segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Quem Venceu o Sínodo da Família: Esquerdistas ou Conservadores?


A minha leitura do resultado do sínodo foi que promoveu uma destruição nunca vista na história da Igreja, eu disse que o Diabo (o pecado) está dominando a Igreja.

Eu também disse que podia ser bem pior. E o pior ainda pode vim, com a possível decisão do Papa Francisco. Rezemos para que não ocorra isso.

O jornalista especialista em Vaticano, Edward Pentin, disse que se não fossem os 45 membros do Sínodo que foram apontados especialmente pelo Papa Francisco, o resultado teria sido conservador da Doutrina. Então, vemos claramente de que lado está o Papa Francisco.

O site Creative Minority Report disse que pelo ódio que o Papa Francisco destilou contra os conservadores em seu discurso final, ele não conseguiu tudo que ele queria no Sínodo.

O Cardeal Kasper, o grande incentivador de comunhão para divorciados que se casaram, além de outras mudanças que destruirão a Doutrina da família da Igreja, disse que ficou satisfeito com o Sínodo e já colocou pressão sobre o Papa.

Ele disse em uma entrevista para Rorate Caeli (traduzo em seguida em vermelho):

“I’m satisfied and happy with the work of the Synod. The final report (approved by a two-thirds majority) is a good text. Now it’s up to the Pope to make a decision. I hope he issues a document which highlights the joy of Christian marriage.”

“I’m satisfied; the door has been opened to the possibility of the divorced and remarried being granted Communion. There has been somewhat of an opening, but the consequences were not discussed. All of this is now in the Pope’s hands, who will decide what has to be done. The synod made suggestions. There has been an opening, but the question has still to be resolved in full and needs to be studied more.”

(Eu estou satisfeito com o trabalho do Sínodo. O relatório final (aprovado por dois terços) é um bom texto. Agora o Papa faz sua decisão. Eu espero que ele lance um documento que reforça a alegria do casamento cristão.  Eu estou satisfeito, a porta ficou aberta para a apossibilidade do divorciado que se casou novamente receba comunhão. Há uma abertura para isso, mas as consequências não foram discutidas. Tudo isso está nas mãos do Papa, que irá decidir sobre o que será feito. O sínodo fez sugestões. Há uma abertura, mas a questão deve ser resolvida completamente e precisa de mais estudo)

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O Padre John Zuhlsdorf, conhecido como Padre Z, fez uma excelente análise dos três parágrafos mais relevantes do Sínodo (parágrafos 84,85 e 86) que tratam da situação dos divorciados. Com essa análise podemos saber quem venceu e quem foi derrotado no Sínodo.

O Padre Z teve o cuidado de marcar em cores diferentes as partes dos parágrafos provenientes da vertente esquerdista de Kasper e as inserções de bispos conservadores.

Vou reproduzir aqui, sendo em vermelho o texto dos chamados Kasperitos  (defensores do cardeal Kasper) e em azul a parte dos conservadores.

Vejam os parágrafos com essa divisão abaixo, depois eu digo qual foi a conclusão do Padre Z.


84 The baptized who are civilly divorced and remarried should be more integrated into Christian communities in different possible ways, avoiding thereby every occasion of scandal. The logic of integration is the key to their pastoral accompaniment, so that they not only know that they belong to the Body of Christ, which is the Church, but they can also have a joyous and fruitful experience of it. They are baptized, they are brothers and sister, the Holy Spirit bestows upon them gifts and charisms for the good of all. Their participation can be expressed in different ecclesial services: it is therefore necessary to discern which forms of exclusion that are currently in practice in the areas of liturgical, pastoral, educative, and official responsibilities can be eliminated. These individuals not only must not feel themselves to be excommunicated, they should be able to live and grow as living members of the Church, feeling Her as a mother who accompanies them always, who cares for them with affection and encourages them along the way of life and the Gospel. This integration is necessary also for the care and Christian education of their children who should be considered the most important of all. For the Christian community, taking care of these individuals is not a weakening of their faith and of the witness of the indissolubility of marriage; rather, the Church expresses its charity in just this care.

