quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Migração em Massa - Custo e Multiculturalismo





Milhares de tunisianos estão pegando embarcações e chegando em Lampedusa (uma ilha italiana que fica mais próxima da Tunísia que da Sicília), para pedir asilo na Itália e consequentemente na União Européias. E há grande chances que egípcios também procurem asilo europeu. A aceitação dos imigrantes acaba implicando mais imigrantes, que trazem esposas, filhos e primos. O custo da imigração é enorme, cultural, economica e politicamente. Mas também é certo que há um problema humanitário que deve ser resolvido.

As motivações dessa imigração na Itália são as mais diversas, apesar de que, para piorar, alguns dos imigrantes vieram das prisões tunisianas. Entretanto, o resultado é bastante óbvio: problemas urbanos e culturais. Isso ocorre em um momento em que os principais líderes europeus dizem que o multiculturalismo falhou. Eu já comentei sobre isso aqui, quando Angela Merkel levantou o argumento, depois seguido, mais recentemente, por Cameron e Sarkozy. Eles têm razão, qualquer um que conhece a Europa sabe dos grandes problemas culturais que o continente possui. A grande maioria dos imigrantes não assimila a cultura européia e o isolamento entre os nativos e os imigrantes é marca do multiculturalismo. Boa parte da população que chega não fala a língua do país que o recebe, e muitos nem querem aprender. Alguns já são bastante adultos para se aculturar e acabam como camelôs nas ruas das grandes cidades.

Os imigrandes acabam recebendo as benesses do estado do bem-estar social da União Européia e os países, por pertencerem à União Européia, não têm muita liberdade para discutir como alocar esses imigrantes. É disso que reclama Richard North. O ministro do Interior da Itália disse que a "Europa não pode ficar indiferente a essa imigração em massa e que deve tomar uma decisão política forte e decisiva". Ele ainda pediu 100 milhões de euros da União Européia para lidar com os imigrantes tunisianos.


Como condenar um país que quer preservar sua cultura? Não se pode abandonar os imigrantes, então como exigir que os países de origem tratem melhor seus cidadãos?

Glubb Pasha dividiu a história dos impérios em The Fate of Empires (1978) em: Era da Conquista (pioneiros), Era do Comércio, Era da Riqueza, Era do Intelecto, e depois o declínio (com brigas políticas e enfraquecimento da ética). Neste ponto, ele chega à questão do influxo de imigrantes. Ele resume muito bem o problema. Aqui tem um resumo do pensamento de Pasha do site UK Comentators. Abaixo vai a parte sobre imigrantes:

The influx of foreigners

One of the oft-repeated phenomena of great empires is the influx of foreigners to the capital city. Roman historians often complain of the number of Asians and Africans in Rome. Baghdad, in its prime in the ninth century, was international in its population—Persians, Turks, Arabs, Armenians, Egyptians, Africans and Greeks mingled in its streets.

In London today (written in 1978 - LT) , Cypriots, Greeks, Italians, Russians, Africans, Germans and Indians jostle one another on the buses and in the underground, so that it sometimes seems difficult to find any British. The same applies to New York, perhaps even more so. This problem does not consist in any inferiority of one race as compared with another, but simply in the differences between them.

In the age of the first outburst and the subsequent Age of Conquests, the race is normally ethnically more or less homogeneous. This state of affairs facilitates a feeling of solidarity and comradeship. But in the Ages of Commerce and Affluence, every type of foreigner floods into the great city, the streets of which are reputed to be paved with gold. As, in most cases, this great city is also the capital of the empire, the cosmopolitan crowd at the seat of empire exercises a political influence greatly in excess of its relative numbers.

