domingo, 17 de março de 2013

Papa Francisco é Chestertoniano


Este blog apoia a santidade de GK Chesterton. Então, fiquei muito feliz em saber que o Papa Francisco é membro da Sociedade Chestertoniana da Argentina. Ele faz parte do comitê de honra da sociedade, clique e veja o nome de Jorge Mario Bergoglio (o nosso Francisco) entre os membros da Sociedade.

Além disso, enquanto cardeal, o Papa Francisco patrocinou duas conferências do Chesterton Institute of Faith and Culture, relata o blog The Economy Project.

Quem introduziu Chesterton para os argentinos foi nada menos do que Jorge Luis Borges, que é considerado um dos grandes da literatura mundial. Ele traduziu livros de Chesterton e fez a biografia de Chesterton. O site da Sociedade Chestertoniana Argentina traz a biografia feita por Borges.

O blog de Mark Shea diz que se alguém faz parte de uma sociedade chestertoniana "seal the deal" para ele, isto é, não precisa dizer mais mais nada, é seu amigo, ele está do mesmo lado.

Eu ainda sinto muita falta de Bento XVI, da profundidade teológica dele, do amor que ele tem pela missa, mas digo o mesmo que Shea, se alguém admira Chesterton é meu amigo há longa data, no caso do Papa, ele é meu líder amigo.

Viva Francisco!



sábado, 16 de março de 2013

Como Francisco Lidará com os Muçulmanos que Matam Cristãos?


Os cristãos estão sendo mortos e expulsos de suas casas em várias terras islâmicas, com destaque para Nigéria, Sudão, Síria, Egito, Paquistão, Iraque e até Malásia e Indonésia. Como o Papa Francisco lidará com este problema?

Robert Spencer, um dos maiores especialistas em Islã do mundo e diretor do site Jihad Watch, escreveu sobre isso. Na verdade, ele não respondeu à questão, apenas pôs o problema em perspectiva comparando o que se pensava no passado, no Vaticano II e o que deve ser feito agora. Colocando o problema diante de Francisco.

O texto é ótimo, pois serve para que se tenha uma idéia de que o mundo de hoje é completamente diferente do mundo do Vaticano II, quando não havia tanta matança de cristãos pelo mundo por muçulmanos.

No artigo, Spencer cita o parágrafo 841 do Catecismo da Igreja Católica, fruto do Vaticano II, que diz:

"Mas o plano de salvação abrange também aqueles que reconhecem o Criador. Entre eles, em primeiro lugar, os muçulmanos, que, professando manter a fé de Abraão, adoram conosco o Deus único, misericordioso, juiz dos homens no último dia."

Vou traduzir partes do texto de Spencer:

A afirmação de que "o plano de salvação" também inclui os muçulmanos levou alguns a afirmar que os padres do Vaticano II estavam dizendo que os muçulmanos e o Islã não devem ser criticados ou contestados. Isto tornou-se uma suposição tão axiomática para muitos clérigos cristãos que eles não se atrevem a pronunciar uma palavra que interrompa o "diálogo" muçulmano-cristão, mesmo quando os muçulmanos em todo o mundo derramam o sangue de cristãos inocentes impunemente.

Mas, como Bento XVI, o predecessor do Papa Francisco notou, o Vaticano II não era um super-conselho cujos ensinamentos substituíam todo o ensino Igreja do passado, mas sim, seus ensinamentos deve ser entendidos à luz da tradição católica. "O conselho Vaticano II não formulou nada de novo em matéria de fé, nem pretende substituir o que era antigo," ele disse em outubro de 2012. "Pelo contrário, preocupou-se com a visão de que a mesma fé pode continuar a ser vivida nos dias de hoje, que pode permanecer uma fé viva em um mundo de mudanças." 


Quando se trata de Islã, o foco consistente de declarações do passado sobre o Islã geralmente não é sobre o que os muçulmanos acreditam, mas na hostilidade dos muçulmanos sobre cristãos e o Cristianismo. Nesse sentido, o Papa Bento XIV, em 1754, reafirmou a proibição que católicos albanêses dessem aos seus filhos "nomes turcos ou muçulmanos" no batismo, salientando que nem mesmo os protestantes ou ortodoxos chegaram a tão baixo nível: "Nenhum dos cismáticos e hereges tem tido erupção suficiente para usar um nome muçulmano, e menos que sua justiça abunda mais do que a deles, você não entrará no reino de Deus." Papa Calixto III, em um espírito um pouco semelhante, em 1455 prometeu " exaltar a verdadeira fé, e extirpar a seita diabólica dos reprováveis e infiéis de Maomé no Oriente. "

Alguns católicos argumentam que as declarações de Bento XIV e Calixto III (e outras declarações como eles de outros papas) simplesmente refletem uma época muito diferente da nossa, e além disso,  as declarações do Vaticano II refletem um espírito mais maduro e uma maior caridade para com os outros, é isto que os cristãos devem exibir.


