sábado, 20 de dezembro de 2014

A Guerra Secreta do Vaticano: Como Papa Francisco Traz Discórdia


O título do meu post é apenas tradução do título da revista francesa Le Figaro, edição desta semana (19 de dezembro), que traz também uma entrevista com Cardeal Burke. Infelizmente, o site da revista não é aberto ao público.

Mas o Rorate Caeli publicou a entrevista com Cardeal Burke. O Rorate Caeli que leu a  revista diz que o tema geral é o autoritarismo do Papa Francisco e como muitos estão insatisfeitos e perplexos com o Papa.

Aqui vai tradução da entrevista de Burke:

Cardeal Burke: "Estou muito preocupado."

Jean-Marie Guénois
Le Figaro Magazine
19 de dezembro de 2014

Nomeado por Bento XVI prefeito do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica, um dicastério da Cúria Romana, o cardeal americano Raymond Burke foi demitido desta missão por Francisco, e nomeado capelão da Ordem de Malta. Em um evento extremamente raro na história da Igreja, ele se atreveu a criticar publicamente o método seguido pelo Papa durante o Sínodo sobre a Família.

Le Figaro Magazine - Pode um cardeal estar em desacordo com o papa?


Cardeal Burke - É certamente possível para um cardeal estar em desacordo com o papa sobre as questões processuais ou de uma linha pastoral. Mas é, por outro lado impossível que haja uma divergência sobre um assunto de doutrina e disciplina da Igreja. Isso significa, portanto, que um cardeal, em determinadas situações, tem o dever de dizer o que ele realmente pensa ao papa. Obviamente, ele deve sempre expressar-se de forma respeitosa, porque o papa representa o ministério petrino. Mas se o papa tem cardeais em torno dele, é precisamente com o objetivo de dar-lhe conselhos.

Foi demasiada importância dada às divergências notadas durante o Sínodo sobre a Família?

O que é estranho neste dossier dos divorciados recasados é que aqueles que lembraram e apoiam o que a Igreja sempre ensinou foram acusados de serem contra o Santo Padre, e de não estar em sintonia com a Igreja ... É incrível! Dito isto, a Igreja sempre teve disputas teológicas e fortes confrontos em que os teólogos e cardeais foram levados a dar a sua opinião. Se, portanto, eu publiquei, junto com outros cardeais, um estudo sobre este tema para expressar minha opinião, é no espírito de proporcionar uma verdadeira discussão teológica para alcançar a verdade.

Você ficou chocado com o que aconteceu no Sínodo?

O sínodo foi uma experiência difícil. Havia uma linha, a do cardeal Kasper, poderíamos dizer, por trás da qual se alinharam aqueles que tinham em suas mãos a direção do sínodo. Na verdade, o documento intermediário [Relatio post disceptationem] parecia ter já tinha sido escrito antes das intervenções dos padres sinodais! E de acordo com uma única linha, em favor da posição do cardeal Kasper ... A questão homossexual também foi introduzida, o que não tem nenhuma relação com a questão do casamento, procurando elementos positivos nela. Outro ponto altamente preocupante: o texto intermediário não fez referência às Escrituras, nem para a Tradição da Igreja, nem para o ensino de João Paulo II sobre o amor conjugal. Era, portanto, altamente decepcionante. Como também o fato de que no relatório final foram mantidos os parágrafos sobre a homossexualidade e os divorciados recasados que no entanto não tinham sido aprovados pela maioria necessária de bispos.

O que está em jogo nestas controvérsias?

Em uma época cheia de confusão, como podemos ver  na teoria do gênero, temos o ensinamento da Igreja sobre o matrimônio. No entanto, estamos, sendo empurrados para uma direção de admissão à comunhão dos divorciados que voltaram a casar. Sem mencionar essa obsessão em apressar os procedimentos de anulação do vínculo conjugal. Tudo isso levará de fato a uma espécie de "divórcio católico", e para o enfraquecimento da indissolubilidade do casamento. No entanto, a Igreja deve defender o casamento, e não enfraquecê-lo. A indissolubilidade do matrimônio não é uma penitência, nem um sofrimento. É uma grande beleza para aqueles que a vivem, é uma fonte de alegria. Por isso, estou muito preocupado, e eu apelo a todos os católicos, leigos, sacerdotes e bispos, a envolver-se, a partir de agora até a próxima assembléia próximo, a fim de destacar a verdade sobre o casamento.

- Entrevista concedida em Roma a Jean-Marie Guénois


(Agradeço a indicação do Le Figaro ao site Vox Cantoris)

6 comentários:

Anônimo disse...

Fixe bem o que eu vou dizer.

Esse Papa é o último Papa da Igreja, é o Papa das características como disse São Malaquias.

Uma guerra mundial está iminente (vide Oriente Médio e Rússia e Ucrânia). Ademais, em 2017 irá completar 100 anos da aparição de N.Srª de Fátima. Nenhum dos Papas tiveram a coragem de cumprir o que Ela pediu: A consagração da Rússia ao Seu Imaculado Coração. Por isso as desgraças sobrepujaram no século XX e continuam no século XXI, que culminará com a 3ª guerra mundial.
Esse Papa é subserviente aos inimigos da fé, arrogante, tendencioso, antidoutrinário e antidogmático, mais que os últimos quatro Papas.

Ele é o suprassumo do Concílio Vaticano II.
É o Papa derradeiro. Acredite ou não.

Aluizio Amorim disse...

Muito bom o seu blog!
abraço

Pedro Erik disse...

Obrigado, Aluizio.
Abraço
Pedro Erik

Henoc disse...

Tem havido nesse pontificado uma serie de situações atípicas, estranhas com o papa Francisco; teria convidado as milícias marxistas(movimentos sociais) para as apoiar no Vaticano, a lutar por terras, incentivando querelas a trastes humanos como Stédile, Evo Morales e caterva, além de vários idem outros, gestos unusuais de papas antecessores.
À morte do sutil comunista, terrorista, racista, bruxista e não sei mais o que Nelson Mandela, o papa Francisco, na Radio Vaticano, via por Pietro Parolin exalta legado de Mandela em mensagem aos Nobel da Paz: “Que o legado de não violência e reconciliação de Nelson Mandela possa continuar a inspirar o mundo”. É o que se lê em uma mensagem do Papa, dia 12/12/14 aos membros do 14º Encontro dos vencedores do Prêmio Nobel da Paz, que acontece em Roma e recorda a memória de Nelson Mandela, Nobel da Paz em 1993.
O rubro Mandela é um excelente exemplo de "pacificador", assim como o foram Castro, Stálin, Lênin, Pol Pot...

FireHead disse...

Infelizmente nós só podemos esperar e desejar que o próximo Papa seja melhor. Isto é se vier o próximo, se quisermos acreditar na teoria do primeiro comentador.

Pedro Erik disse...

Tenha fé também no poder da oração, caríssimo Firehead.
Devemos rezar para que o Papa Francisco guie a Igreja para Cristo e não contra Cristo.
Abraço
Pedro Erik