terça-feira, 2 de novembro de 2010

Uma Mulher Presidente e a Imprensa


Como vocês podem ver pela foto, eu não estou falando de Dilma e sim de Sarah Palin. Torço pela Palin, gosto do seu estilo, dos seus princípios, e do seu comportamento. Aliás, toda vez que quero assustar um amigo que é minimamente de esquerda, eu digo que, se fosse americano, seria eleitor de Sarah Palin. O cara fica assustado, mas, até agora, não consegui encontrar ninguém que dissesse algo contra ela que não fosse fruto de puro preconceito. Não mencionam nenhum fato desabonador, vão apenas na linha: "você gosta daquela mulher retrógrada?", "ela é muito conservadora", "ela é estúpida".

Interessante é ver que o movimento feminista é dominado pela esquerda mesmo. Pois, Palin sofreu ataques até contra seus filhos (ela tem um filho doente de síndrome de Down e uma filha que engravidou jovem) e nenhum movimento feminista correu em sua defesa.

Sarah Palin fez um ótimo governo no Alaska é adorada pelo povo desse estado. Deixou o cargo para estar mais presente na política americana (o Alaska é afastado não só territorialmente dos Estados Unidos). Tem uma popularidade enorme nos Estados Unidos, seu livro é best seller, é lider do movimento Tea Party, sua presença na televisão é chamada para aumento de audiência, atualmemte é cometarista político da Fox News, e o mais importante, os políticos do partido dela (Partido Republicano) brigam para ter o apoio dela.  Na eleição de hoje, muitos senadores e governadores vencerão por causa ou com a ajuda de Palin. Essa última característica tem provocado muito ciúme dentro do partido e é disso que vou falar agora.

Ontem, foi notícia internacional (não no Brasil, aqui ainda estamos discutindo a eleição da Dilma e temos péssimas análises internacionais nos jornais) um artigo escrito no site Politico por Mike Allen e Jim VanderHei, chamado "Next for GOP Leaders: Stopping Palin" (Próximo Passo para os Líderes do Partido Republicano: Parar Sarah Palin).

Que importância tem isso? O site Politico é muito conhecido e muito lido no mundo todo. E o texto falou que diversos conselheiros e membros da elite do partido republicano que querem afastar a Palin da disputa para se candidatar à presidência em 2012. Acontece que os dois jornalistas não nomearam nenhuma fonte, ninguém deu seu nome para afirmar o que eles estavam dizendo.

Sarah Palin reagiu neste domingo dizendo: "quem são esses que querem governar os Estados Unidos com poderes sobre o mundo, mas não tem coragem de declararem o nome em um artigo?" Mandou bem. A entrevistadora dela (Greta van Susteren) também adicionou o fato que isso é péssimo jornalismo. Elas têm razão, o texto só diminui o nome dos dois jornalistas.

Acredito que os membros mais velhos do partido Republicano que querem manter o status quo estão com medo de Sarah Palin, mas ao declararem isso, se escondendo aos dois jornalistas, apenas ajudaram a aumentar a popularidade dela.

Outro fato que aconteceu no fim de semana passado e está sendo discutido nos Estados Unidos que envolve Palin e a Imprensa é que dois jornalistas do Alaska foram pegos no telefone querendo armar alguma coisa contra o candidato que Palin apóia para senador no Estado: Joe Miller. Isto é, a imprensa armando para destruir uma candidatura. Como foram pegos, isso destruirá a carreira deles, mesmo eles fazendo parte de uma mídia de esquerda. A Palin reagiu chamando-os de "bastardos corruptos". Mandou bem de novo. Isso não é imprensa, é coisa de gangue.

Quem quiser ver o artigo no Politico, quando os jornalistas não citam uma fonte sequer dentro do partido, saibam que eles alteraram o texto depois da entrevista dela para a Greta, mas continuam não incluindo nenhuma fonte:


Quem desejar ver a reação de Palin:


3 comentários:

Anônimo disse...

Boa noite, Pedro.

Soube de seu blog por um comentário seu no Reinaldo Azevedo. Vou acompanhá-lo, pois pareceu-me lúcido e interessante. Estamos muito pobres de comentaristas aqui no Brasil; isso para não falarmos da qualidade da cobertura jornalística em geral.
Parabéns
Gutenberg, J.
laudaamassada.blogspot.com

Anônimo disse...

Jornalistas ou militantes?

Isso que você conta sobre os jornalistas trambiqueiros parece uma praga, pois no Brasil a moda já pegou há algum tempo. Há os que transgridem para obter dinheiro e os que apenas deleitam-se em rastejar diante dos poderosos. Em troca de um punhado de dólares, é claro.
Uma das maiores pragas a corroer om jornalismo é a militância partidária e ideológica. Jornalista tem que ser militante do Jornalismo.

Gutenberg. J.

Pedro Erik disse...

Muito obrigado, Gutenberg.
Concordo plenamente, o Brasil é péssimo em matéria de questões internacionais. Na maioria das vezes é apenas tradução de veículos em decadência (BBC e New York Times).
Sobre os trambiques jornalísticos, você também tem razão. O Brasil não tem nada a aprender. A grande maioria (eu diria que quase a Folha toda e todos os jornais do Nordeste, por exemplo) é de militância partidária.
A diferença é que nos Estados Unidos eles demitem os tranbiqueiros.

Abraço,
Pedro Erik