terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Exilados Cubanos e Damas de Branco Criticam Acordo com Cuba e Papa Francisco.


A foto acima é do senador Marco Rubio, ele pode ser o próximo presidente dos Estados Unidos. Ele está em qualquer lista de possíveis candidatos. É um político inteligente, tem uma carreira sólida, apesar de ser novo, sabe falar bem, é católico, e é filho de exilados cubanos.

O que ele estaria achando do acordo dos Estados Unidos com Cuba?

O que os exilados cubanos nos Estados Unidos acham?

Costuma-se dizer que os mais velhos, que conheceram de perto os horrores de Cuba, detestaram a aproximação dos Estados Unidos, mas os filhos de exilados não são contra. Esse não é o caso de Marco Rubio.

Ele é do partido que faz oposição a Obama, mas até membros do próprio partido dele aplaudiram o acordo. No entanto, Rubio, não. Rubio diz que os Castros irão se aproveitar do acordo, mas não promoverão liberdade política.

O jornal Portland Press Herald também relatou a raiva dos exilados cubanos com o acordo e com o próprio Papa Francisco. Para eles, a "Igreja está contaminada."

Outra exilada conhecida nos Estados Unidos é Marielena Montesino, que possui um blog católico.

Ela foi ainda mais severa com o acordo, atacou Obama e também o Papa Francisco.

Ela diz que sofre muito ao ver o acordo feito por Obama lembrando do que ela e sua família passaram em Cuba. E diz que Obama segue uma agenda socialista e que o Papa Francisco abre as portas para marxistas, ateístas e outros e segue os preceitos da ONU.

O texto dela se chama Rewarding the Evil, e vale à pena lê-lo. Ela diz coisas como:


During my life in Cuba, as I walked down the streets of Havana, I never saw any signs of American “colonization.”
Adding insult to injury, Obama mentioned “His Holiness Pope Francis” as a driving force behind this exercise in poor diplomatic judgement. This was also to be expected. Francis has opened the doors of the Vatican wide open to Marxists, Atheists, and others– who march to the beat of the United Nations.
For nearly fifty-six years the world has watched the slow agony of the Cuban people– and very few have stepped up to the plate to denounce it. The international community has no problem uniting with vigorous opposition to programs such as  Operation Condor, which was intended to eradicate communist or Soviet influence in Argentina, Chile, Uruguay, Paraguay, Bolivia and Brazil. But they remain silent when it comes to the horrors committed in Cuba.
Is it any wonder that Alan Gross, the American citizen who was finally released yesterday from a Cuban prison after five years, was met with a picture of Che Guevara at his lawyer’s office in Washington DC?
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Além dos exilados, as famosas Damas de Blanco, que reúne esposas, mães e familiares de presos políticos cubanos criticaram duramente o acordo e o Papa Francisco.




É o que relata hoje no New York Daily News, Nicholas Hahn. As Damas de Blanco sempre falaram que não se deve conceder nada aos ditadores cubanos sem que eles promovam a liberdade na Ilha. 

Além das críticas das Damas de Blanco, Hahn lembra que na Argentina, terra do Papa, também teve ditadura que matou padres, o Papa deveria saber como se deve lidar com ditadores. Ele também menciona Marco Rubio.

Aqui vai parte do que escreveu Nicholas Hahn:

When Berta Soler met Pope Francis, it had been a long time coming.

Soler’s Ladies in White, a Catholic opposition movement comprised of relatives of jailed human rights activists in Cuba, had pleaded numerous times for a meeting with Pope Benedict XVI. He declined and visited the communist island in 2012 only to continue a policy of détente established by his predecessor, John Paul II.

But a short blessing by Pope Francis in March 2013 signaled a slight shift in direction — or that’s at least what Soler believed.

“We think a Latin American Pope is very good for us. Pope Francis knows a little better the problems that our peoples have, he comes from far down and he can help the people who are suffering,” Soler told the Italian newspaper La Stampa after receiving some papal encouragement.

If only Soler and her Ladies had known better. Last week, the Vatican confirmed that for more than 18 months, the Holy See had been working to restore diplomatic relations between the United States and Cuba. The pontiff seems to have blessed the Cuban opposition with one hand, and the Castro brothers with the other.

Soler’s Ladies, Cuban exiles, and other dissident groups have long lobbied against new relations without any concessions from the communist regime. They aren’t as hopeful as others who say more U.S. trade with the Caribbean island may lead to more freedom.