85. St John Paul II offered a comprehensive criterion that remains the basis for the assessment (valutazione) of these situations [civilly divorced and remarried Catholics]. “Pastors must know that, for the sake of truth, they are obliged to exercise careful discernment of situations. There is in fact a difference between those who have sincerely tried to save their first marriage and have been unjustly abandoned, and those who through their own grave fault have destroyed a canonically valid marriage. Finally, there are those who have entered into a second union for the sake of the children’s upbringing, and who are sometimes subjectively certain in conscience that their previous and irreparably destroyed marriage had never been valid.” (Familiaris Consortio, 84). It is therefore the responsibility of priests to accompany such persons on the way of discernment according to the teaching of the Church and the directives (orientamenti) of the Bishop. In this process it will be useful to make an examination of conscience through moments of reflection and repentance. The divorced and remarried should ask themselves how they behaved toward their children when their marriage entered a crisis; if there have been efforts at reconciliation; what is the situation of the abandoned partner; what are the consequences of the new relationship on the rest of the family and on the community of the faithful; what example this new relationship offers the young persons who must prepare for matrimony. A sincere reflection can strengthen confidence in the mercy of God that is not denied to anyone.

Furthermore, it cannot be denied that in certain circumstances “the imputability and responsibility of an action can be diminished or nullified” (CCC 1735) on account of diverse constraints (condizionamenti). As a consequence, the judgment about an objective situation must not be carried over to a judgment about “subjective imputability” (Pontifical Council for Legislative Texts, Declaration of 24 June 2000, n. 2a). In defined circumstances people experience great difficulty in acting in a different way. For this reason, in addition to upholding a general norm, it is necessary to recognize that the responsibility with respect to certain defined actions or decisions is not the same in all cases. Pastoral discernment, in addition to taking into account the rightly formed conscience of individuals, must also take these situations into account. Moreover, the consequences of actions carried out are not necessarily the same in all cases.

86. The pathway of accompaniment and discernment leads these faithful to conscientiously reflect on their situation before God. A conversation with a priest, in the internal forum, leads to the formation of correct judgment concerning that which bars the possibility of a fuller participation in the life of the Church and on those steps that may favor it and enable it to grow. Given that there is no graduality in the law (cf. Familiaris Consortio 34), this discernment can never be detached from the exigencies of truth and the charity of the Gospel proposed by the Church. In order that this may happen, the necessary conditions of humility, confidentiality, love for the Church and its teachings must be guaranteed in the sincere search for the will of God and in the desire to arrive at a more perfect response to it.


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Só de olhar, vemos que os Kasperitos conseguiram dominar completamente o texto, com esparsa presença de argumentação conservadora.

O Padre Z viu justamente isso, o Sínodo abriu as portas para a comunhão de divorciados que se casaram novamente (que estariam em adultério, segundo Jesus Cristo). E além disso, o Sínodo excluiu um determinação da Igreja (do Papa João Paulo II) que exige que as pessoas nessa situação façam continência, vivam como irmãos e irmãs, para que possam receber comunhão.

Assim, com o Sínodo, a porta ficou aberta para que o corpo e o sangue de Cristo seja dado a todos "que tenham consciência tranquila" e o padre aceite.  Como eu perguntei, no meu outro post, quem irá impedir que o padre aceite dar eucaristia para qualquer um que tenha casado e recasado diversas vezes?
Alguém pode dizer: "mas isso já acontece por aí". É verdade, mas o padre que faz isso comete pecado gravíssimo, não aceito pela Doutrina da Igreja.
Certa vez, eu li que um padre é o homem mais poderoso do mundo. Pelo simples fato que por meio dele temos o corpo e o sangue de Cristo. Para mim, isso é uma verdade insofismável.
O Sínodo deu mais poderes ao padre, em tempos em que  muitos padres dizem que o diabo (o pecado) não existe. 
Ainda no blog do Padre Z, ele menciona um canonista que diz que o Papa Francisco não pode ir contra Cristo e todo o magistério da Igreja. E que o Papa Francisco sabe que se ele fizer isso irá provocar um enorme cisma.
Em todo caso, rezemos pela Igreja, o Papa Francisco traz muita insegurança, sua fragilidade teológica e seus desejos doutrinários são temerosos. Suas palavras de ódio aos conservadores são reveladoras. Infelizmente, isso é a mais pura verdade.

