terça-feira, 6 de outubro de 2015

Resutado do Sínodo da Família - Igual aos da Guerra Justa e da Pena de Morte


Jeffrey Bond discutiu os três possíveis resultados do Sínodo da Família: 1) Reafirma a Doutrina Católica para o Casamento e a Família; 2) Mudança total da Doutrina da Igreja; 3) Mantém a Doutrina, mas libera métodos pastorais que na prática destroem a Doutrina.

Ele diz que o resultado um, o melhor, é improvável, pois se o Papa Francisco desejasse manter a Doutrina já teria feito isso e não incitado tanta confusão e debate.

O resultado 2, para Bond é muito improvável, porque iria gerar cisma. Eu diria que o resultado 2 é impossível pois Cristo não permitiu (Mateus 10: 2-12).

O resultado 3 é o mais provável, diz Bond e eu concordo.

Ele lembra que assim aconteceu com a doutrina da pena de morte. João Paulo II fez de tudo para derrubar essa doutrina, mas não conseguiu, mas ele e o Papa Francisco falam abertamente contra. Enquanto a Doutrina e o Catecismo permitem a pena de morte.

Eu diria que isso ainda é mais verdade para a Doutrina da Guerra Justa. Santos, pelo menos desde Santo Agostinho, passando por São Tomás, São Francisco de Assis, etc, defendem a guerra justa. 

Mas desde o século XX, os papas, começando com João XXIII falam abertamente contra qualquer tipo de guerra e abandonam a doutrina milenar da guerra justa. A não ser durante o pontificado de Bento XVI, no qual este papa reconheceu a importância da guerra.

E assim vamos, papas não conseguem destruir a Doutrina da Igreja, graças a Deus, mas eles tentam subterfúgios, que poderíamos chamar de malignos, infelizmente.

Rezemos para que São Miguel Arcanjo reúna seus exércitos mais uma vez em defesa de Cristo e da Igreja.



(Agradeço o texto de Bond ao site The American Catholic)

11 comentários:

Anônimo disse...

Meu amigo,
entendo a questão da guerra justa, mas penso que o trauma de duas guerras mundiais e uma possível guerra nuclear forçam líderes a rever a questão.
Em um post anterior, o sr. comentou sobre a trégua de um dia front de batalha na 1ª guerra, por ocasião no Natal. Belíssimo fato três países em guerra baixarem as armas para adorar o Menino Jesus. Da mesma forma que um capelão militar foi o responsável pela Missa que uniu a todos, um outro sacerdote ficou encarregado de preparar espiritualmente novas tropas para a guerra. Sem dúvida, o destino do século XX ficou marcado por essa decisão pela guerra em vez da união em torno de Cristo. Essa história eu fiquei conhecendo pelo filme "Feliz Natal" (Joyeux Noël) que presumo ser verdadeira por se basear nas cartas dos soldados.
Por isso, a meu ver, defender a guerra justa só seria possível a um povo movido pela moralidade cristã, a fim de se evitar que as prerrogativas de tal ação fossem violadas.
Um grande abraço.
Obrigado pelas ótimas notícias do blog.
Gustavo.

Pedro Erik disse...

Caro Gustavo,

Nada ajuda tanto a doutrina guerra justa do que a Segunda Gueerra. Afinal era guerra contra nazismo que matava milhões e milhões. E sobre bomba nuclear, se aqueles que detém são criminosos, os que defendem a cristandade deve abandonar suas bombas?

Não precisa ser completamente santo e defensor do cristianismo para defender guerra, meu amigo. Churchill, Roosevelt, e muitos papas das cruzadas não eram santos. Qualquer um pode reconhecer o mal, não precisa ser cristão, como disse São Paulo.

Abraço,
Pedro Erik

flavio disse...

Guerra justa é nada mais nada menos que a legítima defesa de uma nação, povo ou religião.
E os papas últimos, com o advento da TV, cada vez mais jogam para a platéia....ou não?

Pedro Erik disse...

É isso, caro Flávio.
Jogam para platéia mas perdem fiéis porque se afastam da verdade.
Abraço
Pedro Erik

Anônimo disse...

Estimado Pedro Erik,
Concordo que o reconhecimento do mal é possível mediante a Lei Natural que Deus colocou em nossos corações, e por isso não restrito aos cristãos.
Permita-me discordar quanto a defesa da guerra justa. Realmente a guerra foi necessária para conter o nazismo, e creio ser necessária para conter o EI. Mas insisto que de nada adianta a guerra justa sem a moralidade cristã: a 2ª guerra conteve o nazismo, mas permitiu a ascensão do comunismo, que matou pelo menos 15 vezes mais que os nazistas.
O sr. é economista e pode nos dizer se é possível bloquear as movimentações financeiras de grupos terroristas. Penso ser necessária tal atitude antes de uma guerra. Curioso que isso foi feito contra o IOR, mas não contra o EI:
http://fratresinunum.com/2015/09/30/ratzinger-nao-podia-vender-nem-comprar/

Um cordial abraço, amigo.
Gustavo Silveira.

