terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Muçulmana ministra do Reino Unido defende os Cristãos. Podemos ter muçulmanos defendendo cristãos e judeus?


Baronesa Sayeeda Warsi é uma muçulmana que atualmente é ministra para Fé e Comunidades no Reino Unido. Ela é filha de descendentes paquistaneses. Boa parte dos muçulmanos ingleses não aceitam que ela seja muçulmana (já jogaram ovos nela e ameaçam jogar de novo se ela for para um bairro muçulmano).

Baronesa Warsi, apesar de ser muçulmana, luta contra a persguição dos cristãos no Oriente Médio. Ela acha, com razão, que temos uma guerra global contra cristãos. Ela escreveu um artigo para o jornal do Vaticano, L'Osservatore Romano, sobre o assunto. O artigo se chama "A Now Global Crisis" (talvez o correto fosse "a new global crisis", mas tudo bem). Traduzo abaixo (em azul):

Desde que assumi em meu papel em 2012 como o ministra do Reino Unido para a fé, eu fiz questão de coolocar a liberdade religiosa como prioridade pessoal. A ameaça à liberdade religiosa, creio eu, se tornou uma crise global. Como resultado, o governo do Reino Unido elevou-a para uma prioridade fundamental em nosso trabalho de direitos humanos. Nós mostramos que nós compreendemos a enorme importância da religião em casa e no exterior. 

Uma ilustração dessa abordagem aconteceu quando levei a maior delegação do Reino Unido à Santa Sé, há quase dois anos. Meu discurso na Pontifícia Academia Eclesiástica focou na necessidade de as pessoas se sentirem mais fortes em suas identidades religiosas e mais confiantes em suas crenças - a reconhecer que aceitar e até mesmo defender outra fé não diminui a sua fé. Com a conitnuada situação crítica de cristãos no Oriente Médio e além, o argumento tornou-se mais relevante e urgent.

A ironia amarga dessa perseguição - ostracismo , discriminação, abuso, conversão forçada , tortura e até mesmo assassinato - é que está ocorrendo em uma região onde o cristianismo tem suas raízes. Às vezes, esses casos são exemplos de punição coletiva: pessoas atacando minorias cristãs em resposta a eventos que acontecem a muitas milhas de distância. Outras vezes, um cristão é apenas um conveniente "outro" - um bode expiatório. 

O que está acontecendo não é aceitável. O governo do Reino Unido está empenhado em levantar-se para tal perseguição, e isso exige consenso político internacional. Para esse fim, em setembro passado , em Nova York, eu convoquei uma segunda reunião de líderes internacionais para discutir o que mais os políticos podem fazer para promover a liberdade de religião ou crença e a lutar contra a intolerância religiosa dentro de nossas sociedades. Em fevereiro, eu conheci o Papa da Igreja Ortodoxa Copta de Alexandria Theodoros II no Cairo e em outubro eu me encontrei com o Patriarca Gregório III para discutir a situação dos cristãos na Síria e eu expliquei a nossa disponibilidade para falar em nome de todos os que são alvo porque da sua religião ou crença.

Em tudo isso, eu acredito que nós devemos fazer um poderoso argumento: a de que não só a liberdade religiosa é uma coisa boa em si, mas também é boa para as economias e para o progresso. Isso formou a base do meu discurso na Universidade de Georgetown no ano passado, quando eu argumentei que devemos apelar tanto para os estados, quanto para grupos e para indivíduos no seu desejo de prosperidade.

Ao fazê-lo, temos de garantir que a nossa abordagem não é sectária em si. Os cristãos que defendem cristão, os muçulmanos defendem muçulmanos - que não vai colocar um fim à crescente onda de perseguição religiosa. Em vez disso, precisamos de uma resposta para todos. Esse será o foco principal de uma conferência internacional, o primeiro deste tipo, que eu serei a anfitriã em 2014. Como o Papa Francisco disse na Evangelii Gaudium , " diálogo inter-religioso é uma condição necessária para a paz no mundo, e por isso é um dever dos cristãos, bem como de outras comunidades religiosas". A história nos ensina que nós só podemos derrotar a intolerância e ódio quando tivermos todos juntos, qualquer que seja a causa. As comunidades de maioria precisa defender as minorias. 

