segunda-feira, 11 de agosto de 2014

O Mal Existe, Papa! Só sabendo disso, podemos vencer o Terror.


O Papa Francisco disse que "não se faz guerra em nome de Deus". Bom, a história é plena de guerras em nome de Deus, não é apenas coisa do Velho Testamento. Além disso, eu diria que no fundo toda guerra é uma guerra de modos teológicos de ver a vida, usando a frase de Chesterton que disse que "todo debate é um debate teológico".

Então, realmente não consigo entender o que ele quis dizer. Mesmo que ele queira dizer que não se deve fazer em guerra em nome de Deus, ele está historicamente e filosoficamente errado, do meu ponto de vista.

E ele também disse "não se pode odiar em nome de Deus". Bom, claro que pode, deve-se odiar o pecado. O mal. Odeia-se o mal em nome de Deus.

Hoje, eu leio no Weasel Zippers que o grupo terrorista ISIS matou uma criança cortando-a ao meio e que matou oito membros de uma família cristã com tiros na cabeça. No final de semana, foi divulgado que 500 pessoas foram mortas e até enterradas vivas pelo ISIS, incluindo crianças.

O que é isso? É o MAL!!!

Como podemos vencer o mal? Primeiro, abandonando o pensar hippie idiota, do paz e amor. Para entender que muitas vezes, como a história mostrou, o mal só pode ser vencido com a guerra (ver Hitler ou Khadafi, para usar exemplos recentes). Muitos santos disseram isso, desde Santo Agostinho, passando por São Francisco e São Tomás de Aquino. Eles definiram a necessidade de guerra e como deve-se fazê-la.

E aí como deve-se fazer a guerra contra o ISIS? Jogando bombas nos terroristas de vez em quando?

Bom, dois generais aposentados dos Estados Unidos dizem que não se derrota o ISIS dessa forma. E que a medida de Obama de jogar bombas é apenas uma ação política. É necessário gente no chão para lutar contra o ISIS. É necessário uma campanha militar completa.

Outro que disse que a medida dos Estados Unidos não é suficiente é nada mais nada menos do que o Patriarca Caldeu do Iraque Louis Sako. Ele disse que está decepcionado com Obama por ele querer proteger apenas a cidade curda de Erbil. Sako sabe o que está dizendo, testemunhou o que os terroristas são capazes de fazer.

Acho que o Papa faria melhor se ouvisse Sako e também discorresse sobre a necessidade de poderio militar para conter o mal. Há inúmeros santos do seu lado. 

O que não há é santo hippie.


(Agradeceu o texto sobre Sako ao site Pewsitter)

2 comentários:

Anônimo disse...

Pedro,

Me parece que tudo isso é medo de prejudicar o "diálogo" (que já é o novo bezerro de ouro). Fiz uma ponderação sobre o assunto em outro lugar e gostaria de trazê-la (é possível que apresente problemas conceituais, pois meu conhecimento sobre o tema é pouco profundo):

Os apologistas islamitas afirmam que o wahabismo (essa vertente fundamentalista que inspira os neo-jihhadistas), o terrorismo suicida, o extermínio dos “infiéis” é, na verdade, uma má interpretação, praticamente uma “heresia” dentro do Islamismo. São, portanto, minoritários. Trago essa justificativa que se dá em toda e qualquer discussão quando o assunto é o Islã porque creio que é com base nela que os “ecumaníacos” justificam seus silêncios, suas simpatias e seus medos em ofenderem os muçulmanos “do bem”.

Desnecessário dizer que se trata de uma desculpa muito fácil de ser refutada, pois a defesa da sharia, a pena capital por apostasia e os governos teocráticos que perseguem minorias não são particularidade dos wahabitas (quando muito os atentados suicidas o são), e os próprios escritos sagrados islâmicos tem larga margem de interpretação radical.

Mas por um instante, a título de exercício do pensamento, deixemos de lado o que é óbvio e finjamos que a explicação deles é verdadeira, ou seja, que existe um Islã da paz e que os radicais são apenas herejes que corrompem a correta interpretação. Supondo que isso é verdade, QUAL ATITUDE as nações islâmicas, os conselhos religiosos, enfim, os “verdadeiros muçulmanos” estão tomando contra esses radicais? Alguém já soube de condenações oficiais? Alguém já os ouviu dizendo que esses que se anunciam como defensores da pureza do Islã são na verdade herejes? Faria sentido não apenas por caridade para com os perseguidos, mas porque – segundo a defesa deles – se trata de deturpação religiosa. Todo mundo sabe que as nações islâmicas não poupam esforços para fazerem cumprir suas regras, que também não poupam esforços para espalharem sua religião pelo mundo com o dinheiro do petróleo. Então, cadê os esforços para eliminarem os radicais? Respondo: não existe esse esforço.

Diante disso não é muito difícil tecermos uma conclusão a respeito da “teoria” de que o radicalismo é uma exceção, um ponto fora da curva.


Um abraço,

André

Pedro Erik disse...

Caro André,

Quem diz que terrorista que mata infiéis ou civis faz uma aberração ao Islã, não conhece o Alcorão. Nem a vida de Maomé.
Há dezenas de versos no Alcorão defendendo a eliminação dos infiéis, especialmente judeus e cristãos, e Maomé durante a vida fez exatamente isso.
Por exemplo, veja o verso 9:5, ou quase os capítulos 8 e 9 inteiros do Alcorão, além de passagens nos capítulos 2,3 e 4 e 5.
O fato é simples, os moderados islâmicos não podem reagir contra o terrorismo pois seria falar contra o Alcorão e a vida de Maomé.

Parece-me que você está confundindo wahabitas com terroristas. São coisas diferentes, wahabitas é apenas a versão saudita do Islã, muito radical contra mulheres, gays e ladrões, mas amiga dos Estados Unidos. Apesar de que wahabitas ensinam terrorismo em todo mundo com madrassas. E a maioria dos terroristas do 11 de setembro eram sauditas.

Abraço,
Pedro Erik