Second- or third-generation foreign immigrants may appear outwardly to be entirely assimilated, but they often constitute a weakness in two directions. First, their basic human nature often differs from that of the original imperial stock. If the earlier imperial race was stubborn and slow-moving, the immigrants might come from more emotional races, thereby introducing cracks and schisms into the national policies, even if all were equally loyal. Second, while the nation is still affluent, all the diverse races may appear equally loyal. But in an acute emergency, the immigrants will often be less willing to sacrifice their lives and their property than will be the original descendants of the founder race.
Third, the immigrants are liable to form communities of their own, protecting primarily their own interests, and only in the second degree that of the nation as a whole. Fourth, many of the foreign immigrants will probably belong to races originally conquered by and absorbed into the empire. While the empire is enjoying its High Noon of prosperity, all these people are proud and glad to be imperial citizens. But when decline sets in, it is extraordinary how the memory of ancient wars, perhaps centuries before, is suddenly revived, and local or provincial movements appear demanding secession or independence. Some day this phenomenon will doubtless appear in the now apparently monolithic and authoritarian Soviet empire. It is amazing for how long such provincial sentiments can survive.

Historical examples of this phenomenon are scarcely needed. The idle and captious Roman mob, with its endless appetite for free distributions of food—bread and games—is notorious, and utterly different from that stern Roman spirit which we associate with the wars of the early republic. In Baghdad, in the golden days of Harun al-Rashid, Arabs were a minority in the imperial capital. Istanbul, in the great days of Ottoman rule, was peopled by inhabitants remarkably few of whom were descendants of Turkish conquerors. In New York, descendants of the Pilgrim Fathers arc few and far between. This interesting phenomenon is largely limited to great cities. The original conquering race is often to be found in relative purity in rural districts and on far frontiers. It is the wealth of the great cities which draws the immigrants. As, with the growth of industry, cities nowadays achieve an ever greater preponderance over the countryside, so will the influence of foreigners increasingly dominate old empires. Once more it may be emphasised that I do not wish to convey the impression that immigrants are inferior to older stocks. They are just different, and they thus tend to introduce cracks and divisions.

Frivolity

As the nation declines in power and wealth, a universal pessimism gradually pervades the people, and itself hastens the decline. There is nothing succeeds like success, and, in the Ages of Conquest and Commerce, the nation was carried triumphantly onwards on the wave of its own self-confidence. Republican Rome was repeatedly on the verge of extinction—in 390 B.C. when the Gauls sacked the city and in 216 B.C. after the Battle of Cannae. But no disasters could shake the resolution of the early Romans. Yet, in the later stages of Roman decline, the whole empire was deeply pessimistic, thereby sapping its own resolution. Frivolity is the frequent companion of pessimism. Let us eat, drink and be merry, for tomorrow we die. The resemblance between various declining nations in this respect is truly surprising. The Roman mob, we have seen, demanded free meals and public games. Gladiatorial shows, chariot races and athletic events were their passion. In the Byzantine Empire the rivalries of the Greens and the Blues in the hippodrome attained the importance of a major crisis.

Judging by the time and space allotted to them in the Press and television, football and baseball are the activities which today chiefly interest the public in Britain and the United States respectively. The heroes of declining nations are always the same—the athlete, the singer or the actor.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O Talibã Continua Vivo




Ontem mostrei uma pesquisa da Pew Resarch de 2010 que mostra que 80% da população no Egito, Jordânia e Paquistão acham que a pessoa merece pena de morte se deixar a religião islâmica. Hoje tenho o desprazer de saber pelo Wall Street Journal que é exatamente isso que vai acontecer a dois afegãos que se converteram ao cristianismo.

O Ministro da Justiça do Afeganistão, Jamal Khan, disse: "The sentence for a convert is death and there is no exception..They must be sentenced to death to serve as a lesson for others." (A sentença para o convertido é a morte e não há exceção. Eles devem ser sentenciados a morte como lição para os outros). Não há nem um São Domingos de Gusmão do Islã para conversar com eles e tentar trazê-los de volta ao islamismo. Basta uma denúncia e pronto, cadeia e morte. Aliás, nenhum advogado quer defender os acusados, pois isso também poderia provocar pena de morte para eles.

Um dos presos é Said Musa, 46 anos, pai de seis filhos, membro da Cruz Vermelha, médico terapeuta, que se converteu 9 anos atrás. Em uma carta aberta, ele diz que está sendo torturado e abusado sexualmente na prisão.Sua esposa e seus filhos deixaram o Afeganistão.

