quinta-feira, 5 de abril de 2012

Por Que Católicos Abandonam a Igreja?

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Vai ser divulgado uma pesquisa nos Estados Unidos, baseada em uma simples pergunta simples sugerida pelo Bispo David O'Connell: por que muitos católicos estão abandonando a Igreja?

Ontem, o grande padre Robert Barron preparou uma análise da pesquisa e divulgou em vídeo. Vocês podem ver o vídeo abaixo, não vou traduzir tudo apenas a base de argumentação dele.

Padre Barron teve acesso previamente à pesquisa e disse que muitos que abandonaram a Igreja dizem que deixaram a religião porque a Igreja é contra o casamento gay, a mulher como padre, métodos contraceptivos, ou o divórcio. Barron diz que a doutrina da Igreja não vai ser mudada nestes aspectos. Graças a Deus. Mas Barron ressalta que a pesquisa também mostra alguns motivos de abandono que podem ser corrigidos pela Igreja.

Barron destaca três motivos que ele viu na pesquisa:

1) As pessoas alegam que saíram porque não foram bem tratadas no relacionamento com a paróquia que frequentavam.
Aqui Barron lembra que a Igreja pode aprender com as empresas e tratar melhor aqueles que querem ter um contato pessoal com a Igreja. Barron disse que deve ser ressaltado até o papel da telefonista da Igreja para que atenda melhor a pessoa que liga.

2) As pessoas alegam que saíram porque a homilia dos padres eram entediantes e mostrava sinais que os padres não se prepararam para fazer a homilia.
Barron diz que isto é um grande problema na Igreja e que os padres deveriam estudar mais sobre como se deve fazer uma homilia e fazer como Cristo, aproximar a homilia de um modelo de perguntas e respostas, procurar responder às grandes questões em análise no evangelho e na vida das pessoas.

3) As pessoas dizem que quando saíram da Igreja nenhum padre lhe telefonou sentindo a falta dela.
Barron sugere que os padres estejam mais atentos a quem participa da paróquia e até frequentem a casa dos seus paroquianos. 

Vejam vídeo do padre Barron:



Acho que Barron poderia ter falado mais sobre como a Igreja deve se comportar frente às pessoas que abandonam a Igreja por não concordar com a doutrina para gays, divórcio, mulheres ou contracepção. Claro que a Igreja não deve alterar a doutrina (Deus me livre), mas deve melhorar a mensagem e explicar mais fortemente porque a doutrina da Igreja  é importante para a pessoa e para o mundo.

Quanto aos motivos discutidos por Barron, eu concordo com todos, mas eu diria que nenhum padre nunca me telefonou ou frequentou a minha casa. A única fez que percebi que o padre notou minha presença na Igreja foi quando morei no exterior. O padre veio conversar comigo, perguntou onde eu morava e se estava precisando de alguma coisa. Mas isto não foi tão importante para me manter na Igreja quanto a doutrina. Nada mais forte e bonito na Igreja Católica que a sua doutrina de fé, construída em milênios.


(Agradeço o vídeo ao blog Aggie Catholics)

4 comentários:

maisvalia disse...

Caro Pedro.
Te dou motivos pessoais.
A maioria dos padres prega socialismo em missas no Brasil. Assisti uma em Santiago de Compostela, com igreja lotada, que isso não aconteceu.
Na missa de 7 dia de minha mãe, o padre falou de tudo menos da morte de minha mãe. Dos sem teto, da injustiça do capitalismo, etc e tal, menos da morte da minha mãe. Ao final, antes de acabar, levantei e fui embora.
Abs

Pedro Erik disse...

Eu já cheguei a ir discutir com um padre depois da missa, na frente de todos, porque ele defendeu Leonardo Boff na homilia.

Você tem toda razão, masivalia

Abraço,
Pedro Erik

GRAÇA NO PAÍS DAS MARAVILHAS disse...

eu e meus amigos abandonamos a igreja porque estamos fartos do comunismo....enfim, desde que a IGREJA se misturou com os canalhas vermelhos, ela vém perdendo adeptos

Pedro Erik disse...

Caro Graça no País das Maravilhas,

Se tem uma doutrina que não defende nada parecido com o comunismo é a doutrina da Igreja Católica. Pode acreditar.

Leia, pr exemplo, "Human Action" (Ação Humana, tem em português) de Leopold von Mises, o grande defensor do liberalismo econômico e que ataca fortemente o comunismo e verá que por incrível que pareça, von Mises lembra o comunismo pela sua ojeriza a religião e a moral.

Em todo caso, o João Paulo II lutou muito e o Bento XVI continua lutando contra os padres comunistas da Teologia da Libertação. Os dois, um polonês e um alemão, conhecem muito bem os males do comunismo.

Abraço,
Pedro Erik