terça-feira, 12 de novembro de 2019

A Culpa de Ratzinger e Wojtyla no Vaticano II. Além de Lubac, Rahner, Kung, Chardin....Tenha Medo de Padres Usando Gravatas.



Na frente do Papa Francisco, o Papa Honório I, que foi excomungado, é um santo. Na frente do Papa Francisco, João Paulo II e Bento XVI são conservadores radicais, mas eles não são assim, nem foram conhecidos por serem assim, pelo contrário, ambos foram conhecidos e confessaram que eram liberais ou no máximo moderados. Francisco é fruto também das ações de Bento XVI e João Paulo II como intelectuais, além de ser fruto da renúncia de Bento XVI.

Claro que a situação atual não começou no século XX, eu diria que dentro da Igreja, a coisa começou com os inimigos de São Tomás no século XIV.

Mas no caso de Bento XVI e João Paulo II, ambos se tornaram mais ou menos conservadores depois de assumirem o pontificado (inclusive por verem os erros que defendiam), antes disso, eles pavimentaram o Concílio Vaticano II no que teve de pior: ódio à tradição católica, infelizmente.

No século XX, foi a tal "Nova Teologia", que teve em Ratzinger (Bento XVI) um dos mais renomados defensores, a maior responsável pela geração que produziu o Papa Francisco. Wojtyla (João Paulo II) foi menos relevante na defesa da "Nova Teologia", mas aplaudiu e promoveu muitos dos seus adeptos (como de Lubac, que ele tornou cardeal)

Acima vai um vídeo realmente essencial para entender o Vaticano II e os seus padres engravatados (Ratzinger, Wojtyla, Kung, Chardin, de Lubac) defensores da "Nova Teologia", que desprezavam os ensinamentos tomistas, negavam o pecado original e diminuíram a importância da Igreja Católica para salvação das almas.

O vídeo tem como base de análise um artigo de Timothy Flanders. Recomendo ler o artigo primeiro, depois ver o vídeo.

Pena que não tenho tempo para traduzir o vídeo que tem mais de 1 hora e meia.

No vídeo, também se recomenda a leitura de um um texto clássico de Reinald Garrigou-Lagrange, chamado Where is the New Theology Leanding Us? e e a encíclica Humane Generis do Papa Pio XII (o link da encíclica está em português).

Também há menções de grandes livros do grande Dietrich von Hildebrand. Recomendo qualquer livro dele, mas é mencionado o Cavalo de Troia na Cidade de Deus  e também The Charitable Anathema.



3 comentários:

Rafael P. disse...

Olá Pedro,

Eu conheci há pouco tempo a divisão que existiam com as Revistas Concilium e Communio. Conheci há pouco tempo maiores detalhes dos pontificados de São João Paulo II, e detalhes de Paulo VI e João XXIII que me assustaram um pouco. Coisas que não me atrevo a repetir sem me aprofundar mais, pois são coisas assustadoras.

E é engraçado, frente ao que estamos vivendo agora vem a sensação de sentir falta de Bento XVI, João Paulo II, de os considerarmos "Santos". Aqui de fato São João Paulo II o é considerado Santo pela Igreja, e pelo nosso Credo devemos professar isso também. Porém quando entramos nos detalhes de cada pontificado vemos algumas questões bem problemáticas.

Aqui destaco:
https://permanencia.org.br/drupal/node/5545 (João Paulo II, promotor da “Nova Teologia”)

https://permanencia.org.br/drupal/node/5529 (João Paulo II, um novo Paulo)

https://permanencia.org.br/drupal/node/5544 (As demolições de Paulo VI)

O processo foi lento, ao mesmo tempo que foi ganhando velocidade nos últimos anos.

Rezemos pela Igreja.

Pedro Erik disse...

Rezemos, meu amigo.

Sobre essa questão de santificação, cabe dizer, por um lado, que os santos não são pessoas perfeitas como Cristo, eles eram homens que erraram. Por outro lado, há um extenso e complexo debate sobre se a santificação pela Igreja deve ser santificação no céu. Já li sobre isso, mas não me aprofundei.

Abraço,
Pedro Erik

Unknown disse...

A diferença entre o antipapa Bergoglio e Wojtylan e Ratzinger é o nível de modernismo, Bergoglio é um modernista mais escandaloso e radical, já os outros dois são modernistas moderados!
Eles elogiaram o alcorão, teve um que até beijou.