E pode muito bem ser assim, embora deva-se notar que apesar de ter apenas 50 anos de idade, as declarações do Concílio Vaticano II sobre o Islã refletem a perspectiva de um tempo que desapareceu como desapareceu o tempo de Bento XIV e Calixto III. Na década de 1960, o secularismo e ocidentalização estavam na ordem do dia, em muitas áreas do mundo islâmico. Era, por exemplo, incomum no Cairo na década de 1960  ver uma mulher vestindo um hijab, um véu islâmico comandado por Maomé para um mulher em público, uma mulher deve cobrir tudo, exceto o rosto e as mãos. Hoje, por outro lado, seria de se surpreender nas ruas da mesma cidade ver uma mulher que não esteja coberta.


Os hijabs no Cairo são um sinal visível de uma revolução, ou, mais propriamente, um revival, que varreu o mundo islâmico. Valores islâmicos foram revividos, incluindo não apenas no rigor códigos de vestimenta, mas também hostilidade em relação a idéias ocidentais e princípios. Idéias ocidentais de democracia e pluralismo que eram moda nos círculos da elite em todo o mundo islâmico na primeira metade do século XX caíram em descrédito.


Em outras palavras, o mundo islâmico que os Padres do Concílio Vaticano II tinham em mente está desaparecendo rapidamente. O tom dessas declarações deve ser avaliada dentro do contexto de suas épocas. Para os documentos do Concílio Vaticano II não são menos um produto da sua idade do que as declarações de Bento XIV e III Calixto são um produto da época deles. 


Isso não quer dizer, entretanto, que voltaram para o mundo de Bento XIV e III Calixto, quando os católicos compreenderam que o islamismo, como era então popularmente denominado (para a indignação dos próprios muçulmanos), estava mergulhado na mentira, talvez mesmo diabólica e dedicado à destruição da Igreja e para a conversão ou a subjugação dos cristãos. Estamos separados por séculos de pressupostos culturais do mundo em que era mesmo possível pensar a fé como tendo inimigos e que precisa ser defendida. Católicos da era moderna há muito assumido que esse mundo tinha ido embora para sempre, e há alguma razão para acreditar que ele acabou realmente.


Mas com a perseguição de cristãos em todo o mundo muçulmano elevada, também há evidências de que esse mundo áspero velho esteja retornando; que ele não acabou completamente quanto parecia. Esse é o mundo com o qual o Papa Francisco terá de lidar. 

sexta-feira, 15 de março de 2013

Hamlet (de Shakespeare) e Francisco


Quem é seu deus? O mundo ou Deus? Você espera  ser reconhecido pelo mundo ou por Deus? Você realmente tem fé em Deus? Você segue o que dita a lógica mundana ou os preceitos de Cristo?  O Dr. Mitchell Kalpakgian fez um excelente post sobre isto no site da revista Crisis Magazine, usando a tragédia de William Shakespeare, Hamlet.  

Ao ler o texto de Kalpakgian eu me lembrei do que eu escrevi ontem. Eu relacionei Hamlet com o que disse o Papa Francisco sobre o que de pior pode acontecer na Igreja Católica. Eu mostrei ontem que o Papa Francisco, em uma entrevista, disse que o pior que pode acontecer com a Igreja é a adoção de uma "espititualidade mundana" sem Deus, é a glorificação do homem, é o esquecimento de Deus.

Vejam o que diz o primeiro e o último parágrafos de Kalpakgian (traduzo em azul). Reparem que  é exatamente o mesmo ponto do Papa Francisco.

Na luta cósmica entre o bem eo mal, Shakespeare apresenta o conflito incessante entre duas filosofias que moldam a condição humana. A filosofia de Cláudio, o tirano usurpador que secretamente envenenou seu irmão, o Rei Hamlet e se casou com sua esposa, a rainha Gertrudes, que considera que o poder é um direito, o homem é um deus, e que o fim justifica os meios. A filosofia de Hamlet, o filho do Rei, príncipe da Dinamarca, que reconhece que a justiça é divina e eterna em sua origem, que o homem é o servo e criatura de Deus, e que não se pode fazer mal para alcançar o bem. Cláudio não tem nenhum escrúpulo em matar o príncipe Hamlet mais do que em assassinar o rei. Desconfiados de que Hamlet sabe a verdade sobre o assassinato e cauteloso pelo perigo Hamlet representa, Cláudio planeja enviar Hamlet para a Inglaterra sob o pretexto de uma mudança de cenário para curá-lo da melancolia sobre a morte de seu pai. Viajar com dois chamados antigos amigos do, universidade Rosencrantz e Guildenstern, Hamlet descobre um pacote de cartas ordenando sua execução, na Inglaterra. Cláudio, o maquiavélico mestre, parcelas, mentiras e mortes com a brutalidade do leão ea astúcia da raposa. Ele é o árbitro divino da vida e da morte, e ele está determinado a  tudo para suas ambições egoístas.

