sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Fulton Sheen: O Verdadeiro Significado do Natal



O Arcebispo Fulton Sheen, cuja causa de canonização está a pleno vapor, fazia programas de televisão e de rádio, ele ensinava o cristianismo de forma brilhante e com humor.

Vejamos um vídeo abaixo de 1956 no qual ele fala do verdadeiro significado do Natal. Não vou traduzir o vídeo,  mas vou colocar os principais pontos, de um vídeo belíssimo, que merece ser visto e traduzido completamente.





Depois de contar um "causo" do seu irmão e mencionar Chesterton, que também está em processo de canonização, Sheen diz que há apenas duas filosofias de vida.

A primeira é o homem em direção a Deus, o homem em busca da perfeição usando seu próprio esforço, filosofia do budismo, taoismo e dos filósofos gregos.

A segunda é Deus em direção ao homem. O homem se submetendo a Deus, reconhecendo que sozinho o homem não consegue chegar à perfeição. Reconhecendo que o homem não consegue saber de tudo. Deus o amou o homem primeiro. Religião é uma resposta a Deus.

Na hierarquia da vida: primeiro químicos, depois plantas, animais e por último o homem. Para se passar para um hierarquia deve-se morrer, deve-se abandonar a vida que se tem. 

Se o homem quer se tornar maior, Deus deve se tornar homem e dizer ao homem que ele deve morrer, se entregar a Deus para se tornar um ser superior. Mas o homem é diferente de plantas e animais, ele pensa, ele é livre.

Nossa Senhora respondeu livremente ao anjo que aceitava ser a mãe do Salvador. Ele se submeteu a Deus.

9 meses depois, Deus se tornou homem. Deus foi recebido por pastores, aqueles que sabem que não sabem nada, e por Sábios, aqueles que sabem que não podem saber tudo.

Este menino que nasceu não era homem que fez a si mesmo Deus, não era apenas um reformador social, não era apenas um mestre, como Buda ou Sócates.

Ele não veio para que nos tornemos "gente boa", mas para que nos tornemos um "novo homem". Veio mudar nossa natureza humana, nos tornar maior.

O verdadeiro significado do Natal, é que o Filho de Deus veio ao mundo para nos tornar também filhos de Deus. Não é fácil, é muito difícil, é um caminho de esperança.


(Agradeço o vídeo ao site Big Pulpit)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Natal dos Cristãos Perseguidos


Em um ano menos terrível para os cristãos poderíamos celebrar hoje os 100 anos em que o Natal parou a Primeira Guerra Mundial. Soldados alemães e ingleses cantaram Noite Feliz e selaram a paz por um dia em 1914. Mas o ano foi terrível demais, decapitações e crucificações de cristãos foram rotina em 2014, assim como o silêncio e imobilismo dos líderes religiosos e políticos do mundo cristão. Tantas vezes falei disso aqui no blog e pedi reação do Ocidente. 

O ano vai acabando. Mas 2015 não promete alívio.

Li ontem no jornal inglês Daily Mail um relato de repórter alemão, Jurgen Todenhofer, que passou alguns dias acompanhando o Estado Islâmico no Iraque e na Síria. Ele disse que o mundo subestima o Estado Islâmico. O Estado Islâmico é mais preparado militarmente, mais inteligente e mais perverso do que o mundo pensa. O Estado Islâmico quer realmente fazer uma limpeza religiosa, matar todos os infiéis e escravizar suas crianças.

E o Boko Haram, e os cristãos dos outros países muçulmanos na África e na Ásia?

Vi ontem também que foi lançado um documentário chamado "Walking Next to the Wall" que conta a vida dos cristãos do Egito, que há séculos caminham "pregados na parede" com medo de perseguições.

Vejam vídeo abaixo do Rome Reports que fala sobre o documentário e entrevista o diretor.



O Papa Francisco mandou uma carta aos cristãos perseguidos no Oriente Médio, mas ele ainda fala em diálogo, diplomacia, e em "solução geral para o Oriente Médio" (não sei o que isto significa).

Durante o ano, eu mostrei como podemos ajudar a estes cristãos, como pela Ajuda à Igreja que Sofre ou pelo site do Nasarean.

Vamos também rezar neste Natal pelos cristãos perseguidos no mundo. Vamos rezar por aqueles que defendem sua fé todo santo dia correndo risco de morte.


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Exilados Cubanos e Damas de Branco Criticam Acordo com Cuba e Papa Francisco.


