sábado, 16 de janeiro de 2016

Papa Francisco se Rebaixa para China, Acusa Cardeal Zen Ze-Kiun.


A Igreja Católica, sob o Papa Francisco, voltou a adotar com ênfase a política conhecida como Ostpolitik,que se rebaixa a regimes autoritários, especialmente comunistas, e que resultou no passado em prisões de defensores da fé católica, como o cardeal polonês Stefan Wyszynski, o cardeal húngaro Jozsef Mindszenty, e o cardeal theco Josef Beran. Todos esses três defensores da fé estão em processo de canonização. Mas a Igreja continua se comportando contra aqueles que seguem o caminho deles. E até ataca quem segue esses três prováveis santos da Igreja.

Agora temos o caso da China, que continua destruindo igrejas e seminários cristãos, além de querer determinar quem sãos os bispos da Igreja. Bento XVI lutou contra isso, a frase abaixo é dele. A frase diz: "A autoridade do Papa em apontar quem são os bispos da Igreka foi dada pelo fundador da Igreja, Jesus Cristo, não é uma propriedade do Papa, nem pode ser transferida a outros".




O cardeal Zen Ze-kiun  (foto acima) de Hong Kong que ataca o comportamento da Igreja sob Papa Francisco, que manda aqueles que lutam contra da interferência do estado ateu chinês se calarem.

O Cardeal Zen Ze-Kiun não mede palavras, diz que a Igreja de hoje "dialoga com Herodes".

As declarações do cardeal estão no site DICI, leiam parte abaixo:


China: Cardinal Zen Ze-kiun interprets Vatican diplomacy



On January 11, 2016, EDA published a letter from the blog of Cardinal Joseph Zen Ze-kiun, aged 84, Bishop Emeritus of Hong Kong, dated December 31, 2015. Cardinal Zen recounts the events of the past year without diplomatic doublespeak: “Over a thousand crosses have been taken down from churches (and in some cases the churches were demolished as well.) After so much time, we can no longer cherish the illusion that this campaign against the cross is only an excess of zeal on the part of some local authority. Several seminaries are no longer open. The students of the National Seminary of Beijing were forced to sign a declaration of fidelity to the independent Catholic church, also promising to concelebrate the Mass with illegitimate bishops (or they would not obtain their diploma at the end of their studies). The government is building, little by little, a Church that is now objectively separate from the Universal Catholic Church. With attractive promises or with threats, it incites the members of the clergy to carry out acts in opposition to the doctrine and the discipline of the Church, against their conscience and their dignity.”
On October 28th, Cardinal Pietro Parolin, Secretary of State of the Holy See, confirmed to the press that a Vatican delegation, including six persons from the Secretariat of State and the Congregation for the Propagation of the Faith, had visited Beijing from October 11th to 16th, 2015, in order to negotiate with the Chinese government. “It was Fr. Jeroom Heyndrickx who passed on the news in detail. He stated,” writes Cardinal Joseph Zen Ze-kiun, “’Certain sensitive issues were not dealt with, such as the situation of the bishop of Baoding, Bishop Su Zhemin, still incarcerated, or that of Bishop Ma Daquin, bishop of Shanghai, under house arrest for over three years.’ (Should these problems not have been resolved before beginning any other negotiation? In absence of such a resolution, it can certainly not be affirmed that Beijing has shown proof of goodwill.) ‘Both parties were focused on the problem of the nomination of bishops.’ (Using what model? That of Anyang, where this process includes “democratic election,” the reading of the “decree of nomination from the so-called Chinese Bishops’ Conference,” and the unclear canonical status of a co-consecrating bishop?) ‘After this meeting, the delegation visited the bishop of Beijing, Bishop Li Shan, and the National Seminary where they met Bishop Ma Yinglin.’ (Fr. Heyndrickx claims that these are signs of goodwill from Beijing; I think on the contrary the visits were acts of homage imposed by Beijing.)”
Cardinal Joseph Zen Ze-kiun concludes by imparting all the concern he feels at the diplomatic relations of the Secretariat of State with Beijing: “Our clandestine communities are nonexistent in the eyes of the government. But the Vatican itself does not take them into account in negotiations. Is this to grant a request from the Chinese Party? To save the situation, these brothers and sisters are to be abandoned? But they are the healthy members of the Church!” The cardinal recalls that “in early September, some of the faithful from Shanghai who had spent a long time in prison went on a pilgrimage to Rome, accompanied by their relatives, to commemorate the 60th anniversary of the beginning of the Great Persecution, September 8, 1955. They were told, ‘Don’t draw too much attention to yourselves, the past is past, we must look to the future!” And he adds, “What concerns me is the sight of our illustrious Secretary of State still intoxicated by the miracle ofOstpolitik. Last year, in a eulogy of Cardinal Casaroli, he acclaimed the fact that his predecessor had succeeded in guaranteeing the existence of the Catholic hierarchy in the Communist countries of Eastern Europe. He stated, ‘When choosing candidates for the episcopate, let us choose pastors, not persons who will systematically oppose the regime, who act like gladiators, who love to make a splash on the political stage.’ I wonder, who did Cardinal Parolin have in mind when he made this description? I fear he was thinking of Cardinal Wyszynski, Cardinal Mindszenty and Cardinal Beran. But these were the heroes who defended the faith of their people with courage! (…) When the Holy Innocents were killed, the angel told Joseph to take Mary and their Son to safety. Today, on the contrary, our diplomats would probably advise Joseph to go and dialogue with Herod!”

