sábado, 28 de agosto de 2010

O Estado como Babá e Perigo Moral

Quem no Brasil seria contra o estado brasileiro realizar as seguintes políticas:
1) Fazer seguro para quem mora em áreas de risco de enchentes ou desabamento;
2) Aumentar e ampliar o seguro desemprego;
3) Dar recursos financeiros para aqueles que não têm onde morar;
4) Fornecer seringas para viciados;
5) Fornecer clínicas ou medicamentos para abortos?

Eu seria contra. Acho que há limites para o Estado, ele não pode ser nossa babá e devemos assumir nossos erros e riscos.

Não podemos morar em encostas e receber seguro pago com dinheiro público. O seguro desemprego ajuda mas não deve desestimular a busca por emprego. Aquele que não tem onde morar deve ter um abrigo a disposição, mas não pode ficar confortável com essa situação (o argumento serve para o Bolsa Família). Os viciados não devem obter suporte para continuar no vício. E acima de tudo, o Estado deve defender a vida humana, seja ela de 20 anos ou ainda em gestação.

Nos Estados Unidos muitos estariam comigo, na Europa, menos, e no Brasil? Pouco se discute isso, e muitos se calam quando o Estado realiza políticas que avançam sobre a liberdade ou dão apoio para o erro.

Em termos de economia, podemos dizer, como Thomas Sowell argumenta, que o Estado, ao realizar aqueles tipos de política acima, estimula o chamado "perigo moral". Isto é, a pessoa se comporta mais ainda contra o que seria desejado. Por exemplo, quando você compra um seguro de um carro, você não se preocupa tanto em deixá-lo em uma vizinhança perigosa ou deixá-lo com as portas abertas. Quando você tem apoio do Estado se ocorrer um desabamento, por que vai deixar de construir uma casa em uma encosta? Se o Estado lhe fornece seringa para injetar droga, ele reduz o risco associado com o vício, e, assim estimula o vício. Se o Estado lhe dar todo o apoio para abortar, por que você vai se preocupar tanto com a possibilidade de engravidar?

8 comentários:

Francisco disse...

Desemprego,falta de moradia,envolvimento com drogas,estimulo ao aborto e outras mazelas da sociedade,devem sim contar com um Estado participativo,porém não como o TODO PODEROSO DA SITUAÇÃO.
O elemento fundamental para resolver estas situações é a FAMILIA.
Parece simplista,e o é.

Pedro Erik disse...

Concordo plenamente, caro Francisco.

Grande abraço,
Pedro Erik

Anônimo disse...

I will leave you a line from Somerset Mougham, I think you'll like, and it is quite appropriate for what is going on in Brazil right now.

"If nation values anything more than freedom, it will lose it's freedom and the irony of it is that if it is comfort or money that it values more, it will lose that too."
Edda

paschoal disse...

De acordo, um país paternalista só destrói aqueles a quem protege. Num país ideal a educação é a numero um em eliminar a necessidade da intervenção do estado junto ao cidadão. Infelizmente aqui no grotão continuamos vivendo no tempo dos Césares modernos que oferece ao povo o que ele mais gosta: pão, cachaça e futebol!

Hugo Venturini disse...

Pedro, tenho gostado muito dos teus textos e compartilho seu ponto de vista e idéias. Vejo que existem os botões para isto disponibilizados no blog, mas me obrigo, por educação a perguntar: posso retuitar e compartilhar alguns textos?
Abraço!

Pedro Erik disse...

Muito obrigado, Hugo.
Pode repassar meus textos. Ficarei honrado.
Abraço,
Pedro Erik

Pedro Erik disse...

Dear Anônimo or Edda,

Many thanks for your comment. Great phrase. I am planning to include more phrases in my blog. I will take your suggestion into consideration.
Best,
Pedro

Pedro Erik disse...

Caro Paschoal,

Muito obrigado pelo comentário. Concordo plenamente que ainda temos muito a melhorar na educação brasileira. Especialmente no entendimento de textos e argumento lógico.

Abraço,
Pedro Erik