A foto acima é do senador Marco Rubio, ele pode ser o próximo presidente dos Estados Unidos. Ele está em qualquer lista de possíveis candidatos. É um político inteligente, tem uma carreira sólida, apesar de ser novo, sabe falar bem, é católico, e é filho de exilados cubanos.

O que ele estaria achando do acordo dos Estados Unidos com Cuba?

O que os exilados cubanos nos Estados Unidos acham?

Costuma-se dizer que os mais velhos, que conheceram de perto os horrores de Cuba, detestaram a aproximação dos Estados Unidos, mas os filhos de exilados não são contra. Esse não é o caso de Marco Rubio.

Ele é do partido que faz oposição a Obama, mas até membros do próprio partido dele aplaudiram o acordo. No entanto, Rubio, não. Rubio diz que os Castros irão se aproveitar do acordo, mas não promoverão liberdade política.

O jornal Portland Press Herald também relatou a raiva dos exilados cubanos com o acordo e com o próprio Papa Francisco. Para eles, a "Igreja está contaminada."

Outra exilada conhecida nos Estados Unidos é Marielena Montesino, que possui um blog católico.

Ela foi ainda mais severa com o acordo, atacou Obama e também o Papa Francisco.

Ela diz que sofre muito ao ver o acordo feito por Obama lembrando do que ela e sua família passaram em Cuba. E diz que Obama segue uma agenda socialista e que o Papa Francisco abre as portas para marxistas, ateístas e outros e segue os preceitos da ONU.

O texto dela se chama Rewarding the Evil, e vale à pena lê-lo. Ela diz coisas como:


During my life in Cuba, as I walked down the streets of Havana, I never saw any signs of American “colonization.”
Adding insult to injury, Obama mentioned “His Holiness Pope Francis” as a driving force behind this exercise in poor diplomatic judgement. This was also to be expected. Francis has opened the doors of the Vatican wide open to Marxists, Atheists, and others– who march to the beat of the United Nations.
For nearly fifty-six years the world has watched the slow agony of the Cuban people– and very few have stepped up to the plate to denounce it. The international community has no problem uniting with vigorous opposition to programs such as  Operation Condor, which was intended to eradicate communist or Soviet influence in Argentina, Chile, Uruguay, Paraguay, Bolivia and Brazil. But they remain silent when it comes to the horrors committed in Cuba.
Is it any wonder that Alan Gross, the American citizen who was finally released yesterday from a Cuban prison after five years, was met with a picture of Che Guevara at his lawyer’s office in Washington DC?
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Além dos exilados, as famosas Damas de Blanco, que reúne esposas, mães e familiares de presos políticos cubanos criticaram duramente o acordo e o Papa Francisco.




É o que relata hoje no New York Daily News, Nicholas Hahn. As Damas de Blanco sempre falaram que não se deve conceder nada aos ditadores cubanos sem que eles promovam a liberdade na Ilha. 

Além das críticas das Damas de Blanco, Hahn lembra que na Argentina, terra do Papa, também teve ditadura que matou padres, o Papa deveria saber como se deve lidar com ditadores. Ele também menciona Marco Rubio.

Aqui vai parte do que escreveu Nicholas Hahn:

When Berta Soler met Pope Francis, it had been a long time coming.

Soler’s Ladies in White, a Catholic opposition movement comprised of relatives of jailed human rights activists in Cuba, had pleaded numerous times for a meeting with Pope Benedict XVI. He declined and visited the communist island in 2012 only to continue a policy of détente established by his predecessor, John Paul II.

But a short blessing by Pope Francis in March 2013 signaled a slight shift in direction — or that’s at least what Soler believed.

“We think a Latin American Pope is very good for us. Pope Francis knows a little better the problems that our peoples have, he comes from far down and he can help the people who are suffering,” Soler told the Italian newspaper La Stampa after receiving some papal encouragement.

If only Soler and her Ladies had known better. Last week, the Vatican confirmed that for more than 18 months, the Holy See had been working to restore diplomatic relations between the United States and Cuba. The pontiff seems to have blessed the Cuban opposition with one hand, and the Castro brothers with the other.

Soler’s Ladies, Cuban exiles, and other dissident groups have long lobbied against new relations without any concessions from the communist regime. They aren’t as hopeful as others who say more U.S. trade with the Caribbean island may lead to more freedom.