 

8 comentários:

Anônimo disse...

URGENTE!!!!

Tenho em minhas mãos um texto EXTREMAMENTE SIGNIFICATIVO.
A CONFISSÃO da ala progressista da ESTRATÉGIA USADA NO SÍNODO.
Link: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/548275

Descrevo: 1) Colocam Muller, um conservador tímido mas, de peso por causa do cargo (chefe da CDC) em um grupo interno formado só por hereges.
A pressão grupal faz com que Muller aprove um texto ambíguo...
2) O impacto simbólico do chefe da CDC ter apoiado o texto causa um efeito na massa de indecisos: "se ele que é o chefe do Santo Oficio aprova não deve contradizer em nada a doutrina"
3) Ao final temos um texto ambíguo, em que cada grupo (progressistas x conservadores) dá a interpretação que quiser (estrategia da linguagem usada no CVII) e por fim, a decisão final caberá ao Papa que dará ao texto a interpretação que bem entender...

Peço que repasse a todos.

~SirNorth

Pedro Erik disse...

O pior é que o autor do texto que vc enviou trata de tais maquinações como sendo corretas para que se libere sacrilégios.
Vale tudo, até enganar cardeais, para se liberar ofensas ao que disse Cristo.

Abraço,
Pedro Erik

flavio disse...

Se eles liberarem a comunhão para divorciados, que até agora eram proibidos de tomar eucaristia e eram considerados pecadores ao se juntar a uma nova mulher, logo agora assumem que não é mais pecado se separar e viver com uma nova pessoa. Tudo bem, vão usar as chaves e ligar isso nos céus, não é assim?

Pois bem, então a culpa destes até então pecados, especialmente dos muitos que já morreram em situações interditadas pela igreja como fica? O papa assumirá perante Deus a injustiça com os agora ex pecadores finados? E anulará a doutrina cada vez mais desacreditada da infabilidade papal? E os veteros católicos receberão um prêmio por estarem certos há uns 140 anos?
É isso Cardeal kasper? Viramos então protestantes? Então cada um faz sua religião? Então não posso mais criticar o sincretismo latino que adora falsos deuses e adora um amásio ou concubinato? Nem protestantes que trocam de mulher como trocam de pastor? E posso trocar a nega velha por uma mais nova e alegar nulidade pois não tinha maturidade sexual, digo espiritual, quando me casei?
Isto é tão profundo Pedro, que só nos resta saber quem é o pequeno rebanho cuidado pelo escravo fiel, para podermos nos edificar e não nos sentirmos deslocados na nova Babilônia, digo, Nova Igreja.
E ainda veremos benção em união de dois viados. Anotem e me cobrem.

Vic disse...

Lembram das conspirações de Vindice e Nubius em 1824 o que pretendiam depois de uns cento e tantos anos de luta ferrenha para tentarem destruir a Igreja?
Confiram e verão o que está por trás disso, incl. dentro da Igreja e dando ordens: a maçonaria!
Esperava por esse resultado; teria ficado surpreso se os conservadores impusessem a doutrina da Igreja em cima dos rebeldes!

Flavio disse...

Pedro, pergunta estranha esta. Não seria correto perguntar se quem venceu foi o catolicismo ou a heresia? Hahaha

Flavio disse...

Ri, para não chorar......se a heresia vencer, haverá mais um cisma no catolicismo, ou o fortalecimento da FSSPX? Ou uma aproximação de um grupo com o patriarcado ortodoxo? Eis o dilema....

Pedro Erik disse...

Verdade, grande flavio. Tens razão

Abraço,
Pedro Erik

Pedro Erik disse...

É isso mesmo, Flavio, Papa Francisco brinca com um cisma. Temeroso demais.
Rezemos meu irmão. E lutemos até com as armas do humor. Afinal dizem que o diabo detesta o riso, especialmente o riso cristão.
Abraço,
Pedro Erik