O segundo convertido é Shoaib Assadullah Musawi de 25 anos, que foi preso depois que deu uma coópia do Novo Testamento a um amigo e esse amigo da onça o denunciou.

A pergunta que não quer calar é: Ué, os Estados Unidos e outros países não gastaram milhões dólares para afastar o Talibã (bandeira acima) do poder e agora torram milhões para manter no poder e enriquecer Hamid Karzai, e a lógica Talibã ainda permanece? De que serviu a retirada do Talibã?

Isto mostra que tirar um tirano é bem mais fácil que tornar um país realmente democrático. A democracia é a defesa dos direitos individuais, a defesa das minorias. Não é voto apenas.

Vamos rezar pelos dois prisioneiros.

A Barnabas Fund divulgou a carta que Said Musa fez da prisão. Aqui vai:


"To the international church of world and to the President Brother Barak Obama President of the United States and to the head of ISAF [International Security Assistance Force] in Afghanistan!

"My name is Said Musa 45 years old. I have been working since 15 years as a Physiotherapist in I-C-R-C [International Committee of the Red Cross] orthopaedic centre in Kabul, Afghanistan. About four and a half months before by security force of Afghanistan I [was] captured, due to faith in the Lord Jesus Christ, Saviour of the world. One person ____ he is spy of ____ [a] leader in Afghanistan. He told about me [to] the Government's officials, 'He's believer, He's head of church in ____'. He showed my house to the security force. Since that time I am in jail. The authority and prisoners in jail did many bad behaviour with me about my faith in the Lord Jesus Christ. For example, they did sexual things with me, beat me by wood, by hands, by legs, put some things on my head, mocked me ‘He's Jesus Christ', spat on me, nobody let me for sleep night and day. Every person spat on me and beat me. Also the prosecutor wrote something wrong against me.

He told from himself something wrong against me on my file."He is stimulating every day the prisoners against me, ‘He is also in jail due to spy for Iran country', to reveal the church in Kabul. I'm in a very and very bad condition in the jail.

"I agree with long imprisonment about my faith even for long life. Because I'm the sinnest person in the world. Because sometimes they treated for died I refuse my faith due to died. Sometimes I tolerate the persecution but immediately I acknowledge my sin before Lord Jesus Christ: ‘Don't refuse me before your holy angels and before your Father.' Because I am very very weak and sinful man.

"Nobody could accept my defender before the court. If I say I am a Christian man he immediately spat on me and abuse me and mock me! I am alone between 400 handlers of terrible values in the jail like a sheep. Please, please, for the sake of Lord Jesus Christ help me. Please send a person who should supervise my document and my file, what I said in it. My prosecutor has told something wrong to the judge because he asked [for] money but I refused his request. Please, please you should transfer me from this jail to a jail that supervises the believers. I also agree with died on cross of my pride. I also agree with the sacrifice [of] my life in public, I will tell the faith in Lord Jesus Christ son of God and other believers will take courage and be strong in their faith. Hundred percent I am stable to my word. I have family of seven - one wife, three daughters and three sons. My big son [is] about eight years old. One of my daughters can't speak, she has some mental problems.

"This is a request from me to all over the world, people please help me. I could not have any person to help. For [the] sake [of] Lord Jesus Christ please pray and immediately help me and rescue me from this jail. Otherwise, they will kill me, because I know they're very very very cruel and hard hearted!

"Your destitute brother in the world.

"Please my English writing is not enough good. If I did some mistake please forgive me! From Kabul Provincial jail."

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Gaddafi - "Países Islâmicos, Marchem para Israel"







Asssutador o que Muammar Gaddafi disse hoje. Gaddafi está no poder na Líbia desde 1969 (na primeira foto acima ele aparece com Gamal Nasser em 1969, a segunda foto é bem mais contemporânea) e é acusado de vários atos terroristas.