Quando o homem age com coragem moral e procura a justiça em vez de vingança e quando sofre injustiças, em vez de infligir o mal, ele vê a mão de Deus. Como Hamlet milagrosamente escapou da morte no navio, ele retorna para a Dinamarca sem medo e corajosamente aceita a proposta de Cláudio para o jogo de esgrima, apesar da advertência de Horácio de possível traição ("Você vai perder, meu senhor"). Em seu ódio ao mal e na sua confiança na Divina Providência, Hamlet não teme a morte quando ele entra no jogo de esgrima: "Há uma iniludível providência na queda de um pardal. Se for este o momento, não está para vir; se não está para vir, é este o momento; se não é este o momento, há de vir todavia—estar pronto é tudo." 
No final da tragédia, Hamlet não reage aos acontecimentos passivamente sofrendo infortúnios, ou fico no desespero, mas age contra eles, como o príncipe valente que ele é, o homem criado à imagem de Deus, não o homem como Deus, mas homem na verdadeira imagem cristã, que Hamlet descreve em suas famosas palavras: "Que obra de arte é o homem! Como é nobre na razão! Como é infinito em faculdades! Na forma e no movimento, como é expressivo e admirável! Na ação, é como um anjo! Em inteligência, é como um Deus! A beleza do mundo! O paradigma dos animais! E no entanto, para mim, o que é esta quintessência do pó?"

Leiam todo todo o texto do Dr. Mitchell, é sensacional. Quem conhece a tragédia de Hamlet fica mais fácil entender, mas acho que Kalpakgian facilitou bastante e permite que todos entendam.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Qual a pior coisa que pode acontecer com a Igreja, Francisco?


Depois da eleição do Papa Francisco (acima com o Papa Bento XVI), na busca por informações, muitos sites da internet mostram entrevistas do então cardeal Bergoglio que tornou-se o nosso Papa Francisco ontem.

Gostaria de dizer que eu não conhecia nada de Francisco, e estou profundamente feliz ao ler o que ele diz.

Em uma destas entrevistas, ele responde o que de pior pode acontecer a Igreja. Vou traduzir o que ele respondeu. Na resposta, ele cita o teólogo jesuíta que era muito admirado por João Paulo II, cardeal Henri de Lubac.

Diz, Francisco, sobre qual é a pior coisa que pode acontecer com a Igreja:

"É o que De Lubac chamou de "espiritualidade mundana" (em inglês, spiritual wordliness). É o maior perigo da Igreja, para nós, que somos a Igreja. "É pior", dizia De Lubac, "mais desastroso que a lepra infame que desfigurou a amada Esposa (Igreja) no tempo dos papas libertinos". Espiritualidade mundana é colocar a si mesmo no centro. É o que Jesus viu nos Fariseus: "aqueles que glorificam a si mesmos".

Eu costumo dizer que o orgulho é fonte de muitos pecados. Vendo o que diz o nosso Papa, eu concordo plenamente, e considero que o que ele chama de "espiritualidade mundana" é também fruto do orgulho, é vontade do homem em ser Deus, que inclusive é origem de todos os pecados, como mostrado pela mordida de Adão e Eva na "fruta do conhecimento".

O Papa Bento XVI atacou a "ditadura do relativismo", que destrói todos os conceitos do cristianismo e afastava o homem de Deus. O nosso Francisco fala do perigo da "espiritualidade mundana" que também nos destrói e nos afasta do divino. São duas graves doenças do mundo moderno. Sinto muito orgulho de ver os líderes da minha Igreja atacando doenças tão destruidoras do homem de hoje.

Rezemos por Bento XVI e Francisco.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Habemus Papam: Francisco


Temos o primero Papa jesuíta e latino-americano, Papa Francisco, tem 76 anos. É o 266º Papa.

Como se diz em Roma: "Entra-se  no Conclave como Papa e sai como cardeal", isto é, os favoritos a papa tendem a perder. Ninguém prestou atenção no cardeal Jorge Mario Bergoglio, agora Papa Francisco.  Meu amigo "avmss" esclareceu que é Papa Francisco e não Francisco I, pois não há Francisco II.