8 comentários:

Vic disse...

Nunca vi na Igreja nesse últimos tempos tantos cardeais e bispos conservadores atacando o Vaticano de submissão a poderes terrenos!
Na "Carta aberta de um arcebispo sobre a crise na Igreja" de D Jan Pawel, o ritmo é parecido com o do Cardeal Zen Ze-kiun, do Vaticano deixar pecadores darem direção a pastores da Igreja e esses serem submissos a eles!
Tristes tempos em que vivemos - ainda bem que N Senhora nos previu desses males, que nos consola!

Pedro Erik disse...

É verdade, caríssimo Vic.
Abraço,
Pedro Erik

Adilson disse...

Boa tarde, Pedro, meu nobre.

Apenas digo: só muita oração pelo papa Francisco.

flavio disse...

Se alguém acha que o mundo irá melhorar se cristianizar por adotar missa tridentina, ter Papa conservador, ou modernizar ainda mais a Igreja para agradar o Mundo.....precisa estudar as centenas de profecias e mensagens desde Jesus sobre a parte final dos "últimos dias".....

De Deus não se brinca....foi assim no culto idolátrico sexual dos anjos que se fizeram carne nos tempos de Noé e veio o dilúvio, foi assim no culto idolátrico do poder de Ninrode e Deus por piedade apenas convulsionou as línguas humanas e será assim com a religião maçônica hedonista moderna, que começou com o "iluminismo" franco-maçônico....

Poderia citar várias profecias bíblicas ou de santos, mas vou registrar uma que está prestes a se cumprir, do Padre Louis Marie "Pel", o "padre pio" francês, detentor das chagas de Cristo, pouco antes de morrer, em 1965. Escolhi esta porque estava lendo noticias da França e vi que as prefeituras da França tinham cancelado eventos ligados ao Natal que lembrassem Jesus!!! como presépios e missas campais....para não ofender e criar um clima "intransigente" devido ao risco de novos ataques "terroristas"!

"Os pecados do mundo crescendo, muito grandes castigos divinos vir sobre o mundo e nenhum continente é poupado da ira de Deus. França é culpado de apostasia e de renunciar à sua vocação - serão severamente punidos! Ela será dividida como uma linha de Bordéus para Lille. À direita dessa linha serão todos devastada e queimada pela invasão dos povos do Oriente.....Paris será destruída pela Revolução e queimado pelo fogo atômico dos russos..... Enquanto Marseille e Riviera Francesa vai desmoronar para o mar...."

