quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

O Nome de Deus é Misericórdia?


O nome de Deus, descrito na Bíblia (Êxodo 3:14), é : EU SOU.

Vejamos:

13Moisés disse a Deus: "Quando eu for aos filhos de Israel e disser: 'O Deus de vossos pais me enviou até vós'; e me perguntarem: 'Qual é o seu nome?', que direi?" 14Disse Deus a Moisés: "Eu sou aquele que é." Disse mais: "Assim dirás aos filhos de Israel: 'EU SOU me enviou até vós.' 

Já li textos que declaram que não há outro nome mais adequado para Deus, teologicamente, pois Ele É. Ele é Tudo. Alfa e Ômega. O Começo e o Fim. Ele é a Perfeição, nele nada é potencial, tudo está.

Em São João 1,1, Deus é Verbo (Razão, Logos).

Em 1 João 8:14: Deus é Amor.

No novo livro do Papa Francisco, o Papa define o nome de Deus como Misericórdia. Infelizmente, já no título temos problemas doutrinários sérios, mas relevemos. Eu não li o livro e ele pode ter sido teologicamente mais firme nas páginas. Se Deus quiser.

Mas Christopher Ferrara leu e destacou um pequena história que o Papa Francisco ressaltou no livro.

Geralmente pequenas histórias, como as fábulas de Esopo, servem para nos guiar moralmente, mas também não deixam de ter riscos sérios, quando exaltam demais um aspecto moral ou quando simplesmente desviam o caminho da Verdade com palavras bonitas.

A história é a seguinte:

O Papa Francisco exalta um frade capuchinho que chegou na Igreja se ajoelhou e disse: "Meu Deus me perdoe, se eu perdoo demais, mas foi o Senhor que me deu o mal exemplo". O Papa Francisco exaltou o que disse o frade e disse que "quando alguém se perdoa desse jeito, ele pode perdoar os outros"

A palavra mal da história é uma ironia, mas será que tem lógica e é doutrinariamente correto o que disse o frade? E será que um padre tem de se perdoar várias vezes para que possa perdoar os outros?

Christopher Ferrara aponta que não, pois se esquece da justiça divina e também do como deser feito perdão na Igreja. Em resumo, deve-se perdoar quando o pecador realmente está arrependido e promete nunca mais pecar. Assim, como Cristo disse para a prostituta que ia ser apedrejada: "Vá e não peque mais". Além disso, a história reduz o poder do sacramento da Confissão, um sacramento tão católico.

Sobre o padre se perdoar, Ferrara lembra que a confissão não está relacionada com o que padre pensa de si mesmo, pois o perdão vem de Deus e depende mais do pecador.

Vale à pena ler o texto de Christopher Ferrara, pois nos ensina sobre confissão e também sobre lógica, vejamos parte do texto abaixo, leiam todo no site Fátima Perspective, onde está o texto de Ferrara:

A Curious Sort of Mercy

by Christopher A. Ferrara
January 29, 2015
While one might like to refrain from continual commentary on the doings and sayings of Pope Francis, this is impossible, unfortunately, from the perspective of Fatima. It is precisely in light of the Message of Fatima that we see how the Pope is the single most important member of fallen humanity, for in his office resides the power literally to renew the face of the earth — by the papal Consecration of Russia, of course, but also by papal governance of the Church, as we see with such Popes as Saint Gregory the Great. Conversely, in the same office lies the power to inflict terrible damage upon the Church and thus humanity at large.
Which brings me to another of the Pope's recent doings: his publication of a book whose title declares that The Name of God is Mercy. Actually, no. The Church has never given God that name. Rather, as Saint John so famously tells us: "God is love (1 John 4:8)." To quote John Paul II in this regard: "Before all else, it is Love that judges. God, who is love, judges through love." But since the Council, John Paul admitted, "preachers, catechists, teachers… have lost the courage to preach the threat of hell." (Crossing the Threshold of Hope, pp. 183, 187).
God's love embraces His justice as well as His mercy, His punishments as well as His rewards. The divine love embraces the entire universe and the operations of everything in it, which we call the eternal law. This is why Dante speaks even of the divine love that "moves the Sun and the other stars." It is absurd to declare that God is simply mercy for sinners who have offended Him, and that mercy is His name.
Moreover, this book confirms the sense that there is something very peculiar about Francis' notion of an all-encompassing mercy that is practically equated with God and somehow overwhelms and voids His justice. It seems a rather lowly and human conception of mercy — an attempt to outdo God Himself by declaring Him to be "more merciful" than even He had revealed before Francis renamed Him.
We see this in a vignette from the book cited in a review by the liberal Catholic web journal Crux. The book recounts Francis' account of a Capuchin priest who once told him: "I go to our chapel and stand in front of the tabernacle and say to Jesus: 'Lord, forgive me if I have forgiven too much. But you're the one who gave me the bad example!'" Francis records his reaction thus: "I will never forget that. When a priest experiences giving mercy to himself like that, he can give it to others."
This anecdote is immensely troubling:
First, Francis is impressed by a priest who wisecracks to Our Lord that it was He who gave a bad example by "forgiving too much." Granted, the comment is ironic. The priest can't have meant that Our Lord erred in His judgment, that His example really was bad. On the contrary, if a sinner repents of his sin, experiencing what we call "perfect contrition" — that is, he is sorry because he has offended God, not merely because he is afraid of eternal punishment — then it is impossible for God to forgive "too much" as all sins thus repented of are forgivable, no matter how grave. The woman taken in adultery is the most famous example of this.
Second, the sacrament of Confession confers a precious gift on Catholics, extending the divine mercy even further: the penitent whose contrition is imperfect, meaning that his repentance is motivated by the fear of divine punishment rather than love of God, is forgiven nonetheless — by God acting through the priest — provided he has a firm purpose of amendment.
That being so, how is it possible for any priest to forgive "too much" in the confessional if the sinner is contrite and has a firm purpose of amendment? After all,it is God who forgives — not the priest, who only administers the Sacrament of Confession and grants absolution in God's name if the sinner meets the Church's requirements for absolution. The only way the anecdote would make any sense is if the priest quoted was overly lenient and required no showing of contrition or firm purpose of amendment. But that would mean that the priest did intend to say that Christ had literally given a bad example by doing likewise, when we know that His forgiveness of sin always came with this admonition: "Go and sin no more… Sin no more, lest a worse thing come upon you." (Cf. John 8:11; John 5:14)
Lastly, what are we to make of Francis' statement that "When a priest experiences giving mercy to himself like that, he can give it to others"? Since when is the mercy that one receives from God Himself in the confessional dependent on whether the priest has "given mercy" to himself? What is that supposed to mean?
The priest confessor is an intermediary between God and the sinner, and as such he must, according to the constant practice of the Church, grant absolution according to the Sacrament unless it is apparent that the sinner before him is neither contrite nor resolved to amend his life...


4 comentários:

Vic disse...

Isso mais se pareceria pretexto de se praticar a misericordia de uma forma desvinculada da justiça!
Seria uma misericordia mal entendida, a qualquer preço; nem se pareceria algo católico, concordam?

Pedro Erik disse...

Eu concordo com você, caro Vic.
A própria Igreja está esquecendo que existe pecado, e que pecados exigem a justiça divina.
Isso não é apenas triste, leva a destruição da Igreja.

Abraço,
Pedro

Vic disse...

Resolvi lhe repassar esse pensamente obtido junto a um artigo de D L Fleichmann sobre a crise atual.
Confira se não coaduna com geral entre as nações, caso Brasil, as coisas são decididas por incógnitos, embora sabidos: falta de líderes, caso Brasil, a começar de religiosos, onde entre si as disputas ostensivas confundem a maioria que fica sem saber em quem confiar, a partir de certos do Vaticano!
Não dando certo, aí é que funcionará, é o que se parece!
"Parece-me evidente que os processos políticos atuais geraram um mundo sem lideranças. Não há verdadeira liderança nos atuais países porque todo o jogo político local obedece a ordens que não entendemos nem ouvimos. E não há, também, uma liderança mundial, porque o lugar ainda está vago. É o lugar dele, do Anti-Cristo. Quando este homem do pecado determinar que chegou a hora de aparecer, será certamente ovacionado por toda a humanidade, pois falará a mesma linguagem, terá o mesmo pensamento de todos, sobre tudo isso que citei acima. Sua ideologia, sua política, sua ciência, tudo corresponderá ao que os homens pensam e praticam já hoje".

Pedro Erik disse...

Também acho que mundo prepara a passos largos a chegada do anticristo.

Rezemos pelos cristãos.
Abraço