Gaddafi, no seu primeiro discurso depois da revolta no Egito, disse que agora está na hora da revolução popular. Frotas de navios deveriam levar palestinos para a fronteira de Israel e manter eles lá até "que os problemas fossem resolvidos"

Ele ressaltou: "Nós devemos criar um problema para o mundo. Isto não é um declaração de guerra...Todos os países arábes que tem relações com Israel são regimes covardes".

O mundo para Gaddafi está dividido entre brancos (países ocidentais) e verdes (países islâmicos). Ele disse:

"A cor branca tem decidido se livrar da cor verde...Os países verdes deveriam se unir contra os brancos, porque todos os brancos são contra o Islã".

E ainda disse que os atos de violentos de grupos terroristas como al-Qaeda são apenas respostas a arrogância dos americanos. A culpa é dos americanos.

Gaddafi estará apenas querendo se livrar de manifestações contra seu próprio regime (bem mais longo do que o de Mubarak) ou ele fala aos corações dos povos que vivem nos países islâmicos?

Vejamos uma pesquisa da Pew Research de maio de 2010 sobre o que os árabes pensam da relação Islã e política:

A pesquisa pergunta, por exemplo, se é bom ou ruim que o islã tome parte na política (quadro abaixo).  Entre os que acham que o Islã tem tido uma grande participação na política do país, 95% dos egípcios acham isso bom. Dos que acham que o Islã tem tido pouca participação na política, 80% dizem que isto é ruim. Os números são muito bons para o islamismo também no Líbano e no Paquistão.


Com relação aos três principais grupos terroristas islâmicos. Vejam que Israel está cercado por populações que adoram o Hezbollha, o Hamas e a al-Qaeda. Três países que fazem fronteira com Israel (Jordânia, Líbano e Egito) têm grande afeição por esse grupos terroristas. A Jordânia se destaca com extenso apoio para Hezbollah, Hamas e al-Qaeda.O Líbano apenas não aprecia a al-Qaeda, e no Egito, a questão é dividida mas quase metade da população tem visão favorável do Hamas, grupo que domina a fronteira da palestina com o Egito.



O apoio a medidas severas de lei (apedrejamento, chicoteamento, amputações e pena de morte) também é vasto no Oriente Médio, com exceção da Turquia. No Egito, 82% apóiam apedrejamento para adultério, 77% apóiam chicoteamento ou amputação de membros para roubos e 84% apóiam pena de morte para pessoas que abandonem o Islã. Os números são parecidos no Paquistão e na Jordânia.
   



Agora, vamos responder àquela pergunta de novo: Será que Gaddafi não está falando diretamente ao coração do povo árabe? Finalmente, em que tipo de governo essa população árabe votaria? O que a democracia produziria?

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Uma Mulher Bonita em Todos os Sentidos




Lila Rose está revolucionando os Estados Unidos. Quando tinha apenas 15 anos, ela fundou a Live Action para lutar contra o aborto. Desde janeiro deste ano, a Live Action tem mostrado vídeos que denunciam a organização Planned Parenthood, que trata de controle de natalidade e exame de doenças e é clínica de aborto. Essa organização recebe milhões de dólares de apoio de governos estaduais e do governo federal norte-americanos, e aparece nos vídeos facilitando aborto de menores de idade e acobertando  prostituição infantil.

São diversos vídeos, em diferentes cidades americanas, em que uma pessoa disfarçada de cafetão (pimp em inglês) leva uma suposta prostituta para a Planned Parenthood e diz que tem várias meninas de 13, 14 ou 15 anos que trabalham para ele no "mercado do sexo", que nem falam inglês (imigrantes ilegais) e que precisam fazer aborto. Prostituição infantil é crime e abortos de menores de idade têm de ser com a aceitação de pais e conhecimento das autoridades. Mas a Planned Parenthood dá apoio para que o cafetão mantenha seu "negócio" e mostra como se faz aborto sem que os pais e as autoridas precisem saber e ainda ensina como a prostituta pode receber um seguro saúde do governo.

Após os vídeos, a Planned Parenthood vai ser processada e pode perder apoio financeiro estatal. Bill O'Reilly, que tem o programa (The Factor) mais visto na TV  a cabo dos Estados Unidos, está noticiando o assunto quase diariamente.  A Planned Parenthood diz que está demitindo as pessoas e por vezes acusa os vídeos de serem editados, mas a Live Action tem provado que não.

