terça-feira, 13 de agosto de 2013

Biógrafo de Chesterton Escreve sobre a Possível Santificação do Apóstolo do Senso Comum.


Michael Coren escreveu uma biobrafia de G.K. Chesterton (foto acima) e ontem escreveu um artigo sobre a possível santificação de Chesterton que comentamos aqui no blog.

O artigo se chama The Cause for a Modern Prophet.

O biógrafo defende a santificação de Chesterton, especialmente para os jornalistas de hoje, e diz que Chesterton era tão espirituoso como Oscar Wilde, tão original como James Joyce e tão inteligente como Frank Kafka.

É um texto excelente, por mostrar principlamente qual o possível empecilho para a santificação de Chesterton: alegações de que ele era anti-semita.

Coren diz que possivelmente o irmão de Chesterton, Cecil Chesterton fosse anti-semita, mas este definitivamente não é o caso nem de G.K. Chesterton, nem de Hilaire Belloc.  Na biografia, Coren escreveu um capítulo inteiro sobre esta acusação contra Chesterton

Não vou traduzir este texto fantástico de Coren aqui, pois não tenho autorização do autor. Mas apenas a parte que fala das acusações contra Chesterton.

Mas havia também as breves e superficiais águas escuras do anti-semitismo, e eu prevejo que isto será destacado por seus adversários quando Chesterton for considerado para a santidade. Dediquei um capítulo inteiro a esta questão na minha biografia, e eu tenho uma sensibilidade especial para o assunto, porque o meu pai era judeu. O irmão de Cecil Chesterton pode muito bem ter sido um anti-semita genuíno, mas eu não acredito nisso nem por um momento de Gilbert, ou de Belloc. Gilbert em particular, foi muito carinhoso, muito generoso, muito cristão para odiar.

Gilbert fez alguns comentários impensados que magoaram, em particular após a morte de seu irmão, mas quando o tempo de teste veio, a ascensão dos nazistas, ele foi ativo e raivoso contra os nazistas. Enquanto muitos na esquerda não tinham certeza de como responder ao racismo pagão de Hitler, e alguns até mesmo eram simpáticos, Chesterton exigiu que o povo judeu fosse protegido e resgatado. Ele era veementemente anti-nazista antes que fosse moda e seguro ser isso.

Contexto, tempo e nuance são tudo, e um comentário tolo sobre os judeus antes do Holocausto é um pouco diferente da indiferença ou hostilidade depois. Francamente, eu não tenho certeza se eu vou rezar para Chesterton, mas eu sei que eu oro todo o tempo de gratidão que ele viveu, pensou e escreveu.

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Leiam o texto todo de Coren.


(Agradeço a indicação do artigo de Coren ao site New Advent)

5 comentários:

Nik disse...

Pedro, beatificar ou mesmo canonizar alguém é algo sempre complicado, afinal as hostes do Inimigo não têm nenhum interesse nisso. Ademais, como o próprio GKC escreveu, cada geração é convertida pelo santo que é seu oposto - mais ou menos assim. O que pode significar para este mundo a canonização de exatamente este homem? Por hora, vamos apenas rezar pela popularização da obra dele. Mais traduções para o português, a difusão do pensamento dele nas Universidades (sic) e outros milagres que abrirão o caminho para a vitória, se esta for a vontade de Deus.

Pedro Erik disse...

Claro, Nik, mas podemos também rezar pela canonização deste escritor que converteu tantas pessoas em décadas.

A canonização dele expandiria a obra de Chesterton em muito.

Eu já era católico quando comecei a ler Chesterton, mas o livro Ortodoxia mudou minha vida completamente.

Abraço,
Pedro Erik

Nik disse...

A minha também, Pedro.
E eu sinto que, por ter ajustado ou mesmo convertido a vida e o pensamento de tantos, ele é sim candidato à beatificação. Mas, disso depende tantos fatores que só me ocupo deste assunto em oração.
Não sei se já leu o belíssimo livro que o Dale escreveu, The Complete Thinker. Seria muito útil tê-lo traduzido para o português.
Abraço!

Pedro Erik disse...

Procuro acompanhar o que escreve Dale Alhquist, tenho até uns dvds dele sobre Chesterton, mas ainda não li não o livro The Complete Thinker. No entanto, tenho certeza que seria ótimo tê-lo traduzido.

Por outro lado, precisamos incentivar os brasileiros a saber inglês. Assim não se espera pelas editoras, nem depende-se da chance de lucro para se ler um livro.

Aliás, eu costumo dizer que quem não ler em inglês não tem conhecimento técnico sobre nada hoje em dia. Para se saber é importante ler em inglês.

Abraço,
Pedro Erik

Chadwick disse...

This is cool!