quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Egito - Cristãos versus Muçulmanos

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No dia 9 de outubro passado, cristãos Coptas se reuniram no distrito Maspero em Cairo no Egito para protestar contra a violência a eles. Eles representam 10% da população do Egito estão sendo atacados constantemente por Muçulmanos, e acusam a polícia e os militares de serem cúmplices dos ataques. Acontece, que a manifestação deles acabou em tragédia, 26 mortos. E tudo indica que a cumplicidade dos militares em favor dos muçulmanos se repetiu.

Abaixo, vai uma descrição de Reva Bhalla que foi testemunha da manifestação e escreve para o site especializado em segurança, Stratfor Global Inteligence Group (traduzo em azul). Também mostro um mapa para entender o texto.

The crowd in Maspero was only about 1,500 people by my estimation, but a growing Muslim mob was pushing it deeper into downtown toward Tahrir Square. From where I and several other observers were standing, many of the Muslim rioters at first seemed able to pass through the military barricade to confront the Copts without much trouble. After some time had passed and the army reinforcements arrived, the military started playing a more active role in trying to contain the clashes, with some footage showing an armored vehicle plowing through the crowd. Some rioters claimed that Salafists from a nearby district had arrived and were chanting, “Islamiyyah, Islamiyyah,” while others parroted state media claims about “foreign elements” being mixed in with the demonstrators. As the night wore on, the scene of the riots split into roughly three sections: the Muslims on one side, the military in the middle and the Copts on the other. (A multidão em Maspero era de mais ou menos 1500 pessoas pelas minhas contas, mas um grupo de Muçulmanos estava aumentando o tamanho da multidão na direção da praça Tharir. Do local que eu e muitos observadores estavam em pé, vimos que muitos Muçulmanos conseguiam  passar sem problemas  pelas barricadas dos militares e entrar em confronto com os Coptas. Depois de um tempo o exército entrou em ação para conter as brigas entre os grupos, alguns carros blindados entraram dentro da multidão. Alguns manifestantes se diziam Muçulmanos Salafistas de distritos próximos e estavam gritando "Islamiyyah, Islamiyyah" (Comunidade Muçulmana, Comunidade Muçulmana), enquanto outros reproduziam o que dizia a imprensa oficial e diziam que havia estrangeiros entre eles. Enquanto a noite caía, a cena dos conflitos mostravam três grupos: os Muçulmanos, os militares no meio,  e os cristãos Coptas no outro)


The Muslim mob badly beat at least two young Coptic women in the crowd, after which throngs of young Coptic men gathered to take revenge. A Copt alone on the wrong side of the army barricade became an immediate target, and I watched as scores of Muslim men carried one Coptic man after another into dark alleyways. These men likely contributed most to the final civilian death count. Cars with crosses hanging from their rearview mirrors were attacked with incendiary devices, their windows smashed. (A multidão Muçulmana agrediu ferozmente pelo menos duas jovens mulheres Coptas na multidão, depois grupos de Coptas se juntaram para se vingar. Um Copta sozinho do lado errado da barricada do exército se tornou um alvo imediato, e eu vi grupos de Muçulmanos levando Coptas para alamedas escuras. Estes homens provavelmente contribuíram para as mortes civis registradas. Carros com cruzes no vidro traseiro foram atacados com armas incendiárias e seus vidors foram quebrados).


Depois dos conflitos, os Coptas foram enterrar seus mortos. A foto acima mostra a multidão cristã levando seus mortos. Abaixo, uma mãe cristã chora morte de seu filho.


Mas mesmo este ato sofreu ataques de muçulmanos. A Agência internacional de Notícias Assíria registrou que os cristãos que carregavam seus mortos foram atacados com tijolos e coquetéis molotov.

Um médico do instituto médico legal que avaliou os Coptas mortos disse que nunca viu corpos tão massacrados. 17 corpos de Coptas foram analisados e alguns dizem que outros nem chegaram para autópsia.

Um artigo de  Lee Smith no Weeekly Standard traz bastantes fatos, vídeos e fotos do conflito, com coisas assustadoras.


O Papa pediu paz para o Egito e proteção para as minorias no país. Vídeo abaixo.




Cadê os líderes mundiais? O Egito está em desespero. No período do ditador Mubarak, as minorias eram protegidas e não havia risco de conflito militar com Israel. Agora, os cristãos estão sendo mortos e a promessa de guerra contra Israel está na boca dos egícios todo dia.

Que Deus proteja os cristãos no Egito. Que o mundo se levante para protegê-los e evitar a guerra.

2 comentários:

Dorila disse...

Simplesmente chocante como a matança/perseguição de cristãos tem em países muçulmanos tem sido ignorada pelo mundo. Depois da aplaudida "primavera egípcia", de repente, o inverno. Tempos de trevas nos aguardam.

Pedro Erik disse...

É verdade Dorila. O mundo gosta de criar ilusões perigosas, duas delas ocorrem no Egito: primavera árabe e exército egípcio secular.

Obrigado pelo comentário.

Abraço,
Pedro Erik