Abaixo, vai um dos vídeos da Live Action da denúncia contra o Planned Parenthood.


Além da Live Action, Lila fundou uma revista para combater o aborto, chamada The Advocate. Em 2008, ela recebeu o prêmio Life Prize e em 2010 o prêmio Young Leader.  Ela se tornou católica e, isso muito me orgulha.  Aqui tem um ótimo vídeo, com uma entrevista da própria Lila Rose dizendo por que mudou de protestante para católica, infelizmente não consegui baixar esse vídeo para o blog.

Finalmente, abaixo vai a própria Lila Rose explicando o caso contra a Planned Parenthood para o programa do Bill O'Reilly que neste dia foi apresentado por Laura Ingraham.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Mubarak Renunciou - Acordou a Democracia ou o Extremismo?




Mubarak renunciou.

E agora? O Egito nunca votou para presidente. O período eleitoral é apenas em setembro. O exército promete democracia e controle sobre o extremismo. O mundo torce por isso, com exceção de alguns países, como o Irã, que esperam o renascimento de mais uma teocracia.

Espero que os militares mantenham o extremismo islâmico em sua cova (charge de Glenn McCoy ).

Opções no Egito





O mundo simplesmente parece não saber o que vai acontecer no Egito, mesmo nas próximas horas. Na minha opinião, o principal culpado pela atual situação está deixando de ser Mubarak e passa a ser o exército do país. Um exército deve saber quando o próprio povo ultrapassa a linha que separa as chances de ter um governo de paz e de estado de direito em um país. A foto acima mostra a explosão do navio Altalena, que mostra que o exército israelense soube de que lado estava o estado de direito em 1948. Isso foi essencial para a formação democrática de Israel.

O site Stratford fala que o exército do Egito tem três opções: 1) Abrir as portas do regime para o povo revoltado; 2) Atacar o próprio povo para conter a revolta; 3) Fazer um golpe contra Mubarak.

Se o exército abrir as portas do governo para o povo perderá o controle da situação e ninguém sabe quem ou o que controlorá o país. Se atacar o povo, corre o risco de matar civis e estará descumprindo uma promessa que fez de não atirar nos manifestantes. Isso foi um erro, o exército se amarrou, baixou as armas. Sobra apenas a terceira opção, mas o povo aceitará outro comando militar depois de quase 20 dias de revolta?

Ontem, Mubarak parecia que ia renunciar. Todos esperavam por isso. Obama imprudentemente discursou como se o Mubarak já estivesse fora. Mas Mubarak ou voltou atrás ou viu que estava, ao contrário do que se pensa, em uma situação privilegiada. Pois, o exército baixou as armas, mas o povo está cada vez mais explosivo. Quem poderá conter o povo se o exército acha que pode ser bonzinho e manter o controle?

Assim além das três opções que o Stratfor disse,  há uma quarta. Parece que o exército está vendo que entrou numa enrascada e começa a dar suporte a Mubarak.

Mesmo o El Baredei, um idiota que nunca viu nada de errado no armamento nuclear do Irã e que agora pensa que pode dominar a Irmandade Muçulmana no Egito, pediu a intervenção do exército, pois não sabe como se sairá da situação que ele próprio ajudou a incendiar.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O Terrorista Mais Perigoso




O terrorista mais perigoso do mundo, segundo Michael Leiter, chefe do Centro Nacional de Contra-terrorismo dos Estados Unidos, é Anwar al-Awlaki (foto acima). Osama bin Laden perdeu seu trono. O que garante esse lugar de proeminência de al-Alwaki é que ele nasceu nos Estados Unidos (filho de pais do Iêmen), fala inglês, frequentou escolas e universidades americanas e usa com facilidade a internet (facebook, etc.). Em suma, o cara tem a capacidade de arregimentar os próprios americanos para atacar os Estados Unidos.