The Argentine pontiff should know a thing or two about the church’s cause for freedom. When a military junta in his own country took power in a 1976 coup during what is called the “Dirty War,” Father Bergoglio was head of the Jesuits.

The future-Pope saw many of his priests and seminarians jailed and killed. Bergoglio is reported to have helped many flee the country and even met with the military dictatorship to save the lives of two imprisoned priests.

But those experiences may not have been on the pontiff's mind when he wrote personal letters to Obama and Castro or when he hosted delegates from Cuba at the Vatican.

While it might be fodder for sensational journalism, Rubio and other Catholics who make public policy shouldn’t have to correct their pontiff on foreign affairs. Clerics are spiritual leaders, not political ones. When prelates pretend to be diplomats, it dilutes their authority on issues of faith and morals.

Francis might have done one better by prodding the Castro brothers about their regime’s woeful human rights record. That would have been in a Pope’s wheelhouse.


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Eu já dei minha opinião sobre este acordo. Também acho que não necessariamente um país livre economicamente é amigo dos valores caros a humanidade (ver China, Arábia Saudita, Venezuela, Argentina...). O possível fim do embargo não traz na mala o respeito aos direitos humanos.

E além disso, é óbvio que o acordo saiu muito barato para Cuba, a ilha não concedeu nada, além de um prisioneiro, e ainda recebeu cinco espiões.

Ninguém, nem o Papa, nem Obama, pediram nenhuma reforma em favor da liberdade do povo cubano. 


(Agradeço a informação das Damas de Blanco ao site Pewsitter)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Europa não é mais Cristã - 133 Ataques Terroristas na Europa contra Cristãos.


O que você faria ou deixaria de fazer pela sua fé? Isto determina sua religião. Cristo pediu a um jovem que largasse toda sua frtuna e O seguisse. O jovem não quis. Hoje eu acho que Cristo bastaria pedir para que um jovem largasse o facebook e seria abandonado.

O presidente do Observatory on Intolerance and Discriminartion Against Christians in Europe (Observatório da Intolerância e Discriminação Contra Cristãos na Europa), Martin Kugler, disse recentemente que a Europa não é mais cristã. Os cristãos ainda se sentem maioria, mas só uma minoria é de cristãos praticantes, os outros não se importam com ações de intolerância ou mesmo terrorismo contra cristãos na Europa.

O que a Igreja fará contra isso? Dissolver o casamento tradicional e aceitar o casamento gay irão atrair mais "cristãos praticantes"? Não seria mais cristão (mais Cristo) reforçar  e ensinar mais a Doutrina para que todos entendam o significado da incarnação de Deus e 2 mil anos de história?

O Observatório contou 241 casos contra cristãos na Europa em 2013, destes, 133 foram ataques violentos contra locais sagrados para cristãos.

Vejam o vídeo abaixo da Rome Reports em que Kugler relata isso, traduzo em seguida.





Uma das marcas registradas da Europa é que durante séculos o Velho Continente foi Critão. As coisas mudaram e a Europa cristã está se tornando uma coisa do passado.

MARTIN KUGLER do Observatório sobre Intolerância e Discriminação contra os cristãos na Europa
"Os cristãos na Europa, ainda na crença de que eles são a maioria, isso não é verdade, se estamos falando de cristãos praticantes. Se você não tem a sua fé realmente em sua vida, então você não se importa se você é forçado a cooperar em alguma coisa antiética em sua profissão ".

O Observatório sobre a Intolerância e Discriminação contra os cristãos na Europa, monitora agressão direta ou indireta contra os cristãos. Em 2013, verificou-se 241 casos de intolerância. Destes, 133 foram ataques violentos contra locais de adoração. O resto são discriminação no trabalho e em novas legislações.

MARTIN KUGLER do Observatório sobre Intolerância e Discriminação contra os cristãos na Europa
"Há discriminação nas esferas jurídicas quando estamos falando de nossa liberdade de consciência. Por exemplo, quando estamos a falar de médicos, farmacêuticos, parteiras que são forçados a cooperar em um aborto ou em fertilização in vitro ou em eutanásia."

Especialistas confirmam que a discriminação religiosa contra os cristãos piorou nos últimos anos. Se os cristãos querem defender sua fé e convicções, Kugler afirma que primeiro devem mudar sua mentalidade e reconhecer que eles são uma minoria religiosa, que vai se tornar ainda menor, se algo não mudar.



sábado, 20 de dezembro de 2014

A Guerra Secreta do Vaticano: Como Papa Francisco Traz Discórdia


O título do meu post é apenas tradução do título da revista francesa Le Figaro, edição desta semana (19 de dezembro), que traz também uma entrevista com Cardeal Burke. Infelizmente, o site da revista não é aberto ao público.