Então, essa é a nossa abordagem: não-sectária, promovendo os benefícios do pluralismo religioso; demonstrando o fato de que aceitar e co-existir  com outra fé não é diminuirá sua própria fé, mas, de fato, é a mais poderosa demonstração de confiança em suas crenças.

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Eu já discuti aqui, por meio de um debate entre dois especialistas em Islã (Robert Spencer e Peter Kreeft), se o Islã pode conviver com o cristianismo, da maneiria que o Islã é definido no Alcorão. A resposta foi: não, não pode conviver, a não ser que tenhamos um Islã que abandone vários preceitos do Alcorão, que abandone o núcleo do Alcorão, e critique o próprio modo de vida que teve Maomé. 

Então, pelo debate, os muçulmanos estão certos em não considerarem Warsi como muçulmana.

Mas eu gosto e admiro a baronesa Warsi. Ela escreveu um ótimo texto e está desejando fazer uma conferência mundial em defesa da liberdade religiosa. Sensacional. 

Apesar de eu não confiar na abordagem do "juntos venceremos".  Também não acredito que David Cameron, primeiro-ministro do Reino Unido, coloque a liberdade religiosa como prioridade. Finalmente, não acho que o Islã consiga conviver livremente com Cristo, sem ser dominado pelo amor e pela justiça de Jesus Cristo.


7 comentários:

Leonardo S. de Oliveira disse...

Prezado Pedro,salve Santíssima Imaculada Virgem Maria, Mãe de Deus, Co-Redentora pois trouxe ao mundo O Redentor!!

Uma muçulmana defendendo católicos (as)?

Até pode, mas com toda certeza não é uma verdadeira muçulmana pois todo muçulmano deve imitar o epilético e terrorista maomé.

E ela não obedece o alcorão que manda matar o infiel onde encontra-lo.

Quanto ao famoso diálogo que esses clérigos mandam ter é uma mentira.Cristo não mandou dialogar e sim mandou ensinar.

A paz só será obtida quando o mundo se converter ao catolicismo pois todas as nações obdecerão ao Cristo Rei e a Sua ÚNICA Igreja que é a Católica!!

Muçulmana defendendo católicos, somene na Europa contaminada pelo políticamente correto pois nos brindar com uma piada dessas!!!

In Corde Jesu, semper!!

Leonardo S. de Oliveira disse...

Ps: defender católicos no Ocidente é fácil quero ver defender católicos onde oa verdadeiros muçulmanos que imitam o epilético e terrorista maomé dominam.

Defender os católicos nos países muçulmanos é crime de blasfêmia contra o falso deus deles.

Pedro Erik disse...

É o que mostrou Spencer no debate que mencionei, Leonardo. Os muçulmanos teriam que abandonar Maomé.

ICXC NIKA
Grande abraço,
Pedro Erik

Leonardo S de Oliveira disse...

Prezado Pedro, essa Europa está tão contaminada pelo políticamente correto e pela moral relativista que nem se dá conta do fato de como isso é uma piada.

Colocar uma muçulmana para defender católicos.

Deus castigou toda a humanidade com duas guerras mundiais pelo fato do homem ter se feito Deus.

O homem não aprendeu a lição e continua tentando Deus e impedindo de o Reinado Social de Cristo guiar todas as nações, Deus irá castigar mais uma vez a humanidade.

Só nos resta rezar o Terço para fazer os homens abandonar a idéia de querer ser igual a Deus, antes que Deus nos cstigue de novo.

In Corde Jesu, semper!!

Pedro Erik disse...

Hoje tem um texto na revista Crisis Magazine sobre isso, Leonardo.
Texto de William Kilpatrick chamado Repeating 1939
Ele concorda com você. Leia o texto dele.
Abraço
Pedro Erik

juscelino disse...

Boa tarde. Caro Pedro,
Depois frase/fechamento do post lhe repasso esse link para caso não tenha lido.
É um livro pequeno que achei bem interessante que não faz proselitismo de religião mas confirma em muito( acho eu ) sua frase final . Caso goste e queira replicar o link.
http://www.ajesus.com.br/assets/files/conheca_jesus.pdf

Pedro Erik disse...

Interessante, Juscelino.
Obrigado pelo link, amigo.
Vai para fila de livros.

Grande abraço,
Pedro Erik