quinta-feira, 12 de junho de 2014

Desespero de Padre Iraquiano na guerra contra Terroristas do ISIS


Ontem, eu falei aqui sobre a situação do Iraque e da Síria com o avanço do ISIS, grupo terrorista dominado pelo "novo Bin Laden".

Hoje, li no site PewSitter que o padre iraquiano dominicano  Najeed Michael postou no seu Facebook a catástrofe que ocorre no Iraque, diante do mundo impassivo.

Aqui vai o que disso o padre Najeeb (traduzo em seguida, em azul):

Bad news. I write you in a situation of violence in Mosul that is very critical and even apocalyptic. Most of the inhabitants of the city have already abandoned their houses and fled into the villages and are sleeping in the open without anything to eat or drink. Many thousands of armed men from the Islamic Groups of Da’ash have attacked the city of Mosul for the last two days. They have assassinated adults and children. The bodies have been left in the streets and in the houses by the hundreds, without pity. The regular forces and the army have also fled the city, along with the governor. In the mosques, they cry “Allah Akbar, long live the Islamic State.” Qaraqosh is overflowing with refugees of all kinds, without food or lodging. The check points and the Kurdish forces are blocking innumerable refugees from entering Kurdistan. What we are living and what we have seen over the last two days is horrible and catastrophic. The priory of Mar Behnam and other churches fell into the hands of the rebels this morning. . . . and now they have come here and entered Qaraqosh five minutes ago, and we are now surrounded and threatened with death . . . . pray for us. I’m sorry that I can’t continue . . . They are not far from our convent . . . .
Don’t reply. . . .
Fr. Najeeb Michaeel o.p

Tradução:

Más notícias. Escrevo-lhe em situação de violência em Mosul, que é muito crítico e até mesmo apocalíptico. A maioria dos habitantes da cidade já abandonaram suas casas e fugiram para as aldeias e estão dormindo ao relento, sem nada para comer ou beber. Muitos milhares de homens armados dos grupos islâmicos do Da'ash atacaram a cidade de Mosul nos últimos dois dias. Eles assassinaram adultos e crianças. Os corpos foram deixados nas ruas e nas casas às centenas, sem piedade. As forças regulares do exército e também fugiram da cidade, junto com o governador. Nas mesquitas, eles gritam "Allah Akbar, viva o Estado islâmico". Qaraqosh está transbordando com os refugiados de todos os tipos, sem comida ou alojamento. Os pontos de verificação e as forças curdas estão bloqueando inúmeros refugiados de entrar no Curdistão. O que estamos vivendo e que temos visto ao longo dos últimos dois dias é horrível e catastrófico. O Priorado de Mar Behnam e outras igrejas caíram nas mãos dos rebeldes, esta manhã. . . . e agora eles entraram em Qaraqosh há cinco minutos, e agora estamos cercados e ameaçados de morte. . . . rogai por nós. Eu sinto muito que eu não posso continuar. . . Eles não estão muito longe do nosso convento. . . .
Não responda. . . .
Vídeo abaixo do padre Najeeb falando de sua conversão e da importância do cristianismo no Iraque.E rezando em aramaico antigo.




Rezemos para que o mundo (inclusive a Igreja) se levante contra os terroristas islâmicos.


2 comentários:

Anônimo disse...

Olá!
Às vezes, refletindo sobre as Cruzadas, fico a pensar na bravura daqueles homens que lutavam pelos cristãos da Terra Santa. É evidente que os abusos dos cavaleiros cristãos são reprováveis, mas o que realmente dói hoje é a nossa covardia como cristãos e como Igreja, que abandona seus mártires.
Rezemos. Que o Papa Francisco use seu prestígio internacional para fazer alguma coisa.
Até mais amigo,
Gustavo.

Pedro Erik disse...

Caro Gustavo,

Compartilho de sua admiração por tantos que partiram para as Cruzadas em defesa da herança cristã.

A história das Cruzadas é plena de santos fantásticos, como São Bernard Chairvaux e São Luís, rei da França.

Acho que não é ainda no pontificado de Francisco que veremos um papa saudar estes santos e pedir que as armas sejam erguidas de novo em defesa dos cristãos. Teremos que esperar e rezar.

Abraço,
Pedro Erik