Mas o Rorate Caeli publicou a entrevista com Cardeal Burke. O Rorate Caeli que leu a  revista diz que o tema geral é o autoritarismo do Papa Francisco e como muitos estão insatisfeitos e perplexos com o Papa.

Aqui vai tradução da entrevista de Burke:

Cardeal Burke: "Estou muito preocupado."

Jean-Marie Guénois
Le Figaro Magazine
19 de dezembro de 2014

Nomeado por Bento XVI prefeito do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica, um dicastério da Cúria Romana, o cardeal americano Raymond Burke foi demitido desta missão por Francisco, e nomeado capelão da Ordem de Malta. Em um evento extremamente raro na história da Igreja, ele se atreveu a criticar publicamente o método seguido pelo Papa durante o Sínodo sobre a Família.

Le Figaro Magazine - Pode um cardeal estar em desacordo com o papa?


Cardeal Burke - É certamente possível para um cardeal estar em desacordo com o papa sobre as questões processuais ou de uma linha pastoral. Mas é, por outro lado impossível que haja uma divergência sobre um assunto de doutrina e disciplina da Igreja. Isso significa, portanto, que um cardeal, em determinadas situações, tem o dever de dizer o que ele realmente pensa ao papa. Obviamente, ele deve sempre expressar-se de forma respeitosa, porque o papa representa o ministério petrino. Mas se o papa tem cardeais em torno dele, é precisamente com o objetivo de dar-lhe conselhos.

Foi demasiada importância dada às divergências notadas durante o Sínodo sobre a Família?

O que é estranho neste dossier dos divorciados recasados é que aqueles que lembraram e apoiam o que a Igreja sempre ensinou foram acusados de serem contra o Santo Padre, e de não estar em sintonia com a Igreja ... É incrível! Dito isto, a Igreja sempre teve disputas teológicas e fortes confrontos em que os teólogos e cardeais foram levados a dar a sua opinião. Se, portanto, eu publiquei, junto com outros cardeais, um estudo sobre este tema para expressar minha opinião, é no espírito de proporcionar uma verdadeira discussão teológica para alcançar a verdade.

Você ficou chocado com o que aconteceu no Sínodo?

O sínodo foi uma experiência difícil. Havia uma linha, a do cardeal Kasper, poderíamos dizer, por trás da qual se alinharam aqueles que tinham em suas mãos a direção do sínodo. Na verdade, o documento intermediário [Relatio post disceptationem] parecia ter já tinha sido escrito antes das intervenções dos padres sinodais! E de acordo com uma única linha, em favor da posição do cardeal Kasper ... A questão homossexual também foi introduzida, o que não tem nenhuma relação com a questão do casamento, procurando elementos positivos nela. Outro ponto altamente preocupante: o texto intermediário não fez referência às Escrituras, nem para a Tradição da Igreja, nem para o ensino de João Paulo II sobre o amor conjugal. Era, portanto, altamente decepcionante. Como também o fato de que no relatório final foram mantidos os parágrafos sobre a homossexualidade e os divorciados recasados que no entanto não tinham sido aprovados pela maioria necessária de bispos.

O que está em jogo nestas controvérsias?

Em uma época cheia de confusão, como podemos ver  na teoria do gênero, temos o ensinamento da Igreja sobre o matrimônio. No entanto, estamos, sendo empurrados para uma direção de admissão à comunhão dos divorciados que voltaram a casar. Sem mencionar essa obsessão em apressar os procedimentos de anulação do vínculo conjugal. Tudo isso levará de fato a uma espécie de "divórcio católico", e para o enfraquecimento da indissolubilidade do casamento. No entanto, a Igreja deve defender o casamento, e não enfraquecê-lo. A indissolubilidade do matrimônio não é uma penitência, nem um sofrimento. É uma grande beleza para aqueles que a vivem, é uma fonte de alegria. Por isso, estou muito preocupado, e eu apelo a todos os católicos, leigos, sacerdotes e bispos, a envolver-se, a partir de agora até a próxima assembléia próximo, a fim de destacar a verdade sobre o casamento.

