sábado, 23 de agosto de 2014

Discutindo com um Ateu. Dawkins e os Ateus que eu conheço.


Esta semana o ateu mais famoso do mundo, Richard Dawkins, declarou que é uma "obrigação moral" abortar crianças com síndrome de Down, refletindo o pensamento de eugenia antigo que pode ser encontrado de Charles Darwin (no livro The Descent of Man),  passando por Nietszche (livro Beyond the Good and Evil), por Margaret Sanger (livro The Pivot of Civilization) até Hitler (que matou milhares de deficientes durante o nazismo).

J.D.Flynn fez uma carta aberta para Dawkins sobre esta sugestão diabólica dele. A ex-candidata a vice-presidente dos Estados Unidos, Sarah Palin, que tem um filho com síndrome de Down, também reagiu, lindamente.

Como diz o site Real Life Catholic, um ateu pode sim ter uma vida com boas experiências, pode ser uma pessoa de bom trato com as outras, educada, etc. Mas o ateísmo leva sempre a conclusão lógica de que a vida humana não tem nenhum sentido, por isso a ideologia dessas pessoas bem educadas logicamente levam à destruição do homem. Como mostra Dawkins.

Eu acrescentaria que o ateu tende a ter mais sucesso no mundo. O mundo não pertence aos cristãos, como alertou Cristo. Como o ateu tende a ser dedicar ao mundo, às coisas materiais, ele tende a ter mais sucesso. Usando um exemplo bem simples, quando eu era jovem eu via claramente a diferença de tratamento das pessoas quando eu andava no carro de meu pai e quando eu andava a pé. Todos sabem como o dinheiro atrai pessoas. E todos sabem que elas desaparecem quando o dinheiro (poder, fama, etc.) acaba.

Eu de vez em quando debato com ateus. Não porque eu ande atrás de debate é que eu não deixo passar certas frases ditas pelas pessoas.

Eu sempre vejo caraterísticas semelhantes em ateus. Tais como:

1) Eles não estudaram religião. Eles costumam não saber nada sobre cristianismo, islamismo, judaísmo, etc. Não lêem a Bíblia. Não estudam teologia.

2) Mesmo sem ter estudado, eles falam como alguém que tem toda certeza sobre o que dizem. Eles parecem religiosos fanáticos.

3) Rapidamente, eles vão se irritar pois logo fica claro que eles não conhecem nada sobre religião, se você mostra isso de forma educada.

4) Eles podem até ter estudado lógica, e até saberem muita matemática, mas cometem erros grosseiros de lógica no raciocínio.

Esta semana eu debati duas vezes com ateus. E vi todas estas características acima.

O primeiro é muito estudioso e fala diversas línguas, segundo ele. Estávamos conversando sobre economia. Quando ele disse que a economia não tinha base moral. Daí, eu respondi que tudo tem base moral e a base moral da economia desde Adam Smith é o pecado do egoísmo.

Daí, o debate passou a ser religião, e ele soltou várias informações absurdas, como: "Desde de 2 anos, eu sei que Deus não existe".

Como uma criança de dois anos pode responder a maior pergunta da humanidade?

Ele falou também que "não está nem aí para pecado". Então, eu perguntei se ele cometia então qualquer pecado sem se preocupar. Ele respondeu que não. Daí, eu disse que então ele estava sim aí para pecado. E que ele acabara de cometer o maior pecado ao dizer que não está nem aí. Ele disse que nem sabe quais são os 10 mandamentos (!). Daí, eu disse que esse pecado que ele cometeu não faz parte dos 10 mandamentos, mas era o único imperdoável. Era o pecado contra o Espírito Santo, que o próprio Cristo disse que não tinha perdão. A partir daí, ele ficou meio perturbado, não soube como responder às minhas informações, e ainda disse que esperava que "Deus o perdoasse"(!).

O outro debate foi em na cadeira da dentista.

Ela estava me contando um caso e lá pelas tantas disse que "para médicos, dentistas e advogados" não se mente. Eu acrescentei que ela deveria incluir os padres na lista. Ela ficou irritada e disse que não, que "tem muito padre ruim, que não confia em padre".

Daí, eu perguntei: "você confia em advogados, médicos e dentistas? Todos são ótimos?". Ela, então, entrou em contradição, respondeu: "Eu não, detesto advogados e a grande maioria dos médicos e dentistas são péssimos". Daí, eu perguntei: qual diferença em relação aos padres, então?

Ela não soube responder obviamente e perguntou se eu conhecia um tal padre Marcos. Mas mesmo se o tal padre Marcos seja terrível, ele não representa a totalidade dos padres, nem a média dos padres. É um erro lógico tomar o todo pelo particular.

