restante, vocês já sabem.
O que quero com essa história? Simples: só estou tirando minhas conclusões a partir da história e do comportamento de homens obstinados em suas ideias: os sacerdotes e o papa, que organizaram esse sínodo, sabem o que quer e já demonstraram pela própria realização de todo esse evento. Não estou julgando mal o papa nem me opondo contra ele. Deus me livre. Só estou deduzindo fatos de fatos já realizados e já manifestados. As palavras, os documentos, as entrevistas, os bispos e cardeais escolhidos, tudo tudo aponta para um só caminho: as coisas estão se realizado.

Enquanto isso, aqueles que insistem que papa Francisco e seu sínodo não irão longe estão CEDENDO TERRITÓRIO sob a promessa de que ele não vai mais avança ou reivindicar algo pró a práticas que no fim vão ter como consequência uma catástrofe dentro da Igreja e no mundo.

Posso até exagerar em minha comparação, mas não estou dizendo que papa Francisco seja um nazista, claro. Só estou apontando o modus operandi de como o comportamento de homens obstinados agem. Pra mim, o papa é sim um homem obstinado em seus ideais, pois ele já rejeitou várias vezes o diálogo com sacerdotes, bispos e cardeais, para se explicar.
Santa Maria nos salve.

Pedro Erik disse...

Você tem razão, meu amigo. Fez boa comparação. Não adianta diálogo e o Papa nem dialoga com a crítica. Eles são obstinados.

Abraço,
Pedro Erik

Isac disse...

A CRISE ATUAL É IGUAL À do Ario, onde 98% do episcopado caiu nesse Sínodooco e aderiu àquele que se comportaria como Ario, dessa vez, atualizado, o papa Francisco!
Sobrou a turminha, nós, os indômitos atanasianos, ao max. 2%, irredutíveis - não lhe cede(re)mos nem um mm a esse!

Pedro Erik disse...

Amém, meu amigo.

Abraço,
Pedro