Leiter e Janet Napolitano, Secretária para Segurança Interna, se apresentaram ontem frente ao Comitê de Segurança Interna da Câmara dos Estados Unidos. Leiter disse que as ameaças terroristas vem de três fontes: 1) Al-Qaeda no Paquistão; 2) Grupos ligados a al-Qaeda no Iêmen, Somália e no norte da África; e 3) Ataques feitos pelos próprios americanos.

Com relação a Napolitano o novo chefe do Comitê, Peter King, do partido Republicano, lembrou um fato interessante, que marca uma mudança de discurso da Administração Obama com relação ao terrorismo. King notou que há dois anos Napolitano  não disse nenhuma vez a palavra terrorismo e ontem falou mais de 60 vezes. A administração Obama estaria deixando ao poucos, relutantemente, o politicamente correto para chamar as coisas pelo nome.

Este estilo politicamente correto de Obama não tem ajudado, muito pelo contrário. Terroristas o vêm como fraco e os países que dependem da ajuda militar americana, começam a se preocupar com sua defesa.

Por exemplo, li nesta semana no site Startfor que os países nórdicos, Suécia e Estônia, concluíram um acordo de cooperação militar, que mostra preocupações com o ressurgimento militar da Rússia. O texto é bem interessante e resume dizendo que enquanto os Estados Unidos estão preocupados com o mundo islâmico e os membros da OTAN (especialmente França e Alemanha) se aproximam da Rússia, a única alternativa que sobrou para os países do Báltico foi uma aliança entre eles.

Eu complementaria dizendo que o próprio Estados Unidos estão se aproximando da Rússia. Recentemente os países fizeram o acordo Start de desarmamento. Este acordo, inclusive, envolve uma traição americana ao seu mais antigo aliado (Reino Unido). Os Estados Unidos teriam entregado segredos nucleares ingleses aos russos para que a Rússia assinasse o acordo. Thomas Sowell conta o caso. Então, Suécia, Estônia, Lituânia e Letônia e todo o ocidente têm de se preocupar mesmo.

Acho que o terrorista mais perigoso não é al-Alwaki, mas os próprios países que deveriam combater o terrorismo e as ameaças militares. Eles dormem com o inimigo, vendem armas para eles e entregam segredos militares de amigos.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Uma História de Amor


Essa é uma história de amor, entre um casal, pela filosofia e pela busca da verdade.

O francês Jacques Maritain (1882-1973) estudava na Sorbonne em Paris e lá encontrou Raissa Oumansoff (1883-1960), uma imigrante da Rússia. Começaram a namorar. Ele era protestante e ela, judia. Casaram-se em 1904. Eles amavam filosofia, e queriam encontrar explicações para os problemas existenciais. Estavam desiludidos com cientifismo da Sorbonne e resolveram fazer um pacto radical: iriam se suicidar em um ano, se não encontrassem o profundo significado da vida.

Desistiram de seus planos de morte, quando assistiram a uma palestra do filósofo francês Henri  Louis Bergson, que em 1928 recebeu o Prêmio Nobel de Literatura. Posteriomente, com a continuação de seus estudos, o casal Maritain abandonou a doutrina de Bergson, pela filosofia de São Tomás de Aquino e se converteram ao catolicismo. Maritain tornou-se um filósofo consagrado do Tomismo e Raissa uma poeta de sucesso.  

Certa vez, eu vi um frade dizer que "intelectuais de universidades não recebem revelações", eles não teriam a mente suficientemente aberta para a fé. Mas parece que não é o caso do casal Maritain, pois agora eles podem se tornar santos, pelo amor no casamento e pela defesa da doutrina católica. Um processo que será bastante lento, uma vez que se busca a beatificação de um casal e não apenas de uma pessoa.

Pergunto: cadê os cineastas que não vêm aqui uma grande história para um filme? Já tem livro. Para quem tiver mais interesse, acima mostro a capa da versão francesa do livro "Jacques e Raissa Maritain - Mendigos do Céu".  Não sei se há uma tradução para o português, acho que não, infelizmente.

Vejam vídeo abaixo da Rome Reports sobre o processo de beatificação do casal.