The Argentine pontiff should know a thing or two about the church’s cause for freedom. When a military junta in his own country took power in a 1976 coup during what is called the “Dirty War,” Father Bergoglio was head of the Jesuits.

The future-Pope saw many of his priests and seminarians jailed and killed. Bergoglio is reported to have helped many flee the country and even met with the military dictatorship to save the lives of two imprisoned priests.

But those experiences may not have been on the pontiff's mind when he wrote personal letters to Obama and Castro or when he hosted delegates from Cuba at the Vatican.

While it might be fodder for sensational journalism, Rubio and other Catholics who make public policy shouldn’t have to correct their pontiff on foreign affairs. Clerics are spiritual leaders, not political ones. When prelates pretend to be diplomats, it dilutes their authority on issues of faith and morals.

Francis might have done one better by prodding the Castro brothers about their regime’s woeful human rights record. That would have been in a Pope’s wheelhouse.


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Eu já dei minha opinião sobre este acordo. Também acho que não necessariamente um país livre economicamente é amigo dos valores caros a humanidade (ver China, Arábia Saudita, Venezuela, Argentina...). O possível fim do embargo não traz na mala o respeito aos direitos humanos.

E além disso, é óbvio que o acordo saiu muito barato para Cuba, a ilha não concedeu nada, além de um prisioneiro, e ainda recebeu cinco espiões.

Ninguém, nem o Papa, nem Obama, pediram nenhuma reforma em favor da liberdade do povo cubano. 


(Agradeço a informação das Damas de Blanco ao site Pewsitter)

5 comentários:

Anônimo disse...

Feliz Natal amigo!
Que o Menino Jesus encontre morada em seu coração.
Um Santo Natal para toda sua família!

Obrigado pelas informações do ano que se passou. Rezemos para que o próximo ano seja melhor. Um abraço.

Gustavo.

Pedro Erik disse...

Muito obrigado, caríssimo Gustavo.
Que Deus abençoe você e sua família.
Rezemos pelo Papa., pela proteção da Doutrina Católica, pelos cristãos no Iraque e na Síria. E por nós e nossas famílias.
Que 2015 traga vitória de Cristo.
Abraço
Pedro Erik

Anônimo disse...

Pedro,

Também desejo-lhe um Feliz e Santo Natal!!!
Que Nosso Senhor Jesus Cristo vos ilumine e vos guarde, e que Nossa Senhora do Bomsucesso vos guie.
Abraços

Emanoel

Pedro Erik disse...

Amém, Emanoel.
Que Cristo ilumine e proteja tambem voce e sua familia, meu amigo.
Grande abraço
Pedro Erik

Anônimo disse...

Qual o valor do reatamento EUA-Cuba? Nunca foram amigos e nunca o serão; assim, pouco ou nenhum valor teria essa ação do papa Francisco, mas quem sabe, de congregar esquerdistas a mais, o comuno-muçulmano Obama e o stalinista Raúl Castro, pois de cara os comunistas se odeiam entre si, grupos e particularmente aos outros fora da máfia, agindo como em Cuba, China, Coreia do Norte onde as pessoas não passam de simples instrumentos de prestação de serviço ao deus-Estado. além de o ódio ser o básico da doutrina comunista, a começar de Marx que, no fim da vida, vendo seu fim se aproximar e que não subsistiria a seus macabros planos - queria ser como Deus - bradou espumando de odio: Venceste, Galileu!

PRECISAMOS ODIAR. O ODIO É A BASE DO COMUNISMO - Lênin.

Os comunistas mesmo juntos jamais se entenderão, pois são todos materialistas e ateus - ou são autoidólatras - e a amizade e boas relações só podem provir de Deus que é amor e as ideologias, por sinal, todas humanas, são caóticas e prefiguram o inferno desde já na terra, como as niilistas marxistas.

Uma das provas cabais do ódio comunista entre si e aos outros são os expurgos internos como cães ferozes pela direção do partido, e fora dos deles, é a instigação das lutas de classes: pessoas e grupos se batendo entre si; assim, os comunistas guiados por Satã e suas legiões que os encavalou os direciona para agir como ele sob formas humanas; pelo menos, têm de tudo nessa direção e só no século XX trucidaram mais de 150 000 de pessoas para se instalarem em vários países, com sua bandeira com a estrela de 5 pontas que é o pentagrama satânico!
Marcio