- Entrevista concedida em Roma a Jean-Marie Guénois


(Agradeço a indicação do Le Figaro ao site Vox Cantoris)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

5 Dicas para Dedender o Catolicismo contra Protestantes ou Ateus


São Tomás de Aquino exaltou o debate religioso em sua Summa Teológica
 Ele usava o melhor argumento contra a posição dele para avaliar. Ele ensinou que deve-se ser honesto e caridoso com inimigos da religião católica para conseguir convertê-los.

Regularmente, eu debato especialmente com ateus e procuro o ensinamento dele.

Esta semana, Dr. Taylor Marshall do New Saint Thomas Institute divulgou um vídeo com 5 dicas para debater com ateus e protestantes.

Vejamos as 5 dicas.



1) Evite ficar emocionado ou exaltado. Permaneça tranquilo. Não diga que a pessoa vai para o inferno ou que lembra Hitler.

2) Procure não debater por email. Pois emails não permitem perceber o estado de espírito da pessoa.

3) Se prepare para debater. Estude e pesquise sobre os pontos mais relevantes da história e da Doutrina Católica.

4) Não use a falácia do Espantalho (strawman). Isto é, não piore o argumento do oponente para facilitar a desaprovação dele. Faça como São Tomás, use o melhor argumento dele. E se não souber respondê-lo diga que não sabe mas que irá estudar o assunto e na próxima conversa irá respondê-lo.

5) Aprenda estilos de retórica, como usar sua própria experiência de vida ou usar histórias/parábolas como o próprio Cristo fez.


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Os Castros Venceram? A Oposição a Obama Responde. E eu também.



Vamos ouvir a opinião da oposição ao governo Obama sobre o acordo dos Estados Unidos com Cuba, na pessoa do senador Ted Cruz. Depois eu dou a minha própria opinião.

Cruz tem se destacado na sua firmeza contra o presidente Obama e tem celebrado as vitórias recentes do seu partido nas eleições parlamentares. Meu candidato a governo americano não seria ele, mas certamente, ele tem força popular para pleitear ser candidato a presidente.

Os dissidentes cubanos estão muito tristes com o acordo dizendo que os Castros venceram depois de anos de opressão. A opinião é compartilhada por Cruz.

Cruz deu uma entrevista para o canal Fox News sobre o acordo divulgado hoje entre Cuba e Estados Unidos que teve apoio do Canadá e do Papa Francisco. Este acordo pode acabar gerando o fim do embargo econômico a Cuba.

Aqui vão os pontos de argumentação de Cruz. Infelizmente, eu não consegui baixar o vídeo da entrevista, cliquem aqui para assistirem,  se quiserem. Cruz argumentou que:

1) Governo Obama, com o acordo com Cuba, segue o que vem fazendo há seis anos. Obama vem abandonando aliados (Reino Unido, Israel) e satisfazendo inimigos (Rússia, Irã e agora Cuba).

2) Cuba estava desesperada sem ajuda financeira quando seu principal aliado, Venezuela, vive uma crise econômica gigantesca. É nesse hora que Obama aparece para socorrer os ditadores cubanos que oprimem o povo há décadas.

3) O embargo econômico não trouxe democracia para Cuba, mas serve para limitar o impacto da ditadura cubana no mundo.

4) Obama em seu discurso culpou os Estados Unidos pela situação de Cuba. citou a tentativa de invasão da Baía dos Porcos, mas não mencionou em nenhum momento a Crise dos Mísseis  que quase levou o mundo a uma guerra nuclear. Cuba ia instalar mísseis soviéticos há poucos quilômetros dos Estados Unidos.

5) A doutrina do Obama é: "blame America first". Culpe primeiro os Estados Unidos. Os irmãos Castros é que são ditadores e Obama, o próprio presidente dos Estados Unidos, culpa os Estados Unidos.

6) Eu respeito o Papa Francisco, mas Obama deve defender os princípios americanos e não ditadores.

7) Há motivos para celebrar este acordo, no entanto, pela liberação do americano Alan Gross do regime opressor castrista.

8) Obama, porém, está libertando espiões cubanos. Isso é ruim para a soberania americana.

9) Obama tentou satisfazer Putin, tirando mísseis da Polônia, e Putin se tornou inimigo ainda mais forte dos Estados Unidos. Obama tentou satisfazer o Irã, e eles continuam falando em nos destruir.

10) Obama, pelas suas próprias palavras, segue o método "leading from behind" (liderando de trás). Os Estados Unidos abandona a liderança do mundo, e vemos a Ucrânia em chamas e muito mais.