Papa Francisco é conhecido por sua humildade e deixou claro isto logo nas primeiras palavras pedindo que rezassem por ele e por Bento XVI. É dito que ele logo cedo criticou a teologia da libertação (graças a Deus).



Acho que a principal crítica vai ser que ele já tem idade avançada.

Rezemos por ele, que ele leve a Igreja de Cristo a todos e defenda os cristãos.

Viva Francisco!

Ainda não temos Papa brasileiro, mas já temos um clérigo xiita brasileiro


A Folha de São Paulo relata hoje que o Brasil tem o primeiro clérigo xiita, formado no Irã. O nome dele é Rodrigo Jalloul (foto acima).

Foi interessante ler as palavras de Jalloul na reportagem. Ele diz:

1) "Minha intenção é ensinar aos brasileiros a verdadeira face do islã e mostrar que se trata de uma religião de paz, amor e solidariedade";

2)  "Nos meus longos anos de estudos, nunca ouvi falar que homem deveria bater em mulher ou que pessoas iriam queimar no mármore do inferno. Quem diz isso está distorcendo a religião."

3) Jalloul não quer casar com iranianas, porque "As iranianas são muito bonitas, mas a cultura não bate com a nossa."

Bom, sobre o Islã ser uma religião da paz, seria interessante saber como o clérigo brasileiro explica por exemplo as Suras (versos do Alcorão): 2:191-193, 3:151, 8:39 e 9:29.

Para se ter uma idéia as Suras 9:29  e 8:39 dizem:

  1. "Lutem contra aqueles que 1) não crêem em Alá 2) no Dia do Juízo Final 3) não se abstêm do que Alá e Seu Mensageiro proibiram, e 4) não reconhecem a religião da verdade (Islã), entre os povos da Escritura (Judeus e Cristãos), até que eles paguem a taxa Jizyah de submissão, e se sintam submetidos.” 
  2. "E Combatei-os até que não exista mais infiéis e politeístas, e prevaleça totalmente a religião de Alá. Porém, se eles pararem de adorar outros deuses além de Alá, saibam que Alá vê tudo o que eles fazem"      
Sem falar que o clérigo brasileiro fala do Irã, um país que financia o terrorismo ao redor do mundo. Ver, por exemplo, a Síria no momento.

Sobre bater em mulher e casamento, realmente a cultura islâmica é bem diferente, a mulher tem papel bem secundário, um homem pode casar com até quatro mulheres (permitido pelo Alcorão) e elas podem ser bem jovens, uma vez que Maomé casou com uma menina de 6 anos (Aisha).

Sobre a permissão de bater em mulheres, geralmente quem defende este preceito usa a Sura 4:34 do Alcorão, que diz:

"Homens são os protetores e mantenedores das mulheres, porque Deus deu mais força a um do que a outro, e porque os homens fornecem os meios de sobrevivência. Portanto a mulher direita são devotas e obedientes, e se guardam na ausência do marido, o que Alá quer que elas guardem. E sobre aquelas mulheres desleais e que se comportam mal, advirtam elas, se recusem a dividir a cama com elas, e batam nelas, mas se elas se tornarem obedientes, não as pertubem mais."

É também interessante alguém se tornar clérigo xiita e falar que prefere uma mulher brasileira por causa da "cultura" do Brasil. Quer dizer, ele usa as culturas de acordo com que lhe apetece.


terça-feira, 12 de março de 2013

A "Sala das Lágrimas" espera por...


Imagine que um dia você escolheu ser padre. Enfrentou a sua família e os amigos que queriam que você se cassasse e tivesse filhos. Teve que se justificar inúmeras vezes, mostrar o seu amor por Jesus Cristo. Sofreu a desconfiança de muitos. Até chegar no seminário, onde aprendeu filosofia e teologia e ficou iluminado com as palavras da Bíblia. Então, você atinge seu objetivo, consegue ser padre. Rezou sua primeira missa, daí vieram inúmeras missas e cerimônias. E você consegue aos poucos alcançar posições superiores na Igreja até chegar a cardeal. Chega certo dia, e você ver o mundo lhe elegendo como novo Papa da Igreja Católica, liderando milhões de cristãos no mundo, sente a enorme cruz que recebeu, mas tem fé que Cristo lhe guiará.

Após a sua eleição, depois dos cumprimentos dos cardeais, antes de ser apresentado ao mundo, você se recolhe e relembra tudo o que passou na "Sala das Lágrimas".