Mas poderia citar o livro de Mateus, cartas de São Paulo, de Judas, Apocalipse de São João, Santa Brigida, todas mensagens de Maria, Papa Pio o Santo e por aí vai....mas seria redundância....

Ah tá, mas o que tem tudo isto que escrevi com a notícia da China?

Adilson disse...

Gostaria apenas de fazer uma observação ao comentário do Flávio com relação à missa em rito tridentino.

Creio que os católicos que optam por assistir as missas nesse rito não o fazem por achar que o 'mundo irá melhorar'. Eles optam por esse rito pelos seguintes pontos: 1) porque é o rito em que busca e eleva a perfeição do culto; 2) porque nunca foi abolido pela Igreja, mas foi desprezado por aqueles que, muito antes do término do CV II, já estavam prontos para dar o bote e destruir aquilo que os antigos deixaram; e 3) porque une os católicos do tempo atual com aqueles que viveram em séculos passados, protegendo, dessa forma, a beleza e profundidade da santa missa das ideias progressistas. Aliás, nem o catecismo hoje se ensina corretamente nas paróquias.
Eu particularmente não vou à Missa nos ritos novos. Não que eu a despreze, pois embora ocorra vários abusos em suas celebrações, a fórmula para a transubstanciação é válida. Continuando: não vou a uma missa em rito novo por dois motivos: 1º sou um ex protestante, e da última vez que participei de uma missa nova achei que era um culto protestante. Exceto pelas roupas do padre, as imagens, a forma de consagração do pão e do vinho, e outros detalhes formais de auditório e cerimoniais, não havia diferença nenhuma. E nem quero falar dos sacrilégios que lá se cometem. E 2º Pelo fato de estarmos vivendo tempos tão perturbadores, onde vemos o fraquejar dos homens que deveriam cuidar da Igreja e preservar a Tradição, então a Santa Missa no rito tridentino é o rito que diferencia o Catolicismo dos abusos praticados tanto dentro da Igreja quanto fora. Portanto, creio que adotar a missa tridentina não é para melhorar o mundo, mas para melhorar a Igreja, tornando-a resistente ao tempo, no que se refere a adoração do Senhor, em Sua memória. É claro que celebrar a missa tridentina não impede que padres caiam em desgraça, pois durante o estado revolucionário da França no século XVIII, São Cura D’ars orientava os fiéis a não participarem das celebrações de alguns padres, pois estes haviam traído a Igreja em favor dos revolucionários.

Pedro Erik disse...

Ótimo comentário, caríssimo Adilson.
Abraço,
Pedro

Flavio disse...

O problema não é o rito, até porque ele sempre teve ajustes e variedades. Cuidado para não cair em cisma com isto...
O problema é o fim da visão agostiniana-tomista de entender o cristianismo, substituído pelo crasso criticismo histórico-materialista, que deu margem ao relativismo na Igreja, com os frutos que vimos hoje.
Bento XVI percebeu isso, embora ele mesmo fosse da turma progressista do CVII.
Quanto ao rito, usei como parábola para cismáticos que acham que a mudança do rito é a culpa da atual situação da igreja. Não, não é. É a fumaça de Satanás que entrou

É uma opinião.

Mas Jesus vem logo, e a Igreja será perseguida, não alimentem falsas expectativas de qualquer melhora.

Pedro Erik disse...

Caros Flavio e Adilson,

Permitam que eu entre no debate.

Mas não entendo bem o ponto do Flavio. Parece dizer que devemos esperar pelo fim do mundo, sem agir.

Talvez não entendi bem.

Nós católicos acreditamos no livre árbitrio e devemos nos preocupar primeiro com a salvação das almas, a começar com a nossa salvação. Assim, rezamos.
O rito tridentino ajuda em muito isso.
Devemos nos preocupar com mundo pois pode levar muitas almas para o inferno, inclusive a nossa e de nossos filhos. É nossa obrigação lutar contra isso. Se ficamos em silêncio nos juntamos ao demônio.

Assim, claro que o rito e nossas orações podem não salvar mundo do desastre. Mas devemos honrar o sangue dos mártires.

Abraço,
Pedro