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O que eu acho da opinião de Cruz?

Bom, é límpido que Obama, apesar de presidente dos Estados Unidos, detesta tudo que representa os Estados Unidos, desde a constituição americana até o poderio militar americano. Obama é um inimigo dos princípios americanos dentro do salão oval da presidência.

A diplomacia de Obama é um desastre? Sem sombra de dúvida.

Obama tem popularidade muito baixa, por conta de inúmeros erros, e está em fim de governo. O acordo pode estimular os apoiadores de Obama. Cuba precisa de ajuda financeira. Os Castros e Obama se ajudam.

Sobre Cuba, o embargo econômico dos Estados Unidos não justifica a pobreza do país e sim a ditadura opressora dos Castros que rouba Cuba há décadas. O embargo não é o problema. Cuba é aberta a todos os outros países. E o embargo foi muito aliviado durante o tempo.

Além disso, Venezuela, Rússia e China não sofrem embargo e são inimigos vorazes dos Estados Unidos.

Mas o embargo limitou a força econômica de Cuba? Acho que sim. Foi importante para pressionar os Castros? Não sei determinar isso.

Cuba precisa de um novo padrinho depois da Venezuela? Certamente.

E sobre o Papa Francisco? Não sei até que ponto ele foi importante. E como ele costuma ter um pensamento esquerdista, deve acreditar que o embargo é o que impede o desenvolvimento de Cuba. Cruz fugiu da crítica ao Papa.

Qual será o resultado do acordo? Os Castros venceram?

Não dá para dizer agora. Os Castros são moribundos, mas depois de décadas de roubo e opressão estabeleceram um método político perverso na ilha. O dinheiro que pode vir dos Estados Unidos pode alimentar ainda mais uma ditadura. Mas também o respiro de liberdade que pode vir dos Estados Unidos pode estimular o fim da ditadura.

E Cuba pode ainda trazer sérios problemas aos Estados Unidos? Claro que sim. Basta manter aliança com Irã, Rússia...

Veremos.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Al-Azhar: Terroristas do Estado Islâmico não São Infiéis. São sim Islâmicos.


Os líderes políticos e religiosos (como o Papa Francisco) do mundo cristão chamam o Estado Islâmico de extremistas, fundamentalistas e no máximo de terroristas. Evita chamar o Estado Islâmico de Islâmico. Por que?

A Universidade Al-Azhar é a mais antiga e mais importante universidade islâmica do mundo. Suas opiniões têm força política internacional sobre os muçulmanos. Por exemplo, quando o Papa Bento XVI discutiu fé e religião no Discurso de Regensburgo, argumentando sobre as fragilidades dos preceitos do Islã, a Universidade cortou relações com o Vaticano, que depois foram reatadas, depois que o Papa Bento XVI disse que foi um mal-entendido, pedindo desculpas. A Universidade age como um líder islâmico sunita mundial, em uma religião cheia de diversos líderes religiosos.

Recentemente, a universidade discutiu se o Estado Islâmico era ou não representante do Islã, se os membros do Estado Islâmico eram ou não infiéis. Muitos políticos ocidentais e até a Igreja Católica deseja que o Estado Islâmicos seja declarado anti-islâmico, um não representante da religião muçulmana. Apesar do Estado Islâmico sempre mencionar o Alcorão e os feitos de Maomé nas suas decisões.

E o que disse a Al-Azhar? Ora, que o Estado Islâmico não é infiel, faz parte sim da religião muçulmana. 

Será que isto irá silenciar os políticos e líderes religiosos cristãos que insistem na estupidez de dizer que o Estado Islâmico não é Islâmico?

Ayman Ibrahim falou muito bem sobre esta decisão da Al-Azhar e gostaria de perguntar a Al-Azhar se os cristãos seriam infiéis, em relação ao Islã. 

Os cristãos, assim como os judeus, são o “Povo do Livro”, Noé, Abraão, Moisés e Jesus também são profetas do Islã (apesar de serem descritos de forma bem diferente no Alcorão). Mas o Alcorão também os define como infiéis e manda persegui-los.

Se a Universidade AL-Azhar declarar que os cristãos são infiéis irá acelerar o genocídio dos cristãos no mundo muçulmano. Se declarar que não são fiéis talvez ajude aos cristãos, mas irá de encontro a passagens do Alcorão.

O que fazer? Ora, silenciar.

Leiam o excelente de Ibrahim no site da First Things.