Ontem, eu vi no blog Aggie Catholics um vídeo de 2011 em que o Padre Robert Barron explica o que é fé. É sensacional a analogia que ele faz ao comparar fé com o interesse por uma pessoa.
Traduzo o vídeo abaixo em azul.
Primeiro, Barron cita o teólogo protestante Paul Tillich que disse que fé é a palavra mais mal compreendida. Daí, Barron nos conta que diariamente ele lê alguém dizendo que fé é ingenuidade, é perda de tempo, é coisa de gente sem instrução, é coisa de gente que não usa a razão, é besteira pré-científica.
Eles estão dizendo que haveria uma distinção entre fé e a ciência moderna. A ciência moderna seria racional ao contrário da fé. Para eles seria ótimo se o mundo abandonasse a fé.
Então Barron diz:
"O Papa Bento XVI anunciou que o próximo ano (2012-2013) será o ano da fé. É uma ótima oportunidade para que eu explique como pessoas sérias definem fé. Vou fazer uma analogia.
Suponha que você se interesse por uma pessoa. Você observa como ela se veste, como ela se comporta, com quem fala, você pode perguntar por ela para amigos comuns, você pode checar no google qualquer informação sobre ela, e descobrirá onde ela nasceu, onde estudou, etc.
Você descobrirá muito simplesmente usando sua razão.
Como você realmente quer conhecer esta pessoa, você irá se encontrar com ela. Você poderá verificar se sua pesquisa é comprovada.
Mas daí acontecerá uma coisa extraordinária. Esta pessoa falará com você. Cada vez mais que esta pessoa abre o coração para você, quanto mais íntimo você se torna para ela, ela revelará coisas para você que você nunca poderá verificar a veracidade, coisas que existem no coração dela. Neste ponto você terá que tomar uma decisão: "eu acredito ou não no que ela me diz?" Se eu decido acreditar, eu entendi que o ela me disse é verdade.
Eu acredito que isto é uma ótima analogia, sobre como os católicos sérios definem fé.
Se eu quero conhecer Deus, eu posso descobrir muito sobre ele usando apenas a razão. Usando apenas a razão, eu posso concluir que Deus existe, que Ele é perfeito, que criou o universo, etc. Basta ler a Summa Teológica de São Tomás de Aquino.
São Tomás é como o Sherlock Holmes da teologia, ele observou as ideias e chegou a conclusões corretas usando simplesmente a razão.
A tradição católica diz que a autêntica fé nunca envolve "sacrificium intellectus" (o sacrifício da razão). Um dos sinais de que você não está com fé autêntica é que você está sacrificando sua razão. Assim, como você não sacrifica o que você aprendeu sobre uma pessoa na sua pesquisa.
Porém, uma das verdades sobre Deus é que Ele é uma pessoa. Ele é a Pessoa Suprema. Então, se você quer realmente conhecer Deus, você deve esperar que Ele fale. Depois que Ele falar, você pode decidir se acredita ou não em Deus.
A Bíblia mostra que Deus não ficou fora da história, Ele decidiu nos falar. Ele revelou coisas para gente que nunca saberíamos simplesmente usando a razão. Ele revelou seu coração.
Fé é ouvir Deus e naquele momento decidir acreditar Nele. O ponto é que não há outra maneira de se relacionar com uma pessoa sem ter fé nela, assim é com Deus.
Quando as pessoas dizem que só acreditarão em Deus se alguém conseguir provar com o método científico, eu respondo: eu posso lhe provar muito sobre Deus usando o método científico, mas você percebe como você está preso neste espaço do método científico? Não se pode conhecer uma pessoa desse jeito."









Caro Augusto,
Se o Papa segui-se Guzzo a Igreja estaria perdida, que desastre, não sei nem por onde começar para criticar este texto.
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Ainda bem que já deixei de assinar a Veja, não terei que me condenar por assinar uma revista que tem textos tão frouxos teologicamente (e filosoficamente) assim.
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Meu Deus, por onde eu começo?
1) Que tal dizer que Cristo é vida e ser cristão não pode defender aborto?
2) Que tal dizer que Cristo disse que veio cumprir o Velho Testamento assim é contra o ato homossexual também condenado por São Paulo (Novo Testamento)?
3)Que tal dizer que o Papa Francisco disse que não ia mudar uma vírgula da Doutrina?
4) Que tal dizer que apoiar divorciado (e eu sou divorciado) arrisca apoiar a destruição do casamento, um sacramento da Igreja?
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Vou passar um tempo sem ler seu blog, Augusto, não por condená-lo, mas por expor um texto tão estúpido. Depois, eu volto.
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Abraço do amigo,
Pedro Erik
2)
Sem falar, Caro Augusto, que a premissa dele está errada.
Não, o cristianismo não está perdendo crentes no mundo (até a França anda se levantando contra o aborto, vejam na China também). Se ele pelo menos fosse sério na pesquisa.
For God’s sake.
Abraço,
Pedro Erik
Nestes dias dos pais, vou rezar para que os padres do Brasil (nossos pais espirituais) também ataquem os argumentos de Guzzo, sempre fico triste com o silêncio dos padres, bispos, arcebispos, etc.
Não vou publicar o texto de Guzzo, para não cometer o mesmo erro de Nunes.