sábado, 27 de agosto de 2011

Catolicismo na China

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Acima foto do padre John Baptist Wang preso no último final de semana na China, junto com seus dois irmãos, bispo Casmir Wang Milu e padre John Wang Ruowang, além de muitos outros padres e dúzias de paróquianos. Duas semanas atrás, o padre Che Hailong foi liberado depois de quatro meses preso quando sofreu agressões físicas e psicológicas.

A China é  contra a Igreja Católica do país e só aceita padres que obedecem as ordens do Estado chinês e participam da chamada Igreja Patriótica.

A Igreja Católica, por sua vez, não aceita nenhuma interferência na Igreja por meio de nomeação de padres e bispos sem a autorização do Vaticano. Qualquer padre ou bispo nomeado pelo Estado chinês sem aval do Vaticano é automaticamente excomungado, a não ser que seja sob extrema coerção das autoridades chinesas.


Os padres presos seguem a Santa Sé e realizam missas clandestinamente para muitos católicos que respeitam a doutrina da Igreja, especialmente aquela que é contra o aborto. Na China, só se pode ter apenas um filho por mulher, caso contrário a mulher deve praticar o aborto, por vezes forçado pelas autoridades. A Igreja, graças a Deus, não aceita isso e os católicos também não devem aecitar.


Abaixo, um vídeo do Catholic Radio Net que mostra o que é ser católico na China. Traduzo em azul.




Bem-vindo à Ajuda da Igreja em Necessidade Onde Deus Chora, um programa semanal dedicado a situação da Igreja em sofrimento no mundo. 

Mark Riedemann: "A China tem aproximadamente 12 milhões de católicos, 4  milhões na Igreja Patriótica e mais ou menos 8 milhões clandestinamente".

Cardeal Joseph Zen Ze-Kiun: "O governo tenta separar a Igreja da Santa Sé. Então parte da Igreja diz que isso não é aceitável pois nós somos parte de uma Igreja una, então eles se abstém de colaborar e são enviados para a prisões ou campos de trabalhos forçados. A outra parte acredita que pode haver um compromisso, e colaboram com o governo mas tentam permanecer na Igreja. Durante a Revolução Cultural (1966-1976) todos os cristãos foram presos ou jogados em campos de trabalhos forçados e a Igreja desapareceu completamente". 

Igrejas foram destruídas, seminários fechados e clérigos mortos ou aprisionados.

Cardeal Joseph Zen Ze-Kiun: "No final da Revolução Cultural os padres começaram a sair das prisões. O primeiro grupo se recusou a colaborar com o governo, e realizou missas em segredo. Ele são chamados os clandestinos. E os outros foram mandados de volta para as igrejas e o governo começou a reabrir as igrejas". 

Colaboração com o governo tem muitas vantagens: restituição das propriedades, permissão e ajuda econômica para construir novas igrejas e liberdade para estabelecer catequeses e estudos bíblicos. Mas há um preço a pagar.

As mãos da Igreja estão amarradas quando valores cristãos se chocam com diretrizes do partido comunista, como a ordem de se ter apenas um filho, executada por vezes por meio de abortos forçados. 
Cardeal Joseph Zen Ze-Kiun: "A situação da Igreja clandestina não mudou muito. Eles estão sempre sob perseguição. Há ainda muitas prisões. Alguns bispos desaparecem por muitos anos.

Publicações religiosas sem autorização são regularmente confiscadas. Os editores são presos. O interesse das chineses com o cristianismo tem o primeiro contato com a Igreja liberada pelo governo, mas nem todos ficam nestas liberadas, alguns vão para clandestinas atraídos pela lealdade e pelo heroísmo. 

Cardeal Joseph Zen Ze-Kiun: "Eu espero que o mundo saiba mais sobre a situação real da Igreja na China e ajude com suas orações".


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Que Deus dê paz a todos os perseguidos em nome de Cristo na China.

(Agradeço a indicação do assunto ao site PewSitter)

4 comentários:

Anônimo disse...

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Pedro Erik disse...

Many thanks, DSL.

Best regards,
Pedro Erik

Eduardo R. V. disse...

Fico me perguntando por que 4 milhões de pessoas estariam numa igreja estatal (argh).

Pedro Erik disse...

Eduardo,

Acho que a resposta passa por duas coisas: medo (do governo) e dinheiro (apoio financeiro do governo).

Abraço,
Pedro Erik