Bom, em resumo, eu diria que debater religião é uma das coisas mais importantes da humanidade. Se você quer defender o cristianismo, deve se preparar para não cair em armadilhas de ateus. Lembre que o próprio Demônio usou passagens da Bíblia contra Cristo (Lucas 4). Além disso, sempre seja educado debatendo, sendo também assertivo. E, finalmente, estude lógica. Eu sou professor de lógica e costumo dizer aos meus alunos que se os brasileiros soubessem apenas lógica (não precisa saber português ou matemática) seríamos um país muito melhor. Deus é logos, razão, lógica. Além de amor.


8 comentários:

silence et solitude disse...

Que coragem! Debater numa cadeira de dentista! Na hora, eu lembraria de Laurence Olivier, em "Maratona da Morte"! Ai, que meda! Mas, sério, tá certo! A gente prega o Evangelho como tem que ser e reza para que a semente frutifique. Quem sabe um dia se, mesmo na hora da morte, as nossas palavras servirão de base para uma contrição perfeita, não é mesmo? Alguns "ateus" apenas não foram confrontados com uma fé adulta e podem estar esperando um "testemunho prático", o único que presta, o que na verdade é simples demonstração, exemplo. Abração, amigo!

Pedro Erik disse...

Caríssimo Silence et solitude,

Você não sabe o medo que tenho de dentista. Se tenho que ir, começo a sofrer uma semana antes e na hora, só com anestesia.

Eu já estava anestesiado na hora do debate, hehe.

Abraço,
Pedro Erik

Anônimo disse...

Quero te pedir um favor:
leia o artigo "Cristão, fique longe desse artigo", postado em 23/8/14 (ontem) no bloglaurabotelho.blogspot.com.br
Eu já li algumas coisas estranhas a respeito dos "nossos Papas", mas não me lembro de ter lido algo tão forte, com tantos detalhes. Se for mentira, é uma mentira escabrosa, se for verdade, não há adjetivo que lhe caiba.
Peço que use seu conhecimento, sua análise, se possível, imparcial,e me responda.
Peço que não publique este meu pedido, a não ser quando tenha uma resposta à altura daquele artigo.
P.S. Acompanho o citado blog, e o respeito, mesmo que não concorde com tudo, gosto de ler os artigos nele postados. Nem tive coragem, ainda, de ver o vídeo ao fim do artigo.
Muito obrigada, Mara

Pedro Erik disse...

É uma completa bobagem, Mara.

Eu publiquei no blog dois posts sobre o caso da Irlanda. Veja:

http://thyselfolord.blogspot.com.br/2014/06/associated-press-pede-desculpas-aos.html

e

http://thyselfolord.blogspot.com.br/2014/06/e-o-caso-dos-800-bebes-da-irlanda-culpa.html


Tenha fé na Igreja. Ela não é perfeita, claro. Mas como disse um teólogo, no dia que você encontrar uma Igreja perfeita se junte a ela e ela não será mais perfeita.

E além disso, o mundo luta contra a Igreja não porque ela faça mal ao mundo, mas porque ela leva Cristo.

Abraço,
Pedro Erik

juscelino disse...

Ateu alem de hipocrita é um covarde de carteirinha. Como não tem nada a que se agarrar por isso, é o tipico que chama a mamãe no "inicio do primeiro" aperto. E tem muitas histórias que na hora dos finalmente entregam os pontos nos seus últimos momentos e clamam por quem renegaram a vida toda. E de 99% desses se você questionar se ja entraram numa igreja além de ir para um casamento todos negam.. A maioria é ateu por modismo ou porque o profi lhes pregou isso. São todos ateus sem conhecimento de causa..Mas o mais cruel de aturar esse pessoal é fato de acharem que são o máximo intelectualmente e todo o resto burro e fanatico..

Pedro Erik disse...

É verdade, Juscelino. Incrível como arrogância está sempre presente nos ateus. Eles não estudam teologia mas se apresentam como especialistas.
Abraço
Pedro Erik

Anônimo disse...

Bom dia amigo!
Eu já disse aqui a seguinte frase: assim como o mau pagador deseja que seu credor não exista, o pecador que não quer se converter também deseja que Deus não exista. De certa forma isso nos ajuda a compreender o porquê dos ateus não aceitarem os bons argumentos.
Mas o tipo de ateu que realmente me preocupa é o daqueles que eram crentes e perderam a Fé. Tenho um amigo muito querido que foi um bom católico, mas as dificuldades da sua vida o fizeram perder a Fé. É mais ou menos o que Cristo nos alertou na parábola do semeador, da semente que caiu entre os espinhos e foi sufocada.
Peço suas oraçoes por ele, amigo.
Fique com Deus.
Gustavo.

Pedro Erik disse...

Acontece realmente muito isso, caro Gustavo.
Uma separação um doença e a pessoa passa a odiar Deus. Lembro do cantor Roberto Carlos reagiu contra Deus quando morreu sua esposa.
Mas não tenho tanta preocupação com estes pois é a dor que fala. Quando se acalmarem e puderem ouvir o livro de Jo tem a resposta.
Grande abraço,
Pedro Erik