O vídeo da Rome Reports mostra como estar a "Sala das Lágrimas" esperando pelo novo papa que começa a ser eleito hoje.

Vou traduzir o vídeo abaixo em azul.



Esta é a sala chamada Sala das Lágrimas. Está a poucos metros de distância da Capela Sistina, mas o mais importante é que é o lugar onde um Papa recém-eleito usa sua vestimenta papal branca pela primeira vez.  

Como ninguém sabe exatamente quem vai ser eleito, o Vaticano preparou três vestes papais de diferentes tamanhos, que já estão na Sala das Lágrimas. Além disso, existem três diferentes pares de sapatos vermelhos e chapéus papais, de modo que o próximo Papa pode escolher. 

É chamada Sala das lágrimas porque o Papa recém-eleito, dominado pela alegria e peso do cargo, é conhecido por derramar lágrimas aqui, momentos depois de ser eleito Papa e antes de se apresentar ao mundo na varanda de São Pedro.


segunda-feira, 11 de março de 2013

Elegendo um Papa: "É Assustador". "É Oração". "É Solene'". "É Espírito Santo".


Começa amanhã o processo da escolha do novo Papa da Igreja Católica. O site Catholic News Service fez um vídeo com entrevistas a cardeias, para que eles dissessem como é a atmosfera da eleição de um papa, nas palavras de quem elege e pode ser eleito. O vídeo ficou excelente, consegue passar a solenidade, a emoção, e o ambiente de oração que fazem parte da eleição.

O vídeo da Catholic News Service também fala do processo para se eleger um papa. Vou mostrar o que diz o vídeo sobre o processo e traduzir o que dizem os cardeiais.



O vídeo explica o processo do Conclave:

1) São 115 cardeias eleitores;

2) Na caminhada para a Capela Sistina, os cardeais vão em procissão seguindo a cruz;

3) Na procissão,  os cardeais vão rezando (cantando) a Litania dos Santos do Leste e do Oeste (abaixo eu mostro a Litania) e uma série de invocações a Cristo;

4) Ao chegar, os cardeais fazem juramento solene de observar as regras para se eleger o papa;

5) Eles também prometem manter em segredo tudo que ocorreu na eleição;

6) Todos os dias do Conclave ocorre um missa, os cardeias lêem as escrituras e rezam, antes de cada votação.

7) O eleito é aquele que consegue 2/3 dos votos. Se não se consegue 2/3, fumaça negra sai da chaminé da Capela, se 2/3 é alcançado o mundo verá fumaça branca. 

8) O papa eleito depois faz juramento de seguir os preceitos da Igreja e defender os direitos espirituais e temporais da Igreja;

9) Depois da eleição, os cardeais rezam dentro da Capela e se aproximam do novo papa e prestam homenagem a ele.

10) Então, um cardeal se aproxima da janela do Vaticano e diz: "Habemus Papam" (nós temos Papa), e o Papa se aproxima da janela e cumprimenta os fiéis que o aguardavam

Cardeal Francis Stafford:

" Os cardeais são chamados para ouvir o interior, para que possam ouvir o que diz o Espírito de Deus, porque eles estão fazendo algo muito muito significante, eles estão elegendo o sucessor de Pedro, para ocupar o lugar de Cristo na Terra"

Cardeal Oscar Maradiaga

"Durante o processo quando os cardeais estão votando, nós estamos rezando. É como um grande cenáculo de orações. É lindo, a experiência mais adorável que se pode participar. Eu desejo que todas as eleições fossem assim, envoltas de orações."

Cardeal Wilfrid Napier

"Há sensação de excitação, ansiedade. É a cerimônia mais solene, mas difícil. É assustador, escrever o nome do futuro papa e ir votar, rezando a Jesus Cristo para ele ser o juiz da decisão para que se escolha aquele que vai liderar a Igreja. É um momento muito intenso."

A oração  mencionada pelo Cardeal Napier é "Testor Christum Dominum, qui me iudicaturus est, me eum eligere, quem secundum Deum iudico eligi debere." (Eu clamo por Jesus Cristo, meu Deus, como minha testemunha, que será meu juiz, para que meu voto seja dado para aquele que diante de Deus eu acho que deveria ser eleito)

Cardeal Theodore McCarrick

"Não é um momento fácil, está sempre na cabeça: que será meu líder e o líder de milhões de pessoas?"

Cardeal Francis Stafford

"De certa forma, eu estou feliz [por ser aposentado] e não ter que fazer isso de novo. É um carga muito pesada."

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Litania dos Santos



(Agradeço a indicação do vídeo da Catholic News Service ao site New Advent e o vídeo da Litania ao blog Whispers in the Loggia)