segunda-feira, 14 de julho de 2014

"Ignore o Papa, Ele não diz nada"


Estou lendo hoje reações à nova entrevista do Papa, que eu nem tive coragem de ler, para proteger a minha saúde. Perdão, mas minha paciência com o Papa Francisco é limitada e tendo a comparar o Papa Francisco com o papas que admiro (Leão XIII, Pio X, Pio XI e Bento XVI). O Papa Francisco, por vezes, parece mais um político do que um Papa. Certa vez, eu até li um argentino dizer isso, que na Argentina as pessoas eram muito políticas (preocupadas com a imagem pública) e assim também era o Papa Francisco.

Interessantes é que dos sites que acompanho, alguns que resistiam em criticar o Papa Francisco começam a aceitar o fato que o Papa Francisco "fala sem pensar", coisa que gente, como eu mesmo, há muito tempo já tinha reparado. Eu vi isso logo na entrevista que ele deu ao Fantástico no Brasil (foto acima) quando ele disse que "não se importava com a religião da escola da criança, queria ver a criança educada", esquecendo-se de que a religião é um fator fundamental na formação de uma criança, forma seu caráter. Em suma, o Papa, de cara, já disse que a religião que ele chefia não importava.

Eu não estou lendo hoje análises da entrevistas, pois isso não me interessa, sei que ficarei chateado demais.

Vou indicar dois textos para refletir.

O primeiro é uma crítica a entrevista em si, ao modo como é feita. É um texto de Patrick Archbold e se chama: What did the Pope Just Say? Zero Things to Know and Share . Archbold relembra que a nova entrevista do Papa mais uma vez é feita (supostamente) sem ser gravada. Então todas as palavras que estão no texto da entrevista do Papa não poderiam ser atribuídas a ele, podem ser delírio do cara que entrevistou. Isto foi dito pelo próprio Vaticano. Assim, não haveria nada a comentar. Nada. Zero.

O segundo é da blogueira premiada pelo próprio Vaticano, Katrina Fernandez, e se chama The Importance of Ignoring the Pope.

Ela se mostra cansada de ler o que diz o Papa Francisco e ver como ele é "fonte de divisão e escândalo". Ela propõe simplesmente ignorar o Papa, e nem se guiar por ele, e focar na bela história, doutrina e tradição da Igreja Católica.

O problema que vejo na análise da Fernandez é que alguém só ficará triste e verá necessidade de "ignorar" o Papa Francisco se já conhecer a história, doutrina e a tradição da Igreja. Os outros no máximo ficarão apenas confusos, como é o próprio Papa.

É triste ver isto tudo acontecendo. Realmente, o Papa Francisco me causa depressão.

Rezemos pela Igreja.

2 comentários:

José Santiago Lima disse...


Caro Pedro Erik, como gostaria de não ter de repetir tudo o que você escreveu.

Confesso que no fundo venho me convencendo de que a postura "menos sofrível" a ser
adotada é a indicada por Fernandez... mas por outro lado, como você bem observou, e os outros, isto é, a grande maioria?

Tristes tempos... "É triste ver isto tudo acontecendo. Realmente, o Papa Francisco me causa depressão."

Pedro Erik disse...

Obrigado, caríssimo Santiago.
Realmente fico triste em pensar no impacto perverso das palavras do Papa sobre todos que amam a Igreja.
Rezemos.
Abraço
Pedro Erik