Vou contar a vocês o que aconteceu comigo recentemente. Não vou falar o nome da escola católica, simplesmente porque o problema não foi com a escola e sim com os pais e mães de filhos que estudam nessa escola.
Faço isso para ajudar a todos que lutam diariamente para que a escola de seus filhos ensine o que Cristo ensinou. Para mostrar que vocês não estão sozinhos. Eu faço parte desse grupo, que sofre, mas também vence em Cristo.
O caso foi o seguinte.
A escola católica dos meus filhos anunciou o reajuste das mensalidades para o próximo ano. E o reajuste foi muito elevado.
Então começou um debate entre os pais para que se juntassem contra esse reajuste abusivo.
Decidiu-se formar um grupo no Whatsapp e também manter contato por email.
Minha esposa inicialmente tomou a frente na participação do grupo. Lá pelas tantas, ela me pediu que eu fizesse um esboço de carta para ser entregue na escola, comparando o reajuste com a inflação e mostrando como esse reajuste era prejudicial aos pais em um momento de crise econômica do país.
Assim eu fiz. E a minha esposa me adicionou ao grupo no Whatsapp.
A carta ficou pronta.
Daí, uma pessoa do grupo tomou a frente na escola e a escola pediu que além de falar do reajuste, o grupo de pais também fizessem sugestões para a escola.
Essa pessoa disse que as sugestões deveriam ser enviadas para o email dela e não colocadas no Whatsapp.
Bom, a minha sugestão foi que a escola preservasse o ensino católico nos seus livros e professores.
Pois para mim os conteúdos técnicos podem ser obtidos na grande maioria das escolas e até sem as escolas, pela internet. Mas a moral cristã só pode ser exigida em escolas denominadas cristãs, em especial em escolas católicas.
Sobre os professores, eu disse que um homem que se veste de mulher ou se comporta como mulher para dar aula ensina coisa muita errada sem abrir a boca. Assim, os professores devem preservar a linha católica em salas de aula.
A pessoa que recebeu meu email reagiu. Disse que não compartilhava de minha opinião, que a escola deve ser pluralista e que não ia defender minha opinião no grupo.
Eu disse a ele que escolas pluraristas são a maioria das escolas e muitas escolas pluralistas sao bem melhores que a escola católica em assuntos técnicos como inglês e matemática. E tambem que eu pedia apenas que a escola que já é católica siga sendo católica.
Além disso, eu disse a ele que defenderia meu argumento em qualquer lugar em qualquer momento, pois foi assim que Cristo ensinou pois Ele nunca se preocupou com o que a maioria pensa.
Ele disse que colocaria a minha sugestão dizendo se tratar de uma sugestão apenas de uma família.
Eu disse que aceitava, mas afirmei que todas outras sugestões também não são de todos, uma vez que, por examplo, os meus filhos ainda são bem pequenos e nem estudam matemática ou inglês ainda.
Em todo caso, eu aceitava ele ser injusto comigo se deixasse a minha contribuição na lista de sugestões. Bom, ele colocou o meu pedido na lista de contribuições.
Estava tudo bem quando de repente, umas mães (repito mães) ao verem a minha sugestão no Whatsapp resolveram reagir.
Elas disseram que não concordava com a minha sugestão, que a escola deveria ser pluralista, que é assim que o Papa pensa, que não querem que seus filhos sejam "alienados socialmente", nem que seus filhos sejam "radicais" e que eu estava sendo "agressivo".
Repeti pelo Whatsapp o que disse à pessoa que recolheu minha sugestão, e acrescentei que a união homossexual é um dos quatro pecados que "clamam aos céus por vingança de Deus", que a união homossexual é condenada inúmeras vezes na Bíblia, e que eu não estava falando que o professor deveria ser católico, apenas que ele deveria respeitar a Doutrina Católica em seu comportamento e aulas dentro de sala de aula de uma escola que já é católica.
Uma mãe disse que adoraria que o professor do filho dela fosse budista. Eu não disse nada na hora para não piorar o debate. Mas ela não deve saber que no budismo não tem Deus e que o Dalai Lama, por exemplo, tem acusações de pedofilia, e que homossexualismo é comum entre budistas.
Muitas mães usaram o Papa para me atacar.
Continuei defendendo meu ponto. E estava sozinho entre 30 mães e pais que viam o debate no Wathsapp. Ninguém saiu em minha defesa. No máximo apareceu duas mães dizendo que gostaram do debate.
Até que surgiu a sugestão de que a minha sugestão fosse incluída de forma separada e entregue à escola.
Respondi que aceitava a sugestão e até ficava muito honrado em ter uma sugestão dessa importância para mim relacionada apenas à minha família.
Por fim, eu tive a sorte de que no domingo houve uma manifestação católica contra o casamento gay no México e que o Papa Francisco tinha mandado uma mensagem de apoio (coisa que ele não fez quando ocorreu esse tipo de coisa na Itália).
Daí enviei uma mensagem ao grupo mostrando que o Papa estava do meu lado. Rezemos.
Foi um debate muito difícil e triste para mim, verem pais e mães de alunos não entenderem a importância da escola dos filhos derem ser católica.
No fim, acho que Cristo venceu e a minha sugestão foi levada à escola.
Mas toda vez que você reclamar de uma escola católica, lembre que os pais e mães é que sãoos culpados por não exigir que a escola católica seja católica.
Além disso, eu percebo a todo dia que a enorme quantidade de brasileiros "católicos" não são Católicos.
Rezemos e continuemos a luta, por nossos filhos, por Cristo.