Pedro Erik disse...

Caríssimo Gustavo,

O comunismo não nasceu do nazismo, pode-se dizer o contrário. Hitler combateu fortemente o comunismo, que ele dizia que era coisa de judeu. Por sinal, um judeu comunista chegou ao poder em Munique antes do domínio de Hitler e isso reforçou sua retórica.

E Hitler não permitiu a ascensão do Ccomunismo, o pecado humano, para usar Santo Agostinho, é que fez isso.

E meu amigo, a moralidade cristã está na alma dos homens. A Grécia antiga ou a Roma antiga fizeram guerras justas antes do advento do cristianismo. Sem falar nas guerras do povo judeu do Antigo Testamento.

Mas claro a moralidade cristã é a Verdade, e a Verdade plena está em Cristo.

O bloqueio dos ativos do Estado Islâmico é possível se esses ativos forem claramente do Estado Islâmico, mas eles, assim como os criminosos de todo mundo, usam laranjas, além disso tem gente muito rica e poderosa que apoia o Estado Islâmico. Sem falar nos apoios velados, do tipo do Obama, que faz tudo para não destruí-los.

Abraço,
Pedro Erik

Ricardo DA SILVA LIMA disse...

Caro Pedro, boa noite.

As vezes penso que o Sr. Obama é, nada mais, nada menos, que um agente infiltrado da Jihad no poder político dos Estados Unidos da América.

Se observarmos todas as suas atitudes com relação ao Islamismo, principalmente o "radical", veremos uma benevolência sem igual.

Atte,

Ricardo.

Pedro Erik disse...

Dá para desconfiar mesmo, Ricardo.

Afinal o pai dele era muçulmano e ele foi educado em escola muçulmana quando era criança na Indonésia.

Abraço
Pedro Erik

Flavio disse...

A guerra é um mal que deve ser evitado ao máximo. Ponto. Mas esgotadas as possibilidades de negociação, ela é um mal necessário. Eu acho no mínimo contraditório um ser se dizer cristão praticante e ser contra a guerra justa (exclui-se cristãos culturais de batismo e protestantes logicamente, por serem relativistas e/ou anacrônicos em essência.)
Pois o próprio Deus mandou fazer várias delas, basta ler o AT. Se a guerra for a defesa da liberdade religiosa, como as cruzadas, o parâmetro de julgamento é o mesmo do que lemos no AT, especialmente no livro de Juízes. Se for guerra para proteger um bem maior e comum a humanidade, como a liberdade de um povo, como parâmetro temos as Crônicas.
Até anjos lutam, como vimos no caso do anjo do Príncipe da Pérsia.
Isso não quer dizer que devemos apoiar o militarismo, especialmente o norte-americano, aliás que de justo só teve mesmo a participação decisiva na segunda guerra mundial, depois só fizeram desgraça, promovendo apenas interesses econômicos dos grandes grupos maçônicos alojados na casa branca.

Flavio disse...

Pedro, muitos ficam duvidosos em caracterizar o Obama: Gay enrustido, muçulmano, jihadista infiltrado, maçônico iluminati e por aí vai.
As vezes dou uma olhada no blog Julio Severo, foi risadas com os comentários dos sequazes protestantes....reflete bem o nível cultural dos adeptos das seitas personalizadas de auto ajuda (cócegas nos ouvidos).
Obama é esquerdista marxista, ou seja, um adepto da contradição ideológica, pois a luta de classes é isso em essência: A divisão de pólos opostos o mundo e tudo que nele há.
Então Obama é contraditório em essência: É contra a pena de morte mas a favor do aborto. É contra uma suposta escravidão da mulher cristã mas a favor do islamismo. E por aí vai.
Por isso é relativista, não há uma verdade absoluta como pano de fundo para se entender a sociedade e seus problemas. O catolicismo afirma que o inicio de tudo que temos é o pecado, que desestabilizou o mundo. A partir daí vem os males da sociedade, como drogas, corrupção, pobreza....ou seja, há um problema moral por trás dos problemas sociais.
O marxismo ele usa uma consequência apenas como pano de fundo, a tal desigualdade, o que abre espaço para uma análise sempre enviesada e limitada, embora válida em algumas situações pontuais e locais (lutas sindicais, brigas comerciais, etc), mas nunca válida para se construir uma análise global de verdades imutáveis e de ferramentas dr solução de problemas humanos e sociais ( como violência, abuso de drogas, paternidade irresponsável, racismo....).

Pedro Erik disse...

Obrigado, caro Flávio.
Ótimos comentários.